O promotor de Justiça, Dilton Depes Tallon Netto, que assina a denúncia contra a Delta Construções por fraudes em obras no governo estadual, pediu à Justiça o afastamento do ex-diretor-geral e atual diretor de obras especiais do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES), Eduardo Antonio Mannato Gimenes, que também consta entre os denunciados. Ele alega que a manutenção de Mannato, que responde a outras ações de improbidade, vai contra o interesse público após os vários protestos contra a corrupção. Nos autos do processo, o representante do Ministério Público Estadual (MPE) destaca a importância do afastamento do engenheiro Eduardo Mannato, que chefiou a autarquia durante a maior parte do governo Paulo Hartung (PMDB) e exerce cargo de direção na atual administração. Dilton Depes frisa que o ex-diretor-geral do DER-ES – que é servidor de carreira da autarquia – responde a oito ações de improbidade, todas por suspeitas de fraudes em licitações e contratos de obras públicas, entre elas, no escândalo do posto fiscal fantasma em Mimoso do Sul. “Com efeito, neste momento histórico em que a população indignada, sobretudo com as práticas e costumes políticos atuais, ocupa as ruas do país e do Espírito Santo, onde ocorreu por certo, proporcionalmente, a maior manifestação nacional com mais de cem mil pessoas em Vitória, protestando por uma revolução cultural na representação política e na gestão administrativa, ou seja, por serviços públicos de qualidade, contra a corrupção e principalmente pelo direito fundamental à boa governança, a manutenção de alguém que já responde a oito ações de improbidade numa ‘Diretoria de Obras Especiais’ é estar totalmente fora de sintonia com os reclames da cidadania”, afirma o promotor. Na ação civil pública (0026952-91.2013.8.08.0024), o Ministério Público acusa o atual diretor de ter feito os pagamentos para a empresa carioca Delta Construções. O contrato foi assinado em fevereiro de 2010, época em que a autarquia era comandada por Eduardo Mannato. No atual governo, a direção do DER-ES foi assumida por Maria Tereza Casotti, que também figura no processo, mas o ex-chefe acabou ganhando um cargo de direção, logo abaixo da direção geral. Segundo levantamento da reportagem, o engenheiro Eduardo Mannato também respondia, desde o dia 23 de abril, pela Gerência Regional de Operações do DER-ES. Entretanto, a atual diretora-geral da autarquia cessou os efeitos da designação na última quarta-feira (24), coincidentemente, a mesma data do ajuizamento da denúncia contra a empreiteira carioca e os diretores do departamento. Desde o início de maio, o diretor do DER-ES se mantém no cargo mesmo após a denúncia de fraudes nas obras de construção do Posto Fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul (região sul do Estado). Na denúncia, o promotor Dilton Depes, que também assina a ação de improbidade, afirma que foram gastos mais de R$ 25 milhões no local, mas a empreitada não saiu da fase de terraplanagem. Neste caso, o promotor pediu o bloqueio dos bens de todos os réus, entre eles, o ex-governador Paulo Hartung e do engenheiro. O pedido de afastamento de Eduardo Mannato vai ser apreciado pelo juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, onde tramita a denúncia.
PLP que ameaça terras indígenas atende à sugestão de ministros
O projeto de lei complementar (PLP) 227/2012, que pretende alterar a Constituição Federal – capítulo “Dos Índios” -, apontando exceções ao direito de uso exclusivo dos povos indígenas das terras tradicionais, atende a uma sugestão dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luiz Inácio Adams (Advocacia Geral da União) à bancada ruralista do Congresso Nacional, apresentada em novembro de 2012, durante audiência pública na Câmara dos Deputados. A manobra foi denunciada nesta segunda-feira (29), pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A informação consta na justificativa do próprio autor do projeto, deputado Homero Pereira (PSD/MT): “durante os debates foi sugerida, pelos dois ministros, a elaboração de Projeto de Lei Complementar visando à regulamentação do § 6º do Artigo 231[Dos Índios] da Constituição Federal, como instrumento de conciliação entre as partes envolvidas”. Segundo o Cimi, dias depois os ruralistas apresentaram o PLP que considera prioridade os interesses da Política de Defesa Nacional, em detrimento dos direitos indígenas. A proposta sugere a exploração das terras tradicionais por empresas do agronegócio e de mineração, além de permitir a construção de empreendimentos considerados prioritários pelos governo federal, estadual e municipal. Tudo sem consulta aos índios. O projeto foi distribuído para as Comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Direitos Humanos e Minorias, e Constituição e Justiça e de Cidadania – e pode incluir a de Integração Nacional. Mas após aprovação na primeira delas, a bancada ruralista apresentou pedido de urgência para levar a matéria à votação no Plenário da Câmara. A iniciativa gerou obstruções por parte de parlamentares do PV e Psol, e a Mesa Diretora da Casa determinou análise por uma comissão especial. Essa solicitação de urgência, pontua o Cimi, também teve como base a opinião dos ministros, como indica outro trecho da justificativa do autor: “as sugestões (…) corroboram a urgência e o mérito da matéria”, diz o documento. O relator do projeto é o também ruralista Moreira Mendes (PSD-RO). A pressão será retomada nesta quinta-feira (1), no retorno do recesso. Lideranças da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) garantem que o movimento indígena está vigilante. Caso a matéria seja votada antes da conclusão, no final de agosto, das atividades do Grupo de Trabalho paritário instituído pelo próprio presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), com objetivo de debater os projetos que tratam das terras indígenas, isso será interpretado como rompimento do acordo consolidado entre Alves e 700 líderes durante ocupação do Plenário em abril deste ano. “A aprovação do PLP 227 interessa diretamente setores empresariais nacionais e internacionais, que veem nas terras indígenas campo fértil e promissor para a exploração de suas áreas produtivas, atreladas massivamente às commodities. Esses grupos comerciais financiaram parte ou o total das campanhas políticas dos parlamentares que propuseram o PLP 227. Como diz o ditado, quem paga a orquestra diz qual é a música a ser tocada”, ressalta o Cimi. ‘Reincidentes’ O caso da PLP 227/12 não é o único envolvendo os ministros da Justiça e da AGU em relação às terras indígenas. Adams assina a criação da Portaria 303/12, que estendeu para todos os processos de demarcação de terras indígenas as 19 condicionantes adotadas no reconhecimento da aldeia Raposa Serra do Sol, em Roraima. A Portaria proíbe a ampliação de áreas indígenas já demarcadas, permite a revisão desses processos e os ainda em curso, além de autorizar intervenções no território tradicional – rodovias, hidrelétricas, linhas de transmissão de energia e instalações militares -, sem consulta prévia. Após protestos realizados pelos índios em todo país, acabou suspensa pela própria AGU, até o pronunciamento definitivo do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o Cimi, “o ministro Adams é um dos principais conselheiros da presidente Dilma Rousseff e está sempre presente nos encontros da bancada do agronegócio quando o assunto trata das terras indígenas, orientando e apoiando medidas intrínsecas ao setor, sobretudo em audiências públicas e nas comissões. Já no Ministério da Justiça, Cardozo tem sido o principal porta-voz do governo federal na estratégia de modificar o procedimento de demarcação de terras indígenas no país, reforçando o coro da bancada ruralista que questiona a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai). Como resultado desse movimento, já tramita na Câmara o pedido de criação da CPI da Funai, que propõe investigar também o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na demarcação de terras quilombolas. A medida permitirá que estudos elaborados pela Fundação sejam confrontados com levantamentos de órgãos como Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Embrapa. O governo também levará em consideração relatórios do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério das Cidades. Em alguns estados, as demarcações já foram suspensas. Outro esforço da bancada ruralista é garantir que volte a tramitar na Câmara a PEC 215/00, que transfere a palavra final sobre a demarcação de terras do Executivo para o Legislativo. Caso aprovada, permitirá a ratificação dos territórios já homologados, abrindo precedente para a titulação de terras quilombolas e criação de unidades de conservação ambiental.
Vitória é o quarto município com melhor qualidade de vida no País
O novo Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro (FJP) apresenta o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) de todos os 5.565 municípios brasileiros. De acordo com o levantamento, Vitória é o quarto município com maior IDHM, índice que varia entre 0 e 1. O índice da Capital é de 0,845, considerado muito alto. Em 2000, o IDHM de Vitória era 0,759, o que representa um crescimento de 11,33% entre 2000 e 2010. Já o Estado é o sétimo do País em IDHM, com índice de 0,740. Em 2000 este índice era de 0,640. A posição, apesar do crescimento no IDHM no intervalo, permaneceu a mesma. Vila Velha também aparece dentre os maiores IDHMs do País, em 40º lugar, com índice 0,800, também considerado muito alto. O IDHM passou de 0,709 em 2000 para 0,800 em 2010 – uma taxa de crescimento de 12,83%. De todos os 78 municípios do Estado, 29 têm índice IDHM alto e 47 médio. Dos municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV), Vitória e Vila Velha têm IDHM muito alto; Serra, Cariacica, Fundão e Guarapari têm índice alto; e Viana tem índice médio. Dos municípios polo do Estado Cachoeiro de Itapemirim, na região sul, é aquele que apresenta maior IDHM, com índice de 0,746, considerado alto. Colatina, na região noroeste, registrou o mesmo índice de Cachoeiro e São Mateus, no norte do Estado apresentou taxa de 0,735 de IDHM em 2010. O índice de Linhares, também na região norte é 0,724, considerado alto. Dentre aqueles que registraram IDHM mais baixo estão Ibitirama, na região do Caparaó, com índice de 0,622; Santa Leopoldina, na região serrana, com 0,626; e Divino de São Lourenço, também no Caparaó, com 0,632. Educação No País, a dimensão com maior crescimento entre 1991 e 2010 foi a educação. Em termos absolutos registrou 0,359 e em números percentuais, 129,1%, refletindo dois importantes avanços nos últimos 20 anos. Houve um acréscimo de 24,8% de pessoas acima de 18 anos com o ensino fundamental e o subindicador de fluxo escolar aumentou para 0,418. O Espírito Santo é o sexto maior IDHM em educação do País, com índice de 0,653. Dentre os municípios do Estado, Vitória se destaca com índice de 0,805, seguida por Vila Velha, com 0,734 e Aracruz (norte do Estado), com índice de 0,707. IDH O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida resumida do progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O objetivo da criação do IDH foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral e sintética que, apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, não abrange nem esgota todos os aspectos de desenvolvimento
Cariacica é o primeiro município capixaba a aderir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM)
Acontece na próxima quarta-feira (1) o Seminário que irá definir as primeiras ações do município de Cariacica para cumprir a Agenda de Compromissos dos Objetivos do Milênio – governo federal e Municípios – 2013-2016. O município aderiu à agenda em maio deste ano e terá que estipular metas para cumprir as oito propostas previstas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Cariacica passa a ser o primeiro município capixaba a aderir ao programa. Instituídos em 2000, através da realização da Cúpula do Milênio, os oito objetivos de desenvolvimento do milênio são: acabar com a fome e a miséria; educação básica de qualidade para todos; igualdade entre sexos e valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde das gestantes; combater Aids, a malária e outras doenças; qualidade de vida e respeito ao meio ambiente; todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento. Segundo o PNUD, dentro de cada objetivo os municípios devem traçar metas para melhorar seus indicadores. Em Cariacica, o seminário contará com palestra magna com Paulo Eccel, prefeito do município de Brusque, em Santa Catarina, que irá contar a experiência do município catarinense na construção dos ODM em sua região. O evento contará também com a participação dos representantes da Coordenação Nacional dos ODM que falarão sobre o papel da sociedade na construção dos ODM. Segundo a Prefeitura de Cariacica, os participantes serão divididos em Círculos de Diálogos, de onde serão tiradas os indicadores e as metas para 2013 em Cariacica. “O objetivo dos Círculos de Diálogo é definir e estruturar as primeiras intervenções para construção dos ODM em Cariacica. Serão debatidos temas ligados aos oito ODM”, divulgou a prefeitura. Para cumprir os objetivos que serão propostos, os trabalhos de municipalização dos ODM deverão envolver os poderes Executivo e Legislativo, a sociedade civil organizada, empresas e os cidadãos. “Em contato com o Núcleo Estadual dos Objetivos do Milênio, a administração municipal deu os primeiros passos para a realização dos ODM em Cariacica. Estão em processo de estruturação a Coordenação Executiva e o Núcleo Municipal dos Objetivos do Milênio, que contarão com a participação de instituições públicas, empresas, associações da sociedade civil e cidadãos”, divulgou a prefeitura. Ao final do seminário um termo de compromisso será assinado entre o prefeito Juninho (PPS) e os representantes do programa para garantir o cumprimento das metas propostas. Serviço Seminário de Mobilização para Municipalização dos ODM Quando: quarta-feira (31), das 9h às 18h Local: Sest/Senat, rodovia José Sette, Alto Lage
MPE denuncia sócio da Delta e diretores do DER por fraude em obras
O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou o ex-presidente da Delta Construções S/A, Fernando Antônio Cavendish Soares, e mais cinco servidores do Departamento de Estradas do Rodagem do Estado (DER-ES) – entre eles, a atual chefe da autarquia, Tereza Maria Casotti – por fraudes no serviço de manutenção de rodovias estaduais. As investigações apontaram que o valor do contrato saltou de R$ 3 milhões para quase R$ 14 milhões no intervalo de três anos. Deste total, cerca de R$ 1 milhão teria sido pago por serviços que não estavam previstos em contrato. Na ação civil pública, ajuizada nessa quarta-feira (24), o promotor de Justiça, Dilton Depes Tallon Netto, sustenta que, além dos pagamentos indevidos, a contratação da empreiteira carioca foi irregular por conta da ausência do projeto das obras. “Licitar uma obra pública sem projeto básico adequado é frustrar a competitividade e licitude do procedimento licitatório, possibilitando toda a sorte de irregularidades em detrimento do patrimônio público”, observou. Segundo o promotor, as investigações foram deflagradas após a repercussão das denúncias contra a Delta Construções, que foi alvo de Operação Monte Carlo – deflagrada pela Polícia Federal. Os trabalhos foram conduzidos em conjunto entre o MPE e a área técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Também chamou a atenção da promotoria, o fato de a empreiteira carioca manter vultosos contratos com o DER-ES – valor estimado em R$ 42 milhões. De acordo com as apurações, feitas em conjunto com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o contrato inicial (010/2010) foi assinado em fevereiro de 2010 pelo valor de R$ 3.220.328,11. O objeto do acordo era a execução de conservação e manutenção de trechos das rodovias integrantes do Sistema Rodoviário Estadual nos municípios de Iúna, Irupi, Ibatiba, Domingos Martins e Venda Nova do Imigrante. Na época, o vínculo tinha prazo de vigência de 365 dias, mas foi ampliado por aditivos (foram cinco, ao todo) até fevereiro de 2014. Hoje, o valor do contrato chega a R$ 13.685.881,83. “É importante ressaltar que o DER-ES surpreendentemente insiste em celebrar novos aditivos, em detrimento do interesse público, sem qualquer constrangimento, apesar do escândalo nacional envolvendo a requerida Delta, revelado em operação da Polícia Federal e parcialmente em uma CPI no Congresso Nacional, além do fato da declaração da União Federal de inidoneidade da empresa para contratar com a administração pública”, diz a ação. No entanto, o estranhamento do representante do MPE vai além das suspeita em relação aos aditivos e recai sobre os indícios de fraudes na contratação. Dilton Depes cita que a área técnica do TCE concluiu que o custo dos serviços no lote vencido pela Delta (quinto lote dos 14 previstos na Concorrência 029/2009), era até cinco vezes superiores aos demais lotes da licitação. Enquanto o governo paga cerca de R$ 30,6 mil por quilometro contratada à Delta, o valor do mesmo serviço em outros lotes varia de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Na ação, o promotor pede a suspensão imediata dos pagamentos à Delta pelos serviços, que devem ser mantidos até a realização de uma nova licitação. O representante do MPE solicita ainda que a Justiça declare a indisponibilidade dos bens de todos os denunciados até o limite de R$ 17,6 milhões, valor dado à causa. Também foi solicitado o afastamento do ex-diretor-geral do DER/ES, Eduardo Antonio Mannato Gimenes. Além do dono da Delta (Fernando Cavendish) e do ex e da atual diretores da autarquia (Eduardo Mannato e Tereza Maria Cassoti, respectivamente), foram denunciados outros três servidores do DER-ES: Marcos Ronaldo Valdetaro, ex-superintendente regional de operações; João Luiz Prest e Fábio Longui Batista, que hoje responde pela mesma superintendência. Todos eles teriam relação direta com as irregularidades, seja pela autorização de pagamentos à empresa, como a medição incorreta de serviços prestados pela empresa. Figuram ainda nos processos, as pessoas jurídicas da Delta e da Fort Investimentos SA – grupo de investimentos que consta como sócio da empresa Delta, ao lado de Cavendish.
Eleição em Pedro Canário: novas denúncias podem tirar favoritismo de Fiorot
Depois de ter o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições proporcionais de 2012, em Pedro Canário, extremo norte do Estado, o médico Antônio Wilson Fiorot (PSB) volta às urnas enfrentando três candidatos e, de quebra, acusações de irregularidades. O pleito acontece neste domingo (4). Além de Fiorot, disputam Gil Pereira, o Gil da Saúde (PR), atual prefeito interino, Marcos Robério, o Binho (PMDB) e Ronaldo Feliciano (PSOL). Fiorot, apesar de ser cotado como favorito, pode não ser diplomado. Segundo o advogado Rafael Merlo Marconi de Macedo, o candidato do PSB tem poucas chances de reassumir o cargo por três motivos. O primeiro deles, segundo o advogado, é que o pedido de candidatura de Fiorot para as eleições suplementares não poderia ter sido aceito, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem decidindo reiteradamente que quem deu causa à anulação da eleição não pode participar de nova eleição, sob pena de mais uma vez a eleição ser anulada. Por isso, caso Fiorot concorra ao cargo e seja o mais votado, pode haver nova impugnação da eleição. O segundo motivo apontado por Macedo se refere ao descumprimento do prazo para o afastamento do cargo após a escolha do nome de Fiorot para concorrer à eleição em convenção partidária municipal. O advogado acrescenta ainda, como terceiro motivo, o fato de o juiz eleitoral do município não ter acolhido o pedido de impugnação, apesar da perda de prazo. Na Câmara de Pedro Canário está em andamento uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a compra superfaturada de pneus na gestão de Fiorot. Apesar das convocações, o ex-prefeito não compareceu à Casa para dar esclarecimentos necessários, o que também pesa contra ele na campanha eleitoral.
População de VV debate transporte aquaviário nesta terça
Uma reunião pública marcada para esta terça-feira (30) dará continuidade ao debate aberto pela Secretaria de Transporte e Obras Públicas (Setop) sobre o sistema aquaviário, que fará o transporte de passageiros entre os municípios de Vila Velha a Vitória. O primeiro debate, que ocorreu há uma semana em Vitória, foi marcado por protesto. Muitos participantes se queixaram da falta de divulgação. Em Vila Velha o debate acontece no auditório do Centro Estadual de Ensino Técnico Vasco Coutinho, no Centro. O projeto, previsto para ser entregue em 2014, não foi aprovado pela população que participou da primeira audiência pública. Com a previsão de utilização de catamarãs de 22 metros para fazer em cerca de oito a doze minutos a travessia entre Vitória e Vila Velha, o projeto apresentado pela Setop ainda não atende aos anseios da população. No debate em Vitória, os participantes reclamaram da cobrança do transporte – eles pedem tarifa zero; da administração do serviço através de uma Parceria Público-Privada (PPP); e da fiscalização do serviço pela Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb). Na ocasião, foi proposto que a audiência tivesse caráter de reunião pública para que o debate não fosse legitimado pela população, mas o pedido foi negado pelo secretário de Transporte e Obras Públicas Fábio Ney Damasceno. Durante o debate, os participantes reclamaram ainda do pouco tempo destinado aos questionamentos da sociedade civil. Já para o debate em Vila Velha o caráter do debate será de reunião pública, o que vem gerando uma expectativa um pouco melhor entre as entidades que discutem a mobilidade urbana na Grande Vitória. Nas redes sociais, a população vem incentivando a participação da população e cobrando que sejam realizadas quantas reuniões forem necessárias até esgotar o debate. De acordo com o projeto apresentado em Vitória, o sistema aquaviário funcionará com quatro embarcações, cada uma com capacidade para 200 passageiros. O usuário poderá transportar bicicletas para completar os trajetos. O valor da tarifa está estimado em R$ 2,50, mas ainda não é oficial. No caso do passageiro que também for utilizar o Transcol, o serviço será integrado, ou seja, a população só pagará uma passagem, se valendo do sistema de integração entre os dois meios transportes. Já as áreas para a implantação dos terminais ainda não foram divulgadas. A única certeza é de que a praça do Papa, em Vitória, e a Prainha, em Vila Velha, seriam os pontos de partida ou chegada do transporte, mas outros terminais também seriam estudados para o trecho de Paul (Vila Velha), Centro de Vitória e Porto de Santana (Cariacica). Serviço Reunião Pública sobre o Sistema Aquaviário Data: 30 de Julho Horário: 18h30 Local: Auditório do Centro Estadual de Ensino Técnico Vasco Coutinho Avenida Luciano das Neves, s/nº – Centro – Vila Velha
Deputados não devem ‘entregar’ vaga no TCE a conselheiro cidadão
O grande número de candidatos da sociedade civil inscritos para concorrer à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) não deve sensibilizar a Assembleia Legislativa. Os deputados não querem “entregar” a vaga da Casa a um conselheiro cidadão. Nos bastidores políticos circula a informação de que a vaga aberta com a aposentadoria de Marcos Madureira deve ficar mesmo com um dos quatro deputados inscritos na disputa: Claudio Vereza (PT), Dary Pagung (PRP), Paulo Roberto e Sérgio Borges (ambos do PMDB). Os deputados que defendem a permanência da vaga na Casa afirmam que a Assembleia é a instituição mais legítima para escolher o próximo conselheiro. Eles alegam que o Tribula de Justiça do Espírito Santo (TJES) e o Ministério Público Estadual (MPE) não são eleitos pelo povo. Já os parlamentares teriam, em tese, mais representatividade popular para indicar o conselheiro. Os contrários à “negociação” da vaga também revelam que hoje apenas dois ou três deputados defendem a indicação de um representante de fora da Casa. Se há praticamente consenso quanto à manutenção da vaga na Assembleia, não há nenhum nome hoje que seja unanimidade entre os candidatos. Antes dos protestos ganharem as ruas, Borges, mesmo com pendências na Justiça, era franco favorito a ficar com a vaga. Entretanto, o deputado foi citado nominalmente na pauta dos movimentos, que rechaçam a escolha do peemedebista ao TCE. Vereza, que tentou “pegar carona” no protesto que ocupou a Assembleia por 12 dias para recuperar espaço junto à opinião pública, não convence os colegas. As conversas de bastidores revelam que Vereza – que votou junta com a bancada petista contra o governo pelo fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte – tentou negociar com o governador Renato Casagrande a vaga no TCE em troca do apoio da bancada petista ao governo, mas Casagrande teria se recusado a fazer o jogo de Vereza. Sem acordo, e correndo o risco de sair derrotado na Assembleia com o projeto do fim do pedágio, Casagrande teria chamado a bancada petista para mais uma rodada de negociação. Os deputados petistas simplesmente não compareceram à segunda reunião, endurecendo o jogo com o governo. Foi quando Vereza ratificou a posição da bancada petista de votar a favor do projeto de Euclério Sampaio (PDT), que propunha a fim da cobrança do pedágio, e deflagrar a crise política entre PT e PSB. Os outros dois candidatos, Pagung e Paulo Roberto, correm por fora, hoje, com chances remotas de ocuparem a vaga do TCE. Pagung, que vem sendo apontado como “zebra”, é candidato de Élcio Álvares. Ele depende do deputado do DEM,que já não goza de prestígio na Assembleia para surpreender os outros três colegas. Já Paulo Roberto, ligado ao ex-governador Paulo Hartung, é uma incógnita. É pouco provável que o nome do deputado do PMDB ganhe força hoje, o que comprovaria a baixa influência do ex-governador sobre os deputados da Casa.
Associação responsável por hospital é alvo de ação do Ministério Público
Desde que mergulhou em uma crise em 2009, muitas promessas foram feitas para que o Hospital Ferroviário voltasse a funcionar. Nesta segunda (29), mais uma notícia sobre o hospital foi divulgada pelo Conselho Estadual de Saúde (CES/ES) no Diário Oficial do Estado. Segundo a entidade, o Ministério Público irá entrar com uma ação criminal e de improbidade contra a Associação Beneficente Ferrovia Estrada de Ferro Vitória a Minas, que administra o hospital. De acordo com o Conselho, após a identificação de irregularidades na administração do hospital e a suspensão de repasses pelo governo do Estado, no início deste ano, a unidade, praticamente, encerrou as atividades. O único serviço mantido pelo hospital atualmente é a hemodiálise, que funciona pelo SUS. “O Ministério Público está por dentro de toda a auditoria realizada e já promoveu inclusive uma reunião em que ficou estabelecido entrar com uma ação criminal e de improbidade contra a associação e até mesmo encerrar o convênio com o hospital”, divulgou o CES/ES. O Conselho informou que aguarda o levantamento sobre as dívidas do hospital e, identificada as irregularidades, o Estado vai poder decidir se assume o hospital ou requer sua intervenção até que os problemas sejam sanados. Com as portas fechadas, o hospital deixa de realizar uma média de seis mil consultas por mês e 40 cirurgias por dia. O Hospital dos Ferroviários recebia em repasses cerca de R$ 500 mil do governo federal e outros R$ 900 mil do Estado para manter os serviços. O deputado Hércules Silveira (PMDB) é um dos que defendem a intervenção na instituição para que a unidade possa retomar suas atividades. O parlamentar alerta que a população acaba sendo a maior prejudicado com o fechamento do hospital. Além ser referência para os moradores de São Torquato e região, bairros carentes de Vila Velha, o Ferroviários atendia pacientes dos municípios da Grande Vitória e até do interior do Estado.
Ministério do Desenvolvimento convoca municípios para adesão ao Sistema ??nico de Assistência Social
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) quer implantar pelo menos um Centro de Referência e Assistência Social (Cras) em cada município brasileiro. Para que isso aconteça é necessário que os gestores municipais façam a adesão ao processo de expansão qualificada para receber recursos federais para a manutenção do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif). No Espírito Santo, três municípios são elegíveis – Vila Pavão, no noroeste do estado; Ibiraçu e Sooretama, no norte – e devem firmar Termo de Aceite com o MDS para o recebimento da verba. Os gestores municipais podem aderir ao serviço até o dia 9 de agosto. O Paif é o serviço básico de funcionamento do Cras, que é a unidade de proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Através dele, as equipes de assistência social atuam com as famílias de baixa renda, com o desenvolvimento de potencialidades e aquisições e fortalecendo os vínculos familiares e comunitários. Os públicos prioritários para atendimento são os beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada. De 2003 até o fim de 2012 o financiamento federal passou de 454 Cras para 7.446. Para 2013, o MDS disponibiliza R$ 1,2 bilhão para apoiar o funcionamento do Paif nos municípios. Em 2012, o serviço foi responsável pelo acompanhamento familiar mensal de 234,5 famílias por unidade do Cras. Ao longo do ano, 1,9 milhão de novas famílias foram inseridas neste acompanhamento, sendo mais de 1,1 milhão beneficiárias do Programa Bolsa Família.