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Balança

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O resultado da pesquisa CNI/Ibope do governador Renato Casagrande não foi de todo mal, ficou na média. Mas é preciso avaliar ainda os débitos e créditos que vieram depois: votação do projeto de decreto legislativo que propunha o fim do pedágio na Terceira Ponte, considerado um divisor de águas das manifestações populares no Estado; reforço do discurso de “vandalismo” propagado pelo governo e de criminalização dos movimentos sociais, e redução temporária do pedágio X auditoria. O episódio na Assembleia, indiscutivelmente, atingiu em cheio a gestão Casagrande. A forte repressão do BME e ação desproporcional da polícia a um pequeno grupo de manifestantes impedidos de entrar na Casa virou débito para o governador. A partir dali, ele passou a ser alvo, de fato, com o povo batendo à porta do Palácio Anchieta – os sindicatos continuam batendo. Falta saber o quanto as outras duas questões contrabalanceiam nessa matemática. Embora com relatos e evidências que comprovam a estratégia de “minar” os protestos, a população no geral compra o que vende a mídia corporativa. Ou seja, faz a “leitura” do governo. Já a redução do pedágio X auditoria, rende créditos a Casagrande ou foi vitória das ruas? A conta ainda está em aberto.     Balança II De todo modo, os números confirmam que na disputa entre ele o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que dividem as “trapalhadas” das mobilizações populares, Casagrande saiu-se melhor – pelo menos por enquanto. Recebeu 28% de avaliação ótimo/bom; Cabral 12%.     Balança III O que Casagrande vai fazer para reverter a situação com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é que são elas. Outro dia mesmo, sobre a disputa presidencial, Casagrande disse que Campos não está preparado e criou um “climão” dentro do PSB. Agora Dilma despenca e Campos lidera o ranking de governadores, com 58% de bom/ótimo. Apostou mal.   Não compro Impossível botar fé no Tribunal de Contas do Estado (TCE) nessa de acatar a sugestão de incluir na auditoria no contrato entre o governo do Estado e a Rodosol a investigação dos aditivos realizados no governo Paulo Hartung (PMDB). Neste momento, o TCE tinha mesmo que assumir tal postura, caso contrário, levaria “bala”. Difícil vai ser a história prosseguir.   Interlocutor Serjão Magalhães (PSB) informa que sua participação na polêmica da rua Chapot Presvot, na Praia do Canto, em Vitória, não é como morador, mas sim vereador. Ele alega que há mais de 20 dias é procurado constantemente pelos moradores insatisfeitos com a obra que será realizada pela prefeitura na área. Tentou intermediar um encontro entre as partes, mas não aconteceu. Serjão acredita na possibilidade de um acordo.   Elite pode A propósito, pra você ver, até na Praia do Canto, por uma demanda restrita a cinco prédios, rolou de atear fogo. Nesse caso, ninguém ousa criticar.   Perdendo ponto  O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), que se cuide. Os moradores de André Carloni não estão nada satisfeitos. É que no ponto final de ônibus do bairro, há uma área de entulho, antigamente zelada por um responsável. Dizem que, por economia, ele foi demitido. Resultado: o local virou um lixão e não é mais frequentado somente por moradores. Junto com eles, os urubus.     8 ou 80    Convenhamos, para um petista que sempre organizou greves, com extremadas posições, o prefeito de Colatina Leonardo Deptulski demorou muito para conseguir encerrar provavelmente o mais longo movimento liderado por servidores do município, ao todo 61 dias. Exemplo claro de como se muda de posição ao chegar ao poder.   140 toques “A declaração de Campos sobre a certeza do apoio de Casagrande ao candidato do PSB só faz reforçar o que penso: neutro em política só shampoo”. (Ex-vereador de Vila Velha João Batista Babá – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Para predizer o que vai acontecer é preciso saber o que ocorreu antes”. Nicolau Maquiavel

26/07/2013 / 0 Comments
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Está de bom tamanho

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O governador Renato Casagrande saiu-se relativamente bem na última pesquisa do CNI/Ibope, levando em consideração o clima político em que ela se deu. E visto pelo ângulo da sucessão, não foi lesivo às suas pretensões de reeleição.     Agora, se vai reeleger-se, é outro história. Pois quando se trata de avaliar o seu potencial eleitoral, está dentro dele a trajetória de seu governo carregando o peso da herança dos desmandos do ex-governo Paulo Hartung na educação, na saúde, sobretudo na segurança. O que vem a valorizar em muito os números do governador na pesquisa CNI/Ibope.   Fora as plumas que o ex-governador soltava pelo Estado afora como salvador da pátria, em proveito do prestígio do Casagrande. Era previsível que pudesse ter jogado a imagem dele para baixo.   A pesquisa serve para superar situação desse gênero que latejava no seu currículo eleitoral. Ajuda a reafirmá-lo como competidor na disputa para o governo.  Até porque não correspondeu à expectativa de fragilidade para encarar a eleição para o governo. Como era esperado em alguns campos políticos. Mormente no PMDB, que até o advento da pesquisa, acalentava a hipótese de que o senador Ricardo Ferraço (PMDB) fosse nome suficiente para vencê-lo.       Casagrande vai ter incômodos políticos dentro do seu próprio partido, com alguns custos eleitorais. Estão batendo cabeça dentro dele. Os mais antigos militantes, ainda do tempo das vacas magras, trabalham perigosas reservas de domínio. A exemplo da ex-vereadora de Cachoeiro de Itapemirim, Cláudia Lemos, segurando a porta para o deputado Glauber Coelho não entrar no partido.   Existe até um movimento para linchar o presidente regional do partido, Macaciel Breda, a fim de evitar que possa disputar uma cadeira na Assembleia. E olha que Macaciel foi responsável direto pelo bom resultado do partido nas últimas eleições municipais. Como é possível que isso ocorra num partido que tem o governador do Estado?   No caso do PSB, é recorrer ao velho bordão, que nunca comeu melado, quando come se lambuza. No geral, é esperar para ver se Casagrande se apruma para pôr a mão na taça, outra vez.

26/07/2013 / 0 Comments
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Viva o novo!

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Segunda uma pesquisa do Ibope divulgada essa semana, o Brasil continua com uma maioria católica, formada principalmente por jovens. Na mesma pesquisa ficou claro que esses jovens apoiam a diversidade e querem mudança na visão conservadora da Igreja Apostólica Romana.    O estudo aponta que 56% dos católicos com até 30 anos são a favor do casamento igualitário e contra qualquer tipo de preconceito. O número cai para 43% quando a faixa etária ultrapassa os 30 anos. Isso torna evidente uma evolução nos conceitos de religiosidade de cada um, e abre espaço para que mudanças possam seguir mais livres dos dogmas pesados e ultrapassados, com que muitos líderes católicos ainda insistem em seus sermões.   A própria troca de Bento XVI, discretamente convidado a sair, um conservador pouco maleável e que através de maquinações políticas, acabou se impondo Papa, por Francisco, uma promessa de um novo tempo, muito embora ainda preso pelas fortes correntes medievais do Vaticano, mas que aos poucos vai impondo uma nova postura bem condizente com o nome que adotou.   A pesquisa do Ibope não me surpreendeu, já que acredito nesse processo evolutivo pelo qual estamos passando, quando vemos o velho tentando, por meio de calúnias e ardis políticos, se manter de pé, mesmo carcomido pela podridão da falsa moral em que se apoia, e vemos uma mobilização mundial em torno das mudanças que vão legitimar os direitos humanos, libertando a humanidade da doutrina de ódio e de recalque que pregam os fundamentalistas para construírem um domínio ideológico.   O medo do retrocesso é uma constante, mas como sou otimista, vejo com muita lucidez nas militâncias jovens que vão às ruas proporem mudanças éticas, num país ainda sob o julgo de coronéis. Os jovens da pesquisa refletem muito bem o pensamento dos que vão tomar as rédeas sociais num futuro próximo.   Falcatruas como Felicianos, Malafaias, Magno Maltas e tantos outros, não vão sobreviver ao novo que se constrói. A política corrupta de partidos como PR, tomando como exemplo o deputado Aelton Freitas (PR-MG), na aula de bandidagem política exibida pela TV, no domingo passado, vão se refletir nas urnas, no amadurecimento político de um eleitor manifestante, que não mais se deixa levar pelo oportunismo de falácias demagogas. E os que forem eleitos, vão estar constantemente vigiados e expostos a indignação pública.   A história se constrói na experiência do dia a dia, e o tempo passa rápido. Logo vamos contar como mudamos um país, e reconstruímos uma sociedade mais igualitária e inclusiva, e o lixo conservador fundamentalista nem mais será lembrado.   Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: philpublicitario@gmail.com

26/07/2013 / 0 Comments
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Justiça determina a soltura dos três manifestantes presos no protesto

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A Justiça acatou o parecer do Ministério Público Estadual (MPE) e determinou a soltura dos três últimos pessoas que permaneciam presos desde a último sexta-feira (19). Os manifestantes, que estão presos no Centro de Detenção de Viana, podem ser soltos a qualquer momento. No parecer do MPES, os promotores solicitaram a decretação de medidas cautelares contra os presos, como a proibição da participação em novos atos e a apresentação mensal em juízo. Não foi descartada uma nova prisão em caso do descumprimento de qualquer uma das restrições impostas. De acordo com o parecer, os promotores entenderam que não havia razões para a manutenção das prisões preventivas, uma vez que os três presos – dois homens (Rodolfo Talles Pinheiro Bircheler e Paschoal Diniz Brioschi) e uma mulher (Neiva Helena Braga) – não exerçam qualquer tipo de liderança do movimento ou representam ameaça à ordem pública. “Em que pese o acerto da medida anteriormente adotada [decretação da prisão preventiva do trio], reapreciando a matéria, constata-se que o estado de caos e de terror foi, se não dissipado, ao menos mitigado, posto que passados sete dias [dos protestos], não se tem notícia de novos atos violentos”, diz o parecer da 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Vitória. No parecer, os representantes do MPE pedem a decretação de medidas cautelares diversas da prisão, como o comparecimento mensal perante o juízo; proibição de acesso, frequência ou permanência aos locais de manifestações populares, enquanto perdurarem as investigações; proibição de ausentar-se da Capital sem prévia autorização da Justiça; além do pagamento de uma fiança, a ser arbitrada pelo juízo. O texto também recomenda ao comandante-geral da Polícia Militar “que faça chegar ao conhecimento da tropa a fisionomia do flagrado, cuja presença nos locais referidos, uma vez detectada, deverá acarretar sua condução pelo descumprimento da ordem e demais providências a cargo da polícia civil, encaminhando-se cópia integral desta àquela alta autoridade policial militar”. De acordo com o texto, os documentos relacionados às prisões chegaram ao órgão ministerial na tarde dessa quinta-feira (25). Mesmo com a libertação de todos os manifestantes presos no protesto, os promotores descartam a ocorrência de excessos na prisão ao classificar como acertadas todas as medidas adotadas no plantão judiciário – isto é, a decretação da prisão de 35 pessoas entre os detidos após os protestos. Eles classificaram como” equivocadas e desprovidas de fundamento” as manifestações de que as prisões ocorridas seriam políticas por parte das autoridades. “Equiparar a prisão de cidadãos que se colocam em meio a uma horda que vem depredar o patrimônio histórico a presos do “regime”, como o famigerado caso Herzog, no Brasil, ou Mandela no período do apartheid é, mais do que exagero, rematado absurdo”, considera o parecer, que cita as faixas colocadas em frente à sede do MPE que faziam menção a eventuais motivações políticas nas detenções.  

26/07/2013 / 0 Comments
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Mais Médicos: 71% dos municípios capixabas aderiram ao programa

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O Mais Médicos para o Brasil encerrou, à meia-noite desta quinta-feira (25), seu primeiro mês de inscrições para o programa. No Espírito Santo 55 municípios aderiram ao programa – 71% do total de prefeituras do Estado. Juntas, estas cidades apresentaram demanda e capacidade para terem 510 médicos atuando na atenção básica. O segundo mês de adesão terá início no dia 15 de agosto.   No Brasil, 3.511 municípios se inscreveram no programa, o correspondente a 63% do total de prefeituras brasileiras e a 92% das consideradas prioritárias. Ao todo, as cidades cadastradas solicitaram 15.460 médicos para atuar na sua atenção básica.   O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a forte mobilização de estados e municípios, em especial aqueles situados em áreas prioritárias. Segundo o ministro, nenhuma região teve índice de adesão inferior a 55%.    “Não só faltam médicos na atenção básica como cresceu a demanda. Pela chamada do Provab, realizada no início do ano, tínhamos 9 mil vagas. Em 15 dias de inscrições no programa, os municípios mostram que há mais de 15 mil vagas. Ou seja, os dados da adesão mostram que faltam médicos no Brasil e que a carência desses profissionais aumentou desde o início do ano”.    O Ministério da Saúde divulgou a adesão de 73% municípios do Norte, 68% no Sul, 66% no Nordeste, 60% no Centro-Oeste e 55% no Sudeste, onde está o Espírito Santo.    Entre os estados, destacam-se o Amazonas (97%), Amapá (94%), Acre (86%), Rondônia (85%), Ceará (82%), Roraima (80%), Bahia (76%), Piauí (74%), Pará (73%), Paraná (72%) e Espírito Santo (71%).   Ao todo, segundo o Ministério da Saúde, 18.450 médicos se inscreveram no programa. Neste universo, os filtros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para evitar inscrições de quem não tinha real interesse em atender a população de municípios do interior e da periferia das grandes cidades identificaram 8.307 pedidos de participação com números inválidos de registro em conselhos regionais de Medicina (CRMs).   Também foi apontada a inscrição de 1.270 médicos residentes, que terão de formalizar o desligamento de seus programas de especialização antes de homologar sua participação no Mais Médicos.   Todos os médicos brasileiros inscritos têm até a meia-noite de domingo (28) para sanar eventuais inconsistências e concluir, por meio do portal www.saude.gov.br, a entrega de documentos.    Os médicos também terão que apontar, em ordem de preferência, uma opção entre cada dos seguintes grupos: capital; município de região metropolitana; bloco de 100 municípios de maior vulnerabilidade social; cidades cujo índice de extrema pobreza supera 20% de sua população; e distritos sanitários indígenas. A sexta opção estará entre as cidades que não estão nestes perfis.   De acordo com o Ministério da Saúde, os brasileiros terão prioridade no preenchimento dos postos apontados. Os remanescentes serão oferecidos, primeiramente, a brasileiros graduados no exterior e em seguida a estrangeiros. Entre os 18.450 profissionais inscritos, 1.920 se formaram no exterior, em 61 países distintos.   O resultado será divulgado no dia 1º de agosto. Os médicos do programa receberão bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, mais ajuda de custo, e farão especialização em Atenção Básica durante os três anos do programa.

26/07/2013 / 0 Comments
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‘Lavagem verde’: Vale é a 49ª empresa mais sustentável do mundo

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Espaço publicitário disfarçado de jornalismo, no site de notícias G1, classificou a Vale como a 49ª empresa mais sustentável do mundo, “com base em indicadores como uso de energia, emissões de CO2, inovação e saúde e segurança”. Eraylton Moreschi, presidente da entidade SOS Espírito Santo Ambiental, referência na luta contra as poluidoras e a negligência ambiental dos órgãos públicos, só tem um questionamento sobre o fato: Por que a mineradora não reduz logo suas emissões, ao invés de fazer jogo de cena? A empresa é a principal responsável pela poluição do ar na Grande Vitória, seguida pela ArcelorMittal Tubarão.   A pesquisa foi realizada pela Corporate Knights, empresa canadense especializada em sustentabilidade, e publicada na 9ª edição da Global 100, lista com as cem empresas mais sustentáveis do mundo. Mas, certamente, não levou em consideração as condições de trabalho e de vida da população dos arredores das instalações da mineradora no Brasil.    Basta um olhar por Vitória, Capital do Estado, para saber que os quesitos ambientais mal são cumpridos. Os moradores da Grande Vitória convivem diariamente com a poluição e sujeira provocada pelo pó preto em suas casas, sem contar os altos índices de crises alérgicas e doenças do aparelho respiratório, como asma e bronquite, que afetam principalmente a crianças e idosos.   Além da Vale, no ranking estão a Natura, Cemig e Banco do Brasil. A publicação informa que foram avaliadas quatro mil empresas de médio e grande porte no mundo. “A preocupação com desenvolvimento sustentável é um dos pilares da missão da Vale”, diz a matéria paga.    Na mesma semana, ambientalistas ingleses entraram em campanha contra o Museu Britânico de História Natural, devido à origem do dinheiro que financiou a mostra Gênesis, do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. A ONG Amazon Watch critica o financiamento da Vale por “lavagem verde”. A exposição retrata a “majestade da natureza e o equilíbrio das relações dos humanos com nosso frágil planeta”, o que se contradiz à atuação da patrocinadora Vale, considerado por ecologistas ingleses como inimigo número um do ambiente. A fama veio do envolvimento da Vale nas obras de Belo Monte.    No ano passado, a mineradora foi eleita a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Oscar da Vergonha”, em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas. Quase 89 mil internautas de todo o mundo votaram nas seis piores corporações globais. A Vale recebeu 25.041 votos, seguida pela Tepco, operadora da usina nuclear de Fukushima, com 24.245, e a Samsung, com 19.014 votos.   A indicação ao prêmio foi feita pela Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale (International Network of People Affected by Vale), representada pela organização brasileira  Rede Justiça nos Trilhos, e as ONGs Amazon Watch e International Rivers, parceiras do Movimento Xingu Vivo para Sempre.   Fora do Brasil, a empresa acaba de divulgar que vai trabalhar para uma redução de 85% nas emissões de dióxido de enxofre e para uma redução significativa na emissão de metais e partículas na cidade de Sudbury, em Ontário, no Canadá. A previsão de conclusão do projeto é o ano de 2016.   “Em países sérios, se fala em redução de valores percentuais. Em países do tipo ‘me engana que eu gosto’, falam em investimentos financeiros, como os milhões que foram  gastos nas telas wind fences e, mesmo assim, não adiantaram de nada”, conclui Moreschi.

26/07/2013 / 0 Comments
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Municípios debatem política de resíduos sólidos em conferência metropolitana

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A Conferência Metropolitana de Meio Ambiente, evento que reunirá as prefeituras de Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha, Vitória, Domingos Martins, Marechal Floriano, Santa Leopoldina, Ibiraçu, João Neiva e Aracruz, para debater a questão da gestão de resíduos sólidos, será realizada neste sábado (27), na Faculdade Novo Milênio, em Vila Velha.   O debate dos resíduos sólidos tem estado em voga desde o segundo trimestre deste ano. Na mesma época, o governo do Estado criou o Comitê Gestor de Resíduos Sólidos (Cogeres), destinado a acompanhar a implantação e o desenvolvimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos em solo capixaba.   Na mesma época, também, o Ministério Público Estadual criou, com a Associação dos Municípios do Estado (Amunes), Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) que documentam o compromisso dos municípios em planejar soluções para o tratamento dos resíduos sólidos e da coleta seletiva em sua área de atuação.   Os TCAs já foram assinados por 50 municípios de fora da Grande Vitória e apenas um deles, referente à coleta seletiva, foi assinado pelo município de São Mateus. Aracruz, mesmo sem ainda ter assinado o termo, realizou consultas populares nesta semana para a elaboração de seu plano.   Os municípios de Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica, Fundão e Viana são regidos desde 2011 por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que os comprometia a entregarem um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos no ano seguinte. Segundo as prefeituras, por falta de incentivo financeiro, o documento não foi formulado.   Somente com esse documento os municípios poderão ter acesso à verba da União destinada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) ao manejo desse tipo de material e à limpeza urbana.   As prefeituras de Vitória, Vila Velha e Cariacica estão no processo de elaboração de seus respectivos documentos. A da capital está atrasada no prazo para lançamento do edital da empresa que formulará o plano, o que deveria ter acontecido em junho.   Já a prefeitura da Serra realizou uma audiência pública para apresentar a versão preliminar de seu plano e, segundo ela, dar continuidade ao processo participativo de formulação da lei.    Entre os principais objetivos da Conferência Metropolitana de Meio Ambiente estão o diálogo entre os segmentos sociais ligados ao assunto e a disseminação de informações técnico-científicas sobre resíduos.   A participação é aberta ao público e o evento contará com a presença de membros da sociedade civil organizada, do poder público e do setor empresarial.   A próxima Conferência Regional será em São Mateus, no dia 3 de agosto. A primeira delas foi realizada em Cachoeiro de Itapemirim e a segunda em Colatina. Nas duas ocasiões, foram eleitos, respectivamente, 37 e 26 delegados que defenderão as propostas priorizadas por estas regiões na Conferência Estadual que será realizada em setembro na Grande Vitória, e antecederá a Conferência Nacional de Meio Ambiente, promovida pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em outubro, em Brasília, com o tema “Vamos Cuidar do Brasil”.     

26/07/2013 / 0 Comments
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TJES analisa pedido de suspeição de juiz em ações contra Gratz

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O Tribunal de Justiça do Estado (TJES) recebeu, nessa quinta-feira (25), os primeiros pedidos de suspeição lançados pela defesa do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Carlos Gratz, contra o juiz da 8ª Vara Criminal de Vitória, Ronaldo Domingues de Almeida. Os desembargadores vão dar a palavra final sobre o questionamento em torno do eventual impedimento do magistrado, que já advogou em ações contra o ex-parlamentar, em julgar as ações penais relacionadas às denúncias da Era Gratz. De acordo com informações extraídas do sistema processual do TJES, foram distribuídas duas ações de exceção de suspeição para câmaras criminais do tribunal. Os desembargadores Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, da 1ª Câmara, e Adalto Dias Tristão, da 2ª Câmara, foram sorteados para relatar os processos. Em função da análise dos pedidos, o julgamento das ações penais deve ser suspenso até a manifestação dos colegiados. Nos autos dos processos, a defesa de Gratz pede a declaração do impedimento do juiz em função de Ronaldo Domingues ter sido o patrono em uma ação de exceção de verdade movida pelo delegado Francisco Vicente Badenes Júnior contra o então deputado estadual, em 1998. A defesa alega que atual juiz teria feito pesadas considerações ao nome de Gratz, atribuído pelo ex-delegado como membro do organograma do crime organizado no Estado. Foram apresentados 69 pedidos diferentes, um para cada ação que tramita no juízo de 1º grau. Nas peças, o advogado do ex-parlamentar, Luiz Alfredo de Souza Mello, considera que a atuação do juiz ao lado de adversários de Gratz prejudicaria a isenção na hora de julgar. “Após declarar à imprensa a ‘periculosidade’ do ex-presidente da Assembleia e o seu apreço pelos seus adversários (Francisco Badenes e Ronaldo Albo), ele deveria se declarar impedido de ofício. A legislação é clara sobre esse ponto”, afirmou. Em resposta às acusações, o magistrado se declarou apto para continuar o julgamento das ações penais movidas contra o ex-deputado. Ronaldo Domingues garantiu que o fato de ter advogado em uma ação contra Gratz há quase dez anos não seria motivo de parcialidade na análise dos atuais processos. O juiz afirmou que “ter advogado para pessoa que tem ou não apreço pelo excepto (Gratz) não torna o juiz suspeito e muito menos impedido”. Na ocasião, o magistrado questionou uma eventual demora na apresentação do pedido de suspeição pelo ex-deputado: “A postura da defesa em arguir (pedir) a suspeição em relação a fatos objetivos e pretéritos estaria prejudicada pela preclusão, porque se a defesa tinha conhecimento de todos os fatos narrados na exceção, por que então não os opôs na primeira oportunidade em que falaram nos autos das diversas ações penais que se encontram em curso? O pedido de suspeição do juiz teria sido motivado pela rejeição aos pedidos da realização de perícias nos processos. O ex-deputado afirmou que a sua assinatura teria sido falsificada em documentos, que serviram como provas nas denúncias ajuizadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). “Negar as perícias é rasgar a Constituição Federal, até porque o que consta contra mim nas denúncias é de que eu teria assinado atos e cheques. Por si só, se o juiz nega a perícia, a denúncia se torna inepta”, avalia Gratz. Gratz alega que o atual presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, determinou a realização das perícias durante o julgamento de um habeas corpus, em 2005. “Estou tranquilo porque conheço o meu direito, uma vez que o próprio Feu Rosa determinou a perícia, citando uma possível nulidade do processo. Neste caso é a palavra de quem acusa contra quem está se defendendo”, afirma. Desembargador nega liminar Em outro processo no TJES envolvendo o pedido de perícia nos processo da Era Gratz, o desembargador Adalto Tristão negou a concessão de uma liminar ao ex-deputado. Na análise do habeas corpus (0013155-23.2013.8.08.0000) rejeitou a determinação imediata da realização do exame grafotécnico em documentos trazidos em uma ação penal. No entanto, o mérito do caso deve ainda ser apreciado pelo restante da 2ª Câmara Criminal do tribunal. Os autos deste processo circulam pelo gabinete de cinco desembargadores – destes, três se declararam impedidos (Catharina Novaes Barcellos, José Luiz Barreto Vivas e Sérgio Bizzotto). Não há previsão da data de julgamento do processo no colegiado. Procurado pela reportagem, o ex-presidente da Assembleia criticou sucessivos impedimentos pelos desembargadores. “Todos se dão como impedidos para julgar e os processos caem em que cassou o meu mandato”, declarou, se referindo à Adalto Tristão, que presidia o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) nas eleições de 2002, quando o ex-deputado teve o registro de candidatura cassado após obter votação para ser reeleito. Por outro lado, Gratz fez questão de destacar os argumentos lançados em um dos impedimentos: “O desembargador Sérgio Bizzotto, acho que por uma questão de ética, se declarou impedimento porque uma das filhas dele atuou como advogado em um escritório que aparece em ações em que sou parte. Imagine então um juiz que quando era advogado, ele patrocinou uma ação movida por inimigos meus [Badenes e Aldo]. Muito dos problemas que tenho com os dois Ministérios Públicos (Estadual e Federal) são fruto das desavenças com eles”.

26/07/2013 / 0 Comments
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Segurança pública, saúde e transportes estão entre os piores serviços, aponta pesquisa

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A pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira (25), vai além da avaliação da presidente Dilma Rousseff e dos governadores de 11 estados do País, incluindo o do Espírito Santo, Renato Casagrande. O levantamento também coletou impressões da população sobre os serviços públicos e o resultado é o reflexo dos principais problemas que as regiões pesquisadas enfrentam.     De acordo com a pesquisa, dos 13 tipos de serviços públicos avaliados, segurança pública, transportes e postos de saúde e hospitais tiveram a pior avaliação, sendo que segurança e saúde foram considerados de baixa ou muito baixa qualidade por 87% dos entrevistados. Transporte público teve índice de 73% de baixa ou muito baixa qualidade.    Embora os resultados se refiram à pesquisa em todos os estados estudados, é reflexo da realidade capixaba, que tem na segurança pública, na saúde e no transporte público os principais desafios de enfrentamento. Pelo menos essas demandas estão na pauta das ruas.   Na questão da segurança pública, basta tomar os índices de homicídios no Estado para comprovar que a área necessita de mais investimentos. Segundo o Mapa da Violência 2013 – homicídios e juventude no Brasil, o Estado é o segundo em mortes violentas do País, com taxa de 47,4 mortes por 100 mil; segundo em homicídios de jovens, com taxa de 156,4 por 100 mil; de jovens negros, com 144,6 mortes por 100 mil; e primeiro no assassinato de mulheres e de mulheres jovens, com 9,2 e 21,4 mortes por 100 mil respectivamente.    Mais do que índices de homicídios, a percepção de baixo investimento em segurança pública também se expressa em outras questões, como no aparelhamento e efetivo policial; no número de ocorrências atendidas; no tempo de resposta dos chamados; no número de furtos e roubos; e em assaltos com uso de violência.    Já no setor de transporte público, o descontentamento do capixaba ficou evidente durante as manifestações ocorridas entre os meses de junho e julho. A concessão do sistema Transcol, que atende à Grande Vitória foi declarada nula pela Justiça e válida até a conclusão do processo de licitação, que ainda não foi realizado. A audiência pública que seria realizada para discutir o modelo de licitação para o sistema Transcol e para os intermunicipais já foi adiada por três vezes e vai ser realizada no dia 7 de agosto.    As reclamações sobre mobilidade urbana também se materializaram na cobrança do pedágio da Terceira Ponte, alvo de uma série de protestos. A polêmica também pôs em  votação o projeto do deputado Euclério Sampaio (PDT), que não foi aprovado, mas provocou uma crise no Legislativo estadual, que ficou ocupado por 12 dias.       

26/07/2013 / 0 Comments
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Novela: Setop marca nova audiência para discutir modelo de licitação do transporte público

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Após três datas canceladas a população poderá finalmente discutir a nova modelagem de licitação para concessão da prestação e exploração do serviço público de transporte coletivo de linhas da Grande Vitória servidas pelo Sistema Transcol e também de linhas intermunicipais que operam no interior do Estado. A audiência pública foi remarcada para o próximo dia 7 de agosto.    De acordo com a Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas do Estado (Setop), Fábio Damasceno, o debate ocorrerá no mesmo local marcado anteriormente, no Clube Álvares Cabral, em Vitória.     Ainda que com pouca divulgação sobre a audiência, a expectativa entre a população é grande. Isso porque as atuais concessões não passaram por processo licitatório e representam um monopólio de mais de 10 anos no setor.    Além disso, mobilidade urbana, tarifa zero e qualidade nos serviços prestados pelas concessionárias do transporte público são demandas antiga dos movimentos sociais capixabas e uma das principais cobranças levadas às ruas nos protestos.    De acordo com a Justiça, a ilegalidade das concessões já foi motivo de suspensão dos contratos, entretanto, o serviço não foi paralisado devido à sua urgência para a sociedade.    De acordo com o Movimento Contra o Aumento (MCA), entre as cobranças que serão feitas durante o debate estão uma licitação transparente, contratos mais curtos e norteados por condições estabelecidas pela população e maior rigor na fiscalização do serviço prestado e qualidade dos transportes utilizados. 

26/07/2013 / 0 Comments
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