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Show em prol do Restaurante Sol da Terra reúne samba, reggae e forró

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Lar, doce lar. Como evitar o clichê? Após quatro meses acolhida sob o teto da solidariedade alheia, a família Ortiz finalmente voltou para casa. Há uma semana, Marco e quatro filhos respiram novamente o ar da residência da família, que, embora erguida ao lado do Restaurante Sol da Terra, sobreviveu ao sinistro acidente de março deste ano.    Marco Ortiz e quatro filhos passaram quatro meses dividindo o apartamento de uma vizinha, em frente ao restaurante. Agora o astral da família mudou. Não que tenham sido mau tratados no apartamento. Pelo contrário: foram muito bem acolhidos.    O caso é que nada substitui o sentimento de retornar ao seio da própria casa. “Maravilhoso”, ele diz. Ele recorre ao mesmo adjetivo para se referir ao próximo evento Solidariedade da Terra, que acontece nesta sexta-feira (26), no Barracústico, em Vila Velha. Participam as bandas Kalifa (foto), Bloco Bleque, Lion Jump e Trio Arrumadinho.   Mais uma vez, todos os artistas se puseram em disposição solidária à família Ortiz. É como diz Diego Lyra, vocalista da banda de samba-rock Kalifa, que logo de início faz questão de frisar: “É importante dizer que a banda não aceitou um convite. A banda se colocou à disposição do restaurante, para participar de qualquer evento a ele relacionado”.    “O cachê é o menor dos fatores. Acho que a gente tem um ganho cultural com isso”, completa.   As palavras do vocalista têm duas razões imediatas. Uma, como o próprio diz, ele é “cria do Centro de Vitória”. Dois, os integrantes da banda eram frequentadores assíduos do Sol da Terra. “A gente tem uma ligação muito forte com ele, a ponto de ver no Sol da Terra um patrimônio do Centro de Vitória”, completa Diego.   Com um single para ser lançado em 1° de agosto – Um Dia Bom – e um disco cheio previsto para o início de dezembro, a banda demonstra entusiasmo, o mesmo que irradia quando está no palco. O sambalanço alegre do Kalifa está pronto para o show no Barracústico – e com o time todo em campo.    “A gente se sente bem não apenas vendo as pessoas sambando com a nossa música, mas também participando de um ato desse”, diz Diego.   Amparado no indefectível tripé zabumba-triângulo-sanfona, o Trio Arrumadinho faz o típico tradicional forró pé de serra. O repertório do trio, logo, típico do gênero: Dominguinhos, Elba Ramalho, Alceu Valença, Trio Nordestino, além de músicas autorais, segundo diz Mauro Dblaze, um dos “arrumadinhos”. A noite terá o reggae raiz do Lion Jump.  Megagrupo que transforma samba, MPB, rock, forró e o que mais houver num batuquelê dançante, o Bloco Bleque também é conhecido pelas vibrantes apresentações.   Para o bloco, dois fatores tornam especial o show no Barracústico. O primeiro é o fator solidariedade. “A família do Marco Ortiz é muito próxima de todos do bloco. Todo mundo tem uma eterna gratidão por ele, pelo incentivo que ele dá à galera da música”, diz a vocalista Juana Zanchetta.    O segundo: a banda não se reúne para tocar desde março, quando se apresentaram em Linhares. Gustavo Macacko e Alexandre Lima hoje se dedicam a projetos pessoais, o que dificulta um ajuste de agendas.    O primeiro mudou-se para o Rio de Janeiro; o segundo assumiu a secretaria de Cultura de Vitória. Mas os dois estarão sexta-feira no Barracústico animando a festa. “O grande barato desse show é que está todo mundo doido para tocar. Tá todo mundo animado. Eu tô muito animada”, entusiasma-se Juana. Serviço O Solidariedade da Terra – Barracústico acontece neste sexta-feira (26), a partir das 22h, no Barracústico. Av. Beira-mar, 264, Barra do Jucu, Vila Velha. Ingressos: R$ 10 (primeiro lote) e R$ 20 (segundo lote). À venda no Bicho Guloso, Zepellin, lojas Bahamas e com Amigos Sol da Terra.

23/07/2013 / 0 Comments
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Manifestantes fazem nova assembleia geral popular nesta terça-feira na Ufes

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Uma nova assembleia geral popular será realizada por manifestantes nesta terça-feira (23), às 18 horas, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), para discutir os encaminhamentos das mobilizações populares em Vitória. Após encontro realizado nessa segunda-feira (22), sob forte esquema policial, na praça em frente ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), a decisão foi tomada para que as sugestões sejam discutidas com mais calma pelos participantes dos movimentos.    Na ocasião, os representantes da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) e do Conselho de Direitos Humanos (CDH-ES) atualizaram os manifestantes sobre o número – sete – de pessoas que ainda estão presas desde sexta-feira (19). Segundo os manifestantes, aqueles que continuam presos já estão com o processo em análise na Justiça e a expectativa é que eles sejam soltos ainda nesta terça.    Os manifestantes também avaliaram e discutiram os fatos da última manifestação, assim como a posição da policia, do governo do Estado, e ouviram relatos dos militantes.    Nessa segunda-feira (22), o “Movimento não é por 20 centavos, e por direitos ES” divulgou nota de repúdio contra a criminalização, por parte do governo do Estado, das manifestações do ultimo dia 19. A entidade denuncia que houve “completo desrespeito, injustiça e violação dos Direitos Humanos” e classifica como arbitrarias as prisões. ''Entre os detidos estavam menores de idade, jornalistas e trabalhadores uniformizados que apenas retornavam as suas casas''.

23/07/2013 / 0 Comments
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Prefeito interino de Pedro Canário entra com recurso contra candidatura de Wilson Fiorot

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A eleição extemporânea do município de Pedro Canário, noroeste do Estado, está na dependência da decisão ao recurso impetrado pelo advogado Rafael Merlo, da coligação Pedro Canário não pode Parar – formada pelos partidos PR, PT, PP, PRB, PSC, PRTB, PHS e PTB –, representante do prefeito interino do município, Gildenê Pereira dos Santos, o Gil da Saúde (PR), que ocupa o cargo na condição de presidente da Câmara Municipal.    A ação contra o registro de candidatura do ex-prefeito Wilson Fiorot (PSB) segue para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), depois de não ter sido acolhida pelo juiz eleitoral no município.    A petição alega que Fiorot não pode ser candidato, tendo em vista que a eleição só ocorre extemporaneamente porque é a extensão das eleições de outubro de 2012, em que o então prefeito teve recurso negado e registro de candidatura indeferido pela ministra Nancy Andrighi.    Wilson Fiorot e Leone Márcio Santos, candidatos a prefeito e vice-prefeito, receberam mais de 50% dos votos nas eleições majoritárias de outubro em Pedro Canário, mas esses foram anulados, havendo necessidade de novo pleito.    O advogado de Gil da Saúde entende que Fiorot não pode ser candidato também neste caso – ele teve pedido de candidatura impugnado nas eleições municipais. A disputa em Pedro Canário está marcado para o dia 4 de agosto. 

23/07/2013 / 0 Comments
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Empresa de beneficiamento de rochas deve pagar R$ 25 mil por danos morais coletivos

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A empresa Nemer Mármores e Granitos S/A, de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado), deve pagar R$ 25 mil de indenização por danos morais coletivos depois da morte do trabalhador Álvaro Ferreira Campos, em fevereiro deste ano, que atuava no descarregamento de um contêiner de chapas de rochas. O setor é um dos que mais registra acidentes fatais com trabalhadores no Estado.    A indenização é resultado de um inquérito instaurado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Cachoeiro de Itapemirim, que propôs a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa, que aceitou a medida. A empresa também se comprometeu a não mais fazer o descarregamento de contêineres de chapas sem que os pacotes sejam escorados por equipamento adequado para evitar a queda de peso sobre os trabalhadores encarregados da operação.    A indenização de danos morais coletivos ocorre em forma de doação à Secretaria de Ação Social de Cachoeiro. Em caso de descumprimento da obrigação, a empresa deve pagar multa de R$ 20 mil por operação em desacordo.    Os acidentes – na maioria das vezes fatais – que ocorrem no setor são frequentemente denunciados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Mármore, Granito e Calcário do Estado (Sindimármore). A morte do trabalhador Álvaro Ferreira foi a quarta somente em 2013. A frequência de acidentes no setor levou a entidade a fazer denúncia ao Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), além de promover diversas mobilizações. A entidade cobra investimentos em segurança, treinamento e equipamentos para que as mortes sejam evitadas.    O primeiro acidente de 2013 matou o ajudante de serrador Darci Simões, esmagado por chapas de granito. Ele trabalhava na empresa Caliman Mármores e Granitos, em Cachoeiro de Itapemirim. O sindicato constatou que o trabalhador estava trabalhando sozinho fazendo movimentação de chapas, o que é proibido.    Já em 10 de fevereiro  o ajudante de serrador Neucimar de Oliveira sofreu um acidente automobilístico ao deixar o turno, na empresa Sermagral, também em Cachoeiro. No dia 18 do mesmo mês, o ajudante Adriano de Souza sofreu acidente de trabalho na empresa Granitos Capixaba (Granicap) na localidade de São Gabriel de Baunilha, em Colatina (noroeste do Estado) e morreu no dia seguinte, no hospital.    Álvaro Ferreira sofreu o acidente também no dia 18 de fevereiro, mas morreu no dia 25 do mesmo mês. 

23/07/2013 / 0 Comments
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TCE vai analisar devolução de penduricalhos pagos a membros do MPES

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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai iniciar, na sessão desta quinta-feira (27), o julgamento da auditoria no pagamento de penduricalhos a membros do Ministério Público Estadual (MPE). Depois de sete anos de tramitação, a legalidade dos repasses feitos às vésperas das eleições internas do MPE, em 2006, deve ser examinada. O Ministério Público Especial de Contas (MPC) se manifestou pelo ressarcimento dos R$ 4 milhões que teriam sido pagos de forma irregular a promotores e procuradores de Justiça. Desde o início deste ano, o processo (TC 1574/2006) é relatado pelo conselheiro Sérgio Aboudib, que deve se posicionar sobre o pedido de devolução dos recursos públicos. Essa não vai ser a primeira vez que o caso entra em julgamento. Em março de 2008, o então relator do caso, conselheiro Mário Alves Moreira (já aposentado), votou pela irregularidade do pagamento. No entanto, o processo foi convertido em diligências após um intenso debate entre os conselheiros da época – todos aposentados ou afastados da corte. Esse novo julgamento deve revelar o posicionamento da atual corte sobre os pagamentos realizados durante a administração do então procurador-geral de Justiça, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, que é atualmente desembargador do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Na época, as verbas para o pagamento dos membros do MPE saíram do orçamento do Executivo estadual, então comandado pelo governador Paulo Hartung (PMDB) – que teve quatro dos atuais conselheiros em seu secretariado. De acordo com os autos do processo, o Ministério Público capixaba efetuou o pagamento de R$ 43,68 milhões a título de abono variável aos seus membros ativos, aposentados e pensionistas no período entre janeiro de 2003 e dezembro de 2004. Esses valores tinham sido disciplinados pela Resolução nº 245 do Supremo Tribunal Federal (STF), que não previu a incidência de qualquer tributo. No entanto, o órgão deu um jeitinho para a continuidade dos benefícios. No ano seguinte, o então chefe do MP, José Paulo Calmon Nogueira da Gama, iniciou a movimentação nos bastidores para a suposta restituição da contribuição previdenciária – comprovadamente inexistente no pagamento do abono variável. O total dos desembolsos atingiu a marca de R$ 4,052 milhões no dia 30 de março de 2006, na véspera das eleições internas no MPES – onde acabou sendo reeleito pelos colegas. O procurador de Contas Heron Carlos Gomes de Oliveira concluiu que o pagamento dos supostos “penduricalhos legais” não atendem à legislação e recomendou a devolução dos valores pagos de forma irregular. O parecer indica que os penduricalhos resultaram da soma de uma série de benefícios, como a incorporação do 11,98% (compensação de perdas da URV), diferença de vencimentos e até de vantagens pessoais – como verbas de representação e gratificações por tempo de serviço. Apesar de concluir pela ilegalidade dos pagamentos e sugerir que o plenário do TCE determina a devolução dos recursos, o procurador-geral de Justiça à época não foi responsabilizado na manifestação. Melhor sorte não teve a sua subprocuradora Heloísa Carpi, que assinou o ato de pagamento dos penduricalhos, que teve a recomendação de sanção à aplicação de multa em função da antecipação dos valores sem o devido respaldo legal.

23/07/2013 / 0 Comments
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Na boca do povo

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As mobilizações populares que ganharam as ruas do Estado há um mês reúnem as principais reivindicações ambientais levantadas pelos movimentos sociais, até hoje sem respostas do poder público. Claramente, uma sinalização de que as omissões do governo e da Assembleia Legislativa já esgotaram a paciência dos capixabas. O ideal e obrigatório seria se essas recebessem a devida atenção de quem deve responder por elas, mas está difícil – quase impossível. Meio ambiente por aqui é prioridade zero.    Expresso em vozes, cartazes, manifestos e notas públicas, o descontentamento é generalizado. Mas um ponto, em especial, é comum a todos os movimentos: a cobrança pela abertura da CPI do Pó Preto, que não saiu devido à manobra consolidada pelo governo Renato Casagrande e os deputados estaduais. E houve de tudo um pouco: gente que assinou e depois recuou; a bancada do PT jogando no lixo bandeiras partidárias sem apoiar a investigação e, claro, o lobby da Vale – esse não poderia faltar.   O festival de articulações ficou gravado na memória da população, com todos os nomes e sobrenomes. Muitos deputados apostam todas as fichas no recesso, confiantes no tal esquecimento, mas não é o que indica o termômetro das redes sociais. Até a disputa do ano que vem, listas e listas prometem circular.    Iniciativa do deputado estadual Gilsinho Lopes (PR), a CPI sanaria a principal angústia dos moradores da Grande Vitória, hoje e sempre: a poluição do ar. A cobrança por rigor do governo e da Assembleia no trato ao problema, já expressa inúmeras vezes, virou um manifesto assinado pelas entidades do Bloco Ambiental. Há argumentos de sobra.   Outro ponto importante levantado é a postura do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) no licenciamento dos grandes projetos poluidores do Estado. Irregularidades, omissões e favorecimentos compõem o cenário.    Também há queixas em relação ao descaso com que é tratada a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), que só no atual governo já passou pelas mãos de três diferentes dirigentes; ao sucateamento do Iema, que também troca de comando igual se troca de roupa, e a inoperância do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).   Além disso, os projetos portuários previstos para o Estado, em que licenciamentos têm sido concedidos sem qualquer discussão com a sociedade. Nem mesmo o Conselho Estadual de Cultura (CEC), que deveria avaliar os empreendimentos em áreas abrangidas pela Mata Atlântica, é consultado. A comissão dos portos aprovada pelo menos conselho, então, nem pensar. O governo não cria de jeito nenhum. Os interesses são muitos, ninguém pode atrapalhar.   Embora a classe política capixaba já esteja careca de saber dos anseios da população, todas as demandas que surgiram agora ainda com mais força estão, tim-tim por tim-tim, nas mãos de Casagrande, Theodorico Ferraço (DEM), Cláudio Vereza (PT), etc, etc e etc. Não é por falta de aviso – aliás, repetidos avisos.     Manaira Medeiros é mestre em Políticas Públicas e Desenvolvimento Local e especialista em Gestão e Educação Ambiental Fale com a autora: manaira@seculodiario.com

22/07/2013 / 0 Comments
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Prova de fogo

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O Tribunal de Contas do Estado, famoso “Tribunal do Faz de Conta”, será mais uma vez testado com essa história de auditoria no contrato do governo do Estado com a Rodosol. Acatar os quesitos sugeridos pela Assembleia Legislativa para ampliar a investigação, com foco apenas no contrato 001/1998, é mole. Um prato cheio para muita gente. A grande questão será a resposta da Corte sobre o pedido do Ministério Público Especial de Contas (MPC) de incluir oito nove itens, entre eles as negociações feitas pelo governo Paulo Hartung (PMDB) com a concessionária. Pois sem dúvida, renderam provavelmente o melhor presente à Rodosol: não bancar investimentos milionários em obras, mantendo um pedágio abusivo. Realizar uma auditoria meia-boca, apenas para dar uma resposta à população, é perda de tempo. Os capixabas não caem mais nessa. Esta precisa incluir todos os períodos da ponte, desde sua construção, até os recentes aditivos. Como tudo que envolve Hartung chega ao TCE e de lá não sai mais, essa eu quero ver.   Prova de fogo II Aproveito para pontuar novamente: Hartung sumiu do mapa. O clima está perigoso para o ex-governador. Melhor não arriscar.   Devagar O governador Renato Casagrande já desistiu das redes sociais de novo? Desde sexta-feira (19), data do último protesto, não diz nada no Facebook e Twitter, muito embora não se canse de fazer declarações na mídia corporativa.    Sem mistério A propósito, os interessados em acompanhar os dois lados das mobilizações populares encontram muitas informações, vídeos, imagens e etc. nas páginas oficiais do Protesto GV, “Não é por 20 centavos, é por direitos” e Anonymous ES. O governo certamente está de olho em tudo. Só de olho, fazer contato que é bom…   Voltou atrás No mínimo esquisito o papel que prestou o presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra, ao recuar de suas declarações feitas na sexta-feira (19), quando condenou a depredação do patrimônio público, mas também a ação desproporcional da polícia. Mafra chegou até a anunciar que representaria contra a PM, para que os responsáveis pelos excessos fossem responsabilizados. Mudou rapidinho de ideia.   Pobres de nós No Twitter, o vereador licenciado e secretário de Transportes de Vitória, Max da Mata (PSD), manda o seguinte desabafo: “está cada dia mais difícil ser político no Brasil. O desestímulo é grande”. Pois é, se está ruim para os políticos, imagine para nós, eleitores…   Grande família A juíza Margareth Zago Rabelo, mulher do ex-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Manoel Alves Rabelo, entrou com pedido de aposentadoria por contribuição no IPAJM – 31 anos e 19 dias. Ela é apenas uma integrante da grande família que ele emplacou no Judiciário.    Grande família II Também como juízes têm o filho do desembargador Gustavo Rabelo e o genro Luciano Costa Bragato. Já as filhas Emanuelle e Roberta são servidoras do Tribunal. Tudo em casa.   Inconformada A ex-secretária de Cultura de Pedro Canário Ana Kesia (PRP), demitida pelo prefeito e candidato Gil da Saúde (PR) após decisão de compor com a candidatura a prefeito de Antônio Wilson Fiorot (PSB), está atrás de recuperar seu cargo. Acredita que o ato não poderia ter sido consolidado em plena campanha eleitoral – o município tem nova disputa no dia 4 de agosto.    140 toques “Demagogia barata: Casagrande preocupado com a restauração do patrimônio depredado. Não seria melhor ter tomado medida preventiva de contenção?”. (Articulador da Rede Sustentabilidade no Estado, Roberto Belling – no Twitter).   PENSAMENTO: “A verdade nos leva a todos os lugares, até mesmo à prisão”. Provérbio Polonês

22/07/2013 / 0 Comments
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Eleição quente para federal

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Enquanto não se chega a uma previsão correta do que vai significar a rua nas eleições de 2014, vamos tocando o pleito do jeito que ela caminha. Vendo, por agora, através apenas da movimentação dos seus principais atores, que são os candidatos à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Enquanto a rua não der as caras, a eleição à Câmara dos Deputados, que se afigura como uma das mais difíceis dos últimos pleitos, vai encontrar o partido do governador com dois fortes candidatos: o atual deputado federal Paulo Foletto e o secretário de Esporte do governo, o deputado estadual Vandinho Leite (de saída do PR e em vias de ingressar no ninho socialista). O PSB é um partido que tem hoje 23 prefeitos. Uma base eleitoral de peso. Coligará com quem? Vai depender como vão depender também os demais partidos. Nenhum deles tem legenda cheia. O PT também veio com um quarteto forte: Givaldo Vieira, Iriny Lopes, Perly Cipriano e Helder Salomão. No período das eleições municipais, as movimentações do vice-governador Gilvaldo Vieira, usando o aparelho do governo para chegar aos prefeitos, passava a impressão de favoritismo. Mas com o tempo, a queda do prefeito de Cariacica, o Juninho (PPS), a ida do Hélder Salomão para Secretária de Assistência Social, fez sombra em Givaldo. Iriny Lopes também é uma candidata de não se ignorar. É quem sempre se elegeu deputada federal com o eleitorado do próprio PT. O PSDB também vem forte: o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, Max Filho, Guerino Balestrassi e César Colnago. Os cálculos que rolam dão como a possibilidade, dependendo naturalmente da coligação, conquistar uma vaga para Luiz Paulo e outra para Max Filho ou Guerino Balestrassi.   O PMDB, que sempre fez seus deputados federais à custa do governo, como o caso específico do Lelo Coimbra, vai ter dificuldade em achar o seu espaço. Não só pelas dificuldades do Lelo, como pela vontade do Camilo Cola em não disputar mais, como também pelas perdas eleitorais da deputada Rose de Freitas nas eleições passadas. Nos municípios em que predominavam, seus candidatos perderam. Ainda tem o PDT. Vem forte com o ex-prefeito Sérgio Vidigal. Como nos demais casos vão precisar também de uma boa coligação. Tem o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) preparando-se para disputar o pleito de federal. E tem ainda Carlos Manato indo para o PP para encontrar-se com Neucimar Fraga no PV e formar uma coligação. A conta fecha com a deputada federal Lauriete (PSC) buscando reeleição em coligação com o PR, partido do seu marido, o senador Magno Malta. 

22/07/2013 / 0 Comments
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Palhaçada em torno do Caso Snowden

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Está fazendo um carnaval sem pé e nem cabeça a respeito de informações sigilosas dos Estados Unidos que teriam sido divulgadas por Edward Snowden, ex-técnico da CIA. Metade do mundo se manifestou preocupada. Ora, onde estamos? É sabido que desde George Orwell – 1984 – já não estamos tão seguros assim.   Pior foi a Dilma Rousseff achar que os Estados Unidos deviam explicações ao Brasil. Obama nem deu bola. Ridículo isso! Afinal, o que temos para ser tão importante assim? Ou será medo dos depósitos nos paraísos fiscais?   A Google dispõe de mais informações que a CIA e nem por isso é molestada pelos países. Uma vez Obama quis que a empresa dispusesse de informações para o seu governo. Quer dizer, nem o governo americano tem informações que a Google tem.   Passado uns dias do vexame presidencial brasileiro, a esperta presidenta solicitou ao Ministério das Comunicações que encontrasse, através do tal marco civil da Internet (bobagem criada por eles), elementos que pudessem obrigar as empresas estrangeiras, como a Google, a armazenarem dados de brasileiros no Brasil e não nos Estados Unidos. Mas será que o espertalhão do ministro entendeu?   Mesmo com o reconhecimento da senhora presidenta de que a Google é o canal, essa se acha nos direitos internacionais de se preservar. Ora, se nem Obama conseguiu, a Dilma vai conseguir?   Bem, não tenho nada a esconder, mas sempre disse que a empresa mais importante do mundo era a Google. A prova está ai, e agora?   PARABÓLICAS   Nossa amiga Vanda Simas está fazendo um ótimo trabalho no rádio capixaba. Excelente comunicadora. Trabalhamos juntos na Rádio America.   Magno Santos esta se recuperando de um grave acidente ocorrido com ele. Mas é um cara forte e vai se sair bem dessa.   Ademir Barcelos, de longa data, se tornou de repente um grande poeta. Engenheiro de som sempre foi dos melhores   Etelvino Filho, agora no Face, foi um dos melhores apresentadores do FM no Estado, nos idos anos 80. Um abraço!   MENSAGEM FINAL   Sempre que estiver em um dos extremos, estará fora da realidade. Buddha (Siddharta Gautama)

22/07/2013 / 0 Comments
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Documentos revelam prisões arbitrárias durante ação policial em protesto

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Garrafas de vinagre, máscaras de gás, luvas e uma cápsula de munição de borracha disparada pela Polícia Militar. Foram esses os itens – em alguns casos, nem isso – que justificaram as prisões de manifestantes e populares após os protestos no Centro de Vitória, na última sexta-feira (19). Os documentos enviados pela Polícia Civil ao Poder Judiciário confirmam os relatos que já circulam nas redes sociais e na mídia local: quem estava nas imediações do Palácio Anchieta foi considerado como suspeito de participação nos atos de vandalismo pelos policiais. Clique aqui e veja a íntegra dos documentos relacionados às prisões durante o protesto na Capital A documentação, publicada no site do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), revela o teor dos depoimentos prestados por 33 detidos nos protestos – entre os 46 presos na ocasião – e de quatro policiais, que conduziram os “suspeitos” até a Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio, também na Capital. Em nenhum dos documentos constam a apreensão de armas de fogo – divulgadas amplamente pela polícia no dia seguinte ao protesto –, bem como há qualquer insinuação de que os manifestantes teriam sido pagos para participarem da depredação dos prédios públicos e bancos. Os depoimentos dos detidos revelam evidências de arbitrariedade nas prisões, muitas ocorridas logo após o protesto. Entre os detidos estavam pessoas que trabalham no comércio do Centro, que haviam sido liberados em função dos protestos e acabaram sendo detidos, assim como estudantes e populares, que participaram do protesto, mas negaram qualquer ligação com os ataques praticados por um pequeno grupo que atacou os palácios Anchieta e da Fonte Grande, além da sede da Secretaria estadual da Fazenda (Sefaz) e as agências de bancos da região – dois privados e um público. Todos os 33 detidos – cujos depoimentos foram divulgados – declararam à polícia que não sabiam a motivação de suas prisões. Na maior parte da história, os manifestantes foram surpreendidos pela abordagem policial, que justificou as prisões pelo fato de portarem objetos que teriam ligação com o protesto. Em um dos casos, um empresário de 22 anos denuncia que “a Polícia Militar abordou as pessoas sem critério algum, levando todos”. Ele afirma que foi detido próximo à avenida Beira-Mar sem portar qualquer tipo de “item suspeito”. Outro detido, um tatuador de 25 anos, disse em depoimento que estava próximo a uma loja, cujo um grupo forçava a porta para abrir, quando os policiais da Rotam chegaram ao local. Segundo ele, o grupo começou a se dispersar, enquanto se manteve com as mãos para o alto para indicar que não estava participando do ato. No entanto, os policiais o detiveram como um dos suspeitos. Relatos como esses fazem parte do conjunto de depoimentos dos manifestantes. No entanto, chama atenção às versões trazidas por populares, que alegam sequer terem participado do protesto. Nesse rol de casos, surgem histórias como a de dois estudantes residentes em Domingos Martins (região serrana do Estado), que vieram à Capital para fazer a rematrícula em uma faculdade; e de uma vendedora de uma tradicional loja do bairro ou ainda de um monitor do Teatro Carlos Gomes, que foi detido logo após ser liberado do trabalho. Várias histórias, uma versão Na versão dos policiais (Gustavo Malini Barcelos, Laudimar Pereira de Oliveira, Márcio Dias de Sousa e Gelson Liberato Júnior) que comunicaram o flagrante, todos os manifestantes teriam participado diretamente dos atos de vandalismo durante o protesto – até mesmo aqueles que disseram, em depoimento, que estavam trabalhando no horário do protesto. Os dois primeiros militares (lotados na Rotam) disseram que foram atender a uma ocorrência de “depredação generalizada” no Centro de Vitória, por volta das 15 horas (logo após a ação tática da PM, que dispersou os manifestantes). Nos depoimentos idênticos, os dois militares da Rotam afirmam categoricamente que todos os detidos foram “flagrados nesta depredação”. Para justificar essa tese, eles citam a apreensão de garrafas de vinagre, frascos de tinta e “borracha para fabricação de estilingue”, que ressaltariam que eles estariam, em grupo, participando dos atos de vandalismo. Já a outra equipe policial, também da Rotam, foi responsável pela detenção dos manifestantes e populares dentro de um coletivo, interceptado pelos militares na altura do Clube Álvares Cabral, em Bento Ferreira. O cabo Sousa e o soldado Liberato declararam, também em depoimentos idênticos, que os detidos “estavam com objetos que levavam a crer que teriam sido utilizados para a prática de atos de vandalismo”, como vinagre, máscaras de gás, rojões e até mesmo um abafador auricular. Nos dois casos, as teses foram encampadas pelos delegados Danilo Bahiense Moreira, Leandro Piquet de Barros e Romualdo Gianordoli Neto, que ouviram todos os detidos e sugeriram o indiciamento dos detidos nos crimes de dano a bens públicos e privados (artigo 163), arremesso de projétil contra ônibus (artigo 264 e 265) e formação de quadrilha (artigo 288, todos do Código Penal). As penas máximas somadas podem chegar a nove anos de detenção. Por conta do indiciamento pelos crimes, todos os detidos tiveram que assinar uma nota de culpa, documento que informa aos suspeitos os crimes alegados contra eles no caso de prisão em flagrante. Todos os presos foram encaminhados para o Centro de Triagem de Viana. A maior parte dos detidos já foi liberada pela Justiça sob medidas restritivas de direito, como a proibição de participar de novos protestos. Até o início desta noite, havia informação de que oito pessoas continuavam presas. Entre os itens apreendidos, segundo o auto de apreensão divulgado, estão quatro garrafas de vinagre, três máscaras de gás, dois pares de luvas, uma lata de tinta spray, dois rojões, um foguete (do tipo fogos de artifício) e um abafador auricular. Todos esses itens estariam em poder dos manifestantes detidos no coletivo. Não há qualquer relato por parte dos militares da apreensão da armas de fogo (uma pistola e uma espingarda), como chegou a ser divulgado pela polícia, drogas e de outros itens que possam ser usados em atos de depredação.

22/07/2013 / 0 Comments
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