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Século Diário

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PSDB de Vitória assume dívidas de Luiz Paulo, mas não afasta crise

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Entre os elementos que acirraram os ânimos dentro do ninho tucano da Capital, os R$ 4,2 milhões em dívidas da campanha eleitoral do ano passado à prefeitura de Vitória era um dos ingredientes mais picantes. Nos bastidores havia comentários de que o grupo ligado ao ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas estaria preocupado com a possibilidade de o diretório não pagar a dívida. Anulada a convenção municipal e indicada uma comissão provisória para presidir o diretório municipal, a preocupação com a dívida de campanha foi afastada, com a garantia de que o PSDB da Capital vai ser quitado pelo partido. Mas isso não diminui o clima de disputa de espaço que se estabeleceu no ninho tucano. Na convenção estadual, um grupo ligado à juventude tucana tentou chamar a atenção da estadual para problemas internos que ainda estariam  acirrando os ânimos na municipal, mas o grupo foi repreendido pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Cesar Colnago. O anúncio da filiação do presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes) Guerino Balestrassi ao partido, ajudou a desviar o foco da crise na convenção estadual , mas não eliminou os problemas internos. A cada episódio fica mais evidente uma divisão do ninho tucano de Vitória entre um grupo ligado ao ex-prefeito Luiz Paulo e outro ligado ao vereador Luiz Emanuel Zouain. Em jogo estaria a distribuição das peças tucanas para a disputa proporcional do próximo ano. Zouain seria candidato a deputado estadual. Há uma tentativa de empacar Luiz Paulo, Colnago, Balestrassi e ainda o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho para a disputa federal, reforçando a chapa do partido. Mas Luiz Paulo estaria mais interessado na vaga da Assembleia, para permanecer próximo do eleitorado da Capital e ganhar musculatura para a disputa pela prefeitura em 2016. Agora, começa a circular nos bastidores mais um comentário que pode trazer desgastes para o tucanato da Capital. As suspeitas de que a ata da comissão provisória teria sido alterada, com a substituição de nomes da comissão provisória vêm acirrando os ânimos ainda mais.  

29/04/2013 / 0 Comments
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Grupo na Assembleia ensaia oposição a Ferraço

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Eleito presidente da Assembleia Legislativa em fevereiro deste ano por unanimidade pelo plenário da Casa, o deputado Theodorico Ferraço (DEM) terá uma gestão atribulada. Os problemas na gestão de Ferraço foram sentidos logo no mês seguinte. Alguns deputados já alertavam que o presidente havia perdido o controle do plenário. Também em março, Ferraço começou a se afastar da presidência das sessões, expediente que intensificou no mês de abril. Passa as sessões conversando com os colegas no plenário e sala da presidência. Ferraço também adotou medidas de aproximação dos deputados, como a aprovação do projeto que permite que parlamentares mantenham gabinetes externos. Isso não foi o suficiente para amenizar o clima de tensão no plenário. Tanto que alguns deputados já iniciam um discurso de oposição ao deputado dentro da Assembleia. José Esmeraldo (PR) tem usado a tribuna para cobrar uma postura da Mesa da Casa. Isso porque ao eleger Theodorico Ferraço em meio a um escândalo que envolvia seu nome em um esquema de fraudes em prefeituras, os deputados deram ao demista um voto de confiança. Esperavam que tendo um presidente forte, o Legislativo pudesse se impor diante do Executivo, mas o clima na Casa está cada vez pior, o que tem gerado muita reclamação dos deputados. Enquanto isso, Ferraço tenta acalmar os colegas de plenário para manter uma harmonia entre os poderes, que não é confortável para os parlamentares, principalmente porque o próximo ano será de reeleição e o governo do Estado não parece priorizar a recondução dos atuais deputados. O grande problema é que a gestão de Ferraço à frente da Assembleia vai até o final de 2014. Até lá, se não houver uma mudança de postura do presidente da Casa, a gestão será bastante atribulada, podendo comprometer ainda mais a imagem já desgastada do Legislativo.  

29/04/2013 / 0 Comments
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Cachoeiro ganha novo espaço de formação teatral

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  A formação artística e teatral de jovens e adolescentes ganha um novo espaço em Cachoreiro de Itapemirim. Na próxima sexta-feira (3), às 20h, será inaugurado o Ponto de Cultura “Escola de Teatro Darlene Glória”, da Associação Teatral de Cachoeiro.    A iniciativa foi contemplada pelo projeto Pontos de Cultura, ação prioritária do Programa Cultura Viva, desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC). A programação contará com peça teatral, exposição fotográfica e lançamento de revista.    Para o coordenador da iniciativa, Lucimar Costa, a instituição possibilitará que os jovens tenham acesso aos conhecimentos e técnicas artísticas em um espaço com estrutura adequada.    Programação da Inauguração do Ponto de Cultura “Escola de Teatro Darlene Glória”   – Apresentação da peça A Culpa do Grupo Anônimos de Teatro – Exposição fotográfica Jece Valadão e Darlene Glória – Lançamento da revista do Cineclube Jece Valadão – Lançamento da programação oficial do Centro Cultural Nelson Sylvan   Serviço A inauguração da Escola de Teatro Darlene Glória acontece nesta sexta-feira (3), a partir das 20h, no Centro Cultural Nelson Sylvan. R. 25 de Março, 171, Centro, Cachoeiro de Itapemirim (em frente à Casa do Estudante). Entrada gratuita.

29/04/2013 / 0 Comments
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Orwell e distopia de 1984

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Eric Arthur Blair foi um escritor e jornalista inglês, mas escrevia sob o pseudônimo de George Orwell. Ficou muito conhecido, sobretudo, por duas obras literárias: A Revolução dos Bichos, e pelo romance distópico 1984, que foi a sua última obra antes de morrer em 1950, aos 46 anos. O livro 1984 foi publicado em 1949, e se tornou um dos mais famosos romances ingleses do século XX.   1984 se passa numa Londres do futuro, já como principal cidade da chamada Faixa Aérea Um, terceira mais populosa das províncias da Oceânia. O mundo orwelliano de 1984 consistia em três superpotências isoladas entre si: Oceânia, onde se passa todo o romance, e as outras duas, Eurásia e Lestásia.   Winston Smith é o personagem principal do romance 1984. Ele trabalha no Departamento de Documentação, vigiado por um sistema totalitário em seu último grau de poder pelo poder, o chamado poder puro do Partido, onde o Grande Irmão, pelas suas teletelas, vigia os passos de todos, e pôsteres colados por toda parte, mostravam a imagem de um rosto de bigode negro a olhar para baixo, e o letreiro escrito como uma voz de coerção: O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ.    Pois era assim que o Partido, entidade onipresente em Oceânia, exercia seu poder. Winston Smith escondia em pensamento sua contestação a tal ordem das coisas. Mas é exatamente no pensamento que o Partido e sua personificação no Grande Irmão tomam para si o poder, o que será chamado de poder puro. Não havia um projeto de sociedade, os “proletas” (proletariado) não tinham ideias políticas, eles viviam no seu mundo, quem dominava tudo era o Partido, a coletivização era em função de um projeto de poder, o viés social não existia, toda estratificação era reflexo deste mundo do Partido como poder puro.    Winston buscava uma saída, ele estava atrás de algo que o libertasse daquilo, ouvia dizer numa tal de Confraria, onde as ideias de um ficitício Goldstein circulava como promessa de libertação do pensamento. Já que, no mundo particular de Oceânia, o Partido manifestava seu poder sob a face do Grande Irmão, enquanto o rosto de Emmanuel Goldstein, o Inimigo do Povo, surgia na tela como exemplo do que não crer. O Grande Irmão e suas teletelas vigiavam o trabalho e a rotina da população, só escapava de tal controle alguns guetos dos proletas, lugares nos quais Winston se refugiaria e conheceria Julia, uma refratária do sistema do Partido, e que simbolizava uma liberdade sexual que tinha sido esmagada pelo Partido em sua onipresença e onisciência brutal.   O Socing (abreviação para Socialismo Inglês), a filosofia vigente da Oceânia, atuava como o agente ideológico para dominação do pensamento da coletividade. Em seu fundamento de destruição ou modificação do passado, em que toda a História anterior ao domínio do Partido é apagada, todas as informações que constituam uma espécie de memória são manipuladas pelo princípio do Socing de deformar tal memória, criando uma realidade de acordo com os objetivos do Partido. Tudo o que era pensado não pertencia aos indivíduos, tudo era pensado pelo Partido, culminando na deformação da realidade de toda ideologia, que vai resultar numa ferramenta excelente de domínio do pensamento através da linguagem: a Novafala, a qual consistirá na redução do vocabulário de Oceânia a novas palavras ideologicamente adequadas ao Partido, e na eliminação de palavras supérfluas e de outras que possam levar alguém a cometer o que se chamava de “pensamento crime”.    Todas as possibilidades de elaboração de um discurso contra o Partido seriam minadas na sua origem, a linguagem, e na Novafala, até sua conclusão final, se tornaria impossível qualquer oposição ao poder total do Partido, que era o poder sobre o pensamento e não mais sobre os corpos, a mente era o objeto de domínio almejado pelo projeto de poder do Partido em Oceânia, e que se fundava também no chamado duplipensamento, que era nada mais que pensar uma coisa e seu oposto, uma alusão de Orwell aos projetos de poder totalitários que surgiram no século XX, em que a ambiguidade era uma regra de sobrevivência e até de conduta para a perpetuação do poder, era o fundo de cinismo de todo poder total.   Winston Smith tenta lutar contra o domínio do pensamento do Partido, mas acaba sendo capturado pela Polícia das Ideias e é levado ao falso revolucionário no qual havia confiado, O`Brien, este que era o perfeito agente do Partido, o reflexo do Socing, o próprio discurso do Socing: “A realidade existe apenas na mente humana … não na mente individual … A realidade existe apenas na mente do Partido, que é coletiva e imortal. Tudo o que o Partido reconhece como verdade é a verdade.” (p.292, Orwell, 1984). E continua: “O Partido não se interessa pelo ato em si: é só o pensamento que nos preocupa. Não nos limitamos a destruir os nossos inimigos; nós os transformamos.” (p.297, Orwell, 1984)   Era o equilíbrio mental o objeto do discurso de O`Brien, o que queria dizer a completa destruição da individualidade e a introjeção do Partido na mente para tornar o ser dócil, alienado e mais uma peça do poder puro. O Socing era o pensamento do Partido, e a Novafala era o Socing como o instrumento de dominação da mente individual pela limitação da linguagem, que impossibilitaria, por fim, a manifestação de um pensamento individual. Tudo era questão não de submissão, mas de capturar o âmago da mente, remodelar o herege. O equilíbrio mental era a aceitação do pensamento do Partido, e aí, da aceitação nasceria a convicção, e então não haveria mais resistência da individualidade ao Socing, todos se tornavam membros do poder puro do Partido, o Socing era a ideologia, o Partido o poder puro manifestado, o Grande Irmão uma entidade onipresente e onisciente, e o domínio do pensamento teria sua efetivação total na Novafala.    Não era a disciplina dos corpos, como se vê no micropoder de Foucalt, a ideologia do Socing e o

28/04/2013 / 0 Comments
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Além da coligação

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Independentemente do número de vagas que estarão em disputa na Câmara dos Deputados no próximo ano, a acomodação das lideranças parece ser uma equação difícil de ser solucionada. O governador Renato Casagrande tem dificuldades em manter o sistema de unanimidade política, que no governo passado definiu a distribuição das vagas antes mesmo de a disputa começar. Socorrendo uns, minando outros, poucas foram as alterações nos planos iniciais do Palácio Anchieta. Na eleição de 2014, porém, a disputa promete ser bastante diferente. Primeiro, porque há uma profusão de nomes que vão pleitear uma das vagas; segundo, porque se realmente os candidatos tiverem que disputar apenas nove vagas, o quociente eleitoral deve subir substancialmente na disputa do ano que vem; terceiro, porque o cenário nacional pode mexer no posicionamento dos palanques majoritários do próximo ano, o que também influenciará a proporcional. Mais do que procurar uma coligação que dê condições de eleição para os quadros cogitados para a disputa de 2014, é preciso considerar o quadro atual e a movimentação da bancada capixaba. Parte dos atuais deputados federais pode não se reeleger no próximo ano. Em 2010, a perna formada por PT, PMDB e PSB abocanhou cinco das 10 vagas. Este ano, sendo duas o PMDB, duas o PSB e uma o PT. Este ano a chapa do PMDB enfraquece, pois não tem mais o governador do Estado e o desempenho dos deputados pode comprometer suas reeleições. O PSB elegeu dois deputados, um deles, Audifax Barcelos, se elegeu prefeito da Serra, o outro, Paulo Foletto, perdeu a oportunidade de disputar e vencer a eleição para a prefeitura de Colatina e pode ter saído prejudicado desse processo no que diz respeito aos votos de Colatina e região. O PT não deve apostar na reeleição de Iriny Lopes depois da eleição à Prefeitura de Vitória, da qual ela saiu derrotada. O PDT tem três deputados, mas a prioridade do partido para o próximo ano deve ser a eleição do ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal para a Câmara. Lauriete (PSC) tem um capital acumulado com a carreira de cantora evangélica e adotou o discurso de Magno Malta (PR) com quem contará para a reeleição. O cenário é difícil, mas ela pode conseguir se reeleger, mesmo tendo um desempenho na Câmara contestado. O PSDB é uma incógnita. Hoje o partido está representado pelo deputado federal César Colnago. Para 2014, além de reelegê-lo, o partido ainda teria como meta inflar a chapa com as candidaturas de Luiz Paulo Vellozo Lucas, Guerino Balestrassi e Max Filho. A ideia seria conseguir duas cadeiras, mas se vale a pena queimar quadros para isso, é o que se discute nos meios políticos. Este é um cenário que não contempla todas as lideranças que têm condições de disputa para o próximo ano. Com o campo bastante congestionado, a expectativa é de que a disputa fique bastante competitiva. Tomara.

28/04/2013 / 0 Comments
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Decreto que torna mais rígidos padrões de qualidade do ar em SP é modelo para o Estado

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O decreto publicado pelo governo de São Paulo tornando os padrões de qualidade do ar da região metropolitana daquele estado mais rígidos, serve de modelo para o Espírito Santo. O Grupo de Trabalho Interinstitucional (GT) Respira Vitória, criado pelo vereador Serjão Magalhães (PSB), é inspirado na experiência paulista. O ato altera a medição das concentrações de poluentes na atmosfera, em consonância com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).    Segundo o governo de São Paulo, há mais de 20 anos os padrões não eram atualizados e estavam até três vezes menos rígidos do que os estabelecidos pela OMS em 2005. A proposta atual foi elaborada pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e define metas progressivas para as concentrações de poluentes, até atingir o padrão ideal.     As mudanças ocorrerão em três etapas. A primeira é de até 120 microgramas por metro cúbico para o material particulado, depois 100, 75 e 50. Novos padrões também foram estabelecidos para dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, ozônio, material particulado 2,5 e chumbo.   Além disso, nas áreas mais críticas, será necessário elaborar um plano de controle de fontes fixas e móveis. Há ainda questões relativas ao licenciamento ambiental, com necessidade de compensação para os geradores mais significativos, e obrigatoriedade de publicidade dos principais empreendimentos poluidores.   Após assumir a presidência da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, o vereador Serjão visitou a Cetesb para conhecer a nova legislação, o que motivou a realização do seminário Respira Vitória, anterior à criação do GTI com o mesmo nome. O objetivo do Grupo de Trabalho é chegar ao mesmo resultado, porém, o processo ainda está no início e é restrito à Capital do Estado. Atualmente, o período é de apresentação de dados técnicos.   O decreto paulista é resultado de cinco anos de debates, portanto, serve de base para a elaboração de uma política de prevenção da poluição do ar em Vitória, onde os índices de poluição do ar são preocupantes e seguem em escala crescente. As principais responsáveis pelas emissões de poluentes são as transnacionais Vale e ArcelorMittal.   Assim como São Paulo, os índices na Grande Vitória ultrapassam os recomendados pela OMS, gerando prejuízos à saúde da população e ao meio ambiente. Hoje, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) considera os padrões do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), já ultrapassados.   O padrão para PM10 -partículas finais -, por exemplo, é previsto pelo Conama em 150 mg/m³ para uma média de 24 horas. Já a OMS recomenda apenas 50 mg/m³. Outro parâmetro que chama atenção é o dióxido de enxofre (S02), que tem média Conama de 365 mg/m³/ 24 horas, enquanto a OMS considera a média permitida para esse poluente 20 mg/m³. O ozônio (O3) e em algumas situações o dióxido de nitrogênio (NO2) também são encontrados em quantidade muito além da permitida pelos organismos internacionais.    A elevada concentração de poluentes registradas na atmosfera coloca a Capital capixaba na liderança de rankings nacionais realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), superando São Paulo. Além de dióxido de enxofre, que provoca a chuva ácida, assustam os índices elevados de partículas grossas, as Partículas Totais em Suspensão (PTS) – que ficam retidas na parte superior do sistema respiratório – e de PM10 – que podem atingir os alvéolos pulmonares. Esses três poluentes são os que mais afetam a saúde da população.    Em palestra realizada em Vitória, o especialista Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade Federal de São Paulo (USP), ressaltou que cada morador de Vitória fuma um cigarro e meio por dia. O que explica outro dado: as internações por doenças respiratórias na Capital correspondem atualmente a 15% do total.

28/04/2013 / 0 Comments
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Estado e Justiça dão início à implantação do monitoramento eletrônico de presos

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Uma reunião do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e de Execução de Medidas Socioeducativas do Estado, ocorrida no Tribunal de Justiça do Estado, nesta sexta-feira (26), deu inicio ao processo de implantação do monitoramento eletrônico de presos através de tornozeleiras.    A representante da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) no encontro, Leizielle Marçal Dionízio, diretoria-adjunta da Penitenciária semi-aberta de Cariacica, apresentou o projeto de monitoramento eletrônico que deve ser utilizado pelo Estado, em parceria com o Judiciário, para fiscalização dos detentos.    Têm direito ao dispositivo os presos em regime aberto ou semi-aberto; em prisão domiciliar; e aqueles com saída temporária. Nesta semana a Sejus deve divulgar edital para a contratação da empresa que irá fornecer as mais de 6 mil tornozeleiras inicialmente.    A juíza Elza Maria de Oliveira Ximenes, da Vara de Execuções Penais de Vila Velha, visitou o estado do Pernambuco este mês para conhecer o funcionamento do dispositivo no sistema penitenciário daquele estado.    Ela, que viajou acompanhada da coordenadora do Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep) do Ministério Público Estadual, a promotora de Justiça Viviane Barros Porteli Pioto, verificou que na capital pernambucana, Recife, o número de homicídios caiu depois da implantação do sistema, já que o Estado passa a ter mais controle sobre o portador do dispositivo.    Atualmente, cinco estados utilizam a tornzeleira para monitoramento de detentos, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. O Paraná iniciou o processo de licitação para aquisição das tornozeleiras em janeiro deste ano e, além do Espírito Santo, também estão em processo de implementação do sistema o Amazonas e o Rio Grande do Sul. 

28/04/2013 / 0 Comments
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Para evitar desgastes, Vidigal lança balões de ensaio em torno da disputa de 2014

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Para os meios políticos, o apoio do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) ao palanque do senador Magno Malta (PR), caso ele consolide sua candidatura ao governo do Estado, parece óbvio. Mas o pedetista adotou uma medida de contenção ao provável desgaste que poderia ser causado pela antecipação de uma definição de apoio ao republicano, seu amigo de longa data.   A ligação de Vidigal e Malta não é segredo para o mercado político. Em 2012, mesmo com a clara movimentação do partido em direção ao palanque de Audifax Barcelos (PSB), Malta manteve o apoio à candidatura à reeleição de Vidigal.   Além da proximidade dos dois, o ex-prefeito da Serra também não teria dificuldade em sair do palanque do governador Renato Casagrande (PSB), que além de não ter dado grande espaço para o partido no governo, ainda apoiou a candidatura de Audifax à prefeitura.   Mesmo com a percepção dos meios políticos de que Malta e Vidigal devem caminhar juntos no próximo ano, o pedetista adotou uma postura bastante inteligente para evitar os desgastes inevitáveis da antecipação do cenário eleitoral de 2014.   Para os observadores, se Vidigal antecipasse seu apoio a Malta correria o risco de ver o PDT esvaziado pelos aliados do sistema de unanimidade política do Estado, como está acontecendo no PR. Por outro lado, Vidigal evita definir seu apoio ao palanque de reeleição do governador Renato Casagrande, para não fechar questão sobre um cenário que segue indefinido.   Aliado a essa estratégia, o ex-prefeito estaria lançando, por meio de interlocutores, dúvidas sobre seu futuro político. Nas últimas semanas, o nome de Vidigal já pareceu como possível postulante a deputado federal, deputado estadual e até mesmo ao governo do Estado.   Com esses balões de ensaio, Vidigal confunde o mercado político e espera as movimentações se clarearem para escolher o melhor momento de se posicionar. Até lá já será mais clara também a posição do aliado Magno Malta para a disputa.

28/04/2013 / 0 Comments
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Lideranças buscam acordo no Estado de olho nas movimentações nacionais

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Nerter Samora e Renata Oliveira O governador Renato Casagrande faz de tudo para manter o tripé partidário PT, PMDB e PSB, que o elegeu em 2010, mas as configurações nacionais não garantem isso. Papo de Repórter analisa as conversas dessa semana e a influência da movimentação dos presidenciáveis. Nerter – Apesar da insegurança causada no Estado pelas movimentações antecipadas do debate presidencial, o governador Renato Casagrande (PSB) tem tentando manter o grupo que o ajudou em sua eleição de 2010 unido para a disputa de 2014, com preferência para a trinca PSB, PT e PMDB. Mas enquanto ele alinhava seu palanque aqui no Estado, em nível nacional as movimentações dos presidenciáveis, porém, podem mudar os planos das lideranças dos três partidos. Renata – Casagrande colocou sua candidatura à reeleição como irreversível, mas para viabilizá-la nos moldes que planeja, com os aliados de 2010, terá que superar o imbróglio causado pelo presidente do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos. O programa eleitoral do PSB mostrou que Campos não está blefando, quer mesmo disputar a eleição para presidente. Mas ao manter a posição, ele prejudica a costura do correligionário capixaba. Nerter – Uma coisa que parece estar ficando cada vez mais clara nesse cenário nebuloso de 2014, é que ou Eduardo Campos será candidato a presidente ou vai apoiar a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG), oposição a Dilma. Isso inviabiliza completamente a permanência do PT no palanque de Casagrande, e como em nível nacional, o PMDB está fechado com o PT, a aliança tende a ser mantida. O PT já deixou bem claro a sua prioridade absoluta em erguer o palanque de reeleição para a presidente Dilma Rousseff no Estado. A bancada petista na Assembleia também encampou o discurso e deve intensificar suas falas na pontuação das ações do governo federal no Estado. Renata – A única solução para o governador manter um palanque de unanimidade é a adesão à campanha de Dilma e convencer o PT nacional de seu compromisso, já que o histórico dele e do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) não fazem crer que Casagrande vai mesmo se comprometer com o palanque petista. Se conseguir se colocar como o agente de reeleição da presidente Dilma, ele evita dois problemas: a movimentação do PT nacional em favor do palanque do senador Magno Malta (PR), que vem sendo visto como alternativa para o palanque presidencial no Estado; e o isolamento dos outros dois partidos, que também podem gerar um palanque ao governo do Estado de PT e PMDB. Nerter – Mas como Casagrande vai assumir um compromisso com Dilma, se o presidente do partido dele é candidato a presidente? A situação de Casagrande é diferente daquela dos irmãos Ciro e Cid Gomes, Casagrande é secretário-geral do partido, não teria condições de tentar minar a candidatura socialista. Ficará muito difícil para ele aderir ao palanque de Dilma se o PSB tiver candidatura própria e se Campos se unir a Aécio, ficará ainda mais complicado manter o PT em seu palanque. Aliado a isso, temos os movimentos do prefeito de Vitória João Coser e do ex-governador Givaldo Vieira que também dificultam a situação de Casagrande, não é? Renata – Pois é. Coser tem trabalhado a conquista do controle do PT estadual para ter musculatura para ter direito à mesa que vai definir o jogo de 2014. Seu objetivo principal seria discutir o Senado com o ex-governador Paulo Hartung. Para os meios políticos, há uma impressão muito forte de que Hartung só não disputará o Senado se não quiser. E esse é o problema, por mais que se converse e se articule com Hartung, nunca se sabe exatamente o que ele quer, embora ele já tenha mandado recados de que disputa o Senado. Mas se PT e PMDB tiverem que erguer um palanque para o governo, Hartung pode ser o candidato ao Palácio Anchieta e Coser o candidato ao Senado. São possibilidades que não podemos descartar. Se os dois partidos permanecerem no palanque de Casagrande, haverá uma distribuição de cargos entre as lideranças. Coser pode ser o candidato a vice e aí, eu, particularmente, não vejo grande vantagem em toda essa movimentação do ex-prefeito. E sobraria para Hartung a disputa ao Senado. Nerter – Mas as movimentações nacionais não são os únicos problemas do governador Casagrande para pavimentar sua reeleição em 2014. Ele tem agora que apagar o incêndio que se iniciou na Assembleia Legislativa com os deputados estaduais insatisfeitos com os secretários. Alegam que não estão sendo ouvidos, mas essa não é a realidade desde janeiro de 2011? O que realmente estaria irrigando os deputados é a profusão de secretários e outros aliados do governo do Estado que vão disputar a eleição do próximo ano. Alguns nomes colocados para federal, como o secretário de Esportes, Vandinho Leite (PR), estariam fazendo dobradinha com lideranças que ameaçam a reeleição dos deputados. Os parlamentares entendem que a prioridade para a disputa é deles, já que estão na Casa e querem se manter nela. Renata – Na verdade, a relação entre os deputados estaduais e o governador Renato Casagrande nunca foi um céu de brigadeiro, mas como a eleição é no próximo ano, essas pequenas intrigas se tornam problemas insuperáveis. A situação não está boa para disputa nem na majoritária e nem na proporcional. Por isso tanta insegurança. À medida que o clima nacional for se definindo, a coisa tende a se acalmar no Estado. Isso se tudo sair como o governador Renato Casagrande espera. Se não der certo, pode haver muito casamento na delegacia no próximo ano, sim. Nerter – Mas não é só nos meios políticos que estão os problemas. É preciso acompanhar na Justiça a definição sobre o número de vagas na bancada capixaba na Câmara e na Assembleia. Por enquanto a realidade aponta uma vaga a menos na Câmara e três na Assembleia. A movimentação para barrar o partido e a candidatura de Marina Silva (virtual Rede) à presidência da República também vão influir na acomodação das lideranças. Muita gente que

28/04/2013 / 0 Comments
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Plano de Manejo pretende regulamentar ocupação da APA de Praia Mole

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Foi publicada no Diário Oficial da última quarta-feira (24), a portaria conjunta da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema) que institui o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Praia Mole, no município da Serra.   A elaboração do plano era uma prioridade dos representantes da sociedade civil que integram o Conselho Consultivo da APA de Praia Mole. O documento reúne mapas e fotografias de uma área de cerca de 400 hectares, que engloba territórios de uso residencial, turístico, industrial e de proteção de remanescentes de vegetação nativa, incluindo a Lagoa de Carapebus.   No estudo, foi apontado que a região possui potencial arqueológico, tendo relevância história e pré-histórica, tanto pela ocupação indígena quanto pela colonização europeia. Entretanto, os sítios arqueológicos estão em estado avançado de degradação, pois essas áreas se encontraram em locais fartos em água potável e recursos alimentares, que atraíram a ocupação intensa do local nos últimos décadas.     Encontrou-se, ainda, indícios de que ocupações sazonais, como de grupos de caçadores-coletores pré-ceramistas, ocuparam o local em algum momento anterior à formação de grupos de tradição ceramista, dos quais indícios foram encontrados nas proximidades do córrego Manguinhos.   Por isso, recomendou-se no plano que, antes mesmo de ser realizada qualquer intervenção na área, o que inclui construções e atividades de urbanização, fosse feita uma prospecção arqueológica prévia, o que poderia até agregar valor à Unidade de Conservação (UC).   Recomendou-se, também, a realização de um programa de educação patrimonial voltado aos moradores que, por serem muitos, ajudariam a preservar os danos ao material pré-histórico. Ainda foi apontada a necessidade de sinalização da área dos sítios arqueológicos, para que fossem realizadas visitas monitoradas.   O documento ressalta, ainda, a importância da preservação das áreas de florestas consideradas significativas para os padrões urbanos, das lagoas de Carapebus e Baú e da faixa de vegetação de restinga ao longo da Praia de Carapebus, considerada bem preservada.   A grande densidade populacional da área foi apontada como ponto que dificulta a garantia da diversidade biológica da unidade, que tem significativa importância como zona de integração entre área industrial e residencial, para melhoria da qualidade ambiental local e paisagística.   O percentual de cobertura florestal e recursos hídricos da área é notório e, segundo o plano, se essas características forem bem manejadas, o bem-estar dos moradores e as atividades ligadas ao turismo e à educação ambiental serão assegurados.    Na análise da paisagem, concluiu-se que a APA possui diversidade representativa e considerável grau de heterogenia paisagística, mesmo com uma grande área de urbanização ocupando seu território.   Por isso, recomendou-se que os mirantes da lagoa de Carapebus, da praia Mole e da área de atracadouro, fossem usados para ecoturismo e educação ambiental, e que também fossem tomados cuidados no loteamento e novas construções.   Nas normas gerais do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) de Praia Mole, as atividades passíveis de licenciamento ambiental ficam sujeitas à autorização prévia da instituição gestora da UC; todos os projetos de urbanização devem ser submetidos à chefia da APA; fica proibido o lançamento de efluentes domésticos não tratados no sistema fluvial, além da obrigatoriedade de ser reverter os lançamentos irregulares já existentes num prazo máximo de um ano; atividades como terraplangem, mineração, dragagem e escavação também estão vetadas; a introdução de espécies exóticas, inclusive na recuperação de remanescentes, também estão restritas. 

28/04/2013 / 0 Comments
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