Objetivo é transformar imóvel no Centro de Vitória em local de habitação para as famílias ocupantes Divulgação O Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) quer que o imóvel onde está a ocupação Chico Prego, no Centro de Vitória, passe por um processo de desafetação, ou seja, a transformação da destinação de atividades que podem ocorrer no espaço. O objetivo é tornar o prédio local de habitação para as famílias ocupantes. O imóvel abrigava a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) São Vicente, mas, desde 2021, estava abandonado, quando 40 famílias da ocupação Chico Prego se estabeleceram no espaço, em março de 2023. Com a desafetação, a finalidade do prédio poderia ser trocada de algo vinculado à educação para um local destinado à habitação e ações socioculturais para as famílias atendidas. A possibilidade de desafetação foi mencionada em uma petição protocolada no último dia 29 de janeiro, dentro do processo judicial de reintegração de posse do prédio. Entretanto, é um procedimento que cabe ao Poder Executivo, e não pela via judicial. Por isso, o Movimento articula a realização de uma audiência pública sobre o tema na Câmara de Vitória após o Carnaval. “O prédio tinha sido ocupado em outra ocasião, e a reintegração de posse foi feita com o argumento de que o poder público cuidaria do espaço e o utilizaria. Entretanto, o espaço continuou abandonado. Então, essa seria uma alternativa viável para garantir o direito à habitação às famílias e manter o local com uma finalidade. Além disso, a escola já está funcionando em outro endereço”, explica o advogado Gustavo Minervino, que faz o acompanhamento jurídico da ocupação. A ocupação Chico Prego teve início em 2016, quando as famílias ocuparam a Fazendinha, no bairro Grande Vitória. Depois, a Casa do Cidadão, em Maruípe. De lá, seguiram para o prédio do Instituto de Aposentados e Pensionistas da Indústria (IAPI), na Praça Costa Pereira, abandonado há décadas em pleno Centro de Vitória, bairro que passou a ser o principal ponto das ações dos movimentos de luta por moradia. As famílias foram retiradas do prédio para que fosse reformado e destinado ao Programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, o que acabou não acontecendo devido aos cortes do governo federal durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) a subsídios para a faixa mais baixa de renda do programa. Do IAPI, as famílias seguiram para outras ocupações no Centro, a mais longa no edifício Santa Cecília, no Parque Moscoso, onde ficaram por mais de dois anos, até o local ser desocupado também com intuito de ser transformado em moradias populares. Porém, uma medida legal vinculou a saída das famílias ocupantes a uma solução ainda que provisória para sua condição de déficit de moradia. As famílias então tiveram um ano de aluguel social, embora afirmem que a promessa de cursos de capacitação para reinserção no mercado de trabalho não foi cumprida. Entre abril e agosto de 2022, enquanto ocupavam a Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Irmã Jacinta Soares de Souza Lima, no Morro do Romão, as famílias acamparam em frente à Prefeitura de Vitória. Começaram o acampamento determinadas a finalizar somente após serem recebidas por Lorenzo Pazolini (Republicanos) e com garantias de que seriam encaminhadas para um abrigo, conforme decisão do juiz Mario da Silva Nunes Neto, que, em decisão posterior, reconheceu que não houve cumprimento das condicionantes por parte da administração municipal. Foi um período marcado por falta de diálogo por parte da gestão, que se recusava a receber os manifestantes e, em uma ação ilegal, chegou a enviar viaturas e guardas da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) para a escola Irmã Jacinta, para efetuar o despejo das famílias, já que parte delas ficava na unidade de ensino enquanto outras estavam no acampamento. O acordo que deu fim ao acampamento estabeleceu que, durante o período de seis meses, seria destinado o valor de R$ 600 mensais a cada uma das famílias como aluguel social. Também foi acordada a garantia de matrícula das crianças e adolescentes na escola e a realização de cursos de qualificação profissional. Entretanto, o benefício acabou em março de 2023, e por isso as famílias decidiram ocupar o prédio no Centro de Vitória. Atualmente, há 13 famílias no local. Famílias de ocupação no Centro entrarão em 2024 ainda sem moradia – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/direitos/familias-de-ocupacao-no-centro-entrarao-em-2024-ainda-sem-moradia
Eleições em Vitória tendem a ser decididas no segundo turno
Cientista político João Gualberto analisa candidatos com maiores possibilidades e influência de Lula e Casagrande O cientista político João Gualberto Vasconcellos é o convidado do programa Política ES, que tem como tema o cenário pré-eleitoral no município de Vitória, Capital do Espírito Santo. Ele avalia a continuidade ou não da polarização das eleições anteriores em 2024 e as candidaturas postas à direita, à esquerda e ao centro do espectro político. Lorenzo Pazolini (Republicanos) é favorito nas eleições? Poderia vencer em primeiro turno? Seria provável a repetição de o último segundo turno com João Coser (PT)? Quem são os potenciais oponentes com mais chances de vitória? Essa são algumas questões abordadas na conversa com o jornalista Vitor Taveira. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.
Moradores lutam para manter árvores de pé em horta comunitária de Vitória
Técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram em Santa Tereza para verificar a área Divulgação Moradores do bairro Santa Tereza, em Vitória, continuam lutando para que as árvores da área em que fica a horta comunitária continuem de pé. Uma empresa contratada pela Prefeitura de Vitória está prestes a iniciar uma obra de macrodrenagem no local, que inviabilizará a continuidade do projeto. Nessa quarta-feira (31), técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) estiveram na área. Segundo a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), a visita se deu unicamente para verificação, mas, sem respostas por parte da administração municipal, os moradores ficaram alarmados com a possibilidade de intervenções em breve. Desde 2018, a projeto da área em que fica a horta comunitária atendeu 200 famílias, tanto da região quanto de outros locais da Grande Vitória. Segundo Viviane Rodrigues, coordenadora do projeto de hortas comunitárias na região de Santa Tereza, os dados sobre os atendimentos estão sendo repassados ao Núcleo de Defesa Agrária e Moradia (Nudam) da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (DPES), que acompanha a situação. “Estamos colhendo relatos dessas pessoas beneficiadas, para registrar e encaminhar aos órgãos competentes. Assim, nós poderemos mostrar para todo mundo a importância desse projeto, que contribui para a região em questões além da própria alimentação em si”, comenta Viviane. A DPES também enviou um ofício em janeiro à Prefeitura de Vitória sobre a situação da horta comunitária. No documento, questionou-se a respeito de “quais as medidas estão sendo tomadas pela prefeitura em relação à preservação do bem-estar da comunidade e o projeto da horta comunitária”. A Defensoria também solicitou “que, com urgência, seja promovido espaço de diálogo com os moradores, a fim de que alternativas possam ser avaliadas, para permanência do projeto de horta comunitária”. Além disso, a DPES solicitou adequação do cronograma e do projeto executivo e “todas as demais informações necessárias para a solução efetiva do caso, em prol da utilização do espaço para as referidas atividades comunitárias, que vão ao encontro do interesse público (nas perspectivas histórica, cultural, turística, educativa, ambiental, entre outras)”. A Defensoria também encaminhou ofício à Semmam solicitando informações a respeito da constituição de uma Área de Proteção Ambiental (APA) no local. Divulgação Luta pela horta Os primeiros plantios da Horta Comunitária de Santa Tereza se deram em 2021, e hoje ela atende 35 famílias com alimentação saudável e plantas medicinais. A horta foi criada no espaço de 51 mil metros quadrados de uma antiga estação da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), que estava desativada há mais de dez anos e foi cedida à comunidade em 2018, quando começaram os projetos, após uma mobilização que data de 2006. Antes de passar para as mãos da comunidade, o espaço gerava mau cheiro e era usado para todo tipo de crimes e violações. Atualmente, além da Horta Comunitária, são realizadas diversas iniciativas da comunidade na parte construída, que conta com cinco salas, incluindo eventos e ações de apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. Em novembro de 2023, uma assistente social e uma engenheira de uma empresa, identificada como “Contrato Serviço”, visitaram o local e disseram que o espaço receberia as obras de macrodrenagem, gerando apreensão nos moradores. De acordo com a comunidade, o projeto prevê que fique apenas um pequeno espaço de oito metros quadrados para a horta, e que seja feito o corte de árvores centenárias, como um pé de fruta-pão muito utilizado pela comunidade. A Prefeitura de Vitória tem defendido a necessidade das obras, que têm investimento de R$ 139 milhões, para acabar com o risco de alagamentos em 18 bacias de drenagem da região, e que a horta será mantida. Entretanto, não dei detalhes sobre como se dará essa manutenção, nem respondeu sobre o porquê de ter sido destinada uma fração tão pequena para a comunidade, diante do tamanho do terreno. A comunidade também se queixa de falta de diálogo por parte da administração municipal. Questionada por Século Diário, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) de Vitória informou que, apesar de os técnicos terem visitado a área na quarta-feira, “nenhum parecer ou autorização foi emitido ainda”. A Semmam alega ainda que “o projeto em questão passou pelo licenciamento ambiental e que possíveis supressões de vegetação poderão ser executadas para a realização dessa benfeitoria, que possui forte viés socioambiental”. A nota também argumenta, mais uma vez, que as obras de macrodrenagem “beneficiarão moradores dos bairros Mário Cypreste, Santo Antônio, Inhanguetá, Estrelinha, Grande Vitória, Universitário e Santa Tereza”. Defensoria Pública demanda Prefeitura de Vitória sobre horta comunitária Obra de macrodrenagem está para ser realizada no espaço, localizado no bairro Santa Tereza https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/defensoria-pede-esclarecimentos-a-prefeitura-de-vitoria-sobre-horta-comunitaria Empresa de macrodrenagem avança contra horta comunitária em Vitória Comunidade quer audiência pública e avaliação de viabilidade de obra, que também ameaça árvores centenárias https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/empresa-avanca-sobre-horta-comunitaria-em-vitoria Horta comunitária em Vitória é ameaçada por obra de macrodrenagem Comunidade de Santa Tereza se mobiliza contra projeto da gestão de Lorenzo Pazolini https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/horta-comunitaria-em-vitoria-e-ameacada-por-obra-de-macrodrenagem
Gold lança Centro Psicossocial LGBTI+ nesta segunda-feira
Deborah Sabará informa que o projeto contempla atendimento psicológico e social e ações culturais e formativas O Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold) lançará, nesta segunda-feira (5), o Centro Psicossocial LGBTI+, na sede da entidade, na rua Presidente Florentino Avidos, no Centro de Vitória. O projeto contará com psicólogo, assistente social e educador popular. Por meio da iniciativa, pessoas da comunidade LGBTI+ poderão fazer acompanhamento psicológico gratuito, ter atendimento social, além de participar de projetos culturais. A coordenadora de projetos da Gold, Deborah Sabará, informa que a prioridade é para as pessoas em situação de vulnerabilidade social, como as que estão desempregadas. Após solicitar o atendimento psicológico, por meio de inscrições que serão abertas nas redes sociais da Gold, a pessoa irá passar por um assistente social, que irá averiguar as demais necessidades do inscrito. Deborah aponta que, dependendo da situação, a pessoa pode ser encaminhada para o Centro de Referência em Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) ou outras organizações, para atender demandas como recebimento de cesta básica, aluguel social e outras necessidades que possam aparecer. O educador social terá como tarefa no Centro Psicossocial LGBTI+ promover atividades culturais e educativas, como cineclubes e palestras, para os acompanhantes das pessoas que forem até o espaço ter os atendimentos psicológico e social, e também para a comunidade LGBTI+ em geral. As famílias dos atendidos também são um público-alvo, já que, conforme afirma Deborah, há parentes que não somente acompanham a pessoa, mas buscam a Gold para compreender melhor a realidade da pessoa que faz parte da comunidade, o que contribui para o acolhimento. O Centro Psicossocial LGBTI+ inicialmente funcionará por um ano, com possibilidade de prorrogação por mais um. A ideia é, futuramente, ampliar o número de profissionais, contratando algum profissional da área do Direito.
‘Nenhuma medida de saúde foi adotada pela Renova’
Planos de risco foram todos judicializados, denuncia assessoria técnica. O de Linhares tem valor de R$ 162 milhões Leonardo Sá A maior pressão sobre o sistema de saúde pública, em decorrência do crime da Samarco/Vale-BHP no Rio Doce, é inegável para os trabalhadores e usuários do sistema público das áreas atingidas. Os principais problemas produzidos ou agravados pela tragédia também estão identificados e os investimentos necessários para atender a população que sofre com ele, indicados de forma detalhada. Tudo isso está pronto, há anos, nos planos de risco à saúde dos municípios atingidos no Espírito Santo e Minas Gerais, mas, todos, judicializados pela Fundação Renova e paralisados, sem qualquer implementação em vista. O de Linhares foi aprovado em todas as instâncias municipais e do Comitê Interfederativo (CIF) e atualizado em dezembro de 2022. Mas, igualmente, ainda apenas uma letra morta sem qualquer incidência para atenuar o sofrimento acumulado há oito anos pelas vítimas do maior crime socioambiental do país. “A Renova não reconhece que a saúde foi afetada. Nenhuma medida foi adotada, muito pelo contrário, a saúde está sucateada no interior”, avalia a assistente social e administradora Luciana Andrade, subcoordenadora da Associação dos Pescadores e Extrativistas e Remanescentes de Quilombo de Degredo (ASPERQD), assessoria técnica independente que atende ao quilombo de Degredo, em Linhares, a primeira a ser contratada no Espírito Santo e a única, até agora, criada pelos próprios atingidos. “A situação só se agrava e agora, com os laudos da Aecom, a insegurança por parte da população aumentou, porque as pessoas não sabem se vão retomar as atividades”, relata, referindo-se aos relatórios da perita judicial do caso, a Aecom Brasil, divulgados com exclusividade por Século Diário, que confirmou a grave contaminação dos alimentos produzidos na bacia do Rio Doce, tanto pescados quanto produtos agropecuários, e recomendou que os órgãos públicos e a Renova façam ampla divulgação do fato à população. Luciana coordenou a elaboração do plano de Linhares, quando era servidora do município lotada no setor de Planejamento da Secretaria de Saúde (Semus), e conta a grande mobilização empreendida para concluí-lo, envolvendo entrevistas com os moradores das comunidades, reuniões com as equipes de Saúde da Família. Também foram considerados, no plano, pesquisas prévias, como a realizada pela Universidade de São Paulo (USP), que colheu sangue, urina e amostras de cabelos de mais de 300 pessoas, que também foram entrevistadas pelos pesquisadores, e apontou contaminações agudas entre os voluntários. “Durante um ano, realizamos debates, construções, levantamentos e compilação de dados. Pacificamos tudo com os setores da saúde e assistência social do município, porque não adiantaria apontar ações que os servidores não poderiam fazer”, expõe. Hoje atuando em Degredo, ela ilustra a urgência da implementação do plano com dados da realidade da comunidade quilombola. “A pesca era não só a profissão das pessoas, mas o modo de vida. O rio, o mar eram fonte de renda, de cultura, de lazer, local de práticas religiosas. Os impactos são muitos, na saúde física e mental e no equilíbrio social da comunidade”, descreve. Degredo, no entanto, não tem sequer uma unidade de saúde própria. “Tem um ponto de apoio, que está em situação precária, não tem segurança, já foi assaltado várias vezes, então o atendimento acontece em Pontal do Ipiranga. Vinha uma equipe de 15 em 15 dias, mas não mais”. Como assessoria técnica, ela explica que o papel da assessoria técnica é produzir notas e intermediar a relação entre a comunidades e os órgãos públicos e de justiça, cobrando ações. “Como a saúde está judicializada, precisa da intervenção das instituições de Justiça, do Ministério Público, Defensoria Pública, o juiz, o desembargador. É bater o martelo e dar um prazo ‘x’ de tempo para a Renova implementar os planos. Precisa de uma ação mais afetiva da CT [Câmara Técnica] de Saúde, do CIF [Comitê Interfederativo do Rio Doce] e das instituições de Justiça. O poder público também está muito parado, esperando decisão, não faz a pressão necessária para receber os recursos. A responsabilidade de cuidar da saúde das comunidades é dos governos municipais e estaduais, mas eles estão passivos”, avalia. Nexo causal A advogada Agnes Marciano de Souza Santos, coordenadora do programa de Vigilância em Saúde da População Exposta a Agrotóxicos (Vispea) de Linhares e representante do município na CT Saúde do sistema CIF, concorda sobre a urgência de implementação de ações em favor da saúde dos atingidos, numa contraposição direta aos argumentos jurídicos da Renova. “A única coisa relacionada à saúde que a Renova vem fazendo, e muito a contragosto, questionando sempre, é o acompanhamento da água, o PMQACH, programa 14 do TTAC [Termo de Transação e Ajustamento de Conduta, de 2016]”, afirma. No mais, o negacionismo é paralisante. “A Samarco vem judicializando todos os planos desde o início. Diz que não tem estudos que comprovam o nexo causal, mas não realiza os estudos que ela indica serem necessários para essa comprovação. Mas a verdade é que eu não vejo nenhum óbice para a implementação do plano, mesmo sem esses estudos. Nem eu, nem a CT Saúde, nem o sistema CIF nem o Conselho Municipal de Saúde. Até porque o que a gente elencou não é nenhum ‘bicho de sete cabeças’. É um fortalecimento SUS [Sistema Único de Saúde] do município, para atender às demandas que aumentaram após o desastre”, afirma. Ocorre ainda, ressalta, que um dos estudos que a Renova alega serem necessários para comprovar o nexo causal já foi feito, em 2020, pela Ambios, mas que também foi judicializado. Segundo o Ministério Público Federal de Minas Gerais (MPF/MG), as instituições de justiça conseguiram uma liminar em maio de 2020, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) – na época responsável pelo caso, hoje no TRF-6 – que suspendeu a decisão judicial da 12ª Vara Federal – hoje substituída pela 4ª Vara Federal – que havia invalidado os estudos de riscos à saúde realizados pelos municípios. Na decisão, a desembargadora Daniele Maranhão determinou a continuidade dos estudos que estavam sendo realizados pela Ambios. A liminar, no entanto, não logrou efeitos práticos e tudo continua paralisado. Agnes explica que o
Iema vai questionar consulta sobre expansão da zona urbana de Itaúnas
Lideranças da região desconhecem iniciativa da prefeitura; projeto impactará Parque Estadual Kika Gouvêa Até a próxima quarta-feira (7), a população de Conceição da Barra, no norte do Estado, poderá enviar manifestações sobre um projeto de lei complementar que prevê a revisão da zona urbana da Vila de Itaúnas. Entretanto, a consulta chegou ao conhecimento de pouca gente, e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), que administra o Parque Estadual de Itaúnas, questionará o procedimento. “Até o presente momento, o Iema não foi oficialmente comunicado sobre a realização da consulta pública em questão. Diante da ausência de informação formal, será expedido um ofício ao município, destacando a necessidade de consulta à gestão do Parque Estadual de Itaúnas sobre as alterações propostas e solicitando esclarecimentos sobre os critérios adotados para a definição de áreas de expansão, visto que exercem impacto direto sobre uma unidade de conservação de proteção integral”, afirma o órgão em nota a Século Diário. A proposta da gestão do prefeito Mateusinho do Povão (PTB) é alterar a Lei Complementar nº 009/2006. Segundo a Prefeitura de Conceição da Barra, a lei “possui diversos conflitos históricos em sua aplicabilidade, dentre elas, algumas sobreposições de Zona de Expansão Urbana em áreas legalmente protegidas como Córrego da Velha Antônia, Reserva Legal e áreas do Parque Estadual de Itaúnas”. Com isso, haveria, alega a gestão, dificuldades de “gestão de conflitos de uso e ocupação do solo no perímetro urbano da Vila de Itaúnas”, que tem “seus limites atualmente sufocados pelos limites do Parque Estadual de Itaúnas e por áreas de monocultura de eucalipto, limitando a possibilidade de crescimento ordenado e de desenvolvimento econômico de forma sustentável”. Dessa forma, são duas as propostas principais: ampliar a área de expansão urbana na chegada da Vila de Itaúnas, “dando um freio de arrumação às ocupações irregulares”; e criar uma segunda zona de expansão urbana, para propiciar a criação de “negócios sustentáveis”, como os do setor hoteleiro, chácaras de recreio e lazer e condomínios horizontais. As informações e os links de acesso aos documentos da consulta pública estão todos no site oficial da prefeitura, mas sem nenhum destaque na página principal. Para participar, é preciso preencher um formulário e enviá-lo por e-mail, ou se dirigir ao setor de protocolo da administração municipal até as 16h da próxima quarta-feira. Século Diário procurou diversas lideranças de Itaúnas para comentarem o assunto, e nenhuma delas tinha conhecimento da consulta pública. Integrantes da Organização Não Governamental (ONG) Sociedade Amigos por Itaúnas (Sapi) informaram que “estão em contato com o Parque Estadual de Itaúnas para entender” a questão. O Parque Estadual de Itaúnas foi criado em 1991, sendo um dos mais visitados do Estado. Possui uma área de 3,4 mil hectares, preservando ecossistemas de restinga, manguezal, dunas, floresta de tabuleiro e alagados. Também procurada, a Prefeitura de Conceição da Barra não deu retorno até o fechamento desta matéria.
Associação pede ao TJES mutirão para agilizar processos e pequenas causas
Erica Neves entregou sugestões de advogados para o presidente do Tribunal, Samuel Meira Brasil Um mutirão para diminuir o acúmulo de processos em trâmite nas Varas de Vitória que julgam processos que envolvem crimes onde há intenção de matar, e a nomeação de juízes leigos (auxiliares nomeados) para as pequenas causas dos juizados especiais do Estado estão entre as solicitações apresentadas ao presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), desembargador Samuel Meira Brasil Jr, visando o aperfeiçoamento do sistema judicial. As sugestões são da diretora estadual da Associação Brasileira dos Advogados (ABA), Erica Neves, que se reuniu com o desembargador, empossado em dezembro de 2023, e incluem, também, a regulamentação do formato das audiências híbridas e que as sustentações orais por videoconferência nas sessões do Tribunal sejam permitidas também para advogados do Estado. Ela solicitou, ainda, a regulamentação de mutirão para a expedição de alvarás judiciais de honorários dos advogados, ao menos duas vezes ao ano. “O Poder Judiciário do Espírito Santo já desenvolve novas tecnologias e dinâmicas processuais para buscar uma maior produtividade e, assim, aperfeiçoar o serviço prestado à sociedade capixaba. A advocacia é diretamente impactada com a morosidade e precisa entender que temos que participar das soluções. Nós queremos ser parceiros e colaborar ativamente nas ações do Tribunal, porque a advocacia é essencial à Justiça”, destaca Erica. Ela acrescenta que soluções simples melhoram muito o dia a dia dos advogados e o ambiente de trabalho para todos. “Um dos avanços que estamos sugerindo é que a inscrições para sustentação oral e pedido de prioridades de julgamentos no TJES sejam feitas online, tal como já acontece nos colegiados recursais, e a exibição da lista de julgamentos em monitores dentro e fora das salas de sessões. Isso diminui filas no dia das sessões, evita aglomeração dos advogados dentro da sala e reduz a tensão dos oficiais que trabalham nelas. Por vezes, os advogados ficam horas sem cadeira”, afirma a diretora. Erica destaca que as sugestões “são resultado de conversas com colegas do Estado todo.” “No norte, enquanto uma comarca tem juiz leigo, e com isso centenas de processos dos juizados chegam ao fim mais rápido, em outra, vizinha, isso não acontece. A cidadania e a advocacia penam com a morosidade”, acrescenta. Outro exemplo é a sustentação oral por videoconferência. “O advogado que atua fora da Capital é muito prejudicado, pois precisa, obrigatoriamente, se deslocar por até quatro horas até o tribunal, em Vitória. Com a tecnologia de hoje, isso é desnecessário”, pontua.
Palhaça Julieta Hernández será homenageada em blocos do Centro
Mais na coluna: mobilização; O Centro não quer menos; Anote aí; Circuito da Folia; novos blocos? A palhaça venezuelana Julieta Hernández, assassinada no dia 23 de dezembro no Amazonas, a caminho da casa de sua mãe, em seu país de origem, será homenageada por dois blocos de Carnaval do Centro de Vitória. O primeiro deles é o PelaDonas do Centro, que abre os desfiles dos blocos nesta quarta-feira (7), às 18h. O outro é o Prakabá, que encerra o Carnaval no Centro da Capital, no domingo (18), às 14h. Ambos acontecerão na Rua Sete. Luara Monteiro A homenagem é para lá de justa. Julieta Hernández, a palhaça Miss Jujuba, morou em Vitória durante cerca de um ano. Aqui, fez muitos amigos, participou de ações sociais durante a pandemia da Covid-19, como distribuição de cestas básicas para famílias em vulnerabilidade social, fez diversas apresentações de palhaçaria e como os próprios palhaços e palhaças relatam, os ensinou muitas coisas, entre elas, que a palhaçaria é uma arte política, e não um mero entretenimento. ‘Somos Todos Julieta!’ Em homenagem à palhaça venezuelana, o lema do PelaDonas do Centro este ano será “Somos Todos Julieta!”. Stael Magesck, uma das organizadoras do bloco, afirma que a homenagem é diante da importância de Julieta enquanto uma mulher artista que rodava a América Latina para levar sua arte. “Tem aquela música que diz ‘todo artista deve ir onde o povo está’. Era isso que Julieta fazia, ia em espaços e comunidades que precisavam da sua alegria, e nós queremos levar essa mesma alegria para as ruas”, diz. Bike Folia Stael recorda que, em 2020, Julieta ajudou a enfeitar a bike folia do PelaDonas do Centro, uma bicicleta que vai na frente do bloco e na qual é colocada uma caixa de som. Vale lembrar que a artista que, conforme bem lembrou Stael, ia “onde o povo está”, fazia isso a bordo de uma bicicleta, sendo, portanto, uma cicloviajante. Faixas de Miss Suellen Suzano Stael informa que, para participar do bloco este ano, a recomendação é que as mulheres compareçam com uma faixa de miss, com o nome que quiserem dar a si mesmas, já que Julieta era a palhaça Miss Jujuba. Julieta via nessa brincadeira uma forma de contestar os padrões de beleza impostos para as mulheres nos concursos de miss, muito apreciados em seu país de origem. Inclusive, para os protestos ocorridos em todo o Brasil após sua morte, pedindo justiça, sua irmã, Sophia Hernández, solicitou que as mulheres fossem com uma faixa de miss. Palhaços na comissão de frente No Prakabá, um de seus organizadores, Wagner Oliveira Sousa, o Waguinho, recomenda às pessoas que irão carregar os porta-estandartes a se vestirem de palhaço. O bloco é o último a ir às ruas, reunindo todos os demais para o grande encerramento do Carnaval do Centro de Vitória. Na frente, representantes de cada um deles carrega o porta-estandarte de seu bloco. Para os demais foliões, Waguinho recomenda que compareçam com, pelo menos, um nariz de palhaço, caso não queiram ou não possam ir fantasiados como um. Feminicídio Waguinho recorda que, além do fato de Julieta ter feito parte do “processo de brincante do Carnaval do Centro”, é preciso fazer sua memória pelo fato de ter sido mais uma vítima de feminicídio. “Embora o crime não tenha acontecido aqui, foi uma morte violenta e é preciso lembrar que o Espírito Santo é um dos estados que mais tem casos de feminicídio no país, portanto, é falar também da nossa realidade”, ressalta. Está certo, Waguinho! Carnaval é também para isso. A arte, como Julieta ensinou, seja qual for, é também política. Mobilização Aliás, os blocos do Centro estão de parabéns pela mobilização. Sem ela, o Carnaval sairia bastante prejudicado. Após pressionar a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos), os blocos conseguiram não restringir seus desfiles ao período oficial do Carnaval, que este ano é de 10 a 13 de fevereiro. Assim, blocos como o PelaDonas do Centro, que começa na quarta-feira antes do Carnaval, e o Prakabá, que vai às ruas no domingo após a folia, não poderiam desfilar. Outra conquista foi não limitar o início dos blocos para a partir das 11h, o que impossibilitaria, por exemplo, o Amigos da Onça, na terça-feira (13), às 8h, na rua Barão de Monjardim. O Centro não quer menos Caso esses impedimentos fossem mantidos, seriam menos blocos, menos diversão, menos fomento aos bares e outros estabelecimentos da região, e menos crítica social, que é o que parece incomodar a gestão municipal nos blocos do Centro. A coluna espera que a proposta dos vereadores Karla Coser (PT) e André Moreira (Psol), de construir junto aos blocos um projeto de lei que regulamente o Carnaval, ganhe força este ano, para que em 2025 o Carnaval do Centro não fique à mercê de mais um decreto tão restritivo. Anota aí! Redes Sociais Mas já que vai ter Carnaval, anota aí. Além dos blocos já citados, haverá, na quinta-feira (7), o Nós, Eva e Adão, às 18h, na praça Ubaldo Ramalhete. No sábado (10), serão dois blocos: Projeto Subúrbio, às 8h, e AfroKizomba, às 14h, ambos na Avenida Beira Mar. Nesse mesmo local, no domingo (11), terá Regional da Nair, às 8h, e Puta Bloco, às 14h. Também no dia 11, às 8h, Maluco Beleza, na rua Sete de Setembro. Na segunda-feira (12), às 14h, tem Vai que Gama, na rua Gama Rosa, e Coisas de Negres, às 14h, na Avenida Beira Mar. Na terça-feira (13), além do já mencionado Amigos da Onça, terá o Galinha Preta, às 14h, na rua Maria Saraiva, a rua do Bar da Zilda. Circuito da Folia Uma das novidades deste ano é o Circuito da Folia, com um trio no domingo (11) e na segunda-feira (12), que conduzirá os foliões depois do desfile dos blocos até o Sambão do Povo, onde haverá atrações musicais. A Associação dos Moradores do Centro (Amacentro) comemora a iniciativa, que é uma reivindicação da entidade desde a primeira gestão do prefeito Luciano Rezende (Cidadania). “A gente brigou muito por isso na prefeitura”, disse à
Nome do ex-prefeito Amadeu Boroto agita meios políticos de São Mateus
Amadeu foi condenado a devolver R$ 823 mil aos cofres públicos em ação por improbidade A notícia envolvendo o retorno do ex-prefeito de São Mateus Amadeu Boroto à disputa à prefeitura do município em outubro deste ano rompeu como um furacão nos meios políticos, nesta sexta-feira (2). Em especial porque, nos bastidores, ele viria filiado ao MDB, controlado no Estado pelo vice-governador, Ricardo Ferraço, como parte da estratégia do governador Renato Casagrande. Uma reunião já estaria acertada para a próxima terça-feira (6), na sede do partido, em Vitória, para formalizar a filiação. A se confirmar a entrada de Boroto ao MDB, a pergunta que corre os meios políticos é como ficaria a pré-candidatura do ex-deputado Eustáquio de Freitas (PSB), atualmente na presidência do Departamento de Edificações e de Rodovias do Estado (DER-ES). Aliado de Casagrande, do mesmo partido, com folha de serviços prestados durante seus mandatos na Assembleia Legislativa, Freitas seria colocado entre as prioridades do grupo na chapa para deputado federal de 2026. Mas a relação de insatisfeitos não para por aí: o nome de Boroto, que já circula em cartazes e nas redes sociais, mexe com filiados antigos do MDB, que criticam a gestão de Ricardo Ferraço na comissão provisória estadual, por manter o mesmo modelo de sua antecessora, a ex-senadora Rose Freitas, que originou a desavença com o ex-deputado federal Lelo Coimbra, que, hoje, está isolado. Ricardo assumiu em outubro de 2023, e, aos poucos, vem afastando emedebistas ligados ao ex-deputado. Prefeito por dois mandatos, de 2008 a 2016, Boroto foi também candidato derrotado a deputado federal e deixou a prefeitura às voltas com irregularidades nas contas. Essa situação o tornou inelegível, e, em 2019, ele impetrou recurso, ainda não definido, mas, ele pode concorrer, sub judice. Boroto foi condenado a devolver R$ 823,1 mil aos cofres públicos, decorrente de uma ação por improbidade administrativa. O então prefeito teria firmado contratos com uma empresa para a construção de calçadas em imóveis particulares de bairros da cidade. Secretária de Educação de São Mateus se filia ao PDT para disputa à prefeitura – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/secretaria-de-educacao-de-sao-mateus-sefilia-ao-pdt-e-entra-na-disputa-a-prefeitura PT apresenta pré-candidatura à prefeitura de São Mateus – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/tv-seculo/pt-apresenta-pre-candidatura-a-prefeitura-de-sao-mateus Articulações eleitorais em São Mateus isolam Daniel da Açaí – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/articulacoes-eleitorais-em-sao-mateus-isolam-o-prefeito-daniel-da-acai
Decretada a prisão preventiva de político do PL denunciado por estelionato
Thiago Oliveira do Nascimento é acusado de extorsão a um empresário asiático e lavagem de dinheiro A libertação do empresário e político Thiago Oliveira do Nascimento, apontado como pré-candidato a prefeito de Vila Velha pelo Partido Liberal (PL) e denunciado por estelionato por um empresário asiático, não será mais nesta sexta-feira (2), como estava previsto. Nessa quinta (1º), a juíza Paula Cheim Couto, da 2ª Vara Criminal de Vila Velha, decretou a prisão preventiva dele, para aprofundar as investigações, que envolvem, além de estelionato, um arsenal ilegal de armas e artefatos de tiro. Preso desde o dia 23 de janeiro, Thiago é do grupo do senador Magno Malta, presidente do PL no Espírito Santo, e chegou a ser apresentado em redes sociais como pré-candidato do partido à Prefeitura de Vila Velha nas eleições deste ano. O presidente municipal da legenda, Carlos Salvador, não quis se pronunciar sobre as denúncias e como fica a pré-candidatura para as eleições deste ano. Nas redes sociais, apoiadores do PL e de Thiago nada comentam sobre o assunto, cujo enredo é parecido a filmes sobre organizações criminosas internacionais e que ocorre justamente quando a Polícia Federal revela indícios de espionagem ilegal de mais de 30 mil pessoas com o uso do sistema instalado na Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Há fortes suspeições de membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro. No Facebook, a última postagem de Thiago é de 28 de novembro, com fotos de um evento do PL denominado “Chá com Política, idealizado por Giselle Martins, presidente do PL Mulher Vila Velha”. No texto, ele diz: “Com gratidão a todas as lideranças e mulheres presentes, destaco o evento inspirador, Chá com Política, idealizado por Giselle Martins, presidente do PL Mulher Vila Velha. Agradeço também a presença marcante do presidente municipal, Carlos Salvador”. “O time está formado! Juntos, vamos lutar por um futuro onde a segurança das mulheres seja prioridade, com leis mais duras e oportunidades ampliadas. Que este seja o início de conquistas significativas para Vila Velha e além”, conclui a postagem no Facebook. No perfil de Thiago, ele também aparece em fotos e manifestações bolsonarista na Praça do Papa e com o senador Magno Malta, o deputado federal Gilvan da Federal, e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. O caso Thiago Oliveira do Nascimento foi preso em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que encontrou um forte arsenal em seu poder, com armas pesadas, motivo pelo qual a juíza prorrogou sua prisão temporária, agora transformada em preventiva. A prisão ocorreu em um hotel localizado na Praia do Canto, em Vitória, durante a Operação Criptovet, por suspeita de fraude em transações de criptomoedas. Segundo o Ministério Público, “as buscas resultaram na apreensão, além de valores em espécie e armas de fogo, sem a apresentação dos devidos registros legais”. As investigações prosseguem de forma sigilosa para apuração de crimes de extorsão envolvendo um empresário asiático e lavagem de dinheiro, com utilização de criptomoedas. Desembargador se dá por suspeito e retarda análise de habeas de político do PL – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/desembargador-se-da-por-suspeito-eretarda-analise-de-habeas-de-politico-do-pl Encontrado arsenal com pré-candidato do PL à Prefeitura de Vila Velha – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/encontrado-arsenal-com-pre-candidatodo-pl-a-prefeitura-de-vila-velha-1