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Século Diário

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Candidaturas ao Senado vão depender de discussões internas

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  A vaga a ser disputada ao Senado no próximo ano promete ser uma das disputas mais interessantes da eleição de 2014 e deve começar bem antes dentro dos partidos. Para escolher quem será o candidato do partido e da coligação, será necessário fazer uma seleção entre as lideranças em condições de disputar. No PT, a situação é a que chama mais atenção, já que a vaga em disputa no ano que vem é a ocupada hoje pela senadora Ana Rita Esgário.   Depois de ter assumido a cadeira no Senado, com a eleição de Renato Casagrande para o governo em 2010, a candidata natural do partido seria ela, mas há outros interesses em jogo.   O ex-prefeito de Vitória João Coser estaria se movimentando internamente para garantir o controle do partido, mas ele depende de movimentações externas para ser candidato ao Senado. A principal delas é observar a estratégia do ex-governador Paulo Hartung (PMDB).    Caso Hartung dispute a eleição para o Senado, a configuração do jogo político retira os aliados do campo para a construção de um palanque de consenso.  Se Hartung entrar na corrida eleitoral, Coser deverá mudar seu foco, podendo até disputar o governo do Estado. Mas o grupo de Ana Rita está disposto a brigar pela candidatura à reeleição da senadora, que dificilmente recuaria em favor do ex-governador.   Antes disso, porém, Hartung vai ter que resolver no PMDB como será sua colocação no pleito. Isso porque a deputada federal Rose de Freitas (PMDB) já havia sinalizado interesse na vaga. Como o grupo de Hartung domina o partido, ele pode ter vantagem na disputa interna, mas há quem acredite que ele sequer dispute o Senado pelo PMDB, já que mantém o flerte com o ninho tucano desde o ano passado.   Seria uma solução para os tucanos, que não têm um nome para a majoritária e precisam de um palanque forte para o próximo ano. Nesse sentido, se aproximaram também da Rede de Marina Silva. Se o partido sair do papel, pode ter o presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), Guerino Balestrassi, como candidato ao Senado. Balestrassi é outro que também abriria passagem para uma candidatura de Hartung.

09/04/2013 / 0 Comments
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Ex-presidente do Banestes vai responder sozinho à ação penal

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  O ex-presidente do Banestes, o advogado Paulo Roberto Mendonça França, será o único réu em uma ação penal por conta de supostas fraudes milionárias na gestão de massas falidas. A juíza da 3ª Vara Criminal de Vitória, Maria Cristina de Souza Ferreira, manteve o nome do ex-síndico de massas falidas no processo movido pelo Ministério Público Estadual (MPE). Nessa semana, a magistrada reconsiderou o recebimento da denúncia contra o empresário Hudson In Chol Kwak, que figurava como o outro réu na ação.   Na decisão prolatada nessa quarta-feira (2), a juíza Maria Cristina Ferreira alegou que o empresário – um dos sócios da HSU Comercial (Eletrônicas Yung), já havia sido julgado em ação semelhante em 2006. “Analisando o conjunto documental desta ação penal concluo que se trata de apuração dos mesmos fatos”, apontou.   Naquela ocasião, a Justiça extinguiu a punibilidade da acusação de irregularidades no processo de falência contra Hudson Kwak e mais três pessoas. A juíza cita que aquela sentença teve o trânsito em julgado em março de 2007, sendo certo que a “hipótese reflete a imutabilidade da coisa julgada” – ou seja, não poderia se pronunciar mais uma vez sobre o mesmo assunto.   Em agosto do ano passado, a juíza Rosa Elena Silverol, que ocupava a 3ª Vara Criminal, determinou o recebimento da nova denúncia contra o sócio da Eletrônicas Yung e o ex-síndico Paulo França, que não havia sido denunciado naquele primeiro caso. Na ocasião, ela entendeu a presença de indícios suficientes para atribuir a autoria das irregularidades na condução dos processos ao advogado, então responsável pela administração dos bens das empresas falidas.   Com a absolvição do empresário, Paulo França – que atualmente ocupa o cargo de diretor financeiro da Companhia de Desenvolvimento de Cariacica (CDC) – vairesponder pela acusação de suposta gestão temerária nos processos de falência. Em setembro do ano anterior, o então titular da Vara de Falências, juiz Ademar João Bermond, destituiu Paulo França de vários processos de falências e indicou a possibilidade de fraudes que poderiam ultrapassar R$ 4 milhões, com base em relatório de uma auditoria independente realizada nas contas das empresas falidas.   Em resposta à destituição como síndico das massas falidas, o ex-presidente do Banestes, no ano de 2009, negou as acusações e afirmou que todas as prestações de contas, ao longo de doze anos, foram aprovadas pelo juízo e Ministério Público, sem qualquer impugnação por parte dos credores e falidos.   Além das questões ligadas a suspeitas de fraudes na condução das massas falidas, o ex-presidente do Banestes também é alvo de uma ação de improbidade administrativa pela utilização de verbas públicas no pagamento da multa imposta a três ex-diretores por falta de transparência na negociação para venda do banco, em 2007.   Na época, o advogado fazia parte do Conselho de Administração do banco, que concedeu uma declaração de indenidade (ausência de culpa) aos ex-dirigentes, que não tiveram de arcar com a multa de R$ 600 mil arbitrada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Paulo França chegou a presidir o banco no ano de 2009, quando a venda do banco estatal voltou à pauta do mercado, desta vez, nas frustradas negociações com o Banco do Brasil.

09/04/2013 / 0 Comments
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No Maranhão, 100% dos apenados da Apac que saíram na Semana Santa retornaram

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  A experiência Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) também está dando certo no Maranhão. O modelo humanizado de privação de liberdade foi adotado naquele estado em três comarcas. No município de Pedreiras, todos os internos que receberam o benefício de saída temporária na Semana Santa retornaram à instituição. No Espírito Santo, o modelo foi apresentado aos moradores de São Mateus, na região norte, e foi bem recebido pelas pessoas que compareceram à audiência pública.    A Apac de Pedreiras, no Maranhão, foi criada em maio de 2005 pelo juiz Douglas de Melo Martins e celebrou convênio com a Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária em 2008. A seleção dos recuperandos que vão para lá é feita por uma equipe multidisciplinar composta por um assistente social, um psicólogo, um advogado e o diretor da unidade.    No encontro em São Mateus, os moradores presentes ressaltaram que o modelo requer o envolvimento dos familiares dos apenados e de toda a sociedade. O modelo da Apac é exemplo em ressocialização de presos dentro e fora do País. A rede de 36 unidades está prestes a ser ampliada em Minas Gerais. A taxa de reincidência nas unidades é de 8,2%, enquanto no resto do País chega a 80%.   O modelo adotado pela Apac preza pela ressocialização do apenado e para a profissionalização dele através da realização de trabalhos e capacitação. No método da Apac, o próprio reeducando é responsável pela recuperação e recebe assistência médica, psicológica, espiritual e jurídica.    Nas unidades que utilizam o método há mais regras de disciplina do que qualquer outro presídio – com horários para trabalho e estudo –, mas os próprios detentos ficam em poder das chaves das celas e são eles que escoltam os outros até o fórum para audiências. São também eles que preparam a própria alimentação e fazem as refeições com talheres normais.

09/04/2013 / 0 Comments
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Empreiteira investigada por obras em posto fiscal irrigou sistema de doações eleitorais

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  Investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE) por conta das obras no posto fiscal “fantasma” em Mimoso do Sul, a empreiteira Araribóia irrigou um sistema de doações eleitorais para políticos capixabas. Nos últimos quatro pleitos (2006 a 2012), a empresa “investiu” R$ 940 mil em campanhas de candidatos e comitês eleitorais. Chama a atenção que o volume de recursos doados mais do que dobrou a partir do período de obras do posto fiscal São José do Carmo, iniciadas em 2005 e encerradas no início de 2010. De acordo com levantamento nas prestações de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Araribóia saiu do status de uma “doadora modesta” para figurar como uma das principais financiadoras de campanhas ligadas à área da construção civil no Espírito Santo. Nas eleições de 2006, a empresa fez doações para apenas dois candidatos: o então governador Paulo Hartung (PMDB), candidato à reeleição, recebeu R$ 50 mil; mesmo valor doado para o seu principal adversário, o ex-prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT). No pleito seguinte, a empreiteira elevou a sua participação entre os financiadores de campanha. Em 2008, o total de doações saltou para R$ 285 mil, sendo que R$ 130 mil apenas em doações para comitês financeiros de partidos (conhecidas como doações ocultas). Nas eleições para a Prefeitura de Vitória, o então prefeito João Coser (PT) recebeu R$ 60 mil – divididos em três parcelas iguais –, enquanto o seu adversário na ocasião, o atual prefeito Luciano Resende ganhou R$ 35 mil em uma só doação. Receberam doações naquele pleito, os candidatos Sérgio Vidigal (R$ 40 mil) e Rodrigo Chamoun (hoje conselheiro do Tribunal de Contas e então candidato a prefeito de Guarapari, na “chapa hartunguete” que era formada pelo vice, o ex-secretário da Fazenda e atual sócio de Hartung, José Teófilo de Oliveira, que também responde à ação de improbidade relacionada às obras do posto fiscal), que recebeu R$ 20 mil na ocasião. Em 2010, a empreiteira Araribóia reduziu o volume de doações, mas não muito. A Justiça Eleitoral registrou doações na ordem de R$ 255 mil. Novamente, a atenção da empresa se voltou para os principais candidatos ao governo do Estado. Enquanto o então senador e candidato de “continuísmo”, Renato Casagrande (PSB), recebeu R$ 100 mil, o seu adversário, o ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), derrotado naquele pleito, ficou com R$ 40 mil. A empresa também distribuiu o restante dos recursos entre os comitês financeiros e direções estaduais dos partidos. O PT recebeu o maior quinhão (R$ 30 mil), seguidos pelas siglas DEM e PMDB (com R$ 25 mil cada) e pelo PSB (R$ 15 mil). Constam ainda doações para os comitês do PDT e PSDB, estes com apenas R$ 10 mil. Nas últimas eleições municipais de 2012, a Araribóia investiu pesado nas doações ocultas. O único candidato que recebeu verbas diretamente do caixa da empresa foi o então deputado estadual Marcelo Coelho (PDT), eleito prefeito de Aracruz, com R$ 50 mil. Mesmo valor doado para a direção nacional do PSDB, a partir do município da Serra. No entanto, a maior fatia das verbas foi destinada às “doações ocultas” para os comitês e diretórios partidários: o PT recebeu R$ 125 mil, o PSB ficou com R$ 30 mil, o PPS com R$ 25 mil e o DEM com R$ 20 mil. Essa preferência pelo “investimento” nas instâncias partidárias remete ao questionamento feito a este tipo de doação. Apesar de o dinheiro aparecer no registro do TSE, não é possível acompanhar o destino exato dos recursos de cada doadora, uma vez que todas as doações se juntam em uma grande conta – e esta reparte o bolo de verbas entre os candidatos. Investigação Em manifestação trazida aos autos do processo de improbidade, o autor da denúncia contra o ex-governador Paulo Hartung, o promotor de Justiça, Dilton Depes Tallon Neto, afirma que a empreiteira Araribóia responsável continua a ser investigada. As investigações vão acontecer paralelamente à tramitação da ação de improbidade (que já foi ajuizada). Segundo o promotor, a Promotoria de Justiça Cível de Vitória está investigando supostas irregularidades no procedimento licitatório e na execução do contrato que possam ter beneficiado a empresa. A análise dos documentos relacionados às obras – medições dos serviços prestados e os comprovantes de pagamentos – podem ajudar a elucidar qual foi a destinação dos quase R$ 25 milhões gastos na empreitada.

09/04/2013 / 0 Comments
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Conselho Federal de Psicologia emite parecer contra PL que institui internação compulsória

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O Conselho Federal de Psicologia (CFP) produziu um parecer técnico que contesta, ponto a ponto, o Projeto de Lei (PL) n° 7663/2010, de autoria do deputado federal Osmar Terra (PMDB/RS), que altera a legislação antidrogas no País. O PL “acrescenta e altera dispositivos à Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, para tratar do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas, dispor sobre a obrigatoriedade da classificação das drogas, introduzir circunstâncias qualificadoras dos crimes previstos nos arts. 33 a 37, definir as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e dá outras providências”.  A apreciação do projeto de lei está na pauta desta semana do plenário da Câmara Federal.     De acordo com o parecer do CFP o projeto reúne, em um só texto, todos os “equívocos e todas as ilusões da história” no que diz respeito às políticas públicas de drogas. O documento se apoia em inúmeros estudos e estatísticas para comprovar que o PL, além de inconstitucional, fere princípios fundamentais dos cidadãos.    O parecer técnico mostra que quando se discutem as formas mais adequadas de enfrentamento ao tráfico de drogas que são consideradas ilícitas, imagina-se que o caminho a ser trilhado envolve a manutenção da política proibicionista, os esforços na repressão ao tráfico e a aposta em tratamentos centrados na abstinência.   No entanto, esta tríade já comprovou ter altíssimo custo econômico e social e baixa resolutividade. Além disso, diversos estudos mostram que políticas públicas calcadas na manutenção da política proibicionista, na repressão ao tráfico e no tratamento centrado na abstinência foram incapazes de oferecer uma resposta satisfatória para os problemas que elas pretendem enfrentar.    O CFP pondera no parecer técnico que a discussão em torno da lei antidrogas não pode ser pautada pelas visões moralistas ou religiosas ou pela conhecida disposição de mascarar interesses comerciais e eleitorais com afirmações que não se sustentam tecnicamente. “O Brasil já pagou um preço muito elevado pela incompetência, pela demagogia e pela mentira. É hora de tratar dos temas da saúde pública e da segurança com a devida seriedade. Senão por outro motivo, porque posições erradas nestas áreas costumam matar”, diz o parecer técnico.   A entidade também aponta que, de acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a população carcerária do País em junho de 2012 era de 549.577 pessoas, ou 288,14 presos para cada 100 mil habitantes, uma das taxas mais altas do mundo. O tráfico de drogas responde por 26,34% das prisões, percentual que responde pelo maior número de condenados no Brasil.    Resta comprovado que o fato de milhares de jovens serem condenados por todos os anos não produz qualquer efeito inibitório ao negócio ilegal da venda de drogas, apenas renova o exército de jovens pobres envolvidos, já que a demanda se mantém alta.    O PL prevê a alteração de penas previstas para o tráfico de drogas e também para o uso de drogas ilícitas. No entanto, as razões para as alterações na lei não foram mencionadas pelo autor do projeto.    A partir do projeto o usuário de drogas ilícitas, mesmo que não seja dependente, deve ser submetido à medida de comparecimento a programa ou curso educativo, a depender da situação, por até dois anos. O parecer aponta que, segundo dados do segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), do Instituto Nacional de Políticas Públicas do álcool e outras Drogas (Inpad), da Unidade Federal de São Paulo (Unifesp), oito milhões de pessoas no País são usuárias de maconha e quase outras três milhões são usuárias de cocaína, crack e oxi.    O parecer conclui que, por óbvio, não há recursos para estruturar cursos para milhões de pessoas, nem para prolongar o funcionamento deles por até dois anos, como estabelece o PL, tampouco para formar equipes com os milhares de profissionais que são necessários para o acompanhamento destes milhões de usuários.    Sequestro institucional   O PL n° 7663/2010 pretende internar, inclusive, usuários não dependentes, conhecido como “sequestro institucional”. Apesar de repetir o mesmo comando da Lei da Reforma Psiquiátrica (10.216/01) no tocante à internação compulsória ou involuntária, o PL, que pode ser votado nesta semana, não copia as garantias que prevê a lei de 2001, “porque o objetivo é o de violar direitos, consagrando como ‘política pública’ a perspectiva do higienismo social de ‘limpar’ as ruas dos usuários do crack, de preferência com o auxílio das polícias e guardas municipais, como já se observa em algumas capitais”.      Apesar de a Lei da Reforma Psiquiátrica inviabilizar qualquer internação em comunidades terapêuticas que, como regra, não têm profissionais qualificados e que se aproximam, em muitos casos, do perfil de “instituições asilares”, vedadas pela Reforma.    Já o PL 7663/2010 pretende assegurar o financiamento do governo federal às comunidades terapêuticas, instituições que, no Brasil, costumam estar vinculadas a determinados grupos religiosos e que, com frequência, violam os direitos dos internos, como o constatou a 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos realizada pelo Conselho Federal de Psicologia em 24 estados mais o Distrito Federal, em um total de 68 instituições.    De acordo com o parecer técnico do CFP “as comunidades terapêuticas são instituições não monitoradas ou fiscalizadas, que não dispõem de qualquer recurso terapêutico. Nelas, é comum a interceptação e violação de correspondências, a violência física, os castigos, as torturas, a humilhação, a imposição de credo, a exigência ilegal de exames clínicos, como o teste de HIV, intimidações, desrespeito à orientação sexual, revista vexatória de familiares, violação de privacidade […] Esta realidade deplorável, aliás, só surgiu por conta da negligência do Estado brasileiro que, até hoje, não foi capaz de montar serviços públicos de qualidade e na extensão necessária para atender os dependentes químicos”. 

09/04/2013 / 0 Comments
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Vereador quer que Centro Histórico tenha proteção exclusiva

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  Os casarios antigos, igrejas e outros patrimônios culturais e históricos no Centro de Vitória, poderão ter um destacamento exclusivo para a sua proteção. A proposta é do vereador Vinicius Simões (PPS), que ressalta a importância histórica e arquitetônica dos imóveis que contam a história da Capital capixaba.    “Por ser um espaço que conserva quase 500 anos de história, é preciso haver ações que melhorem a segurança, o estado de conservação dos monumentos e que intensifiquem o turismo e o lazer na região”, diz o vereador.    A proposta do vereador é que o destacamento exclusivo seja caracterizado como Guarda Municipal/Centro Histórico que terá a função de proteger os imóveis, proporcionar segurança local e orientação para os turistas.    De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, só no ano de 2012, sete pontos turísticos do Centro receberam aproximadamente cinquenta mil pessoas.    Para Vinicius Simões, a guarda irá contribuir para o combate a violência, depredação e conseqüetemente para a redução da criminalidade e da insegurança das pessoas que visitam os pontos turísticos.     “O Centro Histórico de Vitória possui características de tamanha importância que merece especial atenção do Poder local. Quando não há uma preocupação neste sentido, os prejuízos, muitas vezes, são irreversíveis”, analisa o vereador.    De acordo com a prefeitura de Vitória, turistas e moradores já contam com visitas gratuitas e monitoradas ao Centro Histórico de Vitória. Dos monumentos que integram o Centro, sete deles são monitorados regularmente.    A iniciativa faz parte do projeto Visitar e contempla dois roteiros – “Vitória, de vila a cidade” e “De Caramurus e Peroás” -, que contam a história capixaba desde a época que era capitania aos dias de hoje, abrangendo 33 monumentos datados do século XVI ao século XX.   Sete monumentos monitorados estão abertos à visitação de terça a domingo, inclusive feriados, das 9 às 17 horas. 

09/04/2013 / 0 Comments
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Estado sedia pela primeira vez o Fórum Nacional de Justiça Juvenil

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  O Espírito Santo vai sediar pela primeira vez o Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajud), que acontece entre quinta-feira (11) e sábado (13) no salão Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES). Esta é a 13ª edição do Fonajud e vai ter a presença de representantes do governo federal, que devem apresentar diretrizes nacionais de políticas de ressocialização de adolescentes em conflito com a lei para os próximos dez anos.    O coordenador do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), Cláudio Antônio da Silva, vai apresentar as diretrizes na palestra “O Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo”, no primeiro dia do encontro “.    Do Fonajud deve sair a elaboração das diretrizes de planos estadual e municipais de atendimento socioeducativo. No entanto, antes da elaboração dessas diretrizes, é preciso que as autoridades tomem conhecimento do plano da União.    Além da apresentação do Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo, também devem ser abordados os temas a unificação de medidas socioeducativas; e a Resolução nº 165 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que dispõe sobre normas gerais para o atendimento, pelo Poder Judiciário, ao adolescente em conflito com a lei no âmbito na internação provisória e do cumprimento das medidas socioeducativas.

09/04/2013 / 0 Comments
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Justiça Federal obriga Vale a bancar estudo sobre poluição

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  Any Cometti     Uma ação civil pública contra a poluição ambiental da Vale, levada à Justiça Federal em julho de 2006, está finalmente surtindo seus primeiros efeitos. Em decisão tomada no último dia 22, a mineradora foi condenada a arcar com as despesas de estudos sobre a qualidade da água, do ar e do solo da Grande Vitória.  Foi fixada uma multa diária de R$ 100 mil no caso de descumprimento da decisão.   Na análise de mais um recurso da empresa, o juiz federal Francisco de Assis Basílio de Moraes determinou que a mineradora pague os honorários do estudo, que deve avaliar o grau de responsabilidade dela nos índices de poluição levantados pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema).   Os estudos serão feitos, segundo o processo, de forma “profunda e imparcial” pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental – Cetesb-São Paulo, que vai identificar a fonte poluidora e o material emitido para que sejam tomadas medidas de redução e punição dos responsáveis pelos danos causados.   A Vale fez várias tentativas de se esquivar da sentença e teve recursos rejeitados porque não foi encontrada qualquer “obscuridade, omissão ou contradição” em decisões anteriores, inclusive, pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.   A insistência inadequada em protelar a decisão foi destacada pelo juiz no processo, que alertou que “a interposição de mais um ato protelatório, ensejará a aplicação de multa”, ou seja, a companhia seria multada caso, mais uma vez, entrasse com um recurso contra a decisão decretada inicialmente em março de 2011.   A ação civil pública foi ajuizada pela Associação Nacional dos Amigos do Meio Ambiente (Anama) contra a Vale, o Estado, o Iema, a União e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Inicialmente, o município de Vitória também era réu. Entretanto, ao longo da análise da ação, a Capital passou à condição de polo ativo no processo, o que significa que possui mais proximidade às reivindicações da Anama do que à parte atribuída aos atuais réus.   A Anama sustenta que o armazenamento inadequado de minério de ferro no pátio da empresa, na Ponta de Tubarão, permite que o pó preto seja dissipado pelo ar, colocando em risco a saúde da população, fazendo com que imóveis sejam desvalorizados por conta da sujeira, comprometendo a manutenção da fauna marinha e, provocando o assoreamento da Praia de Camburi. Finalmente, argumenta que a condenação dos réus implicará na proteção do meio ambiente e dos cidadãos da Grande Vitória.   Entre os pedidos, a associação pleiteia que a Justiça Federal condene a Vale a reduzir imediatamente a poluição a patamares que não impliquem em poluição dos prédios da região metropolitana da Grande Vitória (GV), nem no prejuízo à saúde dos cidadãos; condene os órgãos públicos a tomar as medidas necessárias e revogar autorizações que permitam poluição, exercendo, assim, seu poder de polícia e cessando sua negligência. Em caso de descumprimento de ambas, a associação solicita, também, a aplicação de multa diária.    Também é reivindicada multa proporcional à extensão da poluição na GV e a destinação de dinheiro a um fundo destinado à reconstituição dos bens lesados.   Outra reivindicação é pela reparação de danos morais e despesas médicas, farmacêuticas e hospitalares referentes ao tratamento de doenças respiratórias causadas ou agravadas pela poluição. Também pede indenização pela desvalorização de imóveis situados em áreas afetadas pela poluição e aos habitantes de imóveis situados nessas áreas, por conta das despesas com limpeza; e para a reparação dos prejuízos à fauna e flora da Baía de Camburi.   Essa ação faz parte de uma série de ações movidas contra a Vale acerca da questão do pó preto e da poluição ambiental. Na última terça-feira (2), a empresa concordou em retirar, em até 90 dias, o passivo ambiental formado pelo descarte de minério de ferro da década de 1970, na porção norte da Praia de Camburi.   Nesta sexta-feira (5), o deputado Gilsinho Lopes (PR) apresentou um requerimento de informação para que a secretária estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Patrícia Gomes Salomão, envie a cópia integral de todo o processo de licenciamento, tanto de instalação como de operação, da 8ª usina de pelotização da Vale. A expectativa é de que o pedido seja deliberado pelo plenário da Assembleia Legislativa na próxima semana.

09/04/2013 / 0 Comments
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Pelo menos 10 lideranças podem ameaçar planos de reeleição na Assembleia

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  A maior preocupação dos deputados estaduais é a sucessão de desgastes que vem se abatendo sobre a Assembleia Legislativa, desde que retornaram do recesso parlamentar, no início deste ano. A problemática está no fato de que eles disputarão no próximo ano a reeleição, com uma imagem de fragilidade perante a população e ameaçados por lideranças que hoje estão fora da Casa, mas que podem colocar em risco a permanência dos atuais titulares das 30 cadeiras do Legislativo.   Entre os nomes cotados para a disputa do próximo ano, o destaque são lideranças que participaram do processo eleitoral do ano passado e que devem tentar um espaço na Assembleia. O presidente da Câmara de Vitória, Fabrício Gandini (PPS), tem recebido uma atenção especial dos deputados. Vereador mais votado do município, deve disputar uma vaga na Assembleia. Recentemente, conseguiu visibilidade ao criticar o que chamou de omissão da Casa na área de segurança no Estado.   Outro remanescente do pleito passado, o candidato a prefeito de Guarapari, Carlos Von (PSL), pode disputar uma vaga na Casa. Também do balneário pode vir a candidatura do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido), caso ele consiga reverter seus problemas na Justiça.   O ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon (PMDB), ex-presidente da Assembleia, também deve entrar na briga para o próximo ano. Só em sua região, ele rivaliza com três deputados: Luiz Durão (PDT), José Calos Elias (PTB) e Atayde Armani (DEM).   Entre os nomes já conhecidos na política estadual e que também devem buscar espaço, disputando vaga na Assembleia, estão o ex-deputado federal Marcus Vicente (PP), o ex-conselheiro do Tribunal de Contas Enivaldo dos Anjos (PSD), o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB). O ex-deputado Nilton Baiano (PP) também deve tentar retornar à Assembleia.   Mas não é só de lideranças sem mandato que será povoado o processo eleitoral do próximo ano. No norte do Estado, o comentário de que o prefeito de Conceição da Barra, Jorge Donati (PSDB), vai disputar uma vaga na Assembleia corre nos meios políticos locais. Isso ameaçaria seriamente a candidatura à reeleição do deputado Gildevan Fernandes (PV), a quem Donati ajudou eleger em 2010.   No PT, a profusão de quadros do partido pode fazer com que algumas lideranças mudem os planos para 2014. Nesse sentido, alguns interlocutores acreditam que a deputada federal Iriny Lopes pode vir a disputar uma vaga de deputada estadual e não a reeleição para a federal.   A grande quantidade de nomes de olho nas vagas da Assembleia vai aumentar a tensão entre os deputados, que precisam se fortalecer para a disputa. Com as disputas internas nos partidos e busca de acomodação das lideranças, o clima no plenário, que já anda tenso, deve ficar ainda mais acirrado.

09/04/2013 / 0 Comments
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Juiz confirma julgamento de ações da Era Gratz em nova vara do TJES

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  O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Manoel Cruz Doval, confirmou o julgamento das ações relacionadas à Era Gratz na nova vara anticorrupção do Judiciário capixaba. No início dessa semana, o magistrado negou o pedido do ex-diretor-geral da Casa André Luiz Cruz Nogueira, para que  os processos, mais de uma centena, retornassem para a 2ª Vara da Fazenda Pública – onde tramitavam até a instalação da nova vara em fevereiro do ano passado.   Na decisão, Manoel Doval aponta que não há qualquer ilegalidade na resolução que autorizou a instalação da vara, inclusive, com o respaldo de decisão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado (TJES): “Assim, não se vislumbra ofensa ao princípio do juiz natural, notadamente pelo fato de que a 3ª Vara da Fazenda Pública possui competência própria para conhecer e julgar qualquer ação que verse sobre o tema posto nos autos (improbidade administrativa)”.   Na mesma publicação, o magistrado também solicitou ao Banestes que envie a cópia de cheques que teriam sido alvo de desvios no pagamento de subvenções sociais para a realização de perícias. Caso não seja possível, Manoel Doval pediu o envio da microfilmagem dos documentos para constatar uma eventual falsificação de assinaturas, como alega a defesa do ex-presidente da Assembleia José Carlos Gratz.   Em depoimento prestado à Justiça no início desta semana, o ex-deputado confirmou a existência de um esquema de dinheiro dos cofres da Assembleia. No entanto, Gratz sustenta que não se apropriou de qualquer valor e atribuiu as fraudes ao ex-diretor André Nogueira e pessoas ligadas a ele – a ex-tesoureira da Casa (Nelsani Maria Rigo) e o gerente da agência do Banestes (Manoel Cosme Peluzio), onde teriam sido pagos a maior parte dos cheques do Legislativo estadual.   Segundo notícia veiculada no site do TJES, o ex-presidente da Assembleia declarou ainda ao juízo da 8ª Vara Criminal de Vitória que as assinaturas em cheques para suposto pagamento de entidades, que eram desviados para outros beneficiários, não são dele. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), teriam sido desviados cerca de R$ 26 milhões dos cofres do Legislativo. A acusação é baseada em relatório da Receita Federal, que apontou fraudes no esquema Lineart – cuja a comprovação de irregularidades seria inferior a R$ 5 milhões do total indicado, que se trata, na verdade, da totalidade dos pagamentos feitos pelo Legislativo à época.   A autenticidade da rubrica de Gratz está sendo periciada pela Superintendência de Polícia Técnico-Cientifica (SPTC), medida que faz parte de um convênio entre o tribunal e a Policia Civil para realizar a análise dos documentos relacionados às ações envolvendo o ex-deputado. Os processos da chamada Era Gratz foram incluídos também no sistema “Por onde anda?”, criado pela atual gestão do tribunal para monitorar os casos de grande relevância social.

09/04/2013 / 0 Comments
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