Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

120413_BobMarleyWailers_01.jpg

Há 40 anos, uma banda e um disco incendiavam o mundo

Sem categoria

Parece bizarro, mas a história de Catch a Fire começa com um filme na Suécia. Estamos em finais de 1970 e o empresário Danny Sims propõe a Bob Marley uma colaboração com o cantor Johnny Nash para compor a trilha sonora de Want So Much To Believe, o tal filme. Os três reuniam-se em torno da JAD, gravadora de Sims, Nash e do produtor Arthur Jenkins, com a qual Bob firmara contrato dois anos antes.   Bob topou na hora. Se mandou para a Suécia, onde o filme era rodado, e depois, em 71, estabeleceu-se em Londres, onde seu trabalho era  razoavelmente conhecido. Em vão. Nenhuma de suas músicas para a trilha se materializou.    Para Sims, contudo, a coisa não era de todo ruim. Empresário de Bob à época, vislumbrava uma turnê dos Wailers pelo velho continente, atiçando talvez a cobiça de algum selo importante. Queria aproveitar de algum modo a temporada europeia de Bob. Assim convenceu os demais “wailers” – Peter Tosh, Bunny Wailer e os irmãos Barret (Aston e Carlton) – a deixar a Jamaica.   De novo, nada. Em verdade, quase nada. A turnê também não se materializou; limitou-se a alguns shows aqui e ali, em escolas secundárias pela região central da Inglaterra e boates londrinas. De resto, passavam os dias ensaiando para manter a forma. O grupo ainda participou do disco de Nash, I Can See Clearly Now (1972), que continha três composições de Bob: Guava Jelly, Comma Comma e, sim, a própria, Stir It Up.   Claro, tudo podia piorar – por que não? Um dia descobrem que Nash e Sims estavam em Miami tocando novos projetos. Aos Wailers nada restou, senão a falta de grana, de perspectiva… e o frio londrino. Um promotor chamado Brent Clark, que divulgou um fracassado compacto de Bob lançado na Inglaterra pouco antes, salvou a lavoura.    É Clark quem introduz o fundamental Chris Blackwell na história. O mítico produtor dono da mítica Island Records conhecia o nome de Bob Marley e ouviu comentários favoráveis de Clark ao grupo.    Anglo-jamaicano de sangue azul, Blackwell estabelecera seu selo Blue Montain/Island na Inglaterra em 1962 e por lá lançou inúmeras matrizes compradas em Kingston. Jimmi Cliff, Derrick Morgan, os Skatalites e Bob Marley estavam entre os primeiros artistas lançados.   E os Wailers conseguiram um adiantamento para trabalhar num álbum próprio. Ah, conseguiram também dinheiro para voltar para a Jamaica.   A maior bilheteria de 1964 em Kingston deu-se na manhã do dia 25 de dezembro no teatro Ward. Era um show dos Wailers, formado então por Bob, Bunny e Peter. Meses antes, em fevereiro, Simmer Down, primeiro compacto do grupo, lançado em fins do ano anterior, chegava ao topo das paradas na Jamaica.    Com dois discos e inúmeros compactos lançados, os Wailers não eram exatamente desconhecidos na Jamaica ou mesmo em segmentos da Inglaterra ou dos Estados Unidos onde suas músicas conseguiam chegar. Mas espalhar pelo mundo o canto quase religioso sobre o desmazelo, o desamparo e a resistência dos “sofredores” era outra história.    De volta à Jamaica, a banda mergulhou no estúdio Dynamic e labutou fervorosamente para entregar um disco à gravadora ainda no final de 1971. Foi um longo caminho entre 1964 e os primeiros dias de 1972, quando Bob Marley chegou à Inglaterra com as fitas masters de Catch a Fire em mãos para entregar à Island Records. Em 13 de abril de 73 o disco foi lançado.   Pulseirinhas do reggae não enfeitam tornozelos por aí à toa. Uma estrutura precisa e econômica, levada num balanço moroso, chapado, envolvente, envolta numa atmosfera doce e inebriante – não importando se leve ou carregada – assinala a emergência de Bob Marley e do reggae em escala global.    No início dos anos 70, um projeto de urbanização desfigurou os arredores de Greenwich Park Road, na Jamaica, local pontilhado de cortiços populosos. Áreas inteiras desapareceram e no lugar edificou-se aquilo que ficaria conhecido como “Concrete Jungle”: modernos e cinzentos blocos de moradia urbana. Bob escreveu sobre isso num caderno para uso futuro.   Assim nasce o lirismo duro de Concrete Jungle, um desabafo feito de desencanto e resignação que abre o disco. Aqui progresso é uma coisa, vida é outra. A diferença entre ambas é dramática.   O título da música concilia noções antitéticas: selva igual barbárie, pedra igual civilização. Mas quem fez o trabalho não foi Bob propriamente; foi antes a realidade jamaicana.    Catch a Fire revela pelo menos uma característica de Bob Marley que se estenderá até Uprising (1980), seu derradeiro álbum: a mesma intensidade para falar de política e de amor, de injustiça e de afeto.    O mesmo álbum que contém Concrete Jungle, Slave Driver e 400 Years (as duas últimas igualando passado e presente em opressão, a primeira evocando o inferno de Jah – Catch Jah’s Fire), contém Baby We've Got A Date (Rock It Baby) e Stir It Up.   Por outro lado, dois atributos permaneceriam em Burnin’ mas depois iriam desaparecer (talvez muito porque Tosh e Bunny deixaram o grupo após esse disco). Um: backing vocals majoritariamente masculinos, apesar da participação de Rita Marley e Marcia Griffiths em Catch a Fire (elas aparecem mais destacadamente em Baby We've Got A Date e No More Trouble).    Com Judy Mowatt, Rita e Marcia formariam as futuras I-Threes, o backing vocal feminino de Bob Marley a partir de Natty Dread (1974), primeiro álbum sem Tosh e Bunny. A carreira solo de Tosh debutaria impecavelmente três anos depois de Catch a Fire com o vibrante Legalize It.    Dois: Bob divide o disco com a garganta poderosa de Peter Tosh, que canta a sombria 400 Years e a um tanto mais arejada Stop That Train.                                             Além dos Wailers, outros e conhecidos músicos meteram a colher na cozinha musical de Catch a Fire. É do guitarrista Wayne Perkins os solos de Concrete Jungle e Baby We've Got A Date. O tecladista Rabbit Bundrick opera sintetizadores ou cravos nas noves faixas. O baixo de Concrete

12/04/2013 / 0 Comments
read more

Filmes em cartaz

Sem categoria

Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 12 a 18 de abril.    ESTREIAS   Na Neblina (V Tumane, Rússia/Alemanha/Letônia/Holanda/Bielo-Rússia, 2012, 128 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Sergei Loznitsa. Com Vladimir Svirski, Vlad Abashin, Sergei Kolesov, Vlad Ivanov. Em 1942, na fronteira ocidental da União Soviética, um trem descarrila após uma sabotagem. Um ferroviário inocente é acusado pelo crime, mas um oficial alemão decide poupar sua vida e o liberta.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h05.   O Amante da Rainha (Em kongelig affære, Dinamarca/Suécia/Rep. Tcheca, 2012, 137 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Nicolaj Arcel. Com Alicia Vikander, Mads Mikkelsen, Mikel Boe Følsgaard, David Dencik , Tryne Dyrholm. A jovem rainha da Dinamarca se apaixona secretamente por seu médico. Juntos, eles iniciam uma revolução capaz de transformar a nação.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h.   Atrás da Porta (The Door, Alemanha/Hungria, 2012, 97 minutos, 14 anos) Drama. Direção de István Szabó. Com Helen Mirren, Martina Gedeck, Károly Eperjes. A história do relacionamento de uma escritora e sua empregada.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h. Angie (Open Road, Brasil/EUA, 2012, 83 minutos, 10 anos) Drama. Direção de Márcio Garcia. Com Camilla Belle, Juliette Lewis, Andy Garcia, Christiane Torloni, Carol Castro. Angie, uma jovem artista brasileira, abandona toda sua vida e embarca em uma viagem pelo país.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 4. 22h20. Sala 7. 13h30 e 15h50.   Alvo Duplo (Bullet to the Head, EUA, 2012, 92 minutos, 16 anos) Ação. Direção de Walter Hill. Com Sylvester Stallone, Jason Momoa, Christian Slater, Jon Seda. Depois de verem seus parceiros morrerem, um policial e um assassino de aluguel, formam uma aliança para destruir o responsável pelas mortes.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4. 16h10 e 18h20. DUBLADO. 20h50 (LEG). Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 17h10, 19h20, 21h30.    Chamada de Emergência (The Call, EUA, 2013, 95 minutos, 16 anos) Suspense. Direção de Brad Anderson. Com Halle Berry, Abigail Breslin, Morris Chestnut, Ella Rae Peck, Michael Imperioli. Sinopse: Operadora de serviço de emergência arrisca a vida para salvar uma adolescente das mãos de um serial killer.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 14h, 16h20, 18h30, 20h40. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 21h30, 14h50, 20h, 22h10.   Oblivion (Oblivion, EUA, 2013, 126 minutos, 12 anos) Ficção Científica. Direção de Joseph Kosinski. Com Tom Cruise, Morgan Freeman, Melissa Leo, Nikolaj Coster-Waldau. Um soldado veterano é mandado a um planeta distante, com a missão de exterminar o que resta de uma raça alienígena. A chegada de um visitante inesperado o leva a questionar o que ele sabre sobre o planeta e sua missão.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. 13h30, 16h, 18h40, 21h10. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 5. 12h50, 15h40, 18h20, 21h. Terça 12h50, 15h40, 18h20.   SESSÃO CULT   Infância Clandestina (Infância Clandestina, Argentina/Brasil/Espanha, 2011, 112 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Benjamín Ávila. Com Natália Oreiro, Teo Gutierrez, Enerto Alterio, Cesar Troncoso. Argentina, 1979, o menino Juan vive na clandestinidade da mesma maneira que seus pais e tio.   Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. Terça e quinta 20h10.   CONTINUAÇÃO   Amigos Inseparáveis (Stand Up Guys, EUA, 2012, 95 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Fisher Stevens. Com Al Pacino, Christopher Walken, Alan Arkin, Julianna Margulies. Dois velhos golpistas tentam juntar seus antigos comparsas para um último encontro.   Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 17h15.   O Quarteto (Quartet, Reino Unido, 2012, 98 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Dustin Hoffman. Com Maggie Smith, Tom Courtenay, Bill Connolly, Pauline Collins. Em uma mansão que abriga cantores de ópera aposentados, uma excêntrica diva, recém-chegada, volta a brilhar com seus antigos parceiros.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h10.   O Céu Sobre os Ombros (Idem, Brasil, 2010, 72 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Sérgio Borges.  Com Everlyn Barbin, Lwei Bakongo, Murari Krishna, Grace Passo. Uma mistura de documentário e ficção sobre o cotidiano de três personagens de classe média de Belo Horizonte: um transexual, um operador de telemarketing hare krishna e um escritor congolês.    Cine Metropolis: 20h30.    Invasão à Casa Branca (Olympus Has Fallen, EUA, 2013, 120 minutos, 12 anos) Ação. Direção de Antoine Fuqua. Com Gerard Butler, Morgan Freeman, Ashley Judd, Dylan McDermott. Ex-agente do serviço secreto americano tem que salvar o presidente da república depois que ele é sequestrado durante um ataque terrorista à Casa Branca.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 13h50, 18h50, 21h20. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 13h50, 16h30, 19h10, 21h50.   Mama (Mama, Canadá/Espanha, 2013, 100 minutos, 14 anos) Horror. Direção de Andrés Muschietti. Com Jessica Chastain, Nikolaj Coster-Waldau, Megan Charpentier. Annabel e Lucas tem o desafio de criar as duas sobrinhas, que passaram cinco anos sozinhas numa floresta. Mas será que elas realmente estavam sozinhas?    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 17h50, 20h10, 22h30. Terça e quinta 17h50 e 22h30.   A Hospedeira (The Host, EUA, 2013, 125 minutos, 12 anos) Ficção Científica. Direção de Andrew Niccol. Com Saoirse Ronan, Diane Kruger, William Hurt, Jake Abel. A Terra está sendo habitada por uma espécie alienígena inteligente, que necessita de um hospedeiro humano para sobreviver. Melanie Stryder, que parece ser a única humana com a capacidade de lutar contra a invasão alienígena em sua mente, inicia uma busca desesperada por sua família.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 17h20. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 21h20.   Jack – O Caçador de Gigantes (Jack the Giant Slayer, EUA, 2012, 113 minutos, 12 anos) Aventura. Direção de Bryan Singer. Com Nicholas Hoult, Ewan McGregor, Ian McShane, Stanley Tucci. Releitura do conto João e o pé de feijão. Uma guerra antiga se reinicia quando um jovem camponês, sem saber, abre um portal entre seu mundo e uma terra de gigantes.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 15h50, 18h30, 21h10. DUBLADO.  Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). 15h20 e 20h50. DUBLADO.  Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 17h e 19h10. DUBLADO.   G.I. Joe: Retaliação (G.I. Joe 2: Retaliation, EUA, 2012, 110 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Jon M. Chu. Com Channing Tatum, Bruce

12/04/2013 / 0 Comments
read more

Fechou o cerco

Sem categoria

  O “pacote de mimos” que o ex-governador Paulo Hartung concedeu ao setor atacadista é outra bomba que estoura no colo do seu sucessor, o governador Renato Casagrande.    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, não vai deixar barato a “garfada” que tomou do vizinho capixaba. O tucano já ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a redução de tributos ou cobrança diferenciada de impostos concedidas no governo Hartung e mantidas pelo atual governador.   Contrariado com a rasteira de Hartung, o governador paulista quer que o Supremo declare o “pacote de mimos” ao setor atacadista capixaba inconstitucional. Em um dos trechos da ação Alckmin contesta a medida: “A situação criada, descrita e analisada caracteriza a figura da combatida e rechaçada 'guerra fiscal', título que adquiriu as práticas de desoneração tributária ofertadas pelos entes federados a empresas, sob o manto da pretensa atração de investimentos, mas que apresenta resultados danosos para toda a federação”.   O secretário de Desenvolvimento do Estado, Nery De Rossi, se valeu exatamente da alegação que a medida do ex-governador tinha o nobre objetivo de atrair investimentos para o Estado. Designado pelo Palácio Anchieta para defender o antecessor, De Rossi apontou a geração de empregos e o aumento de arrecadação como vantagens obtidas com a desoneração.    O Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades), por meio de nota no início desta semana, também ignorou a inconstitucionalidade da medida e exaltou, como maior beneficiado que é, os aspectos positivos do “pacote de mimos”. Palavras como desenvolvimento, empregos e aumento da arrecadação foram usadas como trunfos para justificar a patuscada jurídica que começa a ser desnudada.    Não bastasse a ação no Supremo, o deputado Euclério Sampaio (PDT) também entrou no circuito para fechar a torneira de incentivos aos atacadistas. O parlamentar apresentou um Projeto de Decreto Legislativo que susta os efeitos do Contrato de Competitividade nº 15/2008, que garantiu os benefícios para o Sincades.    Assim como Alckmin, o pedetista alega que o decreto assinado pelo ex-governador Paulo Hartung fere os princípios constitucionais da legalidade e da supremacia do interesse público.  Euclério ressalta ainda que a matéria não passou pela Assembleia Legislativa ou pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), caminhos obrigatórios para regulamentar esse tipo de pacote de incentivos.   Depois do escândalo do “posto fantasma” de Mimoso do Sul, que levou para ralo R$ 25 milhões dos cofres públicos numa obra que mal saiu da fase de terraplanagem, a Assembleia Legislativa terá outro teste duro pela frente. No caso do posto, os deputados – salvo Euclério Sampaio e Gilsinho Lopes (PR) – se mantêm em silêncio diante do pedido de abertura de CPI para apurar o destino do dinheiro.   O Projeto de Decreto Legislativo de Euclério, para fazer cessar a farra de incentivos ao setor atacadista, cria outra tremenda dor de cabeça para os deputados, que terão que apreciar o projeto. Mais uma vez, a população terá oportunidade de conferir se os legisladores vão defender os interesses públicos ou, como no caso do posto, manterão a blindagem ao ex-governador – alvo das duas denúncias.    Mesmo que os deputados recuem novamente, existe a ação no Supremo, que não deve dar a mesma colher de chá ao ex-governador. 

11/04/2013 / 0 Comments
read more

Garantias

Sem categoria

  Nada me convence de que esse lance de audiência pública em Vila Velha para discutir Plano Diretor Municipal (PDM) não seja conversa pra boi dormir. Melhor dizendo, tem a intenção apenas de legitimar um processo que já está mais do que acertado e consolidado, que é entregar o município aos empresários. Para não incorrer no mesmo erro do antecessor e que gerou inclusive a suspensão do PDM pela Justiça, o prefeito Rodney Miranda (DEM) se cerca de garantias para dizer que ouviu a sociedade civil organizada. Na prática, fez um “encontrinho” aqui, uma audiência acolá, mas continua firme e forte em sua parceria com a entidade que representa o setor, a Asevila, que também atuou na gestão passada. A entidade é considerada uma extensão da ES em Ação, que reinou no governo Paulo Hartung (PMDB). E o sistema é tão interligado, que nos próprios eventos sobre o planejamento estratégico do município só têm hartunguetes de carteirinha. Depois de José Téofilo, ex-secretário do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e sócio dele em escritório de consultoria, será a vez do também ex-secretário Haroldo Corrêa Rocha conduzir os trabalhos, em encontro nesta sexta e sábado (12 e 13). Presente estará outro político ligado a Hartung, o tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas, como palestrante. Para completar, o Instituto Futura. Agora me diz, cabe algum otimismo nessa história?    Garantias II Interessante é que esse tal seminário não foi divulgado aos quatro ventos, como o anterior. O convite chegou às mãos dos empresários, mas não das entidades da sociedade civil. Informação “vazou”.   Garantias III Aliás, não pode passar batido o que disse o procurador-geral de Vila Velha Rafael Antônio Tardin, na audiência desta quinta-feira (11). Mais ou menos assim: nem a saúde e a educação afetam o município mais do que o PDM. Oi?   Homenagem Em tempos de ameaça às áreas de relevância ambiental em Vila Velha, vale o registro do tributo ao ambientalista Paulo Vinha, que será realizado no próximo dia 27, na Barra do Jucu. Dança, música, poesia e ato público lembrarão a data de seu assassinato, em 1993, após denunciar a extração de areia em uma área de restinga.    Homenagem II Paulo Vinha levou três tiros, em Guarapari. O autor do disparo foi Ailton Barbosa Queiroz, que agiu em parceria com seu irmão, José Barbosa Queiroz, empresários do ramo. À frente do tributo estão a deputada federal Iriny Lopes; o deputado estadual Cláudio Vereza; a senadora Ana Rita, e o vereador de Vila Velha Zé Nilton, todos petistas.    Novela A que ponto chegou o capricho de Hartung em idealizar o projeto de sua mulher, Cristina Gomes. O Cais das Artes virou um abacaxi de todo tamanho e que custa muito aos cofres públicos. O gasto inicial de R$ 115 milhões já está na casa dos R$ 178 milhões, fora os aditivos que virão. O que seria possível fazer com tanto dinheiro na área social? Hartung quis ostentar, deixar sua “marca” para as elites, e deu no que deu.    Bolada O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER-ES) está demais. Em apenas dois atos publicados no Diário Oficial, entregou à empresa RDJ Engenharia Ltda quase R$ 60 milhões para intervenções nas obras do Corredor Metropolitano Leste Oeste, que ligará os municípios de Serra e Vila Velha. Está bom ou quer mais?   Balanço Gustavo De Biase, que caiu na Rede de Marina Silva, informa a primeira parcial da coleta de assinaturas para criação do novo partido no país: 120 mil, sendo 11.500 no Espírito Santo. São necessárias no mínimo 500 mil – aqui, 30 mil. De grão em grão, será que enche o papo?   Investigação A Câmara de Ibatiba instalou CPI para apurar denúncias de irregularidades no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Requerimento foi assinado pelos vereadores Marcus Florindo – Marquinho Delega – (PMN), Elias Cândido da Silveira – Lili da Barbearia – (PSC) e Luciano Salgado – Pingo – (PMDB). A base do prefeito Zé Alcure (PP) não ficou nada satisfeita.    140 toques “A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Vitória volta a se reunir no dia 15 de maio”. (Vereador Serjão Magalhães – PSB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Jamais diga uma mentira que não possa provar”. Millôr Fernandes

11/04/2013 / 0 Comments
read more

Beatles

Sem categoria

  Volta e meia eles voltam à tona. Os quatro rapazes de Liverpool nunca saíram de moda, pois estavam duzentos anos à frente no seu tempo. A juventude de hoje está dividida com eles. Uns gostam e outros ignoram. Sinal de que ainda mexem com todos.   Apesar de ter visto e ouvido o nascimento do quarteto, que acompanhei sem querer, eu tenho minhas predileções e análises. Longe de ser um especialista no assunto, sei o bastante para falar deles.   Sua primeira música de sucesso foi uma baladinha, Do You Want to Know a Secret, foi direto para o top, sendo que em seguida, sofreram um “baque” do velho Sinatra, que desbancou o conjunto na própria Inglaterra com a memorável Strangers In The Night.   Depois os Beatles me chama novamente a atenção – eu já trabalhando em rádio – com duas músicas pesadíssimas, Twist and Shout e Rock and Roll Music. Mais tarde resolveram “viajar” com Revolver, e aí entraram na cultura musical propriamente dita.    Só reencontrei com eles no seu último disco, Let It Be. Ali foi o supra sumo da música contemporânea, que a gente nem pode aquilatar se era um disco de rock, romântico, ou tudo. Só sei que virou Cult, talvez por ser o último com a antiga formação.   Portanto vejo hoje pessoas escrevendo sobre eles, pessoas que talvez não viveram essa época, mas que cultuam. Só que apelidam os quatro de Fab Four, acham que foram uns Boys Band e outros predicados mais. Rotulam o que não eram, mas…   Eu tinha um colega de rádio que há 10 anos dizia que não gostava de ouvir os Beatles, pois eles gravavam apenas em quatro canais. Mas isso também não era motivo para rotulá-los. Só sei que eles ainda vivem, estão aí, no ouvido de milhões e milhões de amantes da boa música.     PARABÓLICAS   A Cor da Vida FM, do senador Magno Malta, tem em sua linha de comunicadores pessoas tarimbadas para fazer um bom rádio   Vi outro dia no site da Cidade FM o meu velho amigo Volnei Rocha. Me lembrou de rádios passadas.   Me causou surpresa a existência da FM Pomerana, sua qualidade de programação e sua equipe formada. É o interior sobrepujando a cidade   Sumido das hostes o bacharel do samba, Esmael Bezerra. No ultimo contato, ele contava os dias para viajar para Alemanha   MENSAGEM FINAL Durante um argumento, faça suaves suas palavras e endureça seu coração. Não tente chicotear seu oponente mas, antes, convencê-lo. George Wilkins

11/04/2013 / 0 Comments
read more

Mrs. Thatcher:um testemunho

Sem categoria

  Mrs. Thatcher. Era como ela era mais chamada pelos britânicos na época , durante sua ascensão ao poder e depois durante o exercícios (pleno) do poder, entre 1979 e 1990. Esta forma de tratamento parecia expressar a sua imagem de profundas raízes familiares e, ao mesmo tempo, a sua condição feminina, numa época em que as mulheres eram absoluta minoria no mundo político britânico. Para mídia e as elites políticas ela era “Prime Minister”. Para o povo britânico era “Mrs. Thatcher”. Depois, quando deixou emocionada o número 10 da Downing Street (sede do governo) em 28 de novembro de 1990 ela passou a ser “Lady Thatcher” , integrante da câmara alta do Parlamento britânico, a Câmara dos Lordes.   Estive lá e vi de perto. Cheguei em 1980, quando ela estava no início do seu primeiro mandato, para o “PhD” na London School of Economics and Political Science. Fiquei até o final de 1983, quando concluí. Depois, voltei em 1990 , no final do terceiro mandato dela, para o pós-doutoramento na mesma Escola, que concluí em 1991. Foi um aprendizado de política, dentro e fora da escola. Em aproximadamente 11 anos, Londres mudou muito, a Inglaterra mudou muito, o Reino Unido também.   Naquela época, não era fácil para uma mulher ocupar a posição de primeira-ministra do (ainda então orgulhoso) ex-Império Britânico, num país de predominância do gênero masculino nas famílias e nos locais de trabalho, incluído aí o mundo político. Tendo sido “Império”, e sendo ainda uma monarquia parlamentarista de súditos orgulhosos e profundamente patriotas, não era fácil para os britânicos, principalmente para as elites sindicais e as classes altas, aceitarem de pronto serem comandados por uma mulher filha de pequeno comerciante, que cresceu em uma casa sem água aquecida e com banheiro externo, ao leste de Londres – uma área, digamos, naquela época, de classe média baixa.   Realmente não era fácil ascender sendo mulher. Ela desafiou Edward Heath em 1975 pela liderança dos “Tories”, o Partido Conservador. Narra-se que, então, quando ela foi comunicar ao ex-premier a sua decisão ele teria retrucado com desdém: “Você vai perder.Tenha um bom dia”. Ele estava errado. Ela ganhou. Ali começava a sua ascensão para chegar ao topo, como Primeira Ministra em 1979. Viria a ser a mulher mais influente do Século XX. Embora não tivesse a questão de gênero nas suas prioridades na época, ela mostrou que as mulheres podiam e podem. Abriu o caminho. É um legado.   No Brasil, 20 anos depois, foi e é difícil para Dilma Rousseff chegar ao poder e manter-se no poder, mesmo com todas as mudanças positivas na questão do gênero, que gradativamente tornou-se uma questão importante. Depois de Thatcher, chegaram muitas mulheres ao poder, na esfera pública e na esfera privada. Ela dizia: “eu não tive sorte. Eu mereci”. A noção de trabalho duro e de responsabilidade, que marcaram o seu estilo, a sua atitude pública e privada e a sua ideologia. Ela foi educada desde cedo sob a ética do trabalho duro e da autoconfiança. Vem daí a sua tenacidade. E o núcleo duro de suas ideias liberais: responsabilidade, trabalho duro, liberdades individuais .   Margaret Thatcher encarnava uma ideologia. Uma ideologia forjada e construída na sua trajetória familiar, na sua passagem pela Universidade de Oxford e no Centre for Policy Studies do Partido Conservador. Podia-se, e pode-se, não concordar com ela, como, aliás, mostram as reações de parte da sociedade britânica mesmo após a sua morte. Mas ela tinha um núcleo articulado e fundamentado de sólidas ideias e sólidos propostos. Uma ideologia e uma causa. “Mercadorias” (ideologia e causa ) que estão em falta no mundo presente. Com esta causa, ela transformou a política do Reino Unido e derrubou, lá e acolá, as suposições e ideias sobre a relação entre Estado e mercado. Isto não é pouca coisa.   Coisa de Estadista. Depois dela, e com ela, a sua ideologia e sua ação deixaram marcas profundas no seu Reino Unido e no mundo. No processo de globalização, na Queda do Muro de Berlim, nas modificações no Estado de bem-estar-social (e não na sua destruição) e no colapso da União Soviética. No seu próprio Reino Unido, Tony Blair veio depois, em 1997, e cunhou o “Novo Trabalhismo” , aperfeiçoando as mudanças iniciadas por Thatcher. Era, então, a chamada “Terceira Via”, construída pelo sociólogo Anthony Giddens da London School of Economics and Political Science.   A professora de História Contemporânea do King's College de Londres, Eliza Filby avalia que apesar do legado negativo deixado , como o excesso de liberdades no mercado financeiro, Thatcher “tirou o país do caos…um caos que vinha desde o Século XIX….” (O Globo, 9/4/13). Com efeito, ela assumiu com a economia em estado muito ruim em 1979, com falências e desemprego alto e virou o jogo ao longo do caminho, auxiliada pelo petróleo do Mar do Norte e por suas políticas que acabaram gerando um ciclo virtuoso de recuperação econômica e de recuperação do sentimento de confiança nacional. Eu vi.   Vi mesmo. No inicio dos anos 80, vi gente dormindo no frio, em caixas de papelão, nos arredores do campus da London School of Economics, no centro de Londres, perto da City de Londres. Coisas que a gente na época achava que só acontecia em países do então chamado Terceiro Mundo. Depois, já em 1990, vi outra cidade, outro país. Uma sociedade de consumo, com ampliação da classe média.   Thatcher demoliu dois pilares conservadores da sociedade britânica na época: os líderes conservadores da classe alta, que dominavam o seu Partido Conservador, e os líderes sindicais da indústria do carvão e outros segmentos industriais, herdeiros da Revolução Industrial e do Império Britânico, que tinham grande influência sobre o Partido Trabalhista. Ela enfrentou e venceu fortes resistências às mudanças e, com isso, abriu caminho para o crescimento da classe média e do empreendedorismo, promovendo uma espécie de revolução do consumo e uma vigorosa política habitacional, sem quebrar os alicerces do Sistema Nacional de Saúde, que

11/04/2013 / 0 Comments
read more

Batendo asas

Sem categoria

Evidentemente ninguém vai admitir publicamente a possibilidade de o PSDB perder uma das cadeiras na Câmara de Vitória, mas dentro do ninho tucano é pacificada a ideia na base de que o vereador Luiz Emauel Zouain está prestes a bater asas para outro recanto, muito provavelmente o PPS do prefeito de Vitória Luciano Rezende. A boca miúda comenta-se no ninho tucano que as movimentações envolvendo a convenção regional e a anulação da convenção do diretório de Vitória criaram uma expectativa no partido de que Luiz Emanuel deixe a sigla. Ele estaria criando condições para garantir uma justa causa para uma mudança de partido. Mas há quem diga que a preocupação de Luiz Emanuel não se justifica, já que a suplência pertence à coligação e o partido não estaria interessado em dar um mandato ao ex-vereador Fábio Lube (PDT). Hoje o clima estaria tão insustentável dentro do PSDB, que parte dos tucanos não criaria problemas para a saída de Luiz Emanuel. O fato é que dentro do partido há um entendimento que a crise acontece no pior momento do PSDB, que está desgastado com os resultados das eleições de 2012 e precisa se reerguer para tentar aumentar seu capital político no pleito do próximo ano. Os tucanos entendem que a principal estrela tucana, o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas, é uma aposta consistente para 2014 e sua proximidade com a Rede cria uma saída de emergência para um importante quadro do partido. Por isso, os tucanos precisam sair unidos da convenção estadual do próximo dia 20. O racha não ajuda em nada momento delicado do partido. Se precisar perder um quadro para manter essa unidade, as lideranças se mostram dispostas a arriscar. É o caso de perder os anéis para manter os dedos. Fragmentos: 1 – Para os tucanos o fato de Luiz Emanuel ter sido assessor de Luciano Rezende e ter ligações com o PT pioram ainda mais o clima para a permanência dele no partido. 2 – Há quem diga que o grupo do vereador estaria negociando secretarias com o prefeito. Mas na prefeitura pouca gente acredita que o prefeito ceda algum espaço para os tucanos. 3 – Toda a briga seria para garantir a candidatura de Luiz Emanuel a deputado estadual. Mas sua candidatura não entra em conflito com outras expectativas tucanas para a Assembleia, na verdade só contribui para fortalecer a chapa.

11/04/2013 / 0 Comments
read more

MPF quer que Petrobras indenize comunidades quilombolas invadidas por gasoduto

Sem categoria

No último dia 4, o Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF-ES) entrou com uma ação civil pública contra o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Petrobras e a Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG, antiga Gasene) devido a irregularidades no licenciamento ambiental e implantação do Gasoduto Cacimbas-Catu. Antes de sugerir a ação civil pública, o MPF tentou mediar um acordo amigável para minimizar os danos causados às comunidades, mas sem sucesso.   Por meio de perícias técnicas, o órgão constatou que uma licença de operação expelida em 2010 foi ilegal por não respeitar vários direitos dos quilombolas de São Mateus e Conceição da Barra, que vivem em áreas afetadas direta ou indiretamente pelo gasoduto, tais como a consulta prévia das comunidades e a realização de audiências públicas verdadeiramente acessíveis a elas.   As exigências foram impostas pela Fundação Palmares. O órgão licenciador e as empresas interessadas deixaram de realizar, portanto, estudos necessários para avaliar, mitigar e compensar os impactos sofridos pelas comunidades quilombolas em decorrência da implantação do empreendimento.   Para o MPF, o Ibama foi conivente com o descumprimento das exigências da fundação, das requisições impostas nas licenças prévia e de instalação e, mais do que isso, com o abuso de direitos cometido pelas empresas que, de acordo com seus próprios pareceres técnicos, deveria conduzir estudos técnicos aprofundados que analisassem os impactos que seriam causados às populações tradicionais. Esses estudos deveriam ser feitos, sobretudo, após a mudança no traçado inicialmente previsto para a passagem do gasoduto.   O MPF determinou que os danos extrapatrimoniais e individuais resultados dessa conduta devem ser indenizados pelas partes envolvidas, em valores que serão estipulados pela Justiça Federal, em verba que será destinada às próprias comunidades quilombolas atingidas. Os danos foram, respectivamente, ao patrimônio cultural e pelo sentimento de insegurança gerado nos desdobramentos da passagem dos dutos. Além disso, pessoas sofreram abalos psicológicos e danos aos seus direitos de personalidade.   O gasoduto liga a Estação de Compressão de Cacimbas, em Linhares, à Estação de Compressão de Pojuca/BA (Catu), passando por 51 municípios do Espírito Santo e da Bahia.   A comunidade mais diretamente afetada foi a de São Jorge, porque o traçado das tubulações é bem próximo ao núcleo residencial da comunidade, segundo a ação. Um espaço historicamente utilizado para reuniões religiosa, batizados e reuniões políticas da comunidade, a Igreja São Jorge, está a 17 metros do gasoduto.   Para o MPF/ES, “o prejuízo perpetrado à cultura das referidas comunidades é irreparável, uma vez que as modificações sofridas nos modos daquelas, além de dificilmente mensuráveis, jamais poderão ser restauradas aos status quo ante”.

11/04/2013 / 0 Comments
read more
29122012_euclerio_ale_20200308-080606_1.jpg

Euclério Sampaio pede fim do contrato entre governo do Estado e Sincades

Sem categoria

A discussão sobre a legalidade dos incentivos fiscais concedidos pelo governo capixaba ao setor atacadista chegou ao Poder Legislativo. Nessa quarta-feira (10), o deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo que susta os efeitos do Contrato de Competitividade nº 15/2008, que garantiu os benefícios para o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades). Na justificativa do projeto, o deputado reafirma que o decreto assinado pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB) fere os princípios constitucionais da legalidade e da supremacia do interesse público. Euclério aponta que a matéria não passou pelo crivo da Assembleia Legislativa ou do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) – colegiado formado por todos os secretários de Fazenda dos estados da Federação. “Ao dispensar convênio dos Entes Federativos para assinar o contrato de cessão, o Estado descumpriu o princípio da legalidade. Além da ausência de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, o contrato de competitividade também não atende ao requisito legal da supremacia do interesse público”, explica o parlamentar. Esse mesmo argumento foi trazido em duas ações que tramitam na Justiça estadual e no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o incentivo que provoca uma renúncia fiscal de R$ 600 milhões por ano. Duas ações populares movidas pelo estudante de Direito, Sérgio Marinho Medeiros Neto, discutem a suspensão do benefício. No último dia 18, o juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Arion Mergár, determinou o bloqueio dos repasses ao Instituto Sincades, fundo cultural criado a partir do contrato. Na última segunda-feira (1º), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4935) no STF contra os decretos do ex-governador que deram vazão aos incentivos. Na ação, o tucano pede a suspensão liminar dos incentivos aos atacadistas, assim como a declaração da inconstitucionalidade da norma. O projeto apresentado pelo deputado Euclério Sampaio deve ampliar a repercussão do debate sobre os incentivos, que foram defendidos com fervor por representantes do governo do Estado, pelo Sincades e até por setores da mídia corporativa. A matéria também deve explicitar o posicionamento dos demais deputados em relação ao caso, que foi tema da coluna do jornalista Elio Gaspari, que tem circulação nacional. Além do pedetista, o deputado Gilsinho Lopes (PR) também criticou a manutenção dos benefícios pelo atual governo.

11/04/2013 / 0 Comments
read more

Justiça embarga obra em Vila Velha por invadir espaço público

Sem categoria

A Vara da Fazenda de Vila Velha acatou nessa terça-feira (9) a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo do município, e embargou a construção de um empreendimento imobiliário na Praia da Costa. A Justiça entendeu como procedente a Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo MPES e determinou a suspensão imediata da obra do empreendimento imobiliário da Construtora Sá Cavalcante, no Loteamento Costa Azul, ao lado do Shopping Praia da Costa. A denúncia é de que a obra está invadindo a rua, o que afetaria diretamente toda a coletividade, além da invasão do espaço público. O edifício também estaria em desacordo com os índices urbanísticos, pois prevê a construção de 13 andares, quando apenas dois são permitidos naquele local. A decisão da Justiça suspende a obra até o exame do laudo pericial já requisitado, quando o caso poderá ser solucionado adequadamente.

11/04/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.447 4.448 4.449 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.