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Século Diário

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Após ficar foragido por mais de 100 dias, Mateusão é preso em São Mateus

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Considerado foragido desde o dia 7 de março deste ano, O ex-prefeito de Conceição da Barra e Pedro Canário foi detido pela Polícia Federal na tarde desta quarta-feira (26), no município de São Mateus, no norte do Estado. No último dia 5 de junho, a justiça condenou em caráter definitivo o ex-prefeito por ter omitido informações do Fisco e fraudou a fiscalização tributária, causando um prejuízo de mais de R$ 640 mil aos cofres públicos, entre 1997 e 2001. Mateusão foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão, em regime semiaberto, e ao pagamento de 150 dias-multa no valor unitário de cinco salários mínimos. A decisão não cabe mais recurso. A Justiça Federal, inclusive, já expediu o mandado de prisão de Mateusão. A ordem de expedição foi dada no dia 10 de maio deste ano, pelo juiz da 2ª Vara Federal Criminal. Por conta de já ter cumprido pena durante três meses e 27 dias, em 2012, o ex-prefeito ficará preso somente os quatro anos, quatro meses e três dias de reclusão que ainda faltam para completar o tempo previsto na sentença. Na época, Mateusão tentou se defender atribuindo a responsabilidade pela omissão ao seu contador, mas o juiz que proferiu a sentença, lembrou que o ex-deputado “é pessoa experiente, que já ocupou diversos cargos políticos”. “Certo é que o réu, de forma livre e consciente, omitiu ao Fisco a movimentação desses recursos a fim de livrar-se do pagamento de tributos”, dizia a sentença. Além dessa condenação, a Justiça Eleitoral também determinou pena é de dois anos e três meses de prisão em regime aberto para o ex-prefeito. A sentença é do juiz da 50ª Zona Eleitoral, Ricardo Chiabai, e ainda prevê o pagamento de multa no valor de R$ 101, corrigidos. Neste caso, Mateusão é acusado de fraudar seu domicílio eleitoral em Pedro Canário, em 2007. Mateusão foi preso por volta das 16 horas, quando chegava ao Sesc de São Mateus. O ex-prefeito não resistiu à prisão.

26/06/2013 / 0 Comments
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Mais 29 municípios capixabas firmam compromisso com plano de resíduos sólidos

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Nesta quarta-feira (26), mais seis municípios do Estado, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoa) do Ministério Público Estadual (MPES), aderiram aos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) da coleta seletiva e dos resíduos sólidos. O termo é o primeiro passo na elaboração de um plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, fundamental para o acesso a verbas federais destinadas a obras e serviços de limpeza urbana, direito garantido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).   A PNRS existe desde 2010 mas, em três anos, nada que inclua o Estado ou qualquer de seus municípios foi feito. Com a adesão dos municípios de Laranja da Terra, Castelo, Vargem Alta, Rio Novo do Sul, Atílio Vivacqua e Muqui, o mês de junho totaliza a adesão de 29 municípios ao termo.     Fora da Região Metropolitana, 48 municípios já firmaram o compromisso. O município de São Mateus assinou apenas um dos TCAs, o da coleta seletiva. Seis municípios da Grande Vitória (Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão, Cariacica e Viana) já eram regidos por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) desde o ano de 2011.   Em 2012, os municípios do TAC deveriam ter finalizado seus Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, o que não aconteceu, segundo as prefeituras, por carência de incentivo financeiro. Entretanto, eles estão preparando seus planos e a expectativa é de que a Serra seja o pioneiro.   No próximo mês de julho, será finalizada a etapa de aderência ao termo, que contará com a participação de todos os 78 municípios capixabas em TCAs e TACs que estimulem a formulação de planos municipais de gerenciamento de resíduos sólidos.   Além de terem maior acesso a recursos da União para obras de infraestrutura do setor, terão prioridade na destinação os municípios que optarem por soluções consorciadas intermunicipais e pela implantação de coleta seletiva que conte com a participação de associações de catadores e cooperativas formadas por pessoas de baixa renda.   Os termos foram elaborados com a colaboração da Associação dos Municípios do Estado do Estado (Amunes). A entidade avalia que as condições do termo asseguram maior possibilidade de cumprimento do prazo legal e recomenda a assinatura às prefeituras.

26/06/2013 / 0 Comments
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Terceira Ponte tem o pedágio mais caro do país: R$ 0,58/km

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O povo capixaba tem razão de reclamar do preço das tarifas dos pedágios da Terceira Ponte e Rodovia do Sol (ES-060). Não é por acaso que a concessionária Rodosol, que explora o sistema desde 1992, tem sido um dos principais alvos das manifestações dos últimos dias que levaram mais de 100 mil às ruas da Capital capixaba.   Para cruzar os 3,3 km da Terceira Ponte num carro de passeio, o motorista desembolsa R$ 1,90. Isso significa que cada quilômetro custa R$ 0,57. O valor é quase o dobro do pedágio cobrado no sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista ao litoral santista, considerado o mais caro do país. A rodovia paulista aparece no topo do ranking dos pedágios mais caros do país, com um valor médio de R$ 0,33/km. O ranking, pelo visto, precisa ser atualizado.    Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2012 (“Rodovias brasileiras: Investimentos, concessões e tarifas de pedágio”) confirma a insatisfação do capixaba que é obrigado a cruzar todos os dias a Terceira Ponte ou que costuma usar a ES-060 para chegar a Guarapari (litoral sul do Estado).   A pesquisa do Ipea fez uma radiografia das rodovias brasileiras. Um dos objetivos do estudo era justamente avaliar o valor das tarifas de pedágio para todas as concessões estabelecidas no país. De acordo com o estudo, o Espírito Santo tem a terceira tarifa média mais cara do Brasil, só ficando atrás dos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.   A concessionária Rodosol, sem dúvida, é responsável por puxar o valor médio das tarifas no Espírito Santo e empurrar o Estado para a parte de cima do ranking.    Segundo o Ipea, fica evidente o impacto dos contratos de concessão na grande variação dos valores das tarifas médias cobradas pelos diferentes estados e pela União.    O estudo aponta que a tarifa média nos estados foi de R$ 10,87/100 km. No Espírito Santo, esse valor foi de R$ 12,44/100 km; São Paulo R$ 12,76 e Rio de Janeiro R$ 12,93.   Vale destacar que após o estudo do Ipea, os valores dos pedágios da Rodosol foram reajustados. O pedágio da Terceira Ponte que custava R$ 1,80 passou para R$ 1,90 no início deste ano. Já a tarifa para percorrer os 67 km da Rodovia do Sol (ES-060), no trecho que liga Vitória a Guarapari, o motorista que desembolsava R$ 6,80 passou a pagar este ano R$ 7,20. 

26/06/2013 / 0 Comments
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A pedido de Rodney, Câmara aprova urgência para novo projeto do PDM

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A Câmara de Vila Velha poderá votar já nesta quinta-feira (27) um texto substitutivo – Projeto de Lei nº 2136/13 – aos 13 artigos considerados inconstitucionais do Plano Diretor Municipal (PDM). O projeto, de autoria do Executivo, teve pedido de urgência para votação aprovado nessa terça-feira (25) pelos vereadores. O cenário consolida mais um atropelo no processo, já que a data marcada para a votação da matéria enviada pelo prefeito Rodney Miranda (DEM) é a mesma da reunião entre a prefeitura, sociedade civil e setor imobiliário, agendada com o objetivo de discutir o texto.    Além disso, a votação contraria orientação do Ministério Público Estadual (MPES), que em reunião recomendou a realização de pelo menos uma audiência pública antes da aprovação do novo projeto. Esse mesmo argumento foi utilizado pelos vereadores Osvaldo Maturano (PSDB) e João Artem (PSB), únicos a votar contra ao pedido de urgência.  O vereador José Nilton (PT) que já se posicionou contra a aprovação do PL sem a realização de audiências públicas não votou porque estava cumprindo agenda fora da Casa. O placar da votação foi 14 votos favoráveis, dois contra, e uma abstenção.  A Câmara garante que o projeto incorpora várias alterações já acordadas entre as entidades organizadas do município, a prefeitura e o Ministério Público, após a reunião que foi realizada na Promotoria de Justiça de Vila Velha na última segunda-feira (24). E que apesar da aprovação do pedido de urgência, só votará o substitutivo se houver consenso na reunião que será realizada às 9 horas, na sede do MPES. A Casa e a prefeitura têm pressa para atender à forte pressão do setor imobiliário, que alega prejuízos Os 13 artigos do PDM foram anulados em maio de 2012, após decisão judicial.   O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), que acompanha o caso, vem se reunindo para avaliar as alterações do antigo PL 009/13. De acordo com a entidade, o objetivo das sugestões feitas pela sociedade civil organizada é fazer cumprir o artigo 225, da Constituição Federal, que dispõe sobre o direito de todo cidadão a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-los e de preservá-los para as presentes e futuras gerações.    A  entidade já propôs a revisão de alguns parâmetros previstos pelo antigo PL, com o objetivo de preservar a ocupação predatória de áreas com relevante valor ecológico no município e afirmou que parte das sugestões feitas pela sociedade civil foram acatadas no novo texto. “Mas agora nos reuniremos com uma equipe técnica para avaliar o todo, inclusive o impacto do que não foi acatado. Há também mudanças sobre áreas já consolidadas, como é o caso de afastamento dos prédios, vamos analisar também qual será o impacto disso”, informou o FPDVV.   O Fórum reconheceu a necessidade de se estabelecer nova legislação para  a região, mas  também ressaltou a importância da orientação do  MPES sobre a realização de pelo menos uma audiência pública para ouvir a sociedade e evitar atropelamentos. 

26/06/2013 / 0 Comments
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Ministério Público apresenta o modelo de ressocialização da Apac na região do Caparaó

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O Ministério Público do Estado apresentou o método de ressocialização humanizado da Associação de Proteção e Assistência aos Apenados (Apac) aos moradores da região do Caparaó e serrana do Estado. Em audiência pública no último sábado (22) o promotor de Justiça Cézar Ramaldes apresentou o modelo em reunião na Câmara Municipal de Irupi, na região do Caparaó.    Compareceram ao encontro lideranças políticas, religiosas, sindicais e representantes de movimentos sociais dos municípios de Iúna, Ibatiba, Ibitirama e Muniz Freire, na região do Caparaó; Conceição do Castelo, no sul do Estado; e Venda Nova do Imigrante na região serrana.   O objetivo da reunião foi sensibilizar a comunidade das regiões para o modelo, a fim de implantar um Centro de Reintegração da Apac na região. Seis recuperandos da unidade da Apac de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado) relataram como cumprem a pena na unidade.    O modelo adotado pela Apac preza pela ressocialização do apenado e para a profissionalização dele através da realização de trabalhos e capacitação. No método da Apac, o próprio reeducando é responsável pela recuperação e recebe assistência médica, psicológica, espiritual e jurídica. A taxa de reincidência dos apenados da Apac é de 8,2%, enquanto a do País é de 80%.   Após a reunião, foi formada uma comissão de representantes locais para ser dado início à discussão para a elaboração do Estatuto Social da Apac de Irupi. Em 2 de outubro vai ser realizada uma audiência pública para apresentar o método Apac para a comunidade e, caso seja possível, promover a eleição da diretoria da associação.    São Mateus   A instalação da Apac em São Mateus, no norte do Estado, já está sendo providenciada, através da formulação do estatuto da entidade que será responsável pela administração da unidade.    A partir da elaboração do estatuto, a Apac será criada de forma jurídica, sendo formadas a Diretoria e o Conselho Fiscal. A unidade vai ser construída em uma área próxima à Penitenciária Regional do município. Previsões do Conselho da Comunidade de São Mateus estimam que até o fim do ano uma unidade feminina da Apac com 80 vagas poderá ser construída.    A unidade masculina deve ficar pronta em 2014 com capacidade para até 140 apenados. 

26/06/2013 / 0 Comments
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Seis deputados já assinaram a PEC para o fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte

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Seis deputados assinaram o a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que pede o fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte. Além de Euclério Sampaio (PDT), também apoiam a tramitação da PEC os deputados José Esmeraldo (de saída do PR), Aparecida Denadai (PDT), Janete de Sá (PMN), Jamir Malini (PTN) e Gilsinho Lopes (PR).    Além da defesa da PEC, os deputados Janete de Sá e Euclério Sampaio também solicitaram à Mesa Diretoria o envio de cópias da CPI da Rodosol, concluída em maio de 2004, ao Ministério Público Estadual (MPES). Os deputados querem que o órgão solicite a Justiça uma auditoria no contrato da concessionária.    Esse procedimento foi cumprido à época, mas não houve qualquer deliberação sobre o assunto. Diante da pressão popular em relação aos preços abusivos do pedágio, há uma expectativa de que uma nova investida no MPES possa, dessa vez, tomar uma atitude sobre o caso.    O procurador de Justiça Fábio Vello e os promotores Marcelo Lemos e Sandra Lengruber, nessa terça-feira (25), após os engarrafamentos gigantes que aconteceram na manhã da última segunda (24), reafirmaram a intenção do MPES em pedir uma auditoria no contrato da concessionária Rodosol com o governo do Estado. Vello lembrou que o MPES ingressou com uma ação na Justiça em 1998, questionando a concessão da Terceira Ponte e Rodovia do Sol. A ação questiona, entre outras coisas, o custo da concessão e tarifa cobrada pela concessionária.   Por parte do governo do Estado, não haverá nenhuma movimentação à principal pauta de reivindicação da manifestação popular. Em entrevista ao jornal A Gazeta desta quarta-feira (26), o governador Renato Casagrande disse que o governo passado havia feito uma auditoria, decidindo pelo não cancelamento da concessão.Ele disse ainda que pretende honrar o contrato com a Rodosol até o final.

26/06/2013 / 0 Comments
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Mesmo com liberação de Magno Malta, dissidentes do PR vão ao TRE

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Mesmo com a carta do senador Magno Malta, presidente regional do PR, liberando os membros do partido insatisfeitos com a movimentação do parlamentar no Estado, os republicanos querem o aval do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) antes de deixar a sigla e migrar para outras agremiações.    Isso porque o partido não é o único que pode requerer as vagas dos mandatários. O secretário de Esportes, Vandinho Leite, deputado estadual licenciado, é um dos que pretendem solicitar a liberação do TRE. Além dele também devem pedir a liberação o vice-prefeito de Vitória, Waguinho Ito, o deputado estadual Glauber Coelho, e o Coordenador estadual sobre Drogas, Ledir Porto.    Os dissidentes do PR são contrários à movimentação do senador na construção de um palanque alternativo ao governo do Estado em 2014. Desde de que Malta assumiu a possibilidade de disputar o governo, esses integrantes do partido, favoráveis à manutenção da sigla na base aliada do governador Renato Casagrande, têm demonstrado interesse em deixar o partido, mas temem ser enquadrados na lei de fidelidade partidária.    Insatisfeito desde o ano passado, quando teve a candidatura a prefeito de Vitória derrubada pela estadual do PR, o deputado José Esmeraldo conseguiu uma decisão favorável na Corte eleitoral e por isso os demais republicanos estão confiantes na definição do TRE em seu favor.    Mesmo a carta de Malta, o problema não fica resolvido. Pela legislação eleitoral, o partido tem 30 dias para requerer a vaga do membro que migrou do partido. Após esse período, o Ministério Público Eleitoral e os suplentes das coligações ficam aptos também a recorrer ao Tribunal cobrando a vaga.    Há ainda uma discussão nos meios políticos sobre como serão discutidos os cargos que o partido ocupa no governo do Estado e na prefeitura de Vitória, no caso dos insatisfeitos que estão no Executivo.

26/06/2013 / 0 Comments
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Violência contra a Mulher: CPMI destaca precariedade das delegacias

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Violência contra a Mulher apresentou relatório final de mais de mil páginas nesta terça-feira (25). A relatora, senadora Ana Rita Esgário (PT-ES) propôs 68 recomendações gerais aos governos municipais, estaduais e federal, ao sistema judiciário e fez sugestões específicas aos 27 Estados brasileiros.    A CPMI foi instalada pelo Congresso Nacional 20 anos após a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência Contra a Mulher por conta da crescente violência contra esse segmento da população. O País ocupa a 7ª posição mundial em homicídios de mulheres, com taxa de 7,7 mortes por grupo de 100 mil habitantes atrás apenas El Salvador, Trinidad e Tobago, Guatemala, Rússia e Colômbia.    Em 20 anos, o Espírito Santo e Alagoas se alternaram nos dois primeiros lugares em mortes de mulheres. Atualmente, o Estado é o primeiro lugar, com taxa de 9,8 mortes por 100 mil, segundo o Mapa da Violência 2012 – Homicídios de Mulheres no Brasil.    No relatório da CPMI está detalhada a rede de atendimento a mulheres vítimas de violência no Estado, demonstrando que ainda faltam mecanismos de atendimento. O organismo de gestão política é a Coordenadoria da Mulher, cuja coordenadora acumula a função de gestora do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher.    A Coordenadoria não tem estrutura e a coordenadora desenvolve o trabalho sem equipe de apoio. Há também uma Câmara Técnica para monitoramento da execução do Pacto Estadual pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. No âmbito municipal há cinco organismos sendo duas gerências (Vitória e Cariacica), uma Coordenadoria (Cachoeiro do Itapemirim, no sul do Estado), uma Subsecretaria (Vila Velha) e uma Secretaria (Serra).   Um dos documentos entregues à CPMI, sobre o funcionamento das Delegacias de Atendimento à Mulher (Deams) mostra a precariedade em que os locais operam. O documento menciona a dificuldade de atuação das delegadas por conta da estrutura física inadequada, falta de privacidade para o atendimento às vítimas, banheiros para homens e mulheres e policiais; falta de recursos humanos, delegadas, escrivães; falta de capacitação dos servidores; ausência de informatização das delegacias; ausência de informatização das delegacias; ausência de boletim unificado para obtenção de estatísticas confiáveis; acumulação de atribuições das delegadas de Deams com outras delegacias; ausência de Instituto Médico Legal (IML) no interior; e ausência de comunicação da delegacia de homicídios com as Deams.   O relatório da CPMI também aponta a enorme defasagem entre o que estabelece a Norma Técnica das Deams e o efetivo policial nas delegacias do Estado. De acordo com o documento, se forem somados todos os agentes policiais de todas as Deams chega-se a apenas 72, entre escrivãs e investigadores, efetivo capaz de suprir a demanda de apenas uma Deam com funcionamento em acordo com a Norma Técnica. “Chama a atenção, também, o fato de que as Deams de Colatina [noroeste do Estado], Linhares e São Mateus [norte do Estado] não possuírem delegada. Conclui-se que no Espírito Santo não há nenhuma Deam funcionando em conformidade à Norma Técnica”, diz o relatório da CPMI.    De acordo com o relatório, o Estado enviou um relatório de governo bem informativo contendo as diversas ações das secretarias direcionadas ao enfrentamento à violência contra mulheres, mas muitas informações estão incompletas em virtude de ausência de um sistema de informações no estado que permita obter dados confiáveis. “Cite-se, por exemplo, a necessidade de informatização de todo o sistema de segurança pública e a ampliação da notificação compulsória da violência para todo o Estado”.   Quanto ao Ministério Público Estadual (MPES), o relatório ressalta que o órgão enviou uma série de ofícios das diversas comarcas contendo as respostas ao ofício encaminhado pela CPMI. No entanto, a simples remessa dos referidos ofícios, sem nenhuma análise das informações recebidas, não foi útil aos objetivos da comissão.    Pelos ofícios, não foi possível saber quantas denúncias o MPES ofereceu desde a criação da Lei Maria da Penha e quantas medidas protetivas nos diversos crimes praticados com violência doméstica.    Já as informações prestadas pelo Judiciário também foram incompletas e não responderam o inteiro teor do que foi requerido pela comissão, como o número de condenações nos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher.   Recomendações    O relatório da CPMI da Violência contra a Mulher faz diversas recomendações ao Estado, como que elabore um programa de metas conjunto com as demais instituições do sistema de Justiça, para a redução dos feminicídios (homicídios de mulheres), com monitoramento, avaliação e indicadores de resultado; crie um organismo de gestão de políticas para as mulheres, com autonomia administrativa e financeira, a exemplo de uma Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, para coordenar as políticas de enfrentamento às violências e, em especial, o Pacto Estadual de Políticas para as Mulheres; implante; implante organismos congêneres em todo o Estado e Conselhos Municipais do Direito da Mulher em todos os municípios; e crie serviços de abortamento legal, no mínimo, nas regiões norte e sul, de modo a garantir o acesso ao serviço e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.    Ao Judiciário a CPMI recomendou que participe da elaboração de um programa de metas conjunto com as demais instituições do sistema de justiça e do governo, para a redução dos feminicídios com monitoramento, avaliação e indicadores de resultado; elaboração de plano orçamentário para a significativa ampliação dos Juizados de Violência contra Mulher, de modo a garantir um juizado em pelo menos, as seis cidades mais violentas do estado, prevendo sua expansão gradativa às demais comarcas; e capacite permanentemente os magistrados e magistradas sobre a violência contra mulheres e a Lei Maria da Penha.   A CPMI recomendou que o Ministério Público fomente e participe implante o cadastro previsto na Lei Maria da Penha, em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de procuradores-gerais, de modo que o cadastro seja igual em todos os Ministérios Públicos Estaduais do País; amplie as Promotorias da Mulher para as comarcas do interior e capacite promotores de justiça sobre violência de gênero;

26/06/2013 / 0 Comments
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Cinema: estreias da semana

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Nos últimos anos os heróis e seus incríveis poderes desfilaram de forma ininterrupta nas telas de cinema – Batman, Homem-Aranha, Homem de Ferro, X-Men… Faltava ele, o Super-Homem. Com uma atmosfera mais cinza, o Homem de Aço é a nova adaptação cinematográfica das aventuras Clark Kent.   Franquia iniciada em 2000 que tira uma onda com certos filmes badaladinhos, Todo Mundo em Pânico chega à quinta edição. Com Reality – A Grande Ilusão, o italiano Matteo Garrone ganou o Grande Prêmio do Júri em Cannes 2012.   Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (28).   PRÉ-ESTREIA   Homem de Aço (Man of Steel, EUA, 2013, 143 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Zack Snyder. Com Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Diane Lane. Nova aventura do Superman, o homem de aço.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Sexta e sábado 22h50. Domingo 21h10. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). Sexta a domingo 22h10.    ESTREIAS   Reality – A Grande Ilusão (Reality, Itália/França, 2012, 116 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Matteo Garrone. Com Aniello Arena, Loredana Simioli, Nando Paone. Luciano é um homem fanfarrão e com muito talento para comédia que, a pedido dos filhos, se inscreve num reality show. A partir daí, sua vida se transforma.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h55.   Todo Mundo em Pânico 5 (Scary Movie 5, EUA, 2013, 86 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Malcolm D. Lee. Com Sarah Hyland, Ashley Tisdale, Lindsay Lohan, Charlie Sheen, Mike Tyson. Quinta parte da série de paródias Todo mundo em pânico.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h10, 17h10, 19h10, 21h20. DUBLADO. Sábado e domingo também 13h. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 11h40, 14h10, 16h40, 19h10, 21h40. DUBLADO.   Guerra Mundial Z (World War Z, EUA, 2012, 116 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Marc Forster. Com Brad Pitt, Brian Cranston, Mireille Enos. Dez anos depois dos estranhos acontecimentos, um representante da ONU escreve um relato, com entrevistas de sobreviventes, sobre a guerra contra os zumbis.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h10 e 15h40. DUBLADO. 18h10 e 20h40 (LEG). Sala 7. 13h50, 16h20, 18h50, 21h20. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 12h10, 14h50, 17h30, 20h30. Sala 5 (3D). 15h50 e 21h30. DUBLADO. 13h10 e 18h30 (LEG).

26/06/2013 / 0 Comments
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MPES quer a lista dos 22 candidatos a conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

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Causou surpresa nos meios políticos a notícia de que o Ministério Público Estadual (MPES) solicitou a relação dos 22 inscritos para a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. A impressão é que depois do caso Elcy de Souza, o Ministério Público não teria condições éticas para analisar a aptidão dos candidatos. Até porque, a Assembleia Legislativa criou uma comissão com procuradores da Casa para fazer esta seleção.    Pelo histórico do Ministério Público, algumas lideranças acreditam que não haveria legitimidade do órgão em fazer qualquer apontamento sobre a disputa. A vaga pertence, em tese, à Assembleia e a apuração da documentação e sabatina dos candidatos são responsabilidades dos deputados.  Elcy de Souza deixou o plenário do Tribunal de Contas no final de 2011, depois de uma batalha jurídica que durou sete anos. Em 2002, quando Elcy foi escolhido pelo governo do Estado e pela Assembleia Legislativa, o ex-governador Max Mauro ingressou na Justiça com uma ação popular    A ação foi ajuizada em janeiro de 2002 na 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual com várias reviravoltas durante o seu curso. No entanto, o processo que havia sido declarado “concluso para sentença”, no dia 26 de outubro retornou por duas vezes com vistas ao Ministério Público.   De acordo com os autos do processo, o ex-governador Max Mauro contestava a indicação porque a vaga ocupada por Elcy deveria ser reservada a um procurador de Contas, cargo que não existia na época e sequer foi ocupado pelo procurador-conselheiro.   O Ministério Público reivindicou a vaga na época e indicou o então procurador-geral de Justiça Elcy de Souza entre os anos de 1994 a 1998.    Na primeira instância, o então titular da Vara, o atual desembargador Fábio Clem de Oliveira, em 20 de março de 2002, citou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) para considerar a inconstitucionalidade da indicação de Elcy. Mas o conselheiro conseguiu um efeito suspensivo no julgamento de um agravo de instrumento na 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.   Concurso   O deputado Euclério Sampaio (PDT) voltou a cobrar dos colegas na sessão da Assembleia desta quarta-feira (26) o apoio ao projeto de lei que permite a realização de concurso público para a ocupação de vagas no Tribunal de Contas. O deputado afirmou que quer o apoio de todos os deputados e citou os partidos para que os parlamentares possam aderir ao projeto.    O parlamentar lembrou que o deputado Claudio Vereza (PT) em tempos passados já defendeu proposta parecida. Na sessão de terça-feira, Euclério lembrou que o governador Renato Casagrande, quando senador, apresentou um projeto de lei no mesmo sentido para as vagas no Tribunal de Contas da União (TCU), por isso, sustentou o deputado, dificilmente o governador vetaria a proposta dos parlamentares.

26/06/2013 / 0 Comments
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