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TJES derruba lei municipal de atendimento a adolescentes

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Na sessão do Pleno do Tribunal de Justiça (TJES), excepcionalmente realizada na manhã desta quinta-feira (4), os desembargadores julgaram como procedente uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adim) movida pelo Ministério Público Estadual (MPES) contra uma lei aprovada pela Câmara de Baixo Guandu, noroeste do Estado, em 2003.    A Lei 2173/2003 criava um programa de atendimento a adolescentes em situação de risco social. Apesar da relevância para a comunidade local, o relator da matéria,  desembargador Fábio Clem de Oliveira, proferiu voto considerando procedente a Adim.   Isso porque, segundo o voto, a lei, de autoria do vereador Charliston Sperandio de Souza, cria despesas para a municipalidade, o que não é permitido para os legisladores. “Esse tipo de lei é de iniciativa do Poder Executivo e não da Câmara Municipal”, salientou o relator   O voto de Clem foi acompanhado à unanimidade pelo pleno do TJES. A sessão do pleno acontece normalmente nas tardes de quinta-feira, mas o horário foi antecipado para as 9 horas, por conta da manifestação popular prevista para o fim da tarde. A medida visa a garantia de mobilidade e segurança para magistrados e servidores do Judiciário.

04/07/2013 / 0 Comments
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Relatório da CPMI da Violência Contra a Mulher é apresentado no Senado

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher aprovou o relatório final dos trabalhos na manhã desta quinta-feira (4) com mudanças no texto original, proposto pela relatora, a senadora Ana Rita Esgário (PT-ES).    A senadora Ana Amélia (PP-RS) propôs a retirada do relatório da indicação para que fosse investigada a conduta dos integrantes da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado. A suspeita é que a Procuradoria tenha cometido improbidade administrativa, atentar contra os deveres de honestidade, imparcialidade e legalidade, bem como por crime de prevaricação, ao ter arquivado a investigação de um crime de estupro ocorrido no Estado em 2011.   O crime tem como suposto autor do deputado estadual Gildevan Fernandes (PV) e como vítima a servidora municipal de Pinheiros (norte do Estado), Débora Cardoso.    A senadora Ana Amélia alegou que, independentemente do mérito do caso, a CPMI corria o risco de ter anulado o trabalho por estar invadindo a competência de outro poder. Ela propôs que o caso fosse remetido para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).    A relatora da CPMI acatou a sugestão da senadora Ana Amélia para evitar o adiamento da votação, mas acrescentou que o caso deve ser remetido também para o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais, para resposta dos dois conselhos em até 30 dias.    O relatório foi apresentado pela senadora Ana Rita no dia 25 de junho deste ano. Ela propôs 68 recomendações gerais aos governos municipais, estaduais e federal, ao sistema judiciário e fez sugestões específicas aos 27 Estados brasileiros.    No relatório da CPMI está detalhada a rede de atendimento a mulheres vítimas de violência no Estado, demonstrando que ainda faltam mecanismos de atendimento. O organismo de gestão política é a Coordenadoria da Mulher, cuja coordenadora acumula a função de gestora do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher.    Recomendações    O relatório da CPMI da Violência contra a Mulher faz diversas recomendações ao Estado, como que elabore um programa de metas conjunto com as demais instituições do sistema de Justiça, para a redução dos feminicídios (homicídios de mulheres), com monitoramento, avaliação e indicadores de resultado; crie um organismo de gestão de políticas para as mulheres, com autonomia administrativa e financeira, a exemplo de uma Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, para coordenar as políticas de enfrentamento às violências e, em especial, o Pacto Estadual de Políticas para as Mulheres; implante; implante organismos congêneres em todo o Estado e Conselhos Municipais do Direito da Mulher em todos os municípios; e crie serviços de abortamento legal, no mínimo, nas regiões norte e sul, de modo a garantir o acesso ao serviço e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.    Ao Judiciário a CPMI recomendou que participe da elaboração de um programa de metas conjunto com as demais instituições do sistema de justiça e do governo, para a redução dos feminicídios com monitoramento, avaliação e indicadores de resultado; elaboração de plano orçamentário para a significativa ampliação dos Juizados de Violência contra Mulher, de modo a garantir um juizado em pelo menos, as seis cidades mais violentas do estado, prevendo sua expansão gradativa às demais comarcas; e capacite permanentemente os magistrados e magistradas sobre a violência contra mulheres e a Lei Maria da Penha.   A CPMI recomendou que o Ministério Público fomente e participe implante o cadastro previsto na Lei Maria da Penha, em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de procuradores-gerais, de modo que o cadastro seja igual em todos os Ministérios Públicos Estaduais do País; amplie as Promotorias da Mulher para as comarcas do interior e capacite promotores de justiça sobre violência de gênero; e realize inspeções periódicas, por parte do Ministério Público estadual, nos serviços da rede de atendimento e nos  estabelecimentos prisionais femininos.   

04/07/2013 / 0 Comments
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Assembleia deve ser destino final do protesto desta quinta

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A manifestação marcada para esta quinta-feira (4), batizada de Quarto Grande Ato pelo movimento “Não é por 0,20 centavos”, poderá culminar em um ato público em frente à Assembleia em solidariedade ao grupo de cerca de 80 pessoas que ocupam o prédio do legislativo estadual desde a noite dessa terça-feira (2).   O roteiro da manifestação ainda está sendo discutido pelos manifestantes, que já se concentram em frente à Ufes, local de partida da marcha. Na página do movimento no Facebook os manifestantes chegaram a informar que o protesto a Assembleia Legislativa.   De acordo com o comunicado, os manifestantes deverão passar antes pelo pedágio da Terceira Ponte, onde encontrarão os participantes vindos de Vila Velha. Em seguida, eles partiriam para a Assembleia.    Caso o ato desta quinta-feira escolha a Assembleia como destino final do protesto, em apoio ao grupo que ocupa o legislativo, o fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte ganhará ainda mais força como uma das principais pautas das ruas.    Os manifestantes advertem que o ato desta tarde deve ser tratado com cautela, para evitar que o protesto ponha em risco a integridade do grupo que ocupa a sede do legislativo estadual.   Além do fim do pedágio, o movimento “Não é por 0,20 centavos” cobra 42 pautas envolvendo mobilidade urbana, meio ambiente, educação, saúde, entre outros temas. Entre as principais demandas estão o projeto “Tarifa Zero”; debate público sobre mobilidade urbana; transparência nas planilhas de gastos e investimentos de Ceturb; criação da Universidade Estadual do Espírito Santo; realização da CPI do Pó Preto da Ponta de Tubarão; a não construção de mais portos no Estado.    Entre os pontos considerados prioritários, completam a pauta o combate a criminalização dos movimentos sociais; punição imediata aos autores de crime de tortura em presídios e delegacias; e implementação de políticas públicas de juventude pelo fim do extermínio da juventude.   Algumas destas pautas também serão cobradas pelo movimento #Vitória500milnarua, que durante a tarde desta quarta-feira (3) distribuiu em frente à Assembleia Legislativa um panfleto manifestando apoio aos acampados e ao Quarto Grande Ato, marcado para esta quinta (4). Ainda desconhecido, o movimento diz que irá cobrar educação, saúde, segurança, transporte, reforma política, jurídica e tributária.    Como tem se repetido nos últimos protestos, os manifestantes se concentram na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no final da tarde, e saem às 18h em marcha pela Reta da Penha rumo à praça do pedágio da Terceira Ponte. Lá se encontram com os grupos que vêm de Vila Velha.   Além do ato, os manifestantes marcaram uma assembleia geral para avaliar o movimento. A reunião, que é aberta, acontece no próximo sábado (6), às 14h, no estacionamento do Tancredão, em Vitória,    De acordo com o movimento, o debate dará prosseguimento às pautas nacionais do movimento. Quem não puder comparecer, deverá enviar email com a sugestão de pauta para protestoes@hotmail.com

04/07/2013 / 0 Comments
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Magistério de Vila Velha deflagra greve parcial a partir desta quinta-feira

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Os professores da rede municipal de Vila Velha iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (4). Por conta da paralisação, as aulas nos três períodos vão ser iniciadas mais tarde, sendo às 9h10 no matutino; 15h10 no vespertino e 20h10 no noturno.    O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado (Sindiupes) divulgou uma carta aberta à comunidade escolar de Vila Velha expondo os motivos pelos quais os professores iriam iniciar a greve. O documento esclarece que o propósito da greve parcial é melhorar as condições salariais e de trabalho, além de oferecer ensino de qualidade nas escolas públicas. A entidade pondera que com profissionais mal remunerados, desmotivados e desrespeitados em seus direitos essa qualidade fica comprometida.    O Sindiupes aponta que a remuneração de Vila Velha é uma das mais baixas da Grande Vitória e os professores não têm benefícios como o auxílio alimentação, vale transporte e plano de saúde. A entidade alega que, para a obtenção de tais benefícios protocolou ofícios com as reivindicações e já teve cinco reuniões com representantes da Secretaria Municipal de Educação.    Os pontos foram apresentados também ao prefeito Rodney Miranda (DEM) quando ainda era candidato ao cargo, que assinou em 23 de outubro de 2012 a Carta Compromisso com a Educação de Vila Velha, onde estão detalhadas todas as demandas.    Duas reuniões agendadas previamente com a administração chegaram a ser canceladas em na última reunião realizada, em 26 de junho deste ano com representantes da Secretaria de Finanças, da Secretaria de Administração não foi apresentado nenhum índice de reajuste para a categoria, nem garantia de benefícios para este ano.    A categoria se indigna ainda mais com a administração municipal por conta das alegações de dívidas da gestão anterior para a não apresentação de índice de reajuste. A prefeitura do município sequer apresentou índice de reajuste compatível com a inflação do período.   O Sindiupes também reclama da falta de transparência da atual administração, já que não foi dada nenhuma resposta ao ofício enviado pela entidade que solicita as receitas e gastos totais com pessoal, o que inviabiliza uma análise com dados desagregados das finanças do município.    Outra questão que agrava a situação é o fato de a prefeitura sequer dar encaminhamento à Progressão por Merecimento, que exige adequação ao Plano de Carreira da categoria, aprovado no ano de 2008. O Plano de Carreira é primordial para melhorar a qualidade das aulas, pois, trata da formação e busca de novos conhecimentos por parte dos professores.

04/07/2013 / 0 Comments
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Plebiscito de 2014 só valerá para as eleições de 2016

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O plebiscito sobre a reforma política não valerá para as eleições de 2014. A informação foi repassada pelo vice-presidente Michel Temer à Agência Brasil nesta quinta-feira (4) e a consulta popular deve ocorrer no próximo ano para que as novas regras sejam válidas a partir de 2016. Participaram de uma reunião para definir o tema os líderes da base aliado do governo na Câmara e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.   Nessa quarta-feira (3), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, alertou que se a consulta não ocorrer antes de 5 de outubro, as regras não poderão ser aplicadas na disputa de 2014. Os lideres e representantes do governo entendem que não há mais condições de fazer qualquer consulta antes do fim do prazo.   O vice-presidente disse que o próximo passo será a elaboração do texto do projeto de decreto legislativo destinado a convocar a consulta popular. Esse texto seria construído por líderes dos partidos aliados na Câmara e no Senado. Os parlamentares calculam que precisarão de, pelo menos, 15 dias para concluir o projeto de decreto legislativo – instrumento usado para convocação do plebiscito.     Apenas a partir daí, senadores e deputados vão se debruçar sobre os temas que farão parte da consulta. Temer lembrou que há consenso sobre o plebiscito, porém, é possível promover mudanças no sistema político adotando outras alternativas.   Presente à reunião no Palácio Jaburu, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que a decisão não desgasta o governo. Ele negou que o adiamento do plebiscito represente um recuo. “Ao contrário [de recuo], houve uma proposta clara de plebiscito que colocou na pauta [o tema] reforma política, algo que a população brasileira reclama há décadas”, disse ele.   Cardozo ressaltou que a base aliada está afinada e apoia a consulta popular sobre os principais pontos que devem ser alterados no sistema político brasileiro. “A sociedade brasileira sairá vitoriosa. Teremos um novo modelo de sistema político. A população vai dizer como quer que sua vontade seja representada no futuro e esse é um ganho para a história nacional”, disse.

04/07/2013 / 0 Comments
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Ocupação da Assembleia adia ainda mais escolha de conselheiro do TCES

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Se havia uma expectativa de que a escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCES) pela Assembleia Legislativa não acontecesse antes do recesso parlamentar, diante da ocupação do prédio do legislativo estadual por manifestantes, há certeza de que o processo de escolha só deve mesmo ser iniciado com o retorno dos parlamentares em agosto.    Todas as atividades da Assembleia estão paralisadas, inclusive, o trabalho da comissão especial criada para tomar as providências da escolha. Na semana passada, os parlamentares já achavam que haveria pouco tempo para ouvir os 22 inscritos para o cargo, sabatiná-los e submeter os nomes ao plenário antes do recesso, que começa na próxima quarta-feira (17).   Ainda que o deputado Euclério Sampaio (PDT) cumpra a promessa de pedir o adiamento do recesso por conta imbróglio envolvendo a votação do projeto de decreto legislativo que põe fim à cobrança do pedágio da Terceira Ponte, o trabalho da Casa deve ficar concentrado na discussão da matéria e nas pressões causadas pelos movimentos populares e pelo governo, envolvendo a proposta.    Desde o início da semana, com a votação da urgência do projeto, a entrada na Ordem do Dia e a ocupação da Casa por manifestantes depois do pedido de prazo regimental de Gildevan Fernandes (PV), suplente da Comissão de Constituição e Justiça, sobre a matéria, a discussão em torno da vaga aberta para o Tribunal de Contas ficou em segundo plano.    Além do clima conturbado, a Casa aguarda também o parecer do Ministério Público Estadual (MPES), que ingeriu no processo e quer analisar os currículos dos candidatos. A vaga foi aberta no dia 29 de maio com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira e a vaga é da Assembleia. Além de quatro deputados estaduais – Sérgio Borges (PMDB), Cláudio Vereza (PT), Dary Pagung (PRP), e Paulo Roberto Ferreira –, também concorrerem ao cargo contadores, advogados, economistas, funcionários federais e servidores do próprio Tribunal de Contas. Ao todo, são 22 inscritos.

04/07/2013 / 0 Comments
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A Metamorfose

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Depois de uma noite insone e mal dormida, nesse três de julho, o mundo comemora o nascimento de Franz Kafka,  o homem que deu à barata o status de personagem literário. Seu conto mais famoso, Metamorfose, é um conflito familiar resultante da dependência financeira dos pais,  é considerado uma referência à vida tumultuada do autor polonês, com pai intolerante e mãe frágil.   Advogado, Kafka reclamava que as batalhas em defesa da lei lhe tomavam muito tempo, e o impediam de   escrever.  Fazia parte de um exclusivo círculo literário em Praga, que incluía seu amigo Max Brod, que, desobedeceu às ordens que ele deixou para queimar todos os seus trabalhos, e os publicou após sua morte. Tal como Van Gogh, Kafka só ficou famoso depois de morto, o que deve consolar muitos artistas  frustrados – quem sabe depois, talvez…   Entre esses trabalhos estão os romances O Castelo (1924) e O Julgamento. Kafka foi precursor do existencialismo, influenciando filósofos do nível Sartre e Camus. Seas trabalhos são traduzidas e publicadas no mundo todo, adaptadas para filmes e teatro, até música. Ele é considerado um dos maiores escritores do século passado.   A Metamorfose, publicado em 1915, é ainda hoje estudado em colégios e faculdades e citado em antologias. A transformação sofrida por Gregor Samsa é muito discutida pelos críticos e estudiosos de sua literatura. Kafka não revelou no texto, e nunca deu qualquer explicação sobre o motivo dessa transformação, que pode refletir sua própria insatisfação com a família e o trabalho, ou com sua própria pessoa.   Outro ponto de debate é o inseto em que Gregor se transformou. Os tradutores nunca chegaram a um consenso sobre o tipo de inseto de que fala o livro. Na versão que li em português, era uma barata. Na verdade, Kafka nunca definiu o tipo do inseto. Em carta ao seu editor, em outubro de 1915, discutindo a ilustração da capa, ele escreveu, “O inseto propriamente dito não deve ser desenhado. Ele não deve nem ser visto à distância”.   Nas tantas edições posteriores, a vontade do autor também não foi respeitada. Kafka diz apenas inseto horrível, mas a também horrível expressão barata, ou inseto do lixo, é usada quase no final da história pela faxineira, a única com senso prático para resolver o problema. A palavra alemã para inseto também significa senso de separação – uma referência ao autor e o ambiente em que viveu – ele não é “limpo” e precisa ser isolado.   Vladimir Nabokov, que além de autor era estudioso de insetos, insiste que Gregor não era uma barata, mas apenas um grande besouro. Bem menos asqueroso, na verdade, indicando que talvez Kafka não fosse uma pessoa tão infeliz deduzem seus biógrafos. Sobre sua vida pessoal, ele foi noivo mas não se casou, e era assíduo frequentador de bordéis. Kafka morreu de tuberculose, aos 40 anos, que contraiu durante a Primeira Guerra Mundial. Morreu de desnutrição um dos maiores autores do século XX.

03/07/2013 / 0 Comments
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Encarregado

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O deputado estadual Gildevan Fernandes (PV), que nunca “cresceu e apareceu” na Assembleia Legislativa, arrumou uma maneira de ganhar alguma evidência: fazendo o “trabalho sujo”. Vou me ater apenas aos dois fatos mais recentes, mas longe de serem os únicos, pois há outros arranhões na trajetória do “verde”. Primeiro a CPI do Pó Preto e a manobra formulada por Gildevan e o secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti, que rendeu ao deputado a missão de garantir a retirada de assinaturas do processo. Com sete deputados a menos e a omissão da bancada do PT, a CPI não vingou. Gildevan saiu mal do episódio, mas não ligou a mínima, mesmo o tema sendo pauta das manifestações do Estado. E continuou sem ligar, com o “arremate” dessa terça-feira (2), quando obstruiu a votação do projeto de decreto legislativo que extingue a cobrança do pedágio na Terceira Ponte, outra manobra do governo que coube a Gildevan. Pior, encarando as galerias lotadas. Pois bem, se a situação política do deputado já não estava das melhores, imagine agora. Vai ver por isso mesmo ele faz questão de assumir tal condição. Caso fique sem mandato, já garante o dele no futuro. Uma mão lava a outra, não é mesmo?   Encarregado II Agora aquele discurso de introdução do deputado, antes de declarar seu pedido de vista, foi de causar enjoo a qualquer mortal. Oriundo dos movimentos estudantis, dormiu nos bancos da praça de Vitória para participar de protestos…é muito desaforo.   Encarregado III Detalhe: para você ver como foi tudo planejado, Gildevan nem deveria ser o relator da matéria. Ele sequer é efetivo da Comissão de Justiça. Outro detalhe: nem o presidente da Comissão, Elcio Alvares (DEM), o mais governista dos governistas, que estava presente, teve peito de segurar o “rojão”.   Encarregado IV A propósito, um apelido atribuído ao deputado “pegou” nas redes sociais: Gildemônio.    Tem participação Agora quem subestima a inteligência da população, mais uma vez, é o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM). Dizer que ficou surpreso com o pedido de Gildevan e até lamentou a obstrução da votação, sinceramente…   Tem participação II Nunca esquecendo que Ferraço é mestre dos mestres em manobras e tentou consolidar uma antes mesmo da votação, ao enviar ofícios ao Ministério Público do Estado (MPES) para que se manifestasse em relação aos casos Rodosol e pó preto. “Melhor” parte, justificou a iniciativa no fato de a Assembleia ter esgotado todos os seus recursos. Piada de mau gosto, só pode.   Atrás do prejuízo Já a bancada do PT na Assembleia tenta recuperar o filme queimado após o vexame de não assinar a CPI do Pó Preto, sem dúvida uma contradição e tanta. Já manifestou apoio ao projeto de Euclério e faz esforço para levar algum lucro a mais do debate. Recupera? Penso que não.   Precaução Aviso aos navegantes: na próxima segunda-feira (8), havendo sessão, Euclerio irá protocolar pedido para suspender o recesso parlamentar, que tem início no dia 17 deste mês, até a votação do projeto. Pretende, assim, evitar que outras manobras lancem o assunto para agosto. Lembrete: a matéria precisa passar por quatro comissões na Casa. De pedido de vista em pedido de vista…   Razões Já começam a circular nos bastidores os motivos que teriam levado o diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Cláudio Denicoli, a pedir demissão do cargo. Abertura do órgão a ambientalistas e divulgação de informações como o estudo da Universidade Federal do Estado (Ufes) sobre o pó preto, que a própria universidade havia negado. Ações foram freadas no andar de cima.   140 toques “Qual PV? O que melou o fim do pedágio na Terceira Ponte de Vitória? Gildevan cretino”. (Carlos Moura – no Twitter).   PENSAMENTO: “Em tudo que digo, finjo que só penso na felicidade de meus súditos”. Frederico II

03/07/2013 / 0 Comments
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Gildevan dormiu na praça e ainda não acordou

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Bateu o desespero geral no Palácio Anchieta depois que o governo percebeu, tarde demais, que havia perdido o controle sobre a Assembleia. O indicativo de que a “vaca tinha ido pro brejo” veio com a aprovação, na última segunda-feira (1), do regime de urgência que incluiu na pauta de ontem (2) o Projeto de Decreto Legislativo 69/2013, de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), que propõe o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte.    O governador Renato Casagrande, numa manobra de última hora, mandou o chefe da Casa Civil, Luiz Cicillioti, fazer as vezes de bombeiro para tentar apagar o fogo. Mas já era tarde, as chamas se alastraram rapidamente empurradas pelo vento forte que sopra das ruas.    Numa manobra desesperada, Cicillioti tentou dissuadir os deputados a esvaziarem o projeto de Euclério. No entanto, o argumento usado pelo governo de que o projeto do pedetista é inconstitucional não foi mais forte que o clamor das ruas – é notório que os manifestantes já elegeram a cobrança do pedágio como um dos carros-chefe dos protestos.    Visivelmente assustados com a pressão que vinha das galerias na tarde de ontem (2), mesmo os deputados que prometeram fidelidade ao governo, pensando nas urnas em 2014, não queriam assumir posição pública contrária à demanda das ruas.    Muitos deputados contrários ao projeto evitaram se pronunciar. Quem falou tentou passar longe do assunto, mas não evitou as vais. A omissão era interpretada pelas galerias repletas de manifestantes como voto a favor da derrubada do projeto.    A dificuldade do emissário do governo, durante as articulações desesperadas dessa terça (2), estava em justamente achar alguém disposto a obstruir o projeto com um pedido matreiro de vista – último recurso para evitar a votação e iminente derrota do governo.   A estratégia mal-ajambrada acabou ficando com Gildevan Fernandes, o deputado da distante Pinheiros. O parlamentar do PV ainda tentou fazer um rodeio antes de entrar de fato no mérito da questão: o esperado parecer da CCJ. A sensação era a mesma que se tem quando alguém quer contar uma notícia ruim e fica escolhendo palavras para amenizar a notícia.   O rodeio do deputado foi irritando ainda mais as pessoas, que já esperavam a essa altura o pior. Gildevan tentou ainda se identificar com os manifestantes, ao recordar que também fora na juventude um atuante militante ligado aos movimentos estudantis.    Crendo que o “teatro” estava agradando, acrescentou que saía de Pinheiros para participar de manifestações em Vitória. Disse que chegou a dormir várias vezes nos bancos das praças da Capital, virando noites em protestos. Sensacional!   Depois das inúteis preliminares, o deputado anunciou finalmente o pedido de vista, que obstruiu a votação e causou imediata revolta nas mais de 400 pessoas que acompanhavam a histórica sessão.    O fato é que Gildevan dormiu na praça, como ele mesmo contou, e ainda não acordou. Ao aceitar o acordo com o governo e tratar uma sessão histórica como apenas “mais uma” – ao classificar como corriqueiro seu pedido de vista -, o deputado só fez aumentar a ojeriza da população pela classe política. Em poucas palavras, Gildevan “queimou o filme” de toda a Assembleia.    Gildevan, com certeza, adormeceu sob os ares da ditadura e continua dormindo em “banco esplêndido”. Acorda, Gildevan! Até o Gigante já acordou. 

03/07/2013 / 0 Comments
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Nau à deriva

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O que se viu na sessão dessa terça-feira (3) foi a demonstração de uma leitura completamente equivocada por parte do governo e de alguns deputados sobre o momento político pelo qual passa o Brasil e em especial o Espírito Santo. Quando o deputado Gildevan Fernandes (PV) tenta tratar com normalidade um pedido de prazo regimental para uma matéria sobre a qual se criou uma enorme expectativa popular, mostra que ele não entendeu a gravidade do papel que aceitou desempenhar naquele momento. Quando governo busca por meio de uma ação em cima da hora da Casa Civil pressionar os deputados a encamparem o discurso do governo, depois de ter permitido que a discussão chegasse àquela temperatura, mostra que também não está fazendo a leitura correta da situação. Quando o governador por meio de seus emissários tenta colocar a essa altura do campeonato a justificativa do prejuízo aos cofres públicos, depois de o caldo ter entornado, mostra que também continua perdido no meio furacão. Nos últimos dias, o Espírito Santo parece uma nau à deriva, o controle da embarcação se perdeu e não se sabe para onde essa situação vai caminhar. Uma coisa ficou evidente nessa discussão, o governo do Estado e a Assembleia têm problemas de interlocução. E isso não é de agora. É desde o início do governo Casagrande. Como bem disse um parlamentar, no passado o secretário chefe da Casa Civil era habitué no plenário da Casa, mantendo o diálogo constante com os deputados. Por isso, chegar em um momento de crise com uma estratégia pronta e com um discurso pesado para que a Assembleia assimile e encampe o discurso governista e se coloque contra uma reivindicação popular, que pode, inclusive, custar o próximo mandato dos parlamentares, é pedir muito. Fragmentos: 1 – Em meio à tormenta que tomou conta da Assembleia no início da noite dessa terça, chegou à Casa os homenageados, devidamente caracterizados em trajes típicos, para a sessão solene em homenagem à imigração italiana. Ficaram perdidos no meio de tanta confusão. 2 – Uma preocupação de fotógrafos e artistas presentes na Assembleia nessa terça foi a utilização como barricada da pintura “Ressurreição de Lázaro” de Levino Fanzeres. As pessoas passavam e se debruçavam por cima da obra, o que causou arrepios em quem sabia do que se tratava. 3 – Já a preocupação de alguns seguranças era proteger os objetos pessoas do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM). Estava tudo separadinho em um canto.

03/07/2013 / 0 Comments
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