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População de Vila Velha teme que aquaviário gere impactos no Sítio Histórico da Prainha

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Cerca de 60 pessoas presenciaram, nessa terça-feira (30), a primeira apresentação do projeto do Sistema Aquaviário entre Vitória a Vila Velha. A reunião pública – ao contrário da realizada na Capital, marcada por protestos – transcorreu tranquilamente e serviu para que a população conhecesse os estudos técnicos e a proposta de implantação do novo sistema.   A reunião seguiu o mesmo cronograma do debate realizado em Vitória, dando a chance ao fim da apresentação para os participantes realizarem seus questionamentos. A exemplo do debate de Vitória, a população de Vila Velha também reclamou da falta de diálogo com os representantes do governo do Estado.   O projeto, reclamaram alguns participantes, não aborda pontos importantes cobrados há anos pela população. Entre eles, a preservação do Sítio Histórico da Prainha.    Sem qualquer citação sobre o local no projeto, a população lembrou que não há como discutir o novo sistema sem garantias de que seus impactos não irão degradar a região que está entre uma das escolhidas para o embarque e desembarque da população.    Definição do trajeto dos ônibus e os impactos ambientais que as obras trarão ao meio ambiente e a população foram algumas das preocupações apontadas pelos participantes.   Eles lembraram que o terminal ficará nas proximidades da Igreja Nossa Senhora do Rosário (a mais antiga do Estado), Museu Homero Massena, Obelisco a Vasco Fernandes Coutinho, Museu Etnográfico e Forte Piratininga.   Para eles, apesar da importância do novo sistema entre os municípios, não há como pensar em aquaviário sem prever e discutir antes o que poderá acontecer com a região metropolitana da Grande Vitória.    A mesma preocupação também foi levantada em Vitória, durante a audiência pública que terminou em tumulto devido ao não atendimento das reivindicações dos participantes pela Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop).    Segundo o secretário Fábio Damasceno, as cobranças e sugestões serão consideradas pela secretaria de acordo com a necessidade da população.    Estiveram no debate o diretor presidente da Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb) Léo Carlos Cruz, o secretário de Transportes de Vila Velha, Romário de Castro, além de vereadores da região e representantes do Ministério Público Estadual e de movimentos sociais.   Representantes dos bairros Itapoã, Praia dos Recifes, Araças, Barra do Jucu, Nova Ponta da Fruta, Itaparica, Novo México, Nossa Senhora da Penha, Recanto da Sereia, Ponta da Fruta, Praia da Costa, Centro, Vila Nova e Nova América também participaram do debate.    De acordo com a Setop, a implantação do aquaviário faz parte do Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM), que possui ações voltadas para a melhoria do transporte público, do trânsito e infraestrutura nas cidades da Grande Vitória e do interior do Estado. Entre os benefícios do sistema hidroviário estão à rapidez no deslocamento, mais segurança e conforto para usuários, precisão no tempo de viagem e integração com o sistema Transcol.   Estações   O modal hidroviário terá quatro embarcações e cada uma com capacidade para transportar 200 passageiros.   O sistema terá quatro estações com acessos flutuantes. Atendendo à solicitação dos participantes da audiência pública realizada no dia 18 de julho, a Setop planejou duas estações localizadas em Vila Velha, na Prainha e no bairro Argolas. E outras duas em Vitória, na Praça do Papa e outra no Centro, sendo assim a Estação Dom Bosco foi retirada do primeiro ano de implantação do sistema. Todos os terminais terão estacionamentos para veículos, bicicletário, banheiros e lanchonetes. Os trajetos serão entre os municípios de Vitória e Vila Velha e terão tempo de duração máximo de até 6 minutos.    De acordo com Setop, a tarifa do aquaviário será unificada. Os usuários do Transcol não terão custo para utilizar os catamarãs. Aqueles que não utilizam o sistema de transporte público coletivo da Grande Vitória terão que adquirir bilhete de passagem, que terá o mesmo valor do sistema Transcol.    O novo sistema hidroviário funcionará a partir de Parceria Público Privada (PPP), onde o Governo do Estado fará o aporte para a construção das estações e aluguel das primeiras embarcações. Já empresa vencedora da licitação, ficará responsável pela operação do sistema. Após dois anos de funcionamento, em caso de crescimento da demanda, a empresa e o governo vão estudar a inclusão de novas linhas no sistema.     .

31/07/2013 / 0 Comments
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Justiça proíbe assinatura de novos contratos de aluguel de veículos pelo governo

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O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Manoel Cruz Doval, proibiu, na última semana, a assinatura de novos contratos de locação de veículos pelo governo do Estado, baseadas no acordo com a empresa Salute Locação e Empreendimentos. Na decisão, o magistrado também declarou a nulidade de todas as locações que superem o limite de gastos (R$ 1,44 milhão) e de veículos alugados (541), previstos na Ata de Preços registrada pela locadora de frota. Na sentença prolatada nessa sexta-feira (26), o juiz acolheu uma ação popular movida por Paulo Fernando Azevedo Gottardi, que é diretor do Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos no Estado (Sindloc-ES), contra o secretário estadual de Gestão e Recursos Humanos e a direção do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES). Além da proibição de novos contratos, Manoel Doval declarou a nulidade de todas as locações feitas sem a exigência do seguro total dos veículos. Nos autos do processo, o dirigente sindical narra supostas irregularidades na contratação da Salute pela administração pública. Ele aponta que, ainda na fase de licitação pela Secretaria de Gestão – ocorrida em 2011 –, a Salute não teria englobado os custos do seguro total na proposta feita na licitação, o que teria feito o seu preço ficar inferior aos demais participantes. Em dezembro de 2012, o juiz Arion Mergár, da mesma Vara, concedeu uma liminar para suspender qualquer adesão à Ata de Registro de Preços nº 2/2012, que foi o resultado daquele certame. Apesar desta restrição, o vínculo da Salute com a pasta serviu como base para outros contratos de locação em diversas áreas do governo estadual –  desde secretarias de Estado até autarquias. Durante a instrução da ação popular, o juízo constatou que o governo do Estado havia empenhado despesas de R$ 1,81 milhão com base na Ata, que restringia os gastos até R$ 1,44 milhão para uma frota máxima de 541 veículos locados. Esse excesso, na ordem de R$ 369 mil, teria ficado comprovado por dados fornecidos pelo Portal da Transparência do Estado, segundo o juiz Manoel Doval. “A legislação traz vedação expressa quanto ao aumento do quantitativo em razão de novas adesões [à Ata de Preços]. Considerando que houve acréscimo de 127 veículos oriundos das novas adesões, restou configurada a violação aos termos iniciais do edital, conforme sustentado pelo autor”, narra um dos trechos de decisão. Na sentença, o magistrado condenou o Estado ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados em R$ 3 mil. O governo estadual ainda pode recorrer da condenação.

31/07/2013 / 0 Comments
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Tribunal de Justiça determina nova licitação para obras do aeroporto de Linhares

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A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) determinou, nessa terça-feira (30), a realização de uma nova licitação para contratação de obras do Aeroporto de Linhares, norte do Estado. O colegiado apontou irregularidades no edital da Concorrência Pública nº 017/2012, publicado no início de julho do ano passado. As obras de construção de uma nova pista de pouso e decolagem, bem como de melhorias no pátio e pista de táxi de aeronaves, estão orçadas em R$ 30 milhões. De acordo com informações do TJES, os desembargadores confirmaram a inclusão da empresa Pelicano Construtora Ltda, que havia tido sua habilitação impugnada pela comissão licitante do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES). A relatora do caso, desembargador substituta Janete Vargas Simões reconheceu a existência da suposta infringência ao princípio da isonomia entre os participantes da licitação, fato que impõe a realização de novo certame. Nos autos do processo consta que a empresa Conservas de Estradas Ltda entrou com mandado de segurança na 2ª Vara Cível de Vitória contra o ato supostamente ilegal da direção da autarquia. A empresa recorreu contra a habilitação de concorrentes pelo eventual descumprimento a requisitos editalícios, mas teve rejeitado o recurso administrativo. A Conservas de Estradas narra que a comissão licitante do DER-ES fez uma releitura do edital, aceitando quantitativos de serviços distintos para atender às demandas originais da licitação. O voto foi acompanhado pelos demais membros do colegiado, os desembargadores Fábio Clem de Oliveira e o substituto Lyrio Regis de Souza Lyrio.  O projeto de ampliação do Aeroporto de Linhares foi anunciado, em maio do ano passado, como a maior pista de pouso e decolagem do Espírito Santo. Segundo o governo do Estado, as obras de engenharia incluem a construção de uma nova pista de pousos e decolagens no local, com 1,8 quilômetros de extensão, bem como melhorias na infraestrutura do aeroporto – ampliação do pátio de aeronaves e instalação de nova sinalização na nova pista. O edital prevê o valor máximo de R$ 30,81 milhões para as obras, que deveriam durar até um ano. Na época do anúncio, a Secretaria de Transporte e Obras Públicas (Setop) previa a conclusão das modificações até o final deste ano. Entretanto, a decisão judicial pela realização de uma nova licitação deve estender esse prazo. Com as obras, o aeroporto linharense vai passar a receber aeronaves de carga e aviões com capacidade máxima de 200 passageiros. A previsão é que sejam recebidos até 1,2 mil voos por ano.

31/07/2013 / 0 Comments
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Motoristas de ônibus são baleados durante manifestação no Centro de Vitória

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Trabalhadores rodoviários insatisfeitos com a posse da atual diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado (Sindirodoviários-ES) fizeram uma manifestação em frente à sede da entidade na manhã desta quarta-feira (31), na Avenida Vitória, na Capital.    Durante o protesto dos cerca de 60 manifestantes dois motoristas de ônibus foram baleados. Os feridos, que teriam sido atingidos nas pernas e braços, foram encaminhados para o Hospital São Lucas, em Vitória, e não correm rico de morte. Uma pessoa, que se identificou como motorista aposentado, foi detida com uma pistola 765 e encaminhada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Um outro motorista sofreu uma queimadura na perna, vítima de um coquetel molotov.    Durante toda a manhã desta quarta os motoristas ligadas à Chapa 2, insatisfeitos com o resultado das eleições do sindicato, permaneceram mobilizados. Duas pistas nos dois sentidos da Avenida Vitória foram ocupadas por ônibus parados, restando somente uma pista em cada sentido. Quem passou pelo Centro nesta manhã enfrentou o trânsito engarrafado nos dois sentidos da Avenida Vitória, com reflexos nas ruas adjacentes ao local.   Para tentar amenizar o caos, a Guarda Municipal desviou o trânsito nas imediações da Praça Oito, para que os motoristas não seguissem para a Avenida Vitória, utilizando a Beira Mar. Também houve gerenciamento dos ônibus para que não passassem pela avenida em que ocorria o protesto.    Após os tiros disparados no Sindirodoviários a polícia foi acionada. No local permaneceram durante toda a manhã policiais do Batalhão de Missões Especiais (BME) e viaturas da Polícia Militar. Policiais civis também realizaram a perícia no local onde os motoristas foram baleados.    Paralisação   Os trabalhadores, insatisfeitos com a atual diretoria do sindicato, anunciaram paralisação dos coletivos nesta quinta-feira (31). Há uma semana, na quinta passada (25), os motoristas fizeram uma manifestação que pegou a população e a polícia de surpresa.    O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setpes) ajuizaram ação na Justiça do Trabalho contra o movimento, que proíbe a paralisação.   Os trabalhadores que aderirem à paralisação podem ter o ponto cortado e as empresas não descartam demissões.    Prisões   Após as manifestações da manhã desta quarta-feira cerca 29 pessoas foram detidas e encaminhadas à DHPP para esclarecimentos.  Um motorista aposentado é suspeito de ter atirado nos dois outros motoristas durante a manhã. Ele foi encaminhado para o Centro de Triagem de Viana.    Policiais militares apreenderam uma arma, dez coquetéis molotov e rojões na sede do Sindirodoviários.

31/07/2013 / 0 Comments
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Cinema: estreias da semana

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O sórdido Gargamel aprontou mais uma em Smurfs 2. Aqui ele cria smurfs do mal e sequestra a doce Smurfette. O objetivo é conseguir a fórmula para transformar suas criaturas em autênticos smurfs.      Agentes secretos aposentados continuam dando um caldo em Red – Aposentados e Ainda Mais Perigosos. Com ação e diálogos bem-humorados, Bruce Willis, Anthony Hopkins, Helen Mirren e John Malkovich vão atrás de uma bomba perdida e seu inventor.     Há ainda novidades de dois grandes diretores. Terrence Malick vem com Amor Pleno e Marco Bellocchio com A Bela que Dorme.   Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (2).   ESTREIAS   Amor Pleno (To the Wonder, EUA, 2012, 112 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Terrence Malick. Com Ben Affleck, Rachel McAdams, Olga Kurylenko, Javier Bardem. Depois de um casamento fracassado com uma europeia, um homem se reencontra com uma mulher de sua cidade natal.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h. Sexta não haverá sessão.   A Bela que Dorme (Bella addormentata, Itália/França, 2012, 115 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Marco Bellocchio. Com Toni Servillo, Isabelle Huppert, Alba Rohrwacher, Michele Riondino. Os últimos seis dias de vida da jovem Eluana Englaro, que viveu 17 anos em estado vegetativo.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h.    Os Smurfs 2 (The Smurfs 2, EUA, 2013, 105 minutos, Livre) Infantil. Direção de Raja Gosnell. Com Sofía Vergara, Neil Patrick Harris, Christina Ricci, Alan Cumming. Continuação do filme lançado em 2011, que mistura animação e liveaction.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h, 16h20, 18h30, 20h40. DUBLADO. Sala 7. 14h35, 16h50, 19h05, 21h20. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5 (3D). 14h, 16h20, 19h, 21h20. DUBLADO. Sábado e domingo também 11h40. DUBLADO. Sala 7. 12h20, 14h50, 17h20, 20h. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 17h e 19h. DUBLADO. Sábado e domingo também 15h10. DUBLADO. Sala 3 (3D). 17h30 e 19h30. DUBLADO.     Red – Aposentados e Ainda Mais Perigosos (Red 2, EUA, 2013, 116 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Dean Parisot. Com Bruce Willis, Anthony Hopkins, Helen Mirren, John Malkovich, Catherine Zeta-Jones, Mary-Louise Parker. Continuação da comédia de ação lança em 2010.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 14h05, 16h30, 18h55, 21h20.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 12h50, 15h30, 18h10, 20h50. Sexta e sábado também 23h30.

31/07/2013 / 0 Comments
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Mistério começa a ser desvendado

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Quando o escândalo do “Posto Fantasma” de Mimoso do Sul veio à tona, a turma do abafa se mobilizou para desclassificar a denúncia que acertava em cheio a gestão do ex-governador Paulo Hartung, que até agora não explicou como ele e sua equipe deram fim a R$ 25 milhões, dinheiro público que desapareceu na obra que nunca saiu da fase de terraplanagem.    Em março, o deputado Euclério Sampaio (PDT) foi verificar in loco se havia algum vestígio do posto. O parlamentar não encontrou um único tijolo em pé para contar a história dos outros. Deparou-se com grandes montanhas de pó de brita que, supostamente seriam usadas para “maquiar” o descampado que abrigaria o posto.   A estratégia do ex-governador Paulo Hartung era convencer a opinião pública de que o posto, obviamente, não fora construído, mas a área poderia ser usada para outra finalidade.  “Aquela terra pertence aos capixabas e a obra que foi feita pertence aos capixabas”, declarou Hartung ao jornal A Gazeta, tentando justificar o desperdício.    Essa semana, no entanto, a diretora do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES), Maria Tereza Sepulcri Casotti, negou a existência de qualquer projeto de edificação para a área onde seria construído o posto fiscal. Ela admitiu, sem escolha, à Justiça estadual que não existe sequer um estudo, no âmbito do DER-ES, para a utilização do espaço.   Além de desmontar a tese de Hartung, a diretora foi obrigada a negar o discurso do governo Renato Casagrande, que chegou a cogitar a instalação de um shopping rural no local.    Versões controvérsias à parte, a verdade é que o processo contra Hartung e mais sete pessoas da equipe do ex-governador continua tramitando morosamente na Justiça. Ainda em março, o juiz havia decidido que só iria se manifestar sobre os pedidos de liminar – como a decretação do bloqueio dos bens do ex-governador e companhia – somente após o recebimento de todas as defesas prévias. Até hoje a Justiça estadual não conseguiu sequer notificar os acusados de participação nas irregularidades.   Os esclarecimentos da diretora do DER-ES demovem os argumentos de Hartung e Casagrande, que tentaram se valer da tese de que o espaço tem serventia para o Estado. Nos bastidores, ambos também se encarregaram de fazer pressão nos deputados para enterrar a CPI do Posto Fiscal, que chegou a ser proposta pelo deputado Gilsinho Lopes (PR), que se esforçou, mas não conseguiu convencer os colegas a assinarem o pedido de CPI.    Em tempos de protestos de rua, seria bastante oportuno que o escândalo do Posto Fantasma entrasse na pauta dos movimentos populares, ao lado da CPI do Pó Preto, também enterrada pela Assembleia, e da auditoria do contrato do governo com a Rodosol.   A pressão das ruas, que já provou que a mobilização popular tem força para passar este Estado a limpo, é o caminho mais curto para desvendar o enigma do Posto Fantasma, que segue assombrando a 

30/07/2013 / 0 Comments
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Quem sobra?

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O mercado político jura que ainda é cedo para discutir a eleição de 2014, mas nos bastidores as movimentações rolam a todo vapor. Após ver ruir seu amplo leque de aliança formado por 16 partidos, o governador Renato Casagrande, até agora, conta com apoio praticamente fechado para sua candidatura à reeleição apenas do PPS, do prefeito de Vitória Luciano Rezende, e corre atrás do PDT e de partidos menores. Do outro lado, o ex-governador Paulo Hartung “segura” a parceria PMDB-PSDB, já com medidas para confundir o mercado político, como de costume. Correndo por fora está o senador Magno Malta (PR), que costuma entrar no jogo com candidatura solitária, buscando geralmente apoio de pessoas, não de partidos – aqui entram também os menores, como o PSC, de sua mulher Lauriete. E o PT, coitado, virou campo de incertezas. Não cabe nas alianças que se formam, nem tem nome para encarar a disputa ao governo. Como se não estivesse embolado suficiente, há, ainda, a possibilidade do “elemento surpresa” puxado pelo movimento das ruas e “subida” da idealizadora da Rede Sustentabilidade, Marina Silva. Sem esquecer do movimento que pode resultar das mobilizações nas redes sociais, para votos brancos e nulos. Até ano que vem, haja fosfato, negociações e moedas de troca.    Contraditório No caso do PT, tem ainda a necessidade de palanque no Estado para a presidente Dilma Rousseff. Partindo desse ponto, poderia ficar mais próximo de Magno Malta, no entanto, há situações ideológicas incontornáveis entre os dois partidos.   Barrado Sobre a declaração do vice-presidente do PSDB no Estado, Jarbas Assis, em A Tribuna nesta terça-feira (30), de que toda aliança é possível, menos com o PT, sobra uma questão ao ex-prefeito de Colatina – de saída do Bandes – Guerino Balestrassi. Ele é padrinho e principal aliado do prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski (PT). Como fica a relação?   Embate Se Hartung está buscando mecanismos para ser candidato ao Senado pelo PMDB no ano que vem, baterá de frente com sua antiga desafeta, a deputada federal Rose de Freitas. Em suas andanças pelo interior, ela se apresenta como candidata ao mesmo posto.     Efeitos da crise O vereador de Vitória Serjão Magalhães, presidente do PSB da Capital, convida militantes do partido, “em nome do governador Renato Casagrande”, para encontro no Hotel Sheraton, na Praia do Canto, às 18 horas desta quarta-feira (31). O governador vai prestar contas de suas ações de mandato. Interessante, não?   Efeitos da crise II O “grande encontro” ocorre exatamente após o “enquadro” ao governador do secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, em evento realizado no Estado. Todo mundo nega que exista algum problema, mas os fatos não mentem.   Cai por terra Hartung, Casagrande e secretários do “antes e depois” bem que tentaram arrumar uma justificativa convincente para as obras do posto fiscal em Mimoso do Sul, que consumiram R$ 25 milhões, mas não saíram da fase de terraplanagem. Se ninguém havia acreditado na história de um futuro promissor guardado para o local, imagine agora, com o posicionamento oficial do DER-ES. Não há nenhum projeto previsto para a área. Saiu Beth Kfuri não responde mais pela superintendência de Comunicação da Prefeitura da Serra.   Mudança Os militantes protagonistas dos protestos realizados em Vitória buscam outro local para a realização do seminário no próximo sábado (3) que irá definir os rumos do movimento, provavelmente a Ufes. Por questões burocráticas, não será possível ter como palco dos debates o Museu do Negro, no Centro.   Homenagem Em tempos de balas de borracha, prisões arbitrárias, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, o BME homenageia dez de seus policiais considerados “destaques”. Para fechar com chave de ouro, o comandante geral da PMES, coronel Edmilson dos Santos, ressaltou o slogan do batalhão: “não pergunte do que somos capazes. Dê-nos a missão”. É…deixa pra lá.   140 toques “Reunião com comerciantes Av. Fernando Ferrari, Goiabeiras: solução para perda de estacionamento quando duplicou avenida”. (Prefeito de Vitória Luciano Rezende – PPS – no Twitter).   PENSAMENTO: “Um povo capaz de dizer tudo é capaz de fazer tudo”. Napoleão Bonaparte

30/07/2013 / 0 Comments
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Mais um tiro certeiro

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A saída de Guerino Balestrassi do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), logo em seguida a passagem demolidora do secretário-geral do PSB nacional, Carlos Siqueira, pelo Estado, é outro golpe em cima da candidatura à reeleição do governador Renato Casagrande.   Só que o golpe da nacional do PSB foi deflagrado em resguardo da candidatura presidencial do partido do governador pernambucano Eduardo Campos. Que não é ocaso do golpe de Guerino. O dele foi inoportuno e traiçoeiro do ponto de vista político.   Guerino aparece na entrevista publicada nesta terça (30) em A Gazeta justificando a sua saída do Bandes ao seu projeto de candidatar-se a algum cargo em 2014, inclusive ao governo do Estado. Praticamente cercou o campo para a reeleição do governador Renato Casagrande, além de abrir enorme espaço para o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) operar a eleição.   PH vai poder dispor agora de um estrepe para a candidatura ao governo do senador Ricardo Ferraço (PMDB). E consolida o controle dele sobre o PMDB e o PSDB, colocando à sua disposição uma cadeira no Senado.   A jogada é realmente muito abrangente. Pois Guerino não é simplesmente um ator político, ele é hoje uma figura que sai de uma presidência de um Banco de Desenvolvimento, onde teve convivência com grande parte do empresariado capixaba. Com os quais, inclusive, contou para bancar algumas candidaturas à prefeitura nas últimas eleições municipais.     Guerino sai, mas não leva com ele, como devia, os demais hartunguetes que ocupam cargos no governo, pois o seu gesto não permite outro entendimento do que não uma ruptura política. Levando em consideração ainda que o governador Renato Casagrande, por ocasião da formação do governo, entregou os cargos mais vantajosos ao grupo do Paulo Hartung.     Tornou Hartung sócio majoritário do governo. Pois PH ficou com o filé mignon: Cesan, Bandes, Banestes, fora duas secretarias (uma com Robson Leite e outra com a cunhada de Paulo, Ângela Silvares). E mais André Garcia e um bando de gente que permanece na máquina do atual governo.   Passados mais de 30 meses de governo, não há elementos claros para decifrar o enigma que está por trás da relação entre Casagrande e Hartung. Uma relação um tanto desequilibrada, na qual um bate e o outro só apanha. 

30/07/2013 / 0 Comments
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Cooperativismo é a saída

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A sociedade necessita evoluir, melhorar qualidade de vida e para isso precisa rever as estratégias de busca de direitos. Enquanto os movimentos sociais lutam por melhores condições de vida, transporte, educação, saúde e segurança, o movimento sindical batalha na garantia de direitos dos trabalhadores.    Companhias que até o fim da década de 1990 tinham cerca de 7 mil empregados próprios, hoje não têm mais de 200, o resto são terceirizados. Isso acarreta na perda de direitos dos trabalhadores e, consequentemente, na baixa dos salários e redução da qualidade de vida.    O sindicato precisa atuar no processo de mudança. No passado, luta foi para a garantia dos direitos e melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores. Com a evolução nas conquistas da classe – participação nos lucros, horas extras, entre outras – o capitalismo implementar uma nova realidade, que é a terceirização, que acabou por achatar os salários dos e reduzir gradativamente a qualidade de vida dos trabalhadores.       O movimento sindical, no entanto, não acompanhou essa nova realidade, deixando com que isso se expandisse, sem que nada fosse feito. Com o enfraquecimento da luta, no fim da década de 1990, as direções sindicais passaram a combater as lideranças, pedindo até mesmo a demissão dessas lideranças, com o receio de que poderiam tomar a direção dos sindicatos. Essa realidade é uma volta ao passado, com uma diferença, antes os empregados temiam os patrões, hoje temem a direção do sindicato.    Não existe alternativa para a retomada do poder econômico e social dos trabalhadores a não ser o retorno ao cooperativismo. Neste sistema há, de fato, a participação nos resultados, qualificando a ideia de solidariedade.    O movimento sindical deve tomar as bandeiras de luta tradicionais, como as reformas política, judiciária, sindical e tributaria e voltar às ruas acrescentando elementos que facilitem ao governo retomar o avanço da sociedade com novas formas de luta.  Acorda, movimento!

30/07/2013 / 0 Comments
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Cuidado! Senão você dança

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Algumas situações reais observadas no “laboratório” do comportamento de consumo me motivaram a escrever esse artigo.   Partimos do ponto de que existem variáveis no comportamento de consumo desenhadas a partir do próprio tipo de consumo.   Nas compras de bens de consumo duráveis ou de roupas e acessórios há uma pergunta necessária e aplicada previamente, que orienta a pesquisa de preço, a negociação e o zelo pelo que é seu, que é: -“quanto custa? ”.   Pasmem, mas muitos não agem assim e nem fazem essa pergunta. Escolhem o produto, até podem se surpreender na hora de pagar, mas mesmo assim levam, escolhendo na hora uma opção de pagamento que nem sempre é a ideal. Às vezes até se enrascam, porque esbarram em outro comportamento de risco que é o status. Sentem que não tem condição de pagar por aquilo que escolheram, mas o receio do que “vão falar deles” e a sensação indesejável de fracasso é maior do que o risco de se endividarem, nesses casos, geralmente, desnecessariamente.   Outras situações ocorrem no consumo de lazer e serviços. Quando sentam a mesa de um bar, de um restaurante ou em uma casa de show, a relação de consumo fica um pouco diferente. Não há possibilidade de pedir desconto após terem consumido o que escolheram. A regra básica permanece ativa; ou seja, o cardápio, a carta de bebidas, o valor do couvert artístico, tudo o que você tiver a intenção de consumir deve ser estimado antes de iniciar “os trabalhos”. É o famoso exercício do cálculo mental.   Há uma tendência de afrouxar as rédeas quando se vai à balada, ou quando sai de férias. O que motiva isso é a sensação de liberdade, o prazer e o famoso “eu mereço”.   Existe também ameaça percebida no momento em que a conta chega e não é conferida. Isso sonega o direito de pagar pelo que realmente levou, mas está exclusivamente em nossas mãos. O estabelecimento comercial segue regras, mas cabe ao consumidor fazer valer e exercer o seu direito, considerando que há sempre uma margem de erro, o que com a conferência, tende a sanar ou a reduzir. Mas se não confere a nota, novamente não está zelando pelo o que é seu.   Na hora da conferência existe outra ameaça. O troco. Você confere o seu troco? Não? Calma, porque você ainda não está sozinho. Muitas pessoas não conferem o troco também.   A conferência não é somente para verificar o valor devolvido, mas também se o dinheiro não é falso. O que é outro risco atual.   Até mesmo nas máquinas do auto-atendimento do banco pode haver erro, ou na hora de digitarmos o valor a ser sacado ou por falha da própria máquina. Aí o hábito de conferir novamente pesa muito.   A correria do dia a dia facilita o risco de não cuidarmos bem do que é nosso.   A letra da música do Barão Vermelho resume bem esse assunto – “O que você come, bebe,fuma, compra, veste e usa? Cuidado! Senão você dança!”.   Ivana Medeiros Zon é assistente social,  especialista em Saúde Pública e em Estratégia Saúde da Família. Autora do Projeto Saúde Financeira na família: uma abordagem social, com foco em educação financeira. Fale com a autora, mande suas dúvidas para ivana_zon@seculodiario.com

30/07/2013 / 0 Comments
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