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Exposição em Vitória celebra Villa-Lobos

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A exposição Viva Villa! Pelo Brasil, sobre a vida e obra do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, chega a Vitória nesta sexta-feira (14). A mostra, que viaja o país, será montada no Armazém 5 do Porto de Vitória e permanecerá aberta à visitação gratuita até o dia 7 de julho.   Por meio de imagens, textos, vídeos e muita música, a exposição conta a trajetória de Villa-Lobos, considerado um dos maiores compositores das Américas. Viva Villa! Pelo Brasil é a maior mostra já realizada sobre a vida e obra do maestro. O objetivo é aproximar o espectador da obra do compositor, que permanece viva no repertório internacional, e refletir sobre as fronteiras entre a música popular e a erudita.   A exposição promete ao espectador um passeio do século XIX até a primeira metade do século XX, com suas revolucionárias transformações, acompanhando a trajetória de vida do maestro no Brasil, em Paris (anos 20) e nos Estados Unidos.   Estarão expostos painéis de textos e imagens ilustrativas, cartazes, pinturas, capas de discos, partituras, instrumentos musicais e objetos pessoais de Villa-Lobos. Em todo o percurso, há o registro musical de suas composições.   Em outra parte da exposição, um trem cenográfico – o Trenzinho Caipira – levará os visitantes a percorrer os caminhos que a música de Heitor Villa-Lobos trilhou até ele ser reconhecido como o “Compositor das Américas”.   No “Vagão do Sertão”, estão ambientadas imagens do sertão brasileiro e de filmes do Cinema Novo, como Menino de Engenho e Deus e o Diabo na Terra do Sol, com composições de Villa-Lobos, e que serão projetadas pelas janelas do trem. O “Vagão Paris”, de inspiração art-noveau, apresentará imagens projetadas dos locais onde o maestro se hospedava, como no Hotel Bedford.   Já no “Vagão Amazônia/Brasil”, na chamada classe econômica, o público verá os rituais indígenas com as músicas inspiradas nos sons da floresta. Na primeira classe, estão imagens do anos 1930/40 e dos concertos orfeônicos que o maestro fez pelo país. Nas janelas do “Vagão das Américas”, o clima é de cinema, com fotos de Villa Lobos com celebridades e junto a fotos de filmes da época.   Serviço A exposição Viva Villa! Pelo Brasil será aberta nesta sexta-feira (14) na Estação Porto, no Armazém 5 da Codesa. Av. Getúlio Vargas, Centro, Vitória. Visitação: terça a domingo, das 12h às 18h. Até 7 de julho. Entrada franca.

13/06/2013 / 0 Comments
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Não vamos colocar qualquer empecilho, nem para a prefeitura nem para os empresários’, disse Carlini

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“Nós queremos votar o PL 009. Não vamos colocar qualquer empecilho, nem para a prefeitura nem para os empresários”. A afirmação é do presidente da Câmara de Vila Velha Ivan Carlini (de saída do PR) sobre o projeto de lei que prevê a substituição de 13 artigos considerados inconstitucionais no Plano Diretor Municipal (PDM).    Segundo o vereador, se os empresários não conseguirem uma liminar na Justiça para liberar as construções, o PL 009/13 deverá ser aprovado pela Câmara em duas semanas.    Carlini disse que a Casa quer resolver a suspensão dos artigos do PDM, que está impedindo a emissão de licenças para as obras que seguem paradas no município. Ele acrescentou ainda que a promessa de alguns vereadores de promover audiências públicas para definir um novo texto para o PL, não é compromisso da Câmara. “A Câmara não prometeu isso, não participamos dessa reunião com a sociedade, Ministério Público e prefeitura. Foi quem quis”, explicou.   De acordo com o vereador, o PL deverá garantir os licenciamentos até que o novo PDM chegue à Casa, que pode levar até seis meses, conforme compromisso firmado com o prefeito Rodney Miranda (DEM). Especiaistas dizem que um novo PDM discutido em conjunto com a sociedade civil , como determina a lei, demoraria, em média, dois anos para ficar pronto.   “O PDM será formulado em seis meses. Quando há interesse é possível fazer. E a prefeitura e os empresários têm interesse em ter um novo PDM, organizar a cidade”, ressaltou.    O problema, entretanto, é que o posicionamento da Câmara segue na contramão do que almeja a sociedade civil organizada e o Ministério Público Estadual (MPES). O MPES cobrou da Câmara um amplo debate sobre o tema e recomendou à prefeitura que acatasse as mudanças propostas pela população para o texto do PL.    Sem estas alterações, garantem os representantes da sociedade civil organizada, o PL permitirá, por exemplo, a substituição de Zonas de Interesse Ambiental B, que se limita com o Parque Municipal de Jacarenema, na orla, por uma Zona de ocupação Prioritária 1. Da mesma forma, as Zonas de Ocupação Restrita como Jacarenema, Golf, e Retiro do Congo, possuam o mesmo coeficiente de bairros como Itapuã, com densa ocupação, o que é incompatível com o conceito de Zona de Ocupação Restrita.    Segundo o Fórum Popular em Defesa de Vila Velha, o PL representa um avanço para as áreas já consolidadas, mas um risco para estas zonas, que além da beleza natural, exercem importante função ecológica e hidrológica na cidade, sobretudo nos períodos de chuva.    Carlini ignora as justificativas, Para o vereador, de uma forma ou de outra o PL será aprovado. Na prática, explicou ele, há duas iniciativas em andamento para garantir os licenciamentos no município. A primeira é uma possível ação judicial por parte dos empresários. “Em reunião entre prefeito, Sinduscom [Sindicato das Indústrias da Construção Civil] e empresários saiu à decisão de uma ação judicial, mas não sei se já entraram com ela. Se isso der resultado ok, se não, votaremos o PL”, explicou o presidente da Câmara.    A Secretária de Desenvolvimento Urbano, Ana Márcia Eller, foi procurada pela reportagem para comentar as declarações do vereador, mas, segundo a assessoria, não foi localizada.

13/06/2013 / 0 Comments
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Justiça Federal recebe denúncia contra ex-prefeito de Iconha por gestão temerária

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O juiz federal substituto da 1ª Vara Criminal, Rodrigo Reiff Botelho, recebeu uma denúncia contra o ex-prefeito de Iconha, Edelson Brandão Paulino, e mais duas pessoas por gestão temerária de recursos previdenciários. Na ação penal, o Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) alega que os denunciados teriam causado um prejuízo de mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. Se condenados, eles podem pegar de dois a oito anos de reclusão e multa. Na decisão publicada nessa quarta-feira (12), o magistrado entendeu que a denúncia trouxe as condições para o regular exercício da ação penal. Além do ex-prefeito, foram denunciados o ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores de Iconha (Ipasic), Leandro da Silva Viana, e o sócio-gerente da empresa Crediamigo Consultoria e Soluções Financeiras Ltda, Helio Pereira Schultz Brandão. Todos eles são acusados da prática do crime de gestão temerária de instituição financeira. O juiz federal substituto determinou ainda a intimação dos réus para que respondam às acusações. O MPF/ES narra que, em 2006, o então presidente do Ipasic contratou a empresa financeira para gerenciar os recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores do município de Iconha, a pedido do então prefeito. Na época, o Instituto adquiriu 718 títulos públicos federais no valor de R$ 998.942,76 sem nenhum estudo prévio. Entretanto, a operação foi feita com um sobrepreço de 26% em relação ao valor de mercado, gerando prejuízo de aproximadamente R$ 210 mil ao fundo. Uma auditoria da Previdência Social constatou, no ano seguinte, que a transação foi realizada sem observância de regras de segurança. A mesma auditoria teria constatado, segundo o MPF/ES, que a própria contratação de Helio já configurava ato irregular, pois foi feita informalmente e em razão de pedido de Edelson Paulino. Pela prestação dos serviços, o empresário recebeu R$ 65 mil reais. Para a acusação, a realização de operação financeira no montante próximo a R$ 1 milhão, o que correspondia a quase 60% dos recursos do Ipasic, de forma perigosa colocou a saúde do fundo em risco, sendo considerada como uma gestão temerária de instituição financeira. Além disso, foram constatadas outras irregularidades no Instituto, como a falta de reuniões do Conselho de Administração, bem como a inexistência de relatórios sobre as operações de aquisição e venda dos títulos, valores mobiliários e outros ativos.

13/06/2013 / 0 Comments
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Cinco anos depois, Operação Titanic levou sete para a cadeia

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O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) já conseguiu a condenação de sete pessoas investigadas durante a Operação Titanic. Das dez ações penais propostas contra os investigados, apenas duas já transitaram em julgado. Deflagrada em 7 de abril de 2008, a Operação desbaratou uma organização criminosa que atuava na importação subfaturada de automóveis e mercadorias de alto luxo.    Entre os denunciados estão empresários, contadores, despachantes aduaneiros e servidores públicos federais. A primeira denúncia foi ajuizada no dia 10 de abril daquele ano. Foi a partir das investigações da Operação Titanic, que a polícia federal chegou a um esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desbaratada pela “Operação Naufrágio”, em dezembro de 2009.    O empresário Adriano Mariano Scopel, sócio da Tag Importação e Exportação LTDA., uma das maiores importadoras de veículos de alto luxo do país, foi condenado em quatro das ações julgadas. Na de número 2008.50.01.003522-4, foi condenado por formação de quadrilha junto com o gerente administrativo da Tag, Aguilar de Jesus Bourguignon; o despachante aduaneiro da Tag Rodolfo Bergo Legnaioli; o empregado da Tag em Porto Velho (RO) Ronaldo Benevídio dos Santos; o empresário Eduardo Sayegh, administrador da Global Business, empresa sediada no Canadá; e o auditor fiscal da Receita Federal de Rondônia Edcarlos Tibúrcio Pinheiro. A sentença foi dada em julho de 2012 e tanto o MPF quanto os réus já recorreram e aguardam a decisão do Tribunal.   Na ação de número 2008.50.01.003637-0, que trata dos crimes de corrupção ativa e passiva, além de Scopel foram condenados o despachante aduaneiro Rodolfo Bergo Legnaioli e o auditor fiscal Edcarlos Tibúrcio Pinheiro. Pelo crime de corrupção ativa, Adriano foi condenado a seis anos e nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 300 salários mínimos.    Segundo a ação, o empresário pagou propina a Edcarlos – auditor da Receita em Rondônia, estado no qual estava sediada a Tag – com o objetivo de burlar o Fisco. Pela prática do crime de corrupção passiva, Edcarlos foi condenado à perda do cargo de auditor fiscal, a seis anos e nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa no valor de 75 salários mínimos. Por sua vez, Rodolfo Bergo, responsável por um dos depósitos destinados a Edcarlos, foi condenado a dois anos de reclusão. Houve julgamento da apelação e o recurso do MPF foi acolhido parcialmente. Agora espera-se a publicação do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) para nova fase recursal.   Adriano Scopel também foi condenado em outras duas ações penais que tratam do crime de descaminho, ambas sentenciadas em junho de 2012. Na de número 2008.50.01.008277-9, o empresário foi condenado a três anos, cinco meses e 20 dias de reclusão, mas a pena privativa de liberdade foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação pecuniária a entidade filantrópica no valor de 200 salários mínimos e prestação de serviços à comunidade. Adriano; o gerente administrativo da Tag, Aguilar de Jesus Bourguignon; e o administrador da Global Business, Eduardo Sayegh, utilizaram Declarações de Importação (DIs) fraudulentas para nacionalizar motocicletas de luxo com valores de até U$ 11 mil e assim pagar menos impostos, já que os preços registrados nos documentos eram inferiores ao custo real dessas mercadorias no exterior. A decisão ainda cabe recurso.   Já na ação 2008.50.01.005346-9, Scopel foi condenado por descaminho de eletrodomésticos de luxo para seus familiares. Entre esses eletrodomésticos havia um refrigerador de U$ 4,5 mil e uma televisão de U$ 6,9 mil. A pena é de um ano e nove meses de reclusão, mas foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação pecuniária a entidade filantrópica no valor de R$ 25 mil e prestação de serviços à comunidade. O MPF entrou com recurso, que ainda vai ser julgado, para aumentar a pena de Scopel e contra a absolvição de outras três pessoas.   Além de todos os já citados, em junho de 2009, o empresário e ex-senador por Rondônia Mário Calixto Filho foi condenado a sete anos e dez meses de prisão e ao pagamento de multa no valor de 350 salários mínimos pela prática do crime de tráfico de influência – que consiste em solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outra pessoa, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. O número da ação é 2008.50.01.003704-0 e ela está em trânsito no TRF2.   A denúncia 2010.50.01.01378-3, contra Adriano Scopel, Eduardo Sayegh e Rodolfo Bergo Legnaioli por descaminho e importação subfaturada de veículos, que havia sido rejeitada em primeira instância, foi recebida pelo TRF2. Agora, seguem os trâmites do processo para futura decisão.    O processo 2009.50-01-017278-5, em que são réus Scopel, Rodolfo Bergo e Charles Henrique Porto Santo por corrupção de servidor público, aguarda sentença desde fevereiro deste ano. Já a denúncia sobre descaminho de veículos número 2010.50.01.015184-0 foi recebida, mas aguarda citação de um dos réus que vive no exterior. A carta rogatória já foi expedida para que seja dada continuidade aos trâmites legais.   Deflagrada em abril de 2008, a Operação Titanic desbaratou uma organização criminosa que atuava na importação subfaturada de automóveis e mercadorias de alto luxo. Entre os denunciados estão empresários, contadores, despachantes aduaneiros e servidores públicos federais.    Capitaneada pelo empresário capixaba Adriano Mariano Scopel, proprietário da Tag Importação e Exportação de Veículos Ltda., uma das maiores importadoras de veículos de alto luxo do país, a quadrilha utilizava o Terminal Portuário de Peiú, um dos mais importantes da Região Metropolitana de Vitória, como pátio de negócios. O detentor da exploração da concessão do terminal de Peiú é o pai de Adriano, o empresário Pedro Scopel, sócio do filho na Tag Importação e Exportação.

13/06/2013 / 0 Comments
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Câmara deve votar minirreforma eleitoral no próximo dia 25

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O coordenador do grupo de trabalho que analisa mudanças na legislação eleitoral, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), anunciou que a votação da minirreforma eleitoral (PL 5735/13) no Plenário ocorrerá no dia 25. A proposta seria votada nessa terça-feira (11), mas como haverá alterações no projeto a votação foi adiada.    Vaccarezza vai relatar o projeto em plenário, por isso não assinou o texto, cujo autor principal é o deputado Ilário Marques (PT-CE). Vaccarezza adiantou que vai alterar a proposta.   Entre os pontos mais polêmicos da minirreforma está o que começou a ser discutido nesta quinta-feira (13). Trata-se de um anteprojeto de lei complementar que altera as normas estabelecidas pela Lei da Ficha-Limpa. Mas a proposta só será apresentada se houver acordo.   No texto preliminar, o projeto sugere que prefeitos, governadores e presidentes só sejam impedidos de disputar eleições se os eventuais pareceres técnicos pela rejeição das contas de seus governos forem aprovados pelos plenários das respectivas câmaras de vereadores e assembleias legislativas; ou pelo Congresso Nacional, no caso dos presidentes.    Atualmente, a Lei da Ficha-Limpa prevê que a Justiça Eleitoral declare inelegíveis pelo prazo de oito anos os gestores públicos que tenham contas reprovadas pelas respectivas cortes de contas, em decisão colegiada. A ideia é uniformizar o tratamento dado a esses candidatos, já que não há clareza sobre a lei.    Essa mudança poderá trazer reflexos na disputa do próximo ano profundas. Alguns prefeitos do Estado que estariam fora do pleito do próximo ano podem conquistar o direito de disputar a eleição caso a proposta seja aprovada. 

13/06/2013 / 0 Comments
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Antes de propor aumento de internação, Estado deveria garantir a aplicação do ECA

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A discussão em torno da redução da maioridade penal ou do aumento no tempo de internação de adolescentes que cometem atos infracionais esbarra em questionamentos acerca da responsabilização do Estado na não aplicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da preferência pela defesa da mudança da legislação.    O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) divulgou nota pública nesta quarta-feira (13) repudiando as declarações aos meios de comunicação do delegado titular da Delegacia do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), Welligton Lugão e do secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), André Garcia. Nas declarações dos dois operadores de segurança pública a impunidade é apontada como sendo a principal razão do aumento da participação de adolescentes na prática de crimes graves, bem como da ineficácia da atividade policial de repressão da violência.    O CEDH sustenta que tais declarações reforçam estereótipos que criminalizam os adolescentes, em detrimento de uma reflexão mais ampla sobre as reais causas que levam alguns ao cometimento de atos infracionais.   A entidade salienta que não é admissível que “dois importantes atores da Política Estadual de Segurança Pública, que possuem o dever constitucional de zelar intransigentemente pela garantia dos direitos humanos de nossas crianças e adolescentes, reproduzam publicamente um discurso punitivo que somente satisfaz uma sociedade vingativa que, a despeito de querer evitar o derramamento de sangue de suas vítimas, proclama e festeja o suplício como a solução milagrosa da crescente onda de violência e criminalidade”.   André Garcia disse, no programa Cidade Alerta Espírito Santo, da TV Vitória, nessa quarta-feira (12), que apesar de ser contrário à redução da maioridade penal, é favorável ao aumento no tempo de internação e que, em alguns casos, poderia variar de oito a 12 anos. Antes de atacar a legislação, salientando que se trata de norma ultrapassada, o Estado deveria se questionar sobre a aplicação do Estatuto, já que a socioeducação do Estado foi entregue a pessoas que usurparam o patrimônio público e estavam presas até bem pouco tempo, como a ex-presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases), Silvana Gallina e o diretor da Associação Capixaba de Desenvolvimento e Inclusão Social (Acadis), Gerardo Mondragón. As unidades entregues para a gestão da Acadis permanecem sob intervenção.    Ao apontar que a legislação é deficiente para responsabilizar os adolescentes, o Estado tenta se eximir de responsabilidade pela aplicação dela. O ECA estabelece a internação como último recurso, mas também que é dever do poder público dar a retaguarda para que o adolescente em conflito com a lei possa cumprir medida em meio aberto. Se o acompanhamento de medidas em meio aberto já é precário na Grande Vitória, no interior esse cumprimento se torna um desafio.    A preocupação do Estado deveria ser em aplicar a socioeducação no período em que a legislação determina, não aumentar o tempo em que o adolescente permanece em unidades.   Ao propor que o tempo de internação de adolescentes seja estendido para até 12 anos, o secretário de Segurança demonstra que, para o Estado, é mais importante manter o interno por mais de uma década em unidades de internação – longe da sociedade – do que aplicar a legislação na forma como ela se apresenta, ou seja, pensar num projeto socioeducativo que seja realmente capaz de ressocializar esse jovem.   Violência    Aumentar tempo de internação de adolescentes se mostra ainda mais ineficaz quando o Estado enfrenta uma epidemia de violência. Há mais de uma década o Espírito Santo é o segundo com maior taxa de homicídios dentre todos os estados do País e primeiro em homicídios de mulheres.    A redução circunstancial do número de homicídios através dos anos mostra que a política de combate à violência não mostra resultados palpáveis. Além disso, as decisões do Estado não passam por consulta ou participação popular, sendo tomadas em gabinetes e privilegiam, na maioria dos casos, o investimento em repressão e não em um conjunto de ações que também envolvam a promoção de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, esportes lazer e cultura, adequadas a cada região do Estado.    A violência atinge – seja como autores ou vítimas – toda a população capixaba, independente de idade, já que, em uma realidade de epidemia, quando não há contenção, a tendência é a propagação e ampliação do contágio. 

13/06/2013 / 0 Comments
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Pedido inclui manifesto contra o ???novo??? crime organizado no Espírito Santo

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Além do pedido para ingressar no julgamento da legalidade dos incentivos fiscais ao setor atacadista, o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) fez incluir na manifestação remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma cópia do manifesto entregue ao governador Renato Casagrande após o protesto da categoria, no último dia 15. No texto, a entidade e mais três sindicatos de classe manifestaram o repúdio diante da conjuntura política no Estado, representado pela continuidade do crime organizado sob “nova roupagem”. “Lamentavelmente, o crime organizado, travestido com ‘nova’ roupagem, continua mantendo seus tentáculos nas três esferas da Administração Pública. Denúncias graves de corrupção, consubstanciadas por meio das operações Pixote, Derrama, Lee Oswald e caso Sincades, dentre outras, nas quais há o envolvimento do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e outras autoridades, demonstram que a sociedade capixaba está órfã, não vislumbrando qualquer possibilidade de punição para os culpados”, diz o texto. Com a inclusão do documento dentro do pedido de ingresso como amicus curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4935), o arranjo institucional montado no governo passado se tornou de conhecimento (formal) por autoridades de fora do Estado. O documento pedia o empenho do governador na apuração de denúncias de corrupção e irregularidades no serviço público estadual, bem como a suspensão dos incentivos fiscais concedidos de forma irregular. “Percebe-se que o atual governo mantém a política de total desrespeito à Constituição Federal, a começar pela concessão de benefícios fiscais a diversos setores da economia capixaba, conforme denunciados publicamente, que já causam prejuízos ao erário de quase R$ 20 bilhões nestes dois últimos governos, fatos que já são objetos de ações judiciais”, aponta. Mesmo com o pedido formal, as entidades não conseguiram que o governador se empenhasse na luta contra os incentivos fiscais sob xeque. Pelo contrário, o governo do Estado assumiu a defesa dos benefícios, garantindo a maior vitória a favor dos empresários até o momento. Em função do recurso da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Justiça estadual derrubou uma liminar que suspendia os incentivos concedidos ao setor atacadista. A decisão também beneficiou a outros seis setores, que também têm os incentivos sob questionamento. Além da direção do Sindipúblicos, assinaram o manifesto os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado (Sindsaúdeprev/ES), do Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários) e do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES).

13/06/2013 / 0 Comments
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Peso político de Neucimar Fraga afugenta partidos para eleição 2014

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Com a incerteza do cenário eleitoral para as disputas majoritárias e a redução de vagas na proporcional para 2014, os partidos vêm adotando uma postura de autoproteção aos seus quadros, o que tem complicado a migração de lideranças com peso político relevante, que não conseguem acomodação para disputar a eleição do próximo ano. Este parece ser o caso do ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga. Depois de deixar o PR, acreditava-se que seu capital político permitira que ele escolhesse a legenda que melhor lhe conviesse para disputar a eleição de deputado federal, mas não tem sido assim. A menos de quatro meses para o fim do prazo das filiações partidárias, o ex-prefeito segue sem uma legenda para a eleição 2014. Um dos primeiros movimentos do prefeito foi na direção do PV, mas sem uma clareza sobre o rumo e as apostas do partido na majoritária e dúvidas sobre o peso das pernas proporcionais, o ex-prefeito teria recuado da filiação ao partido. Outro movimento foi em direção ao PSB do governador Renato Casagrande. Mas no ninho da pomba, o peso eleitoral de Neucimar Fraga não foi bem-visto entre os que almejam uma vaga na Câmara pela coligação do PSB. Agora é a vez do PTB criar dificuldades para a entrada do ex-prefeito. A possibilidade de Neucimar entrar na sigla como presidente regional do partido não agradou as lideranças, como o atual presidente José Carlos Elias, que não quer abrir mão do cargo em favor do ex-prefeito. Neucimar deixou o PR justamente pelo peso da chapa proporcional, já que teria como candidato à Câmara, o secretário de Estado do Esporte, Vandinho Leite. Neucimar tem até o final de setembro para conseguir uma legenda para disputar a eleição de deputado federal. 

13/06/2013 / 0 Comments
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Sindicato pede ingresso em Adin contrária à concessão de incentivos ao setor atacadista

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Depois de percorrer as ruas da Capital no mês passado em protesto à concessão de incentivos fiscais ao setor privado, o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) entrou, nessa quarta-feira (12), com um pedido de ingresso na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4935), que corre no Supremo Tribunal Federal (STF). Confira tudo o que foi publicado sobre a farra dos incentivos fiscais Os ministros do Supremo vão analisar a legalidade dos benefícios ao setor atacadista. Na petição, a entidade sindicalista quer atuar ao lado do Estado de São Paulo, que ajuizou o caso pedindo o fim dos incentivos concedidos em desconformidade com a lei.   O pedido foi encaminhado ao relator da ação, ministro Gilmar Mendes, que deve se manifestar sobre a habilitação do sindicato como amicus curiae (parte interessada na ação). O magistrado poderá garantir a possibilidade de a entidade prestar informações ao longo do processo, bem como a oferta de memoriais (manifestações sobre o mérito) e a participação durante a sessão de julgamento do caso no plenário do Supremo. Na peça assinada pelo advogado Bernardo Dantas Barcelos, o sindicato sustenta que os incentivos fiscais concedidos ao arrepio da lei causam prejuízos não apenas à economia capixaba, mas também aos servidores públicos do Estado. Somente o setor atacadista deve deixar de arrecadar mais de R$ 2 bilhões entre 2014 e 2016, de acordo com dados da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).   “Os benefícios fiscais autorizados através dos decretos [assinados no governo Paulo Hartung, do PMDB] – eivados com vício de legalidade formal – questionados na Adin em exame, trazem enormes prejuízos ao Estado do Espírito Santo, pois, ao diminuir drasticamente os valores a serem arrecadados pelos cofres públicos sem a devida contrapartida, obstaculiza em grande medida uma melhora na remuneração dos servidores públicos estaduais”, diz um dos trechos do texto.   Para demonstrar o prejuízo aos servidores, o sindicato justifica que o governo concedeu um reajuste para o funcionalismo público de 4%, abaixo do valor da inflação apurada até abril deste ano, que foi de 7,5%. Apesar de não ter sido citado na peça, o anúncio do reajuste aconteceu somente após o protesto, realizado no último dia 15 de maio. Na ocasião, o governador Renato Casagrande alegou que o reajuste era o possível. Entretanto, o presidente do sindicato, Gerson Correa de Jesus, alega que as perdas salariais chegam a 60% no acumulado da última década.   “O Estado do Espírito Santo atravessa atualmente uma dura fase no tocante a arrecadação de receitas para ano de 2013, haja vista, sobretudo, o fim do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias do Espírito Santo (Fundap), assim como a [iminente] redução dos royalties do petróleo e a crise econômica internacional. Os benefícios fiscais ora discutidos em sede de controle concentrado contribuem sobremaneira para a diminuição dos investimentos no funcionalismo público capixaba”, alega um trecho da ação.   Aimda, no texto enviado ao Supremo, o sindicato cita as ações populares movidas pelo estudante de Direito Sérgio Marinho de Medeiros Neto, contra os chamados contratos de competitividade (Compete-ES), firmados entre o governo capixaba e o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades), que tramitam na Justiça estadual. A entidade menciona ainda trechos da decisão liminar que havia suspendido os benefícios e acabou sendo derrubada por determinação do desembargador Fábio Clem de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Estado (TJES).   “É importante deixar evidenciado que as renúncias fiscais em análise na presente Adin, não só implicam em condições precárias de trabalho para os funcionários públicos estaduais, mas também afetam, de forma direta, a qualidade do serviço público prestado ao cidadão capixaba”, registra o advogado do sindicato.  Questionamento No último dia 1º de abril, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ajuizou a Adin 4935 contra o decreto do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que garantiu o benefício ao setor atacadista. Na ação, o tucano aponta irregularidades no decreto que conferiu os benefícios para o setor atacadista capixaba, que teria sido criado sem o respaldo da Constituição Federal, e também no repasse de verbas públicas para o Instituto Sincades, fundo cultural privado criado a partir do benefício. Alckmin destaca que os incentivos foram concedidos pelo decreto do então governador, assim como não tiveram o respaldo de lei específica ou decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado que reúne os secretários de Fazenda de todos os Estados da Federação. Esse mesmo argumento já havia sido levantado pelo estudante de Direito, Sérgio Marinho, que ajuizou uma ação popular com o mesmo objeto na Justiça Estadual. Entre os pedidos da ação, o governo paulista pede a suspensão imediata dos efeitos do decreto que garante os benefícios ao setor atacadista capixaba até o julgamento final do processo. Alckmin entende que a urgência se justifica por conta do avanço da lesão aos cofres do Estado, uma vez que o próprio plenário do STF já se manifestou contra a chamada “guerra fiscal”. O caso segue em apreciação do relator, que ainda não se manifestou no processo.

13/06/2013 / 0 Comments
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Ferraço não tem êxito em manobra e ex-prefeita Norma Ayub desiste de vaga no governo

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A desistência da ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (DEM), mulher do presidente da Assembleia Theodorico Ferraço (DEM), em assumir um cargo de assessoria especial na Casa Civil, foi vista nos meios políticos como um indício do fracasso de uma manobra envolvendo a vaga do Tribunal de Contas do Estado (TCES). Isto porque, quando Norma foi indicada para a vaga na Casa Civil surgiu nos meios políticos a possibilidade de a Assembleia indicar o titular da pasta, Luiz Carlos Ciciliotti para a vaga de conselheiro, aberta com a aposentadoria de Marcus Madureira. A ideia não teria partido do governador Renato Casagrande e sim do próprio Ferraço para atender a interesses de seu grupo político. Neste sentido a indicação de Norma seria uma contrapartida pela influência de Ferraço na escolha do conselheiro, podendo a ex-prefeita assumir o comando da pasta, com a indicação de Ciciliotti. Mas o presidente da Assembleia não obteve êxito na tentativa de influir no processo de escolha. Em desgaste com o plenário da Casa, desde sua ascensão à presidência da Mesa Diretora, Ferraço não conseguiu espaço de destaque na discussão da vaga de conselheiro e o líder do governo Sérgio Borges (PMDB), conseguiu se consolidar como favorito dos deputados para a vaga de conselheiro. Diante da falta de influência do deputado, Norma teria desistido de assumir o cargo, já que como assessora especial não teria visibilidade política suficiente para se credenciar para a disputa a uma cadeira na Assembleia no próximo ano. As movimentações do grupo apontam para uma possível dobradinha do casal, com Ferraço disputando uma vaga de deputado federal e Norma de deputada estadual.

13/06/2013 / 0 Comments
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