Eleger 15 prefeituras este ano fica mais difícil para a meta traçada pelo partido, dirigido por Gilson Daniel Fica cada vez mais difícil para o Podemos no Espírito Santo, dirigido pelo deputado federal Gilson Daniel, alcançar a meta traçada em maio de 2023, em evento realizado na Assembleia Legislativa, em Vitória, de alcançar a marca de 15 prefeitos nas eleições deste ano. Desse período até fevereiro deste ano, dos cinco prefeitos filiados ao partido, o Podemos perdeu dois. O prefeito de Colatina, Guerino Balestrassi, foi para o MDB; Cleudenir José de Carvalho Neto, o Ninho, de Dores do Rio Preto, está no PP, dirigido pelo deputado federal Da Vitória, do grupo da direita ligado ao ex-deputado Erick Musso, Republicanos, contrário ao bloco do presidente do Podemos e aliado do governador Renato Casagrande (PSB). O comunicado de saída do coronel Alexandre Ramalho do partido, nessa sexta-feira (16), que deve se filiar ao Republicanos, com maiores chances, ou ao PP, amplia o número de desfiliações e reforça as bases do PP e Republicanos. Esse movimento expõe divisão no campo da direita, que poderá favorecer os partidos mais à esquerda, em especial os pré-candidatos à Prefeitura de Vitória João Coser (PT) e Camila Valadão (Psol). De um lado, Republicanos e PP articulam juntos, como está demonstrado em movimentos de suas lideranças, em especial em colégios eleitorais mais densos, como Vitória e Serra. Na Capital, trabalham para a reeleição do atual prefeito, Lorenzo Pazolini e, no município vizinho, o grupo emplacou a pré-candidatura do ex-prefeito Audifax Barcelos, que deve concorrer com o prefeito Sergio Vidigal (PDT), aliado histórico de Casagrande. Nota do diretório estadual do Podemos, divulgada nesse final de semana, lamentando “profundamente a decisão” de Ramalho, pré-candidato a prefeito de Vila Velha, destaca que a “construção partidária é uma atividade coletiva, realizada a muitas mãos, em uma caminhada conjunta com o projeto liderado pelo governador Renato Casagrande”. Uma articulação que passa pela reeleição do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, membro do partido, com cacife para concorrer ao governo nas eleições gerais daqui a dois anos. Nesse contexto, os meios políticos apontam divergências, considerando nomes cogitados para as eleições gerais de 2026, ligados ao espaço de influência de Casagrande. O Podemos tem hoje no Estado três prefeitos: Arnaldinho Borgo; Wanderson Bueno, Viana; e Marcos Jauhar , de Guaçuí; além de um senador, Marcos do Val; dois deputados federais: Gilson Daniel e Victor Linhalis; e quatro deputados estaduais: Marcelo Santos, Lucas Scaramussa, Allan Ferreira, lançado pré-candidato a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, e Alexandre Xambinho. PP, PL e Republicanos, o grupo para apoiar coronel Ramalho em Vila Velha – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/pp-pl-e-republicanos-o-grupo-paraapoiar-coronel-ramalho-em-vila-velha
Mesa reaberta
Com o jogo zerado em Cachoeiro de Itapemirim, peças se movem e nome da ex-deputada Norma Ayub volta à cena Agência Câmara Com o jogo zerado em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado, após a desistência de um dos palanques principais, do vereador Júnior Corrêa (PL), peças que já se movimentavam apertaram o passo e quem só aparecia no início das articulações, voltou à cena. Me refiro, no primeiro caso, ao deputado estadual Allan Ferreira, que lançou sua candidatura nesse sábado (17), embora faça parte do “grupo dos 3”, ainda sem definição do cabeça de chapa, e, no segundo, à ex-deputada federal Norma Ayub (PP), mulher do deputado estadual Theodorico Ferraço, que é ex-prefeito, personagem sempre atuante na política do município e presidente do diretório do PP. Allan e o Podemos já tentam, assim, demarcar território, considerando a nova configuração do quadro eleitoral. O mesmo acontece com Norma, só que localizada na oposição direta ao prefeito Victor Coelho (PSB), e inserida numa estratégia do PP, que caminharia com Júnior e agora vai reivindicar seu lugar na mesa de negociação. Nos bastidores, dizem que o partido realizará uma pesquisa interna, que teria também o Capitão Fabrício e Ruberval Rocha, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Cachoeiro de Itapemirim (Acisci). Enquanto isso, o PL se reposiciona, contando com o vereador Léo Camargo e na investida para ter Juninho como cabo eleitoral – será? Segue…O vereador, vale lembrar, deixou a carreira política, inclusive abrindo mão do atual mandato, para virar padre. Participar ativamente da campanha eleitoral não parece fazer sentido no contexto. Mas tem o PL…veremos! Na ruaNo “grupo dos 3”, Diego Libardi, que era apadrinhado do casal Theodorico e Norma, mas o bloco rompeu, e também faz oposição, foi outro que aproveitou o novo cenário para colocar o pé na rua. Ele anunciou, nesse domingo (18), que vai percorrer toda a cidade para ouvir a população de Cachoeiro. Ele já tentou o cargo, em 2020, mas ficou longe de alcançar Victor Coelho. Na mesmaO último integrante do grupo, deputado estadual Bruno Resende (União), até que se prove o contrário, é o único que permanece na mesma entoada de antes da reviravolta eleitoral. Pote cheioA decisão do ex-secretário de Estado de Segurança, Alexandre Ramalho, que causa burburinho no mercado político, de deixar o Podemos, é mais um efeito do “pote até aqui de mágoa” dele com a legenda, desde que foi preterido da disputa ao Senado, em 2022. Lá atrás, ele já queria sair, mas sem opção, acabou topando descer para a Câmara dos Deputados. Agora, soltou a amarra e abriu mão até da suplência. ObstáculoComo analisei aqui na semana passada, com a decisão, Ramalho, que deve se abrigar no Republicanos, dá vários saltos na direção da Prefeitura de Vila Velha e vira um calo no sapato do prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos). Repito: os anos mostram que o perfil do coronel agrada ao eleitorado canela-verde. ProporcionaisEnquanto a situação no PT de Cariacica na eleição majoritária não se desenrola, a chapa proporcional, definida há meses, se articula em encontros, como o realizado nesse sábado (17), na Câmara Municipal, com a presença de Célia Tavares. Ela deseja erguer novamente o palanque à prefeitura, mas tem grupo no partido querendo caminhar com o prefeito, Euclério Sampaio (MDB). Proporcionais IIEm novembro do ano passado, comentei aqui que os nomes estavam fechados: Wanderlei Thomas, que foi vice de Célia em 2020, e Ilona Açucena, Darcy Altoé, Cida Araújo, Ideer Vieira, Alexandre Lemos, Luis Gaurink, Seu Pedro, Ailton Pereira, Jean e Paulinho Portencio. Nas redes sociais, porém, Célia citou o recente encontro e disse que a chapa, até então com 11 candidatos, está “em construção”. Então, tá! Fator HelderDo bolo, o que se comenta no município é que Alexandre, assessor do senador Fabiano Contarato (PT), tem sido apontado como o “candidato do deputado Helder”- ex-prefeito e principal cabo eleitoral do PT e de Célia, e mais bem votado à Câmara em 2022. Helder e Alexandre têm história e militância nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Nas redes“Prefeitura abre mão de recursos para a educação. Isso não pode mais se repetir. A educação de Vitória e toda a cidade só perdem com isso”. Vinícius Simões, vereador pelo Cidadania. FALE COM A COLUNA: medeirosmanaira@gmail.com Tabuleiro revirado Desistência em Cachoeiro é mais um palanque do PL, de Magno Malta, que naufraga em município estratégico https://www.seculodiario.com.br/socioeconomicas/tabuleiro-revirado
‘Ficarei muito feliz se for o pré-candidato escolhido pelos cachoeirenses’
Lançado oficialmente, Allan Ferreira ainda definirá com aliados quem disputará a prefeitura Redes Sociais “Democracia é isso: é a fala, é discutir o que é melhor para Cachoeiro. Ficarei muito feliz se for o pré-candidato escolhido pelos cachoeirenses”. A fala é do deputado estadual Allan Ferreira, lançado oficialmente pelo partido Podemos como pré-candidato a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, em evento realizado na Câmara de Vereadores nesse sábado (16). O encontro contou com a presença de parlamentares e lideranças do Podemos no Estado, incluindo o presidente estadual da sigla, o deputado federal Gilson Daniel, e dois colegas de Ferreira na Assembleia Legislativa: o presidente, Marcelo Santos, e Alexandre Xambinho. Daniel afirmou na ocasião que a candidatura de Allan terá “o apoio do governador Renato Casagrande (PSB) e da Assembleia Legislativa”. Entretanto, quem também marcou presença foi o deputado estadual Bruno Resende (União) e o secretário de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho de Vitória, Diego Libardi (Republicanos), que formam com Allan o “grupos dos três” pré-candidatos: dentre eles, quem estiver mais bem colocado nas pesquisas é que sairá como candidato, e os outros dois apoiarão. Em seus discursos, os aliados de Ferreira fizeram questão de ressaltar o acordo firmado. “Os interesses partidários não podem ser diferentes dos interesses das pessoas. E é olhando nos olhos das pessoas e escutando o que as ruas querem que, despido de vaidades e descalço, se preciso for, que nós vamos fazer Cachoeiro tomar o rumo certo do desenvolvimento”, discursou Bruno Resende, pedindo apoio do Podemos e do Republicanos caso seja ele o escolhido. “O extremismo não vai, de forma nenhuma, produzir resultados para o desenvolvimento da cidade de Cachoeiro. Eu, Bruno e Allan temos um diálogo harmônico, democrático e produtivo para a cidade de Cachoeiro de Itapemirim”, afirmou Diego Libardi. Outra pré-candidata que se juntou ao grupo recentemente é a ex-secretária de Desenvolvimento Social Márcia Bezerra, que deixou recentemente o Podemos para se tornar a presidente do Partido Renovação Democrática (PRD), em uma articulação eleitoral do próprio Allan – que rompeu com o prefeito Victor Coelho (PSB) após a exoneração de Márcia. “E eu vou estar em um grupo, sim, que vai ser vitorioso, porque é um grupo que ama Cachoeiro”, discursou no evento a ex-secretária. Gilson Daniel, Allan Ferreira e Marcelo Santos. Crédito: Redes Sociais Candidaturas afunilando O “grupo dos três” tende a se beneficiar com a saída da disputa do vereador de extrema direita Júnior Corrêa (PL), por representar mais claramente a direita no município. Considerado um dos favoritos para a Prefeitura de Cachoeiro, Corrêa anunciou na semana passada que deixará a vida pública para se tornar padre. O deputado estadual Callegari assumiu a presidência do diretório municipal no lugar de Júnior. Uma alternativa de candidato a prefeito pela sigla seria o vereador Léo Camargo, apesar de ele ter preferência em concorrer novamente a uma vaga na Câmara Municipal. Na esquerda, a Federação Brasil da Esperança (PCdoB, PV e PT) deverá referendar o ex-prefeito Carlos Casteglione (PT) como seu candidato na disputa majoritária de outubro, em uma plenária marcada para o próximo dia 1º de março, na Câmara de Vereadores. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) chegou a manifestar desejo de apresentar um pré-candidato, mas Casteglione tem sido apontado como nome de consenso. O empresário Wesley Corrêa (Rede), que é próximo do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeiro (Sindipúblicos), também lançou pré-candidatura no início deste mês de fevereiro, mas a federação formada por Rede Sustentabilidade e Partido Socialismo e Liberdade (Psol) negocia uma chapa com Carlos Casteglione. Atualmente, a pré-candidatura que representa o grupo do prefeito Victor Coelho é a da secretária municipal de Obras e Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB). Coelho é o principal aliado de Renato Casagrande no sul do Estado, mas todos os outros pré-candidatos – com exceção do PL – apoiam o governador e disputam a sua preferência. Júnior Corrêa anuncia afastamento e desiste da Prefeitura de Cachoeiro Vereador, que teve atrito com Magno Malta no PL, afirma que vai deixar a vida pública para se tornar padre https://www.seculodiario.com.br/politica/junior-correa-anuncia-afastamento-e-desiste-de-candidatura-a-prefeito-de-cachoeiro Partidos consolidam diretórios em Cachoeiro e se articulam para Eleições 2024 No campo da direita, foto com liderança do Novo gerou ruídos. Na esquerda, está em pauta a unificação https://www.seculodiario.com.br/politica/partidos-consolidam-diretorios-em-cachoeiro-e-se-articulam-para-eleicoes-2024
Advogados do Estado compõem lista tríplice para cadeira no TRF-2
Dalton Morais foi candidato pelo Novo à Prefeitura de Vila Velha e Alexandre Zamprogno é ligado a movimentos sociais Dalton Santos Morais e Alexandre Zamprogno são os dois advogados do Espírito Santo incluídos na lista tríplice para a indicação da vaga de desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), com jurisdição no Estado e no Rio de Janeiro, referente à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A lista será encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicará, ainda sem data definida, o nome para o cargo. Na votação no TRF 2, o candidato do Rio, Alfredo Hilario de Souza, obteve 24 votos; seguido por Dalton Santos Morais, com 18; e Alexandre Zamprogno, com 17 votos. Também concorriam à cadeira outros dois capixabas, Raphael Feitas Lima, que recebeu 12 votos da Corte, e Eduardo Xible Salles Ramos, com três. O advogado Dalton Santos Morais foi candidato pelo partido Novo a prefeito de Vila Velha, em 2020, e Alexandre Zamprogno é ligado a movimentos sociais, sendo um dos fundadores do grupo Professoras Associados pela Democracia em Vitória (PAD-Vix), com histórico de lutas em defesa da classe trabalhadora. “Hoje, recebemos uma notícia muito importante. Nosso parceiro de lutas, co-fundador da PAD-Vix o advogado Drº Alexandre Zamprogno, que, como muitos sabem, concorre a uma vaga no TRF 2 (RJ/ES), venceu mais uma etapa do processo e, agora, está na lista tríplice. Desejamos a ele todo o sucesso nessa nova etapa da jornada”.A colocação dos advogados capixabas na lista tríplice foi citada por deputados na sessão desta segunda-feira (19) na Assembleia Legislativa, lembrando o fato inédito. A vaga aberta é decorrente da posse do desembargador federal Messod Azulay Neto no cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
TJES tem que prestar esclarecimentos sobre concursos para cartórios
Segundo dados do Sistema Justiça Aberta, há 33% de vacância nas serventias do Espírito Santo O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) deverá prestar esclarecimento à Corregedoria Nacional de Justiça sobre os próximos concursos públicos para outorga de delegações para cartórios de notas e cartórios de registro. Ao todo 33% das serventias do Espírito Santo estão vagas. A Corregedoria solicitou informações sobre o cronograma para realização de novos concursos e as ações concretas adotadas para solucionar o problema das vacâncias nesses cartórios. A Corregedoria encaminhou os ofícios neste mês. Junto com o Espírito Santo, foram notificados os Tribunais de Justiça da Bahia, que tem quase 60% dos cartórios vagos, os do Rio Grande do Norte (41%), Pará (38%), Pernambuco (37%), Mato Grosso (33%) e Ceará (20%). As informações foram solicitadas para o Espírito Santo e as demais unidades federativas porque nesses locais a situação do Sistema Notarial e de Registro é considerada mais urgente, segundo o corregedor nacional de Justiça, ministro Luis Felipe Salomão. “É imperioso que cada tribunal estabeleça um cronograma factível para a realização do certame, sem que se perca o senso de urgência, sob pena de serem tomadas medidas administrativas cabíveis para a responsabilização em todas as esferas”, afirmou o ministro. No ofício dirigido aos presidentes dos tribunais das cortes, o corregedor nacional acrescenta que “as vacâncias de serventias refletem a precarização do serviço público prestado por notários e registradores”. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Constituição Federal exige expressamente a realização de concurso público de provas e títulos para ingresso na atividade notarial e de registro. De acordo com o art. 236, § 3º, da Carta Magna, não é permitido que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis meses. Sobre o tema, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução n. 81/2009, que estabelece as regras para a realização desses concursos. Em 2022, acrescenta o CNJ, a resolução passou por algumas mudanças, com a ampliação do número de candidatos cotistas aptos a avançarem de uma fase a outra do certame, bem como o estabelecimento das cotas por classe de rendimento das serventias, buscando democratizar o acesso de cotistas a todos os cartórios. Além disso, foi inserida a possibilidade da ampliação do prazo de inscrição para os candidatos hipossuficientes, que terão 30 dias para a obtenção de certidões comprobatórias, e a redução do peso para prova de título.
Justiça julga liberação da Buser para atuar em viagens dentro do Estado
Com a autorização, as passagens poderão ter uma queda de 50%; Setpes aponta concorrência desleal O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) julgará, nesta terça-feira (20), uma ação que vai definir a atuação da Buser, startup de viagens de ônibus, e quatro parceiras de fretamento em viagens dentro do Estado. Com a liberação, as passagens poderão ter uma queda de 50% em rotas como Vitória e Guarapari e Vitória e Vila Velha. A ação foi movida pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Espírito Santo (Setpes), alegando concorrência desleal com as linhas regulares, ao oferecer viagens que podem custar bem menos que nas rodoviárias por meio de um aplicativo que conecta os passageiros a empresas de fretamento. Apesar de não poder operar em trechos dentro do Espírito Santo, a startup está liberada para oferecer viagens de fretamento interestaduais – ligando, por exemplo, Vitória ao Rio de Janeiro e Belo Horizonte a Guarapari. A empresa afirma que tem cerca de 500 mil clientes do Espírito Santo cadastrados na plataforma e acredita que o Estado pode chegar a representar seu quarto maior mercado. Divulgação A Buser defende que o modelo oferecido por ela, em parceria com empresas de fretamento, “usa a tecnologia para tornar as viagens mais acessíveis, completando outros modais, inclusive o ônibus de rodoviária – que acaba atendendo um outro nicho de público ou acaba sendo uma opção diferente”. Alega, ainda, que “trata-se do mesmo movimento já visto no mercado de transporte individual, em que aplicativos como Uber e 99 trouxeram um novo modelo e hoje convivem de forma harmônica com os taxis”. Em agosto do ano passado um caso semelhante a esse foi julgado pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), reconhecendo a legalidade da Buser e autorizando a retomada da plataforma no Paraná. A decisão, que atendeu uma reclamação da startup e derrubou uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), envolvia uma ação movida pela Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e de Santa Catarina (FEPASC). Nesse caso, tentava-se proibir a Buser de fazer a intermediação de viagens de ônibus fretados ligando as cidades paranaenses a municípios de outros estados. A decisão, proferida pelo o ministro Mauro Luiz Campbell Marques, dizia que a proibição da operação da Buser no estado representaria dano irreversível ou de difícil reparação consistente na perda da receita da plataforma, com desdobramentos, inclusive, no pagamento de funcionários e colaboradores.
Descarte irregular de óleo é encontrado em área de mangue em Vitória
Situação ocorreu na região da Grande Goiabeiras; Polícia Militar Ambiental fez Boletim de Ocorrência Leitor Uma área de mangue no bairro Jabour, na região da chamada Grande Goiabeiras, em Vitória, registra descarte irregular de óleo. A situação foi verificada por moradores nessa sexta-feira (16), que acionaram a Polícia Militar Ambiental (PMA) e órgãos de fiscalização da Prefeitura de Vitória. O local fica próximo ao campo de futebol de areia do bairro, na rua Ciro Vieira da Cunha. A Policia Ambiental afirma que foi até a área e realizou diligências para tentar encontrar o suspeito, mas não obteve êxito. A corporação afirma que, “por se tratar de crime ambiental previsto no artigo 60 da Lei 9.605/98, corroborado com a Lei nº 12.651/12, foi confeccionado um Boletim Unificado para que seja encaminhado ao órgão competente e sejam tomadas as medidas para apuração do caso”. “No local existem câmeras, porém, segundo moradores, só estão de enfeite, sem funcionamento. Contudo, estamos na esperança de ao menos saber quem fez isto para receber uma punição conforme prevista em leis, pois, ao contrário, tamanho prejuízo ambiental será imensurável por tanta ignorância e falta de respeito”, denunciou o coletivo SOS Manguezal em publicação nas redes sociais. Na mesma postagem, a SOS Manguezal informou que não foi possível averiguar se a maré alta alcançou a poça de óleo. “Se isto acontecer, o dano ficará ainda pior”, ressaltou o coletivo, que recebeu todas as informações de lideranças da região. Nesse sábado (17), a Prefeitura de Vitória enviou uma equipe para fazer a limpeza do óleo. A SOS Manguezal saudou a mobilização comunitária para que a limpeza ocorresse, mas ressaltou que parte do óleo já havia sido absorvida pela terra de um dia para outro, e cobrou apuração do caso. Procurada, a gestão municipal informou, em nota, que a equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente “já esteve no local para averiguar a situação e está investigando o responsável pelo despejo para fazer a devida autuação”. Entretanto, a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) não respondeu ao questionamento sobre o não funcionamento das câmeras de videomonitoramento.
Recado na porta
O tempo pode ser relativo, mas o relógio não é Ao sair, fiz a gentileza de afixar um recadinho na porta – Saí mas pretendo voltar. Se o assunto for importante aguarde meu retorno, se não for, não precisava ter vindo. Já que veio e se não puder esperar, deixe recado com número de telefone, e ligarei se e quando puder – sou muito requisitada. A câmera instalada no teto vai detectar qualquer movimento suspeito, portanto, não cuspa no tapete nem dê pontapés na porta – essa coitada sempre apanha sem ter culpa. * Se não puder voltar ligue para meu celular, caso tenha o número (não deixo aqui por motivo de segurança), mas não ligue para o fixo, que há muito foi desativado. Lembre-se que hoje qualquer assunto pode ser resolvido pelo celular, se estiver carregado. Se não tiver o número e não puder voltar, favor enviar mensagem para meu email, que também não deixo aqui por…se o assunto que veio tratar não for secreto ou pessoal, pode deixar por escrito (há papel e caneta embaixo do tapete). * Se a razão de sua visita for emergencial, melhor ligar para a segurança (888-000), que lhe trará um formulário a ser preenchido. Você pode ainda falar com o faxineiro, se estiver no andar. Ele sempre sabe onde estou, embora eu não informe. Se houver alguém na sala ao lado (que saiu e não deixou recado), pode deixar encomendas, se for o caso. Havendo documentos a assinar, assine você mesmo. Se for cobrança, volte na semana que vem. Se for pagamento, volto em meia hora. * Em tempos de celulares e mensagens de texto, os recados na porta ainda resistem aos avanços da Inteligência Artificial (IA), como nos tempos do Arnesto, que morava no Brás e cometeu a indelicadeza de não deixar recado. Volto em meia hora – ou duas ou três, informam, sem no entanto definir a que horas saíram. Portanto, nunca sabemos quando começou e quanto ainda falta para terminar a contagem de tempo da ausência. Mas sejamos realistas, quem volta realmente quando diz que vai voltar? Também não informam aonde foram e a que foram, se ao banheiro ali do lado ou pegou o metrô e foi ao dentista. O tempo pode ser relativo, mas o relógio não é. * Recado dos sete anões para uma certa princesa: fomos à mina procurar ouro ou platina, que nunca achamos, voltaremos na hora do jantar ou quando der fome. Se for pessoa da nossa inteira confiança, pegue a chave atrás do vaso de violetas. Se for a bruxa má, a chave não está atrás do vaso de violetas. Se entrar, prepare a janta e lave as vasilhas empilhadas na pia há uma semana – a pia é muito alta. Se for uma princesa, não aceite presentes de estranhos, nem mesmo uma simples maçã. * Em tempos de olho mágico, vídeo câmeras e trancas digitais, o recado na porta é tão obsoleto como o namoro no portão. Um velho ditado dizia, Se quer a casa bem guardada, entregue a chave ao ladrão – ele nunca entra pela porta da frente. Também deixamos recados na nossa parafernália eletrônica para os milhões de hackers que nos rondam: protegido pela mais sofisticada tecnologia de ponta…como não está adiantando, colei um recadinho no meu computador: o roubo de dados confidenciais dá câncer. * Recado na porta do Batman: saí mas deixei o Robin na banheira de massagem e o Batmovel na garagem, favor não retirá-los. Se for do Ubermeat, a porta dos fundos não está trancada, deixe a encomenda confidencial no microondas. Se for da Amazon, jogue o pacote no alçapão do laboratório de pesquisas ultrasecretas. Não entre: risco de ser desintegrado.
Camila Valadão: “nossa pré-candidatura está mantida”
Deputada do Psol fala da disputa pela Prefeitura de Vitória, de diálogos com João Coser e estratégias contra Pazolini Deputada estadual pelo Psol, Camila Valadão é a convidada do programa Política ES, no qual comenta os motivos de sua pré-candidatura à Prefeitura de Vitória e as possíveis ameaças ao projeto; sua relação com o ex-prefeito e também pré-candidato João Coser (PT); e o programa que quer defender como oposição ao atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos). Ela fala ainda sobre a experiência de seu primeiro ano na Assembleia Legislativa, das áreas prioritárias de atuação, e da violência política de gênero. Ainda comenta sobre o Carnaval capixaba e a repressão policial ocorrida nos últimos dias dos festejos em 2024. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Condomínio realiza cercamento no Morro de Guaibura
ONG tenta cassação judicial de licença para instalação de empreendimento em Guarapari Gaya Religare A empresa Design 16 SPE LTDA, responsável pela instalação do condomínio de luxo Manami Ocean Living, cercou com tapumes, neste mês, parte do Morro de Guaibura, que fica na Enseada Azul, em Guarapari, na Região Metropolitana do Estado. Com isso, o acesso de moradores ficou parcialmente restrito no morro. A Organização Não Governamental (ONG) Gaya Religare pleiteou tutela de urgência para a suspensão do alvará de instalação, no âmbito de uma ação civil pública contra o empreendimento. Entretanto, em decisão publicada nessa quinta-feira (15), o juiz Gustavo Marçal da Silva e Silva, da Comarca de Guarapari, não acatou a alegação de “fato novo” com relação à instalação das cercas. Segundo Potira de Almeida, moradora da região e integrante da Gaya Religare, além de o acesso ao Morro de Guaibura estar bastante restrito, seguranças do empreendimento marcam presença para vigiar quem sobe até o local. “Cortaram muitas árvores frutíferas, como as de araçá e pitanga, que nós mesmos comíamos e também serviam de alimento para espécies de animais, como saguis, sabiás da praia e muitos outros”, relata. A Gaya Religare ingressou com a ação civil pública em 29 de novembro de 2023 na Justiça estadual. Logo depois, o juiz sinalizou que a competência seria federal, e a ONG desistiu da ação para ingressar novamente nessa esfera. Entretanto, o processo acabou retornando para a esfera estadual. Em sua manifestação no processo, a Procuradoria-geral do Município de Guarapari alegou que a licença dada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura (Semag) foi condicionada à não intervenção em área de mangue, respeitando distanciamento de 30 metros, e apresentação de autorização do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf). Já a condicionante para o corte de vegetação foi a “adoção de medidas mitigadoras e compensatórias”. A Design 16, por sua vez, argumentou, em sua contestação, que apenas uma pequena parte do Morro de Guaibura delimitada pelo Idaf corresponde à Área de Preservação Permanente (APP), com restinga e manguezal. A empresa também refutou argumentações da Gaya Religare sobre alterações no zoneamento urbano de Guarapari, que reclassificaram o Manami, bem como possíveis impactos no abastecimento de água na região, tendo em vista os constantes problemas registrados no município. Já o promotor de Justiça Otávio Guimarães de Freitas Gazir acusou a Gaya Religare de produzir “factoides” – incluindo citação a uma matéria de Século Diário, noticiando acionamento da polícia para coibir desmatamento – e de tentar instrumentalizar a Justiça. Ele criticou, ainda, a Associação de Moradores da Enseada Azul (Ameazul), que também impetrou Ação Civil Pública sobre o tema. “Em que pese conhecedores do pleno licenciamento do empreendimento e, portanto, da inexistência do crime imputado à empresa demandada e seus representantes ou prepostos, o que se constata é o indevido acionamento e a indevida imputação de crime a quem se sabe inocente, visando também a produção de factoides em redes sociais. (…) O conjunto da obra opera no sentido da falta de credibilidade das alegações da autora”, escreveu o promotor. Em resposta posterior, a Gaya Religare informou que a matéria citada pelo promotor não apresenta inverdades, e ressaltou que há informes publicitários sobre o Manami em quase todos os principais veículos de imprensa do Estado – alguns deles sem destacar sua natureza publicitária -, sem que isso tenha chamado a atenção do representante do Ministério Público. A ONG também condenou o tom adotado por Otávio Guimarães, o qual classificou como “um possível desvio ético”. Ao contrário da argumentação do empreendimento, a Gaya considera que não apenas uma parte, mas todo o Morro de Guaibura deve ser preservado, e reiterou, em ofício de resposta às alegações, o pedido para suspensão da autorização de supressão em caráter de urgência. A ONG também solicitou ao juiz do caso: elucidação das competências administrativas e jurídicas do processo; convocação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES) para que se manifeste acerca do tombamento cultural do Morro de Guaibura; convocação da Defensoria Pública para a defesa concomitante do meio ambiente coletivo; e provocação ao MPES para comprovar todas as acusações apresentadas. Funai Ainda resta a Fundação Nacional do Povos Indígenas (Funai) se manifestar. Isso porque, durante o ano de 2023, a Gaya Religare realizou um estudo das origens ancestrais da comunidade, que está há mais de cem anos fixada na península de Guaibura, mantendo práticas tradicionais de pesca, artesanato, coleta de frutas e pequenas plantações. O Morro de Guaibura, por sua vez, é considerado um local sagrado, de culto. Segundo a ONG, até os anos 1970, a comunidade era chamada de Aldeia Guaibura, mas teve o nome trocado por conta do processo de desagregação indígena promovido pela ditadura militar. Baseada no estudo, a Gaya Religare solicitou à Funai e ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI) um estudo antropológico e o reconhecimento da comunidade Borum M’nhag Uipe em Guaibura. O processo, iniciado neste mês de janeiro, está em tramitação, e uma equipe da Funai deverá ser enviada ao local em breve. Impactos e denúncias Desde agosto de 2023, a Gaya Religare já enviou, pelo menos, 20 cartas-denúncia a diversos órgãos de proteção ambiental, a nível municipal e estadual. A organização também registrou boletins de ocorrência (BOs) a respeito de desmatamento no Morro de Guaibura. Além disso, a Comissão Permanente de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca da Câmara de Vereadores de Guaraparisolicitou a suspensão imediata do licenciamento do Manami ao prefeito Edson Magalhães (PSDB). A instalação do Manamí ocasionou um processo de desmatamento iniciado em dezembro passado, e a fauna e a flora do Morro de Guaibura já começou a ser afetada. Animais silvestres como capivara, teiú e ouriço apareceram mortos na Praia da Guaibura. ONG denuncia desmatamento no Morro de Guaibura ao Ministério do Meio Ambiente Gaya Religare também encaminhou histórico de raízes indígenas e solicitou estudo antropológico à Funai https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/ong-denuncia-desmatamento-no-morro-de-guaibura-ao-ministerio-do-meio-ambiente Desmatamento continua no Morro da Guaibura, denuncia ONG Comunidade luta para barrar destruição promovida pela construção do condomínio de luxo Manami https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/desmatamento-continua-no-morro-da-guaibura-em-guarapari ‘Fica cada vez mais claro o crime ambiental no Morro da Guaibura’