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Bandas ganharão estúdio de música público no Centro de Vitória

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O Centro da Capital ganhará um estúdio público para os ensaios de grupos musicais da cidade. A ideia foi proposta pelo vereador Vinícius Simões (MD) e a criação do espaço confirmada nesta segunda-feira (22) pelo Secretário Municipal de Cultura, Alexandre Lima.    Segundo o secretário, os estudos para a criação do estúdio já foram iniciados na Escola Técnica Municipal de Teatro, Dança e Música (Fafi), mas ainda não há prazo para a entrega do espaço.   De acordo com o vereador, que propôs a medida, também não foi informado o orçamento para a realização imediata da obra, assim como para a compra dos instrumentos e equipamentos necessários para o bom funcionamento do estúdio e desenvolvimento dos artistas. “Este espaço será destinado a bandas, que contribuirá para incentivar a carreira profissional de jovens músicos e assim valorizar a produção cultural do município”, explicou Vinicius Simões.     Também foi proposto à Prefeitura de Vitória a criação do “Espaço do Artista”, também no Centro de Vitória, mas a prefeitura ainda não se manifestou sobre a proposta do vereador.    Vinicius Simões afirma que o objetivo das propostas é revitalizar a região e, sobretudo, criar espaços culturais promovendo o desenvolvimento de atividades em locais adequados. “O Parque Moscoso é um espaço de lazer e divertimento, porém não tem sido aproveitado como tal. Acredito que essa medida irá contribuir para preservar o espaço público e potencializar a beleza do patrimônio histórico e paisagístico da cidade”,disse o vereador.    Simões quer ainda que a Prefeitura de Vitória crie a “Escadaria Literária”, que consiste na pintura de trechos de poemas de artistas capixabas nos espelhos dos degraus das sscadarias Maria Ortiz, Piedade e São Diogo, localizadas no Centro de Vitória. 

22/04/2013 / 0 Comments
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Hartung recorre à mídia corporativa para defender incentivos fiscais

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Após várias ações judiciais questionando a legalidade dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado do Espírito Santo, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) recorreu à Gazeta para defender os benefícios concedidos em sua administração. Em artigo assinado junto com a economista Ana Paula Vescovi, ex-integrante do governo, nesse sábado (20), o peemedebista utiliza a reforma tributária em discussão no Congresso Nacional para defender os “frutos” da sua política de incentivos. Sem citar números concretos ou atacar os argumentos levantados nos processos, o ex-governador critica a proposta de reforma que uniformiza as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), fato que praticamente inviabilizaria a chamada guerra fiscal. “A proposta parte da crença equivocada de que a competição fiscal entre os Estados é, em essência, negativa, pois subtrai recursos fiscais destes”, alegam os autores do texto. Para dar vazão à tese, os articulistas ressaltam a importância dos investimos que teriam sido atraídos por conta da política de incentivos – leia-se os contratos de competitividade (Compete-ES) e o Programa de Incentivo ao Investimento no Estado (Invest-ES). Hartung e Vescovi citam alguns projetos, como a fábrica de motores WEG, em Linhares; e fábrica de papel tissue Carta Fabril, que será instalada em Aracruz; além dos incentivos ao setor atacadista – que está sendo alvo de ações populares na Justiça estadual e de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao longo do texto, a dupla de economistas tenta passar a impressão de que os projetos não subtraem recursos do governo – valendo tudo em troca da criação de alguns postos de trabalho. Uma visão distorcida do que está em jogo nos processos judiciais. Na ação popular, uma das alegações do estudante de Direito Sérgio Marinho Medeiros Neto é de que os incentivos ao Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades) foram concedidos de forma ilegal, causando um prejuízo de R$ 3 bilhões desde a sua criação em 2008. Deste total, R$ 750 milhões teriam sido retirados do caixa dos 78 municípios capixabas. “O fim dos incentivos fiscais automáticos resultará na incapacidade de os estados atuarem na atração de investimentos, com evidente perda de autonomia federativa e concentração da política de desenvolvimento regional na União, o que, historicamente, não funcionou. Resultará também no aumento da carga tributária e do custo empresarial, com perda ainda maior da competição na indústria, e mais inflação”, criticam. Ao final do texto, o ex-governador e a ex-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) se contradizem sobre a própria existência da política de incentivos fiscais. “A reforma necessária do ICMS deveria passar pelo reconhecimento das leis estaduais de incentivos; fortalecimento do Conselho Nacional de Política Fazendária, o Confaz; e disciplinamento das regras para concessão de novos benefícios, com base em vantagens comparativas estaduais”. Chama a atenção de que nenhuma dessas condições foi atendida no governo Hartung. Primeiramente, porque os incentivos foram concedidos sem lei específica, prévia análise da Assembleia Legislativa ou aprovação pelo Confaz – principais argumentos levantados pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) no Supremo para pedir a nulidade dos incentivos ao setor atacadista. De tal forma que o Estado do Espírito Santo é um dos que são a favor da flexibilização das regras para aprovação de novos benefícios. Pequenos empresários criticam incentivos Apesar de Hartung e Vescovi levantarem esses argumentos em defesa dos incentivos, o mercado tem uma opinião diferente – sobretudo, aqueles que não são contemplados pela política de incentivos. A reportagem teve acesso a relatos de empresários locais que criticam o aumento da carga tributária pelo Estado sobre pequenas e médias empresas (PMEs) que atuam nos setores de limpeza e construção. Esses setores, reclamam os empresários, não são contemplados pelos benefícios e acabariam pagando a conta dos incentivos às grandes empresas – que necessariamente não geram mais empregos do que as PMEs. “A carga tributária estadual para as pequenas empresas teve aumento em torno de 18% sobre os valores de compra, que somado tributação do simples chega a um total de 28% sobre o faturamento, obrigando as empresas aumentarem os preços de seus produtos e consequentemente gerando inflação e desemprego. É inaceitável que um governo retire benefícios das pequenas empresas para financiar grandes empresas sob alegação de que elas são propulsoras de empregos”, apontou um dos empresários, que não será identificado pela reportagem. Diferentemente do ex-governador, o mesmo empresário apresenta uma visão dos benefícios mais próxima da realidade – tanto sob a ótica do cidadão quanto da maior parte do empresariado capixaba: “O sistema de incentivos fiscais destorce a economia, pois deixa de existir a livre concorrência e não contribui para a inovação”, criticou o empresário. 

22/04/2013 / 0 Comments
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Processo sobre Cais das Artes no Tribunal de Contas será julgado na próxima quinta (25)

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  Paralisada há mais de um ano, as obras do Cais das Artes deverá ganhar mais um capítulo nesta semana.  Neste dia, será julgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o pedido de suspensão de concorrência para a retomada das obras do Cais das Artes, em Vitória. O pedido, feito pelo Ministério Público de Contas (MPC) através de uma representação aponta que o edital ofende a regra do sigilo das propostas e representa risco de combinação de preço.   A representação, segundo publicado no Diário Oficial do Estado, faz parte da pauta do Tribunal de Contas desta quinta-feira (25).    Autuada sobre o nº TC-2385/2013, a representação do órgão afirma que o edital, como foi feito, possibilita a fraude à licitação, visto que há identificação dos licitantes, antes mesmo da fase de apresentação das propostas.   Como está, alerta o MPC, “a maior prejudicada pela conduta desleal e desonesta de conchavo entre os participantes é a própria Administração, que irá contratar a altos custos, havendo violação aos princípios da competitividade e moralidade, prejudicando o interesse público”.   Entre os pontos ressaltados pela representação, está a falta de informação clara e transparente para os concorrentes e para a sociedade; a exorbitância de exigências que segundo o MPC restringe a competitividade do processo licitatório e ausência de informações no site do Iopes sobre o projeto e o orçamento básico da obra.    O órgão também questionou a forma de avaliação dos preços orçados.   Na última semana, o Instituto de Obras Públicas do Espírito Santo (Iopes), divulgou a empresa Andrade Valadares, como vencedora do processo de licitação para finalizar as obras do empreendimento.    Ainda sim, se julgada procedente a contratação poderá ser suspensa. De acordo com a representação, o MPC tambem pediu a imediata suspensão da concorrência ao Iopes pelo processo licitatório não se mostrar transparente.    Cais das Artes   A paralisação das obras do Cais das artes já dura mais de um ano e soma gastos que ultrapassam os R$ 177 milhões.   Em fevereiro deste ano, o Iopes chegou a inabilitar as empresas concorrentes no referido edital: o Consórcio Avec-Topus e Normandia Engenharia Ltda.    Na ocasião, o órgão deu oito dias para a apresentação de uma nova documentação pelas empresas, mas o prazo já venceu e nenhuma comunicação foi feita pelo órgão.         

22/04/2013 / 0 Comments
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Policiais militares do Estado vão a Brasília discutir PEC 300

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Policiais militares do Estado se juntam a outros de todo o País para uma audiência pública nesta terça-feira (23) com o presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN). A iniciativa faz parte das mobilizações do Movimento Nacional da PEC 300, que cobra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300/2008, a PEC dos policiais, que visa a estabelecer piso salarial nacional para as categorias.   Quem representa a corporação no movimento é a Associação Geral dos Militares Estaduais (Agem-PMBM), que deve levar os policiais e bombeiros militares à Brasília em um ônibus.    Na capital federal, os militares devem se reunir com as principais lideranças da PEC, os deputados federais Major Fábio (DEM/PB) e Mendonça Prado (DEM/SE) e com o presidente da Câmara e, a partir do encontro devem definir os próximos passos das mobilizações em Brasília.    De acordo com o texto da PEC 300 aprovado em primeiro turno, uma lei federal é que vai definir o piso salarial dos policiais civis e militares e dos bombeiros militares dos Estados. Os militares devem passar a receber por subsídio. A mesma lei federal vai criar um fundo para ajudar os Estados a cumprir o piso, disciplinando o funcionamento deste fundo e os recursos a ele destinados. No Espírito Santo, um soldado em início de carreira na corporação tem remuneração bruta da R$ 2,1 mil.     O primeiro turno de votações em Plenário na Câmara, no entanto, ocorreu em 2010. De lá para cá nenhuma movimentação em torno da PEC foi feita na Casa. Não existe previsão de votação em segundo turno ou tampouco data para enviar a matéria para o Senado.    A lei federal também vai definir o prazo de fundação deste fundo. A partir da promulgação da emenda constitucional, o executivo vai ter 180 dias para enviar o projeto desta lei ao Congresso Nacional.            

22/04/2013 / 0 Comments
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Ong pede ajuda a Marina Silva para resolver impasse por moradias em Aracruz

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Não é de hoje que as famílias desalojadas do bairro Nova Esperança, em Barra do Riacho, Aracruz, reclamam do descaso da Prefeitura com a situação de 313 famílias que foram retiradas à força de suas casas em 2011. Meses após a desapropriação, as famílias foram cadastradas para receber o aluguel social, mas a Prefeitura não vem pagando corretamente o benefício às famílias. “Centenas de famílias estão vivendo novamente a ameaça de não ter onde morar”, disse Valdinei Tavares (foto), da Ong Barra do Riacho.   De passagem pelo Estado na última sexta-feira (19), Marina recebeu a carta da Ong que pede a interferência da ex-senadora na luta pela devolução das 313 moradias aos desalojados. “Com a expressividade da senhora, conseguiremos um retorno mais breve [da Prefeitura] e seguridade a todas as famílias que foram cadastradas na época pelo movimento de moradia e ONG Amigos da Barra do Riacho”   De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a Prefeitura de Aracruz, o Executivo municipal ficaria responsável por arcar com o aluguel social das famílias desalojadas que preenchesse os requisitos para a obtenção do benefício, até que as moradias fossem entregues aos desapropriados. Mas, de acordo com a carta, 1,6 mil pessoas continuam desamparadas no município, muitas saíram dos imóveis alugados devido à falta dos repasses.   Na carta, Valdinei tentou retratar o drama das famílias. “Claro que não dará pra narrar tudo que gostaríamos de dizer, mas uma coisa, jamais poderia ficar de fora, que é o quanto sofremos e estamos sofrendo com a desocupação do bairro Nova Esperança, ocorrida em 18 de Maio de 2011. Episódio que ficou mais conhecido como a barbaria de Aracruz. Como a construção das casas do Programa Minha Casa Minha Vida nunca começou, o terreno foi ocupado pelas famílias que construíram suas casas e viveram na região por um ano”.   A retirada das famílias do terreno ocupado foi marcada por violência do batalhão de choque da PM, que retiraram os moradores e garantiram a demolição das 313 casas de alvenaria construídas em regime de mutirão. A área foi batizada pelos próprios ocupantes como bairro Nova Esperança.   Após a desocupação, os moradores que não conseguiram ficar na casa de amigos ou parentes foram encaminhadas para a quadra de esportes da Barra do Riacho, a cerca de 300 metros do local. Na quadra improvisada algumas famílias chegaram a ficar por três meses em condições precárias.    No último dia 15 de abril, a empresa Construtora Arpa e Serviços Ltda – vencedora da licitação para a construção de casas populares na Barra do Riacho – informou  que o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) foi entregue à Secretaria de Planejamento do município. Segundo Valdinei Tavares, agora é preciso que o estudo passe pelo Conselho do Plano Diretor Municipal de Aracruz para avaliação. Só depois disso serão iniciadas as audiências públicas para a apresentação do estudo para a comunidade.    Ainda sim, nenhum prazo foi dado para que as casas populares comecem a ser construídas. 

22/04/2013 / 0 Comments
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Saída de Guerino Balestrassi dá espaço a outros nomes da Rede

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A saída do presidente do Bandes, o ex-prefeito de Colatina e mais novo tucano Guerino Balestrassi da Rede Sustentabilidade, abre caminho para que outros nomes possam ganhar visibilidade no novo partido. Um deles é o coordenador de coletas de assinaturas, professor Roberto Beling, que na ausência de Balestrassi para acompanhar a estrela da Rede, Marina Silva, em vista ao Estado na última sexta-feira (19), fez as vezes de anfitrião da presidenciável da Rede.  Para os meios políticos, Beling que já ocupou a secretaria de Educação de Vila Velha e chegou a ser cogitado para disputar a prefeitura do município no final do segundo mandato do ex-prefeito Max Filho (PSDB), tem um perfil político que se alinha com os simpatizantes da Rede. Beling tem um perfil mais moderado. Para os meios políticos, sua ligação com a esquerda democrática pode ampliar o campo de atuação da Rede. Mas para tocar um projeto político para 2014, o partido precisaria de um puxador de votos, sobretudo se o partido pretende erguer o palanque presidencial de Marina Silva no Espírito Santo. O nome do ex-candidato a prefeito de Vitória, Gustavo De Biase, que também aparece à frente do partido, agrega a juventude. Oriundo do Psol, ele tem um projeto mais à esquerda.  Biase, que ostenta  um capital de sete mil votos conquistados na eleição passada,  deve ser um nome do partido para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Destaques Enquanto o partido intensifica sua coleta de assinaturas e tenta atrair lideranças que se identifiquem com o projeto de Marina Silva, o plenário da Câmara dos Deputados deve concluir nesta semana a votação do Projeto de Lei 4470/12, do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), que impede a transferência do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão e dos recursos do fundo partidário dos novos partidos. O projeto será pautado a partir desta terça-feira (23), em sessão extraordinária. Faltam ser analisados destaques que tentam mudar pontos do texto, como a data de vigência. O PSDB, por exemplo, propõe que a nova regra vigore a partir de outubro de 2013. Já o PPS remete a fevereiro de 2015. O PSB, por sua vez, pretende excluir a incidência da nova regra sobre a distribuição do fundo partidário.  

22/04/2013 / 0 Comments
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Palanque para reeleição de Dilma no Estado é prioridade para o PT

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Na reunião entre o governador Renato Casagrande e representantes das diferentes correntes petistas, na última sexta-feira (19), não houve deliberações, mas trouxe apontamentos sobre o processo eleitoral do próximo ano. Mesmo com muitas divergências internas sobre o posicionamento do PT em 2014, um ponto não se discute dentro do partido: a prioridade para o palanque de reeleição da presidente Dilma Rousseff no Estado. Os petistas colocaram na mesa de negociação com o governador a problemática nacional. Dilma perdeu nos dois turnos no Espírito Santo, em 2010. Diante dos reveses, fortalecer o palanque da presidente no Estado para sua candidatura à reeleição em 2014 é um ponto que os petistas têm como meta primeira. Nesse sentido, as lideranças do partido entendem que com a efetivação da candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB , não há condições de Casagrande permanecer no palanque de Dilma. Isso porque o socialista tem se aproximado do grupo do senador mineiro Aécio Neves, do PSDB, adversário histórico do PT. Por isso, os petistas acreditam que Campos deve caminhar com os tucanos em um possível segundo turno. O cenário nacional pressiona a composição local, já que o partido fará sua movimentação política tendo como limite as articulações presidenciais. Já o governador Renato Casagrande apresentou sua candidatura à reeleição como um tema irreversível e reforçou a intenção de manter o tripé partidário que sustentou seu palanque em 2010, com PT, PSB e PMDB. Governador e petistas também colocaram na mesa de discussão a possibilidade de o senador Magno Malta (PR) disputar a eleição ao governo em contraponto à candidatura de Casagrande, podendo funcionar como uma alternativa para o palanque de Dilma no Estado. A candidatura do senador foi encarada na reunião sem grandes problemas tanto pelo governo quanto pelo partido. Casagrande, porém, reforça o desejo de manter a discussão sobre governo, vice e Senado, restrita aos três partidos que formam o núcleo de seu governo. Os petistas aproveitaram o encontro para reclamar mais atenção à bancada na Assembleia e aos prefeitos do partido. Os prefeitos de Colatina, Leonardo Deptulski e de Cachoeiro, Carlos Casteglioni, vêm se queixando, desde a eleição do ano passado, da falta de apoio de Casagrande em suas bases. Na Assembleia, o principal pleito hoje é pela indicação do deputado Cláudio Vereza para a vaga a ser aberta em maio no Tribunal de Contas do Estado (TCES).  

22/04/2013 / 0 Comments
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Investida prematura do PSB à presidência complica movimentação de Casagrande

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O governador Renato Casagrande afirmou publicamente no início do ano em fortalecer o projeto do PSB para a disputa presidencial do próximo ano. Mas a tensão criada com o palanque de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), prejudica a movimentação do sociaista em busca de sua própria reeleição em 2014, com os aliados que formam sua base de sustentação. Segundo o jornal Valor Econômico, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidenciável socialista, se movimenta para que  o partido deixe logo os dois ministérios que ocupa no governo federal: Integração Nacional e Secretaria de Portos. A expectativa é de que o desembarque deva acontecer em setembro, para evitar que seus demais governadores, principalmente os do Piauí, da Paraíba e do Amapá, fiquem sujeitos a pressões políticas e retaliações administrativas do Planalto. Ainda segundo o Valor, Cid Gomes, do Ceará, é o único dos governadores do PSB que realmente se opõe à candidatura de Campos. Mas Casagrande, único governador do PSB fora da Região Nordeste,  vem demonstrando aos interlocutores sua insatisfação com a movimentação antecipada de Campos, o que pode complicar suas articulações no Estado. A situação é delicada para Casagrande, já que embora pretenda manter a aliança com PT de Dilma e o PMDB, reservando para os partidos, inclusive, as posições de vice e candidato ao Senado, o governador é secretário-geral do PSB e a postura partidária deverá ser cobrada, caso a candidatura de Campos realmente vingue para 2014. A situação é ainda mais complicada pelo fato de Eduardo Campos não aparecer com densidade eleitoral para enfrentar o palanque de Dilma. Nas primeiras sondagens, o governador de Pernambuco e o candidato tucano Aécio Neves (MG) aparecem com uma distância significativa em relação à segunda colocada na corrida eleitoral, a ex-senadora Marina Silva, que busca viabilizar a Rede Sustentabilidade para disputar a eleição em 2014. Para os meios políticos, a candidatura de Campos sem visibilidade e a aproximação com o palanque tucano, que pode evoluir para um apoio em um possível segundo turno, afasta Casagrande não só do palanque de reeleição de Dilma, como dificulta a relação institucional do Estado para um segundo mandato da presidente e do governador.  

22/04/2013 / 0 Comments
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Uma década de Encontro de Chorinho & Chorões

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  Seu Raimundo já anuncia que está tudo pronto para o 10º Encontro de Chorinhos & Chorões. Conhecido pelo Femusquim, Festival de Música de Botequim, seu Raimundo de Oliveira é o promotor do evento e trará para se apresentar neste ano o grupo Carne de Gato, Samba Choro.Som e Regional Pé na Roda (foto). O encontro será nesta terça-feira (23) no Morro dos Alagoanos.    “Todo esse tempo na luta valeu a pena, somos pioneiros na organização de eventos que homenageiam esse ritmo tipicamente brasileiro”, declara o músico. O festival é uma homenagem ao Dia Nacional do Choro, que é comemorado em 23 de abril, em homenagem à data de nascimento de Pixinguinha.    Seu Raimundo conta que a data é celebrada em diversos estados brasileiros, mas Vitória é uma das únicas cidades a lembrar o dia do Choro. “Apesar do evento não acontecer especificamente na cidade e sim na comunidade do Morro dos Alagoanos”, como destaca Raimundo.    Como de praxe, haverá músicos homenageados durante as apresentações. Dessa vez os escolhidos são o compositor Eliberto Martins, que estaria completando 100 anos se estivesse vivo, e o cantor Jamelão, que também completaria o centenário este ano.   “Assim como no Femusquim, nossa missão é trazer a tona nomes importantes da música brasileira e impedir que sejam esquecidos”, diz Raimundo. O evento já uma tradição no Morro dos Alagoanos, que há dez anos vem valorizando a música popular brasileira e animando as noites da comunidade.   A novidade dessa edição é a comemoração de uma década de muito samba e choro. “Em um determinado momento vamos interromper o show para cantar um grande Parabéns pra você, para o aniversário do evento e para o dia nacional do choro”, diz Raimundo, que convida a todos a integrar o coro.    Programação   20h: Grupo de Choro Harmonia 21h30: Grupo Samba Choro.Som 23h: Grupo de Choro Pé na Roda   Serviço O 10° Encontro de Chorinho & Chorões acontece nesta terça-feira (23), a partir das 20h, na Praça Trajano dos Santos, Morro dos Alagoanos, Vitória. Entrada franca.

22/04/2013 / 0 Comments
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Guerrilha do Caparaó: em busca de resposta

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  Era agosto de 1997. Uma fria noite de lua cheia. Saí de Vitória com minha mulher e os três filhos com o carro lotado de agasalhos, donativos para a população carente de Dores do Rio Preto, talvez a cidade mais fria do Espírito Santo, ali a cinco quilômetros da divisa com Minas Gerais, a 250 km de Vitória. Uma região, até hoje, de escassos investimentos públicos e baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).   Um grupo de pessoas, lideradas por Leilson, pastor batista, esperava-nos para uma aventura pela qual eu aguardava desde criança. Apesar de criado aos pés da Serra do Caparaó, em Alegre, onde, a rigor, localizava-se o Pico da Bandeira até a emancipação de Ibitirama, em 1990, nunca havia subido a famosa montanha, para uns considerada sagrada.   De Dores do Rio Preto já dava para avistar o pico, lá distante. Mas teríamos que percorrer longos 50km para entrarmos no Parque Nacional pelo único acesso permitido àquela época, em Alto Caparaó, pelo lado mineiro.   As primeiras dificuldades foram para transpor, com o Gol 1000, os pouco mais de quatro quilômetros  da estrada íngreme e empoeirada que levava da portaria do Parque à Tronqueira, a 2 mil metros de altitude, onde montaríamos acampamento.   Chegamos ao local por volta das cinco horas da tarde e a temperatura estava em franco declínio, soprando um vento frio do alto da montanha em direção ao vale. Corremos até a Cachoeira Misteriosa para um banho na água gelada. Jerônimo, então com 15 anos, filho do Leilson, e Jessé, o meu mais velho, com 13 anos, arriscavam mergulhos rápidos.   Quando a noite caía, já havíamos montado as barracas e acendíamos o fogo da churrasqueira, onde também seria preparado o chocolate quente para a escalada. O frio apertava e as crianças divertiam-se fazendo fumaça com o ar quente saindo da boca para condensar em contato com o ar frio do ambiente. Do mirante, eu divisava cidades como Alto Caparaó, Presidente Soares, Manhumirim e, mais adiante, o clarão das luzes de Manhuaçu, todas cidades do lado mineiro.   Uma turma de operários trabalhava na construção de futuros alojamentos, com recursos federais. Um pesquisador da Universidade da Califórnia estava acampado em uma pequena barraca com sua mulher e a filha de seis anos estudando a vegetação da região para basear sua tese de que Brasil e África, um dia, foram  uma coisa só.   A conversa que me interessou mesmo foi com um dos operários e, enquanto o frio já feria o nosso rosto, perguntei-lhe se já havia escutado alguém falar da guerrilha. Todo mundo na região ouviu falar da guerrilha. Alguns, mais velhos, viveram a época. Os mais jovens receberam as informações por tradição oral, na base do quem conta um conto aumenta um ponto.   Estávamos todos muito bem agasalhados, podíamos nos expor em quaisquer circunstâncias sem receio, leváramos muitos alimentos, podíamos acender fogueira à noite para assar o churrasco e esquentar o leite sem medo de sermos descobertos,  tínhamos barracas , três carros no grupo, um bom de suprimento de chocolate e leite condensado para repor as calorias, e mesmo assim fiquei assustado com o rigor do clima local durante a expedição.   Na noite fria de agosto, enquanto bebia uma caneca de chocolate quente e contemplava as luzes distantes das cidades, perguntei ao jovem operário o que ele sabia sobre a guerrilha. Tudo o que ele sabia era o que o pai comentava: que um monte de homens barbudos, fortemente armados, tomara a serra e dera muito trabalho à polícia. A rigor, era tudo o que eu também sabia. Aquilo não me saiu da cabeça.   Quando deu onze e meia da noite, começamos a nos preparar para iniciar a caminhada de nove quilômetros até o topo do pico, a quase 3 mil metros de altitude, o maior desafio físico de minha vida, àquelas alturas, absolutamente, sedentária. Já acostumado à aventura, Leilson alertava a todos sobre o comportamento adequado durante o trajeto, salientando que não seria uma jornada fácil e que ninguém deveria parar sem autorização, nem retirar os agasalhos, mesmos se estivesse suado. Havia risco de morte por choque térmico.   Jessé havia saído de Vitória empolgado para subir a serra. Na escola dele, todos esperavam pelo retorno e pelas novidades. Mas, naquele momento, ele entrou em pânico. Por dentro, queria subir. Por fora, temia não conseguir. Paralisado pelo medo, ficou na acampamento, em prantos, junto com a Euzi, minha mulher, o Júnior, que tinha oito anos, minha mãe, então com 74 anos, e a Simone, mulher do Leilson.   A Lídia, com 11 anos, não estava ali para subir, mas encheu-se de razão e resolveu ir conosco. Era a mascote da expedição, mas, cheia de opinião, irrompeu serra acima, com entusiasmo.   Tudo isso relato para demonstrar como as pessoas reagem diante da imponência do gigantesco maciço central da Serra do Caparaó, que para circundar se percorrem mais de 200km. Isso em condições totalmente favoráveis, com o aparato necessário a uma aventura segura. Passei a  imaginar o que passaram ali os homens que sonharam enfrentar o regime militar de 1964 em armas e mudar o Brasil a partir de um foco guerrilheiro!   Talvez minha aparência, naquele  momento, lembrasse um dos guerrilheiros. Vestia quatro blusas de lã, touca ninja, que somente deixava os olhos à mostra, três calças, uma delas, a debaixo de todas, de lã, e dois meiões. As mãos calçavam luvas. Estava irreconhecível e parecia um flagelado quando cheguei ao topo da montanha.   Os últimos 50 metros são um sofrimento. Você está tão perto e tão sem forças! Foi o único momento em que a Lídia falou em desistir. E eu, exausto, a incentivava. Assim chegamos, arrastando-nos. As pernas já não obedeciam aos comandos do cérebro. Dávamos um passo de cada vez.   Havíamos caminhado desde a meia noite até às 6 da manhã. No meio, uma parada estratégica no Terreirão, a 2.400 metros de altitude e a 4,5km do acampamento.  A Casa de

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