Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

Dividir para conquistar

Sem categoria

Em 2005, um movimento organizado fez barulho na Assembleia Legislativa em favor da emancipação do balneário de Santa Cruz, em Aracruz. O principal defensor do projeto, na época, era o deputado do município, Heraldo Musso. O tempo passou e no ano seguinte a proibição federal da criação de novos municípios encerrou o assunto. Ou melhor, adormeceu. Nos escaninhos da Assembleia permaneceram embernando os pedidos de emancipação de várias localidades no Estado. Naquela época eram 14 distritos que pretendiam se desmembrar de seus municípios sedes e gritar independência. Além de Santa Cruz, queriam emancipação política Pequiá (Iuna), Paulista (Barra de São Francisco), Piaçu (Muniz Freire), Campo Grande (Cariacica), Carapina (Serra), Pedra Azul (Domingos Martins), Itaoca (Cachoeiro de Itapemirim), Itaipava (Itapemirim), Ibituba (Baixo Guandu), Braço do Rio (Conceição da Barra), Bebedouro (Linhares), Nestor Gomes e Ilha de Guriri (São Mateus). Agora, deputados em busca de novos territórios para ampliar suas bases políticas querem reabrir os processos, permitindo a emancipação de novos municípios. A ideia parece absurda se analisada as conjunturas política e econômica atual do Estado. Enquanto lideranças políticas e da sociedade civil organizada cobram a efetivação da Região Metropolitana, para tentar unir os municípios que a compõem na busca de soluções conjuntas para problemas comuns, em outros casos, os interesses político se baseiam na máxima de dividir para conquistar. Novos municípios demandarão novas estruturas administrativas, novos prefeitos, novos vereadores, novos secretários, a aparelhagem da máquina. O Estado, de pires na mão, tenta compensar os 78  municípios que já têm perdas de recursos, resultantes das sucessivas derrotas em Brasília. São 12 pedidos de emancipação política reabertos na Assembleia. Se está difícil dividir para 78, imagina para 90? Reabertos, aliás, por conta do interesse político do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), em ampliar seus domínios no sul do Estado, enfraquecendo os adversários que o derrotaram na eleição passada. Um governo baseado na unanimidade, que prega união o tempo todo, não deve permitir que o Estado enfraqueça ainda mais suas unidades. Os interesses políticos não se importam com o interesse da população, que talvez, nem saiba que seu município pode mudar de nome. Em vez de incentivar a divisão do Estado, deve a classe política buscar formas de efetivar a Região Metropolitana, onde está mais da metade da população capixaba e os maiores problemas de infraestrutura e sociais do Estado. Em vez de dividir, não seria melhor pregar a unidade?

01/06/2013 / 0 Comments
read more

Ministério da Saúde amplia investimento no Rede Cegonha

Sem categoria

O Ministério da Saúde vai ampliar a oferta de maternidades especializadas para garantir mais segurança no atendimento às gestantes e bebês em situações especiais. O investimento anual estimado é de R$ 123 milhões.    A portaria publicada no Diário Oficial da União dessa sexta-feira (31) também fixa diretrizes para a implantação de centros de parto normal no Sistema Único de Saúde (SUS).    O Estado recebeu os primeiros recursos da Rede Cegonha em 2012, para ao custeio de um Centro de Parto Normal e uma Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP), além da criação de três leitos de Gestação de Alto Risco, 12 leitos de UCI Neonatal e quatro leitos de UCI Canguru. Também serão qualificados oito leitos de Gestação de Alto Risco; 16 leitos de UTI Adulto tipo II, e mais 16 leitos de UTI Neonatal tipo II.   As CGBP proporcionam um atendimento humanizado às pacientes em situação de vulnerabilidade que precisam de monitoramento. A medida evita que a mulher fique internada no hospital, contribuindo para melhorar a gestão dos leitos de gestação de alto risco dentro das maternidades.   São consideradas gestantes de alto risco as grávidas portadoras de doenças que podem se agravar durante a gestação ou que apresentarão problemas que podem ter sido desencadeados nesse período. São exemplos de alto risco: hipertensão, diabetes, infecções, doenças do coração e do aparelho circulatório.   As ações previstas pela Rede Cegonha, iniciadas em 2012 no Estado, pretendem qualificar, até 2014, toda a rede de assistência, ampliando as condições para que as gestantes possam dar à luz e cuidar dos bebês de  forma humanizada. 

01/06/2013 / 0 Comments
read more
19042013_anarita.jpg

Câmara aprecia PL que estabelece incentivos a agricultores familiares

Sem categoria

O Projeto de Lei 5.021/2013, de autoria da senadora Ana Rita (PT), que autoriza o Executivo a conceder estímulos financeiros a agricultores e empreendedores rurais familiares que adotarem práticas de conservação do meio ambiente, está em tramitação na Câmara. A matéria foi encaminhada para análise conclusiva das comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.   Os benefícios consistem na isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisição de insumos, máquinas e equipamentos agrícolas, veículos utilitários, tratores e caminhões novos que podem ser usados para aumentar a produtividade e facilitar o transporte das mercadorias produzidas nas pequenas propriedades rurais até os centros consumidores. Terão direito a eles posseiros, proprietários, assentados de reforma agrária, meeiros, parceiros e arrendatários que sejam agricultores ou empreendedores familiares.   A senadora acredita que, com o incentivo, poderão ser desenvolvidas boas práticas com reflexos positivos tanto para a produção quanto para a conservação do meio ambiente. Citando informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário, ela afirma que 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café e 34% do arroz consumidos no Brasil são fornecidos pelo agricultor familiar, em propriedades que representam 84,4% do total de estabelecimentos. A agricultura familiar também responde por 74,4% do pessoal ocupado, algo acima de 12 milhões de trabalhadores. No Espírito Santo, mais de 70% das propriedades são da agricultura familiar. O projeto foi aprovado em todas as comissões temáticas pelas quais passou no Senado, inclusive na Comissão de Assuntos Econômicos, que é a comissão que analisou o mérito da proposta.   No último dia 24, o Instituto Socioambiental (ISA) elaborou uma proposta para que o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) pague até 20% a mais por alimentos de produtores que não tiverem intervenções nas Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais (RL) de suas terras. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo grupo gestor do PAA. O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) é o idealizador do programa.    No dia 28, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protocolou uma carta à presidenta Dilma Rousseff, cobrando a realização da reforma agrária no país. Além de dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que revelam que o governo federal registrou a pior marca dos últimos 17 anos no assentamento de famílias sem terra, parte dos assentados não recebe investimento público para crédito rural e infraestrutura. Há ainda dificuldades na universalização de programas, justamente como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

01/06/2013 / 0 Comments
read more
27112012_bassini_eleicao_oab_gustav_20200308-082621_1.jpg

Justiça vai apurar vazamento de informações em ação contra OAB-ES

Sem categoria

O advogado Gustavo Bassini Schwartz entrou com pedido de abertura de sindicância na Justiça Federal pelo suposto vazamento de peças da ação ordinária em que pede a apuração de irregularidades nas eleições da subseção de Vila Velha da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-ES). Na peça endereçada ao diretor de Seção Judiciário da Capital, o causídico alega que um advogado teve acessos aos autos do caso – que se encontram sob sigilo de Justiça – uma semana antes dele, o autor da ação. Logo após a publicação da reportagem em Século Diário, o advogado Gustavo Bassini entrou em contato com a redação para informar sobre o pedido de investigação pela quebra de sigilo no sistema Apolo, que realiza a tramitação processual no âmbito da Justiça Federal. Na peça, ele solicita que os fatos sejam apurados para resguardar o autor da ação e a credibilidade da Justiça Federal, na qual diz “confiar plenamente”. O advogado afirma que durante o ingresso da ação fez a solicitação de sigilo para evitar a visualização por terceiros dos autos sob justificativa de que o vazamento poderia frustrar a eficácia dos pedidos liminares, entre eles, da busca e apreensão dos documentos relacionados às eleições – solicitação que foi atendida e culminou na realização do recolhimento da ata e das cédulas de votação na sede da seccional capixaba da Ordem. No pedido de abertura de sindicância, o advogado juntou cópias das telas do acompanhamento processual da ação, onde consta o nome do outro advogado – que não será identificado pela reportagem – que teria consultado todas as peças relacionadas ao processo. O acesso teria ocorrido no final da tarde do dia 11 de abril, sendo que o pedido do advogado Gustavo Bassini para acessar as peças só foi deferido no dia 15 daquele mês – a primeira consulta foi registrada apenas no dia 18 seguinte. De acordo com uma certidão emitida por funcionário da 3ª Vara Federal, o acesso aos autos do processo só estaria liberado para o diretor da Vara e o juiz federal responsável pelo caso. Para o advogado Gustavo Bassini, a visualização do processo pelo outro advogado seria impossível, já que até mesmo ele não teria acesso aos autos. “Imperioso que os fatos narrados sejam apurados detalhadamente e os responsáveis identificados e punidos”, sugere. Gustavo Bassini esclareceu que o pedido não faz parte dos autos, por isso não está sob sigilo de Justiça, como ocorre com a ação principal. Eleição sob judice No último dia 30, o juiz federal Roberto Gil Leal Faria determinou a realização de uma busca e apreensão na sede da Ordem para o recolhimento de documentos, como as cédulas de votação e ata da eleição realizada em novembro do ano passado, bem como a oitiva dos membros da Comissão Eleitoral da entidade. A Justiça apura as suspeitas de irregularidades na contagem de votos e na prática de “boca de urna” durante o pleito. Procurada pela reportagem, a OAB-ES se manifestou em nota, enviada por sua assessoria de comunicação. No texto, a entidade alega que “não houve erro de apuração dos votos na subseção de Vila Velha”, cujos resultados foram apresentados aos candidatos. A OAB-ES alega que ainda não foi citada da decisão, mas vai apresentar sua defesa no decorrer da instrução do processo.

01/06/2013 / 0 Comments
read more

Comunidade pressiona governo para preservar Casarão

Sem categoria

Das 119 propostas enviadas pela internet por moradores da Grande Vitória para integrar o planejamento do Orçamento Participativo do governo do Estado de 2014, pelo menos uma é recorrente: a população quer a criação do Parque Sítio Casarão, no balneário de Carapebus, Serra. Ignorado há anos pelo poder público, o Casarão corre o risco de virar um empreendimento imobiliário.    Conhecido no Estado por lendas que vão desde um dono obcecado por segurança a um esconderijo nazista, o Casarão possui 54 cômodos, passagem secreta, piso falso, portinholas com visão de 180º, guarita reforçada e elevador com dois acessos para desembarque simultâneo em ambientes diferentes. Sua preservação é prevista no Plano Diretor Municipal (PDM) da Serra. Contraditoriamente, a mesma área é atualmente propriedade da construtora MRV, que pretende construir um condomínio residencial no local.     A expectativa, com o envio da proposta ao governo, é que desta vez a preservação do espaço seja garantida. Até o momento, apenas uma decisão do Ministério Público Estadual (MPES) e a forte mobilização de entidades da sociedade civil impedem a demolição do Casarão, que faz divisa com uma Área de Preservação Permanente (APP).    O apelo pela garantia de preservação do espaço ganhou as redes sociais e o site do orçamento participativo do governo do Estado, em petições e abaixo-assinados – como é o caso do Avaaz.org, conhecido internacionalmente por divulgar petições de comunidades. Na petição divulgada pelo site, por exemplo, o apelo é pela preservação da área ameaçada pela pressão imobiliária.    “O parque proposto seria o primeiro na Região Metropolitana da Grande Vitória, beneficiando mais de um milhão e 600 mil habitantes, oferecendo: museu vivo, atividades de interação social para os moradores, turistas, estudantes, pesquisadores, órgãos públicos sendo um centro de integração e interação com escotismo, polícia marítima, sede para ONGs que desejarem desenvolver projetos que promovam a sustentabilidade e a geração de renda, consolidando uma qualidade de vida que não existe na região”, diz a petição.   A petição denuncia ainda que o projeto de criação do parque já foi protocolado nas secretarias de Estado de Cultura, Meio Ambiente e Turismo, e apresentado ao vice-governador Givaldo Vieira (PT), ao Conselho Estadual de Cultura e ao Conselho de Cultura da Assembleia Legislativa. O Conselho Estadual, inclusive, chegou a encaminhar para a Prefeitura da Serra e para o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) uma recomendação para a preservação da área, tendo em vista o seu potencial e o interesse público manifestado. “O desenvolvimento social só ocorre quando existe investimentos voltados para a sociedade. Ajude-nos a despertar essa consciência em nossos gestores públicos e a salvarmos essa importante área para a população”, divulga a petição.    A proposta entregue ao governo do Estado pelo Orçamento Participativo 2014 abrange ainda o apelo por mais áreas culturais. “Clamamos por nossos jovens e propomos investimentos na construção dos espaços culturais nos municípios que compõem a Região Metropolitana da Grande Vitória, pois acreditamos que a educação não formal é a melhor arma contra a violência e uma forte aliada da educação formal, tendo em vista que são processos formativos que promovem uma melhor convivência familiar, humana e trabalhista”, diz a proposta.    Além das propostas enviadas pela internet, representantes dos 78 municípios do Estado também participaram das dez audiências realizadas para definir os investimentos para o próximo ano. Ao todo, 508 propostas.      Assista ao vídeo sobre o Casarão:  

01/06/2013 / 0 Comments
read more

Espírito Santo não tem estrutura para emancipar 12 municípios

Sem categoria

Se aprovado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei Complementar 416/08, que estabelece novas regras para a criação, desmembramento e fusão de municípios, o Espírito Santo poderá ter muitos problemas futuros, com a possibilidade de criação de 12 novas cidades que têm pedidos de emancipação protocolados na Assembleia Legislativa. Desde o ano passado, o Espírito Santo tem sofrido sucessivas perdas de recursos federais que acabam afetando o repasse de verbas para os municípios. O primeiro e mais sentido deles foi a redução do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap), que diminuiu a arrecadação de 40 prefeituras do Estado. Mudanças na alíquota do ICMS, do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a possibilidade de diminuição de repasses dos royalties do petróleo colocaram o governo do Estado e muitas prefeituras em sinal de alerta. Com mais 12 municípios, além dos atuais 78, a divisão do bolo teria que aumentar, prejudicando os novos e os antigos municípios. Outro problema que vem sendo enfrentado no Estado é estrutural. Em abril passado, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, veio ao Estado para um encontro do governo federal com novos prefeitos. Durante o evento, os gestores tiveram uma orientação de como elaborar projetos para captação de recursos no governo federal, sobretudo, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo federal vem se queixando há tempos de que não tem como liberar recursos para os municípios, porque a maioria dos projetos apresentados não atende aos requisitos técnicos do banco. Isso significa que as prefeituras não têm hoje capacidade de captar os recursos por falta de competência técnica. Problema que tem levado alguns prefeitos a ficarem com a ficha suja por improbidade administrativa, não por corrupção, mas por não conseguirem profissionalizar suas gestões. Outro exemplo da falta de capacidade dos municípios em profissionalizar suas gestões foi apontado pela Associação dos Municípios do Estado (Amunes) e se refere à dificuldade das prefeituras em criar os portais da transparência para se adequar à legislação. Os municípios tiveram que recorrer à assistência da Associação e do governo do Estado para conseguirem criar a ferramenta que disponibiliza os dados referentes às gestões. Dos 78 municípios, cinco não conseguiram cumprir o prazo, que terminou na segunda-feira (27), e outros 20 cumpriram, mas ainda estão em fase de aperfeiçoamento. O Projeto de Lei Complementar em tramitação na Câmara para normatizar a emancipação de municípios no Estado prevê requisitos básicos, como a comprovação de condições de sustentabilidade dos novos municípios. Mas se a responsabilidade para a criação dos novos municípios ficar a cargo das Assembleias Legislativas, a tendência é de que o interesse político em agradar as bases suplante as exigências de viabilidade para a criação das novas cidades. As 12 localidades que pedem emancipação na Assembleia são: Santa Cruz, em Aracruz; Nestor Gomes e Guriri, em São Mateus; Braço do Rio, em Conceição da Barra; Pedra Azul, em Domingos Martins; Itaoca, em Cachoeiro de Itapemrim; Campo Grande, em Cariacica; Piaçu, em Muniz Freire; Pequiá, em Iúna; Paulista, em Barra de São Francisco; Ibituba, em Baixo Guandu. As localidades de Bebedouro e Desengano, em Linhares, querem se unir em um outro município. O deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM) defende ainda a emancipação do distrito de Itaipava, em Itapemirim.    

01/06/2013 / 0 Comments
read more

Estatística X percepção

Sem categoria

A conta do abandono da Segurança Pública durante os dois mandatos do governo Paulo Hartung (2003 – 2010) cada dia fica mais cara para o sucessor, Renato Casagrande. O socialista percebeu, depois de romper a metade do seu governo, que precisa agir rápido. Ele sabe que a violência pode pôr em risco seu projeto de reeleição, ainda mais se o senador Magno Malta decidir entrar mesmo na corrida pelo Palácio Anchieta em 2014.   Nas primeiras prévias do discurso que levaria para o palanque, o republicano já deixou claro o tema segurança não vai escapar do seu roteiro. Malta sabe que o alvo é vulnerável porque o tempo que resta a Casagrande para reverter ou ao menos amenizar os números da violência é exíguo.    Após Henrique Herkenhoff deixar a Secretaria de Segurança no início de março deste ano, André Garcia assumiu o comando da pasta com a missão, quase impossível, de tentar fazer em menos de dois anos o que não se fez nos últimos 10 anos.    É visível, em todas as declarações do secretário à imprensa, que o governo adotou um discurso positivo para falar de uma área com resultados tão impopulares. Há mais de uma década o Espírito Santo ocupa o posto de estado mais violento do País. Não bastasse, os homicídios de negros e mulheres também conferem ao Estado as primeiras posições.    Quando toca no assunto efetivo da PM, por exemplo – que é inferior ao de 1993 -, o secretário procura olhar para frente. Ressalta que o governo está fazendo concurso para agregar 1.100 policiais à tropa. Não diz, porém, que o reforço chega atrasado. Esses novos recrutas ainda precisam ser treinados e só estarão prontos para encarar as ruas provavelmente quando os eleitores estiverem depositando seus votos nas urnas em 5 de outubro de 2014 – data do primeiro turno.   Isso explica um pouco a pressão em cima do secretário André Garcia, que já começou a recorrer a métodos, digamos, nebulosos, para evitar que os dados de homicídios minem os esforços do governo de tentar mostrar à sociedade que “os números ainda são elevados, mas estão em queda franca desde 2009”.   Até meados de maio, cidadãos e jornalistas, embora precariamente, conseguiam acompanhar os dados de homicídios ocorridos no Estado. Normalmente, a atualização da polícia era diária, feita 24 horas após o fechamento dos dados de homicídios do dia anterior.    Garcia simplesmente tirou a informação do ar e só se explicou depois que a imprensa cobrou o “desaparecimento” dos dados. Ele alegou que a Sesp estava desenvolvendo uma nova metodologia para divulgar os dados, uma das mudanças, adiantou, era suprimir a identidade da vítima, segundo o secretário, para preservar os familiares.    A explicação não convence. O novo formato é ainda mais tosco que o anterior. A planilha abre num formato “PDF duro” que dificulta o trabalho de cruzamento de dados para quem está comparando e pesquisando as informações, caso dos jornalistas.   A mudança também dá margem para desconfiar de uma possível maquiagem dos dados. Na verdade, não existe compromisso da Sesp em dar transparência aos dados de homicídios. Sabemos que a PM tem todos os dados dos crimes contra a vida (homicídios, latrocínio, confronto com a polícia, lesão corporal seguida de morte, sequestro, estupro) e contra o patrimônio, mas omite esses dados.    Com relação aos crimes contra a vida, a resposta para a falta de transparência é óbvia. O governo insiste no discurso que os homicídios estão em queda desde 2009.    O “pulo do gato” está justamente aí. A Sesp se baseou em um ano atípico, quando ocorreram mais de 2 mil homicídios para imediatamente, no ano seguinte, em 2010, mostrar que houve queda, que se repetiu, sucessivamente, em 2011 e 2012, ou seja, são três anos de queda. A expectativa é manter, a qualquer custa, o discurso de tendência de queda pelo quarto ano consecutivo.    O problema em forçar a barra com os números, como fez o governo Hartung em 2010 – para mostrar que finalmente começava a vencer a guerra contra a criminalidade e entregava a “casa arrumada” também na segurança para o sucessor -, é que uma hora ou outra a maquiagem cai ou borra, desnudando a verdadeira face da violência.    Apesar do esforço para manter o discurso de queda por meio das estatísticas, há outro indicador que está alheio a manipulação do poder público: a percepção da violência.    A sensação de violência é um sentimento muito próprio do cidadão. O governo pode ir para a TV todos os dias e repetir que os números estão em queda. Pode exibir gráficos, efeitos especiais e toda a parafernália que estiver ao alcance. Não adianta nada. A sensação de segurança no cidadão só começa a mudar quando os momentos de paz voltam a prevalecer sobre os de medo. Isso não há estatística nenhuma que dê jeito, por mais que se capriche na maquiagem. 

31/05/2013 / 0 Comments
read more

A percepção

Sem categoria

Rádio, assim como TV e internet, é mecanismo que exige criatividade constante. Quem mexe com esses veículos deve estar sempre criando, pois a percepção do ouvinte, telespectador e internauta está cada vez mais aguçada.   É dito e repetido que nada se cria e tudo se copia, mas hoje nem copiar bem o pessoal esta conseguindo, quanto mais criar. Eu aprendi muita coisa, que não sabia, com o mestre Helio Ribeiro, o saudoso Helio Ribeiro, o poder da mensagem.   Ele lançou a reportagem aérea em helicópteros. Orientava o já caótico trânsito de São Paulo. Ele criou as versões. Traduzia lindas músicas do inglês para o português em tempo real.   Aqui, sem muito pensar, resolvemos investir em novidades, até então não mostradas no rádio. Eram coisas ínfimas, mas que chamava a atenção do ouvinte. Era pego de surpresa com algumas dessa idéias.   Alguém já tinha ouvido uma chamada de programa (rádio) começar com o locutor falando o número da mesma, tipo, “chamada número 65” e em seguida começa a chamada?   Ou aprovariam um ator, com dicção de primeira, gravar a “plástica” da emissora? Fizemos isso na Gazeta AM com Alvarito Mendes. Depois vimos Miguel Fallabela fazer o mesmo numa FM do Rio. Afinal, o ator “interpreta” o texto melhor que nós, locutores, eu acho.   Quem já ouviu transmissão esportiva com fundo musical, com direito a música suspense a todo ataque dos dois times? Pois testamos uma vez, mas a incompreensão dos saudosistas do arcaico prevaleceu. O futebol fica diferente, mais emocionante. Aliás, já tem algo parecido no basquete americano.   A primeira dupla a fazer um horário no rádio foi em 1972, na Rádio Capixaba, um casal, com larga experiência no rádio. Ficou num estilo conversado, diferente. Hoje poucas emissoras recorrem ao esquema. Fica diferente e bonito.   Essas foram formas testadas, usadas corajosamente. Hoje têm outras para serem criadas, mas o ostracismo reinante no setor domina. Por isso que se diz, que se acha que o rádio parou no tempo. E é verdade.   PARABÓLICAS   O veterano Alcenir Coutinho tem seu programa na Difusora de Colatina, umas das emissoras mais antigas do Brasil   Seria Flavia Lickteneld a boa locutora apresentadora das tardes na Band de Guarapari?   Rosemarrie Sanglard continua tocando o barco na Colina FM, também de Guarapari   Gilliard Zuque fazendo um horário dominical na FM Líder. Mas gosto mesmo de suas entrevistas   MENSAGEM FINAL   Jamais deixe que as dúvidas paralisem suas ações. Tome sempre todas as decisões que precisar tomar, mesmo sem ter a segurança de estar decidindo corretamente. Paulo Coelho

31/05/2013 / 0 Comments
read more

??s claras

Sem categoria

As denúncias de espionagem praticada pela Vale contra funcionários e movimentos sociais, que apesar de ter tudo a ver com o Espírito Santo, até agora são tratadas fora daqui, poderão enfim ser passadas a limpo numa CPI na Assembleia Legislativa. À frente deste movimento está o deputado estadual Euclério Sampaio (PDT), que busca as dez assinaturas necessárias para iniciar uma investigação sobre o caso. A intenção é tratar da parte que envolve o Estado, por enquanto, citado na denúncia devido ao processo de implantação da Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU) em Anchieta. Como o teor completo do documento ainda é desconhecido, novas questões ainda poderão surgir, e não será novidade nenhuma, pois sabemos bem dos meios que a empresa se utiliza para emplacar seus projetos, sem ser incomodada. Além da espionagem, a ideia é chegar ao licenciamento da 8ª usina, o que é outra medida necessária. Para que a CPI vingue, Euclério espera contar com a bancada do PT, que tem atuação próxima aos movimentos sociais, e ainda com os deputados que costumam fazer pronunciamentos sobre a questão ambiental, como José Esmeraldo (de saída do PR). Se esses parlamentares mergulharem, vai pegar muito mal.    Mais do mesmo A propósito, está difícil de a Assembleia encarar o governo Paulo Hartung (PMDB). Primeiro a CPI do Posto Fiscal, que naufragou. Agora o arquivamento da PEC que sustava os efeitos do Compete, aquele dos benefícios para o Sincades. O plenário “correu” também deste assunto. Entra governo, sai governo, e ninguém peita Hartung.    Vitrine Depois da Câmara de Vila Velha, agora é Euclério que pretende impedir a inauguração de obras inacabadas. Projeto protocolado pelo pedetista determina que o governo do Estado só pode fazer aquele oba-oba todo quando as obras estiverem 100% concluídas e aptas a serem entregues à população. Parece óbvio, mas virou vício realizar solenidades com a presença em peso da classe política, e quando vai ver, não tem quase nada ali.    Vitrine II O problema é que estamos em ano pré-eleitoral, quando todo mundo corre atrás de uma oportunidade para aparecer. E os deputados estaduais estarão no páreo pela reeleição. Quem vai querer mexer com isso logo agora? Cada obra é um “flash”.    Conveniência Essa história de conduta ilibada para a cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas chega a ser engraçada. Só se lembra desse requisito quando interessa, como ocorre no processo atual, para atrapalhar a vida do deputado estadual Sérgio Borges (PMDB).    Polêmica Continua rendendo o vídeo de três jovens acusados de tráfico de drogas filmados antes de uma audiência com a juíza Graciene Pereira Pinto, em Mimoso do Sul, afirmando que seriam absolvidos. E foram. O Centro de Defesa dos Direitos Humanos “Dom Tomás Balduíno” divulgou nota de apoio à juíza. Afirma que é “montagem truculenta”. A gravação teria sido feita por agentes penitenciários.   Polêmica II Os jovens foram detidos por tráfico durante o carnaval deste ano. Ao terem conhecimento de que Graciene conduziria a audiência, ainda na sala de espera, eles riram – um até se referiu à juíza como mãe. No sul do Estado, só se fala nisso.    Bate-papo O celebrado fotógrafo Sebastião Salgado tem conversa marcada com fotógrafos do Estado, nesta sexta-feira (31). O tema do encontro, organizado por Humberto capai, bom…nem precisa dizer.   Bate-papo II Sebastião Salgado é mineiro de Aimorés, mas tem forte relação com o Estado. Foi aqui que ele cumpriu sua formação acadêmica em Economia e se casou.    140 toques ‘O governo federal tem que lembrar o lema de Rondon quando tratar dos povos e das questões indígenas: morrer se preciso for, matar nunca”. (Ex-vereador de Vila Velha João Batista Babá – PT – no Twitter).   PENSAMENTO: “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Martin Luther King

31/05/2013 / 0 Comments
read more

Bolas murchas, egos inflados

Sem categoria

No primeiro semestre de 1970, poucas semanas antes da Copa do México, o cronista Nêgo Pessoa lançou em Curitiba um livro-bomba: Por Que o Brasil Perdeu a Copa de 70. Ele condenava a “burrice” de Zagalo. Não imaginava que Gerson, Carlos Alberto, Tostão e Pelé assumiriam o comando do time, fazendo Jairzinho, Clodoaldo e Rivelino jogarem tudo que podiam e mais um pouco. Ganharam a Copa e Zagalo,  suprema ironia, passou a ser tratado como “um homem de sorte” pela crônica esportiva – a mais rasteira de todas as versões (policial, social,  econômica, política, “de serviços” etc.) do jornalismo. Nêgo Pessoa continua batendo bola na mídia do Paraná.         Pois bem, torcida brasileira: estamos iniciando uma tríplice jornada esportiva que começa agora com a Copa das Confederações, segue em 2014 com a Copa do Mundo e tem seu desfecho glorioso na Olimpíada de 2016, tudo isso em estádios brasileiros. Durante três anos o Brasil será a meca do futebol. E o que temos a oferecer ao mundo?     Grandes estádios provavelmente deficitários a longo prazo.     Clubes passivos diante de empresários vorazes e patrocinadores insaciáveis.     Emissoras de rádio e TV perdidas na dança das garrafas e das taças sem conteúdo.     Atletas transformados em zumbis de cabelo moicano.     Torcidas freneticamente generosas e um futebol que claudica no 19º lugar do ranking da Fifa.      Agora que Neymar foi para o Barcelona (no Santos não tinha mais tempo para jogar bola, só marquetava) e o maior craque entre nós é o veterano Ronaldinho Gaúcho, sobra para nós apreciar o circo armado nas capitais.     Depois que o futebol virou uma roleta que explora milhares para ornar de louros uma única cabeça, o que mais rola nos gramados é a vaidade de boleiros vendendo seus cabeleireiros e tatuadores, e de técnicos desfilando roupas no estilo bregachique. Não são todos: alguns como Abel Braga, Cuca, Joel Santana e Muricy vestem abrigos esportivos. .     Mas o que dizer de Luxemburgo, Mano Menezes, Osvaldo de Oliveira, Tite e Dunga?  Posam de filósofos tentando impor conceitos e sistemas mediante o emprego de frases colhidas em best sellers.da literatura de autoajuda.     O maior expoente desse estilo é ainda o Professor Scolari. Depois de mandar o Palmeiras pastar na Segundona, foi convocado por José Maria Marin, o Sarney do futebol, para dirigir a Seleção ao lado de Carlos Alberto Parreira, que fez parte da equipe de preparação física da Seleção de 1970.     Pode ser que a jogada de Marin dê certo, pois o futebol é uma caixinha de surpresa, como dizia Dino Sani, mas entregar a Seleção à dupla Parreira-Scolari é dar um passo atrás em busca do tempo perdido desde a época da ditadura militar.     Infelizmente, o retrocesso é um sintoma da nossa pobreza técnica. Parece que estamos condenados a viver de estalos e/ou improvisos que realimentam nossa autossuficiência. Sabem o nome desse jogo? Subdesenvolvimento.      Se é para ter um treinador autoritário e disciplinador, por que não o Bernardinho? Esse pelo menos tem inteligência e noções de psicologia. Scolari é a versão moderna de Osvaldo Brandão, o sabichão, o bruxo do futebol paulista.     Em vez de contribuir para aproximar os extremos, o futebol patrocina o distanciamento entre as bases e as cúpulas. O povo não tem dinheiro para freqüentar os estádios monumentais construídos com dinheiro público e “sustentados” com dívidas impagáveis. Assim, a presença de torcedores urrando, chorando ou rindo nas arquibancadas dos estádios mais parece um arranjo para oferecer oportunidades de flagrantes à TV enquanto a bola está parada. A mesma impressão se tem nos ginásios de vôlei, futsal e basquete: as torcidas uniformizadas parecem estar ali mais pelo lanche e a camiseta do que pelo esporte. São claques orquestradas pela idiotice televisiva.        Salve-se quem puder desse manipulação generalizada que atinge não só o esporte, mas  as outras grandes riquezas nacionais – a agricultura e a música –, nas quais meia dúzia de estrelas se locupletam, sem largar o filé, enquanto a maioria dos praticantes troca cebola na voragem das safras e temporadas.     LEMBRETE DE OCASIÃO   “Os treinadores de basquete e de vôlei são muito mais decisivos que os de futebol. Eles atuam a todo instante, com orientações durante o jogo e nas pedidas de tempo. O basquete é um jogo ainda mais tático que o futebol. No entanto, treinadores de futebol, na média, são mais valorizados e badalados. ”   Tostão

31/05/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.369 4.370 4.371 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.