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O que se ouve?

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Foi realizada recentemente uma pesquisa sobre audiência de rádio nas grandes cidades do país. O resultado foi muito interessante, já que mostra como se manifesta o ouvinte em metrópoles como Rio, São Paulo, Porto Alegre e outras grandes cidades.   Foi uma pesquisa longa com as classes A, B, C, D e E, de 15 a 70 anos. A média de gente entrevistada foi 49% da população brasileira. Gente para encardir. As músicas e as notícias foram os destaques maiores dessa gigantesca pesquisa.   A música foi o item mais ouvido, com perto de 100%, lógico. Depois vieram as notícias, sendo divididas em notícias da cidade, ou seja locais, e notícias do país, com 46 e 36%, respectivamente. Um bom dado. O povo querendo mais informação.   Mas outros dados aparecem com surpresa, mostrando que nossas grandes cidades realmente viraram metrópoles. As notícias sobre o trânsito aparecem com 32% e os entrevistados disseram que ouvem com muita frequência, provando que o tempo preocupa quem sai de casa para trabalhar.   Mas os noticiários policiais têm o seu lugar. O povão das grandes cidades gosta de ouvir quem matou quem, ou quem foi preso e por quê; 27% preferem este tipo de informação. Já a notícia comum vem logo atrás com 21%, o que é um bom dado.   Uma amostra interessante. Apenas 16% gostam de comentários esportivos. Na pesquisa não tinha a jornada esportiva, a transmissão do jogo, pois isso varia de times. É um dado a ser estudado, de qualquer maneira   Mas uma coisa ficou marcada nesses dados. A música gospel. Pensava-se que ela teria cifras de porcentagem astronômicas, ou estivesse entre as “músicas” lá de cima do texto, mas ficou com singelos 16% de preferência atraída.   Como se nota, muita coisa está mudando na audiência do rádio. Vamos acordar pessoal do rádio!!!!!   PARABÓLICAS     O nosso menino de ouro Saul Josias continua mandando ver na FM Universitária, com o seu Terra Brasillis   Calos Papel passou um tempo fazendo um bom trabalho da TV Assembleia. Anda sumido. Mas continua o bamba do jingle político   Ideraldo Gomes com um grande projeto, apoiando o Rio Branco, numa das rádios da capital, especialmente na Copa ES   Jota Oliveira, da Sim Vila Velha, fez um excelente trabalho no recente Campeonato Brasileiro de Kart, no qual é especialista   MENSAGEM FINAL   Um só ramo em flor tem mais futuro do que toda uma floresta seca. E numa só semente de trigo, há mais vida do que num montão de feno. Gibran Kahlil Gibran

25/07/2013 / 0 Comments
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Vale se diz a 49ª empresa mais sustentável do mundo, mas desculpa não cola

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Espaço publicitário disfarçado de jornalismo, comprado no site de notícias G1, classificou a Vale como a 49ª empresa mais sustentável do mundo.   Eraylton Moreschi, presidente da entidade SOS Espírito Santo Ambiental, referência na luta contra as poluidoras e a negligência ambiental dos órgãos públicos, só tem um questionamento sobre o fato: Por que a mineradora não reduz logo suas emissões ao invés de fazer jogo de cena?   Certamente o estudo, desenvolvido pela empresa canadense Corporate Knights e publicado na 9ª edição da Global 100, lista com as cem empresas mais sustentáveis do mundo, não levou em consideração as condições de trabalho e de vida da população que vive nos arredores das instalações da mineradora aqui, no Brasil.   Basta um olhar por Vitória para saber que os quesitos ambientais mal são cumpridos. Os moradores não só da capital, mas das cidades da região metropolitana, convivem diariamente com a sujeira provocada pelo pó preto em suas casas. Mas não só: está comprovado que 98,6% dos moradores da Ilha do Boi, área de interferência direta dos ventos que levam a poeira, estão incomodados com a situação.   Além disso, a eficiência de placas solares é notoriamente reduzida pela cobertura de material particulado que se forma nos painéis. Em alguns casos, para suprir a redução na captação de energia, chega a ser necessária a instalação de um novo painel. Sem contar os altos índices de crises alérgicas e doenças do aparelho respiratório, como asma e bronquite, na população da Grande Vitória.    Na capital, o GTI Respira Vitoria, grupo de trabalhos que envolve representantes da sociedade civil e membros de órgãos públicos, está prestes a entrar em sua reta final sem que o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema) tenha apresentado detalhes do funcionamento e composição do plano de ação para o controle da qualidade do ar. O último relatório sob o mesmo tema foi feito em 2007.   Aliás, não é a primeira vez que o Iema decepciona em sua atuação. Relatório da Associação de seus servidores (Assiema) divulgado no ano passado relata casos de desestímulo à aplicação de multas a infrações ambientais e casos freqüentes de assédio moral por parte das empresas fiscalizadas.   Outro caso, ainda sem solução, é sobre a retirada do passivo ambiental da ponta de Tubarão, na Praia de Camburi. O minério depositado na região na década de 70, segundo a própria empresa, segue se degradando e alterando as condições marinhas.   A Vale ofereceu duas opções de amenização do poluente. Uma é a dragagem do material com recuperação da área degradada. A outra, um simples aterro, que somente cobre a região afetada. A Associação dos Amigos da Praia de Camburi (APPC), principal entidade militante desse processo, logicamente prefere a primeira opção.   Fato notório da atuação duvidosa da empresa foi o arquivamento da CPI do Pó Preto, pasta que queria investigar e encontrar os reais causadores da poluição atmosférica, após a retirada das assinaturas dos deputados Josias Da Vitória e Luiz Durão, ambos do PDT; Marcos Mansur (PSDB), Dary Pagung (PRP) e Jamir Malini (PTN).   O autor do projeto, deputado Gilsinho Lopes (PR), exibiu na sessão em que a CPI foi derrubada um vídeo do relações públicas da empresa, Luiz Soresini, visitando a Assembleia Legislativa em três ocasiões nessa mesma semana.   Gilsinho também denunciou que o secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti, teria convocado o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, deputado Gildevan Fernandes (PV), para conseguir a retirada das assinaturas.   O próprio G1, em janeiro do ano passado, publicou uma matéria sobre o campeonato da Vale, em votação aberta ao público, no “Public Eye People's”, premiação que escolhe as piores empresas com relação a direitos humanos e meio ambiente feita pelo Greenpeace da Suíça e pela ONG Declaração de Berna.   A tragédia não se resume ao Estado: no norte e nordeste do país, entre a Serra de Carajás, no Pará, e o porto de Itaqui, no Maranhão, a Vale é acusada de provocar devastação ambiental, trabalho escravo na cadeia de produção do aço, exploração sexual infantil e invasão de terras indígenas, quilombolas e camponesas.   Fora do Brasil, a Vale acaba de divulgar que vai trabalhar para uma redução de 85% nas emissões de dióxido de enxofre e para uma redução significativa na emissão de metais e partículas na cidade de Sudbury, em Ontário, no Canadá. A previsão de conclusão do projeto é o ano de 2016.   “Em países sérios, se fala em redução de valores percentuais. Em países do tipo ‘me engana que eu gosto’, falam em investimentos financeiros, como os milhões que foram gastos nas windfences e, mesmo assim, não adiantaram nada”, conclui Moreschi.

25/07/2013 / 0 Comments
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Pesquisa CNI/Ibope: Casagrande tem 29% aprovação

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A pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira (25), além do governo da presidente Dilma Rousseff, avaliou também governadores de 11 estados, entre eles o do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). A pesquisa entrevistou 7.686 pessoas, de 9 a 12 de julho, ou seja, quando os protestos já haviam tomado conta das ruas nas principais cidades do país.    A pesquisa, entre outros quesitos, avaliou a aprovação de ótimo/bom da presidente e dos 11 governadores. Dilma, que tinha 55% de aprovação na pesquisa de junho, aparece com 31% no levantamento atual. A queda de 24 pontos é reflexo dos protestos que tomaram conta das ruas nos últimos 50 dias.    O governador Renato Casagrande ficou na média, com 29% de bom/ótimo (média foi de 28%). O patamar é razoável se comprado ao índice do seu colega do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral (PMDB), que obteve a pior avaliação, só conseguiu 12% de ótimo/bom.    Em compensação, Eduardo Campos, que aos poucos vai se credenciando como presidenciável do PSB, conquistou invejáveis 58% de bom/ótimo, o que lhe assegurou a liderança no ranking formado por 11 governadores.    Campos é seguido pelo governador do Paraná, o tucano Beto Richa (41%), e do Ceará, o também socialista Cid Gomes (40%).    Nos estados que os governadores tiveram uma boa avaliação, consequentemente, a quantidade de bom/ótimo da presidente Dilma também acompanhou a tendência. Por exemplo, no ES, os 29% de Casagrande “repassaram” 21% para a presidente petista, a segundo pior marca, ficando atrás apenas do Rio, onde a presidente alcançou 19%.    Em compensação, no Ceará e em Pernambuco a presidente Dilma recebeu, respectivamente, 54% e 41% de bom/ótimo. Pegando carona nas boas avaliações de Campos e Cid.   As outras repostas seguiram a mesma lógica, governador bem avaliado conquistou outras boas médias em outros quesitos. Por exemplo, 46% dos capixabas disseram confiar no governo. O índice é razoável, mas distante do alcançado por Campos, 68%.   Protestos   A pesquisa CNI/ibope também mediu o percentual da população que é contra ou a favor das manifestações. Apesar de alguns governantes terem criminalizado os movimentos, 50% são a favor dos protestos; 39% são a favor, desde que sem violência; 9% são contra; e 2% não souberam responder.    O levantamento quis saber também quais os motivos que estimulariam o entrevistado a participar de manifestações. Dos que responderam, 43% disseram que iriam para as ruas por mais investimento na saúde; 35% contra a corrupção; 20% contra a falta de segurança pública; 16% contra inflação; 14% pela melhoria dos serviços públicos; 14% pela melhoria da educação; 14% contra os políticos em geral; e 11% pela melhoria do transporte público.    Gestão   A pesquisa, para saber como a população avalia a qualidade da gestão, perguntou aos entrevistados se governadores e secretário de Estado utilizavam os recursos públicos mal/ou muito mal. No ES, 76% dos capixabas responderam que Casagrande e sua equipe administraram mal/ou muito mal os recursos públicos. Pernambuco, novamente, teve a melhor avaliação: apenas 57% desaprovaram a forma como o governo gasta o dinheiro. No Rio, esse percentual saltou para 87%.    Para 87% dos capixabas o valor do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) é alto. Em São Paulo, esse índice saltou para 95%, maior entre todos os estados. 

25/07/2013 / 0 Comments
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Associação ingressa em ação e tribunal adia julgamento de penduricalhos do MPE

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) adiou, pela terceira vez, a análise de uma auditoria no pagamento de penduricalhos a membros do Ministério Público Estadual (MPE), ocorrida em 2006. Durante a sessão desta quinta-feira (25), a defesa da Associação Espírito-Santense do Ministério Público (Aesmp), que agora faz parte do processo como amicus curiae, sustentou a legalidade dos repasses e da conduta dos ex-dirigentes do órgão ministerial com base na perda do objeto em função de decisões nos tribunais superiores. O advogado da associação, Renan Sales Vanderlei, afirmou que os pagamentos feitos a promotores e procuradores de Justiça à época, sob justificativa da devolução da retenção de verbas previdenciárias sobre o 13º salário, foram considerados legais em decisões com trânsito em julgado. “[Por conta disso] esse tribunal não pode julgar diferente”, desafiou o advogado que pediu a inclusão de novos documentos ao processo que já tramita há mais de sete anos. Em função dos novos desdobramentos, o relator do caso, conselheiro Sérgio Aboudib, determinou a retirada de pauta do processo e adiou o julgamento da legalidade dos pagamentos. Ele solicitou a juntada da nova documentação e das notas taquigráficas da sessão aos autos do processo, que deve ser alvo de uma nova apreciação pelo Ministério Público Especial de Contas (MPC). O órgão já havia pedido o ressarcimento dos R$ 4 milhões que teriam sido pagos de forma irregular. De acordo com os autos do processo, o Ministério Público capixaba efetuou o pagamento de R$ 43,68 milhões a título de abono variável aos seus membros ativos, aposentados e pensionistas no período entre janeiro de 2003 e dezembro de 2004. Esses valores tinham sido disciplinados pela Resolução nº 245 do Supremo Tribunal Federal (STF), que não previu a incidência de qualquer tributo. No ano seguinte, o então chefe do MP, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, iniciou a movimentação nos bastidores para a suposta restituição da contribuição previdenciária. Em março de 2006, a subprocuradora-geral à época, Heloísa Malta Carpi, liberou o pagamento de R$ 4,052 milhões com base em uma liminar judicial (cassada posteriormente). Ela teria voltado atrás na decisão de mandar pagar e pediu a devolução dos recursos, mas isso nunca ocorreu. O procurador de Contas Heron Carlos Gomes de Oliveira concluiu que o pagamento dos supostos “penduricalhos legais” não atenderam à legislação e recomendou a devolução dos valores pagos. O parecer indica que esses penduricalhos – na teoria, a restituição de valores retidos – acabaram sendo a soma de uma série de benefícios, como a incorporação do 11,98% (compensação de perdas da URV), diferença de vencimentos e até de vantagens pessoais – como verbas de representação e gratificações por tempo de serviço. Apesar de concluir pela ilegalidade dos pagamentos, o representante do MPC pediu o afastamento das irregularidades somente em relação a José Paulo Calmon Nogueira da Gama – hoje desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Heron de Oliveira pediu a aplicação de multa na subprocuradora Heloísa Carpi pela antecipação de valores sem o devido respaldo legal.

25/07/2013 / 0 Comments
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Cimi denuncia que manobra da bancada ruralista deslegitima Funai

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Ao contrário do que defendem indígenas e entidades ligadas à causa, a presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Augusta Assirati, afirmou não acreditar que a proposta do governo federal de confrontar os estudos antropológicos da Funai com levantamentos produzidos por outros órgãos, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), atrase a conclusão dos processos de criação e demarcação das terras indígenas. Ela não falou em prazos, mas disse que em breve será divulgado o resultado de novos estudos de identificação e delimitação de territórios indígenas no país. Segundo entidades como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a decisão do governo federal de submeter os processo à consulta da Embrapa e de órgãos como os ministérios da Agricultura, das Cidades e do Desenvolvimento Agrário atende a mais um pleito da bancada ruralista do Congresso Nacional. Para elas, a Embrapa não tem legitimidade e nem competência para tratar do tema e não há nada na legislação brasileira que prevê esse tipo de medida. O Cimi considera a iniciativa parte da estratégia de deslegitimação da Funai, que é o órgão responsável por implementar os direitos dos povos indígenas.    A declaração da ministra foi feita na cerimônia de inauguração da nova sede da Funai, em Brasília (DF), nessa quarta-feira (24). “Espero que a discussão se dê em um plano de respeito ao trabalho e à missão institucional de cada órgão”, disse Maria Augusta à Agência Brasil. Até substituir a antecessora, a antropóloga Marta Azevedo, a ministra estava à frente da diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai.   No evento, esteve presente o cacique Kaiapó, Raoni Metukire, que apelou aos servidores que não gostam dos índios para que deixem a fundação e deixem trabalhar aqueles que querem o bem do seu povo. Ele também prometeu apoio à presidente, que ocupa o cargo a pouco mais de um mês.   Em maio deste ano, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, anunciou em audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, na Câmara dos Deputados, que até o final deste semestre será definido um novo marco regulatório para os processos de demarcações das terras indígenas. Antes disso, porém, o Palácio do Planalto já suspendeu as demarcações de terras indígenas no estado do Paraná, com base em análises da Embrapa sobre estudos da Funai.    Tramitam no Congresso Nacional três propostas originárias da bancada ruralista que ignoram o direito constitucional dos indígenas às terras demarcadas. Uma delas, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 227/2012, quer incluir empreendimentos desenvolvimentistas e latifúndios como “bens de relevante interesse público” e, portanto, impassíveis de autorização dos índios para atuar em áreas demarcadas. Há ainda a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215/2000, que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a demarcação das terras, além da PEC 237/2013, que acrescenta um parágrafo à Constituição para determinar que a pesquisa, o cultivo e a produção agropecuária nas terras tradicionalmente ocupadas pelos índios poderão ocorrer por concessão da União a grandes latifundiários.   A PEC está pronta para votação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O autor da proposta, deputado Nelson Padovani (PSC-PR), disse que a parceria entre produtores e indígenas pode resultar em benefícios – história que já sabemos como termina.

25/07/2013 / 0 Comments
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Grupo de trabalho é criado em Vitória para discutir uso das bicicletas na Capital

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Um grupo de trabalho foi formado por secretários e técnicos da Prefeitura de Vitória e membros do Movimento Ciclistas Urbanos Capixabas (CUC) para debater o uso da bicicleta na Capital. Nesta quinta-feira (25), após pouco mais de uma hora de debate, os ciclistas deixaram claro a urgência de uma campanha educativa alertando direitos e deveres do ciclista, tomando como base o Código de Trânsito Brasileiro (CLB).   “O próximo passo é que as coisas colocadas aqui nessa reunião sejam praticadas. O ponto mais importante abordado foi a campanha educativa. Isso é para ontem. As pessoas estão andando nas ruas de bicicletas e correndo riscos. Essas pessoas têm que poder pedalar nas ruas sendo respeitadas pelos motoristas como o CTB prevê”, disse o estudante de Medicina e cicloativista Rafael Darrouy.   Um dos pontos do CTB prevê que o motorista que não guardar a distância lateral de 1,5 metros do ciclista ao ultrapassá-lo deve ser autuado. Os ciclistas também cobraram do prefeito a instalação de mais paraciclos (utilizados para estacionar a bicicleta gratuitamente), além de incluir o equipamento como mobiliário urbano em toda a cidade.    Por sua vez, o prefeito afirmou que é um compromisso da sua gestão interligar ciclovias e ciclofaixas existentes, fazer intervenções e fazer campanhas educativas para fortalecer o uso de bicicletas na cidade de Vitória.    A reunião foi considerada positiva por dar a oportunidade de organizar e programar melhor as demandas apresentadas pelos ciclistas ao Executivo.    “Acredito que é possível fazer com que este seja o governo da mudança, sabendo que fomos recebidos e escutados. É o primeiro passo. Mostramos para o prefeito e para os secretários presentes que nós estamos organizados”, destacou a estilista de bicicletas Dora Moreira, considerando o encontro muito positivo.   Segundo publicado pelo CUC, o Ministério Público Estadual (MPES) convidou os membros do CUC para depor sobre a situação que se encontra a infraestrutura voltada para os ciclistas em Vitória.  Em visita ao órgão no último dia 23, três membros do movimento prestaram depoimento ao órgão e prometeram gravar e registrar com fotos a atual situação da infraestrutura cicloviária.    O objetivo, segundo o CUC, é obter evidências que ajudem o Ministério Público a tomar as medidas necessárias em relação ao tema.

25/07/2013 / 0 Comments
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Placas que promovem programas do governo geram polêmica

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A instalação de placas do governo do Estado promovendo o Programa de Mobilidade Metropolitana gerou reações por parte de empresários do meio publicitário. As placas que anunciam as obras da praça do Cauê, na Praia de Santa Helena e a implantação do sistema aquaviário, ambas em Vitória, suscitou questionamentos à Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec).    Os questionamentos foram acerca dos elementos dos anúncios, que não atendem ao estabelecido no decreto de publicidade (n° 14.547/09). Dentre os pontos estabelecidos pelo dispositivo está a necessidade de identificação da empresa proprietária do meio de divulgação (como placas e outdoors), através de plaqueta a ser instalada na parte superior do meio, devendo constar o nome da empresa e o número do alvará de publicidade.  Nenhuma das placas instaladas pelo governo do Estado cumpre essas especificações.    As placas também não são anúncios de obras – que seguem outros critérios, segundo o decreto – já que as obras anunciadas estão somente planejadas. Além disso, a placa instalada na praça do Cauê foi colocada um dia depois que o Ministério Público Estadual (MPES) notificou a prefeitura e a Secretaria Municipal de Transportes e Obras Públicas para que não fizessem nenhuma intervenção no local sem que antes a população fosse ouvida.    Se a publicidade para os projetos tem sido ampla, para as audiências públicas que debateram a intervenção na praça do Cauê e o sistema aquaviário, no entanto, a propaganda do governo foi mais tímida, limitada a publicações no Diário Oficial. Na última semana, a divulgação da audiência sobre o sistema aquaviário foi feita apenas via redes sociais, por participantes do movimento que cobra mais investimentos em mobilidade urbana.    Em nota, a Sedec informou que as placas instaladas pelo governo do Estado foram autorizadas pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e pela Comissão de Análise de Interferência (CAI). Como possuem um caráter educativo e institucional, não se caracterizam como publicidade, e estão seguindo as normas estabelecidas pela fiscalização da prefeitura de Vitória.   

25/07/2013 / 0 Comments
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Eduardo Campos é o governador mais bem avaliado em pesquisa

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Em maio, o governador Renato Casagrande (PSB), frente à movimentação do colega Eduardo Campos, que se insinuava como virtual candidato à presidência da República, disse publicamente que o governador de Pernambuco “não tinha condições de ser candidato, ainda”.    A pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira (25), pode indicar que o “ainda” já chegou. A pesquisa foi feita entre os dias 9 a 12 julho, quando as capitais já conviviam com as manifestações a todo vapor nas ruas. Caso de São Paulo, por exemplo, que iniciou a série de protestos no início de junho.    De acordo com os dados da pesquisa, Campos aparece com 58% de ótimo/bom. O índice confere ao pernambucano a melhor média de aprovação entre os 11 governadores avaliados. Um índice fantástico, se considerarmos que o pior avaliado, o governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), tem apenas 12% de ótimo/bom.   Esse resultado favorável a Campos pode obrigar o governador capixaba a rever sua posição. Dentro do PSB, inclusive, mesmo antes da divulgação da pesquisa – que também confirma a queda de Dilma Rousseff (em junho a presidente tinha 55% de ótimo/bom e agora tem 31%) -, já havia uma forte movimentação no sentido de consolidar a candidatura do governador pernambucano.    Nas últimas semanas, a agenda política do governador foi tomada por almoços, jantares e reuniões, o que vem fazendo crescer o número de adeptos ao seu projeto dentro do PSB.   Algumas lideranças do partido, inclusive, já falam que a candidatura do socialista é irreversível, e destacam que a queda de Dilma, em decorrência dos protestos de rua, zera o jogo eleitoral para 2014.    Se o placar nacional volta à estaca zero, a mesma lógica serve também para as disputas estaduais. O tabuleiro eleitoral de Casagrande, montado antes da série de protestos, já não traduz o atual cenário político. O governador terá que redistribuir suas peças e repensar a estratégia de jogo, já que o anterior se tornou obsoleto.   Antes dos protestos, Casagrande via Dilma com um pé no Palácio do Planalto em 2015. Por aqui, ele tinha na base do seu governo a trinca PSB-PMDB-PT, alinhada ao governo federal, que parecia perene. Por isso se irritou tanto quando Campos iniciou uma movimentação com vistas a se colocar como virtual candidato a presidente, na opinião de Casagrande, uma decisão inoportuna.    Na época, na condição de secretário-nacional do partido, o governador capixaba conseguiu dissuadir o colega a botar a barba de molho e dar tempo ao tempo. Campos recuou.    Mas agora o cenário é outro. Dilma está em queda, Campos está na iminência de se viabilizar candidato a presidente com o apoio de grande parte do PSB, além disso, a liga que mantinha a trinca PSB-PMDB-PT unida começou a descolar.    O PMDB está cada vez mais propenso a lançar candidatura própria, com o senador Ricardo Ferraço.    Não bastasse, a relação PT-PSB – depois do racha em torno da votação do projeto que propunha o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte – se estremeceu, e dificilmente vai ser a mesma daqui para frente.   Casagrande, que falava em se manter neutro nas eleições presidenciais para não desalinhar os partidos que gravitam ao redor do seu arco de aliança, talvez tenha que armar um palanque para receber o candidato socialista. As lideranças nacionais do PSB, pelo menos, acreditam que o colega capixaba não deixaria Eduardo Campos no chão. 

25/07/2013 / 0 Comments
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Trabalhadores da saúde fazem ‘paralisação pipoca’ no Hospital Dório Silva

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Os trabalhadores da saúde do Estado iniciaram nesta quinta-feira (25) a primeira de uma série de “paralisações pipoca”, ou seja, paralisações por locais de trabalho e em dias definidos. O movimento nesta quinta-feira foi realizado no Hospital Dório Silva, na Serra.    O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde-ES) entende que o governo adota uma política protelatória e que não esclarece as dúvidas dos profissionais quanto à remuneração por subsídio. Além disso, a entidade aponta que o Estado não define os graus de insalubridade, por isso, existem trabalhadores atuando em áreas insalubres sem receber o adicional.    Os profissionais já reivindicaram de diversas formas, mas a falta de respostas aos questionamentos levou às paralisações pontuais. Além da paralisação, os trabalhadores também realizam uma assembleia no Centro de Reabilitação Física do Espírito Santo (Crefes) nesta quinta-feira.    As paralisações pipoca foram deliberadas em assembleias da categoria, que está insatisfeita com a política de subsídios implementada pelo governo do Estado e com a retirada de direitos dos trabalhadores.     No dia 18 de junho a assembleia geral dos trabalhadores deliberou pelo estado de greve e a categoria concordou com a proposta das “paralisações pipoca”. Caso não haja negociação com o governo, não está descartada a possibilidade de uma greve geral.    Os trabalhadores não têm reivindicações apenas na questão salarial, mas também são contrários à política de privatização, representada pelas terceirizações e pelas fundações, organizações sociais (OS) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) que vêm assumindo os hospitais públicos.    

25/07/2013 / 0 Comments
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Linhares e Cachoeiro vão discutir novo modelo de licitação do transporte público

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O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) anunciou uma audiência pública para coleta de subsídios para um novo modelo de licitação para a concessão e exploração do serviço público de transporte coletivo intermunicipal de passageiros em Cachoeiro de Itapemirim, sual do Estado. A audiência acontece dia 8 de agosto em Cachoeiro. Em Linhares, o mesmo tema será discutido no próximo dia 15 de agosto.    As linhas em questão são criticadas pela sociedade por não terem passado pelo processo licitatório e a cobrança é por um novo processo de licitação para a prestação do serviço.    Em maio desse ano, o governador Renato Casagrande autorizou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES) a publicar a instrução de serviço que regulamenta a participação das cooperativas no Sistema de Transporte Intermunicipal .   A instrução definiu os procedimentos a serem seguidos pelas cooperativas que desejarem se inserir no Sistema de Transporte Intermunicipal de Passageiros do Espírito Santo. Entre os procedimentos destaque para a normatização do Regulamento do Serviço de Fretamento e Turismo do Sistema de Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros; vistoria mecânica do veículo registrado no DER-ES, e os critérios do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para os veículos.    Na Instrução de Serviço nº007, publicada no Diário Oficial do Estado, há ainda 18 exigências que deverão ser seguidas pelas cooperativas relativas à documentação da instituição.    Neste sentido, de acordo com a publicação feita pelo DER-ES, os debates serão presididos pelo Diretor Geral do DER-ES, ou por um representante designado por ele. Além disso, a audiência será auxiliada por uma consultoria contratada para estudar uma nova modelagem de licitação, mas que não teve o nome divulgado.    O debate contará com abertura e explicação do tema; exposição da matéria; debate público com a palavra dos participantes inscritos e a confecção da Ata.    Em Cachoeiro de Itapemirim a audiência será realizada no dia 8 de agosto no Auditório do Ifes, na Rodovia ES 482, das 18h às 21h.    Já em Linhares, o debate ocorrerá no auditório do Sesi, na avenida Filogônio Peixoto, 396, também das 18h às 21h.  

25/07/2013 / 0 Comments
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