A discussão estabelecida dentro do PMDB em relação à disputa eleitoral do próximo ano, mostra a divisão das lideranças do partido sobre o tema. O grupo do ex-governador Paulo Hartung dentro do partido e que conta com o apoio do senador Ricardo Ferraço e o deputado federal Lelo Coimbra estuda a possibilidade de se lançar ao governo. Mas os históricos do partido preferem a permanência no palanque do governador Renato Casagrande à reeleição. A declaração do deputado estadual Marcelo Santos foi no sentido de o partido declarar apoio à reeleição de Casagrande. Essa posição vai ao encontro do grupo de históricos do PMDB. O grupo que foi minimizado desde a entrada de Hartung no partido, em 2005, perdeu condições de influir no cenário político do Estado, já que as decisões do PMDB ficaram concentradas na mão de Hartung e de seus aliados. Por isso, a ideia seria a de não apoiar o fortalecimento do ex-governador com uma candidatura majoritária no próximo ano. O grupo de Hartung estuda a possibilidade de lançar um palanque alternativo ao lado do PT, caso haja um racha com o PSB nacional por conta da disputa presidencial. Neste caso, o partido sugere a candidatura de Ricardo Ferraço ao governo, com candidato a vice-governador do PT e o nome de Hartung para a disputa ao Senado. O deputado estadual Hércules Silveira é outro peemedebista ligado a Hartung que não comunga da ideia de Santos. O movimento de Hércules é creditado à sua ligação com o prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), aliado do ex-governador Paulo Hartung e que também tem tentando entrar em campo para viabilizar um palanque para o grupo em 2014.
Tribunal Pleno vai analisar legalidade da Emenda 85
O Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) deve iniciar, nesta quinta-feira (9), o julgamento da legalidade da Emenda 85, que mudou o foro das denúncias de improbidade administrativa contra deputados estaduais e prefeitos. Está na pauta de julgamentos, uma ação do Ministério Público Estadual (MPE) que pede a declaração da inconstitucionalidade da norma em ação envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), um dos mentores da emenda. Essa deverá ser a primeira vez que os desembargadores capixabas vão analisar os aspectos jurídicos da Emenda Constitucional nº 85/2012, publicada no dia 9 de julho do ano passado, que também é alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar da resistência inicial de alguns magistrados, as ações envolvendo prefeitos e parlamentares estão sendo remetidas do juízo de 1º grau para o Tribunal de Justiça. Mesmo após a análise pela corte capixaba, a legalidade da norma deve continuar a ser tema de intensos debates entre classes políticas e jurídicas. Os representantes do Ministério Público sustentam que a norma invade a competência legislativa da União estabelecida pela Constituição Federal, enquanto o deputado Theodorico Ferraço assumiu a frente em defesa da mudança no foro, fato que preserva os agentes políticos dos efeitos de decisões de juízes de 1º grau pela perda dos mandatos. Desde o dia 17 de outubro, a polêmica está na mira do Supremo, que deve ter a palavra final sobre o assunto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4870) questionando a norma foi apresentada pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), a pedido do procurador-geral de Justiça capixaba, Eder Pontes da Silva. O texto pede a concessão de uma medida liminar para suspender os efeitos da norma até o encerramento do julgamento. Durante a instrução da ação, o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM) se manifestou pela manutenção da norma. Na petição enviada ao relator do caso no Supremo, ministro Dias Toffoli, o chefe do Legislativo estadual questiona a tese jurídica levantada pela entidade e pede a declaração da constitucionalidade da Emenda 85. Para Ferraço, a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 007/2012) não apresentou qualquer irregularidade. “Além disso, a norma impugnada não constitui um benefício aos parlamentares estaduais, mas sim uma prerrogativa de somente serem condenados à perda do mando eletivo pelo Tribunal de Justiça, órgão máximo do Poder Judiciário estadual”, completou o demista.
Insatisfeitos do PR recuam e agora querem esfriar o clima para voltar a negociar
O grupo de insatisfeitos do PR, que ensaiou uma saída em bloco do partido por conta da possível candidatura do senador Magno Malta ao governo do Estado em 2014, recuou e agora os esforços são para abrandar o clima no partido e retomar a negociação com o senador. Os insatisfeitos querem paralisar o movimento para que os dois lados reflitam sobre o processo eleitoral do próximo ano. A preocupação do grupo, que tem principal destaque o secretário de Estado do Esporte Vandinho Leite, que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados no próximo ano, é justamente a chapa proporcional. As discussões seguiam esse caminho, mas as conversas foram atropeladas pela posição do vice-prefeito de Vitória, Waguinho Ito (sem partido). Com pouca habilidade de articulação política, Ito endureceu o discurso contra Magno ao deixar o PR. A movimentação dele prejudicou o diálogo entre os insatisfeitos e o grupo do senador, fazendo com que Malta tomasse atitudes também duras, intervindo nos diretórios para mudar o comando nos municípios. A possibilidade de Malta disputar a eleição ao governo preocupa as lideranças do partido que vão disputar a proporcional, sobretudo, para quem, assim como Vandinho Leite e o ex-prefeito de Vila Velha, Neucimar Fraga, que já deixou o PR, vão disputar um assento na Câmara dos Deputados. Vandinho e Neucimar são nomes fortes na disputa por isso, uma aliança proporcional fica dificultada. Como o grupo só deve eleger um parlamentar, os aliados estão fugindo de uma aliança com candidatos fortes. Neucimar vem procurado uma acomodação que lhe garanta a eleição. Mas Vandinho permanecendo no PR, mesmo com o apoio do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, se o PR sair isolado ou com poucos aliados, terá dificuldade em garantir uma vaga também. Na disputa estadual, a acomodação é mais fácil, já que não há uma liderança com uma votação expressiva que possa afugentar os concorrentes. O deputado estadual Glauber Coelho tem um bom capital político, mas sua movimentação é centralizada em Cachoeiro de Itapemirim, o que não ameaça outros candidatos com o mesmo peso político. Na sessão da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (8), Glauber foi citado pela secretária-geral da MD, Janete de Sá, como uma liderança que seria bem-vinda ao partido. O discurso contraria os comentários dos últimos dias nos meios políticos de que a entrada de Glauber na MD atrapalharia o projeto de reeleição de Janete.
Governo do Estado terá 72 horas para justificar incentivos fiscais ao setor moveleiro
O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Manoel Cruz Doval, determinou que o governo do Estado se manifeste, no prazo de até 72 horas, sobre os incentivos fiscais destinados à indústria moveleira. As explicações devem ser analisadas juntamente com o pedido de liminar, feito na ação popular movida pelo estudante de Direito Sérgio Marinho de Medeiros Neto, para suspender todos os benefícios ao setor. Na decisão prolatada nessa segunda-feira (6), o juiz entendeu a medida como a mais “prudente” em função da relevância dos fatos apontados no processo, que aponta a suposta lesão de R$ 95 milhões aos cofres públicos nos últimos cinco anos. O prazo começa contar após a notificação da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Além das explicações sobre os incentivos ao setor moveleiro, o Estado também deve explicações sobre os benefícios à indústria metalmecânica. Nas ações populares, Sérgio Marinho pede que os benefícios aos dois setores sejam anulados e os responsáveis sejam condenados a ressarcir os cofres públicos – entre eles, o ex-governador Paulo Hartung, que consta entre os denunciados. O estudante de Direito afirma que os contratos de competitividade, assim como o decreto que permitiu a instituição do incentivo fiscal (assinados pelo ex-governador) seriam lesivos ao erário. No caso do setor moveleiro, o estudante estima que a lesão acumulada, desde o início do incentivo, fique na ordem de R$ 95 milhões. Deste total, os municípios teriam sido lesados em R$ 23,75 milhões, o que representa a fatia prevista na Constituição Federal (25%) dentro do bolo do ICMS estadual. Já o setor metalmecânico seria responsável por uma lesão mais significativa: por volta de R$ 500 milhões nos últimos cinco anos.
Justiça estadual abre caminho para manutenção de incentivos fiscais
Depois da intensa campanha da classe política e de lideranças empresariais locais a favor da manutenção dos atuais incentivos fiscais, o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) começou a abrir espaço para a manutenção dos benefícios questionados no juízo de 1º grau. Nessa terça-feira (7), o desembargador Fábio Clem de Oliveira concedeu um novo efeito suspensivo à decisão que impedia o repasse de verbas públicas para o Instituto Sincades, fundo sociocultural criado a partir dos incentivos ao setor atacadista. Essa é a segunda decisão favorável ao Estado do Espírito Santo no Tribunal de Justiça desde o início dos questionamentos à atual política de incentivos fiscais. Antes, o desembargador Fábio Clem havia suspendido a obrigatoriedade da publicação da lista de todos os benefícios concedidos entre os anos de 2010 e 2011. Por força de regimento, o magistrado deverá ser o relator de todos os pedidos semelhantes que cheguem à segunda instância, seguindo a regra de prevenção. Esse direcionamento de eventuais recursos para o desembargador deve garantir o atendimento dos pleitos do Estado no que se refere à manutenção dos incentivos. Uma vez que o entendimento exposto por Fábio Clem para garantir a sobrevida ao Instituto Sincades foi de que uma ação popular – movida pelo estudante de Direito, Sérgio Marinho de Medeiros Neto – não seria o instrumento para o questionamento o tipo de incentivo, criado por decreto pelo então governador Paulo Hartung (PMDB). Nas quatro ações populares contra incentivos que tramitam até o momento, o estudante pede a nulidade do decreto e dos contratos de competitividade firmados entre o Estado e as empresas dos setores atacadista, metalmecânico e moveleiro. Sérgio Marinho aponta que os benefícios foram concedidos sem a publicação de lei específica ou aprovação do Conselho Nacional da Política Fazendária (Confaz). Apesar de esses requisitos serem reconhecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como necessários para a legalidade dos benefícios, o desembargador Fábio Clem admitiu apenas que os incentivos fosse contestados por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), cujo um cidadão não tem legitimidade para o ajuizamento do processo. A expectativa é de que esse entendimento seja estendido para a análise de outros recursos. Atualmente, o desembargador está analisando dois recursos contra a decisão que suspendeu os incentivos fiscais ao setor, um do Estado e outro movido pelo Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor (Sincades). A expectativa do procurador-geral do Estado, Rodrigo Marques de Abreu Júdice, é pela manutenção do mesmo entendimento. Fato que deve postergar uma ação concreta contra os incentivos somente após a análise do mérito dos processos, que pode levar anos. Enquanto a Justiça estadual não se pronuncia sobre os incentivos, o Supremo segue analisando uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), ajuizada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), contra os incentivos capixabas ao setor atacadista. Desde o mês passado, o processo está concluso com o ministro Gilmar Mendes.
Na base da pressão
Imediatamente após o estudante de Direito Sérgio Marinho de Medeiros Neto entrar com uma ação popular contra a farra de incentivos ao setor atacadista, foram se avolumando os discursos de políticos e empresários em defesa da política de incentivos fiscais idealizadas pelo ex-governador Paulo Hartung e mantida pelo seu sucessor, Renato Casagrande. Além dos artigos postados nos jornais locais carregados de indignação e comoção, os aliados do ex-governador passaram a denunciar a existência de um “fogo amigo” querendo desestabilizar a economia capixaba. Revoltados, eles classificaram como inadmissíveis os “ataques” de pessoas querendo prejudicar o Espírito Santo, que ganhou caráter de conspiração. Nessa segunda-feira (7), um grande evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes), em Vitória, reuniu mais de 400 pessoas, entre políticos e empresários que são agraciados pelos “mimos”. O governador Renato Casagrande, o ex-governador Paulo Hartung, o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) e o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), saíram em defesa da manutenção do pacote de benesses ao empresariado. Usando as maeaças do desemprego em massa e da debandada das empresas, que deixariam o Estado atrás de pacotes mais vantajosos. O evento, não por coincidência, aconteceu às véspera do desembargador Fábio Clem de Oliveira analisar a liminar do estudante que cessa os repasses do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades) ao Instituto, também do Sincades. Toda a movimentação dos últimos dias, que teve seu ápice no evento de ontem (6), ajudou a pôr pressão na decisão do desembargador. Os discursos já apostavam no “bom senso” da Justiça. E foi o que acabou acontecendo. O desembargador Fábio Clem de Oliveira decidiu cassar a liminar expedida pela 3ª Vara da Fazenda Pública que suspendia os repasses ao Instituto Sincades, que funciona como braço cultural do esquema para dar uma camada de verniz de responsabilidade social aos “mimos”. Ao suspender os efeitos da liminar, o desembargador já dá pistas de que nas próximas semanas deve repetir a decisão e tornar sem efeito a outra liminar que fechou a grande torneira de incentivos do setor atacadista. Apesar da decisão favorável aos atacadistas, o Instituto só volta a receber os “mimos” quando o desembargador suspender a liminar que barra os incentivos do Sincades, porque o dinheiro que vai para o Instituto sai do Sindicato. O procurador-geral do Estado, Rodrigo Júdice, já declarou que acredita na suspensão da outra liminar, alegando que os argumentos usados para derrubar a primeira são idênticos aos da segunda. Para quem não se lembra, o caso Sincades ganhou projeção na mídia nacional a partir de um artigo do colunista Elio Gaspari, do jornal Folha de S. Paulo, que repercutiu a “farra dos mimos”. No artigo, Gaspari explica, didaticamente, a partir de um exemplo, o caminho da “garfada”. Essa mesma que o desembargador acabou de liberar novamente. “A empresa deveria entregar à Viúva [governo] R$ 10 milhões e entregaria R$ 6,7 milhões [desconto de 33% sobre o ICMS cobrado]. Tendo recebido um desconto de R$ 3,3 milhões, destinará R$ 330 mil ao bem-estar da população. Resta a pergunta: para onde ia esse dinheiro?”, inquiriu o jornalista. A Justiça local parece não estar disposta a responder à pergunta de Gaspari. Tudo indica que o caso precisará subir às cortes superiores para que a população capixaba tenha a resposta.
Faíscas
O clima pesou em São Mateus, norte do Estado. Comentários que circulam nos bastidores da política local e nas redes sociais indicam que o prefeito Amadeu Boroto (PSB) não quer ver o promotor do município, Edilson Tigre Pereira, “nem pintado de ouro”. O prefeito estaria engasgado por conta das denúncias contra sua administração atribuídas a Pereira. Uma delas, em especial, derramou o caldo de vez, por ter cogitado a possibilidade de prisão de Boroto pela acusação de fraude tributária. O burburinho foi geral e caiu no colo do promotor, embora ele tenha negado posteriormente ser autor do pedido. Já há quem diga que secretários de Boroto têm declarado, a torto e a direito, o que o prefeito pensa do promotor, em tom de ameaça. O recado teria chegado a Edilson Tigre, que reagiu tomando as providências legais. Com um detalhe diferente aqui, outro acolá, o fato é o seguinte: onde há fumaça, quase sempre há fogo. Outra geração O “bloco dos insatisfeitos” do PR continua nessa ladainha de reunião. Mas nem adianta, pois não vai convencer o senador Magno Malta a desistir de sua intenção de disputar o governo. Além do mais, Malta quer mais é que o partido ganhe oxigenação, atraindo novos atores políticos. Exatamente como fez antes com os rebeldes da turma que já deixaram e os que ainda irão deixar o partido – pelo menos é o que eles garantem, todos os dias. Outra geração II O senador inclusive já começou a puxar esses nomes, ciente de que seu caminho político lhe dá essa condição. Passou para fase dois. O bloco continua na fase um. Estragos Mais uma “grita” na área de publicidade do Estado. A pernambucana Ampla Comunicação, que detém as principais contas públicas com o governo do Estado – R$ 19,9 milhões -, passou a investir no mercado local. E como dispõe do maior volume de recursos, tem deixado as demais empresas do setor sem a mínima condição de concorrência. Pra você ver, nem daqui é. Estragos II A Ampla, vale lembrar, licita com o governo desde o segundo mandato de Paulo Hartung, dentro do grupo seleto de preferidas da publicidade. No último certame, quando arrematou dois lotes, a mesma Ampla já havia obrigado empresas capixabas a reduzir seus quadros de pessoal. Algumas até mudaram de atividade. Economia O PMDB no Estado investe na imagem do ex-governador Paulo Hartung em propagandas na TV, no mesmo tom de sempre. O combatente do crime organizado no Estado e gestor revolucionário, que mudou o rumo do Espírito Santo. Se bobear, é a mesma propaganda há anos. De tempos em tempos, volta ao ar. Frágil Por falar no PMDB, as declarações do deputado estadual Marcelo Santos em A Tribuna, contestando a postura do presidente regional do partido, deputado federal Lelo Coimbra, mostra que a unanimidade de Hartung balança até mesmo dentro da própria sigla. Questão central é o fato de Lelo ignorar a candidatura à reeleição de Casagrande. Prejuízo Interessante o presidente da Associação dos Municípios do Estado (Amunes), Dalton Perim (PMDB), engrossar o coro do “fogo amigo” para defender o absurdo dos incentivos fiscais do governo do Estado ao setor atacadista. O prefeito de Venda Nova do Imigrante concorda então com a renúncia fiscal de R$ 750 milhões garfados dos municípios capixabas? Começou mal. Liberou geral O Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-ES) fez a festa dos pendurados. Henrique Vargas (PRP) pode voltar à prefeitura de São Gabriel da Palha; processo por abuso de poder político e fraude nas eleições 2010 atribuídos a deputada federal Sueli Vidigal (PDT) foi extinto, e a prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta (PTB) não será restituída do cargo. Que “beleza” hein… Liberou geral II O caso de Vargas merece comentário à parte. Logo que os processos estouraram, eram seis servidores de seu gabinete na Assembleia utilizados na campanha eleitoral do ano passado, o que é ilegal, obviamente. Daí, no esforço para devolver o mandato a ele, esse número foi diminuindo, diminuindo, até virar um servidor apenas, que para os juízes do TRE, não cometeu irregularidade grave o suficiente. É isso mesmo? 140 toques “PSDB elege novo presidente em Convenção Nacional, dia 18 de maio. Estaremos lá: eu, LP, Rita, Max Filho, Guerino, Ruy, dentre outros tucanos”. (Deputado federal César Colnago – PSDB – no Twitter). PENSAMENTO: “Em política, o que não é possível é falso”. Antonio Cánovas del Castillo
Sai-não-sai
Pela terceira ou quarta vez os jornais trazem manchetes avisando que o secretário de Esportes do Estado, Vandinho Leite, e o deputado estadual Glauber Coelho vão deixar o PR. Fica a impressão de que há uma tentativa de se prolongar a crise no partido, com a intenção de enfraquecer a possível candidatura do senador Magno Malta ao governo do Estado no próximo ano. Malta já abriu as portas para que os insatisfeitos deixem o partido. Alguns recuaram, mas ao destacar o sai-não-sai de Vandinho e Glauber, se evidencia duas figuras que terão peso político na disputa proporcional, já que o primeiro é candidato a deputado federal e o segundo à reeleição. Existem outras questões envolvidas nessa procrastinação em deixar o partido, porque a Mobilização Democrática (MD), considerada a saída segura para evitar problemas de fidelidade, não está com a porta aberta. Mas se existe a palavra do senador de que não vai causar problemas para os insatisfeitos, será mesmo que tantos anos de convivência dos republicanos com ele deixam essa desconfiança de que ele não cumprirá o acordado? Magno vem deixando claro para os interlocutores que sua preocupação é que os insatisfeito deixem mesmo o partido, para que os que permanecerem apoiem sua candidatura ao governo. Por isso mesmo é que essa movimentação de manter viva na mídia a insatisfação dos republicanos serve para dar sobrevida à pressão sobre Malta. Mas ao que parece, o senador não está se abalando com a manobra dos ex-companheiros. Malta tem uma ideia na cabeça, de que sua popularidade garantiria seu desempenho no processo. É claro que ninguém ganha campanha sem apoio, mas sua capacidade de criar lideranças políticas já é conhecida. Muitos dos que hoje estão deixando o partido alcançaram seus postos graças à atuação do senador. Se ele é um bom candidato ao governo, isso é com o eleitor, mas que nas movimentações políticas ele sabe driblar os cercos palacianos, nisso ele já mostrou que é bom. Fragmentos: 1 – O novo painel da Assembleia já está dando o que falar. O deputado José Esmeraldo (PR) usou o equipamento na sessão dessa segunda-feira (6) para ilustrar sua fala sobre a dengue. Mas se irritou com a demora na apresentação das imagens. 2 – O vereador Duda da Barra parece estar buscando uma forma de capitalizar em visibilidade com a crise do PR. Ele dispensa os emissários na hora de repassar por email as notinhas de jornal sobre sua possível saída de partido. 3 – O plenário da Assembleia estava vazio nessa segunda-feira (6). Será que foi a ventania que levou alguns deputados ou foi o desinteresse pelos assuntos tratados na tribuna popular mesmo?
Datas comemorativas
A sociedade capitalista estimula e privilegia o consumo e atinge essa missão até nos momentos de celebração da vida e de confraternização. Quando nasce um novo ser é instituído como prática presentear. Em momentos como o casamento, há que se “contribuir” para a montagem da nova casa e da nova vida, também presenteando. Quando celebram as “primaveras”, temos que presentear. Não sendo suficiente para garantir a movimentação do comércio e, consequentemente da economia; ao longo do tempo, foram sendo instituídas novas datas comemorativas, porque à medida que uma nascia outra parecia excluída. Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia das avós, além das datas em homenagem aos profissionais. Além de aceitarmos passivamente este calendário de consumo, ainda estabelecemos que quanto mais caro, melhor e mais “valioso” o presente. O comércio estabeleceu o calendário e enfeita suas vitrines para “seduzirem” os consumidores nas datas comemorativas, e nós assimilamos psicologicamente essa prática, entendendo que presentear é a melhor forma de demonstrar o amor, o carinho e também de comprar a atenção ou a presença daqueles que são importantes para nós. Ser lembrado ou ser homenageado é muito bom e almejado por todos, mas não envolve obrigatoriamente valor, preço, custo. Existem várias formas de manifestarmos nossa admiração, gratidão, amor e respeito ao outro. Racionalmente, valem mais as palavras e os gestos, do que os presentes. É a hora do bom senso e de usarmos uma das principais moedas para a saúde financeira: a criatividade. Devemos comprar o que e quando for necessário, e não porque foi estabelecido que naquele dia devêssemos presentear seja a mãe, o pai, os professores ou os outros homenageados do dia a dia. Ao contrário do que talvez estejam pensando, não discordo da importância da homenagem, mas sim da obrigatoriedade de ser representada pelo presente comprado, porque muitas vezes, não há condição financeira, gerando constrangimento e mesmo a ausência em datas comemorativas, pelo fato de não ter como comprar o presente ou a roupa, acaba não indo ao evento, deixando com isso de marcar sua presença. O que é mais importante do que qualquer presente. Não posso deixar de me reportar àqueles que adoram presentear. Avaliem a motivação para esse comportamento. Muitos extrapolam o orçamento para mostrar o amor, outros para serem lembrados, mas há também os que presenteiam para serem amados. Efetivamente não há custo para ter o amor, a atenção do outro, para ser admirado, respeitado. Existem sim posturas, atitudes para com os outros, que concretizam isso. Respeitando a sua “incapacidade temporária” de presentear, vale preparar um prato que o outro adora, reunir a família em sua casa para um “junta pratos”, levar o filho para um passeio no parque, ir a locais e eventos gratuitos, dar um pertence seu. O desejo de expressar o sentimento é soberano, não devendo estar vinculado ao ato de presentear, ao valor ou a marca deste presente, nem às datas fixas, porque afinal, surpreender o outro é a melhor forma de presenteá-lo. Qual é a verdadeira essência? Pense nisso.
Juízes começam a atuar em 24 comarcas do Estado que estavam sem titular
Depois de ficarem sem juiz titular por até mais de um ano, 24 comarcas do Estado passaram a contar com a presença diária de magistrados, a partir desta terça-feira (7). Os atos de efetivação das remoções de juízes foram assinados pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa e publicados no Diário da Justiça. O preenchimento das vacâncias só foi possível com a edição da Lei de Reestruturação do Poder Judiciário, sancionado em dezembro do ano passado, que extinguiu a divisão por entrâncias. A medida permitiu que juízes que estavam em comarcas maiores, como os juízos da Grande Vitória e de municípios pólos no interior, pudessem retornar às comarcas de pequenos municípios – que acabam esvaziadas com o “avanço” na carreira dos magistrados. Ao todo, 41 magistrados participaram do processo de remoção, que culminou em 55 movimentações durante a sessão especial, realizado no mês passado. No último dia 25, o Tribunal Pleno havia aprovado as mudanças. A partir de agora, os magistrados devem atuar de segunda a sexta-feira, assim como devem residir no município. Além disso, a remoção deve auxiliar na prestação jurisdicional, uma vez que a comarca não deve ser atendida por juízes designados – que atuam em outros municípios e dão expediente em outros fóruns, atendendo as comarcas em certos dias da semana. Com a nova norma, o Judiciário capixaba passou a ter apenas três categorias de magistrados: desembargador, juiz de Direito e juiz substituto (que podem atuar em mais de uma comarca). Durante a remoção foram preenchidas as vacâncias nas comarcas de: Anchieta, Atílio Vivácqua, Apiacá, Afonso Cláudio, Baixo Guandu, Boa Esperança, Conceição do Castelo, Itaguaçú, João Neiva, Marilândia, Mimoso do Sul, Montanha, Mucurici, Muqui, Pancas, Pedro Canário, Piúma, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, São Gabriel da Palha, São José do Calçado e Vargem Alta. Confira abaixo a relação dos juízes que vão atuar nas 24 comarcas que estavam sem titular: Água Doce do Norte: José Geraldo Fatin Anchieta: Carlos Henrique Cruz de Araújo Pinto Atílio Vivacqua: Felipe Leitão Gomes Apiacá: José Alvanir Rozendo do Nascimento Afonso Cláudio: Jorge Orrevan Vaccari Filho Baixo Guandu: Luciano Costa Bragatto Boa Esperança: Charles Henrique Farias Evangelista Conceição do Castelo: Romilton Alves Vieira Junior Itaguaçú: José Rodrigues Pinheiro João Neiva: Leonardo Mannarino Teixeira Lopes Marilândia: Ana Flávia Melo Vello Miguel Mimoso do Sul: Ezio Luiz Pereira Montanha: Antonio Carlos Facheti Filho Mucurici: Antonio Carlos Facheti Muqui: Edmilson Souza Santos Pancas: Gustavo Henrique Procópio Silva Pedro Canário: Leandro Cunha Bernardes da Silveira Piúma: Serenuza Marques Chamon Presidente Kennedy: Marcelo Jones de Souza Noto Rio Bananal: Carlos Magno Telles Rio Novo do Sul: Roberto Luiz Ferreira Santos Santa Maria de Jetibá: Erildo Martins Neto São Gabriel da Palha: Paulo Moises de Souza Gagno São José do Calçado: Felipe Bertrand Sardenberg Moulin Vargem Alta: José Flávio D’Angelo Alcuri