Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

250513_jean_wyllys_divulgacao_oa_20200308-083240_1.gif

Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprova projeto de ???cura gay???

Sem categoria

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara Federal aprovou, em sessão nesta terça-feira (18), o Projeto de Lei Complementar (PDC) n° 234/2011, de autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), conhecido como “cura gay”. A matéria é questionada por entidades de defesa dos direitos da população LGBT, da área de saúde e de saúde mental.    O projeto pretende sustar dispositivos da Resolução n° 01/1999, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à orientação sexual.    O Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP) entregou moção de repúdio ao deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ) na ocasião da participação do parlamentar no III Congresso Nacional de Direito Homoafetivo, realizado em Vitória, em 23 de maio deste ano. Jean também assinou um abaixo-assinado repudiando o projeto.    Depois de passar pela CDHM, presidida pelo deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP),  a matéria segue para análise nas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (inclusive no mérito), antes de seguir para o Plenário.   O CRP16 segue o entendimento do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que já se pronunciou repudiando a forma antidemocrática como vem sendo conduzido o suposto debate em torno do projeto, que pretende interferir na atuação de psicólogos, permitindo o “tratamento” de homossexuais.    A resolução do CFP é considerada um marco na defesa de direitos humanos, construída no âmbito da regulamentação da Psicologia, e se tornou rapidamente referência nos três poderes como dispositivo orientador exemplar de garantia de direitos, servindo de referência para outras profissões, instituições de ensino superior e de pesquisa.   A homossexualidade foi retirada do rol de transtornos psicológicos do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) em 1970 pela American Psychological Association. Já em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a Saúde (CID 10). No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Medicina reafirmou a decisão da American Psychological Association.

18/06/2013 / 0 Comments
read more
29032013Gilsinho_G_20200308-083240_1.jpg

Pedido de abertura da CPI do Pó Preto é arquivado na Assembleia

Sem categoria

O segundo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Glauber Coelho (PR), confirmou, nesta terça-feira (18), o arquivamento do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os efeitos da poluição atmosférica na Grande Vitória. Com a retirada de sete assinaturas de apoio contra apenas uma adesão de última hora, a proposta de autoria do deputado Gilsinho Lopes (PR) foi negada por não cumprir a exigência regimental, que prevê o apoio de, pelo menos, dez deputados – ou seja, um terço dos parlamentares da Casa. Durante a leitura do expediente, o presidente em exercício indeferiu o requerimento da CPI do Pó Preto por insuficiência de assinaturas – ao todo, o pedido reuniu apenas seis assinaturas. Logo após a leitura do arquivamento, Gilsinho voltou a criticar os colegas que retiraram o apoio à iniciativa. “Todos os deputados leram, sabiam do parecer favorável e agiram contra a sociedade. Vocês estão vendo o momento que o País está vivendo? Nós não podemos ficar dormindo em berço esplendido sobre o risco de sermos penalizados”, afirmou o autor da proposta, em alusão aos protestos organizados por jovens e trabalhadores em todo País. Gilsinho afirmou que os colegas “perderam a chance de se redimir” e registrou a falta de respeito do governo do Estado no atendimento aos requerimentos de informação sobre licenciamentos ambientais da empresas poluidoras. “Sugiro que esta Casa abra um processo por crime de responsabilidade contra os gestores da área ambiental do Estado. A Mesa Diretora tem que tomar providências enérgicas”, apontou. O deputado Euclério Sampaio (PDT) também citou os protestos para reprovar a atitude dos colegas dissidentes, sobretudo, a posição da bancada petista que se recusou a assinar o pedido: “O que nós estamos vendo é a insatisfação com a irresponsabilidade do poder público. A retirada das assinaturas é prova disso. Os deputados estão indo na contramão da história, ainda mais deputados históricos [em alusão ao líder do PT, Cláudio Vereza] que não estão ao lado do povo, mas do poder econômico”. O pedido de abertura da CPI do Pó Preto foi protocolado no último dia 10, com 12 assinaturas de apoio. No pedido, o deputado menciona que a comissão deveria “investigar a poluição e suas causas e efeitos na Grande Vitória, com ênfase para os prejuízos causados à saúde e ao patrimônio púbico e privado, na forma do 'pó preto' e outras partículas emanadas de indústrias e outras fontes”. Logo depois do protocolo, o requerimento foi encaminhado pelo presidente da Casa, deputado Theodorico Ferraço (DEM), para análise da Procuradoria da Casa, que emitiu parecer favorável ao pedido no dia seguinte. Entretanto, o pedido não foi lido no expediente da sessão da última quarta-feira (12), fato que motivou protestos de Gilsinho sobre a possibilidade de manobra para a derrubada da CPI. Na ocasião, dois deputados (Cacau Lorenzoni, do PP; e Glauber Coelho, do PR) haviam anunciado a pretensão de voltar atrás no apoio às investigações. Na sessão dessa segunda-feira (17), as manobras para a derrubada se confirmaram com a retirada de outras cinco assinaturas (Josias Da Vitória, Luiz Durão, ambos do PDT; Marcos Mansur, do PSDB; Dary Pagung, do PRP; e Jamir Malini, do PTN). Gilsinho denunciou o lobby da mineradora Vale – uma das poluidoras da região – e do governo do Estado para esvaziar a CPI do Pó Preto. Na ocasião, o deputado exibiu imagens do relações públicas da empresa, Luiz Soresini, que esteve na Casa em três ocasiões durante a semana em que foi tramada a derrubado do projeto. O republicano afirmou que o “lobista” teria dito ser “muito fácil derrubar uma CPI na Casa”. Além da manobra da Vale, o autor do pedido também denunciou a movimentação do secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti, que teria convocado o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, deputado Gildevan Fernandes (PV), para conseguir a retirada das assinaturas.

18/06/2013 / 0 Comments
read more

Redução da tarifa do transporte público não vai minar protestos

Sem categoria

Apesar do tamanho e clareza do movimento popular que levou uma multidão às ruas em 11 capitais do país nessa segunda-feira (17), ainda persiste a tentativa de reduzir a mobilização popular à questão do valor da tarifa de ônibus. Depois dos protestos, a tarifa caiu em quatro estados, mas não deve impedir que novos protestos aconteçam esta semana.   Exemplo disso é o próprio Espírito Santo. No último dia 8, o governo reduziu a tarifa do Transcol em R$ 0,05. Mas a mobilização foi inclusive maior do que o movimento pelo passe livre, que aconteceu no ano passado e levou cinco mil pessoas às ruas.    Segundo a Folha de S. Paulo, o prefeito de Cuiabá (MT), Mauro Mendes (PSB), anunciou nessa segunda-feira a redução da tarifa, que passa de R$ 2,95 para R$ 2,85 a partir de quarta-feira (19). Mas a mobilização na cidade está mantida para esta quarta-feira.  Em Porto Alegre (RS), a redução será de R$ 0,05 e deve ficar em R$ 2,85, mas há a possibilidade de ficar em R$ 2,75, caso haja redução do ICMS.   Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos (PSB) foi quem anunciou a redução na região metropolitana do Recife já para esta quinta-feira (20). A redução prevista é de R$ 0,10 nas passagens, que variam de R$ 1,50 a R$ 3,45. O socialista, que tenta viabilizar sua candidatura à presidência da República em 2014, nega, mas a medida revela a intenção de acalmar os ânimos da população antes dos protestos, para evitar desgastes políticos.   Em João Pessoa, na Paraíba, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) vai reduzir a tarifa a partir de 1º de julho. A redução será de R$ 0,10 e o valor da tarifa deve cair de R$ 2,30 para R$ 2,20.  Assim como no Espírito Santo, o protesto está marcado para a quinta-feira (20).

18/06/2013 / 0 Comments
read more

Relatório da CPMI da Violência contra a Mulher vai ser votado em julho

Sem categoria

O relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) vai ser apresentado para a comissão no dia 25 de junho e levado à votação em 4 de julho. A relatoria é da senadora Ana Rita (PT-ES), que deve apresentar o resultado da CPMI no Estado na sequência da aprovação no Senado.    O deputado estadual Cláudio Vereza (PT) protocolou requerimento para a realização de sessão especial para debate e apresentação do relatório da CPMI na Assembleia Legislativa em 12 de julho, mas a data deve ser alterada para o fim do mês ou para o início de agosto.   O Espírito Santo foi um dos primeiros Estados a receber a audiência pública da CPMI, em 11 de maio de 2012, justamente por ser líder no ranking de homicídios de mulheres, segundo o Mapa da Violência 2012 – homicídios de mulheres no Brasil.    Na audiência, a representante do Fórum Estadual de Mulheres, Edna Martins denunciou um caso de abuso sexual envolvendo o deputado estadual Gildevan Fernandes (PV). A denúncia partiu da servidora pública do município de Pinheiros (norte do Estado), Débora Cardoso Silva, que acusa o parlamentar de abuso sexual. O crime teria ocorrido em julho de 2011 no trajeto entre Boa Esperança (também no norte do Estado) e Pinheiros.   A funcionária pública não pode falar na audiência pública por uma questão protocolar, mas a representante do Fórum de Mulheres falou por ela e foi ovacionada após a denúncia.    O depoimento de Débora foi colhido pelas advogadas da CPMI e a relatora se comprometeu a cobrar informações sobre do caso no Ministério Público do Estado (MPES).    Arquivamento   O Ministério Público, no entanto, arquivou o procedimento aberto para apurar as denúncias de tentativa de estupro que recaem sobre o Gildevan Fernandes em 10 dezembro de 2012. Débora havia protocolado representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) por conta da lentidão nas investigações.    Na ocasião, a servidora contou que o MPES  foi intimado a prestar esclarecimentos, o que fez, mas arquivou o procedimento logo depois.  

18/06/2013 / 0 Comments
read more
14122012_roberto_somoes_louzad_20200308-083209_1.jpg

Estado não está preparado para lidar com a mobilização popular

Sem categoria

As manifestações que tomaram as ruas de pelo menos 11 capitais brasileiras nessa segunda-feira (17), reunindo cerca de 300 mil pessoas, podem ser consideradas o movimento popular do século XXI. Em Vitória, segundo estimativas da Polícia Militar, mais de 20 mil pessoas foram às ruas protestar. Para o professor de Políticas Públicas da Ufes Roberto Garcia Simões, as insatisfações que foram gestadas nas redes sociais, ganharam as ruas e revelaram o mal-estar da população com a política institucional como um todo, numa espécie de desabafo.    Simões, que acompanhou a concentração dos manifestantes no final da tarde dessa segunda-feira (17), na Universidade Federal do Espírito (Ufes), apontou algumas características do movimento. Segundo ele, um fator recorrente entre os manifestantes é a rejeição a uma identificação partidária.    Embora algumas frentes tentem se apropriar do movimento, buscando capitalizar politicamente as manifestações, o professor ressalta que o protesto, além de apartidário, tem um caráter anti-institucional. Prova disso foram os cercos a prédios que abrigam instituições públicas. No Espírito Santo a residência oficial do governador; em São Paulo o Palácio dos Bandeirantes (sede do governo paulista) e no Rio o prédio da Assembleia, que chegou a ser invadido.   Para Simões, o desconforto político da população ampliou o debate que teve início com a discussão sobre as tarifas do transporte público e a baixa qualidade do serviço. O professor destacou três grandes blocos de reivindicações no protesto realizado no Estado nessa segunda: o primeiro está  pautado nos problemas de transporte, saúde, educação e segurança; o segundo se refere a insatisfação com os gastos com a Copa do Mundo e Olimpíada, retratados em um momento em que o mundo volta os olhares para outra competição internacional, a Copa das Confederações; e o terceiro, concentra a insatisfação da população com a corrupção e a falta de representatividade política.    O professor destacou também a falta de interlocução entre governo e manifestantes. “A interlocução é feita pela polícia, não há um representante do governo para buscar o diálogo com os manifestantes”, pontuou.    O professor afirma que não é possível ainda saber se os protestos vão ter reflexo no processo eleitoral do próximo ano e que passada a catarse destes primeiros dias, o movimento pode vir a perder fôlego. Ele acrescenta que uma vez experimentado o sentimento de mobilização, existe a possibilidade do movimento se tornar espasmódico, abrandando e reacendendo.    A mobilização pela internet levou os cidadãos a buscarem uma nova forma de debate político, ocupando as ruas, mas para Simões há um descompasso com a política institucional, que ainda não sabe lidar com o movimento. Ele acredita que existe uma possibilidade muito grande de rejeição aos políticos que tentarem manter a forma tradicional de campanha no próximo ano, sem considerar o novo fenômeno social que se criou a partir das manifestações de rua.    O professor destacou, porém, que dentro da mobilização ainda há diferenças, devido à amplitude da pauta e a descentralização do movimento. Simões acrescenta que a prática da mobilização pode amadurecer com o passar do tempo. Ele afirma ainda que a classe política não poderá permanecer distante do debate, já que será impossível ignorar o tamanho do movimento.

18/06/2013 / 0 Comments
read more
180613_manifestacao_facebook.jpg

Novo protesto quer levar mais de 20 mil às ruas nesta quinta-feira

Sem categoria

Os “conectados” da Grande Vitória mostraram nessa segunda-feira (17) que não são apenas “manifestantes de sofá”. Segundo estimativas da Polícia Militar, mais de 20 mil pessoas, a maioria jovens com idades entre 16 e 25 anos, saíram às ruas para protestar. Não dava para definir qual era o alvo dos protestos, já que a pauta tinha mais de 20 itens. As reivindicações partiam das críticas ao transporte público, passavam pela saúde, segurança e educação e desaguavam nos gastos com a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíada. Em resumo: um desabafo.   Independente da pauta, os manifestantes puderam comprovar o poder de fogo de mobilização via redes sociais. Em pelo menos 11 capitais cerca de 300 mil pessoas participaram dos protestos.    Em termos proporcionais, a manifestação organizada pela Capital capixaba foi uma das maiores do país. Se considerarmos que a Grande Vitória concentra cerca de 1,6 milhão de habitantes, as redes sociais levaram para as ruas 1,25% da população. Se a referência se limitar à Capital, são mais de 6%. São Paulo, por exemplo, que registrou 65 mil nas ruas, mobilizou 0,57% da população.    O sucesso do ato dessa segunda-feira (17) empolgou os manifestantes, que planejam um novo protesto para esta quinta-feira (20). A nova convocação que corre nas redes sociais pede: “venha e traga um amigo”. O objetivo é superar a marca de 20 mil pessoas.   Para o protesto da quinta, os manifestantes já sabem de que ponto vão partir, da Ufes, mas ainda não decidiram qual será o destino final da marcha.    Como o movimento é horizontal, sem comando de partidos, sindicatos, ou entidades sociais, a escolha está sendo feita por meio de uma votação nas redes sociais. Na noite desta terça (18), haverá uma reunião aberta na Ufes na qual será definido o local. Entre os destinos mais votados estão o Palácio Anchieta, a Assembleia Legislativa, o Aeroporto Eurico Sales e a casa oficial do governador – local em que os manifestantes encerram o ato dessa segunda.    Já a pauta que motivou os manifestantes, poderá ser parcialmente alterada. Motivados por uma espécie de insatisfação geral, os manifestantes deixaram claro que além da criminalização dos movimentos sociais, a ação é motivada por um conjunto de reclamações e indignações sobre problemas sociais e políticos locais e nacionais.   Para esta quinta (20), as mobilizações devem abordar temas polêmicos que tramitam no Congresso, como a PEC 37, que tira o poder de investigação do Ministério Público; a PEC 215, que dá ao Congresso o poder de criar ou não reservas indígenas, quilombolas e unidades de conservação, excluindo a possibilidade de criação por decreto presidencial. Eles podem incluir na pauta também a reforma política já; por uma democracia real e pelo fim da construção exagerada de portos no Espírito Santo, sobretudo, sem ampla discussão com a sociedade civil.   Além disso, há questões já divulgadas como a não a privatização da BR-101; fim do Pedágio RodoSol/Terceira Ponte; revisão de planilhas do sistema Transcol; um novo modelo de mobilidade Urbana para o ES, entre outros pontos que só serão definidos como pauta do próximo protesto após reunião na Ufes desta terça (18).    Protesto pacífico   Apesar do tumulto ocorrido entre polícia e manifestantes, em frente à residência oficial do governador, em Vila Velha, já no final do protesto, os participantes, via redes sociais, consideraram positivo o balanço da manifestação.     A Polícia Militar e os funcionários da Rodosol também elogiaram a postura dos manifestantes durante o trajeto da Ufes até a Terceira Ponte, ressaltando a proposta pacífica do movimento.   Repercussão   Em matéria de Século Diário, publicada nessa segunda (17), os leitores também demonstraram apoio às manifestações elogiando o ato popular no Estado e confirmando seu apoio a novas mobilizações.    Nas redes sociais, alguns manifestantes chamaram a atenção para o incidente com a polícia informando que, apesar das afirmações da mídia, a reação da polícia foi exagerada e poderia ter aguardado o resultado das negociações que ocorriam no momento entre a PM e os manifestantes.    Durante as negociações a polícia reagiu a uma latinha que teria sido jogada na direção dos policiais do choque, que reagiram com tiros de bala de borracha e bombas de efeito moral.    

18/06/2013 / 0 Comments
read more
05022013_carlos_henrique_divulgT_20200308-083209_1.jpg

Tabeliães interinos vão ter que cumprir limite de vencimentos em cartórios

Sem categoria

O corregedor-geral de Justiça local, desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, notificou, nesta terça-feira (18), os tabeliães interinos do Estado para que cumpram o teto remuneratório máximo dos servidores públicos. A medida limita os ganhos em até R$ 25,3 mil, independente do lucro dos cartórios que, em alguns casos, chega à casa do R$ 1 milhão. A limitação havia sido determinada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2010, mas nem chegou a ser cumprida após suspensão por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o despacho publicado no Diário da Justiça, o corregedor local comunicou a derrubada da liminar expedida pelo ministro Gilmar Mendes em favor da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR). Com o cumprimento do teto remuneratório, o lucro das serventias comandadas por interinos e interventores deverá ser repassado para o caixa do Poder Judiciário – até hoje esse dinheiro ficava na conta dos tabeliães que não passaram por concurso público. Na mesma publicação, o desembargador Rios do Amaral determinou a entrega da prestação de contas dos cartórios desde julho de 2010, assim como o recolhimento dos valores recebidos acima do teto remuneratório. O magistrado alerta que o não cumprimento da disposição é passível de infração funcional, sujeita à instauração de processo administrativo disciplinar (PAD). Pela Constituição Federal, as vagas nos cartórios devem ser ocupadas por candidatos aprovados em concurso público. No caso dos tabeliães efetivos, eles têm direito a remuneração integral. Já os interinos deverão atender ao teto remuneratório do serviço público nos órgãos de Justiça – até o limite de 90,25% do vencimento do ministro do STF (R$ 28.059,29), o que representa cerca de R$ 25,3 mil. Na decisão do CNJ em 2010, o então corregedor-nacional, ministro Gilson Dipp, determinou até mesmo que os investimentos na aquisição de equipamentos, melhoria de infraestrutura dos cartórios e até o aumento de salários de funcionários e prepostos devem passar pelo crivo dos tribunais de justiça. Naquela ocasião, as medidas foram consideradas moralizadoras, uma vez que corromperam uma tradição de que os cartórios eram tratados como “negócios de família”. Segundo dados da Corregedoria-Geral de Justiça local, o Espírito Santo tem 169 serventias ocupadas por tabeliães interinos, deste total, pelo menos 120 cartórios poderiam ser distribuídos imediatamente no próximo concurso em andamento. Por decisão do órgão de controle, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) tem até o final de junho para publicar o edital da seleção. Uma comissão interna do tribunal, presidida pelo desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, está discutindo os detalhes do certame.

18/06/2013 / 0 Comments
read more

Ou trocamos os deputados ou nossos pulmões

Sem categoria

Podemos dizer que os capixabas vivem um dilema: ou trocam os deputados ou “compram” um bom par de pulmões para aguentar seguir respirando o pó preto da Ponta de Tubarão que é despejado diariamente sobre a Grande Vitória. Como pulmão não vende no shopping, é mais fácil trocar os deputados. A data está próxima: 5 de outubro de 2014.   Se o eleitor estiver com dificuldade para escolher os nomes que devem deixar a Assembleia Legislativa no próximo ano, motivos não faltam para fazer uma boa lista. O mais recente é o fiasco da tentativa de instalação da CPI do Pó Preto.    Proposta pelo deputado Gilsinho Lopes (PR), a Comissão Parlamentar de Inquérito, caso vingasse, teria a oportunidade única de pôr a pratos limpos, que são as grandes poluidoras as responsáveis pela péssima qualidade do ar que respiramos, que há mais de quatro décadas vem prejudicando a saúde dos moradores da Grande Vitória que, invariavelmente, sofrem de alguma doença respiratória.    E olha que não foi por falta de empenho de Gilsinho que a CPI não saiu. Na semana passada, o deputado comemorava que havia conquistado 12 assinaturas, dois dias depois esse número caiu para vulneráveis 10 assinaturas – número mínimo para a instalação da CPI. E depois desse fim semana, para seis.    Além de Gilsinho, assinaram Euclério Sampaio (PDT), José Esmeraldo (PR), Marcelo Santos e Hércules Silveira (ambos do PMDB). Aparecida Denadai (PDT), embora de licença médica, se comprometeu a assinar o documento.    Pior do que os contrários à instalação da CPI são os deputados que entraram e saíram pelas portas dos fundos. Caso dos deputados Josias Da Vitória, Luiz Durão (ambos do PDT), Dary Pagung (PRP), Glauber Coelho (PR), Cacau Lorenzoni (PP), Marcos Mansur (PSDB) e Jamir Malini (PTN). Esses dois últimos, nesta segunda-feira (17), voltaram a dar uma ponta de esperança a Gilsinho. Afirmaram que poderiam aderir novamente à CPI. Mas já perderam a credibilidade. Quem garante que não vão mudar novamente de ideia? Inclusive, deveriam ter é vergonha de ameaçar entrar novamente.    De concreto mesmo, o grupo puxado por Gilsinho conta com seis assinaturas, sem perspectiva de conquistar as quatro faltantes.    Como prometera na semana passada, na sessão da Assembleia desta segunda-feira (17), o autor do pedido da CPI pôs os pingos nos is. Ele esclareceu por que a CPI recrudesceu da última semana para cá.   Imediatamente após tomar conhecimento do pedido, a Vale mobilizou sua “tropa de choque”. O relações públicas da empresa, Luiz Soresini, ficou encarregado de fazer o “lobby” na Assembleia. Sua missão era dissuadir os “rebeldes” favoráveis à CPI e assegurar que os que não tinham assinado permanecessem fiéis à poluidora. Palavras de Soresini: ''É fácil derrubar uma CPI nesta Casa''.    Outra corrente de pressão veio do Palácio Anchieta. A Casa Civil teria mobilizado o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Gildevan Fernandes (PV), só na sigla, para costurar os acordos com os deputados da comissão, que deveriam justamente estar à frente da CPI. Funcionou. Eles acabaram recuando.   Gilsinho, no desabafo desta tarde, resumiu a manobra dos deputados que voltaram atrás. “Eram sete colegas (dissidentes) que eu tinha a mais profunda consideração. Eles leram a CPI e entenderam por assinar, não coloquei o revolver na cabeça de ninguém. Mas decidiram retirar o apoio. O que mais me preocupa é o fato que um dos que armaram isso deveria ser um dos mais atentos à questão ambiental. No entanto, nós ficamos a mercê das poluidoras”, disse Gilsinho em clara alusão à articulação rasteira de Gildevan.   Não bastasse, o PT, que historicamente deveria ser o partido das causas sociais, apoiou a poluidora sem pestanejar. Comandados por Cláudio Vereza, que respira há décadas o pó preto da Vale na Barra do Jucu, Vila Velha, a bancada de cinco deputados jogou a pá de cal derradeira nas esperanças de Gilsinho.    Para justificar a posição contrária do PT, Vereza se valeu de um argumento estapafúrdio. Disse que seria necessária uma discussão mais ampla sobre o tema e blá, blá, blá…   A patuscada dos que assinaram e voltaram atrás, o “lobby” do presidente da Comissão de Meio Ambiente para defender os interesses da poluidora e a posição do PT contrária à história de luta social que originou o partido, são ainda mais reprováveis que a decisão dos deputados que se recusaram logo de cara a assinar o documento que instalaria a CPI.    A posição segue na contramão da saúde da população, mas pelo menos a sociedade sabe com quem está lidando. Quanto aos outros…

17/06/2013 / 0 Comments
read more

PT na Roda

Sem categoria

As barreiras do PT em  prosseguir com a candidatura do governador Renato Casagrande  vão além da necessidade de transpor o problema do palanque de Dilma. Chegam às chapas proporcionais. O PSB, do governador, não quer o PT na sua chapa de deputado estadual e muito menos na de federal. Na estadual, onde tem chapa completa, seria fornecer legenda ao PT para manter sua bancada de cinco deputados estaduais.  Algo semelhante projeta-se  também na disputa de deputado federal, onde o partido pretende blindar Paulo Foletto. E o PT tem uma chapa reduzida mais de nomes com peso: o vice-governador Givaldo Vieira, o secretário de Direitos Humanos Helder Salomão,o  subsecretário da mesma pasta Perly Cipriano e a deputada federal Iriny Lopes. A estratégia da proporcional do PSB é de coligar tão somente com pequenos e médios partidos. E a questão da proporcional também é problema dentro do  PT, com a resistência do ex-prefeito João Coser e do atual presidente d partido, José Roberto Dudé, em não abrir  a sua discussão, ameaçando a legenda de perder  o tempo das coligações.    O seu primeiro Coser pretende ser o vice de Casagrande ou o seu senador e trabalha na mesma direção do governador, ou seja, contornar o problema  do palanque da Dilma no Estado. Ainda mais agora quando o ex-governador Paulo Hartung encontra mecanismos para saltar fora do bloco do Casagrande ameaçando levar consigo o PMDB para  juntá-lo, mais adiante,  com o PSDB.   Barreira Sem coligação com o PSB para a Assembleia Legislativa, o PT dificilmente repetirá a bancada de cinco deputados que tem hoje. A não ser que saia para coligar fora do seu habitual ciclo de relação política.  Barreira 2 O PT tem fortes candidatos, mas sem coligação não tem como garanti-los. Os deputados Roberto Carlos, sob proteção do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, Rodrigo Coelho, sob as a asas do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglioni; e Genivaldo Lievori, candidato do prefeito de Colatina, Leonardo Batata, são os fortes. Barreira 3 A deputada Lúcia Dornelas (PT), que elegeu-se à custa do ex-prefeito de Cariacica Helder Salomão (PT), nã0 vai poder contar mais com ele, pois ele agora é candidato a deputado federal e não pode rebocar um estadual.  Vila  Velha, base eleitoral do deputado estadual Cláudio Vereza (PT), não o terá mais como candidato, e  o seu sucessor natural seria o ex-vereador João Batista Babá (PT), que já  fez preferência para atuar na organização do movimento popular de Vila Velha. Rede  O petista vice-governador do Estado, Givaldo Vieira, não só assinou a lista da Rede de Sustentabilidade da ex-petista Marina Silva, com também passou a empenhar-se para conseguir assinaturas para torná-la partido político. Tem petista fazendo cara feia para ele.  Derrubou A Vale entrou em campo e praticamente matou  a CPI do Pó Preto da Assembleia Legislativa. Foi  muita ingenuidade acreditar que os deputados resistiriam à pressão da poluidora. Impune A Vale recebeu um espécie de um alvará da Assembleia para continuar enchendo hospitais e as clínicas com crianças com doenças respiratória, como vem fazendo,  impunemente,  há mais 30 anos na Grande Vitória.   Pensamento “As palavras salvaram-me sempre da tristeza” Truman Capote

17/06/2013 / 0 Comments
read more

Mudou tudo

Sem categoria

Desde o fim da eleição municipal do ano passado, o ex-prefeito de Vitória João Coser vem fazendo uma movimentação intensa no sentido de consolidar o comando regional do PT. A intenção é conquistar o partido para ter poder de fogo nas articulações da disputa de 2014.    Mas se internamente o ex-prefeito não deve enfrentar dificuldades para vencer a eleição interna de novembro e garantir a presidência do partido, seus grandes problemas de acomodação estão no cenário externo.   O projeto traçado previa a manutenção da trinca partidária PSB, PT e PMDB, o que se consolidaria com o apoio à reeleição do governador aliado Renato Casagrande; a manutenção do PT na vice, desta vez com o próprio Coser, e o ex-governador Paulo Hartung na disputa ao Senado. Para esse jogo, vale, inclusive, tirar a senadora Ana Rita (PT) da disputa ao Senado.   Um projeto alternativo seria, em caso de palanque próprio do PMDB, o PT se unir a Paulo Hartung na construção de uma coligação com Ricardo Ferraço ou Hartung disputando o governo e Coser o Senado. Mas há dificuldades nos dois caminhos e o PT corre o risco de ficar isolado na construção da candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado.   No palanque do PSB, a constante ameaça de candidatura própria do PSB à presidência da República, com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Isso impediria o primeiro projeto do PT de caminhar junto com Casagrande. Do outro lado, o presidenciável tucano, senador Aécio Neves, rejeita uma aliança com o socialista no Estado e está cada vez mais próximo do ex-governador Paulo Hartung.   Uma aliança entre Aécio e o ex-governador, que já vem buscando fortalecimento para a disputa de 2014, inviabilizaria completamente uma costura com o PT no Estado. Sem espaço nos dois palanques, o PT, que tem uma chapa proporcional relativamente forte, mas não construiu uma alternativa para um palanque próprio na majoritária, ficaria isolado e enfraquecido para a disputa do próximo ano. E agora Coser?   Fragmentos:   1 – Vai pegar muito mal em 2014 essa postura dos deputados estaduais de colocar os nomes nos requerimentos de CPI e depois retirar as assinaturas. Com três vagas a menos será mesmo que é interesse usar esse mecanismo de barganha política?   2 – Afinal, qual é o problema de se criar uma CPI? No passado, as comissões tiveram um papel importante. Vide as CPIs da Rodosol, da Aracruz e a polêmica CPI do Grampo.   3 – Se tiveram resultado prático ou não, é outra história, mas pelo menos levantaram o assunto. E Pó Preto é um assunto que afeta boa parte da população, sobretudo na Grande Vitória, onde se concentram 60% dos eleitores.

17/06/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.344 4.345 4.346 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.