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Século Diário

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No novo cenário para 2014, prejuízo maior fica com Coser

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Os movimentos populares que vêm se intensificando no País desde o início de junho zeraram o jogo político que vinha adiantado para 2014. No Estado, o cenário que se desenha é de desgaste para as lideranças que comandavam as articulações até aqui em nome de seus grupos políticos. Dessas figuras, o maior prejuízo fica para as manobras do ex-prefeito de Vitória João Coser (PT).    Depois de uma movimentação intensa para garantir o controle interno do PT, o que permitiria que ele levasse o partido para o palanque que melhor acomodar seu espaço político, Coser estaria trabalhando com duas possibilidades: a permanência do partido no arranjo do governador Renato Casagrande, ocupando o espaço de vice, ou poderia erguer ao lado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) um palanque alternativo ao governo do Estado, em que poderia ser vice ou o candidato ao Senado.    Mas fatores externos à discussão do PT, PSB e PMDB comprometem a articulação do ex-prefeito. O primeiro golpe na manutenção desse sistema foi a aparição do palanque do senador Magno Malta (PR), defendendo um espaço exclusivo para a candidatura presidencial no Estado. Espaço privilegiado para o PT, que Casagrande não poderia oferecer, já que seu partido, o PSB, pretende lançar nacionalmente a candidatura do governador de Pernambuco Eduardo Campos à Presidência. Casagrande alega que ficaria neutro na disputa, mas Malta oferece exclusividade.    Outro movimento que comprometeu a manobra de Coser foram as investidas do presidenciável tucano, o senador mineiro Aécio Neves, que primeiro assediou o ex-governador para puxar seu palanque no Estado, e depois declarou afastamento do palanque de Casagrande. Isso inviabilizaria a caminhada de Coser com Hartung, já que este estaria ao lado de um tucano, adversário de primeira linha da presidente Dilma Rousseff.    Para complicar ainda mais a situação já delicada de Coser, a queda vertiginosa da popularidade da presidente tira das mãos do PT o capital político do palanque presidencial e, consequentemente, a posição privilegiada do partido nos palanques locais. Assim como Dilma, as lideranças do Estado, sobretudo aquelas que estão na linha de frente do tiroteio com as vozes das ruas, também chegam desgastadas ao processo eleitoral do próximo ano.    Coser, que saiu com seu capital político arranhado da prefeitura, dependia de um parceiro de palanque com capital político elevado para puxá-lo, o que pode não acontecer no próximo ano. 

06/07/2013 / 0 Comments
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???A palavra vandalismo para o que está acontecendo não faz sentido???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira Fotos: Apoena Medeiros     O professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Victor Gentilli, acompanha o novo momento político com uma análise panorâmica dos movimentos das ruas e uma crítica ao tratamento que a mídia vem dando aos protestos.    Para ele, o processo de marketagem dita as regras não só na classe política, mas também nas empresas de comunicação, o que explicaria o comportamento da imprensa em situações atípicas como as manifestações populares dos últimos dias.    Nesta entrevista, Gentilli aponta causas e consequências para as manifestações e mostra que a impressão que a sociedade tem em relação à sua representatividade, seja de forma nacional ou local, pode levar a um índice de votos nulos nunca vistos na história recente.    A resistência da sociedade à cobertura de parte da imprensa dos protestos deve levar à reflexão sobre o papel do profissional de jornalismo em uma sociedade em que a informação circula de forma abundante.      Século Diário – Vivemos um momento muito peculiar da história brasileira, que é a retomada das ruas pela população, com cobranças que colocam em xeque tudo que entendemos por sistema democrático. Porque no momento em que se rejeita os partidos políticos, se tenta ocupar o Congresso, se ocupa a Assembleia, parece que a população entende que a Casa é do povo, e toma essa Casa para si. Como o senhor entende essa movimentação?   Victor Gentilli – Esse é o primeiro movimento macro, importante, desde a Revolução Francesa, que não quer tomar o poder, não quer derrubar o governo. É um movimento diferente. E esse é o primeiro ponto que o difere de todos os movimentos anteriores. Nesse sentido, esse não é um movimento que contesta esta ordem que está aqui. Ao contrário, quer pôr ordem no que entende como desordem. Ele quer que a Constituição de 1988 seja para valer, que os direitos do cidadão sejam garantidos. E ai você tem o governo Lula, que de fato fez um trabalho que facilitou o crescimento do poder de consumo da sociedade em geral, principalmente das classes menos favorecidas. Agora eles [manifestantes] querem mais. Eles não querem consumir, querem ser cidadãos. Não querem bens, querem serviços públicos.    – E a gente percebe que a classe política, de cima a baixo, não está conseguindo entender esse movimento. Ela tenta reprimir, pois sem reprimir não consegue conversar. Há um descompasso entre o que acontece na rua e a política institucional. São duas políticas, completamente diferentes e que não dialogam.   – Acho que vale distinguir o conflito em relação a essa ordem e a crise de representação. Na verdade, as pessoas não mais se sentem representadas. Isso é uma coisa que não é nova, mas a forma que ela se manifesta é nova. E não foi falta de aviso. Os políticos não 'caíram a ficha' do que é a ficha limpa. A ficha limpa significou o seguinte: a sociedade precisou pedir para a justiça impedir que os partidos não coloquem criminosos em suas chapas. Os partidos não conseguem, meu Deus, cumprir ser filtro nem disso. A função dos partidos é selecionar as pessoas que dispõem a defender os projetos e as ideias dos partidos. E se os partidos colocam criminosos em suas chapas, o que a população sente em relação a isso tem essa dimensão.    – Mas esse processo de coalizão em nível nacional e de unanimidade política, aqui no Estado, colabora para esse enfraquecimento dos partidos em relação a escolher até seus representantes para as eleições.    – Aí eu acho que o Casagrande precisa tomar mais cuidado, porque essa unanimidade é uma unanimidade por cima e tem o risco, porque no momento em que se contesta toda essa estrutura que está aí, cria-se o risco de novas institucionalidades, de avanço de setores conservadores, no pior sentido da palavra. Temos grupos militares se assanhando por aí. A contestação dos partidos é um problema, mas o problema da contestação aos partidos é que os partidos não correspondem. As pessoas têm dificuldade em escolher seus candidatos.   – Aí temos um problema grande, porque essas mudanças que se pede nas ruas não vão acontecer para 2014, então teremos os mesmos partidos e as mesmas lideranças na disputa do ano que vem. A democracia se faz com os partidos políticos, mas o que se contesta é o sistema. Prega-se voto em lista, financiamento público, mas isso não chega para 2014.   – Acho que tem riscos. A Folha de S. Paulo deu maior destaque para a queda de popularidade de Dilma. E o Alckmin não perdeu? Fernando Haddad não perdeu? E se pesquisar aqui, o Casagrande não perdeu? O Paulo Hartung não perdeu? O [Theodorico] Ferraço não perdeu? Eu tenho uma intuição de que é possível que tenhamos uma eleição com uma quantidade de votos nulos como nunca se viu. Essa queda não é da Dilma, é geral. Nenhum desses nomes é mais capaz de aglutinar. Na área nacional: Aécio Neves sobe? Eduardo Campos sobe? Marina Silva sobe um pouco, mas ela não tem ainda condições políticas de disputar.    – Mas Joaquim Barbosa sobe…   – Aí é um outro problema. Por que estão colocando o nome dele na pesquisa? Dos grandes partidos, nenhum deles está disposto a oferecer uma vaga para ele.    – Mas tem o partido dos militares, que está se formando…   – Mas não vai ter tempo de TV. Vai ser um Enéas. Mas isso pode ser uma surpresa. E o que significa? Ele não se relaciona com os partidos. Essa institucionalidade, se não for mexida, vai criar uma situação que já é conhecida, quem não tem sustentação política, cai. Foi o caso do Collor.   – Nós tivemos algumas lideranças do PT entrevistadas neste espaço, e todas elas destacavam a importância da retomada do diálogo com as bases. É isso? Os partidos precisam olhar para dentro e se fortalecer não só no que diz respeito à

06/07/2013 / 0 Comments
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Casagrande recorre a plano B

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Há três semanas, desde que tiveram início as manifestações de rua no Espírito Santo, o governador Renato Casagrande (PSB) tem se mostrado desnorteado. É verdade que o fenômeno que eclodiu nas ruas pegou muita gente de surpresa. São muitos os governantes que ainda estão que nem cego em tiroteio. Que o diga a presidente Dilma, que viu sua popularidade despencar com as ondas de protesto. Mas se fizessem uma pesquisa por aqui, o resultado não seria muito diferente para Casagrande.   Depois do susto inicial causado pelo balanço do asfalto, alguns governantes passaram a quebrar a cabeça para decifrar o clamor das ruas e tentar encontrar um canal de interlocução com lideranças que de tão coletivas são anônimas. Outra situação inédita para eles.   No Espírito Santo, o governador socialista, desde início dos protestos, tem errado a mão na condução da crise. Desde o dia 17 de junho, quando os primeiros manifestantes puseram os pés nas ruas, os erros do governo têm sido sucessivos.    Mesmo quando, tardiamente, anunciou que estava aberto para dialogar com os manifestantes, também errou. Faltou-lhe sagacidade para perceber que naquele momento era importante que ele em pessoa saísse na foto na cabeceira da mesa do Palácio Anchieta inaugurando um canal de interlocução com os manifestantes. Mas não, preferiu enviar subalternos para representá-lo. Até a presidente Dilma fez questão de sair na foto com integrantes do Movimento Passe Livre. Era estratégico, ela sabia.    Casagrande se esquivou e ainda confiou a missão de representá-los a interlocutores despreparados ou inoportunos para o delicado momento. São, por exemplo, sempre os dois representantes da Segurança (André Garcia) ou da PM (coronel Edmilson dos Santos) que falam após os protestos. Pior, falam bobagem. A interpretação das ruas é que o governador socialista só sabe dialogar via forças de segurança.    Se o que já está ruim ainda pode piorar, podemos dizer que se há três semanas o movimento tinha uma profusão de pautas e não tinha ao mesmo tempo nada, agora já tem um inimigo identificado para lutar: a cobrança do pedágio da Terceira Ponte, que passou a ser um território estratégico tanto para o governo como para os manifestantes. Não é por acaso que os sete protestos que ganharam as ruas até agora terminaram na praça de pedágios, que se transformou numa espécie de “Faixa de Gaza” das manifestações.    Não bastasse a maré ruim para o governo, o deputado Euclério Sampaio (PDT), numa jogada de mestre, materializou o furor das ruas num projeto de decreto legislativo que pede o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte. Se antes já havia um inimigo, agora já existe também um projeto em vias de ser votado. O caos estava instalado.    A manobra do Palácio Anchieta para obstruir o projeto, missão que coube ao deputado Gildevan Fernandes (PV), desgastou ainda mais a imagem do governo e deixou patente que o Executivo imiscui quando e como bem entende no legislativo. O próprio Euclério, na última segunda (2) – data da manobra que brecou a votação do seu projeto e desencadeou a revolta dos manifestantes que acompanhavam a sessão a ocuparem a Assembleia -, no calor dos acontecimentos, soltou que o governo fez uma verdadeira blitz na Casa para tentar cooptar os deputados a votarem contra a proposta.    Na base do desespero, só restou ao governo, naquele momento, ganhar tempo para pensar. Prevendo que a Assembleia, mesmo ocupada, pode retomar as atividades legislativas na próxima segunda (8), com chances de o projeto retornar à pauta de votação na quarta (10), quando vence o prazo regimental para o pedido de vista de Gildevan, Casagrande anunciou nesta sexta-feira (5) seu plano B, registre-se: um tanto previsível e fraco.    Depois de ter se aproximado do Tribunal de Justiça e do Ministério Público, o governo conseguiu trazer para a trincheira da Terceira Ponte o Tribunal de Contas. Ele anunciou uma auditoria que será realizada pelo TCE, mas com a chancela das instituições, que selaram um pacto com o governo. Se queria transparência, deveria ter entregue o serviço a uma auditoria séria. Vamos combinar que o TCE não está com essa bola toda para investigar contas, e muito menos o MPES para fiscalizar. Basta lembrar que o procurador-geral de Justiça é conhecido também como o “rei do escaninho”. É doido para arquivar as coisas e deixá-las bem guardadinhas.    Abrandando o discurso. O governo que falava na semana passada que o contrato com o Rodosol era sagrado, já cogita rever o valor da tarifa e o contrato propriamente dito. O governo aposta que o plano B seja capaz de mudar o voto de alguns deputados que estão propensos a apoiar o projeto de Euclério. O anúncio serve também para dar uma satisfação à população, dizendo que as instituições mais ilibadas deste Estado estão imbuídas da tarefa de jogar luz sobre o contrato da Rodosol. Faltou combinar com a população, que não deve se contentar com a redução das tarifas. Todos querem mesmo é o fim da cobrança.    O presidente do TCE, Carlos Ranna, ja adiantou que a auditoria levaria no mínimo 90 dias. Se os conselheiros não extrapolarem o prazo, o resultado desse estudo ficaria pronto em meados de outubro. Até lá, Casagrande acredita que a temperatura das ruas já tenha arrefecido e os deputados voltem ao “normal”, ou seja, priorizem os interesses do governo e das elites em detrimento dos da população.    Como o governo só errou até agora, não será de se estranhar que o plano B também naufrague as pretensões do governo de criar uma cortina de fumaça para esconder o conteúdo desta caixa-preta chamada Rodosol.   

05/07/2013 / 0 Comments
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???Mão amiga???

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Os bastidores do relatório da CPMI da Violência contra a Mulher, aprovado nessa quinta-feira (4) no Senado, revelam uma interferência que  é no mínimo intrigante. A proposta de exclusão do documento dos pedidos de investigação à conduta dos integrantes da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, no caso em que a servidora concursada de Pinheiros Débora Cardoso acusa o deputado estadual Gildevan Fernandes (PV) de abuso sexual, recebeu uma atenção pra lá de especial do senador Ricardo Ferraço (PMDB). O peemedebista, que nunca participou de nenhuma reunião da CMPI, pediu para ser indicado pelo presidente do seu partido logo neste último encontro, da leitura do relatório, para apresentar pedido junto com a senadora Ana Amélia (PP-RS), com a alegação de violação à competência do órgão. Desta forma, Ferraço garantiu a blindagem não só a Gildevan, mas principalmente ao procurador-geral de Justiça, Eder Pontes. Dá para ligar alguns pontinhos: Ricardo Ferraço, que é filho do presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM), que foi igualmente blindado – junto com a mulher Norma Ayub (DEM) – por Eder Pontes após as investigações da Operação Derrama. Não, não…deve ser loucura da minha cabeça, é apenas “coincidência”.   ‘Mão amiga II” As suspeitas que recaem sob Pontes são sérias. Improbidade administrativa, atentado contra os deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade, bem como crime de prevaricação. Exatamente por ter arquivado a investigação em 2011 – olha a gaveta ai de novo! Ricardo Ferraço garantiu a “paga” do pai.    Detalhe A Rádio Corredor diz mais: para garantir sua missão, Ricardo Ferraço teria faltado até à reunião da Comissão que preside, de Relações Exteriores e Defesa Nacional.    Lembrando… Depois da denúncia feita por Débora, duas outras mulheres também procuraram a polícia e fizeram acusações semelhantes contra Gildevan. Haja gaveta!   Não comprou Vale o registro de que a relatora da CMPI, senadora Ana Rita (PT), acatou o pedido somente para não correr o risco de ter anulado o trabalho, mas quer manifestação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional dos Procuradores Gerais.    Abominável A atitude dos policiais militares no protesto dessa quinta-feira (4) de tomar máquinas fotográficas e câmeras de pessoas que registravam o ato, inclusive do fotógrafo Apoena/Agência Porã – só não perdeu porque resistiu bravamente -, é o retrato claro da truculência da tropa. Pra você ver, eles juram que são preparados, mas precisam se esconder…quem não deve, não teme, oras!   A propósito… O governador Renato Casagrande e sua equipe têm assistido aos vídeos sobre os protestos? Tornam sem defesa a estratégia da polícia. Se já estava difícil…   ‘Guardião’ E o monitoramento do governo nas redes sociais segue a todo vapor. Manifestantes vigiados, direitos violados.    Paternidade O vereador de Vitória Luiz Emanuel Zouain, do PSDB, tem um projeto que transfere do cidadão para a prefeitura da responsabilidade de construir ou reforçar calçadas. Inclusive tem uma audiência marcada para a próxima sexta-feira (12). Agora vem a vereadora Neuzinha Oliveira, também do PSDB, e sugere consulta popular com o mesmo objetivo, afirmando que já tem tempo que abraçou a causa. Quem chegou primeiro?   140 toques “Bancada do PT apoia por unanimidade plebiscito para reforma política no país”. (Deputada federal Iriny Lopes – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Político honesto é o que, depois de comprado, permanece comprado”. Simon Cameron

05/07/2013 / 0 Comments
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Por trás da bomba

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Parecia até Festa Junina, mas infelizmente eram bombas que cruzavam os céus de Vitória na noite dessa quinta-feira (4), em mais uma ação desastrosa contra os manifestantes, a polícia mostrou mais uma vez o despreparo e o caminho errado que o governo vem tomando em relação às demandas que vêm das ruas.    A conversa com os manifestantes, na qual o governador Renato Casagrande não compareceu e sequer mandou o vice-governador Givaldo Vieira, poderia ter sido mais ampla, mais democrática e mais aberta. Mas o governo mandou seu representante apenas para falar do prejuízo de R$ 600 milhões que poderia gerar uma quebra de contrato com a concessionária da Terceira Ponte.    O problema é que o governo esbarra nos R$ 620 milhões em renúncias fiscais só para o Sincades. O fato é  que algumas empresas que administram o consórcio da Rodosol são financiadoras de campanha. Por isso, os argumentos do governo não convencem os manifestantes. Como sempre acontece quando se perde o argumento, parte-se para a ignorância.    Acreditando que a ocupação da Assembleia daria legitimidade para repressão ao movimento, o governo acionou seu único canal de “diálogo” com a população: a polícia. Uma verdadeira estratégia de guerra foi aramada para repreender o movimento.    O governo conta ainda com um grande aliado nessa batalha: a imprensa. As manchetes dos jornais mostram a destruição da praça do pedágio, que pela manhã desta sexta-feira (5) a cobrança era normal, ou seja, nada de mais grave aconteceu.    Mas talvez toda essa confusão pudesse ser evitada se o governo do Estado tivesse realmente disposto a negociar com os manifestantes, estivesse disposto a abrir as planilhas de arrecadação da praça de pedágio da Terceira Ponte, se não tivesse ingerido na Assembleia, de forma atropelada na discussão do projeto que propõe o fim do pedágio.    Mais uma vez sem entender o processo que está em curso nas ruas, as instituições se uniram na ideia de que é preciso tomar providências contra os “vândalos”, os “criminosos infiltrados” no movimento. Não percebem as lideranças que foi justamente esse arranjo institucional que colocou em xeque todo o sistema que se acreditava representativo até hoje.    Fragmentos:   1 – A polícia intimando lideranças pelos comentários na rede social parece uma nova roupagem de uma passagem muito triste da história brasileira. Tentar tomar câmera de quem estava trabalhando também é de algumas décadas atrás.     2 – Sem falar que acusar manifestante de ter cortado o cabo de energia da ponte chega a ser chacota. Ou o serviço da empresa é de péssima qualidade que deixa os fios à mostra para qualquer um ou tem alguém mentindo.    3 – Pela declaração dos deputados. De certo mesmo, Euclerio Sampaio (PDT) tem oito favoráveis ao seu projeto de Decreto Legislativo. O governo está ganhando.  

05/07/2013 / 0 Comments
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Estamos em campanha!

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O emblemático recuo dos fundamentalistas e conservadores, que fazem parte da inconstitucional bancada evangélica no congresso, com relação ao projeto da “Cura Gay”, mostra bem o quanto somos fortes quando nos organizamos e elevamos o tom de nossas reivindicações. Nesse momento de manifestações, temos de aproveitar para pôr na roda, questões que já há muito tempo vem sendo suprimidas pelo preconceito, pelo desrespeito social e pela violência do abuso de quem se acha dono do poder, aliás, é do povo que emana todo o poder e para ele retorna; o problema está na condução de uma maioria na promoção da violência e opressão à grupos minoritários .   A nosso favor, temos o bom senso social, que percebe o perigo que sofremos quando nos pomos em confronto aos interesses de dominação religiosa infiltrados na politica. O próprio deputado Marco Feliciano (PSC-SP) ameaçou, a Presidência da República. Prometeu mobilizar os evangélicos para derrubar a reeleição de Dilma, caso houvesse, da parte dela, alguma interferência para não aprovação da “Cura Gay”.   Mas devido ao clamor dos protestos das ruas, o próprio Congresso se encarregou de execrar tal projeto. Seu criador, deputado João Campos (PSDB-GO), tentando dar uma de espertalhão, arquivou o PDC 234, prometendo uma nova investida na próxima legislatura. Novamente veio à tona as falas ridículas de Feliciano, na sua verve raivosa, ameaçando que na próxima legislatura o número de deputados evangélicos será maior e a aprovação estará garantida .     No auge da decepção com o fracasso politico, o deputado João Campos, ao ser abordado pela imprensa, tentou minimizar a militância LGBT, dizendo que pegamos carona nos protestos para implementar os nossos propósitos.   Mas o que o citado deputado não percebeu, foi que os manifestos são uma prova do amadurecimento politico-social do eleitor, que temos a simpatia de intelectuais, lideres comunitários, artistas, religiosos “esclarecidos” e um forte apoio de cidadãos envolvidos com a luta pelo direitos humanos, e que não reconhecem esse pequeno grupo como uma liderança significativa, mas apenas como oportunistas, condutores de rebanhos de desinformados, promotores da chantagem e coação politica, e que nada fazem de relevante pela nação, apenas perfídia e tentativa de implantar seus dogmas perpetuando privilégios tributários e políticos.   Como já dissemos aqui, a maior revolução acontecerá ano que vem, nas urnas. Estamos em campanha por uma pais mais integro, sem privilégios, com iguais direitos civis e clara proteção de minorias, liberdade de culto, sem apologia religiosa na politica e liberto de estigmas e preconceitos, porém, com repúdio a grupos promotores de ódio e instigadores da violência. Que venham as eleições, que venha a novo legislatura.   Luiz Felipe Rocha da Palma (Phil Palma) é publicitário. Nas “horas vagas” (às quartas) comanda o programa “Praia do Phil” pela rádio Universitária FM, onde defende os LGBTs e denuncia a homofobia. Fale com o autor: philpublicitario@gmail.com

05/07/2013 / 0 Comments
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Sem debate com a sociedade, substitutivo do PDM é alterado

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O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV) quer vetar anexos incluídos no Projeto de Lei (PL) do Executivo nº 2136/2013, aprovado na Câmara de Vereadores, que prevê a substituição de 13 artigos inconstitucionais do Plano Diretor Municipal (PDM). Para a entidade, os acréscimos representam um grave retrocesso social à luta da sociedade civil no município. A entidade cobra do prefeito Rodney Miranda (DEM) veto aos itens que não foram debatidos e o posicionamento do Ministério Público Estadual (MPES).   A entidade ressalta que os anexos não foram discutidos na reunião entre a sociedade civil organizada, Ministério Público Estadual (MPES), prefeitura e setor de construção, realizada na última semana para discutir o texto do PL antes da sua aprovação. O encontro terminou em consenso.   Segundo o FPDVV, esses anexos tratam do artigo 3º do projeto e isentam uma taxa de ocupação em determinados bairros da cidade para o primeiro e segundo pavimentos, em condomínios residenciais multifamiliares, em edificações não residenciais e de uso misto e hotéis e apart-hotéis. Os pontos, denuncia a entidade, alteram ainda o número de pavimentos e afastamentos obrigatórios entre as edificações para garantir a privacidade de moradores.    O Fórum também criticou e classificou como inaceitável a alteração do zoneamento da Lei 4.575/2007, antes da discussão de um novo PDM.    Na reunião que antecedeu a votação na Câmara, apenas um ponto ficou de ser analisado juridicamente pelo MPES, para futura apreciação e inclusão no texto. No caso, os parâmetros das Zonas de Ocupação Prioritária (ZOP) 1 e 2, localizadas na área que vai do Parque das Castanheiras até a Praia da Costa.    “Esperando que o executivo municipal seja sensível ao clamor dos que lutam há anos por uma cidade ambientalmente sustentável e reafirmamos a solicitação do veto parcial aos anexos citados”, declarou a entidade.     O PL que garante os licenciamentos de empreendimentos em Vila Velha foi aprovado na Câmara na última quinta-feira (27). O texto havia entrado em regime de urgência dois dias antes, a pedido do prefeito. Esta é quarta versão do projeto que substituirá os 13 artigos inconstitucionais do PDM, suspenso pela Justiça em maio de 2012.

05/07/2013 / 0 Comments
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Pedágios da Terceira Ponte funcionaram normalmente nesta sexta-feira

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Depois das manifestações desta quinta-feira (4), em que os manifestantes foram duramente reprimidos pela Polícia Militar em vários pontos no entorno da praça do pedágio da Terceira Ponte e na própria ponte sete cabines de pedágio teriam sido destruídas, segundo informações da Secretaria de Segurança. No entanto, o que se via na manhã desta sexta-feira (5) era o trânsito tranquilo, não condizente com a falta de sete cabines.    Nos dois sentidos do fluxo, principalmente no Vila Velha – Vitória, que costuma registrar congestionamentos no início da manhã, não houve engarrafamentos em cima da ponte, nem lentidão nas ruas de acesso à ponte, principalmente em Vila Velha.   Já na tarde desta sexta, quando o pico de tráfego é no sentido Vitória – Vila Velha houve registros de congestionamentos, mas sem qualquer relação com as cabines de pedágio supostamente danificadas. Houve acidentes nos dois sentidos, o que gerou retenção de veículos.    O funcionamento normal e sem ocorrências da praça do pedágio na manhã desta sexta-feira confirma que a chamada “destruição das cabines” foi um argumento usado para justificar a açào mais truculenta da polícia contra os manifestantes.    O que se viu na noite de quinta-feira foi a repressão ocorrendo em diferentes locais do entorno da Terceira Ponte, além do uso indiscriminado de bombas de efeito e de gás lacrimogêneo em cima da ponte. Além disso, a cobertura informal dos manifestantes foi duramente coibidas por policiais militares, que tentaram recolher – e, em alguns casos recolheram – equipamentos de filmagem e celulares dos manifestantes.       

05/07/2013 / 0 Comments
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Inteligência da polícia vigia manifestantes nas redes sociais

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A pressão contra os manifestantes que foram às ruas nesta quinta-feira (4) não aconteceu somente no asfalto, mas também por meio de monitoramento das redes sociais. As próprias pessoas que participavam da sétima edição dos protestos que vêm tomando as ruas de Vitória transmitiam via internet as manifestações, bem como a repressão policial, que se preparou para o enfrentamento.    As respostas às transmissões e postagens de abusos nas redes sociais por parte do efetivo da PM vinham quase que instantaneamente, como aconteceu com o articulador da Rede Sustentabilidade no Estado, Gustavo De Biase, na noite desta quinta (4).   Ele participa de movimentos sociais há quase uma década e na noite desta quinta esteve na manifestação. Enquanto fotografava a ação do Batalhão de Missões Especiais (BME) nas imediações da praça do pedágio da Terceira Ponte, foi abordado por um policial que disse, segundo relato do próprio Gustavo na rede social: “Você postou errado no Facebook. Cuidado com o que você posta. O comandante sou eu e não quem você disse”.    Ele relata que neste momento muitos policiais pararam ao redor dele e disseram para que ele não personalizasse a crítica. A ação da polícia foi registrada por manifestantes que transmitiam o ato.   De Biase também diz, na página, que a intimidação que recebeu da guarnição do BME está registrada e que providências devem ser tomadas ainda nesta sexta-feira (5).    O monitoramento do setor de Inteligência da Polícia nas redes sociais em que os participantes fazem as denúncias acaba coibindo a ação dos manifestantes, que passam a ter receio de se identificar e até mesmo denunciar as ações policiais desmedidas temendo represálias futuras em outras manifestações.    A ação da PM nas ruas refletia a preocupação do governo de evitar a propagação de imagens nas redes sociais que normalmente são feitas pelos próprios manifestantes durante os protestos. A polícia tentava retirar máquinas fotográficas, câmeras e celulares das mãos dos manifestantes.    Um vídeo postado na internet mostra o flagrante de policiais tentando tomar a câmera de um pesquisador da Ufes que registrava o protesto. Os policiais agiram cm violência. O comandante da PM, coronel Edmilson dos Santos, afirmou que a Corregedoria vai apurar se houve excessos por parte dos policiais, embora as umagens não deixem nenhuma dúvida.    Nas imediações da rua Duckla de Aguiar, logo após a ação de dispersão na Terceira Ponte, quatro policiais tentaram retirar à força o equipamento do cinegrafista Apoena Medeiros, da Agência Porã/Século Diário, que teve que se abraçar à câmera para preservá-la. Depois da ação truculenta, os policiais acabaram liberando o fotógrafo, que tentava argumentar que estava no protesto a trabalho.  O desligamento das luzes no vão central da Terceira Ponte também foi apontado por usuários de redes sociais como estratégia das forças de Segurança Pública para evitar que os manifestantes registrassem em vídeo a ação policial no alto da ponte. 

05/07/2013 / 0 Comments
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Apesar das incertezas, lideranças seguem se movimentando para as eleições de 2014

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Na Câmara, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da reforma política, se articula para instalar na próxima terça-feira (9), a comissão que vai analisar os pontos para o plebiscito. Ele deverá apresentar seus resultados em até 90 dias, o que deixaria inviável a aplicação de novas regras para a disputa de 2014, mas o governo pressiona para que as mudanças possam valer já para a próxima eleição.    Mesmo com a instabilidade sobre como será o sistema eleitoral de 2014, as lideranças do Estado vem se movimentando para buscar uma boa acomodação, levando em conta o cenário atual.    Caso não haja mudança sejam válidas ainda pars próximas eleições, o Estado tem hoje pelo menos duas candidaturas ao governo, que são apontadas como certas: a do governador Renato Casagrande à reeleição e a do senador Magno Malta (PR). O fato de o partido de Magno ter deixado a base do governo foi vista pelos meios políticos como uma confirmação de que a candidatura do senador é irreversível.    Mas o governo pode ter ainda um outro palanque. O PMDB vem se movimentando em nível nacional para tentar legitimar uma saída do tripé partidário que forma como PSB, de Casagrande e o PT do ex-prefeito de Vitória João Coser, para tentar erguer um palanque no Estado. Para isso o partido tenta viabilizar as candidaturas ou do ex-governador Paulo Hartung ou do senador Ricardo Ferraço (ambos do PMDB).   Entre os peemedebistas o caminho parece pender para Ferraço, assim o partido poderia manter a aliança com o PT. Isso porque a aproximação entre Hartung e o presidenciável tucano Aécio Neves (MG) poderia inviabilizar a permanência do PT no grupo.    No meio da discussão sobre os cabeças de chapa está o PT vendo diminuir seu único trunfo com as lideranças com as quais quer coligar para conseguir manter o capital atual, com a vice de Casagrande ou conseguindo o apoio irrestrito a uma disputa de Coser ao Senado. Mas se a popularidade da presidente Dilma Rousseff continuar caindo o partido pode perder sua arma de negociação. A menos que o partido consiga trazer o ex-presidente Lula para a disputa presidencial do próximo ano.    Caso mude o sistema eleitoral para as eleições de 2014, muitas discussões teriam de ser repensadas, sobretudo sobre os apoios partidários. O sistema proporcional força a uma movimentação de autoproteção das lideranças em busca das melhores alianças para garantir as eleições de seus candidatos, caso isso mude, a discussão com os candidatos majoritários pode ser feita em outro nível, o que pode colocar em risco os arcos de alianças dos candidatos ao governo e ao Senado.    Mas essa situação só deve valer mesmo para as próximas eleições municipais, em 2016. No Congresso, o entendimento é de que o processo para o plebiscito se refletir nas eleições é longo. Após a comissão terminar sua sugestão, elaborará um projeto de decreto legislativo para autorizar o plebiscito. Esse projeto tem de ser aprovado pelo Congresso.    A partir da aprovação, há o prazo de até 70 dias para a realização do plebiscito. Depois de a população ser consultada, o Congresso precisa elaborar e votar projetos de lei ou PECs que representem o resultado da consulta.

05/07/2013 / 0 Comments
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