O plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE) vai apreciar, na próxima semana, o recebimento de uma denúncia do ex-prefeito de Vila Velha, o advogado Vasco Alves de Oliveira Júnior, contra os sucessores por falsas promessas para pôr fim a alagamentos no município. A representação (TC 2769/2013) foi incluída na pauta da sessão ordinária da próxima terça-feira (4). O caso será relatado pelo conselheiro Rodrigo Chamoun. De acordo com o Regimento Interno do órgão, o relator do processo vai se manifestar sobre o acolhimento – ou não – da denúncia. Caso o conselheiro-relator entenda pelo não-prosseguimento da apuração, o plenário pode decidir pelo recebimento da denúncia, dando início a apuração pela área técnica do tribunal. Na representação protocolada no final de março, após fortes chuvas no município, Vasquinho pede a ação rigorosa do órgão na apuração dos investimentos feitos pelo governo do Estado e pela prefeitura no combate às inundações. O ex-prefeito cita que as últimas administrações – tanto estadual quanto municipal – anunciaram uma série de obras para o escoamento de águas no município, porém, as últimas chuvas mostraram que até mesmo bairros que não alagavam foram inundados. Ele alega que vários bairros de Vila Velha que sofreram com as chuvas mesmo após a realização de obras recentes – fato que teria agravado a situação nesses locais. “A realidade do Canal Bigossi, cujos altos investimentos realizados agravaram a situação com a diminuição da secção de vazão do citado curso d’água, com reflexos obviamente desastrosos no escoamento das águas. Até a Terceira Ponte teve o tráfego interditado, com impedimento da circulação de toda população que a utiliza, provocando um estado de verdadeiro caos”, narra um dos trechos da denúncia. Entre os pedidos da representação, o ex-prefeito solicita providências da corte para que se inicie uma “ação rigorosa” para verificar se os recursos públicos têm sido regularmente aplicados. “Trata-se de verdadeiro ralo de verbas públicas, que só serve para enriquecer as empreiteiras, sem qualquer resultado prático para a solução de tão grave problema”, classificou.
Policiais civis protestam em frente ao TCE por parecer sobre aposentadoria especial
Os policiais civis do Estado e entidades representativas ligadas à categoria realizaram na tarde desta terça-feira (28) uma manifestação em frente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) com o objetivo de cobrar da corte a conclusão do relatório final sobre a aposentadoria especial dos policiais com paridade e integralidade, que está há mais de um ano no Tribunal sem parecer. As entidades levaram um carro de som à porta do TCE para o protesto, que teve representantes de todas as categorias de policiais civis. De acordo com o presidente da Associação dos Peritos Papiloscópicos do Estado (Appes), Tadeu Nicoletti, o Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro (IPAJM) já havia dado parecer favorável à aposentadoria especial, só restando o relatório da corte de contas. Ele acrescenta que, nos moldes atuais da aposentadoria, os policiais civis têm uma queda abrupta na remuneração, o que acaba por impedir que os policiais deixem o serviço, forçando-os a permanecer na instituição, mesmo que já tenham direito à aposentadoria. O sindicalista diz, ainda, que a paridade e a integralidade já foram garantidas em nível federal e nas Polícias Civis de todos os outros estados do País. Esta foi a primeira manifestação dos policiais após a assembleia geral unificada da categoria, realizada na última terça-feira (22). A pauta de reivindicações dos policiais é mais extensa e também foi unificada com a dos policiais militares. Além da aposentadoria especial, com paridade e integralidade, os policiais civis reivindicam o aumento linear dos servidores públicos; e a unificação dos agentes, investigadores e fotógrafos. As principais insatisfações dos policiais militares se referem às cargas horárias ampliadas e ao aperto na demanda de trabalho por falta de efetivo. A promessa de reajuste da carga horária dos policiais foi feita pelo ex-comandante geral da corporação, coronel Ronalt Willian, em 2012, mas um ano depois as cargas não foram rearranjadas. Delegados Depois de três semanas de manifestações, os delegados de Polícia Civil foram recebidos pelo secretario de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Aminthas Loureiro Junior e pelo secretário de Governo, Tiago Hoffmann para negociarem o encaminhamento do projeto de lei que reconhece o cargo como carreira jurídica para a Assembleia Legislativa. Ficou acordado entre os delegados e os representantes do governo que o prazo final para encaminhamento do projeto é no dia 27 de junho. Após a negociação, os delegados presentes na reunião levaram a proposta à assembleia geral extraordinária com o restante da categoria, que aprovou o prazo do governo.
LDO ignora renúncias fiscais e pode sofrer resistência na Assembleia Legislativa
A Assembleia Legislativa pode criar resistências na aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 (LDO), que tramita desde o início do mês. Na sessão dessa segunda-feira (27), o deputado Euclério Sampaio (PDT) criticou a ausência da divulgação de eventuais compensações às renúncias fiscais do Estado – que deve chegar a R$ 2,7 bilhões até 2016 –, bem como o descumprimento de normas legais que podem inviabilizar a admissão do texto atual. O projeto de lei (PL 141/2013) está sendo analisado pela Comissão de Finanças da Casa desde o último dia 8. Apesar de o relator do texto ser o presidente da comissão, Sérgio Borges (PMDB), que também é líder do governo no Legislativo, a LDO deve ser alvo de questionamentos por parte dos demais membros. O clima de insatisfação do plenário com o governador Renato Casagrande pode influenciar na apreciação do projeto, que indica as metas da administração pública e orienta na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo Euclério, que também faz parte da comissão, o texto da LDO está “eivado de irregularidades”. O pedetista afirma que o projeto não atende aos ditames da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere à divulgação das metas fiscais. “Está faltando no texto a comparação entre os valores da arrecadação do Estado e de como ficaria sem as renúncias fiscais. Essa tabela é fundamental porque vai mostrar o rombo dos incentivos fiscais no caixa”, afirmou na tribuna da Casa. O parlamentar lembrou que o atual texto não indica os dados precisos sobre o faturamento e a arrecadação dos setores contemplados pelos benefícios fiscais do governo capixaba. “A tabela [que faz parte dos anexos da LDO] mostra que a arrecadação de alguns setores mesmo assim está caindo. Como assim? Deve estar sobrando dinheiro para o Estado”, criticou. O texto da LDO (clique aqui para ter conteúdo a íntegra do projeto) precisa ser devolvido para a sanção do governador até o dia 17 de julho. Os deputados só podem entrar em recesso após a aprovação da matéria. Mais polêmica Esse não é o único questionamento sobre o projeto da LDO, o texto também foi alvo de uma denúncia no Tribunal de Contas do Estado (TCE) por conta das supostas irregularidades na forma da divulgação das renúncias, que devem bater a casa dos R$ 900 milhões somente no próximo ano. O processo (TC 4108/2013) já foi encaminhado para o relator designado, conselheiro Domingos Augusto Taufner. Um dos pontos da queixa formulada por um cidadão é de que o projeto de lei não apresentou qualquer demonstração comparativa de que os percentuais das renúncias fiscal “proporcionou ou vai proporcionar uma melhor arrecadação” por conta dos incentivos. Por conta dessas possíveis irregularidades – classificadas como infrações administrativas pela LRF – o governador Renato Casagrande poderá até ser multado pelo tribunal, caso a denúncia seja acolhida.
Crise com Assembleia pode prejudicar indicação palaciana ao Tribunal de Contas do Estado
A crise estabelecida no plenário da Assembleia, com duras críticas à falta de atenção do governo do Estado às demandas dos parlamentares, pode prejudicar o acerto entre Palácio Anchieta e o Legislativo sobre a vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCES) com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira, que completa 70 anos nesta quarta-feira (29). O sucessor de Madureira, que foi deputado estadual antes de se tornar conselheiro, geralmente é indicado pela Assembleia Legislativa, mas como não havia consenso na Casa sobre um nome do Plenário, o governador Renato Casagrande (PSB) ocupou a brecha deixada pela Assembleia e passou a trabalhar um nome ligado ao Palácio Anchieta. O nome escolhido seria o do secretário-chefe da Casa Civil, Luiz Carlos Ciciliotti. Para viabilizar o projeto uma manobra teria sido costurada com o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), que recentemente teve a mulher, a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub (DEM), indicada para assessora especial da Casa Civil, o que garantiria o apoio de Ferraço à indicação palaciana. A movimentação teria esbarrado, porém, em uma séria crise estabelecida entre o governo do Estado e os deputados estaduais, irritados com a falta de atendimento do governo às suas demandas. Além disso, a aproximação com Ferraço teria sido inócua, já que o presidente da Casa não teria mais o controle do plenário após o escândalo deflagrado com a Operação Derrama. Paralelamente, na Assembleia, começou a ganhar apoio a candidatura do deputado estadual Sérgio Borges (PMDB), líder do governo, à cadeira de Madureira. Diante da falta de diálogo do governo com os deputados e às constantes reclamações dos parlamentares nas sessões, cresce nos meios políticos a ideia de que dificilmente o governador conseguirá um acordo fácil para a indicação de seu secretário para o Tribunal de Contas.
Após 150 dias de gestão, prefeito de Cariacica ainda reclama de antecessor
Passados 150 dias do início das novas gestões municipais, o prefeito de Cariacica, Geraldo Luzia, o Juninho (MD), insiste em um discurso que já foi abandonado pelos demais prefeitos que tomaram posse em janeiro. Nos primeiros dias das gestões, a maioria reclamou da falta de recursos em caixa e da desorganização das administrações deixadas pelos antecessores. O discurso, porém, já não convence mais a população dos municípios, pois as gestões já se aproximam do fim do primeiro semestre. Ao jornal A Tribuna desta terça-feira (28), o prefeito justificou as mudanças que vêm realizando no primeiro e segundo escalões de sua gestão ao que chamou de “fardo pesadíssimo” recebido de seu antecessor, o atual secretário de Ação Social e Direitos Humanos do governo do Estado, Helder Salomão (PT). Mas, para os meios políticos, a justificativa de Juninho não convence. Primeiro porque o atual prefeito foi integrante da gestão anterior. Ele era vice-prefeito de Helder. É verdade que as desavenças entre os dois afastaram Juninho da gestão do petista, mas a gestão do ex-prefeito, único a ser reeleito na história recente de Cariacica, trouxe avanços para a cidade como o aumento da arrecadação, que triplicou durante sua passagem pela prefeitura. Entre as gestões que terminaram em dezembro do ano passado, a de Cariacica foi considerada nos meios políticos como a menos problemática. A leitura que se faz no município é que Juninho não encontrou em seu arco de alianças quadros identificados com a cidade e tenham condições de responder pelas pastas. Para a classe política do município, as movimentações na prefeitura têm causado uma instabilidade política que pode prejudicar não só a administração de Juninho, mas também seu capital político. O prefeito tem se movimentado politicamente de forma intensa, mas tem deixado a desejar na gestão propriamente dita, o que tem aberto uma brecha para os possíveis adversários políticos, que, em campo, começam a acionar a central de boatos. A impressão da classe política de Cariacica é de que se Juninho não implementar uma aceleração na gestão, poderá encontrar problemas para a reeleição em 2016, quando poderá encontrar pela frente o próprio Helder Salomão.
PH não dá ponto sem nó
Como diz o ditado, Paulo Hartung (PMDB) “não dá ponto sem nó”. Na entrevista publicada nesta segunda-feira (27) pelo Folha Vitória, o ex-governador disse, entre outras coisas, que o senador Ricardo Ferraço era seu candidato nas eleições de 2010 ao governo do Estado, mas as circunstâncias acabaram inviabilizando o nome do peemedebista. Resultado. Para fazer o “processo fluir”, foi obrigado a apoiar o então candidato do PSB, Renato Casagrande. Depois de reconhecer que Ricardo ficou com crédito em 2010, que pode ser devolvido em 2014, ele enalteceu o altruísmo do hoje senador, que abriu mão de disputar o governo em nome do projeto de Hartung. “Era um dos pré-candidatos em 2010 e teve um gesto de desprendimento que é raro na política do nosso país”, elogiou. Sem parar de encher a bola do senador, o ex-governador destacou que Ricardo se elegeu com maior votação que um homem público já teve. “Está realizando um mandato de senador exemplar. É a maior liderança do partido e precisa participar desse debate”, disse se referindo às eleições de 2014. Imaginem a satisfação de Theodorico Ferraço (DEM) ao ler a entrevista na manhã desta segunda (27). Deve ter pensando com seus botões: “Finalmente Hartung fez justiça com o meu filho”. Na mesma hora em que Ferraço devia estar se deliciando com a entrevista, a Comissão de Infraestrutura da Assembleia, presidida pelo deputado Marcelo Santos (PMDB), ouvia o diretor de Obras Especiais do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado do Espírito Santo (DER- ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes. O engenheiro concordou em prestar esclarecimentos sobre o “posto fantasma” de Mimoso do Sul – obra que custou R$ 25 milhões, mas que não saiu da fase de terraplanagem. Um verdadeiro mistério. Em resumo, Mannato disse que cumpriu determinações do então governador Paulo Hartung e do secretário de Fazenda José Teófilo. Ele confirmou que a obra foi iniciada em 2005 e, em 2009, o posto foi extinto por ordem do Executivo. Para o bom entendedor, Mannato deixou claro que se houve erro, foi no andar de cima. É louvável o esforço da Comissão de Infraestrutura em tentar esclarecer um enigma dessa monta, capaz de fazer “desaparecer” R$ 25 milhões sem deixar rastro. Um escândalo que deveria ser digno de uma CPI. O problema é que as 10 assinaturas necessárias para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito não brotam no chão inóspito da Assembleia. Apesar do esforço de três ou quatro parlamentares, a ideia da CPI não avançou. Poucos deputados têm coragem de mexer com o ex-governador em véspera de ano eleitoral. O plano B dos deputados Marcelo Santos e Euclério Sampaio (PDT) – este último esteve in loco tentando encontrar um único tijolo na obra que fosse capaz de contar o paradeiro dos outros – foi tentar decifrar o enigma por meio da Comissão de Infraestrutura da Assembleia. Louvável, mas improvável. Apesar da boa-vontade dos parlamentares, a comissão não tem força nem autonomia para mergulhar mais fundo no mistério. Procurando alternativas para avançar, os deputados pediram uma auditoria para vasculhar o sumiço dos R$ 25 milhões. Detalhe: o pedido para a contratação da auditoria tem de passar pelas mãos de Ferraço. O presidente da Assembleia, desde que começaram a circular na Casa rumores de uma CPI, já mostrou que é avesso a ideia. O momento não poderia ser mais inoportuno para mexer com Hartung, principalmente agora que o ex-governador rasga elogios ao filho dele e o eleva à condição de maior liderança do partido do momento. Será que Ferraço-pai seria favorável a uma auditoria que poderia desvelar o enigma do “posto fantasma” que, inexoravelmente, chegaria a Paulo Hartung?
Obstáculo
Os trabalhos iniciados pela Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa nesta segunda-feira (27), para ouvir explicações dos citados no caso do posto virtual fiscal de Mimoso do Sul, escândalo que bate à porta do ex-governador Paulo Hartung e mais sete pessoas de seu governo, tentam preencher o buraco deixado pelos deputados estaduais, que não tiveram peito para assinar o pedido de criação de uma CPI. Não precisa puxar muito na memória para lembrar da movimentação iniciada há mais de dois meses por Gilsinho Lopes (PR), que não saiu do lugar. Para a CPI ser instalada, seriam necessárias dez assinaturas, mas – na melhor das hipóteses – oito parlamentares se mostraram dispostos a investigar o destino dos R$ 25 milhões destinados ao posto, cujas obras não saíram da fase de terraplanagem. Mesmo assim, desses oito, quase ninguém “mostrou a cara”. Estão certos os deputados da Comissão, o caso exige apuração. Mas não há como chegar muito longe. Basta considerar que as ações dependem do aval do presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), que não parece interessado em investigar o escândalo, apesar de sua gravidade. Se quando tem CPI nada acontece no Espírito Santo, imagine sem… Vigia A propósito, olha que interessante,o diretor de Obras Especiais do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER- ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes, que falou, falou, falou e não disse nada nesta segunda à Comissão, não estava acompanhado de advogado, nem nada parecido. E sim do ex-vice-prefeito de Vitória Tião Barbosa, do PMDB, hartunguete de carteirinha. Foi conferir as declarações? Nomes A quem interessar, integram a Comissão os deputados Marcelo Santos (PMDB), presidente; Atayde Armani (DEM), vice-presidente, e Euclério Sampaio (PDT), Jamir Malini (PTN) e Cacau Lorenzoni (PP) efetivos. Relax Outro citado no escândalo e também denunciado pelo Ministério Público do Estado (MPES), o ex-secretário da Fazenda José Teófilo de Oliveira – atual sócio de Hartung no escritório de consultoria Éconos – está passeando na Europa, longe de qualquer incômodo . É o comentário que rola nos bastidores. Pérolas “Demais” a entrevista concedida por Hartung ao Folha Vitória. Como sempre, entre o que ele fala e faz há uma distância enorme. Não é candidato, mas se movimenta a torto e a direito interior afora; jura que apoiou a presidente Dilma Rousseff em 2010, e a melhor: não fez seu caminho pisando na cabeça de ninguém. Claro. Acidente O vice-prefeito de Boa Esperança. Valdir Turini, é uma das vítimas do grave acidente de carro registrado nesta segunda-feira (27) na BR 101 Norte, no trecho entre Timbuí e Fundão. Ele e sua mulher Kátia Bonato Loronzoni Turini sobreviveram ao forte impacto e foram encaminhados ao hospital. O outro casal envolvido no acidente – José Freitas de Matos e Cléa Melo de Matos – morreu. Turini também já foi secretário de Estado da Saúde, no governo Vitor Buaiz. Empacou Não é de hoje que o tempo se fecha para Rafael Favatto (PRB). Saiu derrotado de algumas eleições, não foi absorvido pela gestão passada, e agora, vice-prefeito de Vila Velha e secretário de Assistência Social, foi colado de escanteio pelo prefeito Rodney Miranda (DEM). ODM O assessor da Presidência da República e membro da coordenação do Programa Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM Brasil), Ubirajara Augusto, está em Vitória. Vai coordenar o evento de lançamento do 5º Prêmio ODM Brasil, nesta quarta-feira (29), no Palácio Anchieta. Mal das pernas A Aracruz Celulose adora posar de empresa exemplo, mas enfrenta problemas resultantes da valorização do dólar, ao qual é atrelada sua dívida de R$ 7,7 bilhões. Uma subida abrupta na cotação do dólar pode ser fatal – deu na Carta Capital. 140 toques “Estou com a leve impressão que a Rodoviária é mais agradável que o aeroporto de Vitória”. (Ex-secretário de Educação de Vila Velha Roberto Beling – no Twitter). PENSAMENTO: “A ação política é cruel; baseia-se numa competição animal, é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo”. Otto Lara Resende
O X da questão
Entre as muitas questões sobre o indefinido processo eleitoral de 2014, o posicionamento do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) no cenário é um dos pontos mais intrigantes para a classe política do Estado. As movimentações de Hartung nos bastidores são imprecisas e colocam em risco o processo que vem sendo construído pelo governador Renato Casagrande (PSB). O que está colocado são as preocupações com as questões judiciais, que podem até não dar em nada, mas que trincam a antes imaculada vitrine política do ex-governador. Além disso, sem mandato desde 2010, Hartung vem em queda de prestígio eleitoral e por isso precisaria apresentar-se para a disputa. Mas em que posição? A princípio, há uma vaga destinada ao ex-governador no palanque de Renato Casagrande: o Senado. Mas as articulações, envolvendo a cúpula do PMDB, jogam os holofotes para a disputa ao governo do Estado. O PMDB aparece com sua movimentação no Estado, discutindo as eleições de 2014. Paralelamente, o ex-governador aparece na imprensa falando do potencial do senador Ricardo Ferraço (PMDB) para a disputa ao governo. Ao dizer que em 2010, ele era a bola da vez, ele pressiona o palanque de unanimidade de Casagrande. A intenção, para os meios políticos, não seria a de efetivamente lançar uma candidatura peemedebista a mais de um ano do início do processo eleitoral. Até porque este não é o estilo de Hartung. Ao ao credenciar Ricardo Ferraço à disputa, Hartung o coloca na mesa de negociação para negociar em favor do grupo. Essa movimentação tira o controle das articulações das mãos de Casagrande. É um processo que vai do desgaste do governo Casagrande, por meio de parte da imprensa, no sentido de mostrar que o sucessor do ex-governador não fez um trabalho melhor do que o dele. Além disso, coloca como trunfo um possível candidato, que não tem nada a perder ao disputar o governo. Ferraço tem mandato até 2018, tem a simpatia da classe política e o DNA hartunguete. A movimentação de Hartung deixa dúvida sobre seu posicionamento eleitoral em 2014, mexe com o mercado político e aumenta a pressão sobre a já complicada unanimidade de Casagrande. Fragmentos: 1 – O adiamento da votação do reajuste dos servidores públicos foi tratado como um sinal de revolta da Assembleia Legislativa em relação ao governo do Estado. Mas esse discurso só convenceu que não acompanhou esse processo nos anos anteriores. 2 – É praxe votar os reajustes dos servidores de todos os poderes junto e com acordo prévio, sempre acompanhando o percentual oferecido pelo Executivo. Não seria diferente este ano. 3 – Se quisesse, o PSDB teria um trunfo contra o discurso conservador sobre a criminalização da juventude. Rita Camata tem capital político para construir um discurso forte em defesa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Em dia
Há 16 meses que o senador Ricardo Ferraço (PMDB) mantém um programa semanal na Rede SimSat, falando para seus correligionários através de 23 emissoras. Lembro quando ele disse que não gostaria de ficar distante de seus amigos no Estado, por isso que queria fazer um programa. Semanalmente ele fala de suas principais atividades em Brasília. Ele tem outros meios, alguns potentes e outros mais modernos para fazer isso, mas prefere falar no rádio. Tem rádio nas veias, já que o pai, Theodorico, sempre teve rádio nos negócios, desde Cachoeiro. Venho falar essas coisas, dada a importância do rádio. Na política ele tem e sempre terá seu lugar de destaque. Porque num país avançado em técnicas gerais, um presidente mantém um programa semanal no rádio? Nos Estados Unidos, o presidente Obama continua fiel ao veículo. Aqui no Brasil, Lula incentivou e a Dilma encampou. Toda semana ela tem o “Café com a presidente”. Não deixa de ir ao ar nem quando viaja. É prioridade da agenda. Grava às sextas depois do almoço, e na segunda esta disponibilizado para todas as emissoras que quiserem reproduzir. Na faixa de pesquisa, o pessoal que ouve rádio deixou de ser classificado. Agora tem a internet, onde ele prolifera e os pesquisadores não atinaram para isso. O rádio hoje fala para varias classes ao mesmo tempo. Está difícil de qualificá-lo por classe de ouvinte. É abrangente, mas mantém a fidelidade mais baixa da população, claro. O rádio continua um veiculo sedutor, atraente e ficando sofisticado. Quando chegar a digitalização do AM então, ninguém vai segurar. PARABÓLICAS Segundo fontes fidedignas, Muniz Freire se prepara para ter sua rádio comunitária. A final do Campeonato Capixaba teve o recorde de rádios e locutores em transmissão. Destaque para Paulo Duarte O horário do Pe. Marcelo Rossi é um dos mais ouvidos da rádio Globo de Barra de São Francisco Gerusa Marim empresta toda sua experiência de anos de rádio a FM Cidade de Cachoeiro de Itapemirim MENSAGEM FINAL Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência. Henry Ford
Jazz e MPB tão o tom no Quarta no Theatro
Nesta quarta-feira (29) o Teatro Carlos Gomes, na sequência à programação do Quartas no Theatro 2013, recebe os shows De Motivos e Palavras, do pianista, compositor e arranjador Túlio Pizzol Trio e Outro Lugar, da cantora e DJ Marcela Lobbo. Tendo como referências o pianista Keith Jarrett, a formação musical de Túlio Pizzol Busato também revela forte influência de Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal e da sanfona de Sivuca. Túlio atualmente se prepara para gravar seu primeiro disco. Em Outro Lugar, Marcela Lobbo apresenta composições inéditas e regravações de artistas conhecidos nacionalmente, como Paulinho Moska, Biafra, Frejat e Zeca Baleiro. Nesse trabalho, que também dá nome ao CD recém lançando, essa premiada cantora, conhecida por suas interpretações viscerais, expõe seu lado mais doce e leva ao palco o trabalho mais intimista de sua carreira. Pianista, compositor e arranjador, Túlio nasceu em Venda Nova do Imigrante e conheceu a música a partir do contato prematuro com os grupos locais. Na adolescência, seu interesse continuou e entrou em contato com o jazz e com a improvisação. A partir de 2006, começou a participar do tradicional Clube do Jazz da Curva da Jurema e se apresentar com inúmeros músicos locais e nacionais. Deu início a uma série de cursos de aperfeiçoamento em piano. No mesmo ano, formou-se bacharel em Música pela Ufes e desde então tem se apresentado nas principais casas de shows e teatros com os mais importantes músicos do estado, como Afonso Abreu, Fabiano Araújo, Turi Collura, Ava Araújo e Zé Moreira. Marcela Lobbo, mineira de Além Paraíba, Marcela mudou-se para Juiz de Fora onde começou a participar de diversas competições e festivais de música. Com recursos da Lei Rubem Braga de Vitória, produziu o seu primeiro CD: Dossiê. Em 2001, lançou Sertão das Miragens em parceria com o compositor mineiro Luizinho Lopes. Seus dois CDs atualmente alcançam a faixa de 3.500 cópias vendidas. Em 2005, Marcela lança seu terceiro CD intitulado Dedos. Nesse trabalho, a artista mostra o seu lado mais pop, com arranjos modernos e pitadas de música eletrônica. Em agosto de 2007, realizou um show em homenagem à Elis Regina no Teatro Carlos Gomes, com a participação de Luis Carlos Miele. Serviço O Quartas no Theatro com Marcela Lobbo e Túlio Pizzol acontece nesta quarta-feira (29), a partir das 19h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). À venda na bilheteria no dia do evento. Informações: (27) 3132-8398.