Projeto do Sindialimentação tem apoio do prefeito Arnaldinho e fará parte dos festejos de 489 anos da cidade Redes Sociais Uma homenagem aos trabalhadores que construíram e mantêm viva a cidade de Vila Velha, em seu quase meio milênio de história. Esse é o objetivo de um projeto que o Sindicato dos Trabalhadores em Alimentação e Afins do Espírito Santo (Sindialimentação/ES), que deve integrar a programação das comemorações dos 489 anos da cidade, completados no próximo 23 de maio. “Nós vemos sempre o trabalho, mas não os trabalhadores. Os prédios erguidos, os chocolates que são fabricados, as aulas dadas pelos professores, mas não temos espaços que contem a vida dos trabalhadores envolvidos nessas obras. A cidade é construída por esses operários, mas eles geralmente ficam no ostracismo. Vamos dar vida a esses personagens, retratar a vida dos trabalhadores”, explica a coordenadora-geral do Sindialimentação/ES, Linda Morais. O projeto foi apresentado nesta terça-feira (23) ao prefeito, Arnaldinho Borgo (Podemos), em encontro realizado na sede da entidade, localizada no bairro da Glória, em frente à Chocolates Garoto, do qual esteve presente toda a diretoria do sindicato. “É uma honra receber o gestor maior do município e esse diálogo é sempre muito importante para os trabalhadores. Quando elaboramos o projeto, entendemos que a prefeitura é o melhor parceiro que podemos ter para apoiar sua realização. O prefeito colocou a prefeitura à disposição para ajudar”, relata a sindicalista. O vereador Anadelso Pereira (Podemos), que é e ex-empregado aposentado da fábrica, também da reunião e ofereceu seu apoio. “Expor a história dos trabalhadores enaltece o seu valor, e aponta aos jovens caminhos para o futuro”, declarou. O objetivo é organizar um acervo que conte a história da evolução do trabalho e das profissões ao longo dos do tempo e apontar as perspectivas para o futuro. A princípio a exposição será lançada no 23 de maio, na Prainha, e depois será fixada na sede do Sindialimentação/ES. “Também pensamos em ter uma parte da exposição volante, passando por outros lugares da cidade”, acrescenta. Linda Morais.
Funcionamento do Mercado da Capixaba ainda é cheio de incertezas, diz Amacentro
Associação reivindica espaço para comercialização de artesanato e produtos da agricultura familiar A conclusão da obra de restauro do Mercado da Capixaba está prevista para o primeiro semestre deste ano, mas para a Associação dos Moradores do Centro (Amacentro) ainda pairam muitas dúvidas sobre o que de fato terá no espaço. A entidade reivindica a possibilidade de espaços para comercialização de artesanato, produtos da agricultura familiar e a criação de um Conselho Gestor formado por representantes da comunidade, dos comerciantes e da gestão municipal. Durante a apresentação do projeto do Mercado, em 17 de janeiro, na Fafi, a gestão informou que o espaço poderá ser ocupado por lojas de artesanato, obras, livros e outros produtos vinculados à cultura local, produtos típicos do agronegócio do Espírito Santo, flores, souvenires locais e nacionais. Além disso, o local poderá ter bares, choperias, cafés, caldos de cana e restaurantes. No pátio interno, segundo a Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), a adequação deverá permitir a realização de eventos como exposições, shows, e outras atividades afins. Contudo, segundo o presidente da Associação dos Moradores do Centro (Amacentro), Lino Feletti, na explanação da PMV isso tudo fica muito na seara da possibilidade, não havendo algo concreto. Uma das reivindicações da entidade é que haja espaço para os artesãos capixabas exporem e comercializarem seus produtos, com foco naqueles que trazem, em seus artesanatos, a identidade capixaba. “Isso contribuiria com a economia criativa, com o fortalecimento da nossa identidade e do turismo com aquilo que é a nossa cara”, defende Lino. Um espaço para produtos da agricultura familiar também é uma das defesas da Amacentro. Para ele, a iniciativa fortaleceria “a relação campo cidade, o produtor rural, quem fornece alimento para a cidade”. Outro benefício apontado pelo líder comunitário seria o de trazer para a cidade, para um território extremamente urbano como o de Vitória, o debate sobre a alimentação saudável e a possibilidade de acesso a alimentos sem agrotóxicos. “É um jogo de ganha ganha. Todo mundo sai ganhando nessa história”, diz Lino. A Amacentro queixa-se, ainda, da falta de diálogo com a comunidade para elaboração do projeto, pois não houve audiência pública. Além disso, a entidade reivindica participação da comunidade no Conselho Gestor do Mercado da Capixaba, mas a proposta da PMV é abrir licitação para uma empresa privada gerir. A participação da comunidade, afirma Lino, pode reduzir os impactos negativos do empreendimento na região e potencializar os impactos positivos. Lino relata que todas essas considerações foram feitas durante a apresentação do projeto, contudo, não se sabe se de fato serão levadas em consideração, pois a resposta dada pela PMV é de que “tudo será analisado”. A pesar disso, a entidade apoia a obra de restauro e reabertura do Mercado. “A possibilidade de reinauguração do Mercado, ainda que com estas ponderações, traz algum ânimo para fortalecer a economia e a representatividade do Centro de Vitória no cenário da Capital”, diz Lino. O líder comunitário prossegue dizendo que a reinauguração do Mercado “é importante para que as pessoas tenham mais uma oportunidade de escolha para estar no Centro Histórico de Vitória e perceber mais um pouco do que a história deste nosso espaço de convivência reserva a todos”. A ordem de serviço para o início das obras foi assinada em julho de 2022, quando os projetos também foram iniciados. As intervenções físicas no prédio começaram um mês depois. O Mercado da Capixaba tem área total construída de 1.600 m², com dois blocos e um pátio central com 690 m². A adaptação para o uso comercial e cultural deverá proporcionar a ocupação de 16 lojas, com dimensões que variam de 23 m² a 103 m².
ES teve o maior índice de dengue por 100 mil habitantes no Brasil em 2023
Foram 4,7 mil casos por cada grupo de 100 mil. O total absoluto foi de 191,1 mil casos, com 98 mortes Dados do Ministério da Saúde apontam que o Espírito Santo foi o estado com o maior índice de casos de dengue por cada grupo de 100 mil habitantes em 2023. Foram 4,7 mil casos por cada grupo. O total absoluto foi de 191,1 mil casos, com 98 mortes. O índice é duas vezes superior ao dos estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. É, ainda, 127 vezes maior do que o índice de Roraima, que tem o menor, com 37 casos por 100 mil habitantes e nenhuma morte por dengue. Além de Roraima, configuram entre os menores índices os estados do Maranhão (74 casos e 8 mortes), Pará (71 casos e 8 mortes) e Pernambuco (98 casos e 4 mortes). A unidade federativa na qual houve mais mortes foi São Paulo, totalizando 286 óbitos. Em números absolutos, Minas Gerais registrou 408,3 mil casos. Esse estado é o segundo colocado na incidência, sendo 1,9 mil casos por 100 mil habitantes e 197 mortes, seguindo de Santa Catarina, com 1,8 mil casos e 98 mortes. Em todo o Brasil foi registrado 1,6 milhão de casos da doença. No ano de 2022 foi 1,3 milhão, um crescimento de 15,8%. A taxa de letalidade, somados os dois últimos anos, foi de 0,07%. No que diz respeito ao ano de 2024, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, emitiu um alerta aos profissionais de saúde dos municípios capixabas em decorrência do número de casos notificados referentes às arboviroses, em especial à dengue, observados nas duas primeiras semanas epidemiológicas do ano, ou seja, até 13 de janeiro. Nesse período, o Espírito Santo registrou 3,1 mil casos de dengue, além de outras arboviroses, como Chikungunya (211) e Zika (63). Em 2023, no mesmo período, foram notificados 3,7 mil casos de dengue, 270 de chikungunya e 113 de Zika. No ano passado, segundo a Sesa, houve a circulação no Espírito Santo dos sorotipos DENV1 e DENV2. Vacina Nesse sábado (20) chegou ao Brasil a primeira remessa com cerca de 750 mil doses da vacina contra a dengue que será disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses da vacina fornecidas pela farmacêutica Takeda sem cobrança ao Ministério da Saúde. Uma segunda remessa, com 570 mil doses, tem previsão para ser entregue em fevereiro. O Ministério da Saúde adquiriu, ainda, o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024 – 5,2 milhões de doses – que, de acordo com a previsão informada pela empresa, serão entregues ao longo do ano, até novembro. A previsão é que cerca de 3,2 milhões de pessoas devem ser vacinadas em 2024, já que o imunizante precisa de duas doses, com intervalo mínimo de três meses. A remessa recebida nesse sábado irá passar pelo processo de liberação da Alfândega e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em seguida será enviada para o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). O Ministério da Saúde solicitou prioridade nestas etapas e a previsão é que todo o procedimento seja concluído ao longo da próxima semana. O Ministério da Saúde acordou, em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), os critérios para a definição dos municípios que irão receber as doses, seguindo as recomendações da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). As vacinas serão destinadas a regiões de saúde com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos 10 anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas nos últimos meses. O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Anvisa. A lista dos municípios e a estratégia de vacinação serão informadas pelo Ministério da Saúde nos próximos dias. A previsão é que as primeiras doses sejam aplicadas em fevereiro.
Comunidade de Pedro Canário protesta na Sedu contra municipalização de escola
Manifestantes pediram prazo até dezembro para municipalização, mas Sedu e TCEES não acataram A comunidade da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Floresta do Sul, em Pedro Canário, extremo norte do Espírito Santo, afirma ter saído insatisfeita da reunião com representantes da Secretaria Estadual de Educação (Sedu), na tarde desta segunda-feira (21). Cerca de 100 pessoas da comunidade foram até o prédio da Secretaria, em Vitória, reivindicar que o prazo para a municipalização da unidade de ensino fosse ampliado até dezembro de 2024 para que, até lá, fosse possível coletar provas de que se trata de uma escola do campo. O pedido, no entanto, foi negado. Divulgação A gestão do prefeito Bruno Teófilo Araújo (Republicanos) assinou o Termo de Ajustamento da Gestão (TAG) da Educação. Contudo, o TAG não abarca escolas do campo. O servidor público estadual e agricultor Vanderlei Rebonato de Oliveira informa que os assessores da Sedu Saulo Andreon e Aline Nunes afirmaram que a pasta irá fazer o levantamento dos dados para averiguar se a EMEF é uma escola do campo, mas disseram não ser possível a ampliação do prazo. Também participou da reunião, após ser contatado por Saulo Andreon, o conselheiro do Tribunal de Contas, Rodrigo Coelho. De acordo com Vanderlei, Rodrigo foi taxativo ao dizer que não tinha como ampliar o prazo e que a escola, por estar localizada na zona urbana, não é rural. O posicionamento da Sedu e do TCEES é questionado pela comunidade. “A Sedu não tem esses dados de que se trata de uma escola do campo? E o fato de estar na zona urbana não quer dizer que não seja uma escola rural. É rural por atender majoritariamente um público do campo”, diz Vanderlei. Portanto, a escola será municipalizada já no ano letivo de 2024, mantendo o Ensino Fundamental I e encerrando turmas do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio. Os estudantes que não terão mais opção de estudar na EMEF terão como algumas possibilidades a Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Pedro Canário Ribeiro e a Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Dr. Edward Abreu do Nascimento, que ficam a cerca de 17 km de distância. “Nosso sentimento é de indignação. A comunidade não foi chamada para dialogar, mas, ao nosso ver, educação é construção conjunta. A decisão foi monocrática, não nos deram direito de opinar”, desabafa Vanderlei. Em novembro último, estudantes, pais de alunos e moradores da comunidade realizaram um protesto na frente da escola, conseguindo assim realizar uma reunião, na quadra, com o diretor, Gastão Santos da Cunha, o secretário municipal de Educação, Everton Riazor Meira Pestana, o superintendente regional de Educação (SRE) de São Mateus, Jailson Mauricio Pinto, e outros gestores da SRE. Durante a reunião, os gestores disseram que a decisão de municipalizar a escola e fechar o ensino fundamental 2 e o ensino médio foi tomada em 2022 e não seria revista. “Disseram que o termo foi assinado pelo prefeito e que não tem como mudar. O secretário falou que ‘a gente foi obrigado pelo Tribunal de Contas a assinar o termo, porque ou assinava ou sofria sanção’”, relatou, na ocasião, Vanderlei. A escola conta com 125 alunos e 78 deles (62%) serão levados para outras comunidades. “A estrada é de chão e perigosa. Como vão colocar nossas crianças no transporte para outras escolas? E quando chover?”, questionou. “Nossa escola existe desde 1961. Primeiro, ofertou de 1ª a 4ª série. Em 1985, do sexto ao nono ano. E em 2006, passou a ofertar o ensino médio. Foi uma grande conquista ter esse crescimento da escola; O ensino médio dentro da comunidade possibilita ao jovem ficar na comunidade, poder trabalhar meio período, ter uma renda, ajudar a família na roça. A maioria dos estudantes aqui tem vínculo com agricultura. Eles vêm para a escola de manhã, e após o meio-dia vão fazer um serviço na roça com a família ou trabalhar com alguém para ganhar o trocadinho dele”, descreveu Vanderlei, tocando em um ponto fundamental para as comunidades rurais. ‘Não vamos aceitar que nossas crianças sejam retiradas da comunidade’ – Século Diário Floresta do Sul pede diálogo com Prefeitura de Pedro Canário e TCES sobre fechamento de 62% da oferta https://www.seculodiario.com.br/educacao/nao-vamos-aceitar-que-nossas-criancas-sejam-retiradas-da-comunidade
Greve dos auditores federais paralisa desembaraço de cargas nas Aduanas
Medida foi adotada em reunião da Delegacia Sindical no ES e atinge portos e o Aeroporto de Vitória Sindifisco/ES Em decisão adotada na tarde desta segunda-feira (22), os auditores-fiscais da Receita Federal do Espírito Santo que atuam na Aduana aderiram à paralisação do desembaraço de cargas em todo o complexo portuário do Estado. O Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal no Espírito Santo (Sindifisco-ES) informa que a medida passa a valer a partir desta terça-feira (23) e vai até sexta-feira (26), de acordo com reunião híbrida realizada juntamente como sindicato do Rio de Janeiro. Nesse período não haverá desembaraço de cargas tanto na importação como na exportação, incluindo o despacho decisório, no Complexo Portuário Capixaba (Aeroporto Internacional de Vitória, portos e portos secos), bem como o Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, que compreendem 7ª Região Fiscal, segundo o presidente da Delegacia Sindical no Espírito Santo, José Henrique Mauri. Haverá somente a liberação de cargas perecíveis, vivas, perigosas, medicamentos e alimentos de consumo de bordo, seguindo determinação do movimento nacional, que teve início também nesta segunda-feira. De acordo com o sindicato, além do Espírito Santo e Rio de Janeiro, as localidades afetadas são: Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP); Porto de Santos (SP); Aeroporto de Guarulhos (SP); Alfândega de São Paulo (abrangendo os portos secos do estado), Alfândega de Salvador, na Bahia (a partir do dia 23); alfândegas e inspetorias nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte; Alfândega de Porto Alegre (RS), Delegacia de Santarém (PA); e na Inspetoria de Pacaraima (RR). O desembaraço aduaneiro, no Direito aduaneiro, é a liberação de uma mercadoria pela alfândega para a entrada no país ou sua saída. Somente com o comprovante do pagamento do imposto sobre circulação de mercadorias e serviços é que a mercadoria pode ser entregue ao importador ou exportador. “Toda greve, infelizmente, produz externalidades negativas e procuramos reduzi-las priorizando os serviços essenciais. Produtos perecíveis, medicamentos e alimentos não serão prejudicados. Por outro lado, é importante lembrarmos que há uma lei pendente de implementação há sete anos e os auditores-fiscais não poderiam continuar esperando sua aplicação indefinidamente”, afirma o presidente do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), Isac Falcão. Greve A medida adotada ocorre em continuidade à greve da categoria, iniciada em 20 de novembro, como forma de reivindicar o cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundaf e alterações no texto do Decreto 11.545/2023 para o pagamento do bônus de eficiência. O movimento foi iniciado com ações que incluíram operações-padrão em vários locais. De acordo com a categoria, “chama a atenção para o baixo orçamento reservado para a instituição, situação que perpetua o desmonte sofrido ao longo dos últimos anos. Outro ponto de reivindicação é a necessidade do cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para o ano de 2024, aprovado pela Portaria MF 727/2023”. “O Fundaf, criado há mais de 40 anos, é usado para garantir a manutenção dos mecanismos arrecadatórios que viabilizam o orçamento público. Há sete anos, os auditores-fiscais aguardam a concretização do acordo que deu origem à Lei 13.464, regulamentada em junho deste ano. Porém, a União não prevê recursos para a sua efetiva realização, o que indica que o compromisso com a reconstrução do órgão pode não ocorrer”, explicam. Auditores federais reforçam greve e afetam operações nas alfândegas – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/auditores-federais-reforcam-greve-e-afetam-operacoes-nas-alfandegas Greve de auditores da Receita Federal ameaça implantação da reforma tributária – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/economia/greve-de-auditores-da-receita-federalameaca-implantacao-da-reforma-tributaria
Mediação da Delegacia do Trabalho define rumos da greve na limpeza pública
Trabalhadores saíram em passeata até o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória, depois da assembleia geral Redes Sociais Uma audiência de mediação, nesta terça-feira (23), na Delegacia do Ministério do Trabalho, a partir das 9 horas, vai definir os rumos da greve dos trabalhadores terceirizados da limpeza urbana, iniciada nesta segunda-feira (22), paralisando os serviços de varrição, coleta de resíduos e jardinagem em Vitória, Serra, Vila Velha, Cariacica e Guarapari. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Eles mantêm a proposta de 15% de aumento e consideraram “desrespeitosa” a contraproposta das empresas, de 3,71%, correspondente à variação do Índice Nacional de Preços aso Consumidor (INPC), no acumulado de 2023, segundo a advogada do Sindicato dos Profissionais de Limpeza Pública, Asseio e Conservação (Sindilimpe-ES), Poliana Firme. A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede do Sindilimpe, em Gurigica, Vitória, os trabalhadores saíram em passeata em direção ao Palácio Anchieta. “Foi uma assembleia muito importante, a categoria decidiu de forma unânime pela greve porque não aceita o que foi proposto. Precisamos ser valorizados e respeitados porque realizamos um trabalho fundamental para toda a sociedade”, aponta a presidenta do sindicato, Evani Reis. Os trabalhadores reivindicam também tíquete de alimentação linear no valor R$ 1 mil de forma “fixa”, ou seja, sem descontos em caso de atestado/declarações, férias ou diferença de escala e validação das medidas de forma imediata. A proposta dos trabalhadores inclui ainda pagamento do plano de saúde 100% pela empresa, tanto para o/a trabalhador/a quanto para seus dependentes, e ampliação da cobertura, com a previsão de internação. e a higienização dos uniformes dos/as trabalhadores/as.
Instituto procura respostas sobre abertura de estradas na região da Lagoa Encantada
Prefeitura de Vila Velha afirma que vai investigar corte de árvores na área de preservação Redes Sociais O Instituto Lagoa Encantada está em busca de explicações para a abertura de estradas na Área de Preservação Permanente (APP) da Lagoa Encantada, em Vila Velha. Segundo a Organização Não Governamental (ONG), parceiros do instituto que fazem parte do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Commam) pediram ao secretário de Meio Ambiente de Vila Velha, Ricardo Klippel, para averiguar a situação. Ingridi Barros, integrante do Instituto Lagoa Encantada, conta que a ONG começou a receber diversas mensagens a respeito da abertura das estradas no local há cerca de uma semana, e constatou a situação após verificação presencial. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Vila Velha também enviou uma equipe de fiscalização nesse sábado (20) e constatou que havia manutenção de estrada e a supressão de árvores. A primeira hipótese levantada para o corte da vegetação diz respeito ao acesso às torres de alta tensão presentes na área, mas ainda não há informações a respeito de autorização oficial para as intervenções. Ingridi afirma que o instituto não recebeu denúncias recentes de ilegalidades na APP, mas a organização se mantém vigilante. “Acreditamos que essas intervenções não aconteceram há muito tempo, porque nós temos amigos e voluntários que estão sempre na região, e até então não tínhamos recebido nenhuma mensagem. Não sabemos nada ainda, mas ficamos em alerta, porque a gente sabe que a especulação imobiliária por lá é grande, estamos na luta há mais de dez anos pela criação do parque”, relata Ingridi. Localizada no sudoeste do entroncamento das rodovias Carlos Lindenberg e Darly Santos, próxima ao bairro Vale Encantado, a Lagoa Encantada é uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada numa área central de Vila Velha, apresentando uma rica biodiversidade, com diversos animais – alguns com riscos de extinção –, fragmentos de Mata Atlântica, manguezal e corpos hídricos. O espaço também abriga a nascente do Rio Aribiri. Em entrevista para o programa Raiz Capixaba, da TV Século, Alan Moreira, do Instituto Lagoa Encantada explicou que o nome do local tem uma origem curiosa. Segundo ele, os moradores mais antigos contam que existia há muitos anos a Lagoa da Novilha, onde ocorreram alguns casos de afogamento. Para manter as crianças longe do espaço, os pais começaram a inventar histórias de supostos encantamentos que ameaçavam quem se aproximava. Desde novembro de 2022, está em tramitação na Câmara Municipal de Vila Velha um projeto para a criação do Parque Natural Municipal da Lagoa Encantada, que ainda não avançou. Na mesma época, foi votado o Plano Municipal de Mobilidade e Acessibilidade (PlanMob) de Vila Velha, mantendo duas vias de grande impacto sobre a Lagoa Encantada. Em julho de 2023, a área também sofreu um incêndio que consumiu mais de 250 mil metros quadrados de vegetação, havendo indícios de ação criminosa. Em nota a Século Diário, Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vila Velha afirma que constatou, no último sábado (20), “uma manutenção de estrada e a supressão de alguns exemplares arbóreos sem identificação da autoria do fato no momento e continuará as diligências na tentativa de elucidação do ocorrido.” “A Lei Complementar 140/2011 e demais políticas florestais estabelecem que o órgão ambiental estadual é responsável pelo controle e fiscalização da flora. Assim, o município não concedeu autorização para supressão de vegetação, o que é de responsabilidade do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf-ES), mas mantém monitoramento ostensivo naquela área ambientalmente protegida”, completa a nota. Fogo consome mais de 250 mil m² de vegetação da Lagoa Encantada – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/fogo-consome-mais-de-250-mil-metros-quadrados-de-vegetacao-da-lagoa-encantada A luta por um novo parque natural em Vila Velha – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/tv-seculo/a-luta-por-um-novo-parque-natural-em-vila-velha PlanMob atropela Lagoa Encantada e entra na pauta da Câmara antes do parque – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/planmob-atropela-lagoa-encantada-e-entra-na-pauta-da-camara-antes-do-parque-natural
O programa de privatização no Estado na contramão da luta contra a desigualdade
Arlindo Vilaschi, economista e professor da Ufes, analisa relatório da Oxfam sobre aumento da pobreza Qual a relação do programa de privatizações no Espírito Santo e o último relatório da Oxfam – confederação de 19 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 90 países na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça? Por mais que pareçam distantes da realidade do Estado, os dados da organização, desde 2014 atuando também no Brasil, condena a adoção desse modelo de gestão, por representarem exclusão e aumento da desigualdade social. Para o economista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Arlindo Vilaschi, “o que a Oxfam denuncia é algo que está acontecendo no mundo, mas que nós temos aqui, pois não somos uma ilha diferente, pelo contrário. O Brasil de modo geral e o Espírito Santo, de forma muito específica, tem servido de laboratório para funcionamento desses processos de “privataria” – como ele se refere às privatizações -, dos mais diferentes conteúdos”. Na outra ponta, dois pré-candidatos a prefeito de Vitória, com base em recentes posicionamentos sobre o tema, aplaudem o processo privatista. Luiz Paulo Vellozo Lucas, do PSDB, partido do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no seu governo – 1995-2003 – realizou as maiores privatizações da história do Brasil, e Fabrício Gandini (PSD). Já o deputado estadual João Coser (PT), também concorrente à prefeitura da Capital, faz algumas ressalvas, que reforçam a importância do serviço público. Para a organização, cujo relatório foi apresentado na reunião do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suécia, encerrado nesta sexta-feira (19), as privatizações dos serviços públicos são “uma forma importante – embora subestimada – pela qual o poder das grandes empresas fomenta a desigualdade”. “Esse poder, diz o relatório, está pressionando incessantemente o setor público, mercantilizando e, muitas vezes, segregando o acesso a serviços vitais como educação, água e saúde, enquanto obtém enormes lucros bancados pelos contribuintes e destrói a capacidade dos governos de fornecer o tipo de serviços públicos universais e de alta qualidade que poderiam transformar vidas e reduzir a desigualdade”. O professor Arlindo Vilaschi explica que “às vezes a gente pensa na ‘privataria’ simplesmente quando é vendido um patrimônio público, ou quando concessões absolutamente irrealistas, contrárias ao interesse público são feitas; mas a ‘privataria”‘pode ser também na omissão do setor público em fornecer serviços básicos, entre os quais saúde, educação, transportes, etc. e depois isso gera uma exclusão”. Ele enfatiza: “Acho que é grave e a gente tem que usar essas denúncias que estão em escala mundial para trazer para nossa realidade. Porque senão fica parecendo o relatório da Oxfam só se relaciona aos países ricos e não está aqui na nossa vizinhança. Sou contra as ‘privatarias’ desde sempre e elas estão avançando cada vez mais, lá atrás com o setor produtivo, a CST [Companhia Siderúrgica de Tubarão, hoje ArcelorMittal], as Vales da vida, estou falando aqui referente ao nosso Estado, estão crescendo cada vez mais para outros setores”. Segundo a Oxfam, a “privatização pode funcionar bem para os ricos, incluindo as elites econômicas e políticas, que podem se beneficiar financeiramente, bem como quem tem recursos suficientes para pagar por serviços privados caros. No entanto, um robusto conjunto de evidências demonstra que, em muitos casos, a privatização provoca exclusão, empobrecimento e outras consequências prejudiciais, principalmente para pessoas em situação de pobreza, mulheres e meninas, e povos discriminados por raça e etnia”. O pré-candidato Luiz Paulo sai em defesa do projeto do secretário estadual de Meio Ambiente, Felipe Rigoni (União BR) de privatizar parques naturais; e Gandini comemora a venda, via leilão, do chamado ‘penicão’, estação de tratamento de esgoto de Jardim Camburi, o mais populoso bairro da cidade. A transação ocorreu no dia 17 deste mês, no valor de R$ 2,2 bilhões em parceria firmada pela Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), o consórcio formado pelo grupo espanhol GS Inima e pela Tubonews, na Bolsa de Valores de São Paulo. O negócio prevê a manutenção da estação de tratamento de efluentes sanitários e fornecimento de água de reúso para a ArcelorMittal, sem o mau cheio que atualmente incomoda os moradores. Para João Coser, que diz comungar com a visão da Oxfam, em parte, essa é a realidade na maioria das cidades nas quais o poder público se ausenta de suas responsabilidades de fiscalizar e de fazer cumprir, na integralidade, os contratos de empresas terceirizadas. “Quando governei Vitória, a prefeitura não apenas acompanhava a execução dos contratos de forma rigorosa, como, também, os moldava de forma a garantir um serviço público de qualidade e de prestação universal”, diz. ressalta: “A contratação do ente privado para prestação de serviços públicos é uma realidade em todos os níveis de governo. O que não podemos admitir é a ingerência do poder privado sobre o público, pois isso subverte o próprio sentido do Estado e afronta as normas constitucionais”. Para a Oxfam, “o poder das grandes empresas está pressionando para substituir os serviços públicos e extrair lucros de setores essenciais que são fundamentais para a concretização dos direitos. Os acordos de privatização, que variam segundo o setor, abrangem agora uma gama impressionante de bens e serviços essenciais, desde instituições de assistência a crianças e idosos até educação e prisões, e de estradas a parquímetros”. O professor Arlindo Vilasdchi destaca que a “‘Privataria’ pode contratar, eventualmente, serviços de gestão de serviços, como, por exemplo, de hospitais, postos de atendimento, mas também uma facilitação extraordinária de empresas privadas ligadas à educação e aí nós temos pequenas escolas privadas que estão sendo compradas pelos grandes grupos”. Lembra que “obviamente, sem falar na ‘privataria’ da Escelsa, hoje EDP, e de tudo aquilo que está sendo feito em cima do saneamento básico, onde a água está se transformando – já se transformou – em uma mercadoria, e, como tal, que vai ser vendida a quem tiver poder de compra”. João Coser vai na mesma vertente e aponta: “Não podemos permitir que os resultados e a eficiência das políticas públicas sejam mensurados pelo número de atendimentos prestados somente, desprezando a qualidade e sua humanização. Por
Centro cultural oferece psicoterapia popular em Cachoeiro
Pessoas interessadas devem realizar cadastro online, onde respondem quanto é possível pagar por consulta O Centro Cultural Luz Del Fuego, localizado em Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espírito Santo, passará a oferecer consultas individuais de psicoterapia com preço popular. As pessoas interessadas devem preencher um cadastro online indicando qual valor é possível pagar pelas consultas (clique aqui). A ideia é que, a cada cinco atendimentos realizados, pelo menos um seja feito de forma gratuita. Os agendamentos serão realizados diretamente pela equipe junto aos pacientes que surgirem, levando em conta critérios de renda apontados por cada um. O público prioritário é constituído por estudantes e pessoas negras, indígenas, LGBTQIAP+ e/ou atendidas junto ao Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Inicialmente, duas psicólogas realizarão os atendimentos: Amanda Ferreira e Marina Balarini. De acordo com Amanda, a ideia de instalar uma clínica social popular surgiu a partir de diálogos com a equipe do centro cultural sobre a importância de o espaço ter um compromisso social, e o distanciamento das práticas de psicoterapia em relação à maior parte da população. “Como sou psicóloga, citei a clínica terapêutica como algo que também se distancia de parte da população. Assim, surgiu a ideia de ofertar o serviço de maneira social dentro do espaço, e a Brenda Perim e o Marco Antônio Reis [coordenadores do centro cultural] abraçaram na hora. O fato de trabalhar no serviço público na área do desenvolvimento social e estar sempre em contato com demandas da população – sendo a ‘ida ao psicólogo’ um desejo muito presente, porém muito inacessível – me serviu como gatilho para a iniciativa”, relata. Ainda segundo Amanda, a rede pública de saúde mental de Cachoeiro não abarca a necessidade da população por consultas individuais, e o preço dos atendimentos nos consultórios privados está muito acima da realidade econômica de grande parte da população. “O projeto surge a partir do reconhecimento do psicólogo como agente de responsabilidade social, da análise de demanda de uma sociedade que possui desejo e necessidade em frequentar o ambiente terapêutico e da identificação da limitação social da psicoterapia – que, atualmente, se apresenta como um privilégio, podendo ser desfrutada por determinadas esferas sociais e não por outras”, explica. Atividades culturais Inaugurado em setembro de 2023 pela Cia Nós de Teatro, o Centro Cultural Luz Del Fuego fica no bairro Ibitiquara. O nome é uma homenagem à bailarina, atriz, escritora e naturista nascida em Cachoeiro no ano de 1917, e que criou o primeiro reduto naturista da América Latina, a Ilha do Sol, no Rio de Janeiro. Foi nesse local que seu corpo foi encontrado, em 1967, quando foi assassinada por dois pescadores. Vista por muitos como “louca” e “depravada”, Luz Del Fuego se tornou um símbolo de rebeldia e resistência. Criado a partir da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (Licc) e contando com patrocínio da empresa ES Gás, o centro cultural apresenta espaços para a realização de apresentações e mostras artísticas, e também oferece aulas gratuitas de balé e teatro, bem como aulas pagas de taekwondo. As inscrições para os cursos, que serão retomados na primeira semana de fevereiro, estão abertas, e devem ser feitas pelos links disponibilizados no Instagram do centro cultural. As aulas gratuitas de teatro ocorrerão a partir de 5 de fevereiro, às segundas-feiras, das 18h às 19h30 (10 a 16 anos) e das 19h30 às 21h (a partir de 16 anos). Já as aulas de balé acontecerão a partir de 6 de fevereiro, toda terça-feira, às 17h30 (4 a 5 anos), 18h30 (6 a 8 anos) e 19h30 (9 anos ou mais). O capitalismo é uma fábrica de doenças mentais, avalia presidente da SBP no ES – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/saude/o-capitalismo-e-uma-fabrica-de-doencas-mentais-avalia-presidente-da-sbp-no-es ‘Nenhum município do Estado tem a rede de saúde mental completa’ Avaliação é de Camila Mariani, psicóloga e militante do Núcleo Estadual da Luta Antimanicomial https://www.seculodiario.com.br/saude/nenhum-municipio-do-estado-tem-a-rede-de-saude-mental-completa Centro Cultural que homenageia Luz Del Fuego é inaugurado em Cachoeiro – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/cultura/centro-cultural-que-homenageia-luz-del-fuego-e-inaugurado-em-cachoeiro
Chuvas deixaram 20 desalojados no Espírito Santo
São 13 desalojados em São Mateus e 7 em Mimoso do Sul. Em Cachoeiro, a chuva fez o asfalto ceder A semana começou com muita chuva na noite desse domingo (21) no Espírito Santo, deixando 20 pessoas desalojadas, sendo 13 em São Mateus, no norte; e 7 em Mimoso do Sul, no sul. Conforme consta no Boletim Extraordinário da Defesa Civil, em São Mateus os desalojamentos foram causados por um vendaval, que deixou casas destelhadas. Em Mimoso do Sul, foram registrados pontos de alagamento e queda de parte de uma residência no bairro Café Moca. Em Cachoeiro de Itapemirim, no sul, houve queda de muro no bairro Novo Parque e a pista cedeu nos bairros Caiçara e São Francisco de Assis.Tanto em Colatina quanto em Linhares, ambas no norte, o Rio Doce está bem abaixo da cota de atenção, que é de 460 no primeiro município e 280 no segundo. Em Colatina, a cota é de 198. Em Linhares, cerca de 150. De acordo com o Boletim, é moderada a possibilidade de ocorrência de eventos hidrológicos no Espírito Santo, assim com também é moderada a probabilidade de movimentos de massa nas mesorregiões Central, Noroeste e Litoral Norte. O Boletim aponta que essa probabilidade é moderada devido à previsão de chuva ao longo do dia com possibilidade de pancadas isoladas de intensidade moderada a forte. Esse cenário, segundo a Defesa Civil, indica que há possibilidade de ocorrências pontuais de deslizamentos de terra, principalmente em encostas urbanas, além de eventuais movimentos de massa à margem de rodovias. O Boletim aponta que, nesta segunda-feira (22), pontos do sudoeste, extremo-norte e noroeste ainda devem registrar chuva localmente forte, com acumulado que pode superar os 30 mm. As condições para outros fenômenos, como vendaval, acompanhando a chuva são pequenas. Entre os cinco municípios com maior acumulado de chuva nas últimas 24 horas quatro são da Grande Vitória. Os cinco primeiro são Cariacica (84,02), Vila Velha (81,88), Vitória (59,68), Domingos Martins (58,64) e Viana (55,98). Em Vila Velha, a cobertura de lona do Terminal de Itaparica foi danificada devido às chuvas. Ainda assim, os ônibus estão circulando normalmente. Não se trata da primeira vez que isso acontece, já que, antes mesmo da inauguração do terminal, em dezembro de 2020, parte da cobertura cedeu com as chuvas. Dois meses após a inauguração, que foi em janeiro de 2021 houve vazamentos. No ano passado, novamente a estrutura cedeu.