São ofertadas mais de 300 vagas gratuitas nos principais municípios da Grande Vitória Para quem colocou como uma de suas metas para 2024 ter um bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingressar na faculdade no ano que vem, mas não tem condições de pagar um curso preparatório, uma boa alternativa são os cursinhos populares. Há vagas nos principais municípios da Grande Vitória. O pré-vestibular popular AfirmAção e o Dandara já estão com inscrições abertas. O AfirmAção oferta 320 vagas, sendo 80 em cada um dos quatro municípios no qual atua, que contarão com duas turmas de 40 alunos. Há unidades do AfirmAção em Cariacica (Tabajara), Vila Velha (Cobilândia), Vitória (Itararé) e Serra (Feu Rosa). As inscrições podem ser feitas nas redes sociais do pré-vestibular até o dia 23 de fevereiro. O público-alvo são estudantes do terceiro ano do ensino médio e pessoas que já concluíram essa modalidade de ensino. O coordenador do AfirmAção, Antônio Barbosa, informa que o pré-vestibular é voltado para toda a comunidade, mas caso a procura ultrapasse o número de vagas, a prioridade será para pessoas de baixa renda e negras. No Dandara, as inscrições estão abertas até 22 de fevereiro. Após a inscrição, é feita análise da renda familiar. As oportunidades são para estudantes que estejam cursando ou já concluíram o Ensino Médio em escolas públicas, ou bolsistas em escolas particulares e jovens com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. As inscrições são feitas presencialmente no Centro Salesiano do Adolescente Trabalhador (Cesam), no Forte São João, ao lado da capela do Colégio Salesiano, das 8h às 12h e das 13 às 17h. O candidato deve levar em envelope lacrado e identificado na parte externa por uma etiqueta branca com nome completo, data de nascimento, nome da escola, telefones para contato e o email, de forma legível, contendo em seu interior o Formulário Socioeconômico preenchido, que pode ser acessado no site. No envelope deve constar a documentação exigida, que é uma foto 3×4 recente, cópia do histórico escolar, declaração escolar ou boletim escolar com notas e frequências que comprovem a conclusão do Ensino Médio e/ou Curso Técnico e/ou aprovação e matrícula para o 3º ano do Ensino Médio no ano de 2024, cópia da identidade e do CPF do candidato. Alunos bolsistas deverão apresentar declaração da instituição de ensino comprovando o benefício de bolsa a partir 50%. É preciso apresentar, ainda, comprovantes de renda familiar, contemplando todas pessoas que moram na casa.
Portuários lutam para manter exclusividade de trabalhadores avulsos
Dispositivo da Lei dos Portos é questionado no STF; categoria aprovou estado de greve no Estado Os trabalhadores portuários do Brasil se mobilizam contra iniciativas de acabar com a exclusividade de contratação de trabalhadores avulsos pelas companhias portuárias. No Espírito Santo, foi aprovado estado de greve nessa sexta-feira (16), em assembleia conjunta com todos os sindicatos da orla portuária do Estado, realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Portuários Avulsos de Capatazia e Arrumadores (Sindpaes), em Vitória. Redes sociais/Suport-ES De acordo com a Lei dos Portos (12.815/2013), a contratação de trabalhadores de capatazia, bloco, estiva, conferência de carga, conserto de carga e vigilância de embarcações com vínculo de emprego por prazo indeterminado precisa ser feita exclusivamente dentre portuários avulsos registrados no Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) – dispositivo que agora é questionado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). A ação foi ajuizada pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), a Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec) e pela Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop). As entidades patronais querem que a “exclusividade” seja interpretada como “prioridade”, abrindo margem para contratar profissionais fora da Ogmo. Além dessa investida, o presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira (PP-AL), criou uma comissão de juristas no fim do ano passado para revisar a legislação portuária. A iniciativa é repudiada pelos trabalhadores, que consideram que a maioria dos integrantes tem posições reconhecidamente contrárias aos portuários avulsos. A luta nacional contra a mudança é encabeçada pelas três federações que representam os trabalhadores da área: Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e a Feccovib, que reúne diversas categorias. Uma plenária nacional está prevista para ser realizada nas próximas quarta e quinta-feira (21 e 22), em Brasília. Também haverá uma audiência com o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. “A mudança está sendo proposta sem nenhuma discussão com os trabalhadores. Tirar a exclusividade é uma forma de reduzir o valor da mão de obra no mercado de trabalho. O que garante os nossos direitos é a exclusividade, não a prioridade”, comenta o presidente do Sindicato Unificado da Orla Portuária do Espírito Santo (Suport-ES), Marildo Capanema. Paralisação em 2023 No dia 6 de junho de 2023, trabalhadores portuários chegaram a fazer uma paralisação na Companhia Portuária de Vila Velha (CPVV), para denunciar a utilização de mão de obra própria para descarregamento de veículos que haviam chegado em contêineres pelo Terminal de Vila Velha (TVV). Em audiência realizada em agosto daquele ano, a CPVV se comprometeu a requisitar mão de obra do Organismo Gestor de Mão de Obra (Ogmo) para operações de spot, carga geral e pontuais no terminal, em vez de utilizar mão de obra própria, como vinha acontecendo. CPVV se compromete a contratar portuários avulsos via Ogmo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/cpvv-se-compromete-a-contratar-portuarios-avulsos-via-ogmo
Convocação de Bolsonaro para dia 25 é vista como ato contra a democracia
Advogado Flávio Fabiano e o ativista Perly Cipriano apontam que ex-presidente está implicado na tentativa de golpe “A convocação é um ato de desespero de Bolsonaro, que será processado e condenado pelos inúmeros crimes que cometeu contra nosso povo e a democracia. O ato está em confronto com as medidas cautelares do STF [Supremo Tribunal Federal]”. A opinião é do ativista político e membro histórico do Partido dos Trabalhadores (PT), Perly Cipriano, ao comentar a manifestação organizada pelo ex-presidente da República e o empresário da fé Silas Malafaia, que banca as despesas, para o próximo dia 25, na Avenida Paulista, em São Paulo. Para o professor de Direito Flávio Fabiano, “a participação de Bolsonaro nos atos, seja presencial ou não, posto que é o grande incentivador das manifestações, poderá confirmar o que já é sabido: o ex-presidente é o grande mentor dos atos de 8 de janeiro de 2022, posto que existe chance de haver novos atos criminosos, entre os quais os pedidos de ditadura militar, intervenção militar, além de novas provas em razão dos protestos, que poderão demonstrar que de fato ocorreu uma tentativa de golpe de Estado”. Processado, tornado inelegível e ameaçado de prisão por vários crimes, Jair Bolsonaro e vários de seus assessores tiveram os passaportes retidos pela Polícia Federal e estão proibidos de se ausentar do Brasil. Na convocação, o ex-presidente pede que seus apoiadores não levem cartazes nem faixas, enfatizando que o evento é “pela liberdade”, na tentativa de reunir apoiadores que o ajudem a escapar da prisão. Um dos seguidores mais próximos de Bolsonaro, o senador Magno Malta (PL) irá ao ato e está inscrito como um dos oradores. Procurado por Século Diário, afirmou: “O evento agendado para o dia 25, conforme afirmado pelo próprio pastor Silas Malafaia, transcende a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro; será uma manifestação pacífica dos conservadores pela liberdade. Como líder religioso e defensor incansável das pautas conservadoras alinhadas com os princípios cristãos, a iniciativa do pastor em organizar o evento demonstra sua preocupação tanto com nosso país (diante do rumo da política que estamos vivenciando) quanto com os cristãos, que compõem a maioria da população. Vale ressaltar que não haverá movimento em nenhum lugar do Brasil, apenas na Paulista”. Para o advogado Flávio Fabiano, no entanto, “há indícios de que o ex-presidente Bolsonaro participou de toda articulação e que incitou claramente seus ‘devotos’ a atuarem nos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro e também ficou claro que muitos estavam lá para promover arruaça e simplesmente comprovar sua devoção ao ‘capitão’ e, por isso, participaram dos atos golpistas” Perly tem o mesmo entendimento e diz que Bolsonaro “tramou e articulou com muitos setores, visando um golpe para impedir a posse do presidente Lula legitimamente eleito. Depois, em 8 de Janeiro, manteve o mesmo posicionamento, configurando como formação de quadrilha. O ato vai agravar a situação de ilegalidade e participação criminosa do ex-presidente”. Sobre a participação do Silas Malafaia, financiando o ato de apoio, “é um afronto à democracia e aos fiéis”, diz Perly. Acrescenta que “dificilmente terá sucesso esta aventura programada para o dia 25 na Avenida Paulista. Esse ato ficará conhecido como o ato dos desesperados, golpistas e antidemocráticos”. Desrespeito Flávio Fabiano destaca que o país vive um democracia, que foi desrespeitada. “Bolsonaro foi eleito pela maioria dos eleitores votantes em 2018, o resultado das urnas foi respeitado, obedecido e o ‘capitão’ empossado, recebeu a faixa presidencial. Em 2022, as mesmas urnas, exatamente o mesmo sistema eleitoral, Lula eleito presidente, então, caso o Bolsonaro tivesse apreço pela democracia e pelo ordenamento jurídico, e principalmente, se tivesse respeitado a maioria da população brasileira, teria feito a entrega e passagem da faixa presidencial e encerrado a disputa”. No entanto, ele agiu de forma contrária ao ordenamento jurídico, “atacando as instituições, o sistema de votação, e não respeitou a vontade da maioria. Incitou seu rebanho a se revoltar contra o sistema e derrubar a democracia, pois muitos pediam intervenção militar, dentre outros absurdos”, afirma Fábio, e questiona: “As urnas estavam ‘viciadas’ (programadas para votar no PT) em 2018? Se Bolsonaro tivesse vencido, a falácia de que as urnas estavam ‘contaminadas’ e que era necessário o voto impresso seria uma mentira do próprio ‘capitão’ e de seu rebanho?”. Para o advogado, “os resultados negativos para Bolsonaro foram muitos, decorrentes das inúmeras falas dele contra o sistema eleitoral e a corte máxima de Justiça, no período pré, durante e pós campanha, que desembocaram no 8 de janeiro”, que indicam e “caminham” uma possível prisão em razão de sentença penal condenatória”. ‘Domínio de fato’ O advogado explica a conhecida teoria do “Domínio do Fato”, que significa que aquele que tem o “controle em suas mãos” do que acontece, ou seja, do resultado final dos atos praticados, domina toda a ação criminosa, com capacidade de determinar o início/execução, interrupção/suspensão dos atos, e estabelecer as condições e circunstâncias que serão praticados”. Ele cita exemplos: “Bolsonaro ataca o ordenamento jurídico, seu rebanho ataca o sistema jurídico; Bolsonaro ataca as urnas, seu rebanho ataca as urnas; Bolsonaro ofende os ministros da Suprema Corte, seu rebanho ataca e ofende os ministros da Suprema Corte; Bolsonaro diz onde estará e o que fará, seu rebanho comparece onde Bolsonaro está e faz o que Bolsonaro manda. Bolsonaro fala em golpe e governo dos militares, seu rebanho pede intervenção militar e ditadura militar”. “Pergunta-se: Bolsonaro detém ou não o poder sobre o resultado final? Se a resposta for sim, eis a consubstanciação da teoria do ‘Domínio do Fato’, que poderá servir der base para responsabilizá-lo por eventuais novos crimes que tiverem ligações com os já praticados no 8 de janeiro de 2023 que vierem a ser praticados nas manifestações do dia 25 de fevereiro de 2024”, aponta Flávio Fabiano. Sobre a liderança religiosa [Silas Malafaia] – pessoa física – que afirmou ser o patrocinador e um dos notórios incentivadores da manifestação, o advogado afirma que, “ao contrário do que diz o religioso, o pagamento não seria feito do seu próprio bolso. Quem arcará com esse gasto, que não tem qualquer valor ou interesse do ponto de vista religioso, será a
Deputada requer capacitação das forças de segurança para o Carnaval
Mais na coluna: Blocão ‘estarrecido’; Gestão Pazolini “roeu a corda”; mais Carnaval; e oficinas de artes naturais A deputada estadual Camila Valadão (Psol) encaminhou uma indicação ao governador Renato Casagrande requerendo a criação de protocolo de atuação e capacitação dos servidores da segurança que atuarão no Carnaval de 2025. A decisão foi tomada após a ação violenta do Batalhão de Missões Especiais (BME) e da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) na noite da última terça-feira (13), no Centro de Vitória. Ellen Campanharo/Ales A parlamentar defendeu que a medida “contribui para uma atuação mais transparente, eficaz e coordenada durante as festividades carnavalescas”. Conforme consta na indicação, as iniciativas buscam “promover a atualização teórica e prática das técnicas necessárias para o exercício ostensivo ou atendimento da população, principalmente dos públicos vulnerabilizados, como crianças, adolescentes e mulheres”. ‘Estarrecidos’ O Blocão – Liga dos Blocos de Rua do Centro de Vitória – afirmou, em nota divulgada nessa quinta-feira (15), estar estarrecido com a ação policial. Os blocos recordam que, durante as reuniões de organização do Carnaval, foram informados de que estava sendo elaborado um Plano de Dispersão. Posteriormente, souberam, por meio de uma coletiva de imprensa, que a dispersão seria via Circuito da Folia, do Centro em direção ao Sambão do Povo. Portanto, não foi mencionado o que seria feito em relação aos foliões que ainda permanecessem no Centro. ‘Roeu a corda’ De fato, o Plano de Dispersão não foi discutido com os blocos, embora, conforme noticiado por Século Diário, a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) tivesse se comprometido a apresentar o plano para eles no dia 29 de janeiro. A gestão municipal, no entanto, “roeu a corda” e apresentou publicamente a ideia do Circuito da Folia em 30 de janeiro, por meio de uma coletiva de imprensa. Ou seja, mais uma vez fechou as portas para o diálogo e simplesmente não ouviu os blocos. Portanto, não tinha como dar certo. Mais festa Mas, ainda assim, o Carnaval continua, e tem mesmo que continuar. Neste sábado, às 15h, o Esquerda Festiva realizar o BlocAto, uma mistura de bloco de Carnaval com ato político, na Escadaria da Piedade. Neste domingo (18), às 14h, começa a concentração do Prakabá, também na Escadaria da Piedade. O Prakabá reúne todos os blocos do Centro de Vitória para, aí sim, terminar o Carnaval. Polícia despreparada? Assim como o Blocão, o Esquerda Festiva também divulgou nota sobre a ação violenta das forças de segurança. O bloco afirma que não cairá “na ingênua e tacanha percepção de que ‘a polícia foi despreparada’ ou ‘que agiu com força desproporcional’. “Ela é bem preparada e condicionada para agir da forma bárbara e truculenta que vimos”. Diz, ainda, ser “evidente que a ‘pedagogia da violência’ empregada na embrutecedora ‘formação policial’, que inclui a criminalização generalizada e ódio preconceituoso à população negra, é um fator determinante na ação policial contra pessoas/cidadãos desarmados e indefesos, fato esse recorrente ao longo da história do Brasil e que constitui o que se caracteriza como ‘Racismo Estrutural”. Estratégia pensada Para o Esquerda Festiva, a violência policial praticada na terça de Carnaval foi “uma estratégia pensada, organizada, racionalizada e direcionada para criminalizar o Carnaval de rua no Centro da Capital”. “É uma política segregacionista, um ‘apartheid cultural’ que tem como vítimas principais a população mais empobrecida, excluída da divisão da riqueza produzida, que sem recursos ocupa as ruas para se divertir e se sentir pertencente ao seu espaço afetivo”. Movimento recorrente O movimento e concentração de pessoas em alguns lugares depois da passagem dos blocos autorizados, destaca o Esquerda Festiva, “é algo recorrente e previsível no Carnaval de Rua do Centro de Vitória, um fenômeno cultural histórico que obrigatoriamente deveria ser facilmente reconhecido por alguém que se coloca na cadeira de prefeito, contemplando e planejando ações informativas e preventivas cabíveis para orientar e agir com respeito aos cidadãos”. Retratos com o tempo Lucas S Costa Depois de ser lançado no maior evento de literatura do Brasil, a Flip, em Paraty (RJ), em novembro último, o livro Retratos com o tempo, de Joana Herkenhoff, editado pela Cousa, terá seu lançamento oficial no Espírito Santo na próxima terça-feira (20), a partir das 19h, no Brizz, um novo espaço cultural, localizado na Enseada do Suá, em Vitória. Retratos com o tempo II Divulgação Além de sessão de autógrafos com a autora, o evento terá como atração uma performance com a atriz e poeta Suely Bispo e contará com a presença da Combiousa, centro cultural itinerante da Cousa que serve como ponto de leitura, comercialização e promoção de atividades artísticas. Dividida em três partes, a obra reúne poemas e um soneto escritos ao longo dos anos pela autora. Com temáticas variadas, que vão desde lembranças da infância a memórias do período de isolamento social, os textos têm em comum o desejo de captura do tempo por meio da poesia. Oficinas de artes naturais Estão abertas as inscrições para as oficinas de artes naturais do projeto Cores da Mãe Terra. Realizadas pela Kaá Cuidados da Terra, as oficinas serão nos meses de março e abril, aos sábados, das 8h às 12h. O objetivo é estimular a expressão criativa a partir de diversas linguagens artísticas com base em elementos naturais e saberes ancestrais. O público-alvo são mulheres cis e trans e pessoas não-binárias, considerando a diversidade étnica e outros critérios de inclusão. As inscrições gratuitas, podem ser feitas aqui. Oficinas de artes naturais II Leonardo Sá As oficinas serão de Mão no Barro, Tingimento Natural, Colorindo a Terra e Colagem Botânica, que a acontecerão, respectivamente, nos dias 9 e 23 de março e 6 e 20 de abril. A Mão no Barro terá uma conversa sobre o ofício tradicional das paneleiras de Goiabeiras e elaboração de panelinhas de barro com a paneleira Rosinea Alvarenga. Na de Tingimento Natural, serão abordados aprendizados sobre técnicas tradicionais de tingimento têxtil e possibilidades criativas dessa expressão artística com a designer de moda Jaqueline Padovan. Oficinas de artes naturais III Na oficina Colorindo com a Terra, será proporcionado ensino sobre extração de pigmentos naturais a partir de elementos minerais e
PP, PL e Republicanos, o grupo para apoiar coronel Ramalho em Vila Velha
Dirigentes de partidos da direita se reuniram em Vitória e sinalizaram as articulações para a sucessão deste ano A sinalização de apoio à atual gestão municipal de Vitória no encontro de dirigentes estaduais do PP e dos Republicanos, em 19 de janeiro, durante visita a obras tocadas pela gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), ganha reforço com os contatos realizados pelo coronel Alexandre Ramalho, que deixou o Podemos nesta sexta-feira (16), com representantes do campo da direita em Vila Velha, nesta semana. Entre eles, o vereador Devanir Ferreira, republicano e atuante no meio evangélico e de empresários e líderes comunitários. Nos círculos políticos, Ramalho, ex-secretário estadual de Segurança Pública, está a um passo de se filiar ao Republicanos. A saída do Podemos deixa de vez a incômoda situação de pertencer ao mesmo partido do prefeito Vila Velha, Arnaldinho Borgo, seu futuro adversário na campanha eleitoral deste ano. A aliança em seu favor poderá unir o PP, PL e Republicanos, abrangendo significativa parte do campo da direita no município apontado como o mais bolsonarista do Espírito Santo. O grupo, que possui outros pontos em comum para atuar no campo da direita sem estar diretamente ligado ao bolsonarismo, apesar de integrado por apoiadores do ex-presidente, anda junto, também, em articulações que ultrapassam o pleito de 2024. A estratégia alcança a sucessão estadual, em 2026, disputa na qual Arnaldinho Borgo, por ser um dos nomes cogitados para o governo, precisa ser de pronto aniquilado eleitoralmente, na lógica dos projetos políticos. Reeleito, ele ganharia musculatura para disputar o governo do Estado nas eleições gerais de 2026, indo de encontro ao projeto do governador Renato Casagrande (PSB). Por conta desse cenário, observadores apontam um esfriamento do Palácio Anchieta em relação às eleições municipais. O encontro em Vitória, comandado pelo presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, tem o significado de apoio ao prefeito Pazolini, com concordância do PP, representado pelos deputados federais Evair de Melo e Da Vitória, presidente estadual da legenda. Foi mais uma demonstração de alinhamento e que caminham na mesma direção nas eleições de outubro, que envolvem várias prefeituras no Estado, considerando que o projeto não se encerra em 2024.
Papo de Repórter: violência policial no Carnaval
André Felix, da Liga dos Blocos do Centro de Vitória, comenta episódios violentos e falta de políticas públicas para festejos Um balanço dos pontos positivos e negativos do Carnaval em Vitória é o Assunto da Semana neste período pós-carnavalesco. O convidado é André Félix, integrante do Regional da Nair, maior bloco da Capital capixaba, e membro do Blocão, a Liga dos Blocos de Carnaval do Centro de Vitória. Ele comenta sobre os atos violentos de dispersão nas últimas noites de festividades pela Polícia Militar e Guarda Municipal, e também os poucos avanços e muitas dificuldades para quem faz o Carnaval ir para a rua. Com apresentação de Vitor Taveira, o programa ainda traz o Giro de Notícias com os principais acontecimentos da semana sob o olhar crítico do Século Diário e o bloco De Rolê, com dicas culturais do que fazer no final de semana. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Espírito Santo estuda criação de botão do pânico para motoristas de aplicativo
Afirmação foi feita pelo secretário Eugênio Ricas durante reunião com sindicato e familiares de motorista desaparecido O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Eugênio Ricas, informou que o governo estuda a criação de um botão do pânico para motoristas de aplicativo. A informação foi dada em uma reunião realizada na tarde desta sexta-feira (16) com representantes sindicais e familiares do motorista Jonata de Souza Oliveira, desaparecido desde o último domingo (11). Também participaram o delegado Marco Aurélio Ferreira de Oliveira e o coronel da Polícia Militar (PM) Márcio Celante. O grupo foi até a secretaria após uma manifestação na Praça do Papa, nesta sexta-feira (16), na qual denunciaram o desaparecimento de Jonata e reivindicaram mais compromisso com a segurança por parte dos aplicativos. A criação do botão, segundo Gessé Gomes de Souza, presidente do Sintappes, sindicato que representa a categoria, é bem-vinda, mas ele avalia que se os aplicativos investissem em segurança, situações como a de Jonata, que saiu para trabalhar e não mais voltou, poderiam ser evitadas. Ele sugere verificação de rosto do passageiro e maior cooperação com as forças de segurança, uma vez que há demora na disponibilização de dados para as investigações. “Essa demora custa vidas”, lamenta. Gessé informa, ainda, que durante a reunião, não foram passadas informações sobre as diligências do caso. De acordo com ele, o delegado falou que não poderia entrar em detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações, mas que o Corpo de Bombeiros foi acionado para atuar na busca pelo motorista desaparecido. Contudo, após a reunião com os familiares e representantes do sindicato, o secretário afirmou, em vídeo nas redes sociais, que é trabalhada a possibilidade de latrocínio e que, “ao que tudo indica, os suspeitos já foram identificados”. Já o coronel, durante a reunião, se colocou à disposição do sindicato para auxiliar em situações similares que possam acontecer. Apesar de não ter sido repassado algo muito concreto quanto ao desaparecimento de Jonata, a reunião foi considerada pelo sindicato e pela família como positiva. “Foi um ato de acolhimento que deve ser reconhecido como a iniciativa de uma instituição pública que cumpre seu papel constitucional”, diz Gessé. A esposa de Jonata, Tainá Neves de Oliveira, reclama das fake news que circulam pelos grupos de WhatsApp, apontando que o corpo do marido foi encontrado. De acordo com a dona de casa, o momento é de angústia. “Não como direito, não durmo direito. A família está muito abalada. A gente só quer encontrar ele. É um marido muito bom, um pai muito bom, trabalhador. É um exemplo de jovem para muitas pessoas”, ressalta. Além dela, compareceram à reunião a mãe de Jonata, Luiza de Souza, e o pai, Elias Rezende Duarte. Manifestações O Sintappes não descarta a possibilidade de realizar manifestações por segurança para os motoristas de aplicativo e entregadores. Gessé afirma que o sindicato irá contatar esses últimos para que, juntos, possam estudar essa possibilidade. Além de buscar diálogo com a Sesp sobre a situação de Jonata, a entidade também divulgou uma nota de repúdio à violência sofrida por um motoboy nessa quarta-feira (14) no bairro Araçás, em Vila Velha. O trabalhador foi vítima de um assalto, praticado por quatro pessoas, que o abordaram e roubaram seus pertences, incluindo celular, moto e bolsa na qual transportava os alimentos a serem entregues para os clientes. “Exigimos das autoridades competentes uma investigação rigorosa e a aplicação da lei de forma justa e eficaz para que os responsáveis por este ato hediondo sejam identificados, capturados e devidamente responsabilizados”, pontua a nota divulgada pelo Sintappes.
Potes de medição de pó preto em Vitória aparecem de cabeça para baixo
Estações da Grande Vitória registraram mais de 1.000% de elevação na poluição em novembro Leonardo Sá Na estação da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar (RAMQAr) que fica no Hotel Senac, na Ilha do Boi, em Vitória, não foi possível fazer a medição dos índices do mês de dezembro. Isso porque a equipe técnica do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), responsável pelo monitoramento, encontrou os potes de coleta virados de cabeça para baixo. A situação é relatada pelo vereador André Moreira (Psol) em representação ao Ministério Público do Estado (MPES), protocolada nessa quinta-feira (15). No ofício, o vereador pede que o caso seja investigado, inclusive com instauração de Inquérito Policial para averiguar conduta criminosa, se necessário. “Não se sabe com que objetivo os coletores foram invertidos, quem fez isso e quando exatamente essa ‘sabotagem’ ocorreu, mas certo é que ela pode configurar crime ambiental e merece ser investigada: ‘Art. 69. Lei 9.605/98. Obstar ou dificultar a ação fiscalizadora do Poder Público no trato de questões ambientais: Pena – detenção, de um a três anos, e multa.’”, diz o documento. O vereador destaca na representação ser importante ouvir os fiscais e técnicos do Iema, para apurar quem tem acesso ao local, se a entrada é controlada e quem esteve lá em período anterior ao ocorrido. A medição é feita com grandes potes coletores, projetados por pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Existem 12 pontos de monitoramento instalados em locais estratégicos da Grande Vitória. A possível sabotagem ocorreu pouco tempo depois da divulgação de que a estação do Hotel Senac registrou elevação de 1.245,45% na poluição atmosférica, entre novembro de 2022 e novembro de 2023, com o maior valor da série histórica, desde 2010. Há décadas, Vitória sofre com os impactos das emissões da Vale e ArcelorMittal Potes utilizados na Enseada do Suá. Crédito: Divulgação Na representação ao Ministério Público, André Moreira ressalta também o fato de que a Lei 10.011/2023, que estabelece parâmetros de medição da qualidade do ar atmosférico em Vitória, “vem sendo atacada em razão de interesses econômicos”. Sancionada no último dia 19 de dezembro, a norma foi suspensa dois dias depois pelo desembargador Fernando Zardini Antonio, que acatou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) impetrada pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). A Mesa Diretora da Câmara de Vitória e o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) ingressaram com ações questionando a medida. Na primeira semana de fevereiro, foi instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vitória para apurar as responsabilidades pelo aumento da poluição atmosférica na Capital do Estado. Na Assembleia Legislativa, também tramita um projeto de lei para estabelecer parâmetros de qualidade do ar em todo o território capixaba. Em nota sobre a estação de monitoramento do Hotel Senac, o Iema informou que “ao identificar a situação, a equipe técnica prontamente formalizou um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais. Simultaneamente, notificou o Ministério Público do Espírito Santo, por meio da Promotoria de Justiça Cível de Vitória. Foi instaurado ainda um procedimento investigatório interno com o objetivo de apurar as possíveis causas do ocorrido”. Século Diário também solicitou posicionamento do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-ES), responsável pelo Hotel Senac, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Câmara de Vitória pede na Justiça fim da suspensão da Lei da Qualidade do Ar O Psol, partido do vereador André Moreira, também solicitou cassação da liminar concedida por desembargador https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/camara-de-vitoria-questiona-a-suspensao-da-lei-da-qualidade-do-ar Pó preto aumentou mais de 1.000% em áreas da Grande Vitória em um ano André Moreira aponta urgência da revisão, pelo TJES, da liminar que derrubou lei da qualidade do ar em Vitória https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/po-preto-aumentou-mais-de-1-000-em-areas-da-grande-vitoria-em-um-ano
Setor de rochas do sul do Estado tem duas mortes em menos de um mês
Trabalhadores eram de empresas de Cachoeiro e Castelo; presidente de sindicato aponta irregularidades Weverson Rocio/Setur Em menos de um mês, dois trabalhadores do setor de rochas ornamentais do sul do Espírito Santo morreram em acidentes de trabalho. No último dia 3 de fevereiro, a vítima foi Carlos Eduardo Lopes, empregado da empresa Gramazini Granitos e Mármores Thomazini, de Cachoeiro de Itapemirim. Nessa quinta-feira (15), faleceu o jovem Carlos José Coutinho Júnior, de 22 anos, da empresa CS3 Revestimentos, de Castelo. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Mármore, Granitos e Calcário do Estado (Sindimármore), Carlos Eduardo Lopes estava na operação de transporte de chapas de mármore no equipamento chamado de ponte rolante, quando uma correia se rompeu e as chapas caíram sobre ele. Já Carlos José Coutinho Júnior, que atuava como expedidor de mercadorias, teria ficado imprensado entre uma coluna e um equipamento. Nos dois casos, há indícios de irregularidades, segundo o presidente do Sindimármore, Amarildo Siqueira. “Carlos Eduardo era operador de forno, só que ele também tinha que operar ponte e fazer outros serviços. Acúmulo de funções tem sido corriqueiro na nossa categoria, o trabalhador está sendo sujeitado a entrar na empresa e fazer de tudo”, denuncia. No caso mais recente envolvendo o jovem de 22 anos, Amarildo afirma que ele foi levado para o hospital mesmo que já estivesse sem vida. “A empresa rapidamente tirou o corpo, falando que veio a óbito no hospital. Fazem isso para não ter perícia dentro da empresa, que continua atuando normalmente, como se nada tivesse acontecido”, afirma. Ainda de acordo com o presidente do Sindimármore, os casos foram passados para o Ministério Público do Trabalho (MPT), para que sejam investigados e haja também reforço na fiscalização das empresas. O Sindimármore está acompanhando as famílias das vítimas. A CS3 Revestimentos também publicou uma nota de pesar nas redes sociais, e afirmou que está dando assistência à família de Carlos José Coutinho Júnior. A extração e comércio de rochas ornamentais no sul do Espírito Santo remonta a 1957, quando a primeira pedra de mármore foi cortada em Vargem Alta, que ainda era um distrito de Cachoeiro na época. Desde então, tornou-se um setor bilionário, e que também tem deixado muitas mortes pelo caminho, além de diversos problemas de saúde para quem trabalha na área e moradores do entorno das pedreiras. Com uma morte por mês em 2020, mineração capixaba mantém lucros bilionários – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/com-uma-morte-por-mes-em-2020-mineracao-capixaba-mantem-lucros-bilionarios
Pesquisa faz levantamento de eventos religiosos do Espírito Santo
Estudo, que começa com foco nas religiões afro-brasileiras, resultará em catálogo nos formatos impresso e digital O Grupo de Estudos Territoriais e Atividade Pesqueira (Getap) do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), campus de Piúma, no sul do Estado, deu início à pesquisa “Destinos da Fé – Inventário do Turismo Religioso no Espírito Santo”. Os pesquisadores buscam fazer o mapeamento dos eventos religiosos do Estado para que, no prazo de três anos, seja publicado um catálogo nos formatos digital e impresso para divulgação do turismo dessa área. As matrizes religiosas que serão pesquisadas são as afro-brasileira, cristã católica, cristã protestante, oriental (budismo, xintoísmo e taoísmo), esotérica e espiritualista (kardecista). O levantamento teve início com a divulgação do formulário sobre religiões afro brasileiras, que ficará à disposição até junho. Na sequência, virão as matrizes cristã protestante, cristã católica, oriental, esotérica e espiritualista. O professor de Filosofia e responsável pela pesquisa, Clinger Cleir Silva Bernardes, explica que a escolha desses grupos foi com base no que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta como manifestações religiosas existentes no Espírito Santo. Além da elaboração e divulgação dos questionários, o Getap irá contatar gestores municipais de Turismo, Cultura e Educação e fazer um levantamento documental. “No Espírito Santo existem muitos destinos turísticos desenvolvidos, como os de montanha e praia e sol. O turismo religioso, no entanto, precisa ser mais desenvolvido e conhecido”, destaca Clinger. Ele aponta que “a diversidade religiosa é uma marca do Espírito Santo”, tendo como uma de suas razões a mistura de povos, tanto os que vieram do exterior, como italianos e alemães, quanto os oriundos de outros estados, como a Bahia. O estudo também tem como proposta permitir aos Guias de Turismo vivenciar a análise da infraestrutura de hospedagem e de serviços de alimentação e lazer dos destinos turísticos do turismo religioso no Espírito Santo. Outro objetivo é contribuir para a elaboração de políticas públicas para o setor, ancorada em dados oficiais e na relação com gestores municipais do Turismo. “Destinos da Fé – Inventário do Turismo Religioso no Espírito Santo” é desenvolvido por uma equipe interdisciplinar, formada, ainda, por docentes das áreas de Geografia, Antropologia e Turismo. Também fazem parte do grupo dois bolsistas do curso de Aquicultura. Clinger explica que não foi possível incluir estudantes de Turismo, pois o curso tem duração de um ano e a pesquisa começou no fim de 2023, portanto, quando os alunos já estavam em fase de conclusão do curso.