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Preço do fisiologismo

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A direção atual e anterior do Sindirodoviários, que é a mesma, montou uma tática de perpetuação no poder visando ao fisiologismo que lhe é inerente. Como internamente eles se dividiram esse poder enfraqueceu. Embora tenham vencido, a discussão interna está fora de controle. Mas o que originou isso?   Economicamente falando, a categoria tem o sindicato mais poderoso do País e que sofre a maior influência patronal também. Não é exagero dizer que são os próprios patrões que administram o sindicato. No Espírito Santo segue a mesma lógica.    Isso não é muita novidade no meio sindical, já que muitas entidades, antes tidas como combativas, adotaram esta nova postura mercantilista. O problema é que nos rodoviários esses conflitos internos, que também não são novidade, se intensificaram.    Com um sindicato muito poderoso nas mãos, os interesses individuais afloram em grande intensidade. Como a eleição foi decidida por uma diferença muito pequena de votos, essas contradições falam bem mais alto. A ponto de sair até tiros.    Dentro de um cenário de tanta contradição e questionamento sobre a eleição, o papel da Justiça do Trabalho deveria ser a de dissipar as dúvidas que existiam em torno do pleito. Mas não foi isso que aconteceu. Mesmo com a manifestação do Ministério Público do Trabalho contrário à manutenção desta direção que vem se perpetuando à frente do sindicato, a Justiça manteve a eleição, com as benesses do estatuto para a situação e os rigores para a oposição.    A Justiça acabou aceitando uma manobra de uma direção que nunca prestou conta para seus associados. Mas a culpa disso não é só da Justiça. A CUT e a Confederação Nacional dos Transportes Terrestre (CNTT) apoiaram também uma das facções da direção. Mesmo sendo tão clara a manobra da situação.    Agora o clima promete esquentar cada vez mais e quem está pagando o preço da defesa do fisiologismo no Sindicato dos Rodoviários são os usuários, a sociedade, que não votou nesta eleição e que fica à mercê das paralisações e das confusões na porta do sindicato.    Independentemente da decisão da Justiça a coisa foi para a rua. A solução agora seria destituir a direção anterior, que já está em vacância, indicar uma comissão provisória, conhecida como junta governativa, e convocar novas eleições e desta vez respeitar o Ministério Público. Ou muda tudo ou qualquer tipo de remendo vai apenas adiar a baderna. 

06/08/2013 / 0 Comments
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Evento apresentará consequências das mudanças climáticas em Vitória

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Nesta quinta-feira (8), acontecerá o 1º Seminário de Mudanças Climáticas e seus Impactos, organizado pela Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Vitória (Semmam). O evento acontece na programação da GranExpoEs-2013, das 14h às 19h, no Centro de Eventos de Carapina.   O debate das mudanças climáticas dialoga com o objetivo final do GTI Respira Vitória, Grupo de Trabalhos Interinstitucionais que tem como objetivo final a formulação de um projeto de lei que estabeleça novos padrões para a qualidade do ar e para as emissões atmosféricas na capital.   Na reunião desta terça-feira (6), a procuradora municipal Flávia Marchezini retratou a responsabilidade que a Prefeitura de Vitória tem no restabelecimento dos padrões, lembrando que “há municípios do país, inclusive do interior, que já têm leis sobre as mudanças climáticas. São leis que regulam os gases do efeito estufa (GEE)”.   Segundo Cristiane Prizibisczki, em coluna de junho deste ano publicada no site O Eco, alguns especialistas consideram que as cidades consomem cerca de 80% da energia produzida mindialmente. Na mesma coluna, dados do Banco Mundial dão conta de que 2,6 milhões de toneladas anuais de CO2 – mais do que qualquer país do mundo, com excessão dos Estados Unidos e da China – são gerados somente pelas 50 maiores cidades do mundo, que também concentram um contingente populacional de mais de 500 milhões de habitantes.   “É uma reação em cadeia: emitindo mais CO2, elas contribuem para um aumento no efeito estufa, o que muda o comportamento dos fenômenos climáticos, o que provoca mais eventos extremos, que atingem as cidades”, conclui a autora.   Segundo o inventário do Programa Brasileiro GHG Protocol, estudo desenvolvido no ano passado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, a emissão direta dos GEE não tiveram redução efetiva. A reportagem da Agência Brasil retrata que a queda de 35% no total das emissões em relação a 2011 é devido à falta do inventário de uma das organizações que participou anteriormente da pesquisa.   As emissões diretas, medidas pelo estudo, são aquelas que vêm de fontes que podem ser controladas pelas empresas, como a combustão em calderias, fornos, veículos e emissões de refrigeração e do processo produtivo.   A indústria de transformação (35%), as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (11%), a eletricidade e o gás (7%) e a construção (7%) são os setores que participam com as maiores partes na amostragem do programa.   O evento para debater as mudanças climáticas em Vitória é aberto ao público e contará com a apresentação de membros do setor público ligados às ações do meio ambiente, como o Incaper ( que falará sobre “As mudanças climáticas e o Incaper”), a Semmam (Contextualização das Mudanças Climáticas), o Ministério da Integração Nacional (Minimização dos Desastres) e a Defesa Civil, que apresentará dados do trabalho do órgão.

06/08/2013 / 0 Comments
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TJES mantém condenação a ex-prefeito de São Gabriel da Palha por improbidade

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A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve nessa segunda-feira (5) a condenação ao ex-prefeito de São Gabriel da Palha (região noroeste), Paulo Cézar Colombi Lessa, por atos de improbidade administrativa. O colegiado entendeu procedente a decisão do juízo de 1º grau, que condenou o ex-prefeito e mais três pessoas por fraudes na simulação de gastos com abastecimento de veículos oficiais do município, entre 1997 e 1997. Na verdade, os valores desviados, cerca de R$ 340 mil, seriam destinados à quitação de empréstimos contraídos pelo então prefeito. Durante o julgamento, o relator do caso, desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho, negou provimento ao recurso movido pelos acusados, sendo acompanhado pelos demais desembargadores da Câmara. Além do ex-prefeito, foram condenados o ex-secretário de Obras do município, Genair Alves Pinheiro, e mais dois empresários, Lucenildo Azeredo e Pedro Luiz Azeredo Neto – donos de postos de gasolina no município. Paulo Lessa foi condenado ao ressarcimento integral de R$ 338.439,46 ao erário municipal, além de multa civil no mesmo valor, em favor do município, além da perda de função pública e a suspensão dos direitos políticos por dez anos. Já os empresários tiveram os direitos políticos suspensos por cinco anos, além do pagamento de multa civil de R$ 10 mil cada.  O servidor público Genair Alves Pinheiro foi condenado à perda da função pública, bem como a suspensão dos direitos políticos por oito anos e multa de R$ 2 mil. Na denúncia, o Ministério Público Estadual (MPE) acusa o ex-prefeito Paulo Lessa tomou empréstimos pessoais com Lucenildo e Pedro Luiz e, sem condições de saudá-los, orquestrou a emissão de notas fiscais de combustível sem o respectivo consumo. O prejuízo ao erário teria sido de R$ 338,439 mil, de acordo com o levantamento do consumo de combustível em dois postos de gasolina da região. Já a participação de Genair, segundo o MPE, teria sido de intermediário da transação entre o ex-prefeito e os seus credores. 

06/08/2013 / 0 Comments
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Relatório-síntese do GTI Respira Vitória será entregue em até 60 dias

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Com o fim das apresentações dos membros componentes e de convidados, o  Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória tem prazo de até 60 dias para que seja entregue o relatório-síntese dos dados e informações apresentados em todas as reuniões, que já são realizadas desde junho do ano passado.   Depois que o relatório estiver pronto – o que pode acontecer num prazo menor –, será convocada uma nova reunião com todos os membros do grupo para que, a partir das informações compiladas e dos dados que serão fornecidos pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), sejam estabelecidos os novos padrões para a qualidade do ar em Vitória.   O GTI tem até 120 dias, a partir da data de hoje, para definir os padrões da qualidade do ar e da poeira sedimentada em Vitória. Se não houver uma decisão, “que se estabeleça as mesmas metas de São Paulo”, aponta Eraylton Moreschi, representante da Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares do Espírito Santo (Famopes).   O estado de São Paulo definiu, em abril deste ano, novos padrões para material particulado e gases poluentes baseados em dados de 2005 da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para Moreschi, os padrões de Vitória devem seguir o mesmo caminho.   Após o estabelecimento desses padrões, que darão origem à minuta de um projeto de lei, o documento será apresentado ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema) e, posteriormente, levado ao plenário da Câmara dos Vereadores para votação.   A apresentação desta última reunião foi da procuradora municipal Flávia Marchezini, que explicou que a responsabilidade constitucional pelo meio ambiente é compartilhada entre União, estados e municípios. Ela também lembrou que o município de Vitória é um dos poucos entes federados que possui uma legislação ambienta própria, com leis para zoneamento urbano e licenciamento de atividades de impacto local.   O vereador Serjão Magalhães (PSB), propositor do GTI, espera que os trabalhos sejam finalizados até o final deste ano e reiterou a posição nesta última reunião. “Ano que vem é ano eleitoral, tudo se torna mais difícil”, lembrou.  Serjão pontou ainda que um dos objetivos, com a criação do grupo, era que o trabalho do estabelecimento de padrões para a qualidade do ar fosse expandido a toda a região da Grande Vitória. Já que, como bem lembrou a procuradora, não é possível lotear a poluição atmosférica; é preciso que haja ação conjunta do poder público. Modelo   O decreto publicado pelo governo de São Paulo, em abril deste ano, altera a medição das concentrações de poluentes na atmosfera, em consonância com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).    Segundo o governo paulista, os padrões antigos tinham mais de 20 anos e estavam até três vezes menos rígidos do que os estabelecidos pela OMS em 2005. A proposta atual foi elaborada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e define metas progressivas para as concentrações de poluentes, até chegar ao padrão ideal. Hoje a qualidade aceitável de poeira (material particulado) que os paulistanos respiram num dia é de 150 microgramas por metro cúbico.    De acordo com o novo decreto, as mudanças ocorrerão em três etapas. A primeira é de até 120 microgramas pormetro cúbico para o material particulado. Após este período, será definido quando entrará em vigor as metas mais rígidas. Novos padrões também foram estabelecidos para dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, ozônio, material particulado 2,5 e chumbo, com padrões mais rigorosos para se estabelecer a qualidade do ar.   Além disso, nas áreas mais críticas, será necessário elaborar um plano de controle de fontes fixas e móveis. Há ainda questões relativas ao licenciamento ambiental com necessidade de compensação para os geradores mais significativos e obrigatoriedade de publicidade dos principais empreendimentos poluidores. O decreto é resultado de cinco anos de debates.     

06/08/2013 / 0 Comments
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Manifestantes ocupam a praça do pedágio na Terceira Ponte

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Desde às 14 horas desta terça-feira (6), um pequeno grupo de pessoas começou a se aglomerar na frente da Assembleia Legislativa. Era dado início ao Sexto Grande Ato do movimento “Não é por 20, é por direitos ES”.    Por volta das 16 horas, cerca de 200 pessoas iniciaram um protesto bem-humorado na porta do Legislativo. Eles fizeram um varal de calcinhas em protesto à violência contra a mulher no Espírito Santo – Estado onde mais se assassina mulheres no Brasil.    Os manifestantes deram o selo de “Wandalismo ao Espírito Santo”, em menção ao cantor que costumava receber “chuva de calcinhas” das fãs durante os shows.    Em seguida, os manifestantes seguiram para o Tribunal de Contas no Estado (TCE). O órgão está sendo “fiscalizado” pelos manifestantes a partir do momento em que iniciou uma auditoria no contrato da concessionária Rodosol com o governo do Estado.    Os manifestantes entregaram uma pauta aos representantes do TCE, a mesma entregue à Assembleia, e depois seguiram para o Ministério Público Estadual.    Neste momento (18h00), os manifestantes ocuparam a praça do pedágio da Terceira Ponte e a BME já foi deslocada para o local. A Rodosol liberou as cancelas para a passagem livre dos veículos e o trânsito segue com lentidão no sentido Vila Velha.    A dificuldade maior enfrenta o motorista que vem de Vila Velha sentido Capital. Parte dos manifestantes se concentra em frente ao prédio do MPE, na saída da ponte, impedindo o tráfego.    Por volta das 18h20, o movimento começou a se dispersar. Um dos puxadores do ato, que falava com a ajuda de um megafone, agradeceu a presença dos manifestantes.   Atéo fechamento desta matéria, não havia registros de confrontos entre a polícia e manifestantes.    Pauta   O movimento “Não é por 20 centavos, é por direitos”, apresentou como pauta no ato desta terça (6), o combate a criminalização dos movimentos sociais e o fim do pedágio cobrado na Terceira Ponte, pela Rodosol.    Além disso, o movimento se uniu ao “Fórum Campo e Cidade” que também esteve nas ruas puxando o ato desta terça (6) contra o Projeto de Lei 4330, que amplia a terceirização e segundo o movimento precariza as relações de trabalho.    O Fórum que entregou suas pautas a diretora da Assembléia Legislativa reivindicou pautas baseadas em seis eixos considerados principais: direitos sociais e humanos; mobilidade urbana; política agrária e de meio ambiente; desenvolvimento sócio econômico; valorização do trabalhador e cidadania.     

06/08/2013 / 0 Comments
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Unai tem capacidade para 68 adolescentes, mas abriga 195

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A precariedade na Unidade de Atendimento Inicial (Unai), do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases), em Maruípe, Vitória, ficou insustentável. O local, que tem capacidade para até 68 adolescentes, que só poderiam permanecer na unidade por 72 horas, estava com 195 nesta terça-feira (6). Também nesta terça, o Iases foi notificado de decisão judicial que determina que em 15 dias a unidade deve estar com o número adequado de internos e em 60 dias deve ser desativada.    O Sindicato dos Agentes Socioeducativos do Estado (Sinases) denunciou a precariedade e o risco que a unidade oferece tanto aos internos como aos educadores. Por meio de fotos e vídeos, a entidade mostrou que as celas estão superlotadas, a unidade não tem condições para receber internos, com fios expostos e lixo espalhado. Os adolescentes, alguns deles já com sentença de internação provisória ou com medida socioeducativa aplicada, permanecem na Unai porque não há vagas nas Unidades de Internação Provisória (Unips), nas Unidades de Atendimento Socioeducativo (Unis) ou na Unidade Metropolitana do Xuri, em vila Velha. A situação fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).   Em celas com capacidade para seis adolescentes ficam mais de 20 jovens, apertadas em locais sem ventilação, sem condições sanitárias e de higiene, o que acaba por provocar doenças nos internos. Critérios de compleição física, idade ou gravidade do delito cometido não são considerados. Os adolescentes são simplesmente “empilhados” na unidade,  porta de entrada do sistema.   Em função de ser a porta de entrada, os agentes não podem deixar de receber adolescentes apreendidos em flagrante na Unai, pois podem ser presos pela objeção pelo delegado de plantão. Sem opção, mesmo com a superlotação, os adolescentes continuam sendo recebidos e “amontoados” na unidade.   A situação na Unai pode ficar ainda pior durante esta semana, já que não vão ser realizadas audiências nesta quarta (7), quinta (8) e sexta-feira (9), por conta da Semana do Advogado. Como nos fins de semana não são realizadas audiências, o número de adolescentes na unidade pode ser ainda maior na próxima segunda-feira (12).   No domingo (4), quando a unidade registrou o recorde de internos, 206 adolescentes, houve a tentativa de rendição de um coordenador de turno, que chegou a ser agredido com um “chucho”, objeto perfurocortante produzido com barras de ferro, mas ele conseguiu fugir e a tentativa de rebelião foi frustrada.    Entre os adolescentes ouvidos pelos integrantes do Sinases está um garoto de 12 anos, que estava há 18 dias sem qualquer contato com os familiares. Ele disse que a mãe é desempregada e o pai morador de Colatina, no noroeste do Estado. O adolescente disse que pede para os agentes localizarem a mãe, mas nada foi feito.    Os adolescentes que precisam ficar afastados dos outros, no chamado “seguro”, não dispõem de local próprio na Unai. Por isso, os adolescentes permanecem o dia inteiro algemados na portaria da unidade e dormem, também algemados, em um corredor.                 

06/08/2013 / 0 Comments
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Juiz extingue processo contra ex-secretário de Justiça por restrição de visitas a presos

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Gustavo Marçal de Silva e Silva, determinou a extinção de uma ação popular contra o ex-secretário estadual de Justiça, Ângelo Roncalli de Ramos Barros, por suposto abuso em portaria que regulamentou as visitas íntimas a presos. Na sentença publicada nessa segunda-feira (5), o magistrado considerou que este tipo de processo não constitui a via adequada para a decretação de inconstitucionalidade de trechos de atos. O processo foi ajuizado por Raphael Azevedo França no último dia 23. Apesar do curto tempo de tramitação, o juiz colocou um fim às pretensões do autor da ação, que pleiteava o fim das restrições de visitas íntimas aos presos provisórios. O principal alvo do processo era a Portaria nº 142/2010, da Secretaria do Estado de Justiça (Sejus), que tornou o benefício exclusivo aos presos condenados, limitação que acabou sendo o estopim para a judicialização do caso. Nos autos do caso, o advogado de Raphael, Antônio Fernando de Lima Moreira da Silva, pedia a anulação da expressão “concedida apenas ao preso condenado” do artigo 21 da portaria sob alegação de que o ato seria ilegal. O causídico citou a suposta violação aos ditames da Lei Federal nº 7.210/1984 (Lei da Execução Penal) e a Constituição Federal, que garante o direito a todos presos. Entretanto, o juiz Gustavo Marçal desconsiderou as alegações autorais ao determinar a extinção imediata do processo. “A ação popular não pode ter o objetivo precípuo (essencial) de atacar lei em tese, na medida em que necessita impugnar atos de efeitos concretos. Dessa maneira, não cabe ação popular na hipótese em que, embora se ventile ofensa à legalidade e moralidade públicas, busca-se, na verdade, a obtenção de declaração de inconstitucionalidade de uma determinada lei, sem visar à anulação de um ato concreto específico, tal como ocorre nessa demanda”, afirmou. Mesmo com o indeferimento da petição inicial, os autos do caso deverão ser analisados pelas câmaras do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), antes do arquivamento em definitivo. A decisão ainda cabe recurso por parte do autor da ação.

06/08/2013 / 0 Comments
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Operação Mouro desarticula quadrilha que agia em presídio de segurança máxima

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A Operação Moura, deflagrada pelo Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep) e pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ambos do Ministério Público do Estado (MPES), em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), iniciou a desarticulação de uma quadrilha controlada de dentro do Presídio de Segurança Máxima II (PSMA II), em Viana, e com ramificações em toda a região metropolitana da Grande Vitória.   Segundo o MPE, foram emitidos 19 mandados de prisão, dos quais 14 foram cumpridos e 20 de busca e apreensão, com nove cumpridos. Além de documentos, computadores, agendas e extratos bancários também foram apreendidas pequenas quantidades de maconha, cocaína e uma balança de precisão.    A quadrilha tinha a participação de agentes penitenciários e de uma advogada que representava diversos internos do PSMA II. A advogada Adair Maria de Fátima Bianchi foi detida ainda na manhã desta terça-feira (6), assim como dois agentes penitenciários e um ex-agente. O filho de um vereador do município de Guarapari, um ex-agente penitenciário, também foi preso, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.    Em entrevista na tarde desta terça-feira, a promotora Viviane Barros Patelli, coordenadora do Getep, disse que o grupo faz vistorias periódicas nas unidades prisionais do Estado. Ao perceber um aumento no número de celulares apreendidos no PSMA, a polícia iniciou uma investigação que culminou na prisão do agente penitenciário Jackson Souza, em novembro de 2012.    A partir da prisão de Jackson, apontado como principal artífice da entrada de celulares no PSMA na época – em um mês foram apreendidos cerca de 30 aparelhos – foi iniciada a investigação a respeito dos atos ilícitos praticados na unidade, por meio de interceptações telefônicas.    No curso da investigação, os membros do Getep pediram auxílio ao Gaeco, já que a proporção da atuação da quadrilha era maior do que se imaginara. Foi identificada a prática de vários crimes como tráfico de drogas, associação ao tráfico, tráfico de armas e porte ilegal de armas. “Nossa preocupação era com o as ordens que estariam saindo por meio dos celulares, se estariam sendo demandados homicídios ou execuções”, disse a promotora que lembrou que no PSMA estão presos os chefes de quadrilhas e facções criminosas que movimentam muito dinheiro de tráfico.    Uma amostra do poder aquisitivo da quadrilha está no preço dos aparelhos celulares que entram no PSMA II. Na ocasião da detenção de Jackson, um aparelho custava entre R$ 4 mil R$ 5 mil. Atualmente o aparelho custa R$ 10 mil.   A advogada e os agentes públicos implicados na operação foram alvos de interceptações telefônicas. As investigações apontaram que ela era responsável por enviar “catuques”, que são comunicações oriundas de unidade prisional, dos presos para familiares ou para integrantes da quadrilha. Apontaram, ainda, que a advogada movimentava contas bancárias dos detentos e levava os extratos das contas para os clientes checarem no PSMA II.    O ex-agente penitenciário que foi preso na operação praticava tráfico de drogas em bailes funk de Guarapari, segundo apontam as investigações, e o agente também auxiliava no tráfico, em Vitória, fazendo transporte. Além dos agentes, foram presas diversas pessoas por associação ao tráfico e familiares de presos.   O secretário de Estado da Justiça, Sérgio Alves Pereira, salientou que toda organização criminosa tem participação de agentes públicos, mas não se pode admitir que o sistema prisional seja utilizado para o cometimento de crimes. Ele acrescentou que o agente efetivo preso na operação vai ser submetido a um Procedimento Administrativo Disciplinas (PAD) e os de designação temporária serão imediatamente exonerados.   

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Casarão Cerqueira Lima recebe projeção audiovisual

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Nesta quarta-feira (7) o espaço cultural Casarão Cerqueira Lima recebe a projeção audiovisual Sombras, com imagens do filme experimental Begotten. O evento integra a instalação Silente, do artista Júlio Tigre, que está aberta para visitação no Casarão desde o início de julho.    A exibição contará com trilha musical executada ao vivo pelo próprio Júlio Tigre com a participação dos músicos Alexandre Barcelos, Gustavo Senna, Huemerson Leal e Gerô. A entrada é franca.    As imagens que farão parte da projeção são trechos selecionados do filme Begotten (1991), filme experimental escrito e dirigido pelo norte-americano  E. Elias Merhige. Nessa produção, que tem forte relação com a religião e com a história bíblica, não há diálogo e foi inspirada na experiência de quase morte vivenciada pelo diretor aos 19 anos, após o acidente de carro.    Para cada minuto da película original foram necessárias 10 horas de produção fotográfica de modo a atingir o visual desejado: Begotten foi filmado em preto e branco, e cada quadro foi refotografado para tomar sua aparência final. Nas imagens, não existe meios tons de modo a criar uma atmosfera sobrenatural.   Para a realização de Silente, Júlio Tigre pesquisou a história do imóvel que,  no passado, foi uma residência privada da família que lhe dá nome. O artista investigou transformação desse espaço privado em espaço público e procurou criar uma obra que parte de um lugar para nele e com ele produzir outro, onde ficção e realidade e se confundem.    Os visitantes de Casarão Cerqueira Lima serão confrontados com uma espécie de apagamento do lugar gerado por dois vetores: com o ficcional fruto do imaginário popular e com o trágico gerado por um crime e o total desaparecimento dos antigos moradores, hoje nomes públicos dentro de um documento jurídico.    A intervenção se divide em quatro ambientes: jardins, sala de entrada, piso superior e sótão, estas intervenções possuem dimensões variáveis e se adequam  ao lugar como um todo em diálogo com a arquitetura.   Silente foi comtemplada pelo Edital de Exposições 2013 da Secretaria Municipal de Cultura de Vitória e faz parte do projeto Inquilino, pesquisa poética desenvolvida por Júlio Tigre desde 2003.    Sombras é uma das primeiras atividades junto à intervenção e que serão realizadas ao longo do período de visitação. A ação também conta com a participação e o apoio do coletivo Expurgação.   Serviço A projeção audiovisual Sombras acontece nesta quarta-feira (7), a partir das 19h, no Espaço Cultural Casarão Cerqueira Lima. R. Muniz Freire, 23, Cidade Alta, Centro, Vitória. A instalação Silente segue no mesmo local. Visitação: terça a sexta-feira, das 8h às 18h, e sábados e domingos, das 14h às 17h. Até 4 de outubro. Entrada franca.

06/08/2013 / 0 Comments
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Assembleia analisa projeto do governo de compensação a municípios

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Com uma tramitação em caráter de urgência, a Assembleia Legislativa tentou aprovar a toque de caixa uma proposta do governo do Estado para a criação do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEADM), como uma forma de compensação pelas perdas com a redução da alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).      A matéria entrou na pauta de votação desta terça-feira (6) na Assembleia. O projeto era o mais importante da Ordem do Dia e o líder do governo, deputado Sérgio Borges (PMDB), conseguiu a supressão do pequeno e do grande expediente da Casa para acelerar a votação.    Em contrapartida, pediu a dispensa de publicação dos 10 pedidos de reestruturação da Casa e a convocação de uma sessão extraordinária para a votação das propostas que englobam os planos de carreiras dos servidores da Assembleia para esta terça (6).   Na Comissão de Justiça, o deputado Genivaldo Lievore (PT) apresentou emenda ao projeto do governo ampliando a ajuda do governo do Estado no incremento de políticas para o saneamento básico e também para a habitação dos municípios.   Embora a matéria tenha conseguido parecer oral favorável tanto na comissão de Justiça quanto na de Cidadania, na comissão de Infraestrutura, o deputado Marcelo Santos (PMDB) se prevaleceu do prazo regimental para estudar a matéria do governo.    O objetivo do projeto do Executivo é criar um mecanismo de apoio financeiro às cidades capixabas e constitui uma resposta à queda de arrecadação que os municípios deverão sofrer em decorrência da redução da alíquota do ICMS incidente em produtos importados.   O fundo será vinculado à Secretaria de Estado de Economia e Planejamento (SEP) e deverá contemplar planos de trabalho na área de infraestrutura urbana e rural, educação, esporte, turismo, cultura, saúde, segurança, proteção social, agricultura, meio ambiente e sustentabilidade.  Para ir à votação em Plenário, a matéria precisa de pareceres de 12 comissões:  Justiça, Cidadania, Infraestrutura, Educação, Turismo, Cultura, Saúde, Segurança, Assistência Social, Agricultura, Meio Ambiente e Finanças. Inspirado no modelo adotado pelo Estado de Pernambuco, o projeto condiciona os repasses à obrigatoriedade de o município criar um fundo municipal de investimento. Caberá à pasta estadual diretamente ligada à área contemplada pelos recursos o exercício de controle, fiscalização e acompanhamento das ações. A proposição estabelece ainda a criação do Comitê Gestor de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (Codem), que terá por função aprovar os planos apresentados pelas prefeituras. Coordenado pelo secretário de Economia e Planejamento, o comitê contará com os secretários da Fazenda, de Gestão e Recursos Humanos e de Governo, além do diretor-geral do Instituto de Obras Públicas.

06/08/2013 / 0 Comments
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