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Século Diário

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TJES vai analisar recursos contra a derrubada de liminares que suspenderam incentivos fiscais

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O estudante de Direito Sérgio Marinho de Medeiros Neto, autor das ações populares que questionam a legalidade dos incentivos fiscais do governo capixaba a empresas instalados no Estado, pediu a nulidade da decisão do desembargador Fábio Clem de Oliveira, que derrubou as liminares que suspendiam os benefícios para o setor atacadista. Ele alega que a inexistência de prevenção do relator do caso é uma manobra da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para “escolher” o julgador do processo Além da nulidade da decisão que concedeu o efeito suspensivo, o estudante também pediu a redistribuição do feito para o relator originário. “A bem da verdade, a alegada prevenção não passa de uma forma maquiavélica da PGE de ter seu recurso julgado por um magistrado que ela houve por bem escolher. […] É uma violação escancarada ao sistema da livre distribuição e ao princípio do juiz natural”, considerou. Em quatro recursos distintos, Sérgio Marinho sustenta que o relator sorteado para a análise dos recursos seria o desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, que determinou a redistribuição dos recursos do Estado do Espírito Santo e do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor (Sincades) contra a liminar que suspendeu os incentivos fiscais ao setor até a conclusão do julgamento de mérito, em discussão na 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual. Ele não entendeu que o relator original teria considerado que o desembargador Fábio Clem seria o responsável pela análise, após ter analisado um recurso do Estado contra uma liminar que obrigava a divulgação da lista dos benefícios pelos incentivos fiscais concedidos na Era Hartung. Essa liminar havia sido concedida em outra ação popular movida pelo profissional liberal, Álvaro Luiz Souza Santos. No entanto, o estudante de Direito alega que o relator original teria sido induzido ao erro pela PGE, já que as duas ações não teriam a mesma causa, não versavam sobre o mesmo assunto – como interpretou Nogueira da Gama ao enviar os autos do recurso ao colega: “Da mesma forma que o juiz não pode escolher a parte, a parte não pode escolher o juiz que lhe aprouver”. “Então se pergunta, qual a possibilidade de julgamento contraditório no presente caso? A resposta é, seguramente, nenhuma! E simplesmente porque aquele feito anterior trata tão somente do dever de informações (obrigação de fazer – dar publicidade), previsto na Constituição Estadual, enquanto esse, mui distintamente, trata do mérito da transferência de recursos públicos para ente particular”, diz um trecho do recurso. Da mesma forma, o autor das ações populares também questiona a falta de fundamentação pelo desembargador Fábio Clem para a avocação (recebimento) da competência do processo. Para Sérgio Marinho, a regra é que “todo processo seja sorteado”. No caso de haver exceção, essa deveria ser fundamentada. “Ocorre que o desembargador não fundamentou, não fez qualquer manifestação acerca da suposta prevenção, simplesmente proferiu a decisão de mérito do pedido de efeito suspensivo ao agravo (recurso) interposto pela parte contrária. […] De modo que a decisão deve ser declarada nula. Cabendo ressaltar que a matéria ora levantada é de ordem pública, suscetível de ser sanada até mesmo de ofício”, pontuou. Ao final do texto, Sérgio Marinho ressaltou que a ausência de sorteio pública para a distribuição leva à nulidade de todas as eventuais decisões posteriores. “Imperioso registrar que longe se está, aqui, de questionar a competência jurídica, a parcialidade ou a lisura do nobre desembargador Fábio Clem. No entanto, nem este jurisdicionado nem qualquer outro pode simplesmente escolhê-lo, por qualquer motivo que seja. Desta forma, ninguém pode escolher o juiz pelo qual deseja ser julgado”, cravou.

21/05/2013 / 0 Comments
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Vereadores vão convocar audiência pública para discutir problemas da Rodosol

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Um grupo de vereadores de Vila Velha levou à Agência Reguladora de Saneamento Básico e Infraestrutura Viária do Espírito Santo (Arsi) as reclamações sobre a Rodosol, que foram destaque durante os discursos na Câmara canela-verde na última semana. A reunião aconteceu nesta terça-feira (21), no Palácio da Fonte Grande, em Vitória, e deveria contar com a presença de representantes da Rodosol, o que não ocorreu.    “A Rodosol não participou porque a Arsi não julgou necessário. Pelo que ficou decidido, vamos definir dentro de um prazo médio de 15 dias uma data para a audiência que irá debater o que foi exposto neste primeiro debate, incluindo as considerações da população, ou seja, os problemas e os deveres da Rodosol”, ressaltou o vereador Osvaldo Maturano (PMDB).   De acordo com Maturano, também participaram da reunião com a Arsi os vereadores Duda da Barra (PSDB ) e Joel Rangel (PSB). Segundo Maturano, é consenso entre os três vereadores a omissão da Rodosol quanto a algumas obrigações com a população de Vila Velha.    As reclamações apresentadas vão desde os valores de arrecadação do pedágio, condicionantes ambientais não cumpridas até propostas sobre alterações na rodovia.    “Queremos que o posto policial seja alterado porque ele está dentro da Reserva de Jacarenema e também propomos  uma passarela, por baixo ou por cima da rodovia, para garantir mais seguranças aos moradores que atravessam diariamente o trevo da Ponta da Fruta. Também faltam coberturas para alguns pontos de ônibus dn Rodovia do Sol”, ressaltou ele.    Os vereadores apontam que as demandas que deveriam ser atendidas pela concessionária não são atendidas, como é o caso do cumprimento de condicionantes ambientais, a não manutenção das vias que interligam a Terceira Ponta à Rodovia do Sol, à passarela sobre a avenida Carioca, em frente ao Shopping Praia da Costa, entre outros pontos.    A reunião realizada nesta terça (21)  foi uma tentativa de cobrar o governo para que ele intervenha diretamente na interlocução entre a empresa e município para cobrar as contrapartidas ignoradas por ela. Mesmo sem a participação de nenhum representante da concessionária, os vereadores acreditam que após a audiência pública será possível chegar a um consenso com Rodosol.                 

21/05/2013 / 0 Comments
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Governador do Amapá se junta a grupo contrário à candidatura de Campos

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Depois do governador Renato Casagrande e do ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra, foi a vez do governador do Amapá, Camilo Capiberibe, se manifestar contrário à candidatura do presidente do PSB, Eduardo Campos à Presidência da República em 2014. Capiberibe disse ao jornal Folha de S. Paulo que o melhor para o partido é apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff e que uma candidatura própria do PSB é um projeto que deve ser pensado para 2018. A afirmação do governador do Amapá vai ao encontro da declaração do governador Renato Casagrande, secretário-geral do partido. Na semana passada, , Casagrande declarou ao Valor Econômico que Campos “ainda” não tem condições disputar a eleição presidencial. Assim como Casagrande, o governado do Amapá recebeu apoio do PT na eleição de 2010. Ele criticou ainda a aproximação de Campos com o DEM e o MD, que estão no campo da oposição a Dilma. Nessa segunda-feira (20), Fernando Bezerra defendeu a reeleição de Dilma. O ministro tem se articulado internamente contra a candidatura do presidente do partido. Além de Capiberibe e Casagrande, o governador do Ceará, Cid Gomes, também já manifestou publicamente que irá apoiar a reeleição de Dilma. Para os meios políticos, além de Bezerra, a posição de Casagrande e de fundamental importância para a discussão interna, já que o governador do Espírito Santo é secretário-geral da sigla e sua palavra tem peso dentro do partido. Mas se o grupo contrário a Campos é forte, o governador de Pernambuco também conta com aliados na construção de seu palanque. Os governadores da Paraíba, Ricardo Coutinho, e do Piauí, Wilson Martins, podem ser importantes apoios na candidatura. O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque, também é do grupo que tenta viabilizar a candidatura do presidente do partido. Em abril passado, ele chegou a afirmar que conseguiria o apoio de 30 senadores à candidatura socialista, mesmo a sigla tendo apenas quatro parlamentares naquela Casa. Embora tente manter uma postura amena, sem confronto com Eduardo Campos, a queda de braço dentro do PSB nacional pode levar Renato Casagrande a endurecer sua posição internamente para manter a trinca com PT e PMDB para seu palanque de reeleição no Estado.  

21/05/2013 / 0 Comments
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MPF quer saber se Estado está cumprindo lei que assegura tratamento de pessoas com câncer

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O Ministério Público Federal no Estado (MPF-ES) oficiou a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com o objetivo de saber quais são as providências que estão sendo tomadas, no âmbito do Estado, para dar cumprimento à Lei n° 12.732/12, que entra em vigor nesta quarta-feira (22).    A norma determina que pacientes diagnosticados com câncer (neoplasia maligna) recebam o primeiro tratamento – cirúrgico ou clínico – pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em até 60 dias após o diagnóstico.    Para dar cumprimento à legislação, a norma prevê que o tratamento é considerado iniciado com a realização de terapia cirúrgica ou com o início de radioterapia ou de quimioterapia, conforme a necessidade terapêutica do caso.   A lei prevê, ainda, que pacientes acometidos por manifestações dolorosas em consequência do câncer tenham tratamento privilegiado e gratuito, no que se refere às prescrições e dispensação de analgésicos opiáceos ou correlatos.    Cabe ao Estado implementar a informatização dos cadastros dos pacientes e cumprir exigências para atender à regionalização que a legislação estabelece.    O MPF-ES informa que, caso o paciente verifique o descumprimento da legislação no Estado, pode procurar uma das unidades do órgão nos municípios de Vitória; Colatina, no noroeste do Estado; Linhares e São Mateus, no norte; ou Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado. A denúncia também pode ser feita através do site www.pres.mpf.gov.br, no link “Faça sua Denúncia”.  

21/05/2013 / 0 Comments
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TJES nega recurso contra destituição de ex-síndico de massas falidas

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O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Carlos Roberto Mignone, negou o recurso do ex-síndico de massas falidas, advogado Paulo Roberto Mendonça França, contra a destituição do comando de várias falências. Na decisão da última sexta-feira (17), o magistrado ratificou o julgamento pela 4ª Câmara Cível, que manteve a exclusão determinada pelo juízo de 1º grau após indícios de fraudes milionárias na condução das massas falidas. No texto, o desembargador Carlos Mignone entendeu que não era cabível um novo recurso de Paulo França no caso. A defesa do ex-síndico apontou eventuais irregularidades no acórdão, que não teria abordado todas as alegações dos advogados. Entretanto, o desembargador afirmou que o acórdão foi suficientemente fundamentado e que todas as questões postas foram enfrentadas. “Os pontos tidos como omissos pela recorrente se mostram irrelevantes ao deslinde da controvérsia, tendo em vista que o fundamento principal da decisão recorrida é a existência de provas suficientes à quebra de confiança no administrador da massa falida”, diz um dos trechos da decisão. Durante o primeiro julgamento, em agosto do ano passado, os membros da 4ª Câmara Cível do tribunal confirmaram as decisões de 1º grau pela destituição da Paulo França da gestão de massas falidas da Braspérola, Têxtil Braslinho, HSU Comercial (Eletrônica Yung) e da empresa de consórcios Adec. O colegiado ratificou parte das denúncias trazidas em setembro de 2011, pelo então juiz da Vara de Falências e Sucessões de Vitória, Ademar João Bermond. Na ocasião, o advogado Paulo França – que foi diretor financeiro e chegou a presidir o Banestes no ano de 2009 – foi acusado de omitir valores na prestação de contas, além da suspeita de desvios que podem ter ultrapassado a caso dos R$ 4 milhões, de acordo com os dados de uma auditoria independente que investigou as várias falências geridas pelo advogado. Em resposta à destituição como síndico das massas falidas, o ex-presidente do Banestes negou as acusações e garantiu que todas as prestações de contas, ao longo de doze anos, foram aprovadas pelo juízo e Ministério Público, sem qualquer impugnação por parte dos credores e falidos. Apesar disso, Paulo França responde a uma ação penal na 3ª Vara Criminal de Vitória por conta das fraudes. No mês passado, a juíza Maria Cristina de Souza Ferreira, manteve o nome do ex-síndico como réu no processo criminal movido pelo Ministério Público Estadual (MPE). Na mesma decisão, a magistrada reconsiderou o recebimento da denúncia contra o empresário Hudson In Chol Kwak, sócio da Eletrônica Yung, que figurava como o outro réu na ação. A audiência de instrução e julgamento do caso foi marcada para o próximo dia 14 de agosto. Atualmente, o advogado está diretor financeiro da Companhia de Desenvolvimento de Cariacica (CDC), mesmo após especulações de uma possível saída do cargo. Paulo França também consta entre os réus de uma ação de improbidade movida pelo MPE contra a utilização de verbas públicas no pagamento da multa imposta a três ex-diretores por falta de transparência na negociação para venda do banco estatal, em 2007.

21/05/2013 / 0 Comments
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Hartung se alia a Casagrande, mas PSDB pode ser rota alternativa para ex-governador

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O ex-governador Paulo Hartung tem se movimentado bastante nos bastidores em relação às acomodações para a eleição do próximo ano. O grupo do ex-governador busca permanecer no palanque do governador Renato Casagrande, mantendo a trinca PSB, PT e PMDB, mas Hartung estaria se movimentando para tirar o PMDB do controle de Casagrande. Hartung buscou uma aproximação com o PT nacional, mas sem conseguir êxito vem trabalhando com a possibilidade de fortalecer a aliança que mantém com o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Casagrande busca costurar um palanque independente em relação à disputa nacional, já Hartung tenta se viabilizar com o PT, mas pode se aproximar mais do ninho tucano. No palanque de Dilma, Hartung encontra resistência da cúpula petista por conta de episódios passados, em que se afastou da disputa presidencial tanto da presidente Dilma como do ex-presidente Lula. Em relação ao PSDB, além da proximidade política com Aécio Neves, o ex-governador conta a seu favor com a inviabilidade do PSDB erguer sozinho um palanque para o senador mineiro no Estado. Casagrande também vem tentando atrair o ninho tucano para seu palanque de reeleição, mas não tem tanta afinidade com o PSDB, quanto Hartung. Além disso, a presença de outros presidenciáveis no palanque do socialista pode aproximar ainda mais o tucano do ex-governador. Um elemento que vem trazendo musculatura para que o ex-governador se viabilize para a disputa, seria a impressão do eleitorado de que Hartung seria o nome mais propício para enfrentar um possível palanque do senador Magno Malta (PR) ao governo no próximo ano. Malta vem fazendo um enfrentamento a Casagrande e, por isso, Hartung pode superar o senador correndo por fora. Além disso, o ambiente criado com o PMDB nacional para um palanque puxado pelo ex-governador criaria as condições para que ele pressione o palanque socialista. Casagrande tenta uma costura com o PMDB, oferecendo a candidatura ao senado para Hartung. Mas ao que parece, a posição do ex-governador vai depender do cenário nacional.  

21/05/2013 / 0 Comments
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Análise: Terapia de Risco

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  O avanço tecnológico permite uma série de facilidades para a vida atual, mas também acarreta consequências muitas vezes negligenciadas. Numa sociedade infinita, em que somente agora damos conta da possibilidade do limite (via econômica, ecológica ou nuclear), as consequências são sempre postergadas.    O consumo interminável que se cura com remédios ou simples operações bariátricas também começa a apresentar efeitos colaterais. E isso assusta, perceber que é necessário algum tipo de sacrifício em meio de tanto hedonismo.   Jonathan Banks (Jude Law) é um psicanalista emergente, que desdobra seu tempo trabalhando em vários locais para poder pagar suas contas. Emily Taylor (Rooney Mara) o procura para resolver uma tentativa de suicídio, causada após a saída de seu marido da prisão.    O que era um tratamento comum passa a ser mais complexo a partir da utilização de novos medicamentos, em que o médico ganha uma parte pela inserção no mercado. O medicamento possui vários efeitos colaterais, incluindo o sonambulismo.    Um dia após a medicação, Emily mata o marido. Ela alega a inconsciência devido ao remédio, o que a livraria de penas mais severas. Alguém, entretanto, há de ser o culpado.   Uma narrativa constante, sem muito contraste, em que certa linearidade pode causar certa monotonia, mas que segue a lógica do tratamento. Pouco a pouco se dá o acesso a camadas mais profundas.    Nessas reviravoltas da trama que ocorrem sem muito alarde reside a atração do filme, o modo como pouco a pouco percebemos como caem as máscaras e os personagens já não são tão simpáticos como eram na cena anterior.   A fotografia que insiste em enfocar pouco a pouco a cena, aumenta a sensação de torpor, mas também do inconsciente e do que aos poucos se revela, tal qual os traumas que surgem na terapia.    Cores frias e a cercania da câmera recriam o ambiente inóspito da reclusão, que permeia a história da paciente, começando e terminando a história, uma janela com grades que aproxima ou se afasta.    O filme tratado como a despedida do diretor Steven Soderbergh carrega ainda essa publicidade, para os que apreciam o trabalho do criador de Sexo, Mentiras e Videotape (1989). Um diretor que tem muitos pontos autorais e reflexivos, mas que também realiza filmes mais comerciais (Onze Homens e Um Segredo, 2011; Erin Brockovich, 2000).   Tocando num assunto polêmico (o mercado da saúde) o diretor constrói uma narrativa personalizada e centrada nos traumas da personagem principal, deixando assim a indústria e o consumo como ponto à parte.     Serviço Terapia de Risco (Side Effects, EUA, 2013, 106 minutos, 14 anos)    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 18h50 e 21h20. Quarta 18h30 e 21h. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 14h10. Sábado e domingo também 11h40.

21/05/2013 / 0 Comments
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Uma reflexão sobre a produção de imagens

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A cidade é um ambiente propício para a formação de diversos conteúdos imagéticos: seja através de uma propaganda publicitária ou de uma pichação no muro, além das informações que, cada vez mais, são transmitidas através de telas virtuais.   Esse conteúdo emitido por meio de dispositivos virtuais – câmeras, televisores e monitores – se tornaram prato cheio para a produção da exposição Ausência | Presença, do artista André Arçari. A produção visual contidas nesses aparatos tecnológicos faz com que eles se tornem objetos de recorte, seleção e filtro da realidade.    A vontade de ver seu trabalho como uma instalação híbrida, discutindo conceitos de som e imagem, fez André dispor 11 imagens e um vídeo no espaço confinado da Galeria Homero Massena, no Centro de Vitória.   “A ideia de montar a exposição, na verdade, surgiu da minha vontade de inserir no espaço expositivo da galeria, ou seja, no cubo branco, esse work-in-progress que venho desenvolvendo”, conta.   Outro fator interessante é a manipulação que o artista utiliza, como o desfoque e o ruído, para provocar um conflito no público – uma maneira de desafiar quem assiste à exposição. A ideia, a partir daí, é promover uma reflexão sobre o que é a imagem, como conceito, na contemporaneidade.   “Vivemos hoje, pelo menos nós ocidentais, em um mundo pautado pela imagem. E por isso, surge à necessidade de pensarmos essas imagens que são produzidas”, constata.   Na exposição, o frame – cada imagem fixa de um produto audiovisual – tem a possibilidade de ser capturado de modo bruto, assim como foi registrado, ou em certos momentos editados.                André Arçari se embasou de inúmeras referências para chegar ao produto final, que é a exposição. Como, por exemplo, as “fotopinturas” de Gerard Richter; a estética de terror noir de David Lynch; e a formulação non-sense de Quentin Tarantino.   Além dos objetos em exposição, está programado para o evento um bate-papo com o artista, na próxima terça-feira (28). André Arçari quer sentir o que a sua proposta incitou nas pessoas – quer abrir o diálogo sobre essa mescla de conteúdo com o público.    Serviço A exposição Ausência | Presença, de André Arçari, será aberta nesta terça-feira (21), às 19h, na Galeria Homero Massena. R. Pedro Palácios, 99, Cidade Alta, Vitória. Visitação: de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; sábado, das 13h às 18h. Até 20 de julho. Entrada franca. Informações: 3132-8395.

21/05/2013 / 0 Comments
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Cordão dos insatisfeitos

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  O governador Renato Casagrande se mostra um incansável na desafiante missão de manter a base aliada intacta para repetir, em 2014, o cenário vitorioso de 2010, quando foi eleito governador no primeiro turno, como se diz na gíria, “com os pés nas costas”.    Se de um lado Casagrande vem costurando com zelo e dedicação as alianças políticas que vão lhe garantir sustentação em 2014, de outro, já começa a enfrentar uma forte pressão que vem das ruas. Sinal do desgaste entre o governo e o funcionalismo público.    E o cordão dos insatisfeitos cresce a cada dia. Nesse grupo estão os servidores públicos estaduais, os policiais civis e militares e os servidores da Assembleia Legislativa. Só para citar os insatisfeitos da semana.   Todos esses trabalhadores sabem que o momento de pôr as pautas de reivindicações na mesa é agora, véspera de ano eleitoral.    Os servidores públicos estaduais que fizeram uma manifestação no Centro de Vitória na última quarta-feira (15), voltam às ruas nesta terça-feira (21) para pressionar o governo, que sinalizou um reajuste de 4% para os mais de 87 mil servidores. Eles querem quase o dobro: 7,5%.   Antes que o governo alegue que o fim do Fundap e a ameaça dos royalties deixaram vulnerável o caixa, os servidores usam a “farra dos incentivos ficais” para rebater as justificativas do governo e reivindicar um reajuste mais gordo.    Nas faixas e nos gritos de guerra, que têm tomando conta das ruas, os servidores lembram ao governo que o Estado renunciou quase R$ 20 bilhões em ICMS para beneficiar as empresas instaladas no Estado, se referindo às isenções do Invest-ES, denunciadas por este jornal.    Não bastasse o descontentamento dos servidores públicos, policiais civis e militares também já estão com as mangas de fora faz algum tempo.    O problema dos delegados de polícia não é dinheiro, mas não é menos complicado para o governo. Eles exigem a carreira jurídica. A categoria reclama que o governo resiste em enviar o projeto de lei para a Assembleia Legilslativa. Os delegados, segundo o Sindicato, reivindicam a mudança desde 2012, mas têm sido ignorados.   Nesta segunda-feira (20), os delegados fizeram novos protestos, que têm sido sistemáticos. Eles não descartam a possibilidade de suspender as atividades na próxima sexta-feira (24) ou mesmo deflagrar uma greve pra valer. Seria um verdadeiro caos para o Estado em meio a um quadro de violência que se compara ao de uma guerra civil.    Independente da demanda dos delegados, a insatisfação dos policiais civis, no geral, também parece estar no limite. Nesta terça-feira (21), eles se reúnem em assembleia geral unificada.    Na assembleia, os policiais vão discutir a negociação unificada com os policiais militares e o governo, através de um documento construído pelas entidades. Eles querem a paridade e a integralidade da aposentadoria dos policiais civis; o aumento linear dos servidores públicos; e a unificação dos agentes, investigadores e fotógrafos. Só isso!   Acabou? Ainda não. Na quarta-feira (22), é a vez dos policiais militares, representados pela Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado (ACS/PMBM/ES), se reunirem em assembleia geral no Teatro Universitário da Ufes. Na pauta, o realinhamento salarial dos policiais militares do Estado.    A corporação cobra do governo o cumprimento da promessa feita e até agora não cumprida, o que tem gerado prejuízos e insatisfações da categoria.   A palavra “cobrar”, aliás, não sai da boca do funcionalismo. Para completar o cordão dos insatisfeitos com Casagrande, os servidores da Assembleia também aproveitam a semana reservada às cobranças para dar uma cutucada no governo.    Eles ainda têm esperança de desenrolar o imbróglio dos 11,98% referente à reposição de perdas de planos econômicos. A demanda dos servidores da Assembleia é um pouco mais complexa para o governador, pois esbarra num campo mais delicado, o político. Nesta segunda (20), alguns deputados já começaram a manifestar insatisfação com o caso. Eles querem saber por que o governador ainda não sancionou o projeto.    Casagrande está numa encruzilhada. Se não se sentar rapidamente na mesa de negociação com os servidores, terá problemas sérios pela frente. Se atendê-los, resolve parcialmente o problema, porque outros segmentos, professores ou profissionais da saúde, só para citar dois, podem despertar a qualquer momento dispostos a colocar o bloco na rua e engrossar o cordão dos insatisfeitos.

20/05/2013 / 0 Comments
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De volta à arena

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Governo ou Senado para Paulo Hartung (PMDB), como quer o presidente nacional do seu partido, senador Valdir  Raupp (PMDB-RO), insere de novo o ex-governador no processo eleitoral capixaba. Sendo que Senado favorece a reeleição do governador Casagrande. Mas quanto ao governo, alija Casagrande.     Já correm pelos meios políticos a existência de pesquisas colocando o ex-governador na frente de Casagrande na corrida pelo governo. Verdadeiras ou não, a realidade é que a tomam como se fosse para mostrar a necessidade da presença dele no processo eleitoral, sobretudo como um recurso capaz de evitar a vitória do senador Magno Malta (PR) para o governo.   Na arena eleitoral, com a sua conhecida capacidade de movimentação e de aprontos, a candidatura poderá servir também para minimizar os efeitos das maracutaias do seu governo.  Acusações em eleições costumam ser vistas com muita desconfiança.     Nessa temporada que antecedeu ao processo eleitoral, o ex-governador usa recursos para anular as pesadas denuncias contra o seu governo, cruzando o País e o Espírito Santo fazendo o gênero do astro da gestão pública e de implacável combatente do crime organizado com a habitual complacência da imprensa corporativa.      O governador Renato Casagrande vem sendo o santo protetor do ex-governador, livrando-o de pesadas denúncias com o poder que o cargo de governador permite. A ponto de recorrer ao Judiciário para evitar que ele fosse punido. Em alguns casos, correu até risco de encampar situações de suma gravidade, como a desoneração fiscal de empresas poderosas.  Daí se pode afirmar que Hartung candidato ao governo seria uma suprema deslealdade para com o seu protetor, Renato Casagrande.   E não seria exagero afirmar que o ex-governador Paulo Hartung mantém-se ainda em condições eleitorais por obra e graça dessa proteção que lhe estendeu o governador Renato Casagrande. Mas a história de PH está cheia de abandonos àqueles que o tiraram de situações nebulosas. Casagrande não é um caso isolado. É simplesmente mais um.

20/05/2013 / 0 Comments
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