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Século Diário

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Auditoria na 3ª Ponte: inscrições para participação popular terminam dia 24

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Após as manifestações nas ruas contra a manutenção da cobrança do pedágio na Terceira Ponte, os cidadãos poderão participar da auditoria no contrato de concessão com a Rodosol no Tribunal de Contas do Estado (TCE). As inscrições para os candidatos a uma das três vagas destinadas à participação popular no acompanhamento dos trabalhos vão até a próxima quarta-feira (24). A medida faz parte de um dos itens na decisão liminar da juíza Heloísa Cariello, que determinou a redução no valor da tarifa até a conclusão da auditoria, que deve se estender por 90 dias Segundo a determinação da juíza, os cidadãos interessados (usuários do Sistema Rodosol) têm 15 dias após a decisão – do último dia 9 – para se cadastrar no cartório da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Vitória. As inscrições poderão ser feitas pelo e-mail (2fazestadual-vitoria@tjes.jus.br) ou pessoalmente, através de uma peça a ser protocolizado nos autos do processo, que tramita na mesma vara. Até o momento, cerca de 50 pessoas já manifestaram interesse em participar da comissão. Os três nomes entre os usuários da Rodosol serão escolhidos pela própria magistrada, que manifestou sua preferência por profissionais das áreas financeira, contábil, econômica ou de engenharia. Eles poderão acompanhar os trabalhos da auditoria na mesma condição do advogado Agesandro da Costa Pereira, nome escolhido pela seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) que também teve direito a uma “vaga”. Na última semana, o presidente do TCE, conselheiros Sebastião Carlos Ranna, explicou que os trabalhos vão seguir aos padrões internacionais de auditoria. A norma permite a participação direta apenas de auditores, muito embora o acompanhamento possa ser feito com “zelo profissional”. A previsão é de que a auditoria seja iniciada na próxima semana após a definição dos quesitos dos trabalhos – isto é, os pontos controvertidos no contrato sob investigação. Novas tarifas Por conta da decisão liminar, as tarifas do pedágio da Terceira Ponte foram reduzidas desde o último sábado (13). O novo valor do pedágio para veículos de passeio caiu R$ 0,80, enquanto os motociclistas vão pagar R$ 0,40 até o fim da auditoria, que tem o prazo inicial de 90 dias. Na decisão liminar, a magistrada orientou os usuários da ponte que guardem os comprovantes de pagamento do pedágio para uma eventual ação de ressarcimento na Justiça, no caso da auditoria encontrar abusos na cobrança da tarifa. A auditoria do TCE também deve contar com a participação do Ministério Público Estadual (MPE), que moveu há quase 15 anos uma ação civil pública contra a concessão.

16/07/2013 / 0 Comments
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Comissão de licitação vai contratar empresa para gerir penitenciária de Viana

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A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) criou, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (16), a Comissão Especial de Licitação com objetivo de contratar empresa para prestação de serviços de operação, manutenção e conservação da Penitenciaria de Segurança Máxima I (PSMA I), em Viana.    Atualmente, o contrato de gestão da unidade é do Instituto Nacional de Administração Prisional (Inap), que é responsável pela gestão da unidade. O contrato, que é de 2007, já recebeu três aditivos em cima dos R$ 606.239, valor mensal do contrato inicial.   Além do PSMA I o Inap também é responsável pela gestão da Penitenciária de Segurança Média de Colatina (PSMCOL), no noroeste do Estado, e dos Centros de Detenção Provisória (CDPs) da Serra e de Guarapari. Para administrar as quatro unidades o Inap recebe mais de R$ 3,5 milhões mensais dos governo.   Ainda assim, o Inap vem recebendo multas e advertências constantes da Sejus. A mais recente delas se refere ao contrato do PSMA I, que está para vencer, e foi aplicada no mês de junho deste ano. A advertência refere-se ao descumprimento parcial do serviço de operacionalização da PSMA. Segundo a publicação do Diário Oficial de 28 de junho, o Inap vem descumprindo o quantitativo de funcionários escalados. Desde o início dos contratos, os próprios agentes denunciam que o número de funcionários é insuficiente para operacionalizar, com segurança, uma unidade prisional.    Já a multa de R$ 434.444,70 se refere ao período de descumprimento do mesmo contrato da PSMA I, que vigora desde 2007, no período de 21 de fevereiro a 7 de abril de 2011. Esta foi a segunda multa aplicada ao Inap em 2013, pelo descumprimento no contrato de gestão do PSMA I. Em fevereiro deste ano a empresa foi multada em R$ 108.137,92.    O contrato de gestão da unidade prisional de Viana está em R$ 867.996,74 mensais e, mesmo com as inúmeras advertências e aplicações de multas, foi aditivado desde a celebração. 

16/07/2013 / 0 Comments
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Senador cobra investigação de benefícios concedidos à Rodosol no governo Hartung

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Diante das recentes manifestações públicas de apoio ao fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte, o senador Magno Malta (PR) cobrou uma investigação rigorosa das concessões feitas à concessionária Rodosol durante o período do governo Paulo Hartung (2003 – 2010). O republicano pede que a auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) fiscalize o repasse da obrigatoriedade de obras previstas no contrato originária da concessionária para o então governo do peemedebista em troca do congelamento das tarifas do pedágio, em 2005. “Tem que ficar suficientemente claro que o período em que a Rodosol mais enriqueceu foi durante a gestão passada. O ex-governador disse, na época, que estava congelando o pedágio para veículos em R$ 1,50 (a tarifa ficou congelada entre 2005 e 2006), um valor que já era exorbitante. Para isso, ele permitiu que a concessionária deixasse de fazer obras que já estavam previstas no contrato, como as obras do Canal Bigossi”, afirmou. Magno explicou que as obras de infraestrutura viária no local, assim como a duplicação do Contorno de Guarapari, faziam parte do Contrato de Concessão 01/1998 – que está sendo alvo de contestação na Justiça e pela Assembleia Legislativa. A Concessionária Rodosol SA deveria executar as obras, mas deixou de fazê-las, atitude que poderia provocar a rescisão do contrato. Entretanto, o Estado “assumiu” as obras em troca da manutenção do valor das tarifas vigentes. Na época, o valor do pedágio da Terceira Ponte também era alvo de manifestações estudantis. Com a medida, os protestos tiveram uma interrupção. No entanto, o senador relembra que os valores gastos pelo Estado superaram em muito os valores previstos. “Ele [Hartung] disse que as obras do Canal Bigossi iriam custar algo em torno de R$ 10 milhões, mas hoje as obras já estão na casa dos R$ 60 milhões”. De acordo com levantamento da reportagem, o governo do Estado já assinou três contratos para a conclusão das obras, que incluem a construção do Canal Bigossi e a ligação das novas vias à Rodovia Carlos Lindenberg e ao Fórum de Vila Velha. Somente essas duas últimas obras estão orçadas em R$ 8,9 milhões e R$ 18,3 milhões, respectivamente. Durante o governo Hartung, o Estado também assumiu outra obra, a construção da alça da Terceira Ponte, que consumiu mais de R$ 34 milhões. Segundo o senador, esses gastos que precisam ser investigados pelo Tribunal de Contas, que inicia uma auditoria no contrato dentro de dez dias. Magno citou ainda o fato de o governo, à época, ter atrelado uma cláusula específica, que modificou a data de reajuste das tarifas para o primeiro dia de cada ano. Desta forma, a concessionária poderia evitar uma maior mobilização popular, já que o período é marcado pelas férias escolares. Sobre a atuação do governador Renato Casagrande na defesa do atual contrato, o senador relembrou que o socialista conhecia os detalhes da licitação feita em 2008 – quando era o vice-governador e secretário da Agricultura no governo Vitor Buaiz. Magno afirmou que o valor da indenização a ser pago à Rodosol, no caso do rompimento do contrato, não seria um obstáculo para a atual administração. “Esse valor [estimado em R$ 300 milhões] não é um empecilho para a retomada da ponte, principalmente, para um governo que distribuiu incentivos fiscais à vontade. Se somar a distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos governos Hartung e Casagrande, esse total chega a R$ 20 bilhões”, calculou o republicano. O senador PR também criticou o discurso da falta de recursos feitos pelo atual mandatário do Palácio Anchieta: “Um governo que tem R$ 2 bilhões em caixa e não pode gastar para atender a um anseio de toda a população, sendo que o governador sequer vai poder utilizar esse dinheiro devido às limitações do período eleitoral”, advertiu.

16/07/2013 / 0 Comments
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Sindicato repudia ação violenta da polícia contra jornalistas

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Espírito Santo e a Federação Nacional dos Jornalistas (Sindijornalistas-es) divulgou, nesta terça (16), nota de repúdio à ação “violenta e arbitrária do governo do Estado”, por meio do Batalhão de Missões Especiais (BME) da Polícia Militar, contra a população que se manifestava em frente ao prédio da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (15).    De acordo com o Sindicato, além da população ser impedida de entrar no prédio do Legislativo para acompanhar a sessão que votaria o projeto de decreto que propunha o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte, jornalistas que trabalhavam na cobertura do protesto também foram agredidos pelos policiais do BME, que usaram bombas de gás lacrimogêneo de de efeito moral, além de spray de pimenta, para dispersar os manifestantes que insistiam em participar da sessão.   “O que se viu ontem na Assembleia Legislativa foi uma descomunal violência, incompatível com o Estado Democrático de Direito. Jornalistas e manifestantes foram covardemente encurralados pelo BME, que usou balas de borrachas, spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes contra cidadãos”, registra um trecho da nota.    O sindicato levou os fatos à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e exige imediata apuração das responsabilidades pelas agressões e a punição dos autores. “Se o governo do Estado não der essa resposta à sociedade, registrará na história a sua conivência com tais atentados que ferem as liberdades democráticas conquistadas pelo povo brasileiro”.   Segundo a entidade, a ação realizada nesta segunda-feira (15), que começou em frente à Assembléia Legislativa e seguiu pela rua Saturnino de Brito até a altura do bairro Praia do Canto, foi um flagrante desrespeito aos direitos humanos, à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.  Para o sindicato, é lamentável que as manifestações da população venham sendo tratadas desta forma pelo governo do Estado.    Tanto o sindicato quanto a Fenaj divulgaram que estão denunciando sistematicamente aos organismos internacionais da categoria e de defesa dos direitos humanos a violência praticada contra jornalistas e contra a população.    “Vale lembrar que em defesa da liberdade de expressão e de imprensa muitos foram silenciados. Ressaltamos também que os gritos das ruas precisam ser ouvidos pelos poderes constituídos e não reprimidos, como vem ocorrendo em nosso estado”, finaliza a nota. 

16/07/2013 / 0 Comments
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Instrução de serviço da Polícia Civil normatiza atuação de delegacias no interor

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Uma instrução de serviço do delegado chefe da Polícia Civil, Joel Lyrio, publicada nesta segunda-feira (15), pretende racionalizar o serviço das Delegacias de Crime contra a Vida (DCCVs) do interior do Estado. A partir da publicação, as delegacias instituídas nos Departamentos de Polícia Judiciária (DPJs) do interior do Estado devem redistribuir procedimentos que não tratem sobre a apuração de crimes dolosos contra a vida.    A publicação considera que as DCCVs foram criadas na Grande Vitória e no interior do Estado com o objetivo de reduzir os índices de violência, bem como das agilidade na apuração dos delitos. Por isso, é necessário dar melhor aproveitamento aos recursos matérias e humanos distribuídos nas unidades.    A instrução de serviço determina que as delegacias deverão atuar exclusivamente na prevenção e repressão dos crimes dolosos contra a vida. Os procedimentos em cartório das DCCVs nos Departamentos de Polícia Judiciária do interior que não versem sobre crimes dolosos devem ser redistribuídos para as Delegacias de Infrações Penais Outras (DIPOs), a não ser aqueles em andamento no Núcleo das Seções de Repressão a Drogas.    Os delegados chefes das unidades devem providenciar a adequação das delegacias em até 60 dias.    A medida adotada pelo delegado chefe de Polícia Civil visa a dar mais celeridade à apuração de homicídios, diminuindo a sensação de impunidade e acelerando a conclusão de inquéritos. 

16/07/2013 / 0 Comments
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Cartórios sub judice podem ficar de fora do novo concurso público

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O novo concurso público para ingresso em cartórios no Espírito Santo pode perder até 50 vagas previstas no edital. É o que prevê uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), reproduzida no Diário da Justiça estadual desta terça-feira (16). A liminar prevê que os cartórios sub judice devem ser excluídos da lista de vagas na seleção. A única exceção fica por conta dos processos que tiveram o trânsito em julgado, hipótese que pode superar até mesmo o prazo do concurso. A decisão faz parte dos autos de um mandado de segurança movido pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR) contra um ato do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que permitiu a inclusão dos cartórios sub judice entre as vagas do concurso no Paraná. No certame capixaba, a limitação deve influir em até 50 dos 171 cartórios previstos para serem distribuídos. Mesmo sem um pronunciamento formal da banca do concurso, a expectativa é de que essas vagas não sejam incluídas no sorteio da lista de cartórios da seleção, marcado para esta sexta-feira (19). Na ocasião, os organizadores do certame vão definir a relação das serventias ofertadas pela data de vacância. No caso de empate, as vagas serão definidas por sorteio público. A sessão acontecerá no auditório da Corregedoria Geral da Justiça do Estado, na Enseada do Suá, a partir das 14 horas. De acordo com o Edital nº 1/2013, a maior parte das vagas (121) possui qualquer restrição e deve ser oferecida pelos critérios de provimento (novos tabeliães), que ficarão com dois terços das serventias; e de remoção (para os atuais titulares de cartórios), com o um terço restante. As inscrições do concurso começam no próximo dia 31 e vão até 29 de agosto. Já as provas da primeira etapa – ao todo, a seleção será dividida em seis fases – acontecem no dia 13 de outubro. As inscrições no concurso público deverão ser feitas somente via internet na página do certame no site da Cespe/UnB (http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_es_13_notarios). A taxa de inscrição será de R$ 200,00. Os candidatos que têm direito à isenção da taxa podem solicitá-la no mesmo endereço durante o período de inscrição. Os candidatos deverão ser bacharéis em Direito, com diploma registrado, ou ter exercido, por dez anos, função em serviços notariais ou de registros. No caso dos candidatos à remoção, eles devem comprovar que já exercem a titularidade de serventias no Estado por mais de dois anos.

16/07/2013 / 0 Comments
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Água: uma questão de vida e de memória

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A maior parte do nosso corpo é composta por água. Mas, além de sua importância para a vida humana e da biosfera, esse elemento traz o registro daquilo que foi vivido pelo próprio Planeta Terra. Por meio de seus ciclos, a água presente hoje na natureza é a mesma de eras geológicas passadas.    A partir dessa relação ecológica e com a memória, o coletivo Duodreno apresenta a instalação expositiva Aquarum, na Galeria de Arte e Pesquisa (GAP) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Vitória.   Mais do que visualizar um objeto artístico, o público será parte integrante da intervenção e fundamental para dar sentido à proposta artística de Aquarum. É que a instalação consiste em um poço semi-artesiano com uma profundidade de 16 metros perfurado dentro da própria Galeria, do qual será extraída a água a ser servida ao público.         Para a drenagem, os freqüentadores irão contar com uma bomba tipo picota. A água do poço também será devidamente tratada para o consumo humano. Em um monitor de TV, os espectadores ainda poderão se inteirar sobre a perfuração do poço por meio do registro audiovisual desse processo.   Ao possibilitar a ingestão da água drenada do poço, Aquarum integrará o espectador com algo mais amplo e carregado de ancestralidade: com a memória do ato de beber a água direto da fonte.    Formado pelos artistas Piatan Lube e Júlio Tigre, o coletivo Duodreno propõe, metaforicamente, provocar a passagem para o campo visível daquilo que estava invisível e vice-versa ao propor intervenções que ampliem e redimensionem o espaço expositivo.    O trabalho em dupla foi resultado de uma aproximação vivenciada em 2011. Na ocasião, Piatan desenvolveu um projeto de residência artística na Galeria de Arte Casarão, em Viana, sob a orientação de Júlio Tigre. Donos de trajetórias artísticas individuais, os dois artistas, de alguma forma, já tratavam o território como componente chave de suas criações ou intervenções anteriores.   A exposição visa estabelecer uma nova cartografia ao considerar os extratos geológicos subterrâneos e fazer uso de uma matéria originaria: a água tem a capacidade de transferir informação para outros sistemas como os organismos vivos. Seguindo essa ideia, o público é convidado a consumir a água extraída do poço durante sua experiência com a intervenção, ou seja, haverá uma contaminação e um encontro de águas.   Em 2012, Aquarum foi um dos 15 projetos contemplados pela 5ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantônio Vilaça da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Essa iniciativa também conta com a parceria da Ufes por meio da Galeria de Arte Pesquisa.   Serviço Aquarum pode ser conferida na Galeria de Arte e Pesquisa da Ufes. Av. Fernando Ferrari, campus de Goiabeiras, Vitória. Visitação: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Até 30 de agosto. Entrada franca.

16/07/2013 / 0 Comments
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Mortos, feridos e ressuscitados

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A sessão histórica da Assembleia, que começou no dia 2 de junho, com a ocupação das dependências do prédio do Legislativo por longos 12 dias, teve seu desfecho na sessão desta segunda-feira (15), que também passa a ser histórica.    Depois de duas semanas de manobras do Palácio Anchieta, finalmente o projeto de decreto legislativo, que propunha o fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte, entrou na pauta de votação da Assembleia. Na inesquecível sessão do dia 2, o deputado Gildevan Fernandes (PV) não se intimidou com os gritos que ecoavam das galerias lotadas e pediu vista do projeto para obstruir a votação.    A manobra articulada pelo governo revoltou os manifestantes que acompanhavam a sessão, e a Assembleia acabou sendo ocupada. Nesse período de ocupação é até difícil para calcular quantas das mais de 280 horas foram dedicadas a discussões, debates e tentativas de acordos. A negociação para a desocupação do prédio, por exemplo, durou mais de 12 horas.    O desfecho de todo esse processo se deu hoje (15), quando o projeto entrou em votação. O governo, no entanto, escolado com a onda de protestos que toma as ruas da Grande Vitória desde o dia 17 de junho – data da primeira grande manifestação -, articulou uma verdadeira estratégia de guerra dentro e fora da Assembleia. Todo esse processo deixou um rastro de destruição por onde passou. O balanço final contabilizou mortos, feridos e ressuscitados.    Dentro da Casa, os “soldados governistas” se mostravam obedientes aos comandos do Executivo, que conseguiu arregimentar 16 dos 27 deputados que votaram a favor da inconstitucionalidade do projeto que propunha o fim da cobrança do pedágio. No lado de fora, a polícia agia com violência para impedir que os manifestantes acompanhassem a sessão. Usando uma força desproporcional, o governo, por meio da polícia, ratificou que sua interlocução com os movimentos é na base força.    No plenário, 11 “combatentes” resistiam à pressão do governo e mantinham a posição de apoio ao projeto de Euclério. Houve apenas uma baixa. A deputada Janete de Sá (PMN), que se envolveu de cabeça nas negociações com os manifestantes – até rodinha com os ocupantes ela fez – assumiu o papel de agente duplo. A impressão que deve ter ficado para os manifestantes é que Janete traiu a confiança do grupo. Ficou parecendo que ela esteve nas reuniões com a função de espiar e levar informações ao “inimigo”. Essa entra na lista dos “mortos” – aqueles que devem ser derrotados nas urnas em 2014.    Para não ir só para o umbral, Janete poderá contar, com toda a certeza, com a companhia de Gildevan, que foi quem aceitou fazer o jogo do governo e obstruir a matéria. O deputado do PV é outro que pode dar adeus à reeleição de 2014. Afinal, a memória do povo já não é tão curta.   Entre os feridos estão aqueles que tentaram não chamar a atenção da população, mas acabaram se curvando ao governo. Os deputados cujos redutos eleitorais estão no interior, têm até alguma chance nas eleições de 2014. Já os da Grande Vitória, que estão imbricados com o eleitorado que atravessa todos os dias a ponte, terão muita dificuldade para convencer o eleitor que estavam votando com responsabilidade e não com populismo.    No grupo dos ressuscitados, destaque para a deputada Solange Lube (PMDB). Com um mandato apagado até agora, a peemedebista se saiu muito bem nas negociações com os manifestantes. Foi mais longe, mesmo tendo uma posição claramente governista, mostrou personalidade e coragem para bancar o acordo.    Outro ressuscitado é o próprio autor do projeto. Euclério, que não conseguiu se reeleger em 2010, está aproveitando como ninguém a chance que teve como suplente para retornar à Assembleia.    Os outros nove deputados que votaram contra o parecer de Gildevan dão um passo importante em direção à reeleição.    Fora os deputados, o governador Renato Casagrande, principal articulador da manobra, deixou claro que o Executivo continua interferindo no Legislativo, como nos oitos anos do governo Hartung. A diferença é que os tempos são outros.    O socialista sai visivelmente desgastado da onda de protestos iniciada há cerca de um mês. O período é relativamente curto, mas o estrago é devastador para as pretensões de reeleição do governador, que pode não ter fôlego para sobreviver até 2014.

15/07/2013 / 0 Comments
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Tiro no pé

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Considerando as articulações políticas dos últimos dias entre o governo Renato Casagrande e a Assembleia Legislativa, com muitas manobras no meio, o arquivamento do projeto de decreto legislativo do deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) que defendia a suspensão do pedágio na Terceira Ponte, era previsível. Mas nem tanto a mudança “repentina” de posição da deputada estadual Janete de Sá (PMN), que resolveu “virar a casaca”. Logo ela, que desde o início da ocupação tentou de tudo e mais um pouco para capitalizar com o movimento. Durante os 12 dias de ocupação, Janete fez um esforço danado para conseguir a simpatia dos manifestantes e vivia posando de defensora das ruas. Não à toa, sobram fotos dela no meio do “povão” – ela mesmo fez questão de registrar seu “empenho” no Facebook (ela até sentou no chão, assim como os manifestantes). Para todo mundo, uma demonstração clara de apoio ao movimento. Mas que nada, só cena. No final das contas, a deputada colocou Gildevan Fernandes (PV) no chinelo. Ele, pelo menos, governista do jeito que é, foi coerente com sua posição. Já Janete fez cena e vai pagar por isso. Sai marcada do episódio.    Não honrou A série de fatos dos últimos dias prova quem ficou com fama de não cumprir compromissos. O presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), tentou imprimir essa marca nos manifestantes, mas a máscara da Casa já caiu tem tempo.    Não honrou II Justiça, Mesa Diretora, representantes dos direitos humanos e manifestantes demoram 15 horas para chegar a um acordo de desocupação da Casa, após 12 dias. Ponto principal: a votação do projeto nesta segunda, com acompanhamento da população. E a Assembleia enche as galerias com servidores dos gabinetes, para impedir a entrada dos demais, ainda com o BME na porta usando de força policial sem controle? Inacreditável.   Show de horror Lembrando do almoço entre Ferração e o governador Renato Casagrande. Manda quem pode…   Show de horror II A situação dentro da Casa durante a votação era tão tensa, que a deputada estadual Lúcia Dornelas (PT), ao manifestar sua indignação com os barulhos de bomba e balas de borracha contra a população na área externa, chegou a chorar.    Show de horror III Incomodados como ela, estavam o também petista Cláudio Vereza, Euclério e Hércules Silveira (PMDB), únicos a tocar no assunto e pedir ao presidente que liberasse a entrada para a população. Ferraço não pareceu nem um pouco comovido ou preocupado.   Show de horror IV Alheios ao cenário, os deputados Paulo Roberto (PMDB) e Dary Pagung (PRP) estavam o tempo todo em um papo pra lá de descontraído, com sorrisos na cara. Que coisa.   Show de horror V Casagrande conseguiu ser destaque na imprensa nacional. Ficou “mal na foto”.   Show de horror VI Até uma professora, identificada como Maria Cecília, levou tiro de bala de borracha de graça. Isso logo no começo da sessão. Levou 18 pontos, pele necrosada e tudo mais. Quem responde pela violência?   Dois pesos… Aliás, entidades ambientais já estão incomodadas de ouvir o discurso de Casagrande em relação à Rodosol. É que o socialista, para justificar seu posicionamento diante do clamor popular, adora citar o “respeito à Constituição”. Acontece, porém, que as denúncias em relação à poluição no Estado, que já se acumulam nas gavetas do Palácio Anchieta, não seguem a mesma regra. Apenas reivindicam o cumprimento da legislação. Mas não há nem resposta do governador.   140 toques “Muitos tiros, balas de borracha e bombas aqui na Assembleia”. (Universo Ufes – no Twitter).   PENSAMENTO:  “A sabedoria é melhor do que as armas de guerra”. Eclesiastes, IX, 18

15/07/2013 / 0 Comments
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Quem virá?

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Não há como ignorar que o movimento das ruas trouxe variantes para a sucessão do governador Renato Casagrande. Alterou situações política no país e consequentemente no nosso Espírito Santo. Com relação à presidente Dilma, cuja reeleição era favas contadas, esvaziou-se. Deixou de ser um trunfo para um candidato ao governo.    O que, por aqui no Estado, beneficia a reeleição do governador Renato Casagrande, que vinha parindo fórmulas para evitar que Dilma atrapalhasse sua candidatura impedindo que o PT coligasse com ele.   A reeleição da Dilma, aqui no nosso Estado, vai, doravante, depender do senador Magno Malta (PR) manter a sua candidatura ao governo. Vai pesar contra? Talvez não. Há um eleitorado comum. A baixa renda, que vem garantido Malta no Senado. Esse é o mesmo eleitor que criou identidade com a presidente Dilma.   Antes de o capixaba tomar às ruas, além do Magno, como candidato surpresa, os candidatos eram o governador Renato Casagrande e o sempre Paulo Hartung. Um com certeza, o outro sob o véu da nebulosidade, como de hábito. Pois ambos estavam, até então, cobertos pelo sistema conhecido como unanimidade, que decidia, antecipadamente, como ocorreu nos últimos 10 anos, quem seriam os ocupantes do governo.   A previsão é de que Casagrande dificilmente, qual circunstância for, deixará de tentar a reeleição. Já PH exige uma nova leitura. Com o episódio da tomada de rua pela população, ele desapareceu interrompendo um ciclo de palestras e visitas que levava a certeza de sua candidatura ao governo.   Incompatibilidade, prudência, qual seja a estratégia adotada, dá, pelo menos, a entender que o movimento não o motivou lidar com ele. Mas a questão é que ele não se desfez de algumas conquistas de candidato. Tais como, aproximação com o candidato tucano à presidência da República, o senador Aécio Neves (PSDB), para ficar com o seu palanque no Estado e melhorou o controle sobre o PMDB.   Arma eleitoral não lhe falta, a questão realmente vai estar na identidade como a rua. Fora disso, o que seria o novo, dependia de mudanças no sistema política, o que dificilmente ocorrerá. São esses aí que vão ter que se entender com a rua em 2014.

15/07/2013 / 0 Comments
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