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Século Diário

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Grupo de trabalho vai orientar uso de ciclovia em São Pedro

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Um grupo de trabalho foi formado pela Prefeitura de Vitória para apurar sugestões das comunidade de São Pedro e ciclistas para a melhor utilização da ciclovia existente na Rodovia Serafim Derenzi. A via é alvo de desrespeito de motoristas que a utilizam como acostamento, representando riscos aos pedestres e aqueles que utilizam a bicicleta como meio de transporte. Com o mau uso da ciclovia, alertam os moradores da região, usuários precisam andar na faixa dos veículos em muitos trechos da avenida.    Na tentativa de reverter o problema, comerciantes e moradores de São Pedro, além de representantes da Prefeitura, da Câmara Municipal e do Conselho Popular de Vitória (CPV) ouviram a sociedade para orientar e fiscalizar melhor o uso da via pública.    Entre as ideias propostas para serem trabalhadas pelo grupo estão um estudo para delimitar vagas no lado oposto ao da ciclovia; colocar ressalto ao longo da faixa cicloviária para evitar que os carros estacionem; implantação de mão única e sistema binário nas ruas secundárias para proporcionar mais vagas; realização de uma campanha educativa de conscientização sobre o uso adequado da ciclovia; retirada urgente dos carros abandonados ao longo da via, e instalação de placas para cargas e descargas. A construção de uma nova ciclovia às margens da baía noroeste, começando no bairro Estrelinha e saindo na Ponte da Passagem, é outra proposta que chamou atenção do Executivo. Evitaria, segundo os próprios moradores, a subida e descida da conhecida “Curva da Morte”. A nova ciclovia seria plana, sem riscos por parte do trânsito.

10/07/2013 / 0 Comments
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Bloco Ambiental protocola manifesto no governo e Assembleia

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O grupo SOS Espírito Santo Ambiental protocolou, na tarde dessa terça-feira (9) e nessa quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa e Palácio da Fonte Grande, sede do governo, manifesto das associações ambientalistas da Capital que cobram mais rigor do governo do Estado e da Casa para os problemas ambientais capixabas, sobretudo a questão da poluição atmosférica. O documento foi produzido pelo Bloco Ambiental da manifestação do último dia 28 de julho e tem como uma das principais reivindicações a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pó Preto.   Na carta, os manifestantes criticaram a interferência direta do governo na Casa, no sentido de impedir a abertura de CPIs. As entidades acusam o governador Renato Casagrande de utilizar a aprovação da 8ª usina de pelotização da Vale como instrumento de “barganha política”, uma vez que, segundo elas, atuou em favor de interesses partidários e em total desrespeito à população que, nas audiências públicas do empreendimento, foi contrária à implantação.   Os militantes também apontam que a responsabilidade da conivência governamental com os empreendimentos poluidores está, sobretudo, nas mãos dos que receberam doações de campanha dessas empresas e “se negam a agir com transparência, escondendo os temas que são debatidos a portas fechadas em seus gabinetes”.   As entidades declaram-se contra a instalação da 8ª usina e também manifestam seu descontentamento com a política de realização de audiências públicas. Ao invés disso, cobram soluções técnicas, científicas e medidas políticas mais eficazes e prometem seguir com o empenho pela abertura da CPI do Pó Preto, que tinha como objetivo investigar a ineficácia do poder público na apuração das causas e efeitos da poluição atmosférica na Grande Vitória.   Outras críticas feitas pelos ambientalistas são referentes à massiva construção de portos no litoral capixaba, ao descaso com que é tratada a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) que, só no governo Casagrande, já passou pelas mãos de três diferentes dirigentes; ao sucateamento do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), e à inoperância do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) que, segundo eles, tem atuado como mera instância de concessão de licenciamentos ambientais a empreendimentos poluidores.   Também é apontado na carta o descontentamento com o Projeto de Lei nº 99/2013, a Política Estadual de Recursos Hídricos, que tirará a atribuição da implantação dessa política do Iema para uma agência que ainda será criada. É apontado que a tendência brasileira para tal gestão é fundir a questão ambiental à questão hídrica, e o Estado está na contramão. Ao final do documento, as entidades expressam indignação com relação à truculência policial com que foram tratados os manifestantes no protesto e evidenciam que os policiais que o fizeram não estão preparados para tal abordagem. No governo, a carta foi direcionada ao governador Renato Casagrande e à secretária de Estado de Meio Ambiente, Diane Rangel e, na Assembleia ao presidente Theodorico Ferraço (DEM), além de entregue em mãos ao deputado Gilsinho Lopes (PR) e, especialmente, ao deputado Cláudio Vereza (PT), com a sugestão de uma reflexão de toda a bancada petista sobre a decisão de desapoio à CPI.   Além do SOS Ambiental, assinam as reivindicações o Movimento Pó Preto Vitória ES, o Movimento ES Salve o Código Florestal Brasileiro, a Associação dos Amigos da Praia de Camburi (AAPC), a Associação dos Amigos do Parque da Fonte Grande (AAPFG), a Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema), a Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama) e a Família de Assistência a Saúde do Meio Ambiente (Fasma).      

10/07/2013 / 0 Comments
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Movimentos sociais do campo levantam bandeiras de luta

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A greve geral desta quinta-feira (11) inspira também a luta de quem, ao contrário do que noticia a grande mídia, nunca esteve fora das ruas. Os movimentos sociais do campo no Estado participam de mais um dia de reivindicações com pautas locais que, atreladas às reivindicações nacionais e aos sindicatos urbanos, visam atender às demandas camponesas.    Nacionalmente, a paralisação tem como objetivo central destravar a pauta da classe trabalhadora do Congresso Nacional e impulsionar as reivindicações que vêm as manifestações de rua. Entre as reivindicações nacionais, estão a ampliação dos investimentos em saúde, educação e transporte público de qualidade, além do fim do fator previdenciário, a redução da jornada para 40 horas semanais, a reforma agrária, o fim dos leilões do petróleo e o fim do Projeto de Lei 4330/04, que permite que todos os trabalhadores do país sejam terceirizados.   O coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Adelso Rocha Lima, enumera como reivindicações da paralisação a arrecadação das terras devolutas no Estado; a legalização dos territórios de quilombolas e indígenas; a proibição da comercialização, uso e aplicação de agrotóxicos que já são proibidos fora do Brasil; a eficácia de políticas públicas que fortaleçam a educação no campo, e a ampliação do atendimento do programa Caminhos do Campo para as comunidades camponesas.   Além disso, eles também reivindicam a proibição da pulverização aérea – cujo caso recente mais grave aconteceu em maio deste ano, em Rio Verde (GO), quando um avião usado para tal fim sobrevoou uma escola – e a adequação das regras da vigilância sanitária à agricultura camponesa, para inserção no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – Adelso apontou que as regras atuais são adequadas ao grande empreendedor, mas muito burocráticas para os camponeses.   Bruno Pilon, da coordenação estadual do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), apontou que a criminalização dos movimentos sociais e a luta pela democratização das comunicações também são bandeiras levantadas na paralisação.   Essas pautas, considera, são históricas da luta da classe trabalhadora e abrangem grandes mudanças sociais. “A mídia conseguiu pautar essa ideia de que ficamos muito tempo, desde as Diretas Já, sem irmos para as ruas. Mas há movimentos, como os nossos, que nunca saíram de lá, que sempre lutaram por seus ideais”.   Além das pautas do campesinato, reivindicações urbanas como a mobilidade urbana e a questão do pedágio da Terceira Ponte também serão levantadas em conjunto com entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical.

10/07/2013 / 0 Comments
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MPES recomenda que prefeitura não aprove grandes empreendimentos em São Mateus

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Mais um Plano Diretor Municipal (PDM) precisou da intervenção do Ministério Público do Estado (MPES). Em São Mateus, norte do Estado, a recomendação é de que o município não aprove novos empreendimentos de grande porte na cidade, até a consolidação de um marco legal mínimo para as construções.    A instituição cobra da prefeitura transparência no processo que discute o PDM, bem como dos aspectos da implementação das leis referentes ao zoneamento do município.    Segundo MPES, foram apresentados tanto para a prefeitura quanto para a Câmara de Vereadores estudos realizados pela equipe técnica da instituição e sugestões de alterações na legislação, que deverão ser discutidos com os órgãos responsáveis para a efetivação das mudanças.   De acordo com a sociedade civil organizada que acompanha o debate, a orientação é necessária diante da forte pressão para a construção de loteamentos em São Mateus. Além disso, ressaltaram eles, é preciso atenção quanto à divisão do PDM em duas partes.    De acordo com a prefeitura, na primeira, já concluída, constam o macro-zoneamento, o zoneamento de usos e índices, e o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Esta deverá ser enviada a Câmara ainda nesta semana. Já a  segunda, com as disposições gerais e os usos permitidos, ficará pronta em 120 dias.    A construção do plano, segundo a prefeitura, contou com a colaboração da sociedade e da Fundação Ceciliano Abel de Almeida, com coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e apoio do Ministério Público, mas ainda há receio da sociedade sobre o formato final do documento que determinará os padrões de construção na cidade. 

10/07/2013 / 0 Comments
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Tribunal de Justiça lança edital de novo concurso público para cartórios do Estado

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Passados mais de três anos após o encerramento da última seleção, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) lançou, nesta quarta-feira (10), o edital do novo concurso público para ingresso em cartórios no Espírito Santo. Serão distribuídas até 171 vagas, sendo que a maior parte (121) não possui qualquer restrição e deve ser oferecida pelos critérios de provimento (novos tabeliães) e de remoção (para os atuais titulares de cartórios). As inscrições começam no próximo dia 31 e vão até 29 de agosto. Já as provas da primeira etapa – ao todo seis – acontecem no dia 13 de outubro. A realização do concurso público no TJ capixaba atende a uma determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que obrigou a deflagração dos editais para as vagas existentes em cartórios de todo País até o final deste mês. O processo seletivo será organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB), órgão ligado à Universidade de Brasília, que ficará responsável por todas as fases do certame. De acordo com o Edital nº 1/2013, o concurso público será dividido em seis etapas, sendo que as duas iniciais já têm data marcada: a primeira, uma prova objetiva de seleção com caráter eliminatório (marcada para o dia 13 de outubro), e a segunda uma prova escrita e prática com caráter eliminatório e classificatório (marcada para 17 de novembro). Em seguida, a terceira fase prevê a comprovação dos requisitos exigidos dos candidatos; a quarta é a fase de exame psicotécnico, entrevista pessoal e análise da vida pregressa. As duas últimas etapas serão: uma prova oral, de caráter eliminatório e classificatório; e a prova de títulos, também de caráter classificatório. Todas elas são de responsabilidade da organizadora do concurso, com a participação da banca examinadora, que será presidida pelo desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama. A comissão também é formada por dois juízes estaduais, representantes de entidades ligadas aos cartórios e membros da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES). O edital prevê que os requisitos para a investidura no cargo são: ser aprovado no concurso público (por provimento ou remoção); estar em pleno exercício dos direitos civis, políticos e, no caso de candidato do sexo masculino, também estar quite com as obrigações militares, e ter nacionalidade brasileira. No caso de novos tabeliães, o candidato deverá ser bacharel em Direito, com diploma registrado, ou ter exercido, por dez anos, função em serviços notariais ou de registros. No caso dos candidatos à remoção, eles devem comprovar que já exercem a titularidade de serventias no Estado por mais de dois anos. As inscrições no concurso público deverão ser feitas somente via internet na página do certame no site da Cespe/UnB (http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_es_13_notarios) entre 10 horas do dia 31 de julho de 2013 e 23 horas e 59 minutos do dia 29 de agosto de 2013 (horário de Brasília). A taxa de inscrição será de R$ 200,00. Os candidatos que têm direito à isenção da taxa podem solicitá-la no mesmo endereço durante o período de inscrição. A integra do edital pode ser conferida clicando aqui.

10/07/2013 / 0 Comments
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Conselho de Direitos Humanos apoia ocupação na Assembleia

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O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) divulgou nota pública nesta quarta-feira (10) apoiando a ocupação na Assembleia Legislativa e manifestando estranhamento à atitude do grupo de deputados estaduais que alegaram insegurança para o exercício das atividades enquanto perdura a ocupação.    A entidade afirma que acompanha de perto a movimentação nas últimas semanas em torno da votação do projeto de decreto legislativo referente à cobrança do pedágio da Terceira Ponte.    O conselho considera correta a atitude da Mesa Diretora da Casa, que manteve o pleno funcionamento da Assembleia, garantindo o direito à manifestação pública e pacífica e ao trabalho de servidores e deputados de trabalhar, como vem ocorrendo desde essa segunda-feira (8).    Para o CEDH, a decisão da Mesa de conceder um espaço para que os manifestantes pudessem exercer o direito constitucional de reunião foi um gesto de respeito aos princípios republicanos, em especial, à cidadania.    O conselho também já havia se manifestado apoiando os protestos que levaram milhares de pessoas às ruas da Capital capixaba e municípios do Estado. A entidade ponderou que a avalanche de injustiças sociais provoca um profundo sentimento de impotência e indignação e que as manifestações sociais são a maior prova de que a sociedade está cansada de ficar de braços cruzados.           

10/07/2013 / 0 Comments
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Promotor quer discutir alternativa para evitar ‘sacrificar’ praça do Cauê

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O Ministério Público Estadual (MPE) divulgou nesta terça-feira (9) que pedirá ao prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que não emita a ordem de serviço para “cortar” a praça do Cauê ao meio. Segundo o promotor Marcelo Lemos, a iniciativa faz parte da articulação prevista para discutir de forma unificada a mobilidade urbana das cidades de Vila Velha e Vitória.    A intervenção, segundo o promotor, se deve à necessidade de discutir de forma integrada a mobilidade urbana dos dois municípios. “A praça do Cauê é centenária e um importante equipamento de urbanismo que não podemos perder. Não somos contra as obras, mas somos a favor de que sejam discutidas entre os dois municípios alternativas para melhorar o trânsito na região”, disse Marcelo Lemos.    De acordo com ele,  a intenção é tentar evitar o “sacrifício” da praça centenária, considerada um importante equipamento urbano da região e, tudo isso, de forma integrada entre os municípios. Para ele, as questões envolvendo a mobilidade entre as duas cidades não podem ser pensadas e decididas isoladamente.    “Não dá pra pensar a mobilidade de Vitória sozinha. Já soubemos, por exemplo, que a promotoria de Vila Velha se posicionou contra a alteração da praça do pedágio da Terceira Ponte para o município. Segundo eles, isso só mudaria o problema do trânsito de lugar”.    Ainda no escopo da mobilidade urbana, o MPES também prometeu ampliar a discussão integrada sobre a reativação do aquaviário, as demais obras do BRT e a possibilidade de incluir também o município da Serra no debate sobre a mobilidade.   Segundo o promotor, uma agenda com as duas prefeituras já foi solicitada pelo MPES e tudo deverá ser discutido a partir das novas regras de mobilidade.    Praça do Cauê   O “corte” da praça do Cauê, entre a avenida Reta da Penha e a praça do pedágio da Terceira Ponte, faz parte dos planos de implantação do Sistema BRT, na região metropolitana de Vitória. O objetivo, segundo o governo do Estado, é facilitar o acesso à Terceira Ponte e garantir maior mobilidade para os moradores da região.    Na prática, as obras de implementação do BRT já começaram na Reta do Aeroporto, na altura do Vitória Apart Hospital, passando pelas avenidas Fernando Ferrari e Reta da Penha e assim que expedida a ordem de serviço, deverá chegar  até à praça do Cauê.     

10/07/2013 / 0 Comments
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Torturômetro é zerado após relatório apontar tratamento degradante no PSMA II

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O Torturômetro, instrumento criado pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES) para monitorar as denúncias de tortura no Estado, voltou a ser zerado nessa terça-feira (9), por conta de um relatório de inspeção no Presídio de Segurança Máxima II (PSMA II), em Viana que apontou inúmeros indícios de tratamento degradante.    O oficial de Justiça que realizou a inspeção anexou ao relatório fotos demonstrando sinais de tiros de borracha em três detentos, além de outras lesões. Ele também descreve que, no momento da inspeção, um preso foi agredido por outros detentos, sendo perfurado na cabeça com uma barra de ferro.    O Torturômetro ficou 25 dias sem ser zerado antes da denúncia do oficial de Justiça. O mais recente registro foi a denúncia de que um interno do sistema prisional do Estado teria sofrido agressões, como chutes e socos de policiais militares no momento da prisão, ocorrida no bairro Jardim Colorado, em Vila Velha.    A denúncia foi feita no Núcleo das Comissões do TJES no dia 11 de junho pela mãe do detento. No mesmo dia o presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento à Tortura do Tribunal, desembargador Willian Silva, oficiou o Centro de Triagem de Viana (CTV) para que encaminhasse o detento a exames de lesão corporal e que fosse ouvido por uma comissão na unidade.   Ele contou que os chutes que recebeu ocasionaram em dificuldade de audição no ouvido esquerdo e acrescentou que ao ser agredido caiu no chão, ficando com as vistas escurecidas e chegou a ficar desacordado.    Segundo informações do TJES, o exame realizado no Departamento Médico Legal (DML) concluiu que o presidiário sofreu “escoriações irregulares na região frontal à direita, região dorsal, face externa do antebraço direito; fratura parcial do dente incisivo inferior direito”. O laudo é assinado pelo médico-legista Marcos Antônio Ferreira Pinto.    A Comissão de Prevenção e Enfrentamento à Tortura considerou que as informações contidas no laudo médico foram suficientes para que o Torturômetro fosse zerado. A comissão determinou, ainda, a instauração de inquérito na Polícia Civil.  

10/07/2013 / 0 Comments
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Fim do pedágio: grupo de deputados não comparece e votação é adiada

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“A Assembleia Legislativa foi atingida em sua função fundamental que é votar os projetos de lei”. A frase do deputado Claudio Vereza (PT) durante a fase das comunicações resumiu a delicada situação em que se encontravam os 13 deputados na sessão ordinária desta quarta-feira (10).    O clima estava tenso tanto no plenário como nas galerias, e também entre os manifestantes que ocupam a Casa. Apesar de a Mesa Diretora ter assumido um compromisso com os manifestantes de que votariam o projeto de decreto legislativo que pretende suspender a cobrança do pedágio na Terceira Ponte nesta quarta-feira, depois da desocupação da sala da presidência, que havia sido ocupada na última terça-feira (2), não houve votação.   Os deputados não cumpriram sua parte no acordo. Mesmo com o apelo dos colegas presentes no plenário, o grupo de 15 parlamentares contrários ao projeto não compareceu à Casa, mantendo a posição de que só retornará se houver desocupação do prédio, alegando para isso que não há segurança para a votação.    Para a sessão desta quarta, compareceram os cinco deputados da bancada do PT – Claudio Vereza, Roberto Carlos, Rodrigo Coelho, Genivaldo Lievore e Lúcia Dornellas –, o autor do projeto Euclério Sampaio (PDT), Gilsinho Lopes (PR), José Esmeraldo (de saída do PR), Hércules Silveira (PMDB), Janete de Sá (PMN), Solange Lube (PMDB), Marcus Mansur (PSDB) e o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM).    Ainda em seu pronunciamento, o deputado Claudio Vereza destacou que a movimentação de obstrução dos deputados contrários ao projeto poderia ser feito na Casa, não havendo necessidade da reunião dos parlamentares fora do prédio.    Por falta de quórum, Theodorico Ferraço suspendeu a sessão para que a Mesa pudesse fazer uma reunião extraordinária sobre a votação do projeto. Os deputados que apoiam o projeto também se reuniram no plenário.   Enquanto os deputados discutiam uma estratégia no plenário, a primeira secretária da Mesa, deputada Solange Lube (PMDB), se reuniu a portas fechadas com os manifestantes. Também participaram da reunião o chefe de Segurança da Assembleia, Luiz Carlos Gilbert, e o presidente da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Homero Mafra.    Como não houve acordo até o fim da sessão, a matéria volta a ser discutida na próxima segunda-feira (15). O prazo para a apresentação do parecer do relator da matéria na Comissão de Justiça, Gildevan Fernandes (PV), terminou nesta quarta-feira.  Como o parlamentar não aparece na Assembleia desde segunda-feira (8), um novo relatório deve ser apresentado na próxima sessão, mas não haverá como se pedir prazo regimental na Comissão de Justiça.    Sobre a ausência de mais da metade do plenário, os deputados destacaram que a deputada Aparecida Denadai (PDT) está internada em um hospital de Cariacica e o deputado Atayde Armani (DEM) está em São Paulo, também para tratamento de saúde.    Clima tenso   Enquanto os deputados tentavam traçar uma estratégia para o desfecho da discussão em plenário, nas galerias a população acompanhava a votação em um clima de expectativa. Quando o projeto de decreto legislativo, o item quatro da pauta, começou a ser discutido, os manifestantes vaiaram o posicionamento da Mesa.    Entre os alvos das críticas dos manifestantes, o deputado Theodorico Ferraço foi lembrado por moradores de Guarapari, devido ao cargo legislativo que concedeu ao ex-prefeito do município Edson Magalhães (sem partido). Com faixas e cartazes, os moradores do município cobravam a extensão do sistema Transcol, que deveria atender a toda região metropolitana, mas só está presente em Cariacica, Serra, Viana, Vitória, Vila Velha e alguns bairros de Fundão

10/07/2013 / 0 Comments
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Cinema: estreias da semana

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A diretora e atriz Julie Delpy está de volta a Vitória. Em meados de junho, passou por aqui como diretora da comédia 2 Dias em Nova York. Agora está de volta com a espécie de franquia que lhe deu projeção, iniciada há 18 anos em Antes do Amanhecer (1995).   Antes da Meia-Noite encerra a trilogia do casal Jesse e Celine, que ainda passou por Antes do Pôr do Sol (2004). No primeiro, o casal explorava as maravilhas dos 20 anos; no segundo, chegavam às incertezas dos 30. Agora, aos 40, reavaliam as coisas.    Novo trabalho de Olivier Assayas, Depois de Maio é providencial, em tempos de protestos no Brasil: o longa retoma o clima da contracultura dos anos 60. A comédia A Visitante Francesa traz Isabelle Huppert vivendo três mulheres diferentes em três histórias.   Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (12).   PRÉ-ESTREIA   Turbo (Turbo, EUA, 2012, 96 minutos, Livre) Animação. Direção de David Soren. Um caracol de jardim sonha em se tornar o caracol mais rápido do mundo, mas ele sofre um estranho acidente e percebe que talvez nunca consiga realizar seu desejo.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6 (3D). 11h. DUBLADO.   ESTREIAS   Depois de Maio (Après mai, França, 2012, 122 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Olivier Assayas. Com Clémente Métayer, Lola Créton, India Menuez. Sinopse: Nos arredores de Paris, no início dos anos 70, um jovem estudante é pego em uma manifestação política. Mas, assim como seus amigos, ele está dividido entre um compromisso sério com a causa e suas questões pessoais.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h10.   Antes da Meia-Noite (Before Midnight, EUA, 2013, 108 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Richard Linklater. Com Ethan Hawke, Julie Delpy. Depois do último encontro em Paris, Celine e Jesse se encontram novamente por acaso na Grécia. Continuação de Antes do Amanhecer (1995) e Antes do pôr-do-sol (2004).    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h e 19h05.   A Visitante Francesa (Da-reun na-ra-e-suh, Coreia do Sul, 2012, 89 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Hong Sang-soo. Com Isabelle Huppert, Hyo Kwon Hye, Mi Jung Yu, Moon So-ri. A história de uma cineasta francesa que visita um resort à beira-mar.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 16h55. Programa Casé – O Que a Gente Não Inventa Não Existe (Idem, Brasil, 2010, 80 minutos, 10 anos) Documentário. Direção de Estevão Ciavatta. A história do rádio e sua ligação com a música popular brasileira por meio da trajetória de Adhemar Casé (avô de Regina Casé), responsável pelo primeiro programa comercial do país, em 1932. O pernambucano Casé abriu os caminhos do showbiz nacional com seu programa dominical.   Cine Metropolis: 17h, 18h30, 20h.   O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger, EUA, 2013, 149 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Gore Verbinski. Com Armie Hammer, Johnny Depp, Tom Wolkinson, Ruth Wilson.  O índio Tonto, um espírito guerreiro, conta como o xerife John Reid se tornou um lendário justiceiro.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h40, 17h40, 20h40. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 11h20, 14h30, 17h40, 20h50. Sexta e sábado também 23h55. Cine Ritz Guarapari: Sala 1. 19h e 21h45. DUBLADO.   Homem de Aço (Man of Steel, EUA, 2013, 143 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Zack Snyder. Com Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Diane Lane.  Nova aventura do Superman, o homem de aço.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h20 e 17h20. DUBLADO. 20h30 (LEG). Sala 7. 14h50, 18h, 21h. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3. 17h45 e 21h. Sala 6 (3). 13h20 e 19h20. DUBLADO. 16h20 e 22h20 (LEG).  Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 15h. DUBLADO. Sala 3 (3D). 19h. DUBLADO. 21h40 (LEG).

10/07/2013 / 0 Comments
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