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Século Diário

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Advogado capixaba é eleito para lista tríplice da vaga de desembargador federal

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O advogado capixaba Luiz Henrique Antunes Alochio foi o segundo mais votado na composição da lista tríplice para uma vaga de desembargador federal no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. É a primeira vez que um representante do Estado figura em uma lista do gênero, que contempla a vaga para o Quinto Constitucional, em mais de 25 anos de existência do tribunal, que é sediado na capital fluminense. De acordo com informações da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES), Alochio vai disputar a indicação com as advogadas Letícia de Santis Mendes de Farias Mello e Rosane Lucia de Souza Thomé, ambas ligadas à OAB/RJ. Os nomes foram aprovados durante a sessão da última quinta-feira (6) do plenário do TRF2. Eles disputam a cadeira aberta com a aposentadoria do desembargador federal Frederico José Leite Gueiros, no ano passado. O nome de Luiz Henrique Alochio havia sido escolhido o mais bem votado durante a eleição no Conselho Federal da OAB, realizada em dezembro de 2012. A lista tríplice será encaminhada para a presidente da República, Dilma Rousseff, que nomeará o novo integrante da segunda instância da Justiça Federal da 2ª Região. Não há um prazo estabelecido para a definição do escolhido ou escolhida. Desde a criação do TRF2, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, nenhum capixaba conseguiu ser eleito para a composição do tribunal pelo Quinto Constitucional, que reserva um quinto das vagas para membros do Ministério Público e para advocacia. Essa deve ser uma das únicas oportunidades para capixabas, já que a próxima disputa pelo Quinto deve acontecer somente em 2033 – levando em consideração a idade dos atuais desembargadores federais eleitos por esse critério. Essa é a terceira candidatura de pessoas ligadas à Justiça capixaba para integrar os tribunais superiores. Antes, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, apareceu entre os cotados para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – que acabou sendo ocupada por Luis Roberto Barroso. Já o desembargador Samuel Meira Brasil Junior continua figurando na lista tríplice para uma vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Currículo O advogado Luiz Henrique Alochio é doutor em Direito pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), e mestre em Direito Tributário. Ele é autor de três livros jurídicos e mais de vinte publicações de artigos em revistas jurídicas. Ele acumula mais de 20 anos de experiência na militância forense efetiva nas áreas tributária, constitucional, administrativa e judicialização de políticas públicas. Alochio atuou na advocacia pública (foi procurador efetivo da Prefeitura de Vitória por dez anos) e na advocacia privada.

10/06/2013 / 0 Comments
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Assembleia dá início à escolha de novo conselheiro do TCE

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Após semanas de discussão e intensas movimentações políticas nos bastidores, a Assembleia Legislativa deflagrou, nesta segunda-feira (10), o processo de escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Foi lido durante o expediente da sessão ordinária o Ofício nº 301/2013, do presidente do tribunal, conselheiro Sebastião Carlos Ranna, que comunica a vacância da vaga ocupada pelo conselheiro Marcos Madureira, aposentado por ter completado 70 anos de idade, no último dia 29. De acordo com o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), o prazo para a apresentação de candidaturas vai até as 18 horas do próximo dia 21. Os pedidos deverão ser feitos por deputados, bancadas partidárias ou pela Mesa Diretora, como prevê o artigo 248 do Regimento Interno da Casa. As indicações devem ser acompanhadas das provas dos requisitos de habilitação. Antes do encaminhamento para a Comissão de Finanças, os documentos serão analisados por uma comissão interna, formado por três servidores da Casa (Carlos Eduardo Casagrande, secretário-geral da Mesa; Júlio César Chamun, procurador-geral da Casa; e Paulo Lemos, diretor-geral). Ferraço explicou que a comissão vai apontar se os nomes indicados atendem aos requisitos constitucionais: ter mais de 35 anos e menos de 65 anos, bem como possuir reputação ilibada e notório conhecimento jurídico, ou contábeis, ou financeiros, ou de administração pública. Apesar de a vaga pertencer à Assembleia, o candidato não deve ser necessariamente um deputado estadual, o que garante a possibilidade de indicação de qualquer cidadão. Entretanto, os parlamentares estão inclinados a indicar um colega. A norma prevê ainda que a escolha dos nomes seja feita pelo plenário da Casa no prazo de três sessões ordinárias. Neste intervalo, os nomes devem ser sabatinados pela Comissão de Finanças. Cada deputado terá direito a um voto, sendo eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos. Não há o prazo estimado para a conclusão do processo, mas a previsão de Ferraço é de que o novo conselheiro seja eleito em até trinta dias. Candidatos Nos bastidores, a escolha do novo conselheiro do TCE deve girar entre os nomes dos deputados Sérgio Borges (PMDB), atual líder do governo na Casa, e Cláudio Vereza (PT), que presidiu a Assembleia durante o biênio 2003/2004. A eleição do peemedebista é vista como consolidada entre os colegas apesar das resistências externas ao parlamentar. Mesmo com uma situação pendente na Justiça, Borges teria o apoio de, pelo menos, 20 dos 30 deputados – número mais do que suficiente para sua indicação. Mesmo com o cenário favorável ao líder do governo, o deputado Cláudio Vereza também aposta suas fichas no processo. Nos últimos dias, o petista tem se movimentando para viabilizar sua candidatura, caso haja algum obstáculo às pretensões de Borges. Tanto que o ex-presidente da Casa circula a informação de que vai se reunir com o governador Renato Casagrande para tratar o assunto. Por sua vez, o socialista já manifestou a posição de que vai respeitar a decisão do Legislativo.

10/06/2013 / 0 Comments
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Funcionalismo de Conceição da Barra faz ‘operação tartaruga’ a partir desta quinta

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Os servidores municipais de Conceição da Barra, no norte do Estado, das áreas administrativa e da saúde iniciam uma “operação tartaruga” a partir desta quinta-feira (13), depois de tentativas frustradas de negociação por reajuste salarial com o prefeito Jorge Donati (PSDB).  O movimento foi deliberado em assembleia da categoria realizada na sexta-feira (7).   De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Conceição da Barra (Sindisbarra), as autoridades devem ser comunicadas nesta segunda-feira (10) da “operação tartaruga”, que vai ser iniciada na quinta. Na segunda semana de movimento vai haver uma paralisação de 24 horas e os servidores vão protestar nas ruas por reajustes salariais e tíquete alimentação.    Segundo o sindicalista, o prefeito insiste em não negociar com o Sindisbarra, ignorando a comissão de servidores administrativos e da saúde formada para este fim. Ele acrescenta que só houve uma conversa com o prefeito, em que a administração se comprometeu em dar resposta da demanda em um mês.    O prazo venceu em 11 de maio e o Sindisbarra oficiou o executivo para que a resposta às demandas das categorias fossem dadas, mas a prefeitura ignorou os pedidos dos servidores.    Jovane conta que os trabalhadores querem que a tabela seja reajustada, além de tíquete alimentação no valor de R$ 150. Ele lembra que os servidores de todos os municípios do entorno de Conceição da Barra têm tíquete acima de R$ 150.    Professores    Antes dos trabalhadores da saúde e da administração, os professores da rede municipal de Conceição da Barra protestaram por dois meses pelo reajuste salarial.    Durante o período, a BR-101, que corta o município, foi fechada duas vezes e foi servido até mesmo um sopão em frente à prefeitura comandada pelo tucano Jorge Donati. Em resposta aos protestos, a prefeitura ameaçou cortar o ponto dos professores – e cumpriu a ameaça em alguns casos –, mas o sindicato quer que a decisão de corte no ponto seja revertida.   No processo de mobilização dos professores, a categoria só se sentiu protegida depois do apoio dos vereadores Carlinhos do Sindicato (PT), Nildécia Oliveira (PDT) e Hermes da Conceição (PSB). 

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Mantida ação penal contra Bragato por ???emergência fabricada??? em obra

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A juíza da 9ª Vara Criminal de Vitória, Cláudia Vieira Oliveira Araújo, manteve uma ação penal contra o ex-secretário de Transporte e atual presidente da Cesan, Neivaldo Bragato, e mais cinco pessoas acusadas de fraudes na contratação de obra emergencial no sul do Estado. A magistrada entendeu que as defesas não demonstraram situações que justificassem a absolvição sumária dos réus. O caso tramita desde maio do ano passado e a audiência de instrução e julgamento está marcada para o próximo dia 09 de setembro. De acordo com a denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE), os envolvidos teriam utilizado um decreto de emergência em outro município para contratar as obras de contenção na encosta da rodovia ES-060, no trecho entre Marataízes e Marobá, em 2007. As obras avaliadas em R$ 2,98 milhões acabaram sendo contratadas sem licitação. Nos autos do processo, a promotoria sustenta que o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes, teria procurado o empresário José Carlos Zamprogno, sócio-proprietário da Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação Ltda, um dia depois de pedir a verificação da disponibilidade orçamentária para a empreitada. Os fatos teriam ocorrido no intervalo entre os dias 09 e 10 de maio de 2007.   Logo depois da assinatura do Contrato Emergencial nº 06/2007, a denúncia aponta que o Conselho de Administração do DER-ES, presidido à época por Neivaldo Bragato e compostos pelos demais denunciados (Marcos Antônio Bragatto e Rogério Augusto Mendes Mattos) homologou a dispensa de licitação após parecer do então procurador do órgão, Adiomar Malbar da Silva – todos denunciados pelo MPE. A denúncia foi ajuizada no dia 04 de maio deste ano e foi recebida pela mesma juíza no dia 14 do mês seguinte. Naquela oportunidade, a juíza vislumbrou a “existência de crimes e indícios de autoria” na conduta dos denunciados. No primeiro interrogatório do processo, em março, os réus negaram qualquer irregularidade nas obras. Eles alegaram que a obra foi realizada devido às chuvas na região, próxima ao município de Itapemirim. Em relação à preferência pela empresa, eles justificaram que a Tervap estaria atuando em obras próximo ao local da intervenção emergencial.

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Ipea aponta problemas econômicos na criação de municípios

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A divisão dos municípios, aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada, trará problemas econômicos tanto para os candidatas à emancipação quanto para os desmembrados. As complicações foram apontadas em reportagem do Valor Econômico, publicada nesta segunda-feira (10), e baseada em uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). No Espírito Santo, 12 pedidos de emancipação política tramitam na Assembleia e também causam polêmicas entre lideranças municipais.    Segundo as pesquisas do Ipea, o surgimento de novos municípios – que podem chegar a quase 600 no Brasil todo – pode reduzir os investimentos nas áreas sociais nas cidades emancipadas por causa da criação de novas estruturas institucionais, como Câmaras e prefeituras e o custeio da máquina vai drenar recursos dessas áreas.    O crescimento econômico dos municípios vizinhos. Segundo os estudos do Ipea, a tendência é de que cidades que se dividem crescem 0,8% a menos do que os demais municípios do mesmo estado. Além de não crescer, as novas cidades impedem o crescimento dos municípios de que desmembraram.    Outro problema apontado pela reportagem, com base nos dados do instituto, é a redução dos recursos das regiões metropolitanas. Essas cidades já recebem proporcionalmente menos recursos per capita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Com mais cidades, a fatia na divisão do fundo vai diminuir.   No Espírito Santo, essa estatística piora porque o Estado passa por um momento de perdas de recursos que antes ajudavam a sustentabilidade dos municípios. Só a redução do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) afetou 40 cidades do Estado.    Os municípios capixabas ainda devem sofrer os efeitos das mudanças no ICMS e Fundo de Participação dos Estados (FPE). A polêmica da redistribuição dos royalties que agora está por contra do Supremo Tribunal Federal (STF) também traz apreensão aos prefeitos que recebem esses recursos.    Se aprovadas as emancipações, o Espírito Santo, que hoje tem 78 municípios, passará a ter 90. Se hoje muitos municípios vivem às voltas com o custeio da máquina e de pires na mão, pedindo ajuda do governo do Estado e dependente dos programas do governo federal, a criação de novos municípios será mais um problema para o Palácio Anchieta administrar.    Para algumas lideranças, o desarquivamento dos pedidos de emancipação política na Assembleia foi vista como uma manobra de oportunismo político. Com a emancipação, lideranças derrotadas na disputa de 2012, ganham um novo espaço de disputa política e, com isso, a antecipação da disputa municipal de 2016. 

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Justiça vai analisar recurso de deputada contra condenação

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A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) deve iniciar nesta quarta-feira (12) a análise de um recurso da deputada estadual Janete de Sá (MD) contra a manutenção de condenação ao pagamento de multa civil pelo suposto abastecimento de veículo particular com a cota de combustível da Assembleia. A parlamentar chegou a ser condenada à perda do cargo e a suspensão dos direitos políticos na primeira instância, porém, o mesmo colegiado afastou a maior parte das condenações. De acordo com informações do TJES, o caso será relatado pelo desembargador Carlos Simões Fonseca. O processo teve origem em 2006 após a veiculação de notícia de que a deputada e assessores teriam comprado bebida alcoólica em um posto de combustíveis, em Vitória, durante uma viagem com carro oficial. Na época, o suposto uso indevido do carro oficial foi denunciado pelo juiz Grécio Nogueira Grégio, que teria se desentendido com assessores da parlamentar na fila do estabelecimento. O Ministério Público Estadual (MPE) transformou o episódio em uma ação de improbidade administrativa, ajuizada no início de fevereiro de 2007. Em agosto de 2008, o juiz da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Arthur José Neiva de Almeida, condenou a deputada à perda do mandato, suspensão dos direitos políticos por oito anos, proibição de contratar com o poder público, além do pagamento de multa civil no valor de R$ 100 mil. Na época, três assessores da parlamentar também foram condenados à suspensão dos direitos políticos e o pagamento de multa. Em novembro de 2010, a 2ª Câmara Cível do TJES acolheu, por dois votos a um, o recurso da deputada e dos ex-assessores, que acabaram sendo exonerados após o escândalo. O relator do recurso, desembargador Carlos Simões Fonseca, se manifestou pela absolvição de todos os denunciados sob alegação de que não teria ocorrido qualquer tipo de improbidade. No entanto, acabou sendo vencido pelos votos dos desembargadores Namyr Carlos de Souza Filho e Maria do Céu Pitanga (esta substituta). Apesar dos votos vencedores também afastarem a prática de improbidade na aquisição das mercadorias no posto ou suposto recebimento de diárias pelos ex-assessores (no valor inferior a R$ 100, que foram devolvidas aos cofres da Assembleia), os desembargadores entenderam que houve irregularidade no abastecimento de carro particular com a cota destinada às atividades parlamentares. Consta no processo que a deputada teria gasto 12,2 mil litros por ano – o que seria equivalente à realização de 17 viagens diárias entre Vitória e Vila Velha ou 12 viagens entre Vitória e Cariacica, com o veículo oficial. 

10/06/2013 / 0 Comments
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Ofes apresenta a 5º Sinfonia de Mahler no Carlos Gomes

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Na próxima quarta (12), a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, sob a regência do seu maestro titular Helder Trefzger, realizará o quarto concerto da Série Quarta Clássica da Temporada 2013, com apresentação extra na quinta-feira (13). As apresentações serão realizadas no Teatro Carlos Gomes, em Vitória   Dos cinco movimentos que compõem a obra, os dois primeiros são quase temáticos, explorando o lado trágico da vida, enquanto a valsa presente no terceiro movimento mistura nostalgia e ironia. O movimento mais famoso da composição é o chamado Adagietto, utilizado no filme Morte em Veneza (1971), do mestre italiano Luchino Visconti.    Por fim, o quinto movimento, o Finale, é de caráter exuberante e alegre, partindo de motivos populares. Em determinado momento, o caráter angustiante dos primeiros dois movimentos se funde com a alegria dos últimos, característica que permite combinar os elementos tão distintos de escuridão e luz que convivem na sinfonia.   Escrita entre 1901 e 1902 e estreada em 1904, a obra em evidência no concerto se destaca pela grandiosidade da orquestração e, sobretudo, por seu aspecto psicológico. Segundo os críticos musicais, nela convivem o mais trágico e o mais alegre dos mundos.    Serviço As séries Quarta Clássica e Récita Extra – O Universo Mahler acontece nestas quarta (12) e quinta-feira (13), às 20h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro a partir das 14h de quarta. Telefone: (27) 3132-8399.

10/06/2013 / 0 Comments
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DEM nacional aposta em Ferração para Câmara e Norma para Assembleia Legislativa

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Se depender do presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), e do presidente da estadual da legenda, o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, o partido já tem um nome para disputar a eleição de deputado federal no próximo ano. O partido deve apostar suas fichas na candidatura do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço. Tanto as lideranças nacionais quanto as estaduais do DEM entendem que o único nome dentro do partido no Estado em condições de disputar a vaga na Câmara é Ferraço e o DEM nacional precisa de quadros de capital eleitoral forte para garantir o reforço da bancada em Brasília. Para fortalecer ainda mais a candidatura do presidente da Assembleia, o prefeito de Vila Velha deve adotar a candidatura de Ferraço como seu candidato, servindo de principal eleitor do deputado estadual, no segundo maior colégio eleitoral do Estado. Somado ao capital de Rodney em Vila Velha e em outros municípios, Ferraço tem uma forte influência eleitoral no sul do Estado e em Guarapari. Para os meios políticos, a possibilidade de Ferraço disputar à Câmara no próximo ano provoca também outra leitura. Isto porque, como não vai disputar a reeleição para a Assembleia, abriria caminho para que mulher, a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (DEM), possa concorrer à vaga que será deixada por Ferraço. Há algum tempo a possível candidatura de Norma à Assembleia em 2014 já vinha sendo cogitada no mercado, mas com a ideia ventilada de que Ferraço disputará a Câmara, a possibilidade de uma dobradinha com a mulher fortalece uma candidatura da ex-prefeita ao legislativo estadual no próximo ano. Quanto aos quase 20 processos que acumula na Justiça, nos meios políticos, já não se acredita que Ferraço irá chegar ao pleito do próximo ano com a ficha suja. Depois da demonstração de força, escapando ileso dos reflexos da “Operação Derrama”, no início do ano, na qual a mulher dele chegou a ser presa e Ferraço acusado de ser operador do esquema de fraude em prefeituras do Estado (Operação Derrama), ninguém mais acredita que a Justiça possa condenar o deputado estadual pelos muitos casos de improbidade administrativa a que responde.  

10/06/2013 / 0 Comments
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Cosmópolis de Don de Lillo

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Don DeLillo, escritor, dramaturgo e ensaísta norte-americano, é um dos nomes de destaque do cenário literário dos EUA do século XX. Sua obra Cosmópolis foi recentemente adaptada para o cinema por David Cronenberg, com o personagem principal da estória, Eric Michael Packer, representado pelo ator da franquia Crepúsculo, Robert Pattinson. O filme é fiel ao livro, e mostra um contexto de virada de século e milênio bem detalhado do que viria a ocorrer tanto nos EUA como no mundo nos anos seguintes.   O personagem principal da estória é um self-made man do mercado financeiro, empresário que passa a maior parte do tempo conferindo dados do mercado através de telas de computador em sua limusine. O multimilionário Eric Michael Packer é dono da Packer Capital, e toda a estória se desenrola em apenas um dia, como um retrato de ascensão e queda de um homem em pouco tempo. O tempo que, em toda a estória, passará a ser questionado como um dado importante. Tudo é controlado o tempo todo, os dados do mercado deveriam ter alguma lógica, um padrão, mas o iene, tema que envolve as reflexões de Eric, e que o perturba durante seu trajeto para cortar o cabelo, vai demonstrar como a psicologia do mercado financeiro é imprevisível. Tudo que Eric acreditava, com suas teorias bem estabelecidas, vai logo ruir e sua fortuna irá junto, como um golpe em seu ego e  em sua segurança de pessoa bem formada e consciente. A frieza de sua vida irá repentinamente ser abalada por acontecimentos terríveis que vão, junto com a subida indesejada do iene, transformar, através do caos, todos os conceitos que Eric jogava em suas especulações no mercado financeiro.     Eric tem apenas 28 anos, tem características típicas de um homem vaidoso e megalômano, tudo o que ele tem representa para ele um modo de vida e o sentido dado à própria vida. Seu enredo de um único dia se passa na Nova York convulsionada por protestos e passeatas, pessoas passam ao lado e por cima de sua limusine, e ele tenta ficar no seu mundo lógico, mas se percebe que, do lado de fora da limusine, o mundo tenta dizer para ele que não tem mais nada certo, que todas as coisas que são previstas podem mudar instantaneamente, e que a vida que Eric leva é falsa e perigosa. Sua mulher tem uma família abastada, mas ele, self-made man, começa a perder dinheiro, o iene insiste em subir, toda a sua fortuna está indo embora, ele só quer cortar o cabelo e nada mais, a especulação do mercado financeiro continua, seus seguranças tentam protegê-lo, sua vida está por um fio, o mundo também, por sua vez, está por um fio.     Toda a estória se passa num dia de Abril do ano 2000. Don DeLillo retrata com perfeição todos os dilemas de um novo mundo em que a informação tem um valor fundamental, e os dados que correm por esta rede de informação é um determinante de uma escalada de riqueza ou de falência, talvez e certamente um prenúncio inconsciente de todas as crenças que ruiram no ano de 2008, na crise dos subprime nos EUA, refletindo em todo o mundo, onde a globalização e todos os conceitos de um mercado financeiro autorregulado, propalado pela famosa Escola de Chicago, são confrontados com uma especialização extrema de derivativos e quejandos, em que a criatividade se volta contra ela mesma, levando, no mundo real, a uma crise bancária.    De Lillo viu isso, não como uma profecia, mas como a própria natureza humana sendo a sabotadora de si mesma, e a autossabotagem passará pelos sentimentos frios de Eric, uma vida vazia, ausente de uma ambição maior que não a de acumular capital e bens, e que sofrerá de seu próprio equívoco, ao se deparar com um impasse de toda uma estratégia que não deu certo, pois a teoria em que se valeu, não terá mais serventia num mundo que está no caos, e que não tem a ordem lógica esperada.     De encontro com mulheres, conversas com um pequeno gênio da informática, de conflitos com sua mulher, do fato de acabar de matar um de seus seguranças com uma arma ultramoderna, tudo está em suspenso neste dia terrível de Eric. O sonho das finanças terá mesmo a consistência de um sonho, ou melhor, de um delírio, tudo se passa como um enredo de tragédia pós-moderna. De Lillo fecha todo o enredo de Cosmópolis com um fim de ressentimento. Um dos ex-empregados de Eric quer matá-lo. Os dois se reencontram, e o conflito entre um ego inflado e um perdedor ressentido vêm à tona. O único sentido para o ressentido é matar o sucesso, e o self-made man, típico exemplo do sucesso norte-americano, vira o alvo de todas as frustrações de um outro homem que, só verá sentido para a sua própria vida, ao matar o que lhe provoca ódio, ou seja, o sucesso total de um empreendedor do mercado financeiro.      O ressentido aparece sob o pseudônimo de Benno Levin, que tem apartes durante a estória de Eric contada por De Lillo. Benno Levin é o assassino de Eric Michael Packer? Tudo se configura para o ato final. Eric em tom provocativo, e Benno, no desespero impotente de quem não tem mais nada a fazer na vida, senão liquidar com o que lhe ofende, ou seja, todo o sucesso financeiro, não só de Eric, que a esta altura já perdeu quase tudo, como de um modelo de vida capitalista e, sobretudo, norte-americano. Benno Levin não conseguiu, este é o fato do ressentido, ele não conseguiu. E, para finalmente conseguir, tem que matar quem fez o que ele sempre sonhou, aquele que representa seu ideal, e que só o poder de matá-lo, a Eric, será este, o único gesto de poder de Benno Levin sobre a totalidade da vida. Pois, para Benno Levin, só acabando com a vida de Eric, poderá viver em paz. Mas, a

09/06/2013 / 0 Comments
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Reportagem especialBala Perdida II

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Texto: Henrique Alves Fotos: Syã Fonseca e Apoena Medeiros/Agência Porã   Genésio Cunha Silva permanece uma incógnita, tanto para vocês quanto para este repórter. Nunca o vi: não sei sua altura, cor de pele, se seus cabelos são bastos ou ralos, se tem queixo proeminente ou delicado, se o que lhe dá brilho aos olhos é a revolta, a tristeza ou a resignação.     Há quase duas semanas, ele se recupera de uma cirurgia de hérnia na região da virilha. A idade avançada, 80 anos, torna o procedimento mais delicado, vedando-lhe os mínimos esforços. Compreensivelmente não pôde nos receber.    Apesar disso, nada impede a tentativa de traçar-lhe um perfil. O caso em si, como Genésio se encaixa nele e, mais além, como Genésio reagiu a ele, nos fornece indícios de sua persona.   Em 2010, Genésio subiu ao terceiro andar do Edifício Heitor Lugon, na Rua Pedro Palácios, Centro de Vitória, e ao escritório do advogado criminalista Durval Albert entraram ele e um fardo de 40 anos. Homem de poucas posses, procurou um dos profissionais mais renomados da advocacia criminal capixaba na esperança de encontrar paz de espírito.   Albert (foto ao lado) figurou em inúmeros casos rumorosos: para nos limitarmos a episódios recentes, atuou como advogado de defesa do juiz Antônio Leopoldo e do empresário Sebastião Pagotto. Não é qualquer um que pode cobrir seus honorários.    Ainda assim – “por uma questão de memória”, segundo explica – ele mal se habituara às salas da faculdade de Direito quando começou a acompanhar o caso – resolveu ajudar o ex-policial. Sua voz grave não baixa a guarda para dúvidas ou hesitações quanto à inocência dele.   A história de Genésio sempre será a história dos poderosos ou, o que dá no mesmo, a história dos vencidos. Ela pertence àquela remota ilha tingida de lirismo de que às vezes nos falam os lamentos nostálgicos dos mais antigos. Mas se certas cores de outrora se embotaram, outras continuam tão vivas como antes.   O processo do Esquadrão da Morte denunciou 16 pessoas, mas apenas cinco foram condenadas. Uma capixabíssima rede de proteção abrigou os poderosos; toda a ignomínia de integrar um grupo de extermínio pespegou apenas nos mais fracos. Quatro morreram e hoje apenas Genésio carrega sua cota de infâmia.   Andava armado? Andava pois a época assim o exigia – sobretudo a um policial, brasonado ou não. Falamos do Esquadrão da Morte, organização composta por quadros das polícias civil e militar. O interessante é que as próprias investigações, via o indício torto da culpa de Genésio, apontam que o Taurus 32 daquele membro do baixo clero da polícia não foi algoz de ninguém. Não lidamos, assim parece, com um barra-pesada.    Como uma peça frágil numa trama específica de relações de poder, nosso Josef K. não tinha meios de resistir à vertigem de atos gratuitos e autoritários que se sucedeu. Até hoje Genésio tenta se reerguer. A aposentadoria a que teria direito como policial, a condenação lhe tirou. Ele nada tem de seu.   Na cabeça deste repórter, pertencente a uma geração bem posterior à que testemunhou os feitos do Esquadrão da Morte, borboleteiam muitas questões: que sentimento de coragem, ou de fé, ou de revolta, ou de seja lá o que for, amparou este homem por todos esses anos? Por que ele insiste na busca pela verdade, mesmo fragilizado pela idade avançada e combalido por uma vida de pobreza e desonra? Quanto pesa 40 anos de injustiça?    Genésio passou 16 anos na cadeia e depois sobreviveu como motorista. Morava na Serra com a esposa, Lúcia. Faz pouco tempo, se mudaram para Fundão. A cirurgia o obrigou a passar alguns dias em um leito do Hospital Dório Silva.    Na cabeça de Genésio, pode ser que para a maior parte das pessoas pesa-lhe a culpa de um desvio moral, como se realmente a decisão sobre a vida e a morte de dois seres humanos tenha repousado por um instante em suas mãos e ele, inapelável, realmente tenha elegido a opção mais bárbara.   Na minha cabeça de repórter, o sentimento de que cometer uma injustiça é tão abjeto quanto cometer um crime corroi Genésio por dentro e ao mesmo tempo o mantém vivo, digamos assim.    Via de regra, o culpado busca a autorredenção e a redenção social – ou pelo menos uma das duas. Genésio pelo visto não almeja auto-expiação nenhuma. Há no coração dele um recanto de serenidade, uma fresta para uma brisa de alívio: ele sabe, ou melhor, ele confia na própria inocência. Escusa-se, pois, de fabricar provas para si mesmo.   A tormenta é que essa inocência não é socialmente legitimada. Se a Justiça declarou-o culpado, quem poderia refazer essa sentença, senão a própria Justiça? Pouco adiantam os berrantes indícios de provas plantadas que se vê no processo. Daí Genésio se lançar numa jornada épica em resgate da própria honra. Mesmo aos 80 anos, mesmo após uma vida de dificuldades.   Genésio é cidadão humilde, a gente fecha os olhos e facilmente o vê tomando um ônibus, acomodando-se cauteloso no assento e, finalmente, lançando um olhar inexpressivo, desses que a gente vê aos montes num Transcol às seis da tarde, para as ruas lá fora.   Mas uma coisa é ser humilde, outra é ser um tolo. Genésio demonstra firmeza de caráter em querer se livrar do pesadelo kafkiano em que o precipitaram e, talvez tão importante quanto, em não querer morrer com o sinete do Esquadrão da Morte assinalado na pele.    E demonstra coragem. Não falamos de uma caso isolado, obscuro e incógnito. A extinção do Esquadrão da Morte foi projeto de governo, isto é, envolvia gente poderosa. Rebelar-se contra um ato de justiça, no caso, significaria rebelar-se contra um núcleo específico de poder.    Numa cidade que nas décadas seguintes registraria crimes marcados pela repercussão e pela impunidade, quem se importaria com um motorista simples e sem sobrenome? E com o laivo de uma condenação por integrar uma das mais

09/06/2013 / 0 Comments
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