Ane Halana (Psol) e Laís Garcia (Rede) apontam que as articulações ocorrem sem problemas Em Vitória, o nome para a eleição majoritária da Federação Psol/Rede Sustentabilidade é, sem dúvida, o da deputada estadual Camila Valadão; no município da Serra, enquanto o Psol ainda não definiu a quem apoiar, já que não terá candidato, a Rede anunciou que seguirá com o prefeito Sergio Vidigal (PDT), que transferiu desta quinta-feira (22) para março a decisão sobre sua reeleição. Esses temas foram tratados na primeira reunião da federação realizada nessa quarta-feira (21), na Câmara de Vitória, para acertar pontos visando às eleições de outubro deste ano, mas que deixou de abordar pontos divergentes apontados entre militantes do Psol. A principal crítica está relacionada à forma como a Rede conduz o processo, abrindo espaço para o campo de atuação de partidos da direita. Formalizada em dezembro de 2022, a federação entre os dois partidos representou, desde o início, um incômodo para a base do Psol. A restruturação realizada em 2023 colocou na direção, atuando em conjunto com a presidente (porta-voz) Laís Garcia, Macaciel Breda, “braço do governador Renato Casagrande, do PSB”, como afirma um militante, apontando divergências nas movimentações. Para as dirigentes do partido no Estado, Ane Halana (Psol) e Laís Gouveia (Rede), no entanto, as articulações ocorrem sem problemas. “Estamos na fase em que ambos partidos apresentam os municípios de interesse e comparando para verificar se existe alguma divergência, mas nesse momento, a nossa preocupação é mais com a burocracia, já que é a primeira eleição municipal com a federação”, afirma Ane Halana. Ela acrescenta que “a pré-candidatura da Camila está mais do que confirmada e é importante para ambos os partidos. A reunião trouxe temas já debatidos, com atualizações. Mas sem muita concretude. A exemplo de São Mateus [norte do Estado], que eles expuseram que pretendem lançar candidatura majoritária, e nós não”. Laís Garcia, da Rede, ressalta que “em relação às eleições, conduzimos um levantamento preliminar que revelou nosso interesse em participar das disputas em aproximadamente 42 municípios, com ênfase nas candidaturas tanto para vereadores quanto para cargos majoritários. Destacamos, especialmente, as pré-candidaturas de Camila Valadão para a Prefeitura de Vitória e Ferreira Junior para São Mateus”. A dirigente partidária enfatiza ainda “a importância dos diálogos e debates entre os partidos do campo político democrático, todos engajados na busca por uma nação socialmente mais justa, economicamente próspera e ambientalmente sustentável. Destacamos a necessidade de diálogo, tanto de forma independente quanto em colaboração com os órgãos vivos de nossa sociedade”.
CPI do Pó Preto de Vitória vive impasse sobre composição
Tentativa de esvaziamento gerou reação de André Moreira e bate-boca entre vereadores Redes Sociais A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Vitória criada para apurar as causas do aumento da poluição atmosférica na Capital do Estado passa por um momento de indefinição sobre quem serão seus cinco integrantes. Houve mudanças de indicações e desistências entre os parlamentares, e o vereador André Moreira (Psol), autor da CPI, acusa a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) de tentar esvaziar a comissão. Nesta quinta-feira (22), o presidente da Câmara de Vitória, Leandro Piquet (Republicanos), enviou um e-mail aos parlamentares pedindo para que indicassem novamente quem se habilitaria a participar da CPI do Pó Preto. Isso aconteceu um dia depois de uma sessão tensa, com bate-boca e trocas de acusações entre os vereadores. A expectativa é de que Piquet publique o ato de criação da comissão em breve, mas ainda não há certeza sobre quais serão os integrantes. Inicialmente, em reunião do colégio de líderes da Câmara de Vitória realizada nessa segunda-feira (19), seguindo o Regimento Interno, ficou acordado que os três partidos com mais de dois vereadores fariam indicações, e as outras duas ficariam por conta da presidência, que teria que garantir a presença de parlamentares da oposição. Dessa forma, André Brandino (PSC) foi o indicado do Podemos (sigla que absorveu o PSC); Vinícius Simões (Cidadania), pelo seu próprio partido; e Leonardo Monjardim (Patriota), pelo Republicanos. André Moreira entrou na composição por ser o autor da CPI, e Dalto Neves (PDT) foi o último indicado pelo presidente da Câmara. Nessa reunião, houve também um acordo para que Brandino fosse escolhido o presidente e Moreira, o relator. Entretanto, o vereador do Podemos desistiu de participar da CPI, e nem ele e nem o outro vereador do partido, Chico Hosken, quiseram fazer uma nova indicação. André Moreira acusa que o prefeito pressionou Brandino a não votar nele para relator, e o parlamentar, sem querer descumprir o acordo, pediu para sair. Na sessão ordinária realizada nessa quarta-feira (21), Brandino não respondeu diretamente às acusações de interferência, mas assumiu que ele e Chico Hosken “abriram mão” da vaga por que não conseguiriam cumprir o que foi combinado anteriormente. Na sessão, surgiu a informação de nova composição: Duda Brasil (União), líder do Governo na Câmara, entraria no lugar de Dalto Neves, e Davi Esmael (PSD) entrou como um novo indicado do presidente – o Podemos decidiu deixar a cargo do plenário a indicação do novo integrante, e Piquet assumiu essa tarefa em articulações internas. Duda e Davi foram os únicos que votaram contra o projeto de lei da qualidade do ar, aprovado em dezembro. Ao saber dessa movimentação, André Moreira reagiu. Do púlpito, instou André Brandino a assumir a vaga, por conta de sua “condição” – ele tem cegueira monocular decorrente de poluição –, falou em “pizza” e pediu esclarecimentos sobre qual seria, afinal, a indicação feita pelo Podemos. A partir daí, iniciou-se o embate entre os vereadores. O presidente da Câmara chegou a declarar que a CPI não prosseguiria, por número insuficiente de integrantes – isso depois de perguntar no microfone quem se interessaria em participar da comissão, obtendo apenas as respostas de André Moreira, Vinícius Simões e Anderson Goggi (PP), que decidiu se apresentar, dado o interesse do tema. Mas houve nova reação contra o esvaziamento da CPI, e Piquet perguntou, novamente, quem se interessaria em participar. Dessa vez, responderam André Moreira, Vinícius Simões, Karla Coser (P) – respondendo a uma provocação de que teria deixado Moreira lutar sozinho) -, Davi Esmael e André Brandino – que voltou atrás para “acabar com o disse-me-disse” envolvendo seu nome. Observando que a composição seria favorável à oposição, Duda Brasil tentou se colocar como interessado, já depois da chamada encerrada. Leonardo Monjardim também assumiu o microfone para reclamar que a CPI era “eleitoreira” e já nasceria “viciada”, e não participaria de uma “CPI dominada pela esquerda”. Vinícius Simões, então, decidiu provocá-lo, chamando-o de “fujão” e “defensor do pó preto”. Com a confusão instalada, o presidente decidiu encerrar a sessão. Para André Moreira, o que vale é a última composição acertada antes do encerramento da sessão (ele, André Brandino, Vinícius Simões, Karla Coser e Davi Esmael), e o vereador do Psol promete entrar na Justiça para fazer valer essa posição, se necessário. Qualidade do ar em xeque Em novembro passado, algumas estações da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar (RAMQAr) da Grande Vitória registraram aumento de mais de 1.000% em um ano. Em dezembro, porém, a equipe técnica do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), responsável pelo monitoramento, encontrou os potes de coleta virados de cabeça para baixo na estação do Hotel Senac, na Ilha do Boi – que havia registrado o maior valor da série histórica, desde 2010. O caso foi encaminhado pelo Iema ao Ministério Público Estadual (MPES), que também foi acionado por André Moreira para apurar o caso. Além dessa situação, outro obstáculo na luta contra a poluição atmosférica é a suspensão da Lei 10.011/2023, que estabelece parâmetros de medição da qualidade do ar atmosférico em Vitória. Sancionada no último dia 19 de dezembro, a norma foi suspensa dois dias depois pelo desembargador Fernando Zardini Antonio, que acatou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). A Mesa Diretora da Câmara de Vitória e o Psol ingressaram com ações questionando a medida. Composição da CPI da Qualidade do Ar gera embate na Câmara de Vitória Pazolini articula para tirar André Moreira da relatoria; vereadores trocaram farpas em discursos https://www.seculodiario.com.br/politica/composicao-da-cpi-da-qualidade-do-ar-gera-embate-na-camara-de-vitoria Câmara de Vitória pede na Justiça fim da suspensão da Lei da Qualidade do Ar O Psol, partido do vereador André Moreira, também solicitou cassação da liminar concedida por desembargador https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/camara-de-vitoria-questiona-a-suspensao-da-lei-da-qualidade-do-ar
Educadores do Campo informam Sedu sobre como viabilizar concurso público
“Continuamos na vigília até a Sedu viabilizar”, afirmam, após reunião com gestores da secretaria Débora L.L. Casotti “Pisa ligeiro, quem não pode com a Ledoc, não assanha o formigueiro”. A toada foi tocada com pandeiros em ritmo de moda de viola durante uma manifestação realizada nesta quinta-feira (22), em frente à Secretaria de Estado da Educação (Sedu), por professores, estudantes e gestores do curso de Licenciatura em Educação do Campo (Ledoc) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Inicialmente, o grupo chegou disposto a fazer uma vigília, enquanto gestores da secretaria receberiam uma comissão para discutir sobre a viabilidade da participação dos formados pela Ledoc no próximo concurso para professores, previsto para acontecer ainda este ano. Mas, diante da chuva, todos foram convidados a entrar no auditório do prédio e participar da reunião. Após fazerem sua explanação sobre quais ações vêm tomando por meio da Gerência de Educação Antirracista, do Campo, Indígena e Quilombola (Geciq), os gestores ouviram as argumentações dos manifestantes sobre a necessidade de implementar políticas que efetivamente garantam que a Educação do Campo chegue a quem precisa. “Uma estudante fez uma fala muito importante sobre a práxis, explicando que nós ouvimos a Sedu, a Sedu nos ouviu, e agora ela precisa realizar as ações necessárias. A Sedu cria subgerência, mas as políticas não acontecem, as escolas estão fechando e o concurso público não permite a participação dos formados em Educação do Campo”, ressalta Maria Geovana Melin Ferreira, uma das representantes do Comitê Estadual de Educação do Campo do Espírito Santo (Comeces). Uma coisa que chamou atenção, pontua a educadora, foi ter ouvido dos gestores que eles desconheciam o fato de que a Ledoc habilita os formados a ministrarem diversas disciplinas. “Os estudantes levaram seus diplomas, que dizem em quais disciplinas eles estão habilitados. A subsecretária, assessora e gerentes ali não sabiam disso”. Entre os gestores presentes, estavam a subsecretária de Estado da Educação Básica e Profissional, Andréa Guzzo Pereira; a assessora de Relações Institucionais, Aline de Paula Nunes; a gerente de Educação Antirracista, do Campo, Indígena e Quilombola (Geaciq), Aline de Freitas; além de membros da Gerência de Contratos. Débora L.L. Casotti Entre os representantes da Ufes, estavam a coordenadora do Ledoc, Marluce Leila Simões Lopes; a vice-diretora do Centro de Educação (CE), Silvana Ventorim; e a subchefe do Departamento de Educação, Política e Sociedade do CE, Patrícia Gomes Rufino de Andrade. Da sociedade civil, além do Comeces, também se fizeram presentes representantes de movimentos sociais como o de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Pequenos Agricultores (MPA) e Atingidos por Barragens (MAB). A ação judicial que contesta o concurso público de 2022, impetrada pelo escritório do educador Tião Herculino, foi uma das fontes de informação que os manifestantes orientaram que a Sedu procure para conhecer as argumentações jurídicas que desmontam todas as manobras administrativas impetradas até agora pela pasta do secretário Vitor de Angelo para impedir que os formados em Ledoc concorram no certame para docentes da rede estadual. Outros documentos produzidos pelas entidades também foram apresentados, além dos relatos de experiências de outros estados, como em Minas Gerais, que já realiza concursos para professores que abarcam os formados em Ledoc tanto para escolas do campo quanto urbanas. Ryan Maldonado “A Sedu admite a Ledoc nos processos seletivos para DT, a Designação Temporária, mas não aceita em concursos para contratar professores efetivos. Por que essa contradição?”, questiona Geovana, tocando em um dos pontos principais das reivindicações. O argumento da secretaria, de que a carga horária de dos formados em Ledoc é insuficiente para a exigência mínima e 20 horas, explica, cai por terra, quando a secretaria tem que reconhecer que os formados em Ledoc são habilitados em várias disciplinas, podendo compor sua carga horária de formas diversas. É o que ressaltou também a professora Priscila Monteiro Chaves, docente no curso Ledoc no campus de Goiabeiras da Ufes. “A gente quer concurso público por área do conhecimento”, afirmou a Século Diário, ao falar sobre a mobilização para a vigília. Nas formações em Ledoc da Ufes, explicou, são duas áreas de conhecimento: Linguagens, em que o graduando se habilita para ministrar aulas de Português, Literatura, Arte e Educação Física; e Ciências Humanas e Sociais, que oferece habilitação para aulas de História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Assim, salientou, basta que o concurso preveja que, no concurso público, o candidato escolha em qual área de conhecimento vai concorrer, podendo compor sua carga horária mínima a partir das várias disciplinas que sua formação acadêmica lhe forneceu. Mobilização nacional A educadora do Comeces salienta que há avanços na estrutura da Sedu, como a inclusão da Educação do Campo nas Diretrizes Pedagógicas de 2024, mas há ainda mais lacunas do que soluções práticas. “Ainda não há garantia de abertura de turmas de ensino médio, de EJA [Educação de Jovens e Adultos], nem educação infantil nas escolas do campo. Nem mesmo em regime de colaboração com os municípios. Também não sabemos qual é o orçamento da Educação do Campo para este ano”, elenca. “A Ufes e os movimentos sociais estão à disposição da Sedu par qualquer esclarecimento, mas agora ela tem que fazer a parte dela. O entendimento do grupo é que a Sedu já tem todos os elementos par avançar. Inclusive, foi proposto suspender a ação que está no STJ [Superior Tribunal de Justiça] contra o concurso de 2022, caso ela resolva essa questão agora em 2024”, acrescenta. “Ficamos satisfeitos pela escuta, pela oportunidade de prestar alguns esclarecimentos, mas continuamos em vigília até a Sedu concretizar nossa reivindicação”, afirma. A luta pelo concurso público será uma das pautas que a comitiva capixaba levará para o encontro do Fórum Nacional de Educação do Campo (Fonec) que acontece na próxima semana em Salvador, na Bahia, comemorando os 25 anos da Educação do Campo. “Vamos relatar nossa luta, ver como os estados estão atuando e articular a luta em âmbito nacional”. Vigília na Sedu cobra inclusão da Educação do Campo no concurso público de 2024 Objetivo é evitar a repetição do erro do concurso de 2022, que foi judicializado e aguarda análise do STJ https://www.seculodiario.com.br/educacao/vigilia-na-sedu-cobra-inclusao-da-educacao-do-campo-no-concurso-publico-de-2024
Projeto das ruas Sete e Gama Rosa ‘dá apenas uma maquiada’, critica Amacentro
Comunidade não teve espaço para opinar sobre as mudanças feitas pela Prefeitura de Vitória Mesmo com posição contrária da comunidade, a Prefeitura de Vitória vai manter as alterações feitas no projeto de reurbanização das ruas Sete e Gama Rosa, no Centro de Vitória. O projeto, apresentado na noite dessa quarta-feira (21), na Fafi, foi considerado “meia-boca” pela Associação dos Moradores do Centro (Amacentro), que aponta, ainda, que “não traz mudanças estruturais” e apenas “dá uma maquiada”. Leonardo Sá O presidente da Amacentro, Lino Feletti, relata que, contrariando as expectativas da comunidade, a apresentação não foi para ouvir os moradores quanto às mudanças no projeto, mas somente para apresentá-lo, já que o edital para licitação da obra também foi lançado. A prefeitura havia entrado em contato com a Amacentro para falar das mudanças e pedir o aval para que fossem efetivadas. Contudo, a associação declarou que as alterações deveriam ser apresentadas em assembleia para a comunidade, para serem discutidas coletivamente, pois o parecer da associação seria individual, sendo a assembleia “maior do que a diretoria”. Em junho de 2022, a associação também tinha encaminhado ofício para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento da Cidade (Sedec) solicitando uma reunião com a comunidade para discutir o tema, mas não obteve resposta. Lino diz que, na reunião dessa quarta, solicitou ao prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) que fosse estabelecido um tempo de fala para os participantes logo no início da reunião. O pedido, explica, foi porque em encontros anteriores, isso não foi feito. As pessoas se manifestavam durante muito tempo e depois a gestão, com o avançar da hora, estipulava tempo, portanto, limitava-se a expressão de um número maior de pessoas. A resposta do prefeito não foi nada agradável. “Ele disse ‘Lino, não vai ter fala, é só apresentação, já está tudo resolvido”. Leonardo Sá Uma das alterações no projeto foi a desistência de fazer o encapsulamento dos cabos e fios que causam poluição visual. Outro problema é o fato de a gestão de Lorenzo Pazolini persistir em manter, na Rua Sete, o nível da rua abaixo da calçada, contrariando o projeto aprovado pela comunidade em 2022. Lino relata que o argumento para não mexer no nível da rua é que isso irá ajudar na drenagem em época de chuva. “Se precisa disso, é porque não garantem que a obra de drenagem que será feita vai resolver. A obra de drenagem garante ou não o escoamento? O que parece é que corremos risco de reviver o que aconteceu na Rua da Lama”, aponta o líder comunitário, referindo-se ao alagamento registrado em dezembro passado, logo após a finalização das obras. A não aplicação do projeto inicial, afirma Lino, é resultado do lobby da diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e de um grupo de moradores do entorno da Rua Sete, uma vez que não serão mais retiradas as vagas de estacionamento da Rua Sete e ao lado da praça Ubaldo Ramalhete para ampliá-la. Lino aponta que comerciantes diurnos da região querem a manutenção das vagas para usufruto dos clientes, entretanto, a ideia de grande parte dos moradores e dos comerciantes noturnos é fazer da região um espaço de convivência. “O projeto valoriza carros”, lamenta Lino. Além disso, consta a retirada das pedras portuguesas da praça Ubaldo Ramalhete, mantendo somente as de dentro da quadra e debaixo das árvores. “Se esquece o que tem de história nas pedras, é um dos poucos resquícios de pedra portuguesa que se tem no Centro”, queixa-se o presidente da Amacentro. O projeto de reurbanização faz parte do grande pacote anunciado pela prefeitura de R$ 1 bilhão de investimentos em várias áreas, até 2024, incluindo os polos gastronômicos da Rua da Lama, da Curva da Jurema e do Bairro República/Mata da Praia. Quando foi apresentado para a comunidade, em janeiro de 2022, foi considerado como um instrumento de fortalecimento do turismo, da economia e da segurança. Na reunião dessa quarta, também foi apresentada a obra das ruas do entorno do Viaduto Caramuru, ligando ao Parque Moscoso. Será retomado o piso original, de paralelepípedo, haverá reconstrução das calçadas e arborização. A ação, que inicialmente não fazia parte do projeto, foi considerada positiva pela comunidade.
Doulas lutam pela regulamentação da profissão
Laís Lacerda, do Inpes, fala da atuação das profissionais que apoiam gestantes e lutam contra violência obstétrica Tema que vem ganhando destaque ao longo dos últimos anos, a luta por parto humanizado e contra a violência obstétrica, praticada contra gestantes, são tema da Entrevista do Século. A convidada é Laís Lacerda, fundadora do Instituto Nacional de Educação Perinatal e Saúde, o Inpes, vice-coordenadora da Associação de Doulas do Espírito Santo, a Adoules, e embaixadora capixaba da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento. Ela comenta sobre o processo histórico que transforma o parto em um procedimento médico; casos de violência obstétrica e racismo obstétrico; parto domiciliar; casas de parto; e a necessidade de políticas públicas para aumentar o índice de partos naturais e humanizados. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Lula errou
Não se compara o holocausto a nada Depois de o Brasil passar por pária internacional, numa decadência diplomática sem precedentes, com a dupla Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo, depois do convescote com embaixadores do dito “mito” fora de qualquer estatuto ou regramento do que se instituiu como diplomacia, temos este erro de Lula. Não, Lula não tem razão, não está certo. Ele se utilizou de uma, digamos, flexibilidade semântica de aloprado, e que dizem que foi de improviso, e se não foi, pior ainda. Tomar por base de comparação o holocausto com qualquer genocídio que tenha ocorrido na História é um erro de interpretação da História e de semântica. O genocídio ocorrido em Ruanda, em Srebrenica, e agora na Faixa de Gaza, não se compara com o termo holocausto, pois este se refere ao extermínio sistemático de seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. Sim, ocorre um genocídio na Faixa de Gaza, e Benjamin Netanyahu deveria ser julgado como genocida pelo Tribunal Penal Internacional, e o Estado de Israel também por crime de genocídio pela Corte Internacional de Justiça, mas daí a comparar, até em escala, este genocídio com o holocausto judeu, é um erro de interpretação histórica e uma ofensa a maior parte da comunidade judaica. O erro de escala, pois começa pelo holocausto nazista ter sido um projeto de extermínio racial, um projeto de poder mundial, de dominação geopolítica do planeta, e a escala deste extermínio só não foi muito maior, pois o Eixo foi derrotado pelos aliados, deixando em seu lugar a Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. O projeto do Nazismo era, a princípio, o extermínio de judeus, ciganos e homossexuais, e a dominação territorial do continente europeu. Mais adiante, o extermínio se estenderia como um projeto racista de caráter geral e de supremacia de uma suposta raça pura, a raça ariana. O projeto eugênico, por fim, tinha um caráter disruptivo, e a ideia de extermínio sistemático de raças e etnias e de grupos de orientações sexuais não aceitas, além de pessoas com deficiência física e intelectual, ou ainda os chamados alienados, loucos etc, e que se chama holocausto, não tem precedentes na História. O discurso aloprado como o de Lula, que tenta equalizar tudo, como se o inominável, o holocausto, pudesse dar nome a várias coisas, numa operação semântica que banaliza o Mal Absoluto do Nazismo e o estende a qualquer tentativa genocida que ocorrer na História, é um erro absurdo. O fato é que não há, nem conceitualmente, nem em escala, a comparação de genocídio de um grupo, com o genocídio nazista, o holocausto. Como projeto racista, o holocausto tanto tinha um caráter muito mais sistemático que qualquer outro genocídio no mundo, o que muda seu conceito, como era de uma escala astronômica, muito maior que qualquer guerra local em que houve ou haja genocídio. Lula já tinha derrapado com seu companheirismo alucinado com o criminoso de guerra Vladimir Putin, e agora, às vésperas de liderar uma reunião do G20, vai além de uma gafe comum, dando um salto escalafobético, tanto na semântica, como na sua logorreia que, muitas vezes, pode causar danos. O dano agora provoca, neste caso, a formação de um gabinete de crise, enquanto a sua claque de sabujos, pessoais e de redes sociais, depois desta declaração “bombástica”, já deve o tomar por candidato ao Nobel da Paz e arauto de uma nova era de entendimento entre os povos no século XXI. Sim, Lula errou, e agora nos deparamos com uma ruptura diplomática com Israel, numa escalada verbal de desinteligências, e mais uma vez caímos na mediocridade diplomática, que só não ultrapassa os tempos de piada de alemão que foi o período bolsonarista. Contudo, estamos diante de um Lula que insiste, por diversas vezes, em se tornar uma espécie de liderança diplomática internacional, um ator relevante de geopolítica, o seu sonho dourado, mas derrapa em cascas de banana criadas por ele mesmo, e os esforços de uma diplomacia sóbria, nos modos da que foi erguida pelo Barão do Rio Branco, vai pelos ares. Não se compara o holocausto a nada. Não se compara um projeto de dominação mundial racista com genocídios de guerras localizadas. A ignorância histórica sobre o maior crime que ocorreu na História não tem base de comparação com nada no mundo. Banalizar a palavra holocausto é muito mais grave do que o que vemos de aplicação generalizada das palavras nazista e fascista, pois esta palavra holocausto não se presta a esta flexibilidade semântica, nem em redes sociais, e muito menos através do discurso de um Chefe de Estado que, quando improvisa e erra, parece levar uma conversa séria para o balcão de um boteco. Gustavo Bastos, filósofo e escritor.Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com
Cassação de mandatos de vereadores de Vila Velha afeta campo bolsonarista
Joel Rangel e Devacir Rabello perderam os mandatos em ação contra fraude na cota de candidaturas femininas Mais uma bomba estoura no campo bolsonarista do Estado, com a cassação dos mandatos dos vereadores de Vila Velha Joel Rangel (PTB) e Devacir Rabello (PL) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi adotada na noite dessa terça-feira (20), em julgamento de uma ação por prática de fraude na cota de gênero, relacionada a candidaturas femininas. O vereador do PL é o nome cogitado pelo partido para concorrer à prefeitura nas eleições deste ano. Seu nome ganhou reforço nos meios políticos depois da prisão, em janeiro, do empresário e veterinário Thiago Oliveira, que chegou a ser lançado pré-candidato pelo grupo do senador Magno Malta, por crimes de extorsão e lavagem de dinheiro. Os vereadores tiveram os votos anulados em Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) movidas pelos candidatos Heliossandro Mattos (PDT) e Fábio Barcellos (PP) contra o diretório do PTB e o Democracia Cristã (DC), partido pelo que Devacir foi eleito. Os quocientes eleitoral e partidário terão agora que ser recalculados. A decisão reformou acórdãos do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES), seguindo o voto do relator do processo, ministro Floriano de Azevedo Marques, acompanhado à unanimidade pelos demais ministros do TSE. Segundo ele, foi possível identificar pelo menos três elementos que caracterizam a fraude à cota de gênero em todos os casos. “Votação zerada ou pífia e inexistência de gastos e de atos de campanha”. Na ação contra o PTB, Heliossandro e Fábio Barcellos apontam que a candidata Sonia Mara Silva da Silva Pereira, foi mantida em cargo comissionado na Prefeitura de Vila Velha durante o pleito. Alegam ainda que ela também não teria aberto conta bancária, nem apresentado a prestação de contas parcial ou final, situação agravada por não ter realizado atos de campanha e apoiado outro candidato. Em outras Aijes, ajuizadas pelo PDT, foram acrescentadas mais duas candidatas envolvidas na fraude à cota de gênero praticada pelo PTB para concorrer ao cargo de vereador, de Serenila Boschetti e Deni Maura Almeida Pina. No caso do Democracia Cristã, o PDT e o candidato Fábio apontaram candidatura fictícia de Elaine Mendonça da Silva Laures. Segundo a legislação, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada gênero (artigo 10, parágrafo 3º, da Lei das Eleições – Lei nº 9.504/1997). Todas as candidatas tiveram as candidaturas declaradas inelegíveis, conforme previsto no artigo 22, inciso XIV, da Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar nº 64/1990).
Aumento dos casos de Dengue faz governo decretar emergência no Estado
ES vai receber 58,5 mil doses da vacina nesta quinta-feira. Centro Integrado vai atuar para reduzir número de casos e óbitos O Governo do Estado decretou, nesta quarta-feira (21), Situação de Emergência em Saúde Pública em razão do aumento dos casos de Dengue e instituiu o Centro Integrado de Comando e Controle de Arboviroses (CICC), cujo objetivo é integrar diferentes setores do Estado no enfrentamento ao mosquito, para reduzir os índices e óbitos. Além disso, vai receber 58,5 mil doses da vacina da dengue, enviadas pelo Ministério da Saúde, nesta quinta (22), que serão distribuídas para 23 municípios capixabas, para aplicação em crianças de 10 e 11 anos. Atualmente, o Estado é o sexto no ranking brasileiro entre as unidades federativas com maior incidência da doença, atrás do Distrito Federal, Minas Gerais, Acre, Paraná e Goiás. Em 2023, foi registrada a maior epidemia de dengue no Espírito Santo, com 192,1 mil casos notificados e 98 óbitos. Dados de 2024 já apontam mais de 24 mil casos notificados, dois óbitos, e mais de 1,3 mil casos notificados de chikungunya e 507 casos notificados de Zika. Os anúncios foram feitos pelo governador Renato Casagrande após reunião com prefeitos, no Palácio Anchieta. O Centro, inicialmente, integrará ações conjuntas da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), com a possibilidade de articulação de demais órgãos, com reuniões semanais. Hélio Filho/Secom O governador também anunciou o repasse de R$ 2 milhões aos municípios capixabas para enfrentamento às arboviroses, que poderão ser utilizados em apoio às ações de redução de risco e dano causado, de acordo com o Plano de Contingência das Arboviroses de cada município. “Estamos com uma situação grave em diversos estados do País. Isso exige um reforço nos cuidados que já estamos adotando, além da maior integração das ações. Temos duas pessoas que infelizmente perderam a vida e outros 11 casos em investigação. Alguns municípios montaram uma sala de situação e quem ainda não montou, é importante tomar essa decisão para que fiquem integrados conosco. Temos a Dengue Tipo 1 e Tipo 2, mas em diversos estados, foram identificados o Tipo 3 e Tipo 4”, alertou. O subcomandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roger Amaral, aponta que o CICC vai funcionar como um ponto central de gestão, monitoramento e coordenação das atividades relacionadas ao combate à dengue. “Trabalhar juntos vai nos possibilitar a análise de dados e informações em tempo real, para o devido planejamento de estratégias de prevenção, controle e resposta às demandas emergentes”, diz. Ele destaca a expertise do Corpo de Bombeiros nesse tipo de ação recordando a atuação da corporação na pandemia da Covid-19. Hélio Filho/Secom O coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Hekssandro Vassoler, também destacou a importância da cooperação interinstitucional no enfrentamento de crises de saúde pública. “O Centro de Inteligência de Defesa Civil (Cidec) é um local construído e planejado para reunir diversos órgãos e servir como ponto de centralização de informações e de tomada de decisões. Assim como temos trabalhado para prevenir e mitigar os efeitos de desastres naturais, vamos agora, usar dessas estratégias, para combater a epidemia de dengue”, apontou. As primeiras ações a serem trabalhadas pelo Centro Integrado serão voltadas ao combate aos focos do vetor, por meio de treinamentos com apoio aos agentes de campo, com base nas informações disponibilizadas no Mapa de Risco, que apontam os municípios com maiores incidências de casos e também os com situações mais críticas. Os dados do Mapa são atualizados diariamente pela equipe técnica da Sesa, de acordo com informações do sistema de notificação compulsória, o e-sus Vigilância em Saúde. Outra estratégia é o fortalecimento de campanhas educativas em todo território; campanhas que visem o combate ao vetor e também ao cuidado em saúde; preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) de forma conjunta em todo Estado, como o fortalecimento da testagem de RT-PCR para o diagnóstico das arboviroses, assim como a importância dessa ferramenta para a vigilância genômica dos vírus; e o apoio aos municípios com insumos e orientações, tais como a ampliação de salas de hidratação.
Júnior Corrêa volta atrás e terminará mandato como vereador de Cachoeiro
Parlamentar queria que suplente assumisse, mas isso só pode acontecer se ele renunciar ao cargo Redes Sociais “Rezo pelo melhor de Cachoeiro, vou continuar com o meu mandato e rezo por vocês também. Boa sorte a todos que vão participar da eleição”. O tom da fala de Júnior Corrêa (PL) denuncia sua preferência pela vocação religiosa, mas ele continuará como vereador de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, até o final do mandato. Quando anunciou que deixaria a carreira política para se tornar padre, na semana passada, afirmou também que se licenciaria do cargo para que o seu suplente assumisse. Em sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada nessa terça-feira (20), voltou atrás nessa última decisão. “De fato, eu pensei, naquele momento, em me licenciar para que o meu suplente pudesse assumir, já que eu não vou seguir a carreira política. Para que ele pudesse trabalhar e contribuir com o município através de um mandato. Mas, como eu vi que havia impeditivo por conta do Regimento Interno, e pensando também nos 2.519 votos que eu tive, eu então decidi, conversando com o senhor [presidente da Câmara, Brás Zagotto, Podemos], permanecer até o final do ano”, justificou. O Regimento Interno aponta que o vereador pode se licenciar por interesses particulares, mas, “por prazo nunca superior a 120 dias por sessão legislativa”, conforme o artigo 170. Já o artigo 173 estabelece que “o suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura na função de secretário municipal ou de licença superior a 120 dias”. Assim, o suplente de Júnior só assumiria se ele renunciasse ao cargo. Ou seja, apesar do anunciado desinteresse em seguir na política, Júnior Corrêa ainda manifesta apego à vaga que ocupa desde 2021, após ter sido eleito como o vereador mais votado em 2020. Ele também deverá atuar na campanha eleitoral deste ano. Tão logo o vereador de extrema direita comunicou sua desistência da candidatura a prefeito de Cachoeiro, o diretório municipal do Partido Liberal (PL) se apressou em marcar uma “superlive” no Instagram, nesta quinta-feira (22), às 19h30, para anunciar seu novo pré-candidato na disputa majoritária. Os participantes serão o deputado estadual Callegari, que assumiu a presidência do diretório no lugar de Júnior, e o vereador Léo Camargo, que deverá ser o escolhido para a missão. Léo Camargo vinha se organizando para tentar a reeleição como vereador, apesar de ter sido instigado pelo senador Magno Malta (PL) a disputar a pré-candidatura a prefeito com Júnior. Vale destacar que Corrêa opinou, durante o seu anúncio da semana passada, que não considera Camargo preparado para a disputa majoritária no momento, apesar de não ter nada contra seu colega na Câmara de Vereadores. Disputa embaralhada A desistência daquele que era considerado o favorito na disputa à Prefeitura de Cachoeiro embaralhou novamente o cenário pré-eleitoral da cidade. Nesse contexto, o nome de alguém até então não cogitado, como o da ex-deputada e ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (PP), mulher do deputado estadual e quatro vezes prefeito cachoeirense Theodorico Ferraço (PP), começou a ser lançado no mercado eleitoral. No último sábado, foi a vez de o Podemos oficializar o deputado estadual Allan Ferreira como pré-candidato a prefeito de Cachoeiro. Entretanto, tudo dependerá da negociação com os também pré-candidatos aliados Diego Libardi (secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, do Republicanos), Bruno Resende (deputado estadual, do União) e Márcia Bezerra (ex-secretária de Desenvolvimento Social de Cachoeiro, do PRD). Na esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PCdoB, PV e PT) deverá referendar o ex-prefeito Carlos Casteglione (PT) como seu candidato na disputa majoritária de outubro, em uma plenária marcada para o próximo dia 1º de março, na Câmara de Vereadores. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) chegou a manifestar desejo de apresentar um pré-candidato, mas Casteglione tem sido apontado como nome de consenso. O empresário Wesley Corrêa (Rede), que é próximo do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeiro (Sindipúblicos), também lançou pré-candidatura no início deste mês de fevereiro, mas a federação formada por Rede Sustentabilidade e Partido Socialismo e Liberdade (Psol) negocia uma chapa com Carlos Casteglione. Atualmente, a pré-candidatura que representa o grupo do prefeito Victor Coelho (PSB) é a da secretária municipal de Obras e Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB). Coelho é o principal aliado de Renato Casagrande no sul do Estado, mas todos os outros pré-candidatos – com exceção do PL – apoiam o governador e disputam a sua preferência. Mesa reaberta – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/com-o-jogo-zerado-em-cachoeiro-pecas-se-movem-e-nome-de-norma-ayub-volta-a-cena Tabuleiro revirado – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/tabuleiro-revirado Júnior Corrêa anuncia afastamento e desiste da Prefeitura de Cachoeiro Vereador, que teve atrito com Magno Malta no PL, afirma que vai deixar a vida pública para se tornar padre https://www.seculodiario.com.br/politica/junior-correa-anuncia-afastamento-e-desiste-de-candidatura-a-prefeito-de-cachoeiro Júnior Corrêa, vereador de Cachoeiro, tem atrito com Magno Malta no PL Parlamentar de extrema direita deverá migrar para o PP para disputar a prefeitura em outubro https://www.seculodiario.com.br/politica/junior-correa-vereador-de-cachoeiro-tem-atrito-com-magno-malta-no-pl
Republicanos filia ex-secretários de Pazolini para disputar vaga de vereador
Luciano Gagno acumulou polêmicas na pasta de Cultura, inclusive judiciais, com denúncia de racismo Dois ex-secretários da gestão do prefeito Lorenzo Pazolini assinaram ficha de filiação ao partido Republicanos, nesta quarta-feira (21), para concorrerem a uma vaga na Câmara de Vitória. Da relação constam os ex-secretários de Cultura, Luciano Gagno, e de Direitos Humanos, Breno Panetto, além do presidente do Conselho de Segurança Pública Vitória, Aylton Dadalto, o pastor e missionário da igreja Batista Wellington Assis e o ex-vereador Sandro Parrini. O ato ocorreu na sede do partido, na Enseada do Suá, e foi presidido pelo presidente do Republicanos no Espírito Santo, Erick Musso. Participaram também do evento o presidente da Câmara de Vitória, Leandro Piquet, o vereador Luiz Emanuel Zouain, o presidente municipal do partido, Leandro Borges, o tesoureiro da legenda, Jocelino Fraga, e Ailton Duarte. O ex-secretário de Cultura acumulou polêmicas à frente da pasta, inclusive judiciais. Em julho de 2022, ele chegou a ser exonerado do cargo, após ser denunciado em Boletim de Ocorrência (BO) por LGBTfobia, que se enquadra em crime de racismo, pela coordenadora de Ações e Projetos da Associação Grupo Orgulho, Liberdade e Dignidade (Gold), Deborah Sabará. Menos de dois meses depois retornou, sob alegação, pela prefeitura, de que “autoridade policial não vislumbrou condutas que pudessem caracterizar crime”. Segundo a denúncia, Gagno teria afirmado que “a comunidade LGBTQIA+ não faz parte da nossa política”, respondendo à solicitação da entidade de auxílio para a 11ª Parada do Orgulho LGBTQIA+. A Gold havia pedido recursos para o palco, iluminação, banheiro e recurso financeiro para custear atrações artísticas. Em agosto de 2023, ele foi exonerado definitivamente, recebendo abrigo em outro cargo comissionado, de assessor especial da Secretaria de Governo, comandada por Aridelmo Teixeira (Novo). Em seu lugar, assumiu o músico, produtor cultural e jornalista Edu Henning, dentro das articulações com o PP para a disputa eleitoral deste ano. Gagno é exonerado da Cultura, mas permanece na gestão Pazolini – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/gagno-e-exonerado-da-cultura-mas-permanece-na-gestao-pazolini Luciano Gagno reassume Secretaria de Cultura de Vitória – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/luciano-gagno-e-novamente-nomeado-para-assumir-a-secretaria-de-cultura-de-vitoria