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Século Diário

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Sem acordo, manifestantes mantêm ocupação da Assembleia

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José Rabelo e Flávia Bernardes Fotos: Apoena e Syã Fonseca/Agência Porã Cerca de 80 manifestantes ocupam há mais de 24 horas o gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço (DEM). Na noite desta quarta-feira (3), ocorreu uma nova reunião, a segunda do dia, entre manifestantes e deputados, mas não houve acordo.    A segunda reunião, que ocorreu no início da noite, acabou retomando os pontos discutidos pela manhã. Na reunião da manhã, dois membros da Mesa Diretora, Solange Lube (PMDB) e Roberto Carlos (PT), junto com outros três deputados – Lúcia Dornellas (PT), Gilsinho Lopes (PR), José Esmeraldo (PR) e Janete de Sá (MD) – se reuniram com o grupo para  ouvir a pauta de reivindicações.    Os manifestantes exigiram garantias dos deputados para que o projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), que prevê o fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte, retorne à pauta da Assembleia até a próxima quarta-feira (10), quando venceria o prazo regimental do deputado Gildevan Fernandes para apresentar parecer sobre a matéria.    Eles exigiram também que o líder do governo na Assembleia, deputado Sérgio Borges (PMDB), que é presidente da Comissão de Finanças da Casa, que ainda vai apreciar o projeto, se comprometesse a não obstruir a votação, apresentando pedido de vista, como fez Gildevan.   Os deputados explicaram que não poderiam interferir em questões regimentais da Casa, como a prerrogativa dos relatores das comissões em pedir vista, nem tampouco poderiam fazer tal pedido ao deputado Sérgio Borges. Mas se prontificaram a conversar com Gildevan sobre o prazo de quarta (10) para apresentação do projeto.   Da parte do dos deputados, eles pediram que os manifestantes deixassem o gabinete do presidente da Casa e fossem para o Salão Nobre. A deputada Solange Lube explicou que a mudança poderia garantir a retomada do expediente da Casa. Ela explicou que se eles permanecerem nas áreas administrativas, a Assembleia continuará fechada e as sessões suspensas, impedindo a retomada da votação.    Após discutirem os temas da pauta durante toda a tarde, os manifestantes voltaram a conversar com os deputados no início da noite. Nesta nova rodada, os manifestantes afirmaram que decidirão nesta quinta-feira (4) se deixam ou não o gabinete de Ferraço e passam a o Salão Nobre da Assembleia.   Eles continuaram insistindo na data de quarta-feira (10) como prazo máximo para o deputado do PV apresentar seu parecer sobre o projeto. A deputada Lúcia Dornellas comunicou aos manifestantes que conversou com Gildevan e que ele se comprometeu em manter o prazo. Antes, porém, ele destacou que poderia contar as três sessões regimentais a partir desta segunda-feira (8), já que a sessão de hoje (3) foi suspensa. Se Gildevam adotasse essa estratégia, o projeto só voltaria à pauta na sessão do dia 15, ou seja, dois dias antes do recesso parlamentar.   Precavido, apesar da promessa de Gildevan, o deputado Euclério, autor do projeto, já avisou que na segunda-feira (8), caso haja sessão, pretende apresentar uma proposta para suspender o recesso parlamentar, que começa dia 17 de julho. O pedetista disse que a suspensão seria mantida até a votação do Projeto de Decreto Legislativo 069/2013.   Os manifestantes também receberam garantias dos deputados de que não haverá intervenção da polícia e que a condução das negociações em clima de paz. O grupo de cerca de 80 pessoas continua recebendo doações de alimentos e produtos de higiene de simpatizantes, amigos, familiares e de entidades sociais. Eles informaram que o clima dentro da Assembleia é tranquilo e que estão preparados para manter a ocupação. 

03/07/2013 / 0 Comments
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Marcha do jaleco branco: médicos não querem a contratação de estrangeiros

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Os médicos e estudantes de medicina realizam um ato público nesta quarta-feira (3) em protesto contra a contratação de médicos estrangeiros para atuarem em hospitais públicos do País. No Estado, a concentração aconteceu em frente ao Conselho Regional de Medicina (CRM-ES), no bairro Bento Ferreira, em Vitória.  Os cerca de 500 médicos e estudantes saíram em passeata do CRM-ES em direção ao Hospital São Lucas, que funciona provisoriamente no Hospital da Polícia Militar (HPM), também em Bento Ferreira, e seguiram pela Avenidas Beira Mar, Nossa Senhora dos Navegantes e Américo Buaiz, passando pela Assembleia Legislativa.    Endossam a manifestação o Sindicato dos Médicos do Estado (Simes), o CRM-ES e a Associação dos Médicos do Estado (Ames). A manifestação segue decisão da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB) contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, que declarou que o governo brasileiro fará a contratação de 6 mil médicos estrangeiros para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS).    Os manifestantes querem que a presidente Dilma Rousseff crie mecanismos para que médicos brasileiros possam atuar em todo o país, já que eles alegam que muitos médicos não vão para o interior por falta de infraestrutura de trabalho e vínculo trabalhista.    Durante o dia, os médicos realizaram uma visita ao Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam) para verificar a situação de funcionamento da unidade.    Interior   No interior do Estado, os prefeitos encontram dificuldade para contratação de médicos para o Programa Saúde da Família (PSF). Em entrevista a Século Diário no último fim de semana, o presidente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes) e prefeito de Venda Nova do Imigrante, na região serrana, Dalton Perim (PMDB), disse que os gestores municipais têm interesse em contratar médicos locais, mas temem que a referência preconizada pelo PSF em relação à remuneração não seja atrativa aos profissionais.   Perim apontou que os municípios recebem verba federal para organizar os postos de saúde e operacionalizar os atendimentos do PSF. A remuneração preconizada pelo SUS para a Região Sudeste do país fica entre R$ 8 mil e R$ 10 mil. Perim afirmou que existem editais para processos seletivos para a contratação de médicos em que não há inscritos. “O sistema capitalista é aberto, se o profissional não estiver satisfeito com a remuneração ele sai em busca de melhores oportunidades”, avalia.    Perim disse que tem observado não só no Espírito Santo, mas em todo o Brasil, principalmente no Norte e Nordeste, a falta de médicos. Segundo o prefeito, isso é comprovado com pesquisa feita pelo Ministério da Saúde. “Há regiões com menos de um médico por mil habitante, enquanto o que se preconiza mundialmente são 2,5 a três médicos por mil habitantes. Na maioria do Brasil, o que se vê é essa realidade. No Espírito Santo não chegamos nem a dois médicos por mil habitantes. Se for separar a região metropolitana da Grande Vitória do restante do Estado, essa média cai mais, porque a grande maioria dos profissionais dessa área está alocada na Grande Vitória. Isso, com certeza demonstra que está faltando médico no interior do Estado”, afirmou.   

03/07/2013 / 0 Comments
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Contorno do Mestre Álvaro: áreas são declaradas de utilidade pública

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O governo do Estado vai para a audiência pública sobre o projeto do contorno do Mestre Álvaro, nesta quinta-feira (4), já com o decreto que declara as áreas de utilidade pública publicado. No ato, o governador Renato Casagrande autoriza a entrada de autoridades administrativas nos prédios e residências localizados na área de desapropriação, inclusive assegurando o uso de força policial, caso haja oposição.     Em janeiro deste ano, a estrada de contorno do Mestre Álvaro, nova ligação alternativa à BR 101 entre os municípios da Serra e de Cariacica, foi incluída na segunda etapa do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC II), do governo federal.   A rodovia já faz parte do Programa de Mobilidade Metropolitana (PMM), do governo do Estado, e sua execução está sob responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES). A obra tem um orçamento total de R$ 300 milhões, verba do governo federal.   O empreendimento, quando pronto, ligará a BR 101 Sul ao Km 248 da BR 101 Norte, numa extensão total de aproximadamente 18 km, e contará com pista dupla, canteiro central, faixas de segurança interna, acostamentos, acessos, viadutos e faixas de múltiplo uso.    O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do empreendimento aponta que a construção da estrada aproveitará a área já degradada pela instalação do gasoduto Cacimbas-Vitória, da Petrobras. Mesmo assim, haverá supressão da vegetação local, num total de 30,24 hectares.    Segundo o mapa apresentado no mesmo estudo, a rodovia será construída próxima à Área de Proteção Ambiental (APA) do Mestre Álvaro e, em sua área de influência estão o Parque Estadual da Fonte Grande, os Parques Municipais da Baía Noroeste de Vitória, de Barreiros e do Tabuazeiro; as Reservas Ecológicas Municipais Ilha do Lameirão, Morro da Gamela, Morro do Itapenambi, Pedra dos Olhos e Restinga de Camburi e a APA do Maciço Central.   A rodovia também será construída próxima a três sítios arqueológicos. O traçado da construção passa exatamente no local de um quarto sítio arqueológico, denominado Via Norte III.   A audiência pública seria realizada nessa segunda-feira (1), mas foi transferida para a quinta-feira (4), às 18h, no Centro de Convivência para o Idoso de Caçaroca, na Serra.

03/07/2013 / 0 Comments
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Imunização em meninas contra o HPV vai ter início em 2014 no Estado

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Depois do anúncio do Ministério da Saúde sobre a inclusão na rede pública da vacina contra o papilomavírus humano (HPV), o governo anunciou que, no Estado, mais de 59 mil meninas de 10 e 11 anos devem ser vacinadas. O HPV é responsável por alguns tipos de câncer em homens e mulheres.    Os dados fornecidos pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) preveem que em 2014 o público contemplado com a vacinação seja ainda maior do que o registro mais recente, de 2011.    A vacina oferecida protege contra quatro tipos virais do HPV e evita em até 90% o surgimento do câncer de colo de útero, que é uma das doenças mais comuns causadas pelo HPV. Além dele, o HPV pode causar câncer na vagina, ânus, vulva e verrugas genitais.    A inclusão da vacina na rede pública é considerada um grande avanço, já que até então ela só era ofertada na iniciativa privada, com valor médio de R$ 250. Em primeiro momento, o Ministério da Saúde vai trabalhar com uma campanha em postos de saúde e escolas públicas e particulares para abranger a população feminina com 10 e 11 anos. Em 2015, a imunização será destinada apenas a meninas com 10 anos.    Essa faixa etária foi escolhida porque o ideal é que a vacina seja aplicada antes do início da vida sexual. A imunização completa se dá com três doses.       

03/07/2013 / 0 Comments
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Conselho de Direitos Humanos se solidariza com manifestações populares

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O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) divulgou nota pública nesta quarta-feira (3) em solidariedade aos protestos que têm levado milhares de pessoas às ruas da Capital capixaba e municípios do Estado.    A entidade pondera que a avalanche de injustiças sociais provoca um profundo sentimento de impotência e indignação e que as manifestações sociais são a maior prova de que a sociedade está cansada de ficar de braços cruzados, “esperando ser devorada pela voraz e ineficaz gestão dos recursos públicos”.   O CEDH também endossa a pauta das reivindicações, apoiando a reforma política baseada nos princípios dos direitos humanos; o fim do pedágio na Terceira Ponte, assim como a realização da uma auditoria nos respectivos contratos de concessão; a implantação da Universidade Estadual; a realização da Conferência Metropolitana de Mobilidade Urbana; criação do Conselho Estadual de Comunicação; e a realização de estudo acerca do agravamento do endividamento popular.    A entidade reconhece as passeatas como legítimas manifestações democráticas, já que são fundadas nos mais elevados princípios republicanos. O conselho também manifestou irrestrito apoio a todo tipo de manifestação pacífica, como modo de afirmação do Estado Democrático de Direito.    O CEDH também declara, na nota, que os momentos de crise são extremamente férteis e que as manifestações ocorridas e que direitos só vêm com organização e luta. “E a história demonstra que, quando menos se espera, guinadas são dadas e os ventos começam a soprar em outra direção”. 

03/07/2013 / 0 Comments
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Supremo determina que TRE suspenda ações contra Sueli Vidigal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, concedeu liminar em favor da deputada federal Sueli Vidigal (PDT) suspendendo o andamento de dois processos contra a parlamentar, que tramitavam no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a ação de impugnação de mandato 2247/2011 e a Ação de Investigação Criminal 4106-28.2010.6.08.0020.   A reclamação foi ajuizada pela deputada para questionar investigação conduzida pela corte eleitoral, que teria usurpado competência do STF, uma vez que, como parlamentar, ela detém prerrogativa de foro e só poderia ser investigada pela Suprema Corte. A parlamentar argumentou que, por isso, as provas obtidas naqueles autos devem ser anuladas e desconsideradas no processo.   Em sua decisão, o ministro Dias Toffoli destacou que, na ocasião do julgamento do Inquérito 3353, “será devidamente analisada a alegação de existência de prova ilicitamente produzida”. De acordo com a reclamação, a investigação teria ocorrido durante o curso do primeiro mandato de Sueli Vidigal como deputada federal, tendo o juiz responsável pelo caso determinado buscas e apreensões, além de diversas interceptações telefônicas sem consultar o STF, mesmo quando ela já detinha prerrogativa de foro, conforme estabelece a Constituição Federal (artigo 102, inciso I, alínea “b”).   Ao deferir a liminar, o ministro Dias Toffoli destacou que a cisão da investigação determinada pelo TRE-ES, em razão da presença de corréus sem prerrogativa de foro, contraria jurisprudência do STF, segundo a qual “afronta a competência do STF o ato da autoridade reclamada que desmembrou o inquérito, deslocando o julgamento do parlamentar e prosseguindo quanto aos demais”.   Isso porque, segundo esclareceu o ministro, a competência do STF “em um primeiro momento, também se estende aos corréus que figurem como sujeitos passivos no feito, tendo em vista a regra da conexão ou continência”. Ou seja, eventual desmembramento do processo caberia ao STF, e não ao tribunal de origem. Além de Sueli Vidigal, outras três pessoas são investigadas na operação conhecida como “Em nome do filho”. A ação no Supremo, informa o ministro na sentença, está em fase de diligências.    A operação foi deflagrada em 2010 e apontava provas sobre um suposto esquema de caixa dois na Prefeitura da Serra em favor da campanha eleitoral para a reeleição de Sueli Vidigal.   A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) manteve, no início de junho, o recebimento de uma ação de improbidade contra a deputada federal Sueli Vidigal (PDT), acusada de uso da máquina pública durante a campanha eleitoral de 2010. Na análise do recurso da pedetista, os desembargadores entenderam pela inexistência de foro privilegiado em processos cíveis contra deputados federais, ao contrário do que ocorre nas ações penais.   Durante o julgamento realizado no último dia 28, o relator do caso, desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, reconheceu o entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 2.797) derrubando a legislação que garantia o foro especial para os deputados federais em casos de improbidade. O voto foi seguido à unanimidade pelos membros do colegiado.

03/07/2013 / 0 Comments
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Ex-prefeito de Alto Rio Novo condenado por desvio de verbas

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O ex-prefeito Aldo Soares de Oliveira e quatro ex-secretários municipais de Alto Rio Novo, na região Noroeste do Estado, foram condenados à perda da função pública que, por ventura, exerçam e a diferentes outras penas, pelo juiz Adelino Augusto Pinheiro Pires, nos autos do processo, por atos de improbidade administrativa, quase 20 anos depois dos delitos dos quais foram acusados.   A sentença foi publicada no Diário da Justiça desta quarta-feira (3) e, de acordo com o processo, foram apurados danos de mais de R$ 100 mil ao erário municipal entre 1993 e 1996, através de um esquema fraudulento que envolvia recursos que deveriam ser destinados a pagamento de guias do INSS e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.   Aldo Soares de Oliveira teve direitos políticos suspensos por oito anos, multa civil de duas vezes o valor do dano e proibição de contratar por cinco anos com o Poder Público. Integrantes da equipe de governo do prefeito Edvalter Alves da Silva, José Gomes da Silva, Ana Regina Neves Freitas Spagnol e Nilda Eler da Silva tiveram direito s políticos suspensos por cinco anos, vão pagar multa civil correspondente ao valor do dano causado (para cada um deles) e também ficam proibidos de contratar por cinco anos com o setor público. Vilson Luiz de Oliveira teve direitos políticos suspensos por 10 anos e ainda pagará multa civil de três vezes o valor do acréscimo patrimonial decorrente da improbidade.     Segundo a denúncia da época, Nilda era secretária de Educação e Cultura; Vilson Luiz, de Obras e Serviços Urbanos; José Gomes da Silva, de Finanças e Administração; Ana Regina Spagnol, de Desenvolvimento Econômico. Eles requeriam abertura de empenho prévio de valores que seriam destinados ao pagamento de contribuição, ora do INSS, ora do FGTS. Em seguida, o prefeito Aldo Soares de Oliveira determinava o empenho e autorizava o pagamento.   O tesoureiro da época, o requerido Edvalter Alves da Silva, emitia o cheque correspondente, assinando-o juntamente com o Prefeito Municipal, dando assim liquidação à referida ordem de pagamento. Numa última etapa, com o objetivo de ocultar o desvio de verba pública, eram preenchidos os documentos, denominados “cópia de cheque”, que demonstravam a favor de quem eram emitidos os títulos de crédito, de onde constava que as ordens de pagamento foram emitidas a favor do INSS ou para pagamento do FGTS.   Contudo, no cheque relativo ao pagamento verificou-se que, diferentemente do que constavam das aludidas “cópia de cheque”, o título não era, de fato, emitido a favor do INSS ou para pagamento de FGTS, mas sim a favor de empresas “fantasmas” ou “laranjas”.   De acordo com a sentença do magistrado, “tudo não passou de um golpe, uma simulação (bastante grosseira, diga-se de passagem) com o objetivo de assaltar os cofres públicos, estando tal esquema ilícito plenamente demonstrado pelos elementos contidos nos autos do Inquérito Civil nº 01/2000, onde se constata a total desarmonia existente entre aqueles em favor de quem foram realmente emitidos os títulos de crédito e os nomes que constam dos respectivos documentos cópia de cheque existentes nos procedimentos que autorizaram os empenhos, causando um prejuízo ao erário municipal de mais R$ 100 mil”.

03/07/2013 / 0 Comments
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Os males do consumo de leite bovino

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Você já parou pra pensar por que consome leite de vaca? Porque é gostoso? Porque faz bem à saúde? E se você descobrir que, ao invés de benéfico, o leite bovino é prejudicial à saúde humana, não apenas para as crianças com intolerância ao leite, que tanto têm aumentado no Brasil nos últimos anos, mas sim para todas as pessoas, de todas as faixas etárias?   A proposta do livro Galactolatria: Mau Deleite, de Sonia T. Felipe, é mostrar ao leitor brasileiro a realidade da produção do leite mundo afora, e as sequelas na saúde humana, no planeta e nas vacas e bezerros, desse tipo de exploração, com dados e informações que tiram a inocência do consumidor.    Sonia é doutora em Teoria Política e Filosofia Moral e foi docente da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É pioneira na reflexão acadêmico-filosófica sobre a ética animal e ambiental. A produção do livro iniciou-se em 2002, após a conclusão de seu pós-doutorado em Bioética – Ética Animal na Universidade de Lisboa (2001-2002).   O leitor de Galactolatria se põe frente a frente com a relação direta entre o consumo humano de leite bovino e o crescimento de males modernos que têm se tornado verdadeiras epidemias, como diabetes e câncer.    Frente a frente com uma forjada “verdade” alimentar quase sagrada que também é responsável em grande parte pelo desmatamento e consequente aquecimento global (emissão de gás metano superior à de toda a queima de combustíveis fósseis do mundo) e consequente aquecimento global, contaminação do solo e da água (por urina e excrementos das vacas) e pelos agrotóxicos típicos das monoculturas de soja e pasto que reduzem dia a dia nossa qualidade de vida.     Ingerir leite implica em absorver hormônios bovinos, antibióticos, pus e poluentes. Mas nenhum pacote de leite traz essas advertências no rótulo. Elas deveriam ser obrigatórias, a exemplo do que o faz o maço de cigarros.    Doenças humanas comuns, tais quais aterosclerose, diabetes tipo 1, distúrbios digestivos crônicos, anemia em bebês, entre outras, têm sido associadas à incapacidade humana de digerir um produto feito para nutrir o corpo e o cérebro de bovinos.    Galactolatria é um livro de filosofia crítica que revoluciona a concepção de responsabilidade pela própria saúde, a dos animais e a ambiental. É uma reflexão filosófica baseada em dados científicos e estatísticas oficiais. Não é um livro de nutrição, nem de terapia alimentar. É um livro de ética alimentar, focado em um dos alimentos mais consumidos no ocidente galactômano.    Saiba mais! Visite a página oficial do projeto na internet.

03/07/2013 / 0 Comments
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Manifestantes querem que Gildevan apresente parecer até quarta-feira

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A reunião entre os manifestantes que ocupam a sala da Presidência da Assembleia Legislativa (foto) desde a noite dessa terça-feira (2) e os deputados que compõem a Mesa Diretora (além de agregados), ocorrida no início da tarde desta quarta-feira (3), não chegou a um consenso para a desocupação da sala. Os manifestantes vão realizar uma assembleia ainda na tarde desta quarta para avaliar a desocupação ou não do gabinete do presidente da Casa, deputado Theodorico Ferraço (DEM).      Participaram da reunião representantes dos manifestantes; os deputados Theodorico Ferraço (DEM), Roberto Carlos (PT) e Solange Lube (PMDB), que compõem a Mesa Diretora. Allém de Lúcia Dornellas (PT); Gilsinho Lopes (PR); José Esmeraldo (de saída do PR) e Janete de Sá (MD). O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH), Gilmar Ferreira também acompanhou a reunião.   O deputado Hércules Silveira (PMDB) chegou à Assembleia na tarde desta quarta e declarou que haverá uma nova reunião com manifestantes às 17 horas, mas ainda não se sabe o que será discutido nem quanto parlamentares vão participar. Os manifestantes exigiram que o projeto de decreto legislativo que propõe o fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte seja votado até a próxima quarta-feira (10). O grupo que ocupa o gabinete de Feraço entende que o prazo de três sessões para vistas do deputado Gidevan Fernandes (PV) termina na terça-feira (9), portanto, a retomada da votação poderia ser feita na quarta. Eles querem o comprometimento da Mesa Diretora para que o projeto seja apreciado na sessão da próxima quarta-feira.   Além disso, os manifestantes também demandaram que o deputado Sérgio Borges (PMDB), presidente da Comissão de Economia e Finanças e líder do governo na Casa, não peça vista do projeto. Os representantes da Mesa Diretora, no entanto, não puderam se comprometer pela garantia do não pedido de vista, já que o deputado em questão – que não estava presente na reunião – tem o direito garantido regimentalmente.    A deputada Solange Lube propôs aos manifestantes que mudem o local da ocupação da sala da presidência para o Salão Nobre, que é um local não administrativo da Assembleia. A justificativa é que, enquanto os manifestantes ocupam uma área administrativa, como é o caso do gabinete de Ferraço, não há possibilidade de haver sessão, já que também não há expediente na Casa. Ela argumentou que, mudando o local da ocupação, os trabalhos dos servidores poderão ser retomados.    Em principio, a reunião entre os manifestantes e os deputados ainda não teve nenhum resultado concreto, já que as propostas e colocações dos parlamentares ainda vão ser discutidas por aqueles que ocupam o gabinete do presidente.    A ocupação da Assembleia segue tranquila na tarde desta quarta, sem prenúncio de violência policial ou repressão ao movimento. Os manifestantes estão entrando e saindo da Casa no esquema de revezamento, enquanto cinco saem, outros cinco entram no lugar.    (Com informações de Flávia Bernardes)

03/07/2013 / 0 Comments
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Caso Rodosol: ‘blitz’ palaciana pressionou deputados a adiarem votação de projeto

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Na discussão do projeto que prevê o fim da cobrança de pedágio na Terceira Ponte, realizado na tumultuada sessão da Assembleia dessa terça-feira (2), chamou a atenção o fato de o relator da matéria ser o deputado Gildevan Fernandes (PV), que é apenas suplente na Comissão de Constituição Justiça. A escolha, porém, não foi por acaso. Tudo fez parte de uma estratégia do governo do Estado para tentar adiar a votação do projeto de Decreto Legislativo de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT).   A pressão palaciana começou pela manhã dessa terça e se estendeu até pouco antes da apreciação da matéria, por volta das 16h30. Na Casa, a operação palaciana foi comandada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti; o líder do governo, deputado estadual Sérgio Borges (PMDB) e o presidente da Comissão de Justiça, deputado Elcio Alvares (DEM).    Pela manhã, Ciciliotti levou aos deputados o discurso do governo sobre o prejuízo que seria causado aos cofres públicos se a matéria fosse aprovada. Mas com um grupo mais seleto, a discussão foi articulada. O problema é que entendido o processo pela maioria, o governo tinha um problema. Como a questão da ponte afeta diretamente a Grande Vitória, os deputados da região não estariam dispostos a desempenhar o papel de defensor do governo no plenário.    Por isso que o presidente da Comissão, Elcio Alvares, não avocou a matéria para relatar. Claudio Vereza (PT), o vice-presidente da Comissão, também não atendia ao interesse do governo, já que na noite anterior o PT fechou voto de bancada em favor do projeto.   Traçada a estratégia, o governo passou a procurar entre os demais membros da comissão alguém que não fosse afetado diretamente pela manobra. Isso explica por que Gildevan Fernandes (PV) teria aceitado a missão. Com base em Pinheiros, no norte do Estado, o parlamentar, em tese, não seria eleitoralmente afetado pela ação.    Governo e deputados da base não consideraram, porém, o risco da manobra diante da expectativa criada nos manifestantes pela aprovação da matéria. Para alguns deputados, a estratégia adotada foi equivocada desde o início e o desfecho da sessão, com a ocupação da Presidência da Casa se deu por falta de responsabilidade de vários lados.    Se não havia o interesse em aprovar a matéria, a Casa não deveria ter aprovado a urgência do projeto, argumentam alguns parlamentares, e se a situação havia chegado a essa temperatura no momento da sessão, e o governo afirma ter argumentos para reverter a situação na Justiça, deveria aprovar a matéria na Assembleia, para evitar o desgaste com a opinião pública.    Indesejado    Além da pressão palaciana, a indisposição do plenário com o deputado Euclério Sampaio (PDT) também teria pesado na decisão de parte da Casa em adiar a discussão. Acreditam que a aprovação seria se curvar diante do deputado.    O pedetista, porém, já teria mais de um terço do plenário a favor da matéria (precisa de 16 votos). Além dele mesmo, o projeto conta com o apoio dos outros cinco parlamentares que assinaram com ele o projeto: Gilsinho Lopes (PR), José Esmeraldo (de saída do PR), Aparecida Denadai (PDT), Janete de Sá (MD) e Jamir Malini (PTN). O deputado Hercules Silveira (PMDB) também aderiu ao projeto. A adesão mais importante foi dos cinco deputados do PT, que pesou na decisão.    Na sessão dessa terça-feira, cinco deputados estavam ausentes: Sandro Locutor (de saída do PV), Marcelo Santos (PMDB), Atayde Armani (DEM). Freitas (PSB) e Da Vitória (PDT) estavam na sessão mas teriam deixado o plenário antes da discussão.

03/07/2013 / 0 Comments
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