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Século Diário

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Valor da taxa de esgoto dobrou para alguns moradores da Capital

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O aumento abusivo da taxa de esgoto nas contas de água enviadas pela Cesan aos moradores de Vitória foi alvo de críticas durante audiência pública realizada pela Câmara de Vitória nesta segunda-feira (11). A audiência foi proposta pelo vereador Rogerinho Pinheiro (PHS).    De acordo com Pinheiro, em alguns casos, os aumentos aplicados pela Cesan chegam ao dobro do valor cobrado na conta anterior. Além disso, foi denunciado que a prática da Cesan pode ser considerada venda casada, o que é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.    As denúncias motivaram um pronunciamento do deputado Euclério Sampaio (PDT), que fez parte da mesa do debate. Segundo ele, “foram gastos centenas de milhões nas obras do programa Águas Limpas.   De acordo com os usuários presentes no debate, há ilegalidade tanto na cobrança dupla quanto no aumento da tarifa. Eles reclamaram que as contas estão vindo muito caras, onerando o orçamento das famílias.    Euclério afirmou que há irregularidades na cobrança das tarifas. Ele prometeu que a demanda também será debatida na Assembleia Legislativa.    Também fizeram parte da mesa o ex-prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB); e os vereadores Davi Esmael (PSB), Wanderson Marinho (PRP), Serjão Magalhães (PSB) e Luiz Paulo Amorim (PSB).    O advogado da Cesan, Jamil Guilherme Nascimento; informou que desde 2009 as tarifas são definidas pela Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária do Espírito Santo (Arsi) que, por sua vez, não mandou nenhum representante para dar explicações à população.   A concessionária informou que as famílias com renda per capita de até R$ 1.438, devem procurar a companhia para conseguir a redução na tarifa.  

11/06/2013 / 0 Comments
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Moradores de rua acusam Guarda Municipal de Vitória de agir com violência

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O Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH) divulgou nota repudiando a violência praticada por agentes municipais contra moradores em situação de rua. Na última quarta-feira (5) os populares Magno Francisco Bretas e Devanil Monteiro teriam sido agredidos por guardas municipais com socos, chutes e spray de pimenta no Centro da Capital capixaba. Em nota, a Secretaria de Segurança Urbana (Semsu) informou que está reunindo informações para abrir uma sindicância e apurar os fatos (veja nota abaixo).   Segundo o coordenador do Movimento Nacional de População em Situação de Rua no Estado (MNPR-ES), Adjeferson Roseno os dois populares de rua estavam, na madrugada da última quarta-feira (5), falando alto na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, quando foram abordados pelos agentes, que os agrediram com socos, chutes e spray de pimenta.    Um dos guardas municipais, segundo a denúncia, atirou com uma arma de incapacitação neuromuscular, conhecida como taser contra Magno, sendo que a lança do dispositivo ficou cravado no peito do morador de rua.    Após a agressão, Magno arrastou Devanil até a Praça Costa Pereira e, de lá ligaram para o Samu. Depois de chamarem, os mesmos agentes que teriam praticado a agressão voltaram e os levaram ao Pronto Atendimento. Adjeferson conta que não foi feito o prontuário de entrada dos populares na unidade e eles foram encaminhados diretamente ao médico. Após o atendimento, os dois populares de rua foram levados ao Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória.   O coordenador do MNPR-ES conta que os moradores de rua tiveram dificuldade em registrar boletim de ocorrência contra os agentes. O Conselho Municipal de Direitos Humanos de Vitória (CMDH) teve de ser acionado para que o boletim fosse lavrado.    Após o incidente, os moradores de rua ficaram amedrontados e com medo de novas agressões, mas, segundo Adjeferson, pretendem levar adiante a denúncia contra os agentes da Guarda Municipal. O CMDH deu entrada em uma medida protetiva contra os agentes, além de um habeas corpus coletivo.    Ele acrescenta que a violência contra a população em situação de rua na Capital tem se intensificado nos últimos meses, por isso já foi acionado o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da População de Rua (CNDDH), em Belo Horizonte, Minas Gerais; o Ministério da Justiça; a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), que deve notificar o Ministério Público do Estado (MPES).    O MNPR vai promover uma vigília, com realização prevista no dia 21 de junho, na Praça Costa Pereira, para alertar contra a violência que os populares de rua vêm sofrendo. Adjeferson conta que os moradores de rua são retirados dos locais em que ficam, mas não há qualquer encaminhamento, e eles ficam circulando pela cidade.       A nota pública é assinada pelo CEDH; Conselho Municipal de Direitos Humanos de Vitória (CMDH); Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH); Fórum Estadual de Juventude Negra (Fejunes); Movimento Nacional de População em Situação de Rua (MNPR-ES); Movimento Cidadão em Defesa dos Direitos Humanos e das Políticas Sociais; Comissão de Justiça e Paz do Espírito Santo; Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos; Coletivo Fazendo Direito; Associação Capixaba de Redução de Danos; Projeto Andarilhos – Ufes; Fórum de Mulheres do Espírito Santo; e Coletivo de Mulheres Negras Aqualtune.   Nota    A Secretaria de Segurança Urbana (Semsu) informa que agentes comunitários da Guarda Civil Municipal receberam no dia 05 de junho um chamado, por meio do Central Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), de briga entre um casal em situação de rua na praça Costa Pereira. Os agentes que atenderam o chamado relatam que foram recebidos no local com agressões por parte de outras pessoas, também em situação de rua. Por este motivo teria sido necessário o uso de armamento não letal (taser) em um dos homens, para proteger a integridade física dos próprios agentes. A Semsu está reunindo documentos para abrir sindicância e apurar os fatos. O caso será analisado pela corregedoria da Guarda Civil Municipal

11/06/2013 / 0 Comments
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Pretensão de presidir partido, inviabiliza entrada de Manato no PP

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O deputado federal Carlos Manato, insatisfeito com as movimentações políticas do PDT, desde 2006, vem tentando sair do partido para disputar a eleição do próximo ano por uma nova sigla. Mas a forma como o parlamentar está buscando essa saída pode não ser o caminho mais acertado. Preocupado com o pedido do mandato pelo PDT por infidelidade, o deputado pode perder a cadeira na Câmara dentro do partido para o qual quer migrar.   O motivo foi a negociação para a migração de Manato para o PP. O deputado federal teria tentado acertar a entrada dele no partido com a nacional. Mas como garantia de que não seria abandonado no meio do caminho para a reeleição para o quarto mandato, pediu a presidência da sigla no Estado.    Em meio a um processo de reestruturação e preparação para o processo eleitoral do ano que vem, o presidente do partido, o ex-deputado federal Marcus Vicente, não está disposto a entregar o PP nas mãos de Manato. Ele reconhece o peso do capital político de Manato e chegou a oferecer a secretaria-geral do partido para o pedetista.   Mas diante das investidas de Manato junto à nacional para controlar o PP, o deputado pode não só inviabilizar sua entrada no partido, como também colocar em risco seu mandato. Isso porque o primeiro suplente do deputado federal é o próprio Marcus Vicente, que pode pedir a cadeira do deputado.   Os insatisfeitos que pretendem disputar as eleições 2014 a bordo de uma nova legenda, têm até o final de setembro próximo para fazer a migração. 

11/06/2013 / 0 Comments
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Prefeitura revoga lei que permitia a construção de ‘arranha-céus’ na Mata da Praia

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Uma lei alterando o Plano Diretor Municipal da Mata da Praia, em Vitória, foi sancionada na última semana pelo prefeito Luciano Rezende (MD) impedindo a construção de empreendimentos comerciais em parte do bairro. A medida revoga a antiga lei que autorizava a construção de prédios comerciais, sobretudo, altos que, segundo os moradores, descaracterizariam a região.      A ameaça de construção de prédios na Mata da Praia era motivo de debate desde 2009, quando a Lei 7.739 foi aprovada autorizando as construções com altura elevada.    Com a sanção da nova lei, fica impedida a construção de grandes edificações na Rua José de Almeida Rebouça- utilizada para a realização do contorno na Avenida Fernando Ferrari, próximo à entrada norte da Universidade Federal do Espírito Santo – e em um trecho da avenida. Carlos Gomes de Sá.   Para o vereador Serjão Magalhães (PSB), propositor do projeto que virou lei, a estruturação de grandes edifícios comerciais iriam descaracterizar o bairro que, segundo os moradores, preza pela tranquilidade e qualidade de vida.   Ficou de fora do PL, entretanto, o artigo 3º, que previa a nulidade dos projetos apresentados e aprovados sob a égide da lei revogada, quando nela se fundarem, o que deverá manter alguns empreendimentos na região.    Ainda sim, de acordo com Serjão, a intenção da nova lei é corrigir um erro cometido há quatro anos, visto que na ocasião a participação popular foi excluída do debate.    “Quando alteraram o PDU, não perguntaram se era melhor para eles manter o bairro apenas com residências e pequenos empreendimentos ou se aceitariam grandes construções”, explicou o vereador.   Em 2009, quando a lei que permitiu a construção de prédios comerciais na região foi aprovada, ela teve apoio da Prefeitura de Vitória e do Conselho Municipal do Plano Diretor Urbano, desrespeitando as características locais, onde prevaleciam as casas e ruas estreitas.

11/06/2013 / 0 Comments
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Incentivos fiscais sob suspeição estão na mira do Supremo

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O Supremo Tribunal Federal (STF) já recebeu quase 150 Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) contra incentivos fiscais concedidos pelos estados dentro da chamada “guerra fiscal”. Os dados são oriundos do levantamento feito pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, citados em reportagem do jornal Valor Econômico, que também se insurgiu contra os benefícios, entre eles, os contratos de competitividade (Compete-ES) firmados entre o Estado do Espírito Santo e setores industriais locais – que também são questionados no âmbito do Judiciário capixaba. De acordo com a reportagem, 74 processos seguem em tramitação no Supremo, sendo que apenas a Fazenda paulista apresentou recentemente 14 ações. Entre os casos, está a contestação aos incentivos capixabas ao setor atacadista (Sincades), que está sob análise do ministro Gilmar Mendes na A 4935. O Estado de São Paulo estuda levar outras 30 ações à Corte, não sendo descartada novos questionamentos sobre os benefícios concedidos no Espírito Santo. O levantamento aponta que pouco mais de 50 ações já foram julgadas – não cabendo mais recurso – e que nove acabaram sendo prejudicados (isto é, não tiveram o mérito analisado) por perda de objeto. Atualmente, o Estado de São Paulo, que tem a maior arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do País, tomou a dianteira do movimento de judicialização contra a guerra fiscal. Para isso, o governo paulista se faz valer da regra que permite a contestação por estados que se sintam prejudicados por leis estaduais, que não foram aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Apesar de ter o status de Estado mais rico da Federação, o governo paulista explica que as ações têm o objetivo de evitar a perda de arrecadação. Para tanto, foram escolhidos as leis que causam o maior prejuízo de maior relevância econômica à indústria paulista, segundo o coordenador-adjunto da Coordenadoria de Assuntos Tributários (CAT) da Fazenda paulista, Osvaldo Santos de Carvalho. Uma vez que as empresas acabam recebendo o incentivo no Estado de origem e reivindicam o crédito integral do ICMS em São Paulo. A conta da Fazenda paulista é de que o total de créditos impugnados, ou seja, aqueles que reivindicados e não pagos (glosados), já chega a R$ 15 bilhões. Esse mesmo argumento foi levantado pelo estudante de Direito Sérgio Marinho de Medeiros Neto, que ajuizou seis ações populares contra incentivos fiscais concedidos pelo governo capixaba na Justiça Estadual. O processo deu entrada quase um mês antes da Adin proposta pelo governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB). Na ação, o estudante alega que os benefícios são ilegais, uma vez que não foram criados por lei específica ou tiveram a aprovação do Confaz. Em decisão liminar da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, os incentivos ao setor atacadista chegaram a ser suspensos. No entanto, o desembargador Fábio Clem de Oliveira derrubou a liminar sob alegação de que a ação popular não seria o meio adequado para a contestação dos benefícios, que deveriam ser feitos através de uma Adin. Esse mesmo argumento foi utilizado para a liberação dos incentivos a outros setores, como o metalmecânico, vestuário/calçados, produtos químicos, embalagens plásticas e moveleiro. Alternativa nas mãos de ministro Na reportagem do Valor, o coordenador-adjunto da GAT admite que uma das soluções para o fim da guerra fiscal seria a aprovação da proposta de Súmula Vinculante nº 69, que também está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. A matéria diz que “qualquer isenção, incentivo, redução de alíquota ou de base de cálculo, crédito presumido, dispensa de pagamento ou outro benefício fiscal relativo ao ICMS, concedido sem prévia aprovação em convênio celebrado no âmbito do Confaz, é inconstitucional”. Caso seja aprovada pelo plenário do Supremo, a súmula passaria a servir como a regra geral para a concessão de benefícios, assim como o entendimento único para a solução de questionamentos na Justiça. Além de garantir o julgamento das Adins de forma mais rápida, o texto colocaria em suspeição toda a atual política de incentivos do Espírito Santo, que foi calçada em decretos governamentais – sobretudo, durante a gestão do ex-governador Paulo Hartung. Somente a hipótese de aprovação do texto é alvo de preocupações dos defensores dos incentivos. Tanto que a tramitação da súmula foi suspensa após entendimento de que o conteúdo deveria ser tratado pelo Congresso Nacional, que aprecia o texto da reforma do ICMS. Enquanto os congressistas e o governo não entram em um acordo, a aprovação das mudanças nas alíquotas do tributo em operações interestaduais corre o risco de naufragar, desta forma, o “poder” de definição retornaria para o STF que pode inviabilizar os atuais benefícios a nível nacional. Na bancada capixaba, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) é um dos maiores interessados na aprovação do texto. Um dos pontos de discussão na Comissão de Assuntos Econômicos (AE) do Senado seria a ratificação dos atuais incentivos (mesmo sem atender aos requisitos legais) como uma eventual compensação aos estados de menor arrecadação, entre eles, o Espírito Santo. A medida salvaria as empresas e o próprio Estado, que seria obrigado a cobrar judicialmente os benefícios concedidos por ele de forma irregular sob risco dos gestores cometerem um crime de responsabilidade, no caso de não pleitearem os valores.

11/06/2013 / 0 Comments
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Ato público neste sábado vai pedir o fechamento da Clinica Santa Isabel

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Militantes da luta antimanicomial realizam, neste sábado (15) mais um ato de protesto contra a Clínica Santa Isabel, localizada em Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado). Eles defendem o o encerramento das atividades no local e a gestão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) até o fechamento definitivo da clínica.   O movimento está sendo organizado por diversas entidades estudantis da área da saúde e de luta antimanicomial, como o Centro Acadêmico (CA) de Psicologia e de Serviço Social da Ufes; o Fórum em Defesa da Saúde Pública; Movimento Cidadão em Defesa dos Direitos Humanos e das Políticas Sociais; e Núcleo de Luta Antimanicomial.    A manifestação está programada para às 10 horas deste sábado (15), saindo da Clínica Santa Isabel e terminando em frente à sede da Prefeitura de Cachoeiro. Um ônibus saindo de Vitória vai levar os manifestantes ao município sulista.    As entidades querem que o Estado assuma a clínica até o fechamento definitivo. A lei que cria o Sistema Único de Saúde (SUS) permite que o Estado indenize os donos de estabelecimentos privados – como é o caso da Clínica Santa Isabel – e tome posse dos serviços.    Um censo no estabelecimento foi realizado entre 18 e 20 de março deste ano e os internos fizeram diversas denúncias. Depois de realizado, as entidades de luta antimanicomial estão tendo dificuldades de acesso aos resultados.    Apesar de não receber mais pacientes, a Clínica Santa Isabel ainda não foi desativada. Segundo as entidades, há denúncias de espancamento dos internos, falta de higiene e a aplicação de injeção em represália a pacientes que reclamam das condições do local.    Moção de repúdio   O Conselho Regional de Psicologia da 16ª Região (CRP16) levou uma moção de repúdio à Clinica Santa Isabel que foi aprovada no  VIII Congresso Nacional da Psicologia (CNP). A aprovação foi o momento de maior comoção durante a plenária que analisou as moções, já que o tema – luta antimanicomial e em defesa da Rede de Atenção Psicossocial e dos preceitos da Reforma Psiquiátrica – era condizente com o que repudia o CRP 16. 

11/06/2013 / 0 Comments
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Edson Magalhães é nomeado funcionário de Ferraço

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Demorou um pouco, mas o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM) realizou o “sonho” de ter o ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães em sua equipe de assessores na Assembleia. Legislativa. Foi publicada no Diário do Legislativo desta terça-feira (11) o ato 812/2013, nomeando Magalhães para o cargo de supervisor Geral de Gabinete. O convite ao ex-prefeito, que é apadrinhado político de Ferraço, aconteceu no início do mês passado, quando Magalhães foi impedido de ingressar na equipe de  Orly Gomes (DEM), eleito extemporaneamente prefeito de Guarapari. Uma lei aprovada pela Câmara de Guarapari impede o ingresso de ficha-suja nos quadros da administração municipal. Magalhães teve a eleição anulada pela Justiça Eleitoral que entendeu que o então prefeito estaria disputando o terceiro mandato em outubro do ano passado. Com algumas condenações judiciais, Edson Magalhães ficou fora do novo pleito, ocorrido em março e fora do secretariado municipal. Quando a ideia de convidar o ex-prefeito para seu gabinete vazou na imprensa, Ferraço enfrentou críticas dentro e fora da Assembleia. Os dois parecem ter deixado a poeira baixar antes de efetivar o ato, já que a situação causou até bate-boca no plenário. O deputado Euclerio Sampaio (PDT) protocolou na Assembleia uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que também amplia para o âmbito do legislativo a exigência da ficha-limpa, o que também barraria a nomeação de Magalhães na Casa. Mas a proposta continua parada na Procuradoria do Legislativo, dando tempo para que a nomeação fosse concluída. Hoje sem partido, Magalhães é um forte candidato à vaga de deputado estadual no próximo ano. Há um esforço de Ferraço e do presidente do DEM, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, em atraí-lo para o partido. Uma vez no gabinete de Ferraço, o ex-prefeito estaria abrigado ao lado do padrinho político enquanto tenta limpar a ficha para a disputa de 2014.

11/06/2013 / 0 Comments
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Eduardo Campos desacelera e ajuda movimentos eleitorais de Casagrande no Estado

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O governador de Pernambuco e presidenciável do PSB, Eduardo Campos, diminuiu sensivelmente suas investidas na construção de um palanque para disputar a presidência da república como alternativa à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Essa mudança de atitude do socialista ajuda nas costuras de seu correligionário, o governador Renato Casagrande, que tenta construir um palanque de reeleição no Estado.    Casagrande tenta manter em seu palanque de unanimidade o PT, de Dilma e o PMDB. Mas se o PSB rachar em nível nacional com esses partidos, Casagrande terá dificuldade em manter seu tripé partidário, que é a base de sua ampla rede de aliados.    Nesta terça-feira (11), Campos apareceu na imprensa nacional criticando o que chamou de “torcida contra Dilma”, sobre as avaliações  dos meios políticos de que a oscilação na pesquisa Datafolha sobre a aprovação da presidente abre caminho para que o socialista consolide sua candidatura alternativa em 2014.    No mês passado, depois de rebeliões internas e declarações dos governadores do partido sobre a necessidade de permanência, neste momento, do partido na base do governo federal, Campos diminuiu suas movimentações, para não prejudicar as costuras feitas pelos governadores.    A posição de Campos, para os observadores é meramente temporal. Haveria um acordo entre o pernambucano e os demais governadores para que o partido só se unificasse em torno de uma possível candidatura no momento certo para não criar dificuldades com as bases dos governadores. À  exceção do governador do Ceará, Cid Gomes, os outros vão depender desses acordos para garantir seus palanques. Enquanto isso, Campos faz sua movimentação no sentido de ganhar espaço e viabilizar-se para o próximo ano, quando a postura será definida pelo partido e adotada por seus membros.

11/06/2013 / 0 Comments
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A eleição é agora

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A um ano e seis meses da eleição, o clima parece ser de período pré-eleitoral. As lideranças políticas do Estado buscam desesperadamente uma acomodação para o pleito, como se o registro das candidaturas fosse no fim do mês. Os partidos e seus quadros fazem movimentos de autoproteção, tentando evitar que possíveis candidatos desequilibrem as chapas proporcionais, enquanto observam as articulações das majoritárias.   As lideranças políticas têm até o final de setembro deste ano para migrar de partido caso queiram disputar a eleição do próximo ano por outra sigla. Mas há problemas para isso também. Para os que têm mandato, é preciso muita conversa para evitar a perda do mandato no ano eleitoral. É preciso garantir não só do partido que está deixando, mas também do Ministério Público Eleitoral e do primeiro suplente da coligação.   Mas para quem está sem mandato, a situação não é tão simples como parece. Se não há o impedimento jurídico para eles, há o peso político a ser negociado. O ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, por exemplo, deixou o PR, mas não conseguiu se acomodar até agora. O PSB do governador Renato Casagrande seria o rumo mais apropriado, mas há lideranças socialistas que estão apreensivas, justamente por conta do peso político do ex-prefeito.    Apimentando ainda mais a movimentação das lideranças, há tendência de que o Supremo mantenha a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reduzindo as vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Com menos cadeiras e com uma profusão cada vez maior de lideranças, a disputa tende a ficar mais acirrada.   Mas a apreensão em dar um passo mais arriscado agora está na incerteza gerada pelas movimentações nacionais. A posição dos presidenciáveis pode alterar o quadro político no Estado e os principais líderes do Estado vêm confundindo mais do que esclarecendo. Então, o jeito é acalmar os nervos e esperar o cenário clarear um pouco antes de fazer qualquer coisa que possa trazer arrependimento depois.    Fragmentos:   1 – Ronaldo Feliciano é o nome do Psol na eleição municipal suplementar de Pedro Canário, norte do Estado. O PSB não quer que Wilson Fiorot, que teve a eleição anulada em outubro do ano passado, dispute novamente.    2 – Desde 1º de janeiro a cidade de Pedro Canário está sem um administrador eleito pelo voto, porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou nula a votação recebida pelo então prefeito socialista. A eleição está programada para ocorrerem no próximo dia 4 de agosto.   3 – Esta é a segunda eleição suplementar este ano no Estado. A primeira foi em Guarapari, porque o TSE considerou nulos os votos do então prefeito Edson Magalhães por considerar que ele estaria disputando a terceira eleição. Magalhães ainda recorre ao Supremo para tentar reverter a situação.

11/06/2013 / 0 Comments
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Câmara de Vila Velha aprova pedido de urgência para votação do PL que altera PDM

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A sessão da última quinta-feira (6) da Câmara de Vila Velha teve cheiro de manobra, 16 dos 17 vereadores aprovaram um pedido de urgência para votação do Projeto de Lei 009/13, que prevê a substituição de 13 artigos do Plano Diretor Municipal (PDM), considerados inconstitucionais.    A votação tem conotação de manobra já que o assunto é alvo de grande polêmica e a sociedade civil, que vem acompanhando passo a passo a discussão, não sabia que o projeto estava na pauta da Câmara.    A votação ocorreu no mesmo dia em que o Pleno do Tribunal de Justiça do Estado analisava um embargo de declaração da Procuradoria-Geral da Câmara, que tentava suspender a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que barrou o PDM. O TJES acabou negando o pedido da Procuradoria e mantendo a Adin.    Com a derrota no Tribunal, a Câmara teria aprovado a urgência para ter em mãos um “plano B”. A estratégia era submeter o projeto à votação na sessão desta terça (11).    O vereador José Nilton (PT), único que votou contra o pedido de urgência, informou que a Prefeitura de Vila Velha agendou uma reunião com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Ana Márcia Eller, provavelmente com o intuito de costurar a votação esta terça-feira. Mas a reunião acabou sendo cancelada e o PL 009/13 foi retirado da pauta de votação.    A manobra, mais uma vez, surpreendeu os representantes da sociedade civil, que aguardavam pelo cumprimento das promessas feitas pelos vereadores e ratificada pelo líder do governo na Casa, vereador Joel Rangel (PSB). Eles haviam se comprometido com as entidades em ampliar o debate sobre o tema antes de submeter a proposta à votação.    “É curiosa essa votação. Desde a entrada do PL na Casa houve muito tempo para se debater o tema, mas nada foi feito”, disse uma das coordenadoras do Fórum Popular em Defesa de Vila Velha (FPDVV), Irene Léia.   De acordo com a coordenadora, esse nó que se tornou o PDM precisa ser desatado para o bem da cidade, porém, a pressa para votar projeto em regime de urgência logo agora põe o processo em suspeição.   Se aprovado, como querem a maioria dos vereadores, o PL permitirá, por exemplo, a substituição de Zonas de Interesse Ambiental B, que se limita com o Parque Municipal de Jacarenema, na orla, por uma Zona de ocupação Prioritária 1. Da mesma forma, admite que as Zonas de ocupação restrita como Jacarenema, Golf, e Retiro do Congo, possuam o mesmo coeficiente de bairros como Itapuã, com densa ocupação, o que é incompatível com o conceito de Zona de Ocupação Restrita.    “O Fórum defende um desenvolvimento equilibrado de Vila Velha, que considere as suas vocações históricas, bem como o aproveitamento de novas oportunidades de emprego e renda, mas que não venham a ferir o desenvolvimento ambientalmente sustentável e a sua condição de capital histórica do Espírito Santo”, frisou a entidade.    De acordo como vereador José Nilton, até o momento está garantido que o PL 009/13 não será votado nesta terça-feira (11). As entidades cobram a realização das audiências públicas prometidas pela Casa.

11/06/2013 / 0 Comments
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