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Pré-candidato do PT em Castelo diz que município vive ‘isolamento político’

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O lançamento da pré-candidatura de André Casagrande deve ocorrer em fevereiro, depois do Carnaval Arquivo Pessoal Inserir o município nos espaços político-administrativos é o principal objetivo do comerciante André Casagrande, 53 anos, indicado pelo PT para disputar a Prefeitura de Castelo, na região serrana, nas eleições de outubro deste ano. Nesta terça-feira (30), ele se reúne com apoiadores e representantes da direção estadual para acertar a data para o ato de lançamento da pré-candidatura, que deverá ocorrer depois do Carnaval. André teve a pré-candidatura homologada pelo partido e apoiada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pela deputada federal Jack Rocha, presidente estadual da legenda. Ele é filho de uma família tradicional que atua há mais de 60 anos no comércio da cidade, formado em História pela Faculdade de Filosofia de Cachoeiro de Itapemirim, e pós-graduado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Belo Horizonte em História Moderna. “Temos que acabar com o isolamento a que estamos submetidos tanto em nível estadual como federal e, a partir deste movimento, planejar um município que explore em favor de seus moradores todo seu potencial no turismo, na agricultura, no comércio e indústria”, afirma André. Para ele, Castelo vice um isolamento por conta da falta de diálogo da atual gestão, liderada pelo prefeito Joao Paulo Nali, e o vice, Renato Cogo, ambos do PTB, ligados ao campo bolsonarista “Não existe uma obra no município, estadual ou federal, porque o prefeito se mantém distante do diálogo político”, diz André, que pretende criar conselhos e grupos de estudos com representantes de todos os setores da sociedade. André vai concorrer com o prefeito Joao Paulo Nali, pré-candidato à reeleição com a apoio de lideranças ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre eles o deputado federal Evair de Melo (PP), um dos vice-líderes da oposição na Câmara dos Deputados

29/01/2024 / 0 Comments
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ONG denuncia desmatamento no Morro de Guaibura ao Ministério do Meio Ambiente

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Gaya Religare também encaminhou histórico de raízes indígenas e solicitou estudo antropológico à Funai Redes Sociais A Organização Não Governamental (ONG) Gaya Religare enviou uma carta-denúncia ao Ministério do Meio Ambiente e Mudanças do Clima abordando o desmatamento promovido pelo condomínio de luxo Manami Ocean Living, que tentar se instalar no Morro de Guaibura, na Enseada Azul, em Guarapari, município da Região Metropolitana do Estado. Além disso, a entidade está em busca de reconhecimento de suas raízes comunitárias junto à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) O objetivo da ONG é encontrar alternativas ao que consideram como falta de ação efetiva, em âmbito estadual e municipal, contra o empreendimento, apesar de toda a documentação que aponta para a importância do morro em termos ambientais e culturais. O ofício ao MMA foi encaminhado nessa sexta-feira (26), e demanda que o MMA requeira da Prefeitura de Guarapari a suspensão imediata da licença de instalação do condomínio de luxo. Também é pedido que a administração municipal, comandada pelo prefeito Edson Magalhães (PSDB), seja esclarecida por meio de parecer a respeito da necessidade de não haver intervenções em Guaibura até que as áreas de preservação sejam devidamente caracterizadas. Outra solicitação é em relação ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf-ES), para a suspensão imediata da Autorização de Exploração Floresta (AEF), tendo em vista o risco de danos irreversíveis ao patrimônio natural. O documento reivindica, ainda, que se requeira à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), à Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agricultura de Guarapari (Semag) e ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) um diagnóstico socioambiental da área para caracterização biótica da região de Guaibura, Mucunã, Meaípe e Maimbá, na Costa Sul de Guarapari, visando a criação de uma Unidade de Conservação (UC). O ofício lembra que já foram feitas mais de 20 denúncias a diversos órgãos licenciadores, e que o Iema emitiu um parecer contrário ao licenciamento. Além disso, a ONG envia em anexo o Diagnóstico Técnico e Ambiental que realizou sobre o Morro de Guaibura, apontando a existência de onze Áreas de Preservação Permanente (APP). “A restinga que cresce nas praias e morros se concentra em refúgios cotidianamente ameaçados pela especulação imobiliária, sendo necessário o reflorestamento e conservação imediatos destes remanescentes a fim de recuperar os ecossistemas ameaçados”, denuncia o documento. A construção do Manamí ocasionou um processo de desmatamento iniciado em dezembro passado, a fauna e a flora do Morro da Guaibura já começou a ser afetada. Animais silvestres como capivara, teiú e ouriço apareceram mortos na Praia da Guaibura. Na última semana de 2023, a Associação dos Moradores da Enseada Azul (Ameazul) anunciou que obteve uma liminar judicial para suspender os efeitos da licença ambiental do condomínio. Apesar disso, a comunidade flagrou ações pontuais de supressão de árvores neste mês de janeiro. Reconhecimento e demarcação Além da questão socioambiental, existe o aspecto cultural e os impactos do empreendimento no cotidiano dos moradores da Vila de Guaibura. Durante o ano de 2023, a Gaya Religare realizou um estudo das origens ancestrais da comunidade, que está há mais de cem anos fixada na península de Guaibura, mantendo práticas tradicionais de pesca, artesanato, coleta de frutas e pequenas plantações. O Morro de Guaibura, por sua vez, é considerado um local sagrado, de culto. Segundo a ONG, até os anos 1970, a comunidade era chamada de Aldeia Guaibura, mas teve o nome trocado por conta do processo de desagregação indígena promovido pela Ditadura Militar. Baseada no estudo, a Gaya Religare solicitou à Funai e ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI) um estudo antropológico e o reconhecimento da comunidade Borum M’nhag Uipe em Guaibura. O processo, iniciado neste mês de janeiro, está tramitando, e uma equipe da Funai deverá ser enviada ao local em breve. “O objetivo do estudo foi fazer um mapeamento das origens indígenas de Guaibura. Nós, guaiburenses, somos os nativos do território e somos caiçaras. Mas, dentro da comunidade há as raízes determinantes, sendo uma delas o povo Borum M’nhag Uipe. Enviamos para a Funai para saberem que a gente existe e garantir os nossos direitos ao bem viver e ao território”, explica Potira de Almeida, responsável pela pesquisa. Luta contra o Manami A Gaya Religare também já ingressou com uma Ação Civil Pública pedindo a suspensão da licença do Manami, que ainda está tramitando no Poder Judiciário – a Prefeitura de Guarapari foi instada a apresentar documentação. A ONG tem cobrado, ainda, desde novembro, um posicionamento do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), que havia autorizado a construção do empreendimento, sendo que o Iema encaminhou um parecer apontando que é irregular a autorização para supressão de vegetação no Morro de Guaibura. Desde agosto de 2023, a Gaya Religare já enviou, pelo menos, 20 cartas-denúncia a diversos órgãos de proteção ambiental, a nível municipal e estadual. A organização também registrou boletins de ocorrência (BOs) a respeito de desmatamento no Morro de Guaibura. Além disso, a Comissão Permanente de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca da Câmara de Vereadores de Guarapari também solicitou a suspensão imediata do licenciamento do Manami ao prefeito Edson Magalhães (PSDB). Procurado por Século Diário, o Idaf-ES informou, em nota, que deu “apenas a autorização de corte para áreas não pertencentes ao manguezal e a vegetação de restinga existentes no local. Um relatório com informações adicionais está sendo produzido para ser enviado ao Ministério Público de Guarapari, para sanar eventuais dúvidas a respeito da autorização”. Entretanto, para Willian Vailant, da Gaya Religare, “todo o morro é colonizado por espécies de restinga, com exceção de algumas invasoras, como está descrito em nosso documento. Além disso, a floresta de manguezal depende da floresta de restinga em pé, inclusive da área sem mata, para abastecimento do solo”. Ainda em sua nota, o Idaf “ressalta que é o compromisso do instituto proteger os biomas da Mata Atlântica capixaba e segue rigorosamente o que dispõe as legislações de proteção ambiental”. A Prefeitura de Guarapari também foi procurada para se manifestar sobre

29/01/2024 / 0 Comments
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Auditoria recomenda retificação em resultado de concurso, mas Ifes não acata

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Mesmo com pontuação insuficiente, candidata foi aprovada em concurso para professor Apesar de a Auditoria Interna do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) tenha recomendado a retificação da homologação do resultado final do concurso público nº 01/2023 em relação ao cargo de docente de Atendimento Educacional Especializado (AEE), a instituição de ensino não acatou a recomendação. A decisão do Ifes foi comunicada por e-mail nessa sexta-feira (26) para a professora e candidata do certame, Patricia Moschem, que pediu uma resposta para o Instituto Federal quanto ao assunto. Patrícia relata que a candidata Laís Perpétuo Colombo se inscreveu no concurso para vagas de cotas raciais, mas foi indeferida no procedimento de Heteroidentificação por não apresentar o fenótipo. Então passou a concorrer nas vagas de Ampla Concorrência, mas obteve apenas 72 pontos na Prova de Conhecimentos Específicos, pontuação insuficiente para passar para a segunda etapa, que é a Prova de Desempenho Didático, disputando vagas de Ampla Concorrência. Ela acabou sendo aprovada no concurso e convocada para tomar posse em 24 de janeiro.  “Dessa forma, se o resultado do Procedimento de Heteroidentificação tivesse saído antes da convocação para a Prova de Desempenho Didático, o que seria o correto a ser feito, a referida candidata não teria sido convocada para a segunda etapa do concurso, pois a nota de corte entre a Ampla Concorrência para passar para a etapa de Desempenho Didático foi de 76 pontos, mas como o resultado de Procedimento de Heteroidentificação saiu junto com o resultado do Desempenho Didático, ou seja, depois da realização da prova, a mesma realizou a prova, foi aprovada e seguiu no certame”, diz Patrícia. A professora aponta que o caso é “preocupante”. “Fere o princípio da isonomia em concursos públicos, pois a candidata foi beneficiada por um direito reservado às pessoas Pretas e Pardas e vale destacar que entre o último colocado na Prova de Conhecimentos Específicos, que obteve 76 pontos e a referida candidata, que obteve 72 pontos, existem 11 candidatos e que não foram convocados para realizar a Prova de Desempenho Didático e foram assim eliminados, por não apresentarem nota suficiente na Prova de Conhecimentos Específicos”, diz. No e-mail encaminhado para Patrícia, o Ifes afirma que, após analisar o edital nº 01/2023, concluiu que “não ocorreu qualquer infração das normas estabelecidas no edital por parte da candidata Laís Perpetuo Colombo”. Prossegue dizendo que, “assim, compreendemos que sua desclassificação não apenas seria inadequada, mas também contrária aos fundamentos de legalidade e justiça administrativa. Isso se deve, principalmente, ao fato de que tal ação representaria uma violação do princípio legal mais relevante em concursos públicos: a aderência estrita às regras do edital, que é a lei norteadora do concurso”. Para o Ifes, conforme exposto no e-mail, “implementar as sugestões propostas pela Audin [Auditoria Interna] neste momento, considerando que o concurso público já foi concluído, equivaleria a ‘alterar as regras do jogo’ após sua finalização. Tal procedimento seria manifestamente injusto para com os candidatos, que participaram do concurso com base nas regras claramente definidas no edital. Ademais, após uma avaliação criteriosa, concluímos que não existe margem para interpretação do texto do edital que justifique a adoção do posicionamento sugerido pela Audin. Realizar tal mudança implicaria em alterar o próprio texto do edital, o que não é mais viável, uma vez que o concurso já foi finalizado”. A Auditoria, em seu parecer, afirma que “não há óbice no fato de a candidata que teve sua autodeclaração indeferida tenha feito a prova de desempenho didático, até porque o resultado do procedimento de heteroidentificação complementar à autodeclaração dos candidatos negros só saiu em momento posterior ao período da prova de desempenho didático”. Contudo, a Auditoria aponta que a Portaria Normativa SGP/MP º 4/2018, “os candidatos negros concorrerão às vagas destinadas à ampla concorrência, de acordo com sua classificação no concurso público”. Com base nisso, a Auditoria aponta que, caberia à Comissão do concurso, após a autodeclaração dos candidatos considerados pretos ou pardos, “verificar se os candidatos que tiveram sua autodeclaração indeferida tinham nota/classificação suficiente para continuar concorrendo pelo certame em vagas destinadas à ampla concorrência”. Antes de contatar a Auditoria, Patricia fez um recurso administrativo, que foi indeferido.

29/01/2024 / 0 Comments
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Aprovados questionam abertura de novo concurso para o magistério de Vitória

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Gestão de Lorenzo Pazolini abriu novo concurso, apesar de o de 2019 ainda estar em vigência  Professores aprovados no concurso do magistério de Vitória realizado em 2019 questionam a abertura de edital para um novo certame, anunciado pela gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) no Diário Oficial do dia 15 de janeiro. O questionamento é pelo fato de que o concurso no qual passaram tem validade até julho deste ano e ainda há pessoas aguardando serem chamadas para assumir o posto. Os trabalhadores defendem que, em vez de realizar um novo concurso, os aprovados deveriam ser convocados. No novo concurso, serão ofertadas 100 vagas para diversos cargos de professor da educação básica, todos com carga horária de 44h, além de 54 vagas para professor de educação especial para trabalhar com deficiência intelectual e com deficiência auditiva. Uma das aprovadas, Ester Vaz, relata que todas as vezes nas quais os aprovados questionaram o fato de não haver novas convocações, a Administração afirmou não haver demanda de profissionais. “Se não há demanda, porque estão abrindo um novo concurso?”, questiona. A professora, que passou no certame para recreadora de Educação Física, acredita que a gestão de Lorenzo Pazolini não quer convocar os aprovados porque o concurso foi realizado na gestão do então prefeito Luciano Rezende (Cidadania). A docente afirma estar frustrada. “Eu passei em 39º lugar, faltava só dois para me chamarem, chamaram até o 37º. Para passar eu paguei cursinho preparatório. Como trabalhava em três turnos, estudava aos finais de semana em casa”, recorda. O professor de história Vinícius Machado passou em 12º lugar e aguarda a convocação. O profissional afirma que os concursados não são contra a realização de novos certames. “Chamar os aprovados é valorizar a educação. Não nos opomos à realização de concurso, quanto mais concurso melhor, mas é preciso chamar os aprovados do concurso anterior, que ainda está em vigência, para depois abrir mais concursos. Se tem demanda, porque não chamar quem está aguardando ser convocado?”, defende. O diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (Pad-Vix), Aguinaldo Rocha de Souza, afirma que o concurso de 2019 era para carga horária de 25 horas semanais, mas, aponta, isso não é impedimento para que os aprovados sejam convocados. De acordo com ele, como a Prefeitura tem transformado algumas unidades de ensino em escola em tempo integral, isso pode ser a justificativa para que o novo concurso seja para a carga horária de 44h. Contudo, afirma, é possível ter dois professores de uma determinada disciplina em uma escola em tempo integral, portanto, dois de 25horas. O professor destaca também que é possível um professor com carga horária de 25 horas fazer carga horária suplementar. Aguinaldo defende que um novo concurso só poderia ser feito se o último já tivesse perdido a validade, se todos seus aprovados já tivessem sido convocados ou se o novo certame contemplasse somente áreas não abarcadas no anterior.

29/01/2024 / 0 Comments
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Festival Formativo MarataRap promove cultura hip-hop em Marataízes

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Evento terá consultorias para novos artistas, roda de conversa e batalhas de rimas com premiações Rian Moreira Há um ano e quatro meses, o instrutor de jiu-jitsu Hiago Paz decidiu se juntar com alguns de seus alunos e outras pessoas interessadas para promover batalhas de rap na orla de Marataízes, município do litoral sul do Espírito Santo, toda quinta-feira. O movimento pegou e, nesta quinta-feira (1º), acontecerá a primeira edição do Festival Formativo MarataRap, evento que pretende fortalecer a cultura hip-hop na região com consultorias especializadas para artistas iniciantes, roda de conversa e, claro, batalhas de rimas com premiações. O festival contará com a presença de Diego Cavaleiro Andante, rapper, escritor e produtor cultural que dará consultorias especializadas para artistas iniciantes, de forma individual ou em grupo. As atividades de formação acontecerão ao longo do dia na Casa Roxa – que organiza o evento junto com o MarataRap. Diego também será o mediador de uma roda de conversa sobre o rap como movimento social, que acontecerá às 19h, no “Deck do Verão”. Às 21h, na orla central, acontecerá a batalha de rimas do festival. Os prêmios ao vencedor incluem R$ 200 em dinheiro, duas peças exclusivas da loja Dastreet, troféu e construção gratuita de projeto para captação de recursos a serem aplicados em plano de carreira – incluindo turnê, produção musical e audiovisual. Um dos convidados especiais que marcará presença será Peter do Busão, rapper da Grande Vitória que tem se destacado em batalhas dentro e fora do Estado. O agendamento das consultorias e a inscrição na batalha devem ser feitos diretamente com Hiago Paz, pelo telefone (28) 99902-6839. “O objetivo é proporcionar aos jovens da cidade que querem seguir carreira a possibilidade de obter conhecimento, para saberem o melhor caminho – principalmente garotos da periferia, que têm poucas oportunidades”, explica Hiago Paz. Segundo Hiago, quando surgiram as batalhas do MarataRap, a intenção era fazer dez edições do evento na orla de Marataízes. Entretanto, a iniciativa deu tão certo que, hoje, já são cerca de 60 batalhas realizadas, contando com a presença de dezenas de jovens da região. “O intuito era mesmo proporcionar uma vivência para os jovens da cidade. Marataízes ainda não tinha batalhas. Existiam meninos já com uma caminhada no rap, que produziam suas músicas de forma independente, mas o MarataRap surgiu para dar visibilidade a essa cena”, comenta. Além de Marataízes, a expectativa é de que o Festival Formativo MarataRap – organizado com recursos de um edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-ES) – agregue participantes de cidades como Cachoeiro de Itapemirim, Alegre e Castelo, no sul do Estado; de municípios vizinhos do litoral sul, como Itapemirim; e também da Região Metropolitana, como Vitória e Guarapari. Rian Moreira Serviço: Festival Formativo MarataRap Quando: 01/02 (quinta-feira) Onde: Marataízes O que vai ter: atividades de formação e batalha de rap Entrada: gratuita Inscrições na batalha e consultoria: (28) 99902-6839 (Hiago Paz) Programação Consultorias Técnicas Agendadas (individuais, em dupla ou trio) Manhã: 9h – 10h – 11h Tarde: 14h – 15h – 16h Local: Casa Roxa (Rua José Pina, 55, Areias Negras, Marataízes) Roda de conversa Tema: “Rap como movimento social” Horário: 19h Local: Orla Central de Marataízes Batalha do Festival Horário: 21h Local: Orla Central de Marataízes Confraternização Horário: 23h Local: Orla Central de Marataízes Evento cultural comunitário busca fortalecer luta antirracista em Marataízes Festival Zacimba Gaba terá dança, batalha de rap, contação de histórias, exposição e artesanato https://www.seculodiario.com.br/cultura/evento-cultural-comunitario-busca-fortalecer-luta-antirracista-em-marataizes

29/01/2024 / 0 Comments
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‘A irregularidade nada mais é do que a vontade política da gestão’

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Aguinaldo Rocha de Souza contesta argumento utilizado para exoneração de diretora em CMEI de Jardim da Penha A explicação para a exoneração da diretora Claudia Cazotto Vieira, do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Zenaide Genoveva Marcarini Cavalcanti, em Jardim da Penha, teria sido uma suposta irregularidade cometida por ela. A informação foi dada pela secretária municipal de Educação de Vitória, Juliana Roshner, em reunião extraordinária do Conselho de Escola, realizada nessa quinta-feira (25), conforme afirma o o diretor executivo do grupo Professores Associados pela Democracia de Vitória (Pad-Vix), Aguinaldo Rocha de Souza, que contesta a fala da gestora. “A irregularidade nada mais é do que a vontade política da gestão”, diz.  Aguinaldo afirma que foi impossibilitado pela secretária de participar da reunião, convocada pela Seme, que era online, mas soube do que foi discutido por meio dos colegas, que repassaram a informação. De acordo com ele, os participantes disseram que, ao ser questionada sobre qual irregularidade havia sido cometida pela diretora, cuja exoneração foi publicada nessa quarta-feira (24), a gestora afirmou que não queria falar durante a reunião. Aguinaldo recorda que, mais uma vez, a exoneração de um diretor foi no período de férias. Em julho passado, a gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos) exonerou duas diretoras. Uma foi Aerodilse Fernandes da Silva Xavier, que atuava na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Paulo Reglus Neves Freire, em Inhanguetá. A outra, Alessandra Passos Pereira, da EMEF Prezideu Amorim, no bairro Bonfim. Na ocasião, a Pad-Vix apontou perseguição política nas duas exonerações. “Mais uma vez a gestão esconde suas decisões da comunidade, usa as férias para tirar diretoras escolhidas democraticamente. Para serem retiradas, precisaria de anuência da comunidade por meio do Conselho de Escola. A reunião acabou sendo para comunicar uma exoneração que já havia sido publicada no Diário Oficial. Para exonerar tem que comunicar o Conselho sobre as motivações, dando direito de resposta à diretora para depois o Conselho se manifestar. Caso decida pela retirada da profissional, o Conselho deve indicar um novo nome para assumir o posto”, explica Aguinaldo. Quanto ao impedimento para que participasse da reunião, o professor destaca que as reuniões do Conselho de Escola são abertas e que ele representa o magistério no Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev). “Não poderia ter cerceamento, pois em tese, a Administração não deveria ter nada a esconder”, diz. Pad-Vix aponta perseguição política em exoneração de diretoras Diretor da entidade, Aguinaldo de Souza, também foi transferido, sem justificativa e diálogo com a comunidade escolar https://www.seculodiario.com.br/educacao/pad-vix-aponta-perseguicao-politica-em-exoneracao-de-diretoras

29/01/2024 / 0 Comments
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Com H ou sem H?

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O patriarca viveu bem com essa discrepância e dormia em paz As complicações gramaticais que nos torturam foram criadas por monges entediados vagando por solitários mosteiros: rezar, ler, rezar, jejuar – repete. Inventar uma gramática simples e acessível a todos jamais passaria pelas cabeças desses cultos coroinhas. Dois mil anos depois ainda somos atormentados por complexas equações – com Esse ou com Z? Com dois Esses ou uma cedilha? Por que inventaram o C de rabinho se usando dois Esses soava do mesmo jeito? * Com H ou sem H? Uma simples dúvida gramatical se tornou filosófica e adentrou o âmbito familiar – Ademar ou Adhemar? Por acaso não soam do mesmo jeito? O patriarca não está mais entre nós para esclarecer as razões do nome aparecer grafado de forma diferente em documentos formais e escritos informais. Por que ninguém se preocupou com esse pequeno deslize ortográfico antes? O mistério desse indefeso H ora presente em papéis amarelados pelo tempo e ora ausente em outros tem sido tema de longos debates. * Culpa dos avanços da tecnologia que nos permite dialogar mesmo à distância sobre os assuntos mais diversos: Com quantas letras se escreve no Twiter? Qual é o maior escritor russo de todos os tempos, Dostoievsky ou Tolstoi? Quem inventou o pó de mico? Por que a letra H foi sumariamente eliminada de um nome eternizado em cartório e consagrado na pia batismal? * Culpa das reformas ortográficas, que querendo facilitar mais complicam. Qual POR tem chapeuzinho? Na pressa dos emails e mensagens de texto, condenados a recarregar a parafernália eletrônica diariamente, quem tem tempo para silogismos? Todos os nomes são corretos, Ademar e Adhemar são nomes, portanto, ambos são corretos. Corretíssimos, direi, embora nem sempre aplicáveis ao mesmo indivíduo. O patriarca viveu bem com essa discrepância e dormia em paz. * Hoje em dia, por questões de segurança o fisco espreita em cada esquina. Mas ainda tem muita gente com nomes diferentes aparecendo nos muitos documentos que a lei exige. Já vi pessoas voltarem do aeroporto porque um agente mal-humorado captou um erro no nome grafado no passaporte – com X aqui, com Z ali. O passageiro perde a viagem e perde tempo nos labirintos das repartições públicas sem achar quem saiba corrigir o problema. * Mesmo levando um papelzinho com o nome completo do recém-nascido grafado do jeito que os pais queriam, o escrivão no cartório ou é distraído ou tem senso de humor, e grafa o nome errado. Uma sobrinha viveu anos com o nome de pia – tem diploma de curso superior emoldurado na parede, viajou várias vezes ao exterior, casou, teve filhos, pagou impostos. Até que um dia ela é informada que o nome na certidão de nascimento não bate com o que ela usou a vida toda. * O sujeito vai ao cartório registrar a filha e mostra o papelzinho: Lucrécia das Noves. O escrivão se revolta, Não vou fazer esse registro, o senhor sabe quem foi Lucrécia? Sei sim senhor, minha santa avó. Como na literatura policial onde o mordomo é sempre o culpado, nos nomes errados o escrivão é sempre o culpado. Com tantos anos corridos, ninguém procurou a certidão de nascimento original que esclareceria o mistério: Ademar ou Adhemar? Perderia a graça.

28/01/2024 / 0 Comments
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Muqui se prepara para o tradicional Carnaval do Boi Pintadinho

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Conheça mais sobre as festividades no programa Raiz Capixaba, que entrevista mestres desta manifestação cultural Uma das festividades mais tradicionais do Espírito Santo, o Carnaval do Boi Pintadinho acontece em Muqui e reúne 23 grupos que incluem bois, vacas e jaguará. Eles desfilam pelo centro da cidade no Corredor da Boiada, montado para a ocasião.  Para saber mais sobre as atividades, o programa Raiz Capixaba recebe Dudy Rodrigues, presidente da Associação de Folcore de Muqui e mestre do Boi Tsunami, e Rita Barbosa, a Tia Ritinha, que comanda a Vaca Furiosa. Eles falam sobre a tradição dos bois, sua organização e composição, as funções existentes nos festejos e as diferenças entre bois, vacas e o jaguará. —- * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

28/01/2024 / 0 Comments
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Abertas inscrições para projeto de reforço escolar no Território do Bem

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Crislayne Zeferina, pedagoga do projeto, aponta demanda educacional pós pandemia da Covid-19 As aulas começam em breve e os estudantes do ensino fundamental do Território do Bem, em Vitória, podem ter um importante aliado nos estudos em 2024. Por meio do Projeto EducArte, eles terão possibilidade de frequentar aulas de reforço escolar das disciplinas as quais tiverem necessidade, com professores voluntários. As inscrições podem ser feitas até 1º de fevereiro por meio do link ou presencialmente, das 12h às 17h, na sede do Coletivo Beco, na rua Tenente Setúbal, em Bairro da Penha. Além de melhorar o desempenho dos alunos na escola, o EducArte busca estimular o pensamento crítico, incentivar o protagonismo de crianças e adolescentes no aprendizado e a aplicação do conhecimento teórico no cotidiano dos alunos. O Coletivo Beco, organização da sociedade civil que busca a ampliação e garantia de direitos, perpassando pelos debates de negritude e gênero, é organizador do projeto. O início das aulas, que serão online, das 12h às 17h, será em 3 de fevereiro. São 60 vagas para estudantes do ensino fundamental I e II, que terão aulas durante uma hora, semanalmente. Para isso, o Coletivo Beco irá disponibilizar computadores com internet na sua sede para que os participantes do projeto possam estudar virtualmente. Após a inscrição, o responsável pelo aluno irá preencher um documento de matrícula com algumas observações a respeito das dificuldades da criança e suas restrições alimentares, caso as tenha, pois será servido lanche antes das aulas. O responsável também será convidado a participar a cada dois meses de rodas de conversas sobre temas relacionados a alfabetização, direitos das crianças e fortalecimento territorial. O projeto teve início em 2020, no auge da pandemia do coronavírus, em um contexto de isolamento social no qual as escolas tiveram que ser fechadas e as aulas passaram a ser virtuais como forma de prevenção à Covid-19. Contudo, nem todos estudantes tinham acesso a computador e internet, o que dificultava o prosseguimento nos estudos. Por isso, o Coletivo Beco mapeou crianças, adolescentes e jovens que estavam com dificuldades na escola por causa da exclusão digital e planejou uma atividade que conectasse esse público com o mundo digital de forma artística, lúdica e educadora. Assim, foi possível disponibilizar, em uma sala, no Bairro da Penha, computadores para aulas de reforço escolar virtuais. A iniciativa foi aprovada pela comunidade, que pediu seu retorno, possibilitado por meio do edital Territórios Criativos, da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), por meio do Fundo Estadual de Cultura (Funcultura). “Depois da pandemia, muitos alunos passaram de ano, mas houve atraso. Tem criança de 12 anos que ainda não sabe ler. Essa realidade nos mostra que existe uma demanda educacional no território e precisamos criar ações para diminuir essa exclusão, que tem sua raiz no processo escravocrata”, diz a pedagoga do projeto, Crislayne Zeferina.

28/01/2024 / 0 Comments
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Artistas e público de Cachoeiro cobram reforma do Teatro Rubem Braga

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Verba de R$ 3,5 milhões do governo do Estado está parada; prefeitura ainda não abriu processo licitatório Lucas Schuina O Teatro Municipal Rubem Braga, em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, segue sem uma previsão de retorno às atividades. O espaço está fechado desde 2020, quando foi afetado pela maior enchente da história do município. Apesar do repasse de pouco mais de R$ 3,5 milhões do governo do Estado para a reforma, a gestão do prefeito Victor Coelho (PSB) ainda não publicou o edital de licitação para contratar a empresa que se responsabilizará pelas obras. O anúncio da assinatura do convênio entre o governo do Estado e a Prefeitura de Cachoeiro ocorreu em outubro de 2023. Na ocasião, o governo do Estado informou que as obras deverão ter duração de 14 meses. Entretanto, o Termo do Convênio (número 006/2023) só foi publicado no Diário Oficial do Espírito Santo no último dia 29 de dezembro. O valor repassado também é inferior aos R$ 5 milhões que o governador Renato Casagrande (PSB) havia anunciado em maio do ano passado. Nessa quinta-feira (25), completaram-se quatro anos da enchente de 2020 e, consequentemente, que o Teatro Rubem Braga está sem funcionamento. Para a atriz e produtora cultural Amanda Malta, a impossibilidade de utilização do principal espaço para espetáculos de Cachoeiro provoca impactos muito negativos não só para os artistas, mas para a população cachoeirense em geral. “Para os artistas, principalmente das artes cênicas, quatro anos sem o teatro municipal significam quatro anos sem um espaço digno e técnico para se apresentar, para trabalhar e sobreviver. A ausência do teatro também resulta no empobrecimento cultural, artístico e intelectual da sociedade cachoeirense. São gerações que não sabem mais o que é ir ao teatro. Esse é um projeto de desmonte cultural”, protesta. Para Amanda, a demora no início da reforma ocasiona a perda do trabalho de formação de público realizado junto ao teatro nos vinte anos em que esteve em funcionamento. Ela também critica a atual gestão da Prefeitura de Cachoeiro por não ter dado prioridade à retomada do teatro. “Se hoje a cidade ainda respira cultura, é porque artistas independentes da gestão pública têm resistido, suado muito, dado sangue, realizado projetos através de recursos próprios ou de editais que o Estado e o governo federal tem oportunizado, para que algum ponto de esperança continue aceso na cidade”, lamenta. Procedimentos se arrastam Inaugurado em 28 de abril de 2000, o Teatro Municipal Rubem Braga chegou a alcançar média de 35 mil espectadores por ano, de acordo com a Prefeitura de Cachoeiro, que afirma que a reforma – quando ocorrer – transformará o espaço em um dos mais modernos e bem equipados do Espírito Santo. A enchente que danificou o teatro ocorreu no mesmo ano em que o espaço completaria 20 anos de funcionamento. Ainda em 2020, quando a pandemia de Covid-19 já havia surgido, a gestão do prefeito Victor Coelho informou que os projetos para a reforma estavam sendo elaborados internamente. Entretanto, de acordo com a Prefeitura, foi necessário contratar uma empresa especializada para a elaboração dos projetos de cenotécnica, iluminação cênica, sonorização, acústica e ambientação, o que só ocorreu em maio de 2022. Victor Coelho assinou o contrato com a empresa durante uma solenidade oficial organizada apenas para a exibição desse ato, realizada em frente ao teatro. Com os projetos finalizados, a prefeitura noticiou, em setembro de 2022, que a licitação para a reforma estava prevista para ocorrer ainda naquele. Em fevereiro de 2023, a administração municipal informou novamente que estava em conversas com o governo do Estado para captação dos recursos da obra. No início de 2023, foi instalada uma proteção metálica no entorno do teatro, algo classificado por pessoas ligadas a movimentos sociais e à área cultural como uma construção hostil a pessoas em situação de rua. A Prefeitura se defendeu, afirmando que “em nenhum momento, tomou essa decisão para hostilizar ninguém, e sim para evitar atos de vandalismo, que não necessariamente são cometidos por pessoas em situação de rua”. Questionada novamente por Século Diário sobre o andamento dos processos para a reforma do Teatro Rubem Braga, a Prefeitura de Cachoeiro não deu retorno até a publicação desta reportagem. Convênio libera R$ 3,5 milhões para reforma do Teatro Rubem Braga Governador assinou ato nesta terça destinado à Prefeitura de Cachoeiro; espaço está paralisado desde 2020 https://www.seculodiario.com.br/cultura/casagrande-libera-r-3-5-milhoes-para-reforma-do-teatro-rubem-braga-em-cachoeiro Teatro de Cachoeiro segue sem previsão de retomar funcionamento Casagrande chegou a anunciar R$ 5 milhões para a reforma; espaço está parado desde 2020 https://www.seculodiario.com.br/cultura/teatro-de-cachoeiro-segue-sem-previsao-de-retomar-funcionamento

28/01/2024 / 0 Comments
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