Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

Os fantasmas da noite

Sem categoria

Em um antigo filme do Oscarito (quem ainda se lembra?) alguém lhe pergunta como passou a noite e ele responde, Dormindo. Um felizardo, pois de acordo com as estatísticas,  a maioria dos humanos sofre algum tipo de insônia. Não há estatísticas sobre os animais, mas já ouvi muita gente reclamando que seu cachorro também… Quanto ao sono mais longo de que se tem notícia o campeão é o da Bela Adormecida, que durou 100 anos.     A insônia é mais um entre os muitos efeitos colaterais de  nossa vida sedentária. Um estudo da Fundação Nacional do Sono (National Sleep Foundation) revelou que 40 milhões de  americanos sofrem pelo menos uma das 70 modalidades de insônia. Nem sabia que existiam tantas.  Mas nem tudo está perdido – 67% das pessoas que praticam pelo menos uma hora de exercícios físicos por dia tem uma boa noite de sono, enquanto apenas 39%  dos preguiçosos conseguem alcançar esse nirvana.     A falta de tempo ou o mau tempo não são desculpas – pesquisas mais amigáveis garantem que basta uma caminhada diária de apenas 10 minutos para melhorar sua noite de sono. A ioga também é um santo remédio. Sejam longos ou curtos, moderados ou exagerados, os exercícios aumentam a duração do sono e melhoram o sono REM – a fase responsável pela fixação das experiências na memória.     Outro que não dorme no ponto, o Instituto Nacional da Saúde (National Institute of Health), nos ensina que a insônia crônica ou severa afeta 10 a 15% dos adultos: 60% não dorme pelo menos duas noites na semana, enquanto 40% tem ocasional dificuldade em dormir. Enfim, parece que tem muita televisão ligada noite a dentro.     Perco o sono preocupada com a insônia, porque traz riscos para a saúde. Dormir pouco ou mal prejudica o comportamento, o modo de pensar e armazenar lembranças, o desempenho no trabalho e no estudo.  Também afeta a memória operacional, que faz a conexão entre as  informações recém-adquiridas e as já aprendidas,  mantendo os dados ativos para processamento posterior. E suporta as funções cognitivas, como tomada de decisões e  raciocínio.     E como nem todo sono é igual, embora os especialistas insistam na necessidade de oito horas de sono, as pessoas têm relógios biológicos diferentes, e algumas podem viver bem com muito menos. E quem diria, aquela dormidinha depois do almoço, a famosa sesta, reduz em 37% o risco de mortalidade por problemas coronários. Portanto, espero que a coluna de hoje lhe dê muito sono.

04/09/2013 / 0 Comments
read more

Independência

Sem categoria

O Plano de Cargos e Salários (PCS) dos servidores da Assembleia expôs o Legislativo estadual a uma reflexão sobre o que ganha com a submissão que implementa ao Executivo no Estado há cerca de uma década. De 2002 para cá, há uma distorção muito grande entre ser da base e ser submisso. Os deputados estaduais vêm acumulando desgastes com suas bases políticas por estarem sempre ao lado do governo e na hora da contrapartida não recebem o mesmo tratamento.    Durante o governo Paulo Hartung, quando foi criado o arranjo institucional “em defesa do Espírito Santo”, ficou evidenciado qual o elo mais fraco desta corrente. Seja pelo tratamento nada isonômico de parte da imprensa, que deixa a impressão de que a casa é um antro de corrupção irrecuperável, seja financeiramente, se comparados os orçamentos dos demais elos do arranjo.   Século Diário já mostrou em outras oportunidades os valores exorbitantes oriundos de penduricalhos ao Ministério Público, aprovado a toque de caixa na Assembleia. O Orçamento do Judiciário ultrapassa os R$ 800 milhões, mas as crises sempre desembocam sobre os deputados estaduais. Até porque alguns deles dão motivos para fragilizar aquele poder.    Falta personalidade e pulso forte à frente da Casa para estabelecer uma recuperação da imagem da Casa. Desde o fim do voto secreto na Assembleia, de que o PT tanto se orgulha, nunca mais os deputados derrubaram um veto o que aumentou a fragilidade.    Evidentemente para caso de cassação de mandato, o mecanismo é mais do que necessário, mas para vetos poderia ter impedido que projetos salariais e de concessão de recurso para os outros poderes muito mais impactantes do que trata dos Assembleia pudessem ser evitados.    Os deputados esperavam que a eleição de Theodorico Ferraço (DEM) pudesse trazer, por meio da experiência política do demista, o pulso firme que a Casa precisava, mas pelo jeito, os deputados continuam à mercê das decisões do Executivo. Mas é bom lembrar: 2014 tem eleição.    Fragmentos:   1 – A primeira secretária da Mesa Diretora, deputada Solange Lube (PMDB) tem se saído uma excelente gestora de crise. Ela está sempre à frente das comissões para tentar apagar os focos de incêndio. Vai acabar ganhando apelido de bombeira.   2 – Será que quando chegarem os projetos de reajuste dos outros poderes para serem analisados pela Assembleia, os deputados vão barrar, ou vão votar em regime de urgência como sempre?   3 – Falar em efeito cascata na estrutura do governo do Estado quando não existe isonomia nenhuma entre os funcionários dos diferentes setores chega a ser engraçado. 

04/09/2013 / 0 Comments
read more

Lições dos vizinhos

Sem categoria

Em matéria de manifestação de rua, o governador Renato Casagrande, teoricamente, tem a chance de aprender com os erros dos vizinhos paulistas e cariocas. O problema é que ele não tem aproveitado a oportunidade     As manifestações de rua chegaram primeiro em São Paulo e no Rio de Janeiro. Desses dois importantes centros urbanos, o fenômeno, com certo retardo, se disseminou país afora. Tanto é que os capixabas puseram o pé no asfalto pela primeira vez, quase dez dias depois do que paulistanos e cariocas.    Ao longo dos meses de junho e julho, quando as manifestações tiveram em alta nas principais cidades do país, o governador Renato Casagrande, até pela proximidade geográfica, teve oportunidade observar o fenômeno nos Estados vizinhos e antecipar suas estratégias. Mesmo porque, os manifestantes também estavam se inspirando nos vizinhos para organizar os protesto por aqui.    Os governadores de São Paulo e Rio, Geraldo Alckmin e Sérgio Cabral, não tiveram esse privilégio. Foram obrigados a enfrentar as ruas sem aviso prévio. No saldo, Cabral saiu bem mais desgastado do que o colega paulista, ou porque errou mais, ou porque os cariocas foram mais efetivos nos protestos.    Não por acaso, a cúpula do PMDB fluminense já admite a hipótese de Cabral antecipar sua saída do governo, deixando o caminho livre para o vice Luiz Fernando Pezão. O temor do partido é Cabral ficar com a imagem desgastada a tal ponto que inviabilize as pretensões de Pezão.    No processo de desgaste com as ruas, uma nova polêmica tem minado ainda  mais a popularidade do governador do Rio. Os deputados governistas tentam aprovar uma lei para proibir o uso de máscaras em manifestações populares. A proposta divide os deputados, que temem colher nas urnas os efeitos de uma medida nada simpática aos movimentos. Na agitada sessão da Alerj desta terça (3), o texto recebeu emendas e votação acabou sendo adiada.    Por aqui, Casagrande, aproveitando o momento de latência dos movimentos, evita até tocar no assunto protesto. O governo ainda paga a conta das prisões arbitrárias ocorridas no ato do dia 19 de julho. Prova de que a relação Estado-movimentos populares continua bem abalada pôde ser comprovada, no final de agosto, durante  a III Conferência Estadual de Promoção de Igualdade Racial.    Casagrande contrariou as recomendações de sua assessoria, como ele mesmo admitiu, e decidiu testar sua popularidade com os movimentos sociais. Se deu mal. O governador não poderia imaginar que uma das vítimas do “arrastão da polícia” receberia uma homenagem improvisada de um dos componentes da mesa, que ainda exigiria um pedido público de desculpas do governador às pessoas presas arbitrariamente.    O governador não pediu desculpas a Rafael Miranda, o Feijão. No discurso que fez após o desabafo do ativista, Casagrande também demonstrou que pouco aprendeu com as manifestações de rua ou com os erros dos governadores vizinhos.    Nos próximos dias, os movimentos capixabas prometem deixar o estado de latência para retornar às ruas. Não seria de se estranhar que proposta semelhante à dos deputados governistas do Rio – que proíbe o uso de máscaras em protestos – não inspire o governador capixaba e surja como projeto de lei na Assembleia do Espírito Santo. 

04/09/2013 / 0 Comments
read more

O mistério dos ipês

Sem categoria

Os ipês roxos da minha rua floriram pela segunda vez em 2013. A primeira florada tinha sido em junho.     Os ipês são como relógios biológicos: costumam florescer uma vez por ano. Geralmente em julho. O que houve desta vez?     Não foram apenas os ipês. As quaresmeiras que tinham flores em março voltaram a florir em pleno inverno. E no veranico de agosto as pitangueiras (que dão pitangas duas ou três vezes por ano, dependendo da região onde se encontram) desperdiçaram uma florada que não resultou em frutos por falta de luz e calor.     À luz dos nossos parcos conhecimentos sobre a linguagem da flora, a duplicação da florada dos ipês é uma anomalia, mas a pergunta que fica é: por que essas árvores, entre tantas que existem nas ruas e nos parques, mudaram seu comportamento em 2013?     Deixando de lado a transgenia, fruto de intervenções humanas, será que todas as plantas estarão sofrendo alterações naturais e nós humanos somos incapazes de percebê-las?     Perguntei ao zelador do prédio vizinho se havia se dado conta da floração extraordinária  do ipê. “Ah, é?”, disse ele, que todas as manhãs varre as folhas e flores da calçada. Ele está há vinte anos na função e parece ter perdido a noção das estações. Quanto às plantas, tende a praticar e recomendar podas onde estas não são nem úteis e nem necessárias.     Não sabemos o que nos dizem as árvores, pois elas não falam a nossa língua, apenas nos oferecem o verde de sua folhagem, a cor de suas flores e o sabor de seus frutos. O que é bastante e nos custa pouco cuidado.     São testemunhas silenciosas que talvez estejam a nos comunicar algo com sua linguagem vegetal. Sob calor resplandecem, sob frio se desfolham.     Como os espelhos, elas refletem mas não funcionam como oráculos capazes de nos dizer o que vai acontecer com o clima da Terra no futuro.       Se é válido acreditar que as famosas mudanças climáticas podem levar a mudanças biológicas, talvez a dupla florada dos ipês esteja sinalizando isso. Todo ano aparecem os “sinais” do tempo. Ou do Tempo.     Este ano, pela primeira vez, a neve se acumulou na “cordilheira dos andes” de Santa Catarina. Rendeu um cartão postal aos que se orgulham de possuir algo parecido com os “alpes”.     Esses fatos nos confundem. Por que neva no Sul do Brasil se estamos em plena época de aumento da temperatura global supostamente por causa do efeito-estufa?     Ou será que as famosas mudanças climáticas deram uma trégua? Mas que trégua é essa que matou lhamas (mortas pela neve) na cordilheira dos Andes? A morte desses animais pelo frio andino equivaleria a capivaras morrerem afogadas nos banhados brasileiros.        Segundo os cientistas, a década de 2000 a 2010 foi a mais quente desde a Era Industrial (iniciada há 200 anos) e 12 dos 14 anos mais quentes se deram depois da virada deste milênio. Agora teria entrado em ação novamente o fenômeno chamado La Niña, que provoca o resfriamento das águas do Oceano Pacífico e, por tabela, um refrescamento da superfície terrestre. Nada muito acentuado, mas o suficiente para alterar, quem sabe, o metabolismo das plantas.     Serão os ipês os tradutores dessa alteração? Seremos algum dia capazes de compreender o que nos comunicam?        LEMBRETE DE OCASIÃO   “As plantas são nossas tias biológicas”   Carl Sagan, astrônomo, autor do livro Cosmos, que virou série de TV

04/09/2013 / 0 Comments
read more
04092013_grafico.jpg

Casagrande reduziu taxa média de homicídio em quatro pontos em relação ao governo anterior

Sem categoria

O governador Renato Casagrande, no comparativo com a gestão do antecessor Paulo Hartung, conseguiu reduzir em quatro pontos a taxa média de homicídios no Estado. No governo anterior (2003 – 2010), 14.234 pessoas foram assassinadas. O número impressionante equivale a eliminar toda a população de Boa Esperança (14.200 habitantes, IBGE 2010).      Dividindo as mais de 14 mil mortes pelos oitos anos do governo Hartung, chega-se a média de 1779 assassinatos por ano, o que representa uma taxa média de 51 homicídios por 100 mil habitantes.    Nos dois primeiros anos do governo Casagrande (2011 e 2012), 3.335 pessoas foram assassinadas, um taxa média de 47 assassinatos por 100 mil habitantes, portanto quatro pontos abaixo da média do antecessor.     Até julho de 2013, segundo dados da Secretária de Segurança Pública (Sesp), ocorreram 938 assassinatos no Estado. Esse número projeta 1.630 mortes para 2013. Na somatória dos três anos (2011, 2012 e 2013) do governo Casagrande, a taxa média de homicídios permaneceria na casa dos 47 homicídios por 100 mil.   O governador Casagrande e o secretário de Segurança André Garcia têm afirmado que a redução na taxa de homicídios de 2009 para cá é de 20%, pois o governo recorre ao pico de homicídios de 2009 (quase 2 mil, maior taxa da série desde 1980) para sustentar a queda.    Garcia, que era secretário de Segurança de Hartung à época, construiu a tese em cima de 2009. Seu raciocínio se apoia no fato de que todo o esforço do então secretário de Segurança Rodney Miranda, hoje prefeito de Vila Velha, começou a registrar resultados a partir daquele ano. Essa explicação atende tanto ao governo Hartung como ao de Casagrande, porque o atual governador pode afirmar que o trabaho de redução da violência teve início na gestão do seu antecessor e está sendo consolidado agora. 

04/09/2013 / 0 Comments
read more
14122012_carlos_manato_nerter_samor_20200308-090015_1.png

Movimento de Manato para 2014 deve tirá-lo da disputa

Sem categoria

Parece ter fracassado a tentativa do deputado federal Calos Manato em mudar de partido para a eleição do próximo ano. Caso se confirme a movimentação do PDT nacional de pedir o mandato do deputado, ele estaria fora do próximo pleito. Manato teria recuado da migração para o PP, mas no PDT nacional já não haveria clima para a permanência do deputado no partido.   Diante desse impasse, o deputado corre o risco de ficar sem filiação partidária para a disputa para o quarto mandato. O parlamentar que desde 2006 vinha insatisfeito com a Executiva Estadual do PDT decidiu deixar o partido e já havia costurado por cima sua entrada no PP, o que gerou uma crise na Executiva Estadual do partido.   Mas o PDT nacional não aceitou o movimento do deputado e já teria requerido o mandato dele. Com isso, a situação fica mais complicada para Manato, que pode perder o mandato por infidelidade partidária.    A alegação do deputado para deixar o PDT é de que foi abandonado em suas duas últimas eleições pela direção do partido. Além disso, o deputado que presidia o PDT de Vitória teve o cargo destituído pela Estadual. Para mudar para outra sigla, Manato exigiu a presidência regional. Como o PP aceitou a manobra, a situação no partido no Estado ficou ruim.   Depois de ter organizado o PP no Estado, após uma crise gerada pelo afastamento do ex-presidente Nilton Baiano da direção, o ex-deputado federal Marcus Vicente não gostou da forma como o Manato negociou sua entrada no partido e decidiu que deixaria o PP caso Manato entrasse. Agora, ele deve refletir se permanece no PP ou se vai para outro partido. O prazo para as filiações partidárias termina no próximo dia 5 de outubro.    A grande expectativa dos meios políticos em relação à possibilidade de Manato não vir a disputar a eleição do próximo ano é o destino dos votos do parlamentar. Em 2006 e principalmente em 2010, Manato contou com o apoio da Igreja Maranata no Espírito Santo para garantir a reeleição para a Câmara.    Se ele sair da disputa mesmo, o campo ficará livre. Como a disputa deve ficar mais acirrada pela diminuição de uma vaga na bancada, os votos de Manato podem vir a ser decisivos para os outros candidatos.

04/09/2013 / 0 Comments
read more
040913_novaesperanC3A7a_gustavo.jpg

Procuradoria justifica demora para construção de casas em Aracruz

Sem categoria

A prefeitura de Aracruz enviou manifestação à Justiça para explicar o motivo do atraso da construção de casas populares, em Nova Esperança. A manifestação foi enviada após a Defensoria Pública entrar com pedido de antecipação de tutela na última semana para garantir a moradia às famílias expulsas da região, em 2011.    A prefeitura justifica que está cumprindo o artigo 450, parágrafo único, do Plano Diretor Municipal (PDM), que diz que “os banheiros não poderão comunicar-se diretamente com a cozinha e sala de refeição”. Em função dessa alegação as obras estão paralisadas.    De acordo com a manifestação, devido o impedimento, o Executivo busca superar a questão por meio legal, e assim iniciar a construção o mais rápido possível.    Segundo a Procuradoria Geral do Município de Aracruz, a prefeitura aguarda apenas uma decisão da Justiça para autorizar a construção de 547 casas do Projeto Minha Casa, Minha Vida, em Aracruz.    De acordo com a assessoria do município, o Executivo acredita na superação do impasse por vias adequadas para retomar o projeto.    Mesmo diante das informações divulgadas pela Prefeitura de Aracruz, o presidente da entidade Amigos da Barra do Riacho, Herval Nogueira, afirma que a situação entre as famílias é de apreensão.    “Eles podem falar isso, mas na prática a prefeitura parece não estar atenta aos problemas que estas famílias estão enfrentando. Além da espera por uma moradia, as informações que chegam sobre as obras são truncadas e eles ainda tem de conviver com a ameaça de ter seu aluguel social cortado, aumentando ainda mais a aflição destas famílias”, denunciou.    Para ele, após forte pressão da comunidade a prefeitura está tentando amenizar o problema. “O lado desumano da prefeitura vem sendo omitindo. O papel social que ela não faz não é mostrado”, reclamou Herval.   Ação Civil Pública   A Defensoria Pública do Espírito Santo entrou com uma Ação Civil Pública com pedido de antecipação de tutela contra a Prefeitura de Aracruz, representada pelo prefeito Marcelo Coelho (PDT).    Segundo a defensoria, mesmo sob a alegação de que o projeto estaria em desacordo com a legislação do PDM, o posicionamento da prefeitura fere o direito fundamental à moradia familiar.    A ação ressalta também que o projeto tramitou regularmente durante todo o processo licitatório gerando expectativa nos moradores de que com a aprovação em todas as etapas do projeto ele finalmente sairia do papel.   Com a reprovação do projeto, tanto moradores quanto a empresa, enfatiza a ação, tiveram expectativas frustradas, porque o Executivo priorizou norma administrativa em detrimento ao direito constitucional à moradia.    A ação pede a antecipação da tutela para que se proceda imediatamente a aprovação do projeto arquitetônico e ainda pede a intimação do Ministério Público Estadual (MPES) para que intervenha como assistente litisconsorcial.

04/09/2013 / 0 Comments
read more

Governador sanciona lei complementar que institui regime de previdência complementar

Sem categoria

O governador Renato Casagrande sancionou, nesta quarta-feira (4), a Lei Complementar 711/13, que institui o regime de previdência complementar no Estado.  O regime será aplicável aos servidores que ingressarem no serviço público estadual, a partir da data do início do funcionamento da entidade fechada criada pela lei.    A sanção da lei autoriza a criação de entidade fechada de previdência complementar, para a qual o governo deve doar R$ 20 milhões para início dos trabalhos na fundação. A previdência complementar abrange servidores do Executivo, Legislativo e Judiciário; Ministério Público; Tribunal de Contas e Defensoria Pública.   A criação do regime de previdência complementar é questionada pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos), que passam pela ocupação dos cargos na fundação, pela forma de gestão e pela participação dos servidores em cargos deliberativos na nova estrutura.   Além disso, o Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro (IPAJM), que está sucateado, opera em superávit, o que não justifica a criação de uma previdência complementar.    A ideia da criação de uma previdência complementar partiu da União, que implementou para os servidores federais. Alguns estados, que tem déficit na previdência estadual, também adotaram o mesmo modelo para complementar a aposentadoria dos servidores.    No Espírito Santo esta realidade não se aplica e o custo altíssimo repassado para a fundação poderia ser empregado em outros setores. O diretor do Sindipúblicos, Rodrigo da Rocha Rodrigues já declarou que iniciativa se configura num claro cabide de empregos. “No início, a fundação vai funcionar somente com servidores em designação temporária, e até que se promova um concurso público leva tempo”, alertou.

04/09/2013 / 0 Comments
read more
07062013_onibus_transcol_RomeroSECO_20200308-090015_1.jpg

TJES mantém decisão que obrigou realização de nova licitação de ônibus

Sem categoria

A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve os efeitos da decisão de 1º grau que obrigou a realização de licitação para a concessão das linhas de transporte coletivo no Espírito Santo. No julgamento dos recursos de 14 empresas de transporte, os desembargadores reconheceram a “nulidade absoluta” dos atuais contratos, que mesmo sendo declarados nulos, acabaram sendo mantidos até a conclusão do novo certame – cujo prazo dado expirou no final de agosto. De acordo com o acórdão publicado nesta quarta-feira (4), o colegiado ratificou o entendimento do juízo de 1º grau pela inconstitucionalidade do artigo 52 da Lei Estadual nº 5.720/1998, que permitiu a prorrogação das concessões, pelo prazo de 15 anos, sem licitação. “Os contratos administrativos que prorrogaram as delegações de serviço público, sem proceder o indispensável procedimento licitatório, encontram-se fulminados de nulidade absoluta”, afirmou o relator do caso, desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho. O desembargador também rejeitou a defesa técnica lançada pela defesa das empresas, que levantou possíveis nulidades no julgamento da ação popular movida pelo advogado Luis Fernando Nogueira Moreira. Para Telêmaco Antunes, não houve qualquer ofensa ao princípio do juiz natural com a mudança do foro do processo, que saiu da 2ª Vara para a nova 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual – criada para julgar as ações populares e de improbidade no juízo da Grande Vitória. “A designação de número certo e específico de magistrados para atuarem, em regime de mutirão, não representa violação ao postulado, […] Ainda mais quando os julgadores atuam indistintamente sobre as causas que ali tramitam, no intuito de dar maior celeridade processual”, considerou o desembargador. A ação popular foi ajuizada em novembro de 1993, mas só passou a tramitar efetivamente após a mudança de vara, em fevereiro de 2012. A sentença do caso foi prolatada em maio daquele mesmo ano. Na ocasião, o juiz Jorge Henrique Valle dos Santos determinou a nulidade de todos os contratos e fixou prazo de 12 meses para a realização de licitação para linhas intermunicipais e do Sistema Transcol. Mesmo com a postergação do prazo inicial, uma vez que a contagem do limite levou em consideração a data da apreciação de recursos pelo Tribunal de Justiça, o governo ainda não cumpriu o prazo para abertura das duas licitações. De acordo com levantamento da reportagem, o governo capixaba tinha até o último dia 26 para a publicação da concorrência para as linhas intermunicipais. Já o prazo para o certame pelas concessões do Sistema Transcol venceu na última sexta-feira (30). No dia 21 de março, o secretário de Estado de Transportes, Fábio Ney Damasceno, anunciou a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a elaboração dos estudos técnico e econômico-financeiro para a realização das licitações. A empresa também deve auxiliar o governo durante as audiências públicas que vão discutir a modelagem dos certames, ou seja, o tipo e as exigências previstas na concorrência.  Apesar do longo prazo, somente uma audiência pública foi realizada para discutir o modelo de licitação. O governo anunciou a realização de duas audiências no interior do Estado, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul capixaba, e em Colatina, no norte.

04/09/2013 / 0 Comments
read more

Ministério Público requer criação de núcleo da Defensoria em Jaguaré

Sem categoria

O Ministério Público do Estado (MPES) instaurou Ação Civil Pública requerendo do Estado a instalação de um núcleo da Defensoria Pública no município de Jaguaré, no norte do Estado. O MP constatou que a Defensoria Pública do município tem ausência total de estrutura física e recursos humanos para atendimento, não suprindo a demanda da população do município.    O MPES requer que seja concedida liminar determinando que o Estado e a Defensoria Pública tomem medidas concretas para viabilizar a criação, implantação e estruturação do núcleo da Defensoria no município.    O diretor-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado (Adepes), Leonardo Oggioni Cavalcanti de Miranda, alerta que a implantação um núcleo da Defensoria pode não ser garantia de atendimento no município, já que o principal problema do órgão é a evasão de defensores.    Ele explica que, por lei, o Estado deveria ter 269 defensores públicos, mas atualmente tem 144. Nesta sexta-feira tomam posse mais 65 defensores, de 79 convocados. “Esses defensores vão cobrir um buraco deixado pela evasão, resta saber quantos ficarão no órgão”, diz Leonardo.    O defensor público lembra que, de acordo com o estudo Mapa da Defensoria Pública no Brasil, produzido em parceria entre a Associação Nacional dos Defensores Públicos (Anadep) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a cada 23 dias um defensor deixa a Defensoria Pública. Ele salienta que, mesmo após nove meses de lançamento do estudo, o quadro permanece o mesmo.    A remuneração é o principal fator de evasão de defensores. Leonardo Oggioni conta que era comum defensores deixarem o órgão para seguirem carreira na magistratura ou no Ministério Público. Atualmente, eles também saem para outras Defensorias Públicas do País. A remuneração da Defensoria do Estado é a segundo pior do País, somente maior que a de Pernambuco.    Oggioni salienta que a criação de uma núcleo em Jaguaré pode gerar uma expectativa na população, mas a sociedade também pode ser frustrada caso haja evasão na comarca.    O ideal seria que todo o município que um juiz, tenha também um defensor público, mas não é o que acontece no Estado. Para tentar cobrir mais municípios sem defensores, eles acabam por acumular comarcas por extensão. Um exemplo é o município de Ibiraçu, no norte do Estado, que tem dois juízes e dois promotores, mas somente um defensor trabalhando por extensão, já que no município não há defensores designados. 

04/09/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.228 4.229 4.230 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.