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Século Diário

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Ações de improbidade contra deputados e prefeitos começam a chegar ao Tribunal de Justiça

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Passado um ano da promulgação da Emenda Constitucional nº 85, que mudou o foro de julgamento das ações de improbidade contra deputados estaduais e prefeitos, os primeiros casos começam a dar entrada no Tribunal de Justiça do Estado (TJES). No início dessa semana, o Diário da Justiça trouxe o recebimento de denúncias contra autoridades com foro privilegiado, entre elas, o ???mentor??? da emenda, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço (DEM). O demista puxou a fila que, inclui ainda, a colega de Mesa Diretora, a deputada Solange Lube (PMDB) e o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione (PT). Esses deverão ser os primeiros casos a serem analisados por órgãos colegiados, porém, os julgamentos dessas ações podem sofrer novas mudanças. Isso porque a legalidade da emenda segue como alvo de debates nos tribunais, além do TJES, o Supremo Tribunal Federal (STF) também examina uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma. Enquanto a Justiça não dá um veredicto final sobre a emenda promulgada em 9 de julho do ano passado, as ações de improbidade devem ser encaminhadas para as câmaras cíveis do TJES, no caso dos parlamentares, ou Tribunal Pleno, em relação às denúncias contra prefeitos. Essa mudança no julgamento deve colocar as autoridades na mira da Justiça Eleitoral. Já que uma eventual condenação por órgão colegiado os enquadraria no rol de ???fichas sujas???, impedindo a participação nas eleições do próximo ano. Por outro lado, a expectativa de um julgamento mais célere e imparcial esbarra na demora para resolução dos processos no 2º grau. Em alguns casos, os processos já tramitavam por mais de quatro anos no juízo de 1º grau. Em uma das ações de improbidade contra Ferraço (011.09.002239-0), o juiz inicial do processo havia determinado a ???subida??? dos autos em dezembro do ano passado, desta forma, a ação demorou sete meses apenas para começar a ser analisada pela 1º Câmara Cível do TJES. Atualmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a cúpula do TJ capixaba cobram a resolução dos processos de improbidade e de crimes contra a administração pública que tramitam nos juízos de 1º grau. Entretanto, os julgamentos nas instâncias superiores não são alvos da mesma cobrança, fato que pode garantir uma salvaguarda para os políticos na berlinda. Caso do próprio Ferraço, que aparece em 16 ações de improbidade (apenas três delas constam no juízo de 2º grau, único com atribuição de processá-lo).

18/07/2013 / 0 Comments
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Neucimar chega ao PV com a missão de fortalecer a legenda

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Depois de um longo suspense, Neucimar Fraga deve oficializar até o final deste mês sua filiação ao PV. O ex-prefeito de Vila Velha não chega ao partido sozinho, traz com ele alguns reforços para oxigenar a legenda, que não vive o seu melhor momento no Estado.   Neucimar, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2014, aparece como a principal estrela da legenda no Estado. Ele já avisou que não está preocupado em cobiçar cargos na cúpula do partido. Sua missão é revitalizar e fortalecer o PV juntamente com os novos reforços. O ex-PR avisou que quer apenas trabalhar pelo partido, não importa em que cargo.   Apesar de chegar “pedindo licença” às atuais lideranças regionais da sigla, a ficha de filiação de Neucimar tem o carimbo da cúpula nacional do partido, que vê o novo reforço com chances reais de conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados nas eleições de 2014.    Neucimar, que foi eleito deputado federal em 2006, passa a ser o nome de mais densidade no PV, que atravessa um momento de instabilidade no Estado. Nas últimas eleições, o partido elegeu dois prefeitos (Viana e Brejetuba) e 35 vereadores.    Apesar dos números modestos, o partido se orgulhava de ter duas cadeiras na Assembleia, com Gildevan Fernandes e Sandro Locutor. O problema é que Sandro Locutor estaria de malas prontas para deixar o partido desde maio. Dos dois verdes, Locutor teria mais chances de reeleição em 2014, mas é justamente quem está de saída.   Já Gildevan, que continua firme no partido, tem chances reduzidas de se reeleger, principalmente depois de obstruir a votação do projeto que pedia o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte.    Essa crise que afeta os dois principais nomes do PV pode abrir um franco interessante para Neucimar e companhia. Em tese, o ex-prefeito de Vila Velha não seria visto pela cúpula verde como ameaça às atuais lideranças. Ao contrário, o nome de Neucimar é visto como uma oportunidade para fortalecer esse processo de revitalização do partido.

18/07/2013 / 0 Comments
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Sejus ratifica penalidade contra Bic Soluções, que fornecia alimentação para presídios

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A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) publicou no Diário Oficial desta quinta-feira (18) a ratificação da penalidade à empresa Bic Soluções em Alimentação Ltda. por descumprimento de contratos de fornecimento de marmitex em quatro presídios do Estado. A empresa atendia o Centro de Detenção Provisória de Aracruz (CDPA) e de São Mateus (CDPSM), no norte do Estado; e a Penitenciária Estadual de Vila Velha I e II. Com a decisão, a Bic fica impedida de participar de licitação e contratar com a administração pública por dois anos.    Em maio deste ano, a empresa havia sido multada pela Sejus por descumprimento de contrato nas unidades de Aracruz e São Mateus. No caso de São Mateus, a Bic Soluções recebeu multa no valor de R$ 70.430,11, que representa 10% sobre o valor do saldo contratual ainda não executado pela empresa; e suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a administração pública pelo prazo de um ano.    Já pelo contrato de Aracruz foi aplicada multa de 50% do valor correspondente da refeição, por conta da ausência da entrega das refeições; multa de 10% a cada 30 minutos de atraso, do valor total das refeições previstas para aquele horário; multa de 40% sobre o valor das refeições que foram entregues faltando itens do cardápio, e no caso de substituição de refeições entregue fora do período de duas horas previsto no contrato; e multa de 10% do valor total das refeições previstas para aquele horário, no caso de alteração do cardápio sem a prévia comunicação.  O montante apurado pela Sejus para esse conjunto de irregularidades foi de R$ 9.769,77.    A empresa foi denunciada por incluir itens impróprios para consumo nas marmitas do CDP de Aracruz. O feijão incluído nas refeições continha larvas, pedras, grãos partidos e até insetos. O Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos de Aracruz, após vistoriar a unidade e a empresa que fornecia os gêneros alimentícios, retirou uma amostra do feijão e enviou para a Vigilância Sanitária do município, que encaminhou para o Ministério da Agricultura, que, em laudo, classificou a amostra como imprópria para o consumo.

18/07/2013 / 0 Comments
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‘Ação de sucesso’ da PM provoca ferimento de 18 pontos em professora

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A “ação de sucesso” da Polícia Militar do comandante-geral da PM do Espírito Santo, coronel Edmilson dos Santos, custou 18 pontos no joelho da professora de Filosofia Maria Cecília de Souza, uma das cidadãs que tentaram assistir à sessão da Assembleia Legislativa da última segunda-feira (15). Em entrevista a jornais capixabas, avaliando a conduta policial nesse dia, o coronel mais uma vez gabou-se de uma barbárie.    Maria Cecília acertadamente previu uma sessão concorrida para a votação do decreto suspendendo a cobrança de pedágio da Terceira Ponte. Achou por bem chegar mais cedo para assegurar um assento na galeria e às 13h30 estava na porta da Assembleia. Eram cerca de 14h20 quando a Casa do Povo liberou as portas aos manifestantes. Sua vez estava próxima quando cerraram as portas.   Os seguranças não deram comunicado ou justificativas. Ainda havia cerca de 60 pessoas do lado de fora. Houve tumulto. De repente, um jato de spray de pimenta oriundo de dentro da Assembleia dispersou o grupo. A ação de segurança recrudesceu quando soldados da polícia saíram do prédio da Assembleia. Formando uma barreira, vociferavam: “Vaza, vaza!”.    Maria Cecília vazou. Fazer o quê? Desceu serenamente a escadaria. Mas “serenamente”, num contexto tão, assim, peculiar? Sim. Ela achou que estava tudo sob controle. Afinal o que mais faria um muito bem paramentado grupo de soldados contra apenas 60 cidadãos? Quando viu uma jovem correndo ao seu lado, até se espantou com a azáfama: “Gente, pra que isso? Ela pode até se machucar”.    Ela seguia escada após escada quando sentiu uma forte pancada na perna. Ok, nada que lhe estorvasse os movimentos. Uma dor então latejou forte: ela parou, se agachou e viu um buraco na calça de malha, à altura do joelho direito. Poucas escadas depois, ela só continuou porque um homem lhe ofereceu amparo: a dor crescera gradativamente até desandar num fenômeno opressor que parecia ter lhe amputado a perna.             Dezoito pontos fecharam um talho medonho provocado pela polícia militar. Era o primeiro dia de férias de Maria Cecília, professora-coordenadora de uma escola municipal de Vila Velha. Acorda de segunda a sexta às 5h30. Só dorme por volta das 23h, após cuidar das duas filhas e estudar para o mestrado que faz na Ufes.   O cirurgião examinou a ferida e constatou a inexistência de estilhaços, razão pela qual achou que Maria Cecília fora alvejada por uma bala de borracha disparada a pouca distância.   Ela depois mostrou a foto da ferida aberta a um policial civil, que concluiu se tratar de um projétil, mas sem determinar qual. No momento da pancada, a professora dava as costas para a barreira policial. Por isso, Maria Cecília acha que o mais provável é que tenha sido uma bomba de gás lacrimogêneo. Lançada por armas disparadoras, a bomba é uma estrutura de metal que explode para liberar o gás.    Maria Cecília foi amparada até o banco do ponto de ônibus, onde sentou para aliviar a agonia. Aqui deu com mais um indício da tese da bomba de gás lacrimogêneo: o homem que a apoiara agora esfregava as mãos nos olhos lacrimejantes.    A mesma boa alma se recompôs e levou-a no colo até uma viatura policial. A ferida foi encaminhada ao Quartel do Corpo de Bombeiros, de onde, finalmente, a levaram para um hospital da Unimed.   Na viagem, um bombeiro a interpelou: “Quem te deu a informação para levar para o Corpo de Bombeiros?”. Ela explicou: os policiais haviam recebido a orientação via rádio. O bombeiro: “Não há essa orientação. Você deu sorte que a gente tinha acabado de chegar de uma ocorrência”.   O exame dos bombeiros concluiu que o caso era despachá-la direto a um cirurgião. Uma vez na sala de pequenas cirurgias, Maria Cecília recebeu algumas ampolas de anestésico na ferida. O médico narrou o procedimento: “É um ferimento bem grande. Uma parte foi queimada e a gente tem que remover, senão necrosa. Primeiro vou anestesiar, para depois limpar bem a região. Após a remoção das partes queimadas, vou fazer a sutura”.   – “Ainda vai precisar de dar ponto?”.    – “Vai. Vai precisar de uns 18 pontos aqui”.    Maria Cecília atravessou o procedimento apertando fortemente a mão do enfermeiro. Deixou o hospital apenas às 19h com um atestado médico de 15 dias. As aulas na escola recomeçam nesta segunda-feira (22). Para não prejudicar a aluna, uma professora do mestrado propôs uma aula via skype. Não deu certo.   A remoção dos pontos deve acontecer no final da próxima semana. A dificuldade de locomoção é visível: ela anda, porém arrastando a perna direita. O primeiro banho desde segunda veio apenas nessa quarta (17). Ela tem que ir diariamente ao hospital trocar os curativos, uma experiência insuportável pela dor advinda. O pai deixa o trabalho mais cedo para levá-la.   Maria Cecília vive à base de repouso, tomando antibiótico de seis em seis horas, anti-inflamatório de oito em oito e analgésico em caso de dor. Suas serelepes filhas, uma de três e outra de cinco anos, por ora estão com a avó.     Logo após deixar o hospital, seguindo orientação de membros da Ordem de Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), fez Boletim de Ocorrência numa delegacia e realizou parcialmente exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML).    Na delegacia todos já sabiam seu nome e conheciam o caso. Lá, também, encontrou os policiais que a socorreram. Foi cumprimentada e recebeu o número da ocorrência, horário e número da radiopatrulha. No IML, o exame de corpo de delito não foi completo porque faltou o laudo médico do cirurgião da Unimed. Maria Cecília afirma que “está difícil” consegui-lo, apesar de ter um documento da Polícia Civil solicitando o laudo.   Mobilizações estudantis não são exatamente uma novidade para essa filósofa. Em 2010, graduou-se na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Foi coordenadora do Centro Acadêmico e coordenadora da Executiva Nacional dos Estudantes de Filosofia. Hoje faz mestrado em Educação Física,

18/07/2013 / 0 Comments
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Freitas, o piromaníaco

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A última sessão da Assembleia Legislativa antes do recesso, depois de um semestre tumultuado do começo ao fim, tinha tudo para ser monótona. A começar pelo deputado que presidia a sessão, o apagado Luiz Durão (PDT).    Mas parece que a sessão derradeira estava fadada mesmo a promover figuras inexpressivas. A escrita se confirmou quando um espírito piromaníaco resolveu baixar no deputado Eustáquio de Freitas.    O líder do PSB na Assembleia – único deputado do partido – foi à tribuna com um galão de gasolina em uma mão e a caixa de fósforos na outra. Não demorou para o representante de São Mateus riscar o primeiro fósforo e atear fogo no plenário.    Pelo menos foi assim que os deputados, que votaram a favor do projeto de decreto legislativo que propunha tarifa zero para o pedágio da Terceira Ponte, interpretaram os rompantes do colega, que chamou os 11 parlamentares que votaram contra o governo de populistas.    Os ataques de Freitas fizeram subir rapidamente as labaredas no plenário. Quatro dos deputados que fazem parte do G11 pediram a palavra para rebater o socialista. Gilsinho Lopes (PR), José Esmeraldo (sem partido), Cláudio Vereza (PT) e Hércules Silveira (PMDB) foram para o embate sem pestanejar.    O quarteto, que se destacou no G11, usou a mesma frase para classificar os ataques de Freitas: “Ele está jogando gasolina na fogueira”, disseram. Todos ressaltaram que a polêmica em torno da votação já era uma questão superada, que o deputado fazia questão de ressuscitar. “Isso não é bom para o governo”, chegou a advertir Esmeraldo.    Apesar das primeiras intervenções dos deputados, Freitas não recuou e continuo atacando os deputados, criminalizando os manifestantes, exaltando a truculência da polícia e se vangloriando por ter votado pela inconstitucionalidade do projeto. Ele ainda aproveitou o espaço para advogar em nome do deputado Gildevan Fernandes (PV), que recebeu a missão do governo de obstruir a votação do projeto, que resultou na ocupação da Assembleia por 12 longos dias.   As falas do deputado, que costuma entrar muda e sair calado das sessões, não pararam por aí. Alegou que queria justificar seu voto, mas o que fez foi atacar os deputados e defender o governo. Em um momento bradou: “Salve Casagrande!”. Ele também pediu uma salva ao direito do contraditório. E mais uma vez elogiou a atitude de Gildevan de pedir vista.   Depois de assar a batata de Casagrande, ou melhor, queimá-la, o deputado do PSB voltaria à tribuna pela terceira vez – talvez já alertado por alguém do governo – para tentar amenizar os ataques. Mas o estrago já estava feito.    Nessa terceira intervenção Eustáquio de Freitas, ou simplesmente o Freitas da Farmácia, para os mais íntimos, mostrou que é completamente despreparado para a política. No auge do desespero, comparou os deputados que defenderam o projeto ao apresentador de TV Ratinho, ao dizer que muitos estavam ali querendo jogar para a plateia.    Não bastasse o espírito piromaníaco, no final, a “Ofélia” (aquela que só abre a boca quando tem certeza) parece ter “encostado” no deputado. Repetiu: “Sou da paz, quero paz. Defendi o parlamento. Não joguei gasolina [se referindo às contestações dos deputados]. Foram os vândalos que tentaram pôr fogo no segurança do shopping. Não ataquei ninguém. Fui citado, mas não citei”. E foi jogando no ar mais um monte de frases desconexas.    Com um líder desse na Assembleia, Casagrande não precisa de adversários.

17/07/2013 / 0 Comments
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Assembleia e suas caras novas

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Na sessão desta quarta-feira (16) na Assembleia, a última do semestre antes do recesso, o deputado José Eustáquio de Freitas, do partido governador Renato Casagrande, o PSB, tentou atribuir aos seus colegas (11 deputados), a carapaça de demagógicos, populistas e irresponsáveis ao votarem em favor do projeto que propunha a tarifa zero no pedágio da Terceira Ponte.     Mas foi prontamente contido pelos deputados José Esmeraldo (sem partido), Cláudio Vereza (PT), Hércules Silveira (PMDB) e Gilsinho Lopes (PR). Os deputados traduziram os ataques como recados do governador Renato Casagrande ao grupo que votou “contra” o Palácio Anchieta. O socialista ficou inconformado com o comportamento dos parlamentares na polêmica criada em torno do contrato do governo com a Rodosol.   A coluna faz o registro do bate-boca com a intenção de reforçar a ideia de que a Assembleia tende a ser outra a partir da votação do decreto legislativo apresentado pelo deputado Euclério Sampaio (PDT).   E vale-se do momento para registrar os nomes dos deputados que se mostraram resistentes aos assédios do governo. Uns até, como no caso do deputado José Esmeraldo, que foi muito além: estabeleceu diálogo com os ocupantes da Assembleia.   Na mesma linha de resistência estão os deputados Gilsinho Lopes e Hércules Silveira. Se a divisão muda a Assembleia é risco para o governador Casagrande, além de criar a necessidade de encontrar um deputado mais capacitado para colocar no lugar do Freitas. Confuso na construção de suas teses, produto de um vocabulário muito raso, gerando sempre incompreensão nas suas raras falas. Ao ponto de o deputado Cláudio Vereza (PT) dizer que ele havia colocado “gasolina na fogueira”.   Contra ele, há ainda outra situação: a sua trajetória política feita como o homem do governo em toda a região norte do Estado. Vive trombando com seus colegas deputados, que também são votados na região sob o seu domínio. Uma situação que talvez explique a razão do partido do governador ter um único deputado na Assembleia.   Evidente que nesse episódio da ocupação da Assembleia tivemos também outras novidades, com é o caso da primeira-secretaria da Casa, a deputada Solange Lube (PMDB), que chamou para si a responsabilidade de fazer o diálogo com os ocupantes, o qual conduziu muito bem, por sinal. Como também foi bem discordando da Mesa Diretora da Casa ao descumprir o que havia encaminhado junto aos ocupantes.   Já o Ferração, bem, fica para amanhã, pois ele vale uma coluna inteira.

17/07/2013 / 0 Comments
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Contandoas horas

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A Assembleia Legislativa entra em recesso nesta quinta-feira (18), após um semestre marcado desde o início por turbulências. Muitos deputados já estavam na torcida pela interrupção nos trabalhos, antes mesmo das mobilizações populares que colocam a Casa no alvo de questionamentos – imagine agora! Em uma breve retrospectiva, podemos listar que a série de polêmicas foi iniciada com a reeleição do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM/foto), relacionado às investigações de fraudes em prefeituras descobertas na Operação Derrama. Nem bem tinha superado a questão, o plenário se viu dividido em torno da disputa jurídica entre o deputado Paulo Roberto Ferreira (PMDB) e o vereador de Colatina, Olmir Castiglioni (PSDB), pela vaga aberta após as eleições municipais. Em seguida, a discussão sobre os royalties de petróleo em Brasília levou o próprio Ferraço a apresentar um projeto que cobrava uma “taxa de fiscalização” sob o petróleo extraído nas bacias do Estado. A proposta dividiu ainda mais os deputados, que se beneficiaram com o “sepultamento” do texto depois que os debates sobre a destinação desse dinheiro mudaram de rumo. E, para finalizar, os protestos, com seus desdobramentos conduzidos mal pela Assembleia. Se os deputados acham que o recesso vai acalmar os ânimos, estão enganados. A voz das ruas deve continuar a ecoar. Amanhã vai ser maior A turma que ficou contente com o recesso não tem muito que comemorar. A tendência é de que as atividades no próximo semestre sejam acompanhadas mais de perto pelos cidadãos. A começar pela eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A escolha fez parte da pauta do “Movimento Ocupa Ales”, o que deve mudar o ritmo das costuras em plenário. Novo conselheiro Caso a proposta da eleição de um conselheiro cidadão ganhe fôlego entre os manifestantes, os deputados estaduais vão ter que lidar com a possibilidade de eleger um nome fora da Casa, prática que vai contra o histórico do plenário. Novo conselheiro II Analisando hoje os nomes da Casa, a situação do deputado Cláudio Vereza (PT) teve um relativa melhora, enquanto a candidatura até então favorita do líder do governo, Sérgio Borges (PMDB), está patinando. De mansinho, o deputado Paulo Roberto (PMDB), que se lançou na última hora, trabalha baseada na ligação com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Pelo caminho Também não podem ficar de fora da retrospectiva os pedidos de abertura de CPI interrompidos pelo caminho, como as investigações das obras do posto fantasma em Mimoso do Sul e dos efeitos do pó preto na Grande Vitória. A primeira não passou sequer pelo protocolo, uma vez que a turma ligada ao ex-governador Paulo Hartung (PMDB) – e até mesmo a atual bancada governista – tratou de inviabilizar o pedido. No caso da CPI do Pó Preto, merece destaque o posicionamento dos cinco deputados do PT que decidiram não assinar o pedido. No afogadilho Falando em recesso, o plenário da Assembleia aprovou, nesta quarta-feira (17), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do governo estadual para o próximo ano. Chama a atenção que a deliberação passou por cima das questões levantadas pelo deputado Euclério Sampaio (PDT) sobre a ausência de previsão das compensações às renúncias fiscais do Estado no texto. Essa suposta irregularidade, inclusive, foi alvo de uma denúncia no Tribunal de Contas. De olho no lobby Embalado pelas manifestações nas ruas, o Laboratório de Imagem e Cibercultura (Labic) da Ufes promove nesta quarta o Hackday. A proposta do evento é esclarecer,  por cruzamento de dados, quem financia a classe política no Espírito Santo. Os participantes foram divididos em três grupos: o primeiro vai expor a rede de financiadores por deputado nas eleições de 2010; o segundo vai levantar os grandes doadores das últimas campanhas, e o terceiro vai mostrar a destinação das emendas parlamentares. Transparência opaca A Receita Estadual ficou no terceiro lugar no ranking de transparência dos órgãos de julgamento de recursos fiscais. A pesquisa inédita do Núcleo de Estudos Fiscais (NEF), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ganhou destaque no jornal Valor Econômico dessa terça-feira (16). Em uma escala de 0 a 100, o órgão capixaba ganhou a nota 37 – resultado que está longe de ser comemorado. Em geral, o cenário desses colegiados é sempre o mesmo, uma verdadeira caixa-preta. Falta transparência nas decisões, as sessões são fechadas e poucas informações acabam sendo fornecidas aos cidadãos. 140 toques “Daqui a pouco, acompanharei a reunião da Comissão de Justiça da CMV para defender meu projeto de lei que pune a homofonia em Vix”.; (Vereador de Vitória Luiz Emanuel Zouain – PSDB – no Twitter). PENSAMENTO: “O povo sabe o quer, mas também quer o que não sabe”. Gilberto Gil

17/07/2013 / 0 Comments
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MP de Contas pede ampliação das investigações em contrato da Rodosol

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O Ministério Público Especial de Contas (MPC) pediu a ampliação dos pontos investigados na auditoria solicitada pelo governo do Estado no contrato de concessão da Terceira Ponte. No pedido de aditamento, protocolado no início desta semana, os procuradores de Conta pedem a inclusão de oito novos itens, entre eles, a análise da legalidade da negociação feita no governo Paulo Hartung (PMDB), que resultou na retirada da obrigatoriedade das obras previstas no acordo sob alegação de manter o preço da tarifa do pedágio. A representação deverá ser apreciada pelo relator da auditoria (processo TC 5591/2013), conselheiro Domingos Taufner, que deve levar o caso ao plenário. A inclusão dessas novas questões – que não haviam sido levantadas no pedido inicial – deve jogar luz sobre todos os aspectos da concessão, desde a construção da Terceira Ponte até a inclusão da Rodovia do Sol (ES-060) no objeto do contrato de concessão. Também devem ser revistas o teor das duas auditorias sobre o acordo já feitos pelo tribunal nos anos de 2003 e 2008. No documento, os procuradores de Contas Heron de Oliveira, Luciano Vieira e Luiz Henrique Anastácio (chefe do MPC) citam as manifestações populares contra a manutenção do pedágio como um dos indícios de irregularidades no acordo com a Concessionária Rodosol, que opera o sistema: “Infere-se do momento histórico por que passa o Estado do Espírito Santo que o brado retumbante das 100 mil vozes que recentemente ecoaram em ruas e palácios da sua Capital reverberou sob os arcos do cartão-postal capixaba, trazendo à tona, além de outras pautas, o inconformismo social com o preço da tarifa do pedágio da Terceira Ponte”. Eles pedem a inclusão no plano de auditoria: a análise das despesas realizadas com a construção da Terceira Ponte para revelar o real valor da obra; análise de todos os procedimentos licitatórios relacionadas à concessão; levantamento do real custo efetivo de manutenção da ponte e de todo o sistema Rodovia do Sol; exame da evolução histórica dos componentes que integram o preço da tarifa do pedágio com ênfase no valor dos investimentos realizados pela concessionária; a legalidade da inclusão no contrato da dívida remanescente do Estado com a Organização de Rodovias Ltda (ORL), estimado em R$ 11 milhões. Entretanto, a representação do MPC inclui dois pontos que devem ser decisivos até mesmo à manutenção do acordo, como a legalidade da inclusão da Terceira Ponte no sistema viário da Rodovia do Sol, fato que tem legitimado a cobrança do pedágio em duas praças distintas (uma no sentido Vitória/Vila Velha e outra Vila Velha/Guaparari); bem como a legalidade da negociação feita com a concessionária que resultou na exoneração de sua responsabilidade em relação às obras do Canal Bigossi. Neste último ponto, as investigações do TCE podem revelar os fatos ocorridos na assinatura do segundo dos quatros aditivos no contrato de concessão, assinado em dezembro de 2005. Durante o governo Paulo Hartung, o Estado assumiu as obras de construção do Canal Bigossi e a ligação das novas vias à Rodovia Carlos Lindenberg e ao Fórum de Vila Velha, que deveriam ser executadas pela concessionária. Na época, a Rodosol afirmou que não tinha condições para realizar as obras – previstas desde o início do acordo, em 1998 – e o governador aceitou o “trato” sob o pretexto de manter congelada a então vigente tarifa do pedágio (R$ 1,50 para veículos de passeio). Essa negociação foi alvo de críticas do senador Magno Malta e do deputado Gilsinho Lopes (ambos do PR), que cobraram essa ampliação do objeto de investigação na auditoria do Tribunal de Contas. Os representantes do MPC pedem ainda que, ao final dos trabalhos, caso seja apontado que o contrato é ilegítimo ou antieconômico, o tribunal determine a suspensão da cobrança dos pedágios – no todo ou em parte – antes mesmo do julgamento final da auditoria. Os procuradores de Contas pedem ainda que o TCE disponibilize, na página na internet, todos os documentos relacionados às investigações. “Como forma promover a transparência do controle externo realizado por este Tribunal não só aos seletos cidadãos que acompanharão os trabalhos da auditoria, mas a toda sociedade capixaba”, justificam.

17/07/2013 / 0 Comments
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Maruípe e São Pedro lideram os índices de analfabetismo na Capital

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Moradores de Vitória com idades entre 15 e 59 anos e não sabem ler e escrever poderão participar do programa Vitória Alfabetizada. Segundo a Prefeitura, há na Capital hoje cerca de quatro mil pessoas nessa situação. A meta do prefeito é erradicar o analfabetismo até 2016. No levantamento feito pelo IBGE, Maruípe e São Pedro são os bairros com maior concentração de analfabetos. Regiões em que o programa será intensificado.   De acordo como IBGE, somente em Maruípe há 898 pessoas analfabetas com idades entre 15 e 59 anos e 938 em São Pedro. Também serão atendidos pelo programa os bairros Santo Antônio (635), Centro (184), Bento Ferreira (595), Praia do Canto (164) e Continental/Camburi (522).    Além da alfabetização, os participantes do programa poderão frequentar cursos de qualificação nas áreas de empreendedorismo e associativismo. As ações serão realizadas pela Secretaria Municipal de Educação (Seme) com o objetivo de estabelecer a igualdade de oportunidades na educação como forma de superar a injustiça social e reduzir as desigualdades.   De acordo com programa, com as medidas, jovens e adultos poderão assegurar suas oportunidades de continuarem o processo de escolarização formal (Educação de Jovens e Adultos – EJA).   No âmbito Estadual, o projeto  “Ações para Redução do Analfabetismo”, criado pelo Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Espírito Santo (Prodest), também visa a extinguir o analfabetismo.    O projeto terá uma carga horária de 320 horas, distribuídas no período de oito meses. O professor voluntário alfabetizador receberá uma bolsa do governo federal MEC/FNDE e uma bolsa de atividade complementar, criada pelo governo do Espírito Santo, durante a vigência do projeto com os alunos.    A data para o início das aulas de ambas as ações, entretanto, ainda não foi divulgada. 

17/07/2013 / 0 Comments
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Justiça e governo debatem atendimento a presos com doenças mentais com Ministério da Saúde

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Uma reunião entre juízes das Varas de Execuções Penais, Ministério da Saúde, governo do Estado, e representantes de municípios com unidades prisionais, realizada nesta quarta-feira (17), debateu o tratamento a pessoas em privação de liberdade que têm doenças mentais.    A reunião foi solicitada pelo supervisor das Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, que viu a necessidade de debater a adoção de medidas que melhorem o atendimento dos apenados.    O representante do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, Railander Quintão de Figueiredo falou sobre o incentivo federal para que o atendimento nas unidades prisionais seja feito de acordo com o que preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS), mas ponderou que não há garantia de que esse atendimento esteja sendo feito atualmente, embora o Ministério da Saúde esteja trabalhando para humanizar as execuções penais.    Ele reiterou que a adesão do Estado e dos municípios à proposta é um processo simples, basta que os interessados habilitem as equipes multidisciplinares de atendimento à família para atuarem dentro das unidades prisionais. O atendimento adequado aos pacientes com doenças mentais é um auxílio ao processo de ressocialização.    O incentivo à municipalização do atendimento à família pode desonerar a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) dos pagamentos a terceirizadas. Em um cenário hipotético, caso todas as equipes de Viana fossem habilitadas, a prefeitura do município receberia R$ 320 mil mensais para o custeio do programa.   Dentre os pontos a serem reforçados no programa está o apoio na na Estruturação das Unidades Básicas de Atendimento de Saúde Prisional – a única Unidade de Saúde Prisional (USP) do Estado está sucateada; o fomento e fortalecimento de serviços de atenção primária à saúde da população custodiada; apoio às ofertas de assistência à saúde dessa população; e implementação de modelos substitutivos para atendimento a paciente.     

17/07/2013 / 0 Comments
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