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Começa vigília pela saída das três pessoas que ainda estão presas desde a manifestação do último dia 19

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Uma vigília pacífica e lúdica começou às 13 horas desta quarta-feira (24), em frente ao Ministério Público Estadual (MPES), em Vitória. O ato, organizado por manifestantes do “Movimento não é por 0,20 centavos, é por direitos ES” tem o objetivo de garantir a soltura de três companheiros que continuam presos no Centro de Triagem de Viana. “Sabemos que o MP dará o parecer sobre os três casos”, anunciam os manifestantes. Eles cobram uma reunião com procurador geral do Estado, Eder Pontes.    “O povo capixaba vem presenciando a violenta repressão policial nas manifestações que pedem fim ao pedágio na Terceira ponte. Na última sexta feira, 19 de julho, houve 69 detidos. Conseguimos com que muitos fossem soltos, mas ainda restam três companheiros no centro de Triagem de Viana. Faremos uma vigília para a saída dessas três pessoas e contra a criminalização dos movimentos sociais”, afirmam os manifestantes.    A vigília foi aprovada em assembleia realizada nesta quarta-feira (24), onde também foi demandada uma reunião com o procurador geral do Estado, Eder Pontes e uma comissão formada por manifestantes e os familiares dos últimos presos.    A promessa, segundo Alessandro Chakal que informou o órgão sobre a vigília, é que a promotora Isabela de Deus, dirigente do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoa), irá avisar o procurador do estado, Eder Pontes, que a vigília é pacífica e articular o encontro entre as partes ainda para esta quarta-feira (24).   Ao todo cerca pouco mais de 50 pessoas confirmaram a presença na vigília e se encaminham para frente do MPES em horários alternados para garantir o ato.    Repúdio   O “Movimento não é por 20 centavos, e por direitos ES” divulgou nesta segunda-feira (22) uma nota de repúdio contra a criminalização,por parte do governo do Estado, das manifestações do ultimo dia 19. A nota denunciou o  que foi classificado como desrespeito, injustiça e violação dos Direitos Humanos por parte da polícia e do Estado, que através de uma ação truculenta prendeu 69 pessoas na última sexta (19).     ''Entre os detidos estavam menores de idade, jornalistas e trabalhadores uniformizados que apenas retornavam as suas casas'', afirmou o movimento. Segundo eles, as pessoas foram presas apenas por filmarem o ato, por portar vinagre, usar máscaras ou simplesmente exercer seu direito de estar na rua após o ato.    De acordo com o movimento, os presos foram levados para fazer corpo e delito e posteriormente encaminhados para o sistema de triagem do Presídio de Viana. Só no sábado (20) à noite as pessoas começaram a ser liberadas, mas ainda restam três pessoas presas. 

24/07/2013 / 0 Comments
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Linhares é o próximo município do interior a receber um Centro Integrado da Mulher

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O município de Linhares, no norte do Estado, vai receber um Centro Integrado da Mulher (CIM). O local é uma unidade que agrega todos os serviços de atendimento à mulher vítima de agressão e foi criado por iniciativa do Tribunal de Justiça do Estado (TJES).    A prefeitura do município já escolheu o imóvel em que o CIM vai funcionar e a documentação, assim como a adequação do prédio já está sendo providenciada pelo município. Linhares pretende atende de maneira mais humanizada as mulheres vítimas de violência doméstica.    As unidades, além do tratamento humanizado das mulheres, também têm a responsabilidade de atender de maneira rápida e eficaz as mulheres vítimas de agressão. No mesmo local as mulheres encontram assistência médica, psicológica, jurídica, com postos da Defensoria Pública, da Delegacia de Defesa da Mulher, da Promotoria Pública e da Vara Especializada da Mulher.    A Coordenação da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJES também vai implementar no município o programa Botão do Pânico, que já existe em parceria com a prefeitura de Vitória e o  Instituto Nacional de Tecnologia Preventiva (INTP).   Através do programa, as mulheres vítimas de violência doméstica e com medida protetiva contra os agressores recebem um dispositivo que  deve ser acionado em caso de aproximação do agressor. Quando é acionado, o dispositivo se transforma em uma escuta de alta performance que vai permitir à Guarda Municipal de Linhares localizar a mulher, bem como monitorar e gravar eventuais diálogos para efeito de prova.       

24/07/2013 / 0 Comments
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Análise: ???Segredos de Sangue???

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Com a estética dominando todas as áreas da vida humana em nossa sociedade da informação e da imagem (atualização da sociedade do espetáculo), não seria de estranhar que cada dia a beleza vem desenvolvendo-se em campos alheios até então.    A dor, a morte, o asco, que há algum tempo ainda faziam parte de uma categoria estética, que segundo Kant recaía mais sobre o grotesco, atualmente se maquiam e se inserem no belo.   A família Stoker acaba de perder seu patriarca e no funeral deste aparece um membro familiar oculto por anos. Irmão do falecido, Charles (Matthew Goode) passou anos fora do ambiente familiar, agora quer ficar na casa de seu irmão para amparo de sua esposa Evelin (Nikole Kidman) e sua filha Índia (Mia Wasikowska) que acaba de cumprir 18 anos.   Nesse ambiente funesto pouco a pouco percebemos as verdadeiras intenções de cada personagem. E no desabrochar da jovem Índia temos o reflexo de todo um mundo adulto que se mostra em suas diferentes facetas, muitas vezes muito distinto do que nos contam quando somos crianças.   Segredos de Sangue se desdobra entre visões pessoais de Índia, onde cada passo pode ser repensado significando uma coisa totalmente distinta. Colocando estas opções no mesmo corte, deparamos com uma construção de narrativas dentro de uma só história, ampliando as leituras de uma forma nada didática, forçando o espectador a uma criação contrária aos filmes americanos (principalmente os protagonizados pelo reconhecido elenco presente).   A estetização da violência, marca registrada do diretor, parece ser o ponto de ligação que prende o espectador, que olha escondido, sem ser convidado, assim como outros personagens que tentam aparecer na trama.    Dessa forma seduz uma imagem belíssima, do mesmo modo que o estranhamento da montagem distancia uma possível identificação com linguagens mais presentes nas salas de cinema – geralmente o filão estadunidense.   Chan-wook Park, aclamado pela Trilogia da Vingança (Mr. Vingança, 2002; Oldboy, 2003; Lady Vingança, 2005) recorre os mesmos passos estéticos propondo a violência como sublime, uma forma de libertação, a catarse em si mesmo.    Dessa vez ousa um pouco mais em câmeras mais subjetivas, planos pessoais de cada personagem, que mostram uma beleza escondida nas coisas mais banais, enquadramentos perfeitos que utilizam todos elementos de cena, assim como profundidades de campo e cores vivas.   Os efeitos visuais carregam ainda mais a beleza da imagem tornando-a tão bela que deixa de ser a realidade, passando a representação pura. Desse modo a carnificina é um quadro de natureza morta, o sangue surge como vermelho pincelado calculadamente em determinadas composições.   Serviço Segredos de Sangue (Stoker, EUA/Reino Unido, 2013, 98 minutos, 16 anos)    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h20.

24/07/2013 / 0 Comments
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Cinema: estreias da semana

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Treinadora de baleias perde as pernas num acidente. Assim caiu o mundo de Stephanie no francês Ferrugem e Osso, de Jacques Audiard. Deficiente, ela entra num estado de depressão profunda e vê-se, pois, numa encruzilhada existencial: ou desiste da vida ou se lança numa jornada de autossuperação.   Dirigido pela grande diretora alemã Margarethe Von Trotta, Hannah Arendt traça um perfil de uma das mais importantes pensadoras do século passado, focando no julgamento de do verdugo nazista Adolf Eichmann.   Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (26).   ESTREIAS   Ferrugem e Osso (De rouille et d’os, França/Bélgica, 2012, 120 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Jacques Audiard. Com Marion Cotillard, Matthias Schoenaerts, Armand Verdure, Céline Sallette. Ao deixar a Bélgica para viver com a irmã no vilarejo de Antibes, na França, Alain se envolve com uma treinadora de baleias que sofreu um terrível acidente.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h.   Hannah Arendt (Hannah Arendt, Alemanha/Luxemburgo/França, 2012, 113 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Margarethe von Trotta. Com Barbara Sukowa, Axel Milberg, Janet McTeer, Klaus Pohl. Biografia da filósofa e cientista política alemã Hannah Arendt, focada em seu relato do julgamento do tenente-coronel nazista Adolf Eichmann, por crimes de guerra.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h e 21h15. 35 Doses de Rum (35 Rhums, França/Alemanha, 2008, 100 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Claire Denis. Com Djédjé Apali, Grégoire Colin. Um operador de trem trabalha nos subúrbios de Paris e vive com uma estudante.   Cine Metropolis: 16h30 e 20h. Sexta e segunda 16h30.   Berlim 1885, A Divisão da África (Berlin 1885, La Ruée sur L´Afrique, França, 2010, 84 minutos, Livre) Documentário. Direção de Joel Calmettes. 1885. Durante quatro meses lideranças do mundo ocidental determinaram o futuro do continente africano. A mesa de negociações foi cenário de disputa de poder e cenas de comédia humana. Mas os verdadeiros fatos continuam falando mais alto que os discursos de boas intenções.   Cine Metropolis: 18h20. Sexta e segunda não haverá sessão.   Wolverine – Imortal (The Wolverine, EUA, 2013, 126 minutos, 14 anos) Ação. Direção de James Mangold. Com Hugh Jackman. No segundo episódio da franquia protagonizada pelo herói mutante, Wolverine viaja ao Japão para treinar com um mestre samurai.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h15, 16h, 18h45. DUBLADO. 21h30 (LEG). Sala 7. 13h, 15h40, 18h20, 21h10. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 12h10, 15h10, 18h10, 21h10. Sexta e sábado também 0h. Sala 5 (3D). 13h10 e 19h10. DUBLADO. 16h10 e 22h10 (LEG). Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 16h40 e 19h20. DUBLADO. 21h40 (LEG).

24/07/2013 / 0 Comments
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Prova de fogo

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No momento em que aceitou a missão de conduzir a auditoria que promete fazer uma verdadeira devassa no contrato da concessionária Rodosol com o governo do Estado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) passou a ser fiscalizado pelos movimentos de rua que promovem manifestações em Vitória há mais de um mês.    Na semana passada, o protesto já fez uma concentração de aviso na porta do prédio da instituição para mostrar que a marcação será serrada em cima dos conselheiros.   Na ocasião em que TCE foi anunciado para assumir a auditoria, o governo do Estado fez questão de encher a bola da instituição, colocando-a acima de qualquer suspeita. Pois bem, nesta quinta-feira (25), os conselheiros do terão a oportunidade de mostrar se estão ouvindo atentamente o grito das ruas ou se estão propensos a fazer umjogo de comadres para poupar os colegas do Ministério Público Estadual.    A responsabilidade é grande. Depois de sete longos anos, o TCE vai iniciar, finalmente, o julgamento da auditoria no pagamento de “penduricalhos” pagos a membros do MPE. Os conselheiros vão poder dizer se os repasses feitos às vésperas das eleições internas do órgão ministerial, em 2006, que elegeu José Paulo Calmon Nogueira da Gama – hoje desembargador do TJES – foram ilegais.    O procurador do MP de Contas Heron Carlos Gomes de Oliveira já concluiu que os supostos penduricalhos não atendem à legislação e recomendou a devolução dos R$ 4 milhões pagos de forma irregular. O parecer indica que os penduricalhos resultaram da soma de uma série de benefícios, como a incorporação do 11,98% (compensação de perdas da URV), diferença de vencimentos e até de vantagens pessoais – como verbas de representação e gratificações por tempo de serviço -, não deveriam ser pagos a promotores e procuradores de Justiça.   O histórico dos penduricalhos no TCE não é favorável ao órgão ministerial. Em 2008, o então relator do caso, conselheiro Mário Alves Moreira (já aposentado), também interpretou os pagamentos como ilegais. Uma manobra, no entanto, converteu o processo em diligência, após um intenso debate entre os conselheiros.   Desde janeiro o processo permanece nas mãos do relator Sérgio Aboudib, que deve se posicionar sobre o pedido de devolução dos recursos públicos nesta quinta.    O julgamento deve mostrar o verdadeiro perfil do “novo tribunal”, uma vez que nenhum dos cinco atuais conselheiros efetivos participou daquela sessão de 2006. O “Caso dos penduricalhos do MP” será a prova de fogo para o TCE mostrar se tem credenciais para conduzir a auditoria da Rodosol. Vamos aguardar. 

23/07/2013 / 0 Comments
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Holofotes

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As prisões efetuadas pela polícia no último protesto realizado em Vitória, nessa sexta-feira (19), foram divulgadas pelo governo do Estado e mídia corporativa como resultado de um “brilhante trabalho” para conter a ação dos “vândalos” e “baderneiros”. A população em geral, que já aderiu ao discurso propagado por Renato Casagrande e sua equipe, aplaudiu de pé. Relatos e vídeos pipocaram nas redes sociais denunciando abusos, prisões aleatórias e arbitrariedades, mas a maioria preferiu ignorar. “Prenderam os vândalos, até que enfim!”. Então veio a Justiça e estragou a festa. Não havia consistência nos registros da Polícia Civil. Resultado: dos 46 presos (dizem até que foram mais), permanecem em unidades prisionais apenas sete – detalhe: prestes a sair, por falta de provas. E nos depoimentos, não consta nada do que a polícia declarou à imprensa na “ressaca” do protesto para justificar as prisões. Depois de mais esse festival, só falta agora o governo, a polícia e o empresariado – fieis a Casagrande – aparecerem condenando a posição da Justiça e do presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, “tolerantes com o vandalismo”. Chega a esse ponto? Não duvido.    Mão amiga Dia desses, 24 entidades já lançaram nota contra o “vandalismo”, certamente atendendo a pedido de Casagrande para reforçar o discurso que, aos poucos, vai minando a participação popular em protestos. Muitas delas de sindicatos que tiveram benefícios do Compete-ES questionados na Justiça e defendidos pelo governo na época. Aquela velha história, uma mão lava a outra.   Definitivo Tarcísio José Foeger, que respondia interinamente pelo comando do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), após Cláudio Denicoli deixar o cargo, foi nomeado diretor-presidente da autarquia. Vamos ver quanto tempo dura.    Definitivo II Ele é servidor do quadro efetivo da Secretaria de Meio Ambiente de Vitória e já estava cedido a Iema, atuando como diretor técnico. Com a mais recente dança das cadeiras, sobrou pra ele. O abacaxi é difícil de descascar.    Definitivo III E Foeger já começou com um problemão nas costas. O ofício do Ministério Público do Estado (MPES) que determina o cumprimento da legislação de tombamento da Mata Atlântica. Ou seja, licenciamentos ambientais de empreendimentos portuários que compreendem área do bioma devem passar pelo Conselho Estadual de Cultura. Só que o governo está correndo do CEC igual diabo foge da cruz. E agora?   Nem aí A secretária de Prevenção e Combate à Violência de Vila Velha, Fabiana Maioral, é inacessível às entidades que representam a sociedade civil. A Associação de Moradores de Coqueiral de Itaparica (Amocit) já tentou por quatro vezes agendar uma reunião com ela, inclusive apelando para os vereadores, mas de nada adiantou.   Nem aí II Isso porque a Amocit quer apresentar a Maioral um projeto pronto para a área de segurança, que valoriza o esporte como meio de inclusão social. Com os índices alarmantes registrados no Estado e no município, a secretária deveria ser a primeira a demonstrar interesse. Só deveria.   Cena Líderes comunitários que lutam contra os alagamentos em Vila Velha também querem um encontro com o prefeito Rodney Miranda (DEM). Ele já faz outra linha. “Topa” se reunir, promete e tudo mais. Mas nos bastidores, prepara a manobra ideal. Um olho no peixe, outro no gato.   Privilégio As placas enormes espalhadas pelo governo do Estado em pontos estratégicos, que falam sobre mobilidade urbana – tem na Reta da Penha, Praça do Cauê e etc.- são irregulares. Quem entende do babado aponta que essas precisariam de licença para serem instaladas e não podem ter esse oba-oba todo – propaganda. Tem muita gente do meio reclamando.   Nas redes “Esse é o diálogo do Casagrande com pessoas que nem mesmo estavam na manifestação. Pessoas que estavam apenas paradas, filmando. Qual o risco que elas causam pro governo?! Ser cidadãos?! Crianças, idosos…todos atacados sem o mínimo de respeito”. (Movimento “Não é por 20 centavos, é por direitos” – no Facebook).    PENSAMENTO: “Existe gênio, poder e mágica na audácia”. Goethe

23/07/2013 / 0 Comments
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Vem novidade por aí

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Está na hora de o governador Renato Casagrande acordar, em favor da sua própria sobrevivência política. Esse esquema de criminalizar o movimento das ruas, atribuindo-lhe atos de vandalismo, tem curta duração. É bom para as elites, para o empresariado, para a classe política. Passageiramente, assusta a classe média, que segura o filho para não participar dos protestos das ruas, coagida pela ameaça dele vir a ser vítima do “vandalismo”. Mas tudo isso tem prazo de validade. Só a rua que não. Aí é que reside o risco. E a eleição está logo na frente. Ainda por cima, com as velhas formulações, a disputa tende, como diz Antonio Carlos Medeiros em seu artigo, a turvar o ambiente. Quando o governador não dialoga e reduz a pauta da rua ao pedágio da Terceira Ponte, gera confronto. Pois deixa para o movimento duas únicas alternativas: abandonar a rua ou partir para o confronto. Até porque o movimento da rua é um movimento revolucionário. Como tal, o inesperado faz parte. Recentemente, em artigo na revista Piauí, Mário Sérgio Conti lembrou que a Comuna em Paris, em 1871, foi uma surpresa. São Peterburgo, 1905, outra. Para ele, o movimento das ruas não significa que o Brasil esteja às vésperas de uma revolução, longe disso. Pois questão revolucionária não quer também dizer tomada de poder. E muito menos mudança radical da sociedade. A expressão serve para descrever o período em que um povo não quer mais viver como antes.   É isso que a Assembleia Legislativa não entendeu quando enganou manifestantes que ocupavam a Casa, formulando pauta de discussão, e não a discutiu. E o governador Renato Casagrande parece que também não. Pois a admissão dele para o diálogo veio quando o confronto já estava estabelecido. Com base no crescimento da candidatura de Marina Silva – idealizadora da Rede Sustentabilidade – fenômeno que se explica no movimento das ruas, há algo que me diz: com esse débito com as ruas dos principais aspirantes ao governo, vem novidade por aí.

23/07/2013 / 0 Comments
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Mau exemplo na educação

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A lei municipal de Vila Velha nº 3.964/2002 em seu artigo 19 estipulava férias 45 dias aos professores do Estado. O artigo da norma sancionada durante a gestão do ex-prefeito Max Filho foi revogado em 2008, no segundo mandato do mesmo prefeito a Lei Complementar 4.670/2008, no artigo 34, que concede 30 dias de férias em vez dos originais 45. É importante ressaltar que 18 municípios, incluindo todos os outros da Grande Vitória concedem 45 dias de férias para professores da rede municipal.    Fica o questionamento: por que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sindiupes) aceitou, em 2011, em reunião com o então prefeito Neucimar Fraga a instauração da Lei Complementar 019/2011, que instituiu o Estatuto do Magistério Público Municipal de Vila Velha e que, no artigo 48 elimina definitivamente as férias de 45 dias dos professores?    Os profissionais dos outros 18 municípios, além da rede estadual, que também concedem 45 dias de férias devem ficar em alerta, já que a concessão foi aberta em Vila Velha, o que pode provocar um efeito-dominó. O mais prudente seria o Sindiupes rever essa posição, que pode afetar diversos municípios do Estado.    Pelo que se conhece do sistema capitalista – que está dominando o sindicalismo atual – é mais fácil o beneficio ser retirado dos outros professores do que ser restabelecido em Vila Velha.    Nesse momento se vê a os motivos do interesse de parte do Sindiupes de se desligar da CUT. Enquanto a central busca novas conquistas e direitos iguais para todos os trabalhadores, o Sindiupes acorda um estatuto que tira direitos do professor, que precisa de férias mais prolongadas, por conta da carga estressante do trabalho o ano inteiro. Afinal, o professor não trabalha somente em sala de aula, mas também no planejamento, na elaboração e correção das provas, feitas na sua residência.   Devemos chamar não só a central sindical, mas os trabalhadores em educação para que fiquem atentos às retiradas de direitos, que devem ser ampliados, não sofrer regressão. Acorda, professor!          

23/07/2013 / 0 Comments
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Voltando a Marx, com as ruas

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Como se sabe, aqui e ali, na sua extensa obra, Karl Marx construiu o conceito de práxis. Está na Wikipédia um bom resumo do conceito: “a coincidência da transformação das circunstâncias com a atividade humana”. São mudanças concomitantes (e dialéticas) de circunstâncias (econômicas, sociais, naturais) e de ideias (pensamentos, vontades, ímpetos, ações). Mudanças de “fortuna” e mudanças de “virtú”, diria Maquiavel. Estaria em formação uma nova práxis? Cedo ainda para saber e concluir. Mas certamente não é cedo ainda para tentar compreender que as ruas e os grafos sociais do CIBERESPAÇO sinalizam a vontade e necessidade de olhar os mesmos e velhos problemas brasileiros sob ângulos e óticas distintas. E de, quem sabe, ao fim e ao cabo, pactuar um novo Contrato Social no país, “reaproximando” Estado/Nação e Nação/Estado.   “Problema” 1 : O Brasil e o governo Dilma. O senso comum parece estar encomendando um réquiem e as expectativas sobre a economia e a política são hoje sombrias. Quebrou-se a confiança geral. As relações econômicas e as relações políticas se dão, agora, em ambiente de desconfiança. Isto é muito grave. Prenúncio de crise. A confiança, madrinha das relações sociais, é o alicerce de tudo. Alicerce do Contrato Social.  Seria, na economia e na política, pura ciclotimia? Ou realmente a vaca foi ou vai pro brejo? Na economia, voz isolada, o economista (PhD em Harvard) Francisco Lopes aparece de repente com artigo instigante e iconoclasta no VALOR e vaticina: “…a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo…a leitura que foi feita dos números do BC configura um caso clássico do que a psicologia cognitiva denomina de viés de confirmação (confirmation bias) , que ocorre quando as pessoas só são sensibilizadas por informações que pareçam confirmar suas crenças ou hipóteses, ignorando qualquer evidência em sentido contrário…”. Segundo ele, pode ser que a publicação dos números do PIB em agosto venha a confirmar que “a taxa de crescimento em quatro trimestres do PIB do segundo trimestre fique muito próxima de 4% (VALOR, 17/07/2013). Com a reversão das expectativas e a quebra da confiança geral, o vaticínio geral é pessimista: deterioração, numa só palavra. Na economia, nem a perspectiva de melhoria do índice da inflação consegue reverter o pessimismo. Espera-se ainda um sinal forte da presidente Dilma na área da política fiscal e na área mais ampla da política econômica. O seu discurso no “Conselhão”, puxando para ela as rédeas da política econômica, ainda não foi suficiente. O que fazer? Tem receitas para todos os gostos e matizes políticos. As disputas políticas (sucessão de 2014) turvam o ambiente. A base aliada está em guerra de todos contra todos. Todos “ouvem”, mas nem todos “processam” as vozes das ruas. Demandas difusas (aparentemente), mas respostas “antigas”. Quem olha de longe lembra: parece diálogo de surdos. Eles não falam a mesma linguagem. Qual linguagem? O fundamental, é claro, é ouvir e “processar” as vozes das ruas. E dialogar “ad nauseam”. Tanto dialogar no plano real, quanto dialogar no plano virtual do CIBERESPAÇO. Pavimentando, insisto, no tempo, quem sabe um novo Contrato Social.   Enquanto isto, ninguém pode esquecer que a sociedade percebida por Hobbes, do “homem-lobo-do-homem” foi historicamente “contrabalançada” pela sociedade do “Contrato Social” de Rousseau. E produziu, na síntese, a “invenção” do Estado Nacional. No Estado Nacional, para utilizar o conceito de Max Weber, “o Estado tem o monopólio legítimo do uso da violência”. Queremos “outro” Estado? Vamos pactuar democraticamente… As ruas parecem pedir e propor um novo Contrato Social. Isto requer visão de Estado, para além das disputas políticas e paroquiais. Neste sentido, há que se fazer e produzir diálogos nas redes sociais. Mas há, também, e isto é fundamental, que se “cobrar” responsabilidade histórica de lideranças como Lula, como Fernando Henrique, como Marina Silva. É tempo de grafos sociais na internet e de “HUBS” (os formadores de opinião na internet). Mas é tempo, também, de oráculos à moda antiga. Não interessa a ninguém um eventual quadro de ANOMIA social. O que o país quer? A essência (fácil de falar) é canalizar as demandas, produzir o diálogo, operar as soluções. Teria se esgotado o “modelo tucano-petista” que governa o Brasil há 18/19 anos? Queremos o quê? Mais consumo? Mais investimento? Mais Estado? Menos Estado? Mais Governo? Menos Governo? Um novo Contrato Social? Por enquanto, o que se sabe, a julgar pelas pesquisas, é que o eleitor brasileiro rejeita o “status quo”. É ciclotimia? Ninguém sabe ainda. Mas já se antevê que as eleições de 2014 deverão questionar o Modelo de Estado e desenvolvimento do Brasil. A sociedade vai dizer no voto o que deseja. A pauta que parece englobar todas as demandas é: o reencontro do Estado com a Nação. Do Poder com a Cidadania.   É tempo de novos olhares sobre velhos problemas. De retomar as agendas perdidas das reformas que não foram feitas. Começando pela Reforma Política, a mãe de todas as outras. Passando pela Reforma Fiscal e Administrativa e pela reconstrução do pacto federativo. Mirando o Contrato Social.   “Prpblema” 2 : o Espírito Santo e o governo Casagrande.   No Espírito Santo, as manifestações confirmaram, nas redes sociais, que a auto-estima dos capixabas ainda é baixa. O corolário desta baixa auto-estima é, como se sabe, o baixo Capital Social, entendendo-se Capital Social como a propensão à cooperação e à confiança mútua. Ambiente que levou a sabedoria popular capixaba a desenvolver, já há muito tempo, a chamada Teoria do Caranguejo: no jogo de todos contra todos, todos saem perdendo. No “caldo de cultura” para a desconfiança, o governador Renato Casagrande clamou por diálogo no meio dos ataques ao Palácio Anchieta. Assim como em âmbito nacional, também no âmbito regional este diálogo é crucial. Ainda há tempo. É preciso superar a sensação, expressa na mídia tradicional, de falta de comando e Autoridade. E de uma ausência de diálogo que produz um (preocupante) vácuo.   Está posto pelas ruas e pelas redes que as manifestações continuam e vão continuar no Espírito Santo. É por isto que

23/07/2013 / 0 Comments
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No ES, até vinagre dá cana

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A maior evidência de que as prisões efetuadas durante e após o protesto da última sexta-feira (19) no Centro de Vitória foram arbitrárias reside numa tese simples: das 46 pessoas detidas, apenas sete continuam presas no Centro de Detenção Provisória de Viana. Os documentos divulgados no final da tarde desta segunda-feira (22) pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) mostram que não havia consistência nas acusações da polícia para assegurar a manutenção das prisões. Não restou à Justiça alternativa a não ser pôr os manifestantes em liberdade. Isso deixa claro que o governo do Estado quis que a polícia “pregasse um susto” nos manifestantes, para espantá-los de vez das ruas.   Quem tiver tempo e paciência para ler a documentação que norteou as prisões se certificará que as pessoas foram detidas de maneira arbitrária. A polícia, assim que o protesto de sexta foi dispersado, passou a fazer uma caça aos manifestantes nas ruas do Centro da Capital capixaba.    O critério usado para abordar os suspeitos foi simples. A polícia construiu um estereótipo de manifestante. Quem estivesse circulando pela região Central na tarde de sexta trajando bermuda, camiseta (pretas, principalmente), carregando uma mochila nas costas, era considerado um suspeito em potencial.    Nas abordagens truculentas e arbitrárias relatadas pelos detidos, até um litro de vinagre poderia ser considerado “prova” suficiente para mandar o suspeito para a cadeia. Máscara com filtro para se proteger do gás lacrimogênio? Cadeia. Estilingue? Cadeia. A manifestante que apanhou uma bala de borracha no chão, provavelmente para guardá-la como suvenir do protesto,  não sabia, mas estava “plantando” prova contra si mesma quando resolveu enfiar o artefato na bolsa.    Azar mesmo tiveram aqueles que não tinham nada a ver com o protesto, mas pagaram o pato do mesmo jeito. Caso de dois funcionários públicos de Domingos Martins que vieram para Vitória para se matricular numa faculdade e acabaram vendo o sol nascer quadrado em Viana.    O infortúnio marcou também a vida da funcionária de uma loja no Centro. Nem o uniforme da empresa funcionou como álibi. Para a polícia, a trabalhadora preenchia as características do “perfil do manifestante”. O critério se estendeu a outras pessoas alheias ao protesto que circulavam naquele dia pelo Centro.    Além das prisões arbitrárias, o chefe de Polícia Civil, Joel Lyrio – mais novo porta-voz do governador Renato Casagrande para falar sobre os protestos (já experimentou o comandante da PM, Edimilson dos Santos, o secretário de Segurança, André Garcia) -, como os outros interlocutores do governo, demonstrou estar mal instruído.    Exemplos do despreparo não faltam. A polícia chegou a divulgar que havia apreendido uma carabina e uma pistola, mas no documento apresentado pelo TJES sobre as prisões, nem revólver de espoleta aparece.    A imprensa , no fim de semana e nesta segunda (22), a partir de declarações de Lyrio e do próprio governador, noticiaram com grande destaque que os “vândalos” estavam recebendo de R$ 10 a R$ 20 para atacar os prédio públicos. O chefe da PC, no entanto, quando foi detalhar o assunto, mostrou que a história também era um tanto frágil. As explicações de Lyrio sobre a denúncia não convenceram as pessoas com um pouco mais de perspicácia.    Todos esses episódios, somados à decapitação da estátua que ornamentava as escadarias de acesso ao Palácio Anchieta, principal palco dos protestos da última sexta, foram estrategicamente trabalhados para criminalizar as manifestações de rua. O objetivo do governador, que parece aos poucos estar sendo alcançado, é jogar a população contra os protestos. Parte da imprensa também está se empenhando bastante para “vender” a tese do governo à sociedade.    Criminalizando os movimentos e criando o clima de terror nas ruas – como no episódio das prisões arbitrárias -, o governo pretende ir desidratando os protestos, até que ele seja reduzido a um número ínfimo de pessoas e acabe.    O governo acha que o plano está funcionando, pois sente que a opinião pública vai, aos poucos – principalmente agora que o pedágio da Terceira Ponte jé caiu para R$ 0,80 -, apoiando as ações de repressão ao movimento e tratando os manifestantes como uma turba ensandecida de vândalos.    É oportuno lembrar que o movimento das ruas é um fenômeno novo. Como já aconteceu ao longo desses 30 dias de protestos, o movimento pode surpreender a qualquer momento e acabar levando o plano do governo para o vinagre. 

23/07/2013 / 0 Comments
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