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Século Diário

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Juíza nega realização de nova auditoria ambiental em contrato da Rodosol

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A juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, Heloísa Cariello, rejeitou, nesta terça-feira (10), o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para a realização de uma nova auditoria ambiental no contrato de concessão da Rodovia do Sol. A promotoria alegava a necessidade de novos estudos sobre os impactos ambientais do empreendimento dentro da ação civil pública que discute a legalidade do processo de concessão. No entanto, a magistrada considerou que o resultado da primeira perícia seria suficiente para o seu convencimento, bem como o laudo final não teria sido contestado pelo órgão ministerial. Durante a análise dos embargos de declaração, a juíza Heloísa Cariello avaliou que o silêncio dos representantes do MPE, desde a primeira vez que teve de se manifestar sobre o resultado da perícia no processo, tornou preclusa (esgotada) a possibilidade de criação de nova prova técnica. A promotoria, por sua vez, alegava que o novo pedido de auditoria discutiria a eventual compensação dos danos causados ao meio ambiente e ao urbanismo que perdurariam até o momento. “No caso, a perícia ambiental já realizada exterioriza elemento suficientemente determinante para o convencimento do magistrado, na medida em que trouxe dados suficientes para se elaborar um laudo que apresentou conclusão factível e isenta acerca da questão. […] Analisando o conteúdo do trabalho pericial realizado, assim como os termos da postulação feita, não antevejo qualquer indicação de que não seria aquela hábil à formação do convencimento”, diz a decisão. Para reforçar a validade da primeira perícia, a magistrada citou o fato de que o mesmo laudo foi utilizado como prova emprestada em outra ação civil pública (021020330789), também movida pelo Ministério Público contra a Concessionária Rodosol SA, que administra o trecho. Naquele processo, o órgão ministerial pleiteava a paralisação das obras do Contorno de Guarapari, prevista no contrato de concessão da ponte. Esse caso foi arquivado após a prolação de sentença extinguido o processo, em dezembro do ano passado. Na ocasião, o juiz Gustavo Marçal da Silva e Silva – então titular da Vara da Fazenda Pública de Guarapari – citou quesitos levantadas na auditoria, como a obtenção de todas as licenças ambientais para a duplicação da Rodovia do Sol (ES-060) e de outras obras previstas no contrato, bem como a elaboração de todos os relatórios de impacto ambiental exigidos e da presença da fiscalização por parte dos órgãos competentes. Além do pedido de uma nova perícia ambiental, o Ministério Público também pedia esclarecimentos sobre a participação popular na auditoria contábil-financeira no contrato da Rodosol pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Apesar dos questionamentos sobre os limites da participação dos três cidadãos indicados pela juíza, Heloisa Cariello avaliou que a questão já foi superada no curso do processo. Também foi negada a inclusão da Associação Comunitária de Defesa do Consumidor de Vila Velha como litisconsorte (parte) no processo contra a concessionária.

10/09/2013 / 0 Comments
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Ruralistas pressionam ministro do STF para instalação de comissão especial da PEC 215

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Mesmo após especialistas evidenciarem a inconstitucionalidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas, a bancada ruralista persiste com a pressão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a instalação da comissão especial para discussão e votação do mérito da matéria.   A PEC 215 permite ainda a revisão de demarcações já homologadas, incluindo a dos demais territórios tradicionais garantidos constitucionalmente, omo terras quilombolas, e ainda Unidades de Conservação (UCs).   Nessa segunda-feira (9), deputados da Frente Parlamentar Agropecuária da Câmara se reuniram com o ministro do STF Luís Roberto Barroso, relator do Mandado de Segurança (MS) 32262 impetrado pela Frente de Apoio aos Povos Indígenas, para questionar a tramitação da PEC, com pedido de liminar para que seja suspensa a tramitação, discussão e votação da proposta. Em agosto passado, estiveram com Barroso os deputados da Frente de Apoio aos Povos Indígenas, para manifestar preocupação com a PEC 215. Eles ressaltam que seu teor e sua tramitação violam direitos e garantias individuais da população indígena e cláusulas pétreas da Constituição Federal. A expectativa é que o ministro se manifeste em breve sobre a instalação da comissão especial. O presidente da Câmara,  Henrique Alves (PMDB-RN), havia se comprometido com os ruralistas a instalar a comissão na semana passada,  mesmo após ter prometido, no começo do mês passado, a suspensão temporária da instalação.   Assim como os apoiadores da causa indígena, a bancada ruralista também cobrou de Barroso, que herdou do ministro aposentado Ayres Britto a relatoria do caso, decisão sobre o território indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Embora não tenham efeito vinculante, ela defende que as 19 condicionantes estipuladas no processo sejam válidas para todos os territórios indígenas. A intenção, com isso, é garantir outra investida ruralista, a Portaria 303/12, que proíbe a ampliação de áreas indígenas já demarcadas, permite a revisão desses processos e os ainda em curso, além de autorizar intervenções no território tradicional – rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e instalações militares -, sem consulta prévia. Após protestos realizados pelos índios em todo país, acabou suspensa pela própria AGU, até o pronunciamento definitivo do Supremo. 

10/09/2013 / 0 Comments
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Deputados trocam farpas por causa de ‘conselheiro cidadão’

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Os deputados Hércules Silveira (PMDB) e Atayde Armani (DEM) trocaram farpas na sessão desta terça-feira (10) por causa do Projeto de Resolução nº 07/2013 que altera os incisos do art. 248 da Resolução nº. 2.700/2009, que dispõe sobre candidatura de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.   Na Comissão de Finanças, o deputado Atayde Armani (DEM), que vem comandando a comissão e o processo de escolha do conselheiro do Tribunal de Contas, apontou a inconstitucionalidade do projeto. Os deputados Claudio Vereza (PT) e Dary Pagung (PRP) se abstiveram da votação por estarem disputando a vaga aberta em maio com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira, mas a maioria do plenário rejeitou a matéria.    Armani, na justificativa do voto, deu a entender que por ter mais de 70 anos – idade limite para a candidatura ao cargo –, Hércules teria apresentado a matéria para impedir que os demais deputados se candidatem e que com a matéria estaria “jogando para a plateia”. O peemedebista reagiu afirmando que este é um anseio da rua e afirmou que o colega agiu com preconceito com sua idade.    Com o arquivamento da proposta de Hércules, que na verdade foi motivado por entidades que se apresentaram na Casa como representantes da sociedade civil, a escolha segue na Comissão de Justiça. Ao todo, 22 pessoas concorrem à vaga. Quatro são deputados estaduais, além de Vereza e Pagung, também concorrem os deputados Sérgio Borges e Paulo Roberto, ambos do PMDB.     Os outros 18 candidatos são cidadãos que preenchem os requisitos necessários para o cargo de conselheiro. Eles foram indicados pelo deputado Hércules Silveira.    Ritos   Na reunião da Comissão de Finanças nesta terça foi definido o rito das  arguições dos candidatos à vaga. As sabatinas vão acontecer às terças-feiras, das  9 às 12 horas, e às quartas-feiras, das 13 às 18 horas. Cada candidato terá direito a 10 minutos para explanação, podendo ser prorrogado por igual período.   Cada membro da comissão terá direito a fazer três perguntas de até dois minutos cada. O candidato terá dois minutos para responder a cada uma das perguntas. Não haverá direito à réplica do parlamentar e à tréplica do sabatinado.   As sabatinas terão início na próxima terça-feira (17) e o primeiro a ser arguido será o deputado Claudio Vereza (PT). Em cada reunião deverão ser sabatinados três candidatos seguindo a ordem de inscrição. As sabatinas poderão ser acompanhadas pela TV Assembleia.

10/09/2013 / 0 Comments
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MPES afirma que lei sancionada por Rodney repete artigos inconstitucionais do PDM

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A Lei 5.441/13 sancionada nessa segunda-feira (9) pelo prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), que  altera parâmetros urbanísticos do município, repete fielmente artigos declarados inconstitucionais pela Justiça no antigo Plano Diretor Municipal (PDM). A constatação é descrita no relatório técnico do Ministério Público Estadual (MPES) que analisou o Projeto de Lei 035/13 que deu origem à nova lei, após aprovação em regime de urgência na Câmara de Vereadores.   A lei foi duramente criticada pelo Fórum Popular em Defesa de Vila Velha, que congrega entidades da sociedade civil organizada no município. E, de acordo com a análise do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, de Bens e Direitos de Valor Artístico, Estético, Histórico, Turístico, Paisagístico e Urbanístico (MPES), a entidade tem razão para isso. O relatório pontua que a nova lei indica índices construtivos e outros elementos a serem utilizados para a apreciação dos processos apresentados até 28 de maio de 2012, data em que foram considerados inconstitucionais 13 artigos da Lei 4.575/07, que define o PDM da cidade, deixando inúmeros projetos parados por irregularidades.     Reivindicação antiga do setor construtivo, a nova lei altera, por exemplo, a taxa de permeabilidade de 15% para 10% em diversos bairros de Vila Velha, sobretudo nas áreas ao norte do Rio Jucu, Cobilândia, Rio Marinho e Vale Encantado, o que segundo o MP, é indesejável por se tratar de áreas de baixada que sofrem com alagamentos frequentes.    Fragiliza ainda a situação das áreas definidas como Zonas de Especial Impacto Ambiental (ZEIA A, B e C), como o Morro do Convento da Penha, Morro do Moreno, Morro do Jaburuna, Lagoa Grande e Lagoa Jabaeté, porque diz que estas deverão ser condicionadas a partir de leis específicas municipais. Porém, não cita as leis municipais em questão.    A análise técnica indica ainda que a orla de Itaparica teve o afastamento frontal diminuído de cinco para três metros, o que também é indesejável, levando-se em consideração a ambiência e o sombreamento da orla, bem como a possibilidade de alargamento viário na Rodovia do Sol. Na mesma região, a altura máxima das edificações sofreu alteração e passou de 38 metros para 52,60 metros, assim como o gabarito de 12 para 15 andares, gerando mais uma vez o sombreamento indesejado da orla.    Com a sanção da lei, foi tirada ainda a competência do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (Comdur) de analisar o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) que analisa os impactos positivos e negativos dos projetos. De acordo com a análise técnica, pular esta etapa de avaliação do EIV compromete a garantia da gestão democrática da cidade.    “José Afonso da Silva, ao comentar artigo de lei do município de São Paulo que estabelece disposições transitórias, diz: 'esse tipo de norma transitória, reservando aos interessados o direito de atuar em desconformidade com a lei nova, segundo legislação anterior, com base na simples apresentação, protocolização, ou mesmo aprovação de projetos de urbanificação, construção ou uso do solo – quer dizer, com base numa situação ainda não constituída -, é irracional e inconcebível, porque coloca, sem fundamento jurídico, o interesse particular acima do interesse coletivo”, diz o relatório.    O MPES concluiu que o PL 035/13, embora contenha alguns dispositivos da Lei 5.430/2013, fruto de um entendimento entre Ministério Público, Prefeitura, comunidade e empresários, e outras modificações desejáveis, contém também dispositivos da Lei 4.575/2007 declarados inconstitucionais, bem como modificações introduzidas que implicam em prejuízos ao meio ambiente natural e construído e, consequentemente, à qualidade de vida dos cidadãos.

10/09/2013 / 0 Comments
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TJES realiza cerimônia para lançamento do Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) lança nesta quinta-feira (12) Juizado Itinerante da Lei Maria da Penha, que será instalado na Praça Chrisóstomo Belesa, em frente ao Palácio da Justiça, na Enseada do Suá, em Vitória. O evento vai contar com a presença da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), Eleonora Menicucci, além de autoridades do Judiciário e do governo do Estado.   O Juizado Itinerante vai funcionar em um ônibus, que percorrerá todo o Estado, dando prioridade às comunidades carentes ou comarcas em que não existe ainda Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.   O ônibus vai ter sala de audiência, gabinete para representantes do Ministério Público e Defensoria Pública e setor para atendimento multidisciplinar – com profissionais da área de Psicologia e Serviço Social – às vítimas de violência e seus familiares.   Além de participar do lançamento do Juizado Itinerante, a ministra Eleonora Menicucci também vem ao Estado para assinar termo de adesão ao programa “Mulher, Viver sem Violência” com o governador Renato Casagrande; o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS-ES); o presidente do Tribunal de Justiça, Pedro Valls Feu Rosa; o defensor público-geral do Estado, Gilmar Alves Batista; e o procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPES), Eder Pontes da Silva.   Coordenado pela SPM, o ‘Mulher, Viver sem Violência’ visa a articular o atendimento integral às vítimas por meio de serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para trabalho, emprego e renda na Casa da Mulher Brasileira. O programa reforça a rede existente de serviços públicos de governos estaduais, Distrito Federal, municípios polo, tribunais de justiça, ministérios e defensorias públicas, como estabelecido pelo Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.   Na cerimônia, a ministra Eleonora firmará o termo de doação da SPM, ao governo do Espírito Santo, de Unidade Móvel para Mulheres em Situação de Violência no Campo e na Floresta. Entregará a chave do primeiro dos dois ônibus, a serem doados ao Espírito Santo, ao governador Casagrande.   Esses veículos são destinados a circular pelo interior dos estados, a fim de atender às mulheres rurais, facilitando o acesso delas à Lei Maria da Penha e a serviços de prevenção à violência. Ao todo, são 54 unidades móveis – duas por unidade da federação – com investimento de R$ 30 milhões. Respondem reivindicação das trabalhadoras rurais da Marcha das Margaridas, em 2011, durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, para fortalecer os serviços de enfrentamento à violência de gênero no campo.  

10/09/2013 / 0 Comments
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Deputados ‘boicotam’ projetos do governo que propõem reajuste salarial de servidores

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Os deputados estaduais decidiram “boicotar” os projetos do Executivo que tratem de vencimentos de servidores estaduais.Enquanto não conseguirem atender às reivindicações do funcionalismo da Assembleia, eles garantem que não vão votar projetos de reajustes ou adequação de plano de carreira de nenhuma outra categoria.    A decisão foi tomada pelo colégio de líderes e já pôde ser observada na sessão ordinária desta terça-feira (10). Durante a leitura do Expediente da Casa, o deputado Claudio Vereza (PT) pediu adiamento da votação dos itens 5 e 7, que traziam requerimento de urgência para matérias referentes a vencimentos de servidores do Executivo.    O item quinto se referia ao Projeto de Lei Complementar nº 44/2013, de autoria do governador do Estado, que reorganiza os cargos e as respectivas carreiras da Faculdade de Música do Estado (FAMES) e dá outras providências.    Já o item 7 era o projeto de Lei Complementar nº 43/2013, que prorroga o prazo de opção por subsídio dos servidores do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). Vários deputados se revezaram na tribuna da Casa para explicar a decisão dos deputados.    Até o fim desta semana, os parlamentares devem acertar o projeto da Casa de para atender à reivindicação dos servidores do Legislativo. O plano de careira da Assembleia teve alguns pontos vetados pelo governador Renato Casagrande. Com a alegação de que o valor dos vencimentos criaria um efeito cascata no funcionalismo do Estado.    A alegação do governo foi rechaçada pela Assembleia, já que o plano foi feito com base no orçamento do Legislativo previsto para este ano de R$ 140 milhões. O embate gerou um desconforto político entre Legislativo e Executivo. O governo chamou os deputados para um encontro para debater o assunto e uma comissão comanda as negociações para a elaboração de um novo projeto. 

10/09/2013 / 0 Comments
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MPF denuncia produtor rural e contratante por exploração de trabalho análogo ao escravo

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O Ministério Público Federal no Estado (MPF/ES) denunciou dois produtores rurais por submeter 12 trabalhadores à situação análoga a de escravos em uma fazenda na zona rural de São Mateus, no norte do Estado. De acordo com a denúncia, José Amaro Gomes Roseira foi responsável por contratar os trabalhadores no sul da Bahia para trabalharem na plantação de palmito de Pedro Elias de Martins, em São Mateus.    Em 13 de março deste ano, o Ministério Público do Trabalho no Estado (MPT-ES) realizou inspeção conjunta com o juiz do Trabalho do município e de auditores fiscais do Trabalho flagrou os 12 trabalhadores em situação degradante.    Os fiscais constataram que os trabalhadores dormiam em colchonetes colocados no chão de terra, sobre papelões ou folhas de coqueiro no próprio lugar em que cortavam palmito, dentro de barracas de lona; as refeições eram preparadas pelos próprios trabalhadores em fogareiros improvisados em latas ou cavados no chão. Não havia espaço para o armazenamento e conservação dos alimentos, por isso eles somente se alimentavam de arroz, feijão, macarrão, café e carne de sol.    Além disso, não existiam banheiros para atender aos trabalhadores. Eles tomavam banho na irrigação das demais plantações e faziam as necessidades fisiológicas no local de trabalho. A água que consumiam também era proveniente do encanamento de irrigação e era armazenada em embalagens reutilizadas de produtos químicos.    Além de não haver formalização dos contratos de trabalho, os trabalhadores não tinham equipamento de proteção individual e os valores referentes aos alimentos fornecidos e às ferramentas de trabalhado também eram descontados do pagamento dos trabalhadores.    Os fiscais apuraram que a remuneração dos trabalhadores era ínfima. Os trabalhadores recebiam R$ 1 por cada unidade de palmito retirada. Ao operador de motosserra eram pagos R$ 100 por dia. No entanto, os trabalhadores não tinham acesso ao controle de produção e não sabiam o quanto era descontado pela alimentação e pelos equipamentos.    Depois de flagrada a situação degradante dos trabalhadores, o MPT firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com José Amaro e Pedro de Elias com o objetivo de garantir aos trabalhadores o recebimento de indenizações pelas condições em que trabalhavam. Além disso, eles deveriam ser alojados em hoteis até que o meio ambiente de trabalho fosse adequado.     Apenas cinco dias depois de firmado o TAC, os fiscais do trabalho flagraram nove dos 12 trabalhadores novamente em situação análoga a de escravos. A casa em que foram alocados não tinha camas, o banheiro tinha buracos nas paredes, o fogão ficava localizado no exterior da casa e a água não era tratada e continuava a ser armazenada em embalagens vazias de fertilizantes.   Como não cumpriram os termos dispostos no TAC, os denunciados podem responder pelo crime de redução de trabalhador a condição análoga à de escravo. A pena prevista para esse tipo de crime é de dois a oito anos de prisão e pagamento de multa.   

10/09/2013 / 0 Comments
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Servidoras de Vila Velha são condenados por fraudes em folha de pagamento

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Manoel Cruz Doval, condenou duas servidoras municipais por fraudes na confecção da folha de pagamentos da Prefeitura de Vila Velha, em 2002. Na decisão da última quinta-feira (10), o magistrado acolheu a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), que apontou a adulteração da folha em benefício de uma auxiliar de secretaria escolar que passou a acumular os proventos do cargo de professora. Nos autos do processo, o órgão ministerial aponta que parte desse dinheiro seria destinada às funcionárias públicas Rosinéia Correia Lima de Almeida e Karla Rodrigues Devens que participavam da adulteração da folha. Durante a instrução do processo, elas confessaram a participação nas fraudes registradas nas folhas dos meses de julho, agosto, setembro e outubro de 2002. Por conta desta conduta, o juiz Manoel Doval condenou as duas servidoras pela prática de improbidade administrativa ao ressarcimento integral do dano ao erário (R$ 7.543,58), de forma solidária, além do pagamento de multa civil correspondente a três vezes o valor do dano (R$ 22,63 mil cada). A auxiliar escolar que teria sido beneficiado pelo esquema, Júlia Correia Lima de Almeida, acabou sendo absolvida pelo fato de não ter concorrido ativamente para o ato ímprobo. “Uma vez que não exercia função que a permitisse adulterar as referidas folhas de pagamentos”, justificou o magistrado, que citou o fato dela ter afirmado que não sabia a origem dos créditos indevidos em sua conta bancária. Na época dos fatos, Júlia exercia a função de auxiliar de secretaria, mas também recebeu os proventos indevidos pela função de Professor II – 25 horas, no qual não possuía contrato. A decisão ainda cabe recurso.

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OEA renova as medidas provisórias contra o Brasil por violações na Unis

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A Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) renovou as medidas provisórias que determinam que o Estado brasileiro deve garantir a integridade pessoal dos adolescentes internados na Unidade de Internação Socioeducativa (Unis) de Cariacica. As medidas persistem desde fevereiro de 2011, sendo que a primeira denúncia internacional foi enviada em 2009 pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CDDH/Serra), depois de sucessivas rebeliões ocorridas na Unis.   A Corte ordenou que o Brasil emita informações sobre a evolução das medidas adotadas e o impacto delas na erradicação da situação de risco. Além disso, a OEA exige que o estado brasileiro proteja a vida e a integridade pessoal dos internos, incluindo o atendimento médico e psicológico dos adolescentes.    Desde fevereiro de 2011 esta é a quarta vez que as medidas provisórias são renovadas. A última venceu em dezembro de 2012 e havia sido emitida em abril do mesmo ano. Na ocasião, a Corte , a partir de relatórios enviados pelos peticionários, concluiu que os graves atos de automutilação e tentativas de suicídio persistiam e continuavam representando situação extrema de gravidade, urgência e risco iminente.   Além do CDDH da Serra, também assina a denúncia inicial a Justiça Global, em parceria com a Pastoral do Menor e com o apoio Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard.   O Estado chegou a pedir a suspensão das medidas provisórias, mas elas foram renovadas, já que a Corte entendeu que as graves violações persistiram, com casos recentes de tortura e agressores, informados pelos peticionários em relatórios.

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Candidatos a presidente do PT se enfrentarão em debates

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A comissão estadual do Processo de Eleição Direta (PED) do PT definiu as datas e locais para os debates entre os candidatos a presidente regional do partido. Os encontros acontecem em outubro e o primeiro turno das eleições será em 10 de novembro.    Os candidatos a presidente têm debates marcados para os dias 4/10, às 18 horas, em Cachoeiro de Itapemirim; 11/10, às 18 horas, em São Mateus e, 26/10, às 14 horas, em Vila Velha. Quanto às chapas, os debates acontecerão nos dias 21/09, às 14 horas, em Guarapari; 3/10, às 18 horas, em Colatina e, 31/10, às 18 horas, em Vitória.    Três chapas e três candidatos à presidência do PT-ES se inscreveram para o PED 2013. A primeira chapa a se inscrever foi “O Espírito Santo quer mais e melhor” que tem como candidato a presidente o subsecretário de Direitos Humanos do governo do Estado, Perly Cipriano, da corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB).   A segunda chapa inscrita, “A esperança é a mudança” tem a senadora Ana Rita à frente, representando a Articulação de Esquerda. O ex-prefeito de Vitória, João Coser, da corrente Alternativa Socialista, encabeça a chapa “Mensagem para um novo Espírito Santo”.    Tanto Ana Rita quanto Perly Cipriano defendem uma mudança de postura do PT capixaba com a construção de um programa de governo e um projeto petista para o Estado. As duas correntes defendem ainda uma reaproximação com a militância e o abandono da política personalista dentro do PT capixaba. Já o grupo de Coser, que hoje comanda o partido, pretende a manutenção da política que vem sendo adotada, visando a ocupação de espaços políticos, mesmo com o afastamento da ideologia do partido.    Essas visões divergentes devem tomar conta dos debates. Embora o PT tenha conseguido espaço no Executivo e no Legislativo do Estado, a militância reclama da retração do partido na eleição do ano passado. A tendência é de que as articulações para a eleição ganhem força dentro do partido.

10/09/2013 / 0 Comments
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