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Século Diário

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Cinema: estreias da semana

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Johnny Depp soma mais um personagem excêntrico a sua extensa galeria. O Cavaleiro Solitário retoma a série televisiva homônima exibida nos lares norte-americanos entre 1949 e 1957 e Depp, aqui, vive o índio Tonto, que ganha mais destaque em relação à série. A divertida animação Meu Malvado Favorito ganha continuação.   No Jardins, dois destaques. Dramático, O Lugar Onde Tudo Termina gira em torno de três personagens, com mais destaque ao motoqueiro sujo com cara que bonzinho vivido por Ryan Gosling. Outro drama é A Espuma dos Dias, novo filme de Michel Gondry (Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, 2005), que leva para as telas o universo surreal e romântico do livro homônimo do francês Boris Vian.   Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (5).   PRÉ-ESTREIAS   O Cavaleiro Solitário (The Lone Ranger, EUA, 2013, 149 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Gore Verbinski. Com Armie Hammer, Johnny Depp, Tom Wolkinson, Ruth Wilson.  O índio Tonto, um espírito guerreiro, conta como o xerife John Reid se tornou um lendário justiceiro.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 20h40. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 22h25.   Homem de Aço (Man of Steel, EUA, 2013, 143 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Zack Snyder. Com Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Diane Lane.  Nova aventura do Superman, o homem de aço.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Sexta a domingo 21h.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). Sexta a domingo 22h.   ESTREIAS   O Lugar Onde Tudo Termina (The Place Beyond the Pines, EUA, 2012, 140 minutos, 16 anos) Policial. Direção de Derek Cianfrance. Com Bradley Cooper, Ryan Gosling, Rose Byrne, Eva Mendes. Piloto de moto passa a assaltar bancos para poder sustentar sua mulher e filho recém-nascido.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 20h55. Terça não haverá sessão.   Adeus Minha Rainha (Les adieux à la reine, França/Espanha, 2012, 100 minutos,14 anos) Drama. Direção de Benoît Jacquot. Com Léa Seydoux, Diane Kruger, Virgine Ledoyen, Noémie Lvovsky. 1789. Às vésperas da Revolução Francesa, aqueles que vivem no palácio de Versalhes continuam levando vidas despreocupadas e negligentes, longe da crescente agitação em Paris.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h05.   Confissões de um Jovem Apaixonado (Confession of a Child of the Century, Reino Unido, 2011, 120 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Sylvie Verheyde. Com Pete Doherty, Charlotte Gainsbourg, Lily Cole. Durante as guerras napoleônicas, Octave namora Elise – até que testemunha sua infidelidade. O desespero o conduz à decadência.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 16h55.    A Espuma dos Dias (L’ecume dês jours, França, 2013, 125 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Michel Gondry. Com Audrey Tautou, Omar Sy, Romains Duris, Gad Elmaleh. Chloë sofre de uma doença incomum, causada por uma flor que cresce em seus pulmões.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 16h50 e 19h05.   Meu Malvado Favorito 2 (Despicable Me 2, EUA, 2013, 98 minutos, Livre) Animação. Direção de Pierre Coffin e Chris Renaud. Gru, as meninas e os minions retornam com um grupo de novos personagens.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h, 15h, 17h10, 1h20, 21h30. DUBLADO. Sala 7. 14h, 16h10, 18h30, 20h50. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 11h, 13h20, 18h20. DUBLADO. Sala 4. 11h40, 14h, 16h20, 18h50, 21h10. DUBLADO. Sala 5 (3D). 12h20, 14h40, 17h, 19h20, 21h50. DUBLADO.    Truque de Mestre (Now You See Me, EUA, 2013, 115 minutos, 12 anos) Suspense. Direção de Louis Leterrier. Com Morgan Freeman, Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Michael Caine, Woody Harrelson. Agentes do FBI procuram um grupo de ilusionistas que assalta bancos durante suas apresentações e premia a plateia com o dinheiro.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h, 16h30, 18h50, 21h10. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h30, 16h, 18h40, 21h20. Sexta e sábado também 23h50.

03/07/2013 / 0 Comments
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Manifestantes avisam que não vão arredar os pés da Assembleia

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Um grupo de mais de 100 pessoas continua ocupando o gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço (DEM). A ocupação teve início nessa terça-feira (2), logo após o deputado Gildevan Fernandes (PV) pedir vista no projeto de decreto legislativo, de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), que prevê o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte.     Os manifestantes passaram a noite no gabinete e avisam que não irão arredar os pés do local enquanto o projeto não entrar em votação. Um dos manifestantes, que conversou com a reportagem de Século Diário, afirmou que o clima neste momento é tranquilo e que não houve nenhuma ocorrência à noite.    Ele admitiu que o grupo estava um pouco apreensivo porque sabia que os policiais da Batalhão de Missões Especiais também passaram a noite no prédio.    Uma reunião entre a Mesa Diretora da Assembleia e representantes dos manifestantes deve acontecer ainda nesta quarta-feira (3)   Os manifestantes que ainda permanecem na Casa estão recebendo água e comida normalmente.    Com o cancelamento da sessão desta quarta, os servidores da Assembleia estão impedidos de entrar no prédio, portanto, não há expediente. O público que costuma visitar os gabinetes dos deputados também foi pego desprevenido ao encontrar as portas do legislativo fechadas.   Até o momento o clima é de tranquilidade nas dependências da Assembleia. Em frente ao prédio, um grupo de manifestantes estendeu faixas. Carros de polícia estão estacionados de prontidão em frente ao edifício.  

03/07/2013 / 0 Comments
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Bicadas leves no PT

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Repetindo a dose tucana, iniciada na semana anterior com José Serra, o Rodaviva da TV Cultura de São Paulo entrevistou na última segunda-feira o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que paira sobre o PSDB, o partido governante de quatro estados e administrador de 700 municípios brasileiros.     Decepcionou-se quem esperava um ataque ao governo da presidenta Dilma. FHC falou pouco de política, preferindo manifestar-se como professor de sociologia, sua principal atividade na USP antes de ser cassado pelo AI-5 (1968) e de entrar para a política (pelo PMDB em 1978).     O atual momento de turbulência social e política no Brasil é um prato cheio para um cientista social que chega aos 80 anos na plenitude de sua lucidez intelectual e já (relativamente) destituído das vaidades que o levaram a disputar pra valer o poder no Brasil. FHC elogiou os jovens pelas recentes manifestações, mas não pixou ninguém.     Permitiu-se apenas algumas farpas indiretas. A maior delas foi uma alusão ao ex-presidente Lula: “Há pessoas que ficam em silêncio nesse momento rico porque talvez se sintam culpadas por alguma coisa ligada à corrupção”. Não citou nome algum, mas nas entrelinhas ficou claro a quem queria espicaçar. FHC e Lula vivem de pirraça.     No fundo, disse FHC, as pessoas estão protestando contra a desigualdade, a pobreza, a corrupção. “O Brasil vai bem mas a maioria das pessoas quer mais”, disse ele, relacionando os atuais protestos braileiros aos de outros países – Espanha, Egito, Islândia –, todos mobilizados pelas redes sociais. Até aí, nada de novo.     À presidenta Dilma, ele recomendou humildade. “Se eu pudesse lhe dar um conselho, com todo respeito, eu lhe diria: ‘Ouça mais’ ”. Não foi um puxão de orelha, mas uma leve beliscadinha. De leve, como manda a boa educação: quando uma pessoa está caída no chão, não se deve chutá-la, mas estender-lhe a mão. “Vejam  como sou gente fina…”     Recém-eleito para a Academia Brasileira de Letras, Fernando Henrique acaba de lançar um novo livro sobre os grandes pensadores brasileiros: Oliveira Viana, Gilberto Freyre, Sergio Buarque de Hollanda, Celso Furtado e outros – o último deles, Antonio Candido, que continua ativo aos 95 anos em São Paulo, foi citado por FHC como o melhor professor que conheceu no Brasil, comparável somente a Raymond Aron, da Universidade de Nanterre na França.     LEMBRETE DE OCASIÃO   “A democracia é o resultado de um encontro harmonioso entre o Estado, o Mercado e a Sociedade”   Fernando Henrique Cardoso     

02/07/2013 / 0 Comments
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Parceria forte

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O expediente utilizado pelo deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), para livrar a Assembleia Legislativa de dois casos que são focos das mobilizações populares no Estado, o pedágio da Terceira Ponte e o problema do pó preto, é fórmula antiga da Casa. Os deputados estaduais mandam as “broncas” para o Ministério Público do Estado (MPES), pois sabem que de lá não vão sair – você também sabe, a parceria é forte. A manobra atual remete a outro caso tão “cabeludo” quanto as demandas que estão nas ruas. Não têm os anais da CPI do Grampo, que respingavam em “tubarões” do governo Paulo Hartung e simplesmente sumiram da Assembleia? Então, a investigação sobre o paradeiro dos documentos foi transferida para o MPES, estratégia do então presidente da Casa, Guerino Zanon (PMDB), com a mãozinha da deputada estadual Aparecida Denadai (PDT). Dito e feito: no órgão ministerial, o processo primeiro ficou “esquecido” nas gavetas, depois foi arquivado. E até hoje ninguém sabe, ninguém viu onde foi parar. Detalhe: era o ano de 2007.     Parceria forte II Logo depois de chegar ao MPES, quem assumiu o comando do órgão foi Fernando Zardini, que no mesmo posto permaneceu até 2012. Período em que o Ministério Público se fortaleceu como perna do arranjo institucional consolidado por Hartung e toda aquela história que já estamos carecas de saber. Aí veio Eder Pontes…   Parceria forte III O atual procurador-geral de Justiça saiu muito melhor do que a encomenda. Ou seja, a “dobradinha” entre os dois poderes não poderia estar melhor. Precisa relembrar da Derrama, que atingia Ferraço e a mulher dele, a ex-prefeita Norma Ayub (DEM), e o MPES deu o famoso “jeitinho”?   Carona Por falar nisso, Pontes continua posando de vitorioso após o arquivamento da PEC 37 na Câmara dos Deputados. Depois de suas declarações na imprensa corporativa, organizou caminhada na Avenida Dante Michelini, em Vitória, nesse domingo (30), com a chamada: “obrigado, Brasil!”. Quem vê até pensa.    Carona II Afinal, Pontes foi ou não à Assembleia nessa segunda-feira (1º), falar sobre a PEC, a convite do deputado Da Vitória (PDT)? Visitinha “casou” bem com o dia dos ofícios de Theodorico Ferraço, hein?!   Só agora? Entidades deram um “abraço simbólico” no Tribunal de Justiça do Estado  nesta terça-feira (2), em repúdio às depredações contra o Palácio da Justiça Desembargador Renato de Mattos. Gente, mas o fato não ocorreu no dia 20 de junho? Muito mais sentido se fosse no dia seguinte, inclusive como ocorreu no Congresso Nacional.    Abacaxi A Rádio Corredor informa que o diretor-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Cláudio Denicoli, pediu demissão do cargo. A notícia se espalha desde a noite dessa segunda-feira (1) e já foi confirmada nos bastidores. Por que será que ninguém para no comando do Iema, hein? Constatação é óbvia.   Abacaxi II Pedido, coincidentemente, ocorre após a manifestação que questionou a atuação do órgão e o problema do pó preto no Estado. O clamor das ruas pesa, mas deve ter mais caroço nesse angu. A conferir.   Fora Mais uma vez, os parlamentares da bancada capixaba do Congresso não foram indicados ao Prêmio Congresso em Foco, que elege todos os anos os melhores senadores e deputados do país. São dez categorias, e ninguém que representa os capixabas. Quem indica são os jornalistas que cobrem a Câmara e o Senado.   Segue… Se não me falha a memória, os últimos parlamentares do Estado incluídos em rankings como esse foram o governador Renato Casagrande – quando era senador – e a ex-deputada federal Rita Camata (PSDB). Tem tempo.   140 toques “A Vale que polui nosso mar e ar, agora quer aterrar nossa praia. Depois vai querer nos sepultar com pó de minério. Como a areia fez em Itaúnas”. (Ex-vereador de Vila Velha João Batista Babá – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “Ética, no Brasil, é roupa feita sob medida: quando se está fora do poder, tenta-se vesti-la de fraque e cartola. Uma vez no poder, uma sunguinha já basta”. Clóvis Rossi

02/07/2013 / 0 Comments
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No foco

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Nos bastidores da Assembleia tem gente dizendo que o projeto de decreto legislativo do deputado Euclério Sampaio (PDT), que quer colocar um ponto final na cobrança do pedágio da Terceira Ponte foi um tiro no pé. Na verdade, uma postura da Casa nesse sentido pode fazer com que o legislativo saia bem do meio do furação que se tornou o cenário político do Estado nesses dias de intensa movimentação.    Os protestos pegaram a classe política de cima a baixo. Mas as insatisfações atingem de forma mais contundente o legislativo, porque há tempos a população carrega um sentimento de rejeição aos parlamentares seja em nível nacional, seja no Espírito Santo.    Assim como a questão da PEC 37 aliviou a pressão sobre o Congresso Nacional, a proposta de Euclério, se aprovada, mesmo sendo considerada inconstitucional, pode acalmar os ânimos das ruas. O problema é que desde que foi instituído o voto aberto para todas as matérias na Casa, ficou muito difícil para os deputados votarem contra o governo.    E como se trata de decreto legislativo, o governo já entrou em campo para tentar evitar a aprovação da proposta. A questão é difícil e a Assembleia pode se sair muito bem com a população ou muito mal. Aprovar a urgência, aprovar a matéria são ações que ajudam a preservar a imagem do legislativo, que poderá ir para o recesso, no próximo dia 17, mais aliviado.   Mas se preferirem aderir ao acordo institucional para proteger o governo e a empresa vão correr um risco muito grande. O plenário, às voltas com a instabilidade do cenário eleitoral para o próximo ano, agora terá que se preocupar com a pressão das ruas, que pode ser mais preocupante do que uma movimentação errada de coligação.    Fragmentos:   1 – O PSDB está vendo uma luz no fim do túnel com a queda da popularidade de Dilma Rousseff. Mas, será que o partido não tem visto as placas de “Aécio Never” Brasil afora.   2 – O governo do Estado rejeitou o projeto de lei do deputado Gilsinho Lopes (PR), que proíbe a discriminação contra pessoas do serviço público que usam tatuagem. Não era nem para ter lei, mas diante do conservadorismo que se respira no Estado, poderia ter aprovado.    3 – O governador Renato Casagrande tanto disse que queria conversar com os manifestantes, mas não vai participar do encontro nesta terça-feira (2) no Palácio da Fonte Grande.

02/07/2013 / 0 Comments
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O Brasil é nosso. Vem pra rua!

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Há dias, milhares de brasileiros estão ocupando as ruas. Dizem que o “gigante acordou” dos anos em que permaneceu entre um estágio de suposta aceitação e letargia, passando a um estado de revolta generalizada. A insatisfação, a indignação, a irritabilidade e a intolerância estão ativas. Diariamente, em vários cantos, dos maiores aos menores do Brasil, levantam suas bandeiras: pela reforma política, pelo passe livre, pelo fim e punição a corrupção, pelo fim de tarifas e impostos, por segurança, pelo controle da inflação, por saúde e educação “padrão FIFA”, dentre outras reivindicações. O processo é semelhante a uma catarse coletiva.   Manifestam-se pacificamente, mas como a mobilização ocorre via redes sociais, baderneiros se juntam aos atos e depredam lojas, patrimônios públicos, afrontam a polícia, manchando o objetivo e contrariando uma das principais bandeiras – pela educação. Os ativistas rejeitam as atitudes de violência, pois não representam o movimento.   Se há clamor por melhoria na educação, o coerente e o desejado pela maioria é que ajam com educação, afinal sabemos que o dinheiro que pagará pelos consertos do patrimônio público será também o nosso.   Coloco à mesa reflexões pertinentes ao momento de inquietação e da “agilidade” por parte do Governo. Há poucas décadas melhoramos o estado de miséria e de fome marcantes ao Brasil, a partir de ações voluntárias como as das pastorais da criança e da saúde e de Programas como o Comunidade Solidária, depois substituído pelo Fome Zero, passando as diversas bolsas criadas ao longo dos últimos Governos. Atualmente, o Governo Federal distribui mensalmente benefícios em dinheiro, através do Programa Bolsa Família e o Governo do ES através do Programa INCLUIR. Ambos destinados as famílias na linha da pobreza, pobreza extrema e de fome. Por outro lado, registramos no ES queda na criação de empregos formais, marcando uma tendência a permanência de milhares de famílias subsidiadas por essas bolsas. Os Programas são desenhados de forma estratégica, visando promover a emancipação das famílias pobres e necessitadas, mas será que fazem?   Avançando. Se há um clamor por acesso e melhoria na educação, entende-se que nem todos têm acesso a ela. Certo? Certo. E se nem todos têm acesso, o conhecimento e a consciência crítica construídos a partir do acesso à educação ficam prejudicados. Há que se considerar também que, sem o acesso universal à educação os auxílios distribuídos pelos Governos à população talvez passem a ameaçar a sua saúde física, mental e social. Como? Porque mantém a dependência econômica. Saem da miséria física, mas passam a condição de miséria social. Não adianta distribuírem “bolsas” sem educá-los, inclusive, a utilizá-las. Como existe esta lacuna, a imprensa noticia casos de bolsistas utilizando indevidamente estes recursos, desviando-os para a compra de bebida, drogas, mesmo havendo o monitoramento e o controle nos Programas.   Nessa linha, a bandeira pela melhoria na educação, está incompleta. Penso que deva ser pela melhoria e ampliação no acesso, na qualidade e pela inclusão já, da educação financeira no currículo escolar, pois assim, aumentando o nível de escolaridade, orientando sobre educação financeira e com maior empenho para a criação de empregos formais para os brasileiros, os Governos poderão “desmamar” as famílias bolsistas, capacitando-as e desenvolvendo-as para uma independência financeira e social, o que conferirá a real condição de cidadania.   Além do que, não podemos esquecer que as crianças e jovens de hoje, serão também os futuros políticos e governantes, e que, ao terem acesso aos conceitos e atitudes positivas no uso dos recursos financeiros pessoais, também serão capacitados a aplicá-los na gestão dos recursos públicos, com respeito e racionalidade.   Vem pra rua!   Tudo e todos pela (e com) educação Ivana Medeiros Zon é assistente social,  especialista em Saúde Pública e em Estratégia Saúde da Família. Autora do Projeto Saúde Financeira na família: uma abordagem social, com foco em educação financeira. Fale com a autora, mande suas dúvidas para ivana_zon@seculodiario.com

02/07/2013 / 0 Comments
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Entrou tarde

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Quando a Constituição de 1988 foi editada uma das clausulas tratava da autonomia e da liberdade dos sindicatos. A questão financeira dessa autonomia, porém, ficou para ser discutida décadas depois. A ideia era de que por meio de uma lei complementar, os recursos fossem controlados pelo Estado.   Quando o ex-presidente Lula assumiu a presidência, porém, ele vetou a proposta, permitindo que os sindicatos fizessem o que quisessem com as vergas sindicais. Essa atitude do governo federal, embora pareça muito democrática acabou confundindo mais do que clareando a situação.    Houve desde então, uma proliferação de sindicatos. Muita gente com propósitos nada interessantes para a classe trabalhadora se arvorou a dirigente sindical só para usufruir desses recursos. A expectativa de se fortalecer o movimento não se concretizou, muito pelo contrário, o movimento enfraqueceu.    Exemplo disso é a famigerada terceirização, que correu solta desde a década de 1970, acabou dando origem também à quarteirização e quinterização. Uma verdadeira escravização da mão de obra, que não era combatida com eficácia pelo movimento.    Neste sentido, cabe destaque a fala do coordenador do Sindibancário Carlão Araújo, que em entrevista ao jornal A Tribuna desta terça-feira (2) diz que é preciso acabar com a contratação de funcionários terceirizados em bancos. Essa bandeira deveria ser encapada de forma intransigente pelas centrais, já que o número de terceirizados e quarteirizados que atuam no poder público, imagina-se ser maior do que o contingente de carreira. Isso sem falar nas empresas privadas.    Por isso, o movimento sindical está nas ruas, programando uma Greve Geral para o próximo dia 11, fica sem sentido. Não se sabe exatamente quais são as pautas que estão sendo colocadas na rua. A impressão que fica é que, tendo o espaço tomado por um movimento popular, que inclusive, em um primeiro momento rejeitou a participação do movimento sindical, trabalhando um movimento que flertava com o anarquismo.   As centrais decidiram ir para rua, tardiamente, como quem quer recuperar um espaço que foi seu no passado. Mas para isso, é preciso ter bandeiras e ter pautas definidas. Antes tarde do que nunca, mas não pode ir para a rua e fica dando milho aos pombos. 

02/07/2013 / 0 Comments
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Análise: ???Reality???

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A sociedade de controle, com suas incontáveis câmeras reality shows, penetra e olha pra todos lados. O mesmo vidro da televisão ou do computador: janelas interdependentes que servem para separar.    Vizinhos, mundos, aparatos, tudo refletindo uma virtualização vazia, ou, na melhor das hipóteses, nós mesmos, nossa imagem nessas telas apagadas. Não é casualidade que um dos principais programas informáticos atuais se chame Windows.   Uma câmera segue lentamente um cortejo exótico pela cidade: uma carruagem se interpõe em meio a carros e transportes contemporâneos, o glamour da comitiva se estende pelo cenário. Uma festa de casamento em que Luciano olha perplexo todo acontecimento; passivo, tenta se incorporar à ação, mas logo é bloqueado pela suposta realidade.   Luciano (Aniello Arena) vive numa Itália rodeada de crise, possui um negócio na peixaria, mas necessita realizar alguns trambiques para sustentar a família que vive num cortiço no centro de Roma. Ele que nasceu pra brilhar, depara-se com uma oportunidade: uma convocatória do Big Brother, que além de visibilidade, premia o ganhador.   A realidade é dividida em duas, a cotidiana, e a ilusão especular, em que, já não sabendo qual é a correta, corre-se o risco de viver na fantasia. O protagonista passa a identificar-se com o programa e aos poucos este entra em sua vida (e não ao contrário); já não consegue discernir onde há câmeras ou se todos são realmente atores nesta novela global.     O êxito rotundo dos programas reality shows já se espalhou por várias especialidades, agora além do cidadão comum, existem os programas de culinária, maquiagem, liderança, etc. Todos focando um extenso registro de todas ações dos envolvidos na frente das telas.    Isso rompe a barreira do público/privado criando uma sociedade onde é visível qualquer ato antes reservado (sexo, dormir, ir ao banheiro, etc). Tudo passa a ser divulgado em redes sociais ou em páginas de internet. E viva a democratização dos meios!   O filme parte da linguagem contínua dos planos de modo a não perder nenhuma informação, o corte e a montagem supõe a manipulação de tal realidade. Temos assim planos longos, mas carregados de simbolismos e de sensibilidade que causa pena o sofrimento e a expectativa do outro.   A analogia com a religiosidade italiana é perfeita, de um lado a câmera que tudo vê substitui o Deus onipresente que dita os valores do homem pré-moderno. Dessa forma o protagonista se vê forçado a desenvolver uma caridade até então inexistente para obter um pedacinho do novo céu: a vida midiática   Serviço Reality – A Grande Ilusão (Reality, Itália/França, 2012, 116 minutos, 16 anos)    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h20.

02/07/2013 / 0 Comments
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Manifestantes deixam as ruas e ocupam a Assembleia

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José Rabelo e Flávia Bernardes Fotos: Apoena/ Agência Porã   A rotina dos protestos que têm tomado as ruas de Vitória nas últimas duas semanas foi diferente nesta terça-feira (2). Os manifestantes resolveram trocar as ruas pela Assembleia Legislativa. Neste momento (10h30), um grupo de mais de 100 pessoas permanece no gabinete do presidente da Casa, deputado Theodorico Ferraço (DEM). Eles ocuparam o local por volta das 18 horas de ontem (2).     Eles só prometem sair quando os deputados votarem o projeto de decreto legislativo de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), que propõe o rompimento do contrato do governo do Estado com a Rodosol e consequentemente o fim da cobrança do pedágio na Terceira Ponte. Em função da ocupação, a Assembleia emitiu uma nota cancelando a sessão desta quarta-feira (3). O nota informa que as sessões só serão retomadas quando os manifestantes desocuparem o prédio do legislativo estadual   A votação foi interrompida pelo relator do projeto na Comissão de Justiça, deputado Gildevan Fernandes (PV), que pediu vista. Com a manobra, o deputado ganha três sessões para apresentar parecer antes de o projeto retornar à votação, o que só deverá ocorrer na próxima semana.    Mas antes da ocupação do gabinete de Ferraço, muito coisa aconteceu. Cerca de 400 pessoas tomavam as galerias e dependências da Casa para acompanhar a histórica sessão. A primeira que levou o clamor das ruas das últimas semanas para dentro do legislativo.      Desde as 15 horas, quando teve início a sessão, as galerias mais lembravam uma arquibancada e o plenário um campo de futebol. Os manifestantes acompanhavam lance a lance os movimentos dos deputados, que se mostravam desconfortáveis sob olhares tão atentos. Ninguém queria “pisar na bola” e receber as vais da galera, que não estavam ali para ver deputado furando ou batendo de canela na pauta.   Para os manifestantes, “pisar na bola” era se manifestar contra ou simplesmente se omitir sobre o projeto de Euclério. Dos 25 deputados presentes que se manifestaram, se ouviu e se viu de tudo. É verdade que alguns deputados, como se diz no jargão futebolístico, não entraram em campo, pois simplesmente não tocaram na bola ou fugiram dela.    O deputado Hércules Silveira (PMDB) começou a falar sob vaias. Antes que os apupos crescessem, o peemedebista encurtou a conversa e foi logo dizendo logo que estava com Euclério.    De outro lado, quem estava mais preparado para “derby” entre governo e a voz das ruas deitou e rolou. Fez jogadas de efeito e saiu para o abraço. Foi o caso do deputado José Esmeraldo (de saída do PR), que fez questão de registrar que foi o primeiro a apoiar o projeto do colega pedetista.    Ele ainda apresentou números para provar que a Terceira Ponte já está muito bem paga e que a cobrança do pedágio não se justifica. Nas contas de Esmeraldo, nos 25 anos de concessão (mais 10 que tem pela frente), a concessionária pode arrecadar cerca de 1,2 bilhão, valor suficiente, segundo o parlamentar, para construir dez pontes e, de quebra, a rodovia que liga Vitória a Guarapari (ES-060).    Os cinco deputados que compõem a bancada do PT fizeram de tudo para aparecer bem na foto. Já que decidiram, pela primeira vez num momento delicado para o governador Renato Casagrande, abandonar o barco e votar contra o governo.    A orientação de Brasília para dar ouvido à voz das ruas parece que já ecoa por aqui. Depois da popularidade da presidente Dilma cair, o PT capixaba não quis ficar contra a voz das ruas, e se manifestou em bloco a favor do projeto de Euclério. Até a clássica bandeira do PT, que estava meio sumida das manifestações, tremulava nas galerias.    Gilsinho Lopes (PR), que vem puxando bandeiras identificadas com os movimentos das ruas, também “tratou bem a bola”, arrancando aplausos das galerias, que reconheceu o trabalho do deputado. Além de endossar o projeto do colega do PDT, Gilsinho lembrou ainda da CPI do Pó Preto, que foi enterrada pela Casa, e da CPI do Posto Fantasma, que, como a obra de Mimoso do Sul, não chegou nem a sair do papel.    Mas a tarde era mesmo de Euclério. Afinal, é dele a proposta que originou a sessão histórica na Assembleia nesta terça-feira. O deputado estava tão à vontade com o povo, que posou para a fotografia exibindo a camiseta que pedia o fim da cobrança do pedágio.    Quando os ânimos nas galerias se exaltaram e os manifestantes começaram a bater no vidro com mais energia, Euclério pediu calma e foi prontamente atendido. Para a inveja de alguns colegas, o pedetista mostrou intimidade para reger a massa, como fazem os ídolos das quatro linhas quando jogam os braços para cima pedindo mais apoio da torcida.      A liderança do deputado, no entanto, não impediu os excessos da polícia. A exemplo do que tem acontecido nas ruas, a polícia usou força desnecessária e spray de pimenta para tentar controlar os manifestantes. Num certo momento, a PM chegou a encurralar as pessoas. Quem acompanhava o protesto disse que se houvesse um corre-corre muita gente seria esmagada ou pisoteada por culpa da ação desastrada da polícia.   Mas o espetáculo, que tinha tudo para acabar com a vitória das ruas com os manifestantes soltando o grito entalado na garganta, teve um desfecho melancólico. Gildevan fez o papel de carrasco nesta tarde histórica. Pediu vista do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 69/2013 e adiou a comemoração das galerias.      Após um contorno infeliz, no qual tentou convencer os manifestantes de que, na juventude, também tinha se envolvido com os movimentos estudantis, Gildevan, na condição de membro suplente da Comissão de Constituição de Justiça – presidente é Elcio Alvares (na foto acima, atrás de Gildevan) -, pediu mais tempo para analisar o assunto. Na verdade, aceitou fazer o serviço encomendado pelo governo, que temia a aprovação do PDL, que não precisa ser submetido à Executivo, logo, não poderia ser

02/07/2013 / 0 Comments
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Mesmo sob pressão, deputado obstrui votação de projeto que extingue cobrança de pedágio na Terceira Ponte

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A sessão ordinária na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (2) começou visivelmente em meio a um clima de forte tensão. Os deputados não escondiam o desconforto diante da tomada das galerias da Casa por manifestantes que defendem a aprovação do projeto de decreto legislativo de autoria do deputado Euclério Sampaio (PDT), que põe fim à cobrança do pedágio na Terceira Ponte.    O clima político contradisse o comportamento rotineiro dos deputados estaduais de adesão incondicional ao Executivo. Com a adesão de apenas seis deputados ao projeto do pedetista – Euclerio Sampaio, José Esmeraldo (de saída do PR), Gilsinho Lopes (PR), Aparecida Denadai (PDT) e Jamir Malini (PTN), Janete de Sá (MD) – a expectativa era de que a pressão do governo do Estado fizesse o plenário rejeitar a proposta.    Mas ao que parece o receio do desgaste político, diante da pressão das galerias, falou mais alto do que a manutenção da harmonia dentro do sistema de unanimidade do governador. Os deputados, demonstrando preocupação com o clima na Casa, se revezaram na tribuna, no horário das comunicações, para declarar adesão ao projeto de Euclério.    Alguns parlamentares aproveitaram para destacar suas ações como harmônicas aos anseios do movimento, como o deputado Genivaldo Lievori (PT), que foi à tribuna destacar o projeto de passe livre para os estudantes em todo o Estado, aprovado recentemente.    A cada novo discurso, a galeria se manifestava com aplausos ou vaias, o que irritou alguns deputados. As vaias eram direcionadas para os parlamentares que não assinaram o requerimento de Euclério.    Ao entrar na Ordem do Dia, o líder do governo, Sérgio Borges (PMDB) pediu a verificação de quórum para a manutenção da sessão. Mas se houve um convite para derrubar a sessão, os demais deputados preferiram não arriscar. O adiamento da votação poderia esquentar ainda mais o clima do plenário.    Em nome da bancada do PT, o deputado Claudio Vereza contou os antecedentes do contrato da Rodosol, mas não falou sobre os termos aditivados no governo Paulo Hartung (PMDB), com a tomada de obras condicionantes pelo governo do Estado, do canal Bigossi e das alças auxiliares da Terceira Ponte. Apesar de o grupo também não ter apoiado o projeto de Euclério, em reunião na noite dessa segunda, a bancada petista definiu votação pela aprovação da matéria.    O único deputado que parecia realmente à vontade com a situação era o deputado Euclerio Sampaio. Assumindo a função de regente das galerias, o pedetista pedia silêncio aos manifestantes para que todos pudessem acompanhar a sessão histórica. Em outro momento, Euclério pediu aos manifestantes para não baterem no vidro da galeria. Ao presidente da Casa, deputado Theodorico Ferraço (DEM), Euclério pediu a extensão da sessão até a votação para evitar que não fosse adiada a apresentação da matéria. Posou também com uma camiseta com dizeres: “Pelo fim da cobrança do pedágio”.    Euclério, que chegou à Casa como um parlamentar indesejado, na tarde desta terça, tinha ganhado capital político. Tanto que o colega de bancada, Da Vitória, ao falar sobre o assunto disse ser do PDT, “o mesmo partido do deputado Euclério”.    Diante das incertezas que rondam o cenário eleitoral de 2014 e o clima de radicalização que vem cercando o movimento das ruas, os parlamentares preferiram não arriscar. Exceto um parlamentar. O deputado Gildevan Fernandes (PV) aceitou o papel de interlocutor do governo e se prevaleceu do prazo regimental para relatar a matéria por escrito.    A manobra pode custar caro não só para Gildevan, mas para o plenário da Casa de maneira geral 

02/07/2013 / 0 Comments
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