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Século Diário

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Na Câmara, MST faz cobrança por Reforma Agrária

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), junto com outras organizações sociais do campo, tenta impulsionar a pauta da Reforma Agrária em todo o Brasil. Após 2012 ter ficado marcado pelos baixíssimos índices de desapropriação de terras e assentamentos, os movimentos sociais tentam pressionar em várias frentes o avanço no tema, colocado de lado da pauta política do País.    Na última terça-feira (26), o Acampamento Permanente Hugo Chávez, montado no início de março em Brasília pelos movimentos sociais, participou de um ato na Câmara dos Deputados e aproveitou para fazer duras cobranças em relação à Reforma Agrária.   No seio do poder político dos ruralistas – maior bancada do Congresso Nacional –, militantes do MST cobraram a atuação do parlamento. “O modelo do agronegócio avança cada vez mais. Enquanto isso, temos mais de 150 mil famílias acampadas em fazendas e em beiras de rodovias esperando serem assentadas”, criticou Amanda Mateus, integrante da coordenação nacional do movimento.   A manifestação foi inicialmente convocada, porém, para cobrar a saída do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), um dos principais temas do Congresso nas últimas semanas. “O MST entende que ele representa os interesses da elite deste País, além de ser racista e preconceituoso. Suas posições desonram o legislativo”, afirmou Antonio Pereira, também da coordenação do movimento.   O MST aproveitou a ocasião para impulsionar a pauta da Reforma Agrária. Pereira defendeu o direito à terra e cobrou a apuração de crimes cometidos pelo latifúndio contra os trabalhadores rurais. “O acampamento Hugo Chávez está em Brasília para alertar o Estado brasileiro para a urgência da democratização da terra”.   O deputado federal Padre Ton (PT-RO) afirmou que o governo federal precisa dar uma solução rápida às mais 150 mil famílias acampadas no país. “O direito à terra, à água e à Reforma Agrária são fundamentais para os camponeses”, afirmou.   O descontentamento dos movimentos não é à toa. Desde 2010, menos de 44 mil famílias foram assentadas em todo o País. O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais desde Fernando Henrique Cardoso: apenas 86 imóveis rurais foram destinadas a assentamentos.    O Brasil tem hoje 1,23 milhão de famílias assentadas, e estima-se que haja, ainda, uma demanda de assentamento para pelo menos mais um milhão.   Espírito Santo   O Espírito Santo, como esperado, acompanha a tendência nacional no quesito reforma agrária. Segundo Adelso Rocha Lima, da direção nacional do MST, em 2011 foram assentadas apenas 46 famílias no Estado.    Em 2012, não houve nenhum assentamento de famílias ligadas ao MST, maior movimento social camponês do País. Quanto às famílias que não participam do movimento, não é possível saber o índice, já que o Incra ainda não liberou os dados.   Adelso Lima critica a política de reforma agrária do País. “A prioridade do governo é o agronegócio e o grande capital”, acusa. “A reforma agrária está em segundo, terceiro plano”. Para ele, as recentes movimentações fazem com que a importância da reforma agrária, em termos ambientais, políticos e de trabalho, seja deixada de lado.   Nacionalmente, é forte o argumento de que a atual situação de desmobilização do próprio MST tem contribuído para os baixos números de reforma agrária. Segundo Adelso Lima, as famílias continuam mobilizadas na luta por terras.   Para ele, o grande fator de desmobilização é mesmo o descaso com as políticas de reforma agrária. “Além disso, há uma grande investida do agronegócio, o que dificulta a luta”, 

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Deputado pede ações emergenciais para conter dengue

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Na sessão dessa quarta-feira na Assembleia Legislativa, o deputado Glauber Coelho (PR) cobrou do governo a adoção de medidas emergenciais para conter a dengue no Estado. Segundo o parlamentar, a situação é mais crítica em seis municípios: Castelo, Cachoeiro de Itapemirim, Alegre, Bom Jesus do Norte, Apiacá e Atílio Vivácqua. Só na região sul foram notificados 2.198 casos suspeitos da doença.    A situação do municípios sulistas, de acordo com Glauber, já pode ser classificada como epidemia. Ele pediu o aumento do número de agentes de saúde nas ruas e a intensificação do trabalho do fumacê.     Apesar dos esforços municipais, adverte o deputado, as ações não estão dando o resultado esperado, visto que 80% dos casos notificados foram identificados nos domicílios. “Isto demonstra que junto com a mobilização e as ações do governo, também é preciso uma conscientização da população para o controle da dengue. É preciso uma força-tarefa”, sugeriu o deputado.   Apesar do aumento de casos na região sul, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o número de registros no Estado caiu na última semana epidemiológica (2.543). Foi o menor número de registros das quatro últimas semanas, que mantiveram uma média de 3 mil a 3.800 casos.    Mesmo com a queda, o número de registros em 2013 ainda é grande. São 28.947 casos da doença notificados no Estado em apenas três meses, sendo 775 suspeitas da forma grave (dengue com complicação e hemorrágica), cinco mortes confirmadas e outras 20 sob investigação. 

28/03/2013 / 0 Comments
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Após denuncias contra ex-diretores, Vitória Apart Hospital amarga prejuízo em 2012

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Depois de enfrentar uma série de denúncias no ano de 2011 contra ex-administradores acusados de darem um desfalque milionário nas contas, o Vitória Apart Hospital saiu do “azul” para terminar o ano de 2012 com prejuízo financeiro de R$ 391,2 mil. De acordo com o balanço contábil do hospital, publicado no Diário Oficial do Estado, o aumento nos custos dos serviços prestados, que passou de R$ 35,81 milhões para R$ 44,97 milhões, pouco mais de 25%, contribuiu para que o balanço ficasse no “vermelho”. O documento aponta que a receita operacional bruta se praticamente estável com uma pequena redução entre 2011 (R$ 78,93 milhões) e 2012 (R$ 79,4 milhões). Apesar de uma queda nas despesas administrativas na ordem de R$ 1,4 milhões (fechando o ano passado em R$ 26,8 milhões), as despesas financeiras caminharam no sentido inverso, saltando de R$ 1,56 milhão para R$ 3,8 milhões. Também chama atenção a redução nos gastos com Imposto de Renda e contribuições sociais (que caíram de R$ 1,65 milhão para pouco mais de R$ 600 mil no exercício), variação insuficiente para encobrir os demais encargos e a significativa elevação dos custos da prestação dos serviços hospitalares. Ao todo, o balanço financeiro de 2012 aponta um prejuízo de R$ 391.291,00 contra um lucro de R$ 2.974.495,00 no ano anterior. Em termos de resultado aos acionistas do Vitória Apart, cada ação teve um prejuízo liquido de R$ 33 contra um lucro de R$ 254, registrado no ano anterior. Já a disponibilidade em caixa no final de cada exercício caiu de R$ 1,42 milhão para R$ 572 mil, valor do “saldo na conta” do hospital. Esse resultado negativo deve ampliar a pressão sobre as ações judiciais que tratam do suposto desfalque estimado em torno de R$ 20 milhões após uma auditoria independente nas contas do Vitória Apart. O episódio resultou em dois processos judiciais em tramitação contra quatro ex-diretores: uma ação cautelar que visa a reparação do dano e uma ação penal oferecida pelo Ministério Público Estadual (MPE) após ser comunicado dos fatos – deflagrando a Operação Hipócrates. Desde agosto de 2011, o juízo da 2ª Vara Cível da Serra determinou a indisponibilidade de bens de quatro ex-diretores do Vitória Apart Hospital por gestão fraudulenta no grupo. Foram denunciados os médicos: Adão Céllia, Paulo Anécio Paste, Manoel Gonçalves Carneiro Netto e Gilson Elmar Fernandes Martins (representado pelo seu espólio). Segundo a denúncia formulada pela atual direção do hospital, uma auditoria realizada pela consultoria KPMG revelou um desfalque de R$ 20 milhões nas contas do hospital. A suspeita de lesão aos demais associados começou após a descoberta de um contrato de gestão compartilhada com a empresa Vida Saudável S/C Ltda (operadora de planos de saúde), porém, o vínculo não havia sido deferido pelo Conselho de Administração do hospital. Consta na petição inicial de que esse contrato teria sido assinado pelo então diretor-presidente Paulo Anécio Paste. Em seguida, o Conselho de Administração deliberou pela expressa desautorização do contrato. Diante das suspeitas levantadas por este contrato, a direção determinou a abertura de uma auditoria independente. De acordo com os autos, a auditoria nas contas do hospital teria apontado também a existência de notas fiscais frias, “Air Liquide” (pagamentos à empresa que teriam retornado na conta dos ex-diretores), desvio de dinheiro envolvendo o Banco de Desenvolvimento do Estado (Bandes), além de irregularidades na baixa de dívida do INSS e saídas de caixa do hospital.

28/03/2013 / 0 Comments
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MPF pede condenação de ex-presidente do TCE por fraudes

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valci José Ferreira de Souza, e mais oito pessoas em uma ação penal que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) há quase dez anos. No documento de apenas cinco páginas, o subprocurador-geral da República, Antônio Carlos Pessoa Lins, apresentou as alegações finais baseada na denúncia ajuizada em 2003 e evitou tecer considerações sobre as provas obtidas ao longo do processo. No parecer, o representante do MPF reiterou o pedido de condenação dos dez réus que restaram no processo – a ação relacionava 19 nomes, mas uma parte foi absolvida logo na fase de apreciação da denúncia, em 2007. Nas poucas partes em que trata do mérito do caso, o subprocurador-geral narra a existência de um suposto desvio de verbas públicas e fraudes em licitações ocorridas no final da década de 1990. Antônio Carlos Lins sustenta afirma que “o total dos valores desviados à guisa de superfaturamento” na construção de ginásios esportivos causou um prejuízo estimado próximo a R$ 1,5 milhão, em valores da época. Embora a denúncia não faça menção aos prefeitos, o representante do MPF alega a existência de um relatório da Delegacia Federal que ilustra o “mapa de controle da propina” – que passariam por prefeitos, secretários e pelo conselheiro Valci Ferreira. Em uma das partes destacadas do documento, o subprocurador-geral narra uma suposta relação entre Valci Ferreira e o empresário Fernando Aboudib Camargo – que chegou a ser denunciado pelo MPF, mas acabou sendo absolvido pelo então relator, ministro Teori Zavascki (hoje ministro do Supremo Tribunal Federal). O conselheiro seria sócio da Incospal, que teria ligações com a empresa que realizou as obras das praças, a Tervap Pitanga Mineração e Pavimentação (que usaria, segundo ele, o nome fantasia de Enge Urb, sendo que, na verdade, se trata de outra empresa do setor). Sobre o resultado da longa instrução processual – que já dura nove anos e oito meses –, o subprocurador-geral foi econômico ao listar apenas o conteúdo genérico dos mais de 30 volumes de processo. Ao final do relatório, Antônio Carlos Lins inclui o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Carlos Gratz, que também foi denunciado. O representante do MPF cita que o “esquema montado a partir da gestão Valci Ferreira teve intensa continuidade com o advento da gestão do novo presidente da Assembleia”. Muito embora, o conselheiro afastado tenha sido sucedido por dois outros presidentes antes de Gratz: pelo também conselheiro afastado Marcos Miranda Madureira e por Ricardo Ferraço (PMDB), hoje senador da República. Ele cita ainda a participação do ex-diretor da Assembleia, André Luiz Cruz Nogueira, que também sequer aparece na ação. Na última terça-feira (26), as alegações finais do MPF e dos nove réus foram encaminhadas para o atual relator do processo, ministro Sidnei Beneti, da Corte Especial do STJ. Além dos ex-presidentes da Assembleia, Valci Ferreira e José Carlos Gratz, são réus no processo: Gilberto D'Ângelo Carneiro, Soraya Guedes Cysne, Adriano Sisternas, Homero Tadeu Juffo Fontes, Francisco Carlos Perrout, Luiz Carlos Mateus e João de Sá Netto. O empresário Edgard Euzébio dos Anjos chegou a virar réu na ação penal, mas acabou sendo absolvido ainda na fase de instrução processual.

28/03/2013 / 0 Comments
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‘Acredito que a arte também pode ser contra lei’

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O grafite pode humanizar e transformar o espaço urbano. A arte de rua interage o tempo inteiro com a cidade e seus transeuntes – quem nunca admirou um desenho em um muro, ou se surpreendeu com os personagens engraçados, as poesias e as frases provocativas nos pontos de ônibus de Vitória?    Thiago Balbino foi um dos artistas que participou do projeto Pontos de Arte, contemplado por um edital da Prefeitura de Vitória, mas pouco tempo depois teve sua obra apagada e tachada de vandalismo pela própria Prefeitura. Diante disso, ameaçou processar a administração pública, mas a situação tomou proporções enormes. Logo as pessoas se mobilizaram em apoio o grafiteiro e um advogado apareceu para defendê-lo.    Entretanto, Thiago optou pelo diálogo. “No final dessa bagunça toda cheguei à conclusão que o meu trabalho é tinta e que não valia a pena ganhar um dinheiro em cima de um trabalho que foi apagado”, diz.    O grafiteiro deseja ficar conhecido pelos seus desenhos que estão vivos pela cidade, “ter um trabalho associado a vandalismo é uma questão que nem me incomoda muito, porque acredito que arte também pode ser contra lei”, explica.   Thiago, que hoje tem seus desenhos em diversos muros de Vitória e Vila Velha, quando mais novo já teve medo de se arriscar pelas ruas e preferia ficar na segurança do papel e das carteiras da escola. Ele se lembra de que desenha desde criança e que sempre foi muito incentivado pela mãe e pelos amigos, para quem fazia pequenas revistas em quadrinhos e caricaturas.    “Eu comecei a pensar que aquilo que eu desenhava era bom e chamava a atenção das pessoas”, conta, que demorou um pouco para tomar coragem e comprar suas primeiras latas de tinta e começar a grafitar pelas cidades. Apesar da afinidade com a pintura e o desenho, na época do vestibular Thiago ficou em dúvida de que curso escolher.    Quando na Ufes já estava no curso de Desenho Industrial, ele conheceu o professor de Artes Didico, que lhe disse que ele estava no curso errado e que deveria fazer Artes Plásticas. De volta ao vestibular, Thiago ingressou no curso de Artes da Ufes e se descobriu em uma disciplina chamada Graffiti, ministrada por Didico. “As aulas estimulavam os alunos a fazerem trabalhos na rua e o professor nos indicava para fazermos trabalhos comerciais também”, conta Thiago.   O grafiteiro declara que primeiramente busca realização pessoal com sua arte. “Quando vou desenhar na cidade procuro relacionar minha obra com o local e com as demandas que determinados espaços pedem. Não necessariamente eu vou sempre denunciar algo que acho errado, mas sim expressar uma subjetividade deixando espaço para múltiplas interpretações”, explica.    Thiago também deixa claro que não vê diferença entre pichação e grafite, “o que existe é uma separação entre o que é feio e bonito e se for assim o policial se tornará um grande curador da cidade”, diz. O graffiti é uma arte democrática e efêmera. A origem da intervenção urbana está na contracultura e, se for legalizada, perderá seu sentido transgressor.    “A dúvida se o graffiti é arte ou não é comum porque ele é uma prática que questiona a propriedade privada”, explica Thiago. A partir do momento que o desenho em um muro de uma casa incomoda o proprietário, ele se torna um problema.    Para o artista, algumas vezes a arte precisa ser um incômodo. “A maioria ainda tem a ideia de que arte é somente aquilo que é belo, quando na verdade a arte tem várias faces e ser desagradável é uma delas”.   Recentemente ele morou na Alemanha, onde conciliava as aulas do mestrado com as aulas de alemão. E notou a diferença com que os grafiteiros são tratados. “Lá, a pichação é vista como arte, não há dúvida, mas mesmo assim os grafiteiros ainda encontram problemas quando desenham em certos locais privados”.    Diferente do Brasil, onde o pichador pode ser preso e ter que pagar uma multa de até R$ 7 mil, na Alemanha os grafiteiros são primeiro investigados e depois julgados, podendo até ganhar a causa e preservar sua obra.   O mestrado de Thiago é sobre cultura e intervenção urbana. Na pesquisa, ele aborda os aspectos positivos que o graffiti pode causar numa comunidade. Ele conta que antes de viajar, ele participava de uma crew (grupo de grafiteiros), que tinha como objetivo trazer algo agradável para as pessoas através da arte.    “Fizemos um trabalho muito interessante na Cracolândia em Vitória, uma região perto da rodoviária. Nós pegamos uma casa de uma senhora que era a mais detonada de todas do morro e ela sofria preconceito dos outros moradores por isso. Nós demos uma geral na casa dela, pintamos e escrevemos frases agradáveis e ela ficou super feliz”, conta Thiago, para explicar o objetivo da sua pesquisa: melhorar a vida das pessoas por meio da arte urbana.   Aqui no estado, o grafiteiro avalia que há muita demanda para trabalhos como esse e também para trabalhos mercadológicos, mas ainda estamos longe de chegar ao nível do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais.    “O interessante é que aqui há uma união entre os grafiteiros, não há brigas entre os grupos e por isso foi muito fácil nos reunir e pensar nos nossos objetivos em relação a limpeza dos pontos de ônibus e também sobre a multa de R$ 7 mil cobrada por pichações não autorizadas”, diz.   Depois da questão dos pontos de ônibus esclarecida, Thiago conta que, até mesmo dessa situação, conseguiu tirar algo de bom. Houve uma aproximação entre a prefeitura e os artistas de rua e foi conversado sobre a multa, que será suspensa por enquanto e que haverá mudanças quando ao graffiti ser considerado um crime ambiental.   “Problema de tinta se resolve com tinta, não adianta nada cobrar essa multa de um artista que esta começando agora. Primeiro que isso vai desmotivá-lo e segundo que esse dinheiro não será usado para

28/03/2013 / 0 Comments
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Sesp muda Delegacia de Piúma de endereço depois de denúncias

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) informou por meio do site institucional que a delegacia de Piúma, no litoral sul do Estado, mudou de endereço. A informação veio depois que o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol) e outras entidades classistas denunciaram o abandono e a precariedade do prédio em que funcionava a unidade.    Na segunda-feira (25) a delegacia se mudou para o prédio em que funcionava uma pousada. O endereço é provisório, já que, segundo declaração Superintendente de Polícia do Interior (SPI), delegado Danilo Bahiense, publicada no site da Sesp está sendo construída uma nova unidade policial no município.   O prédio em que funcionou a delegacia de Piúma até a última semana era o retrato do abandono. O prédio era antigo e as instalações inadequadas para o trabalho e o atendimento. As paredes que não estavam com a pintura descascada, tinham mofo e fiação expostos. Também existiam rachaduras no prédio e infiltrações.   Na última semana a situação se agravou tanto que os policiais civis tiveram de despachar da varanda da delegacia.    Outras unidades policiais também sofrem com a precariedade. Em Rio Novo do Sul, no sul do Estado a parte elétrica do prédio que abriga a delegacia está comprometida. No imóvel também há mofo nas paredes e até mesmo a presença de caramujos. O pátio da delegacia também sofre com alagamentos em período de chuvas.   Em Iconha, na região sul além do problema do mofo e das infiltrações também há um sério problema estrutural. Por conta da proximidade da delegacia com a BR-101 os caminhões e veículos pesados que passam pela via acabam por agravar a situação da rachaduras do prédio.   Na Grande Vitória a situação se repete. O Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha está em obras e não tem carceragem. Quando existem detenções, suspeitos detidos e pessoas que buscam atendimento dividem o mesmo espaço, que só tem uma porta de entrada e saída, o que representa um risco a todos que ocupam o espaço.

28/03/2013 / 0 Comments
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Lelo esquece ‘ES em Ação’ e critica influência econômica nos negócios do Estado

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O deputado federal Lelo Coimbra (PMDB) ocupou a tribuna da Câmara dos Deputados esta semana para criticar a suposta movimentação do governo federal em favor do empresário Eike Batista, para um possível deslocamento do Estaleiro Jurong do Espírito Santo para o Rio de Janeiro. O deputado afirmou que há um “incômodo” nesta relação que se estende à sociedade capixaba. “Não questionamos esse seu direito da relação entre empresas privadas, o que questionamos é a República se meter nesse negócio”, disse Lelo citando as vantagens que teve e tem o empresário nas relações com o governo federal. A declaração do parlamentar causa estranheza, já que ele fez parte do governo de Paulo Hartung, que declaradamente pautado em privilegiar os interesses dos empresários em detrimento da atenção às políticas sociais e aos ônus ambientais que muitos projetos econômicos representam para o Estado. O governo passado, que teve Coimbra como vice-governador e secretário de Educação, contou com a participação da “Ong” empresarial Espírito Santo em Ação na elaboração do projeto político do governo, batizado de ES 2025, que no governo Renato Casagrande foi reformulado e rebatizado de ES 2030. Esse projeto político é voltado para a total atenção do estado aos interesses econômicos. Enquanto os índices sociais pioraram substancialmente nos dois mandatos de Hartung, as empresas receberam incentivos fiscais para atuarem no Estado. O Espírito Santo buscou atrair investimentos estrangeiros, que antes mesmo de serem instalados já trouxeram problemas sociais para os municípios. A tentativa frustrada de instalação da CSU, em Anchieta prometeu a geração de 18 mil empregos, o que atraiu pessoas de várias partes do país para o município, comprometendo, inclusive, a estrutura de atendimento dos moradores. Outro caso que ganhou repercussão e mostra a influência do poder econômico no Estado foram as denúncias de utilização de informações privilegiadas pelo grupo econômico formado por três empresas – incluindo o escritório de negócios Econos, no qual o ex-governador tem participação societária –, que fez a intermediação dos negócios de compra e venda de terrenos em Presidente Kennedy para a instalação da Ferrous Resources no sul do Estado. Também fez parte da denúncia uma possível “moeda de troca” no deferimento de benefícios fiscais após as empresas que operaram a compra e venda de terrenos obterem lucros extraordinários de até 3000 % no espaço de poucas semanas.

28/03/2013 / 0 Comments
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PSDB capixaba tenta retomar unidade para convenção

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Nos próximos dias o PSDB-ES deve publicar o edital de convocação para a convenção estadual do partido, que será no próximo dia 20 de abril, às 9 horas, na Assembleia Legislativa. A expectativa é de que o deputado federal César Colnago, que tem direito a mais um mandato à frente do partido, seja reconduzido. Mas o clima nos bastidores é tenso por uma crise interna instalada no partido. O questionamento da convenção municipal de Vitória, que será discutida nesta segunda-feira (1) pela estadual, revela o racha no principal diretório do partido no Estado. A crise estaria causando incompatibilidades, inclusive, entre as grandes lideranças do partido. O movimento da bancada do partido na Câmara de Vitória, aderindo à base do prefeito Luciano Rezende (PPS), não foi bem vista pelo ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), que disputou a eleição com Rezende em outubro passado. O movimento atribuído ao vereador Luiz Emanuel Zouain (PSDB), teria criado um clima de tensão entre o ex-prefeito e o presidente do partido, já que Zouain é aliado de Colnago. Após a convenção estadual, o partido vai se preparar para a convenção nacional, que acontecerá no próximo dia 25 de maio. O partido tenta se renovar e melhorar sua participação eleitoral no processo político do próximo ano. Embora os primeiros não sejam tão otimistas, as lideranças do partido mantém o otimismo em relação a uma retomada da presidência da República em 2014.

28/03/2013 / 0 Comments
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Análise: ???A Parte dos Anjos???

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  A hegemonia cultural sempre vem precedida de um poder econômico e, com este, militar. Não é de se estranhar, pois, como o Reino Unido, centro nevrálgico da especulação mundial, com pequenas cidades paraísos fiscais e sobretudo a poderosa City, tenha tanta influência na cultura mundial.    A Escócia, última estação da ilha, mostra que tem sua própria tradição e se desentrelaça de uma cultura globalizada e metropolitana. Servindo como aporte ao referendo de independência marcado para 2014, os escoceses surpreendem com produções otimistas e bem realizadas.   Robbie (Paul Brannigan) é um desajustado social que acaba de receber uma pena alternativa de serviço comunitário. Lá conhece outros pequenos infratores que têm uma única chance de serem inseridos na sociedade. Vão perceber porém que às vezes os métodos ilegais podem ser a única via de acesso.   “A parte dos anjos”, que dá nome ao filme, é uma visão poética da derramada etílica “pro santo”, mas em forma de vapor que emite a barrica de whisky quando aberta. É o elo de ligação entre os infratores agrupados e o dom descoberto por Robbie de provar a bebida.   Retornando a velha história das segundas oportunidades, dessa vez fica a cargo de Harry (John Henshaw), responsável pelo grupo, inserir a estes jovens transgressores no mundo do whisky. Aproveitando a chance, se dedicarão a um último crime como forma última de tentar a reintegração. É a única forma, uma vez que a própria sociedade cria barreiras para aceitar os próprios infratores.   A simpatia do filme recai sobre a forma singela com que a recuperação dos jovens é relatada e a incorporação gradual na vida adulta, principalmente com o nascimento do filho de Robbie – a sorte que acompanha os ingênuos (seriam eles os verdadeiros anjos?), mas sobretudo a camaradagem incluída até nas pessoas mais marginalizadas.   O roteiro bem estruturado apresenta ações imprevisíveis com um pouco de violência e comicidade, um humor irônico, como uma comédia de erros, onde no final quem erra menos leva a melhor. Pior para os que já começaram equivocados.    A trilha sonora a cargo da banda escocesa The Proclaimers, que fez certo sucesso nos anos 80, dando um certo ar retrô e ao mesmo tempo nacionalista à trama, que ainda conta com trajes típicos e piadinhas da região.   O diretor Ken Loach, famoso por seus filmes políticos (Pão e Rosas, 2000; Terra e Liberdade, 1995) continua na vertente, mas cada vez mais sutil, utilizando a anarquia e ficando sempre do lado do mais fraco.    Às vezes para derrubar o sistema é preciso estar dentro dele, invadir as barricas da destilaria mais famosa do mundo e libertar a parte dos anjos, rezando para que eles ajudem ao capital não dar conta de mais uma fraude.    Talvez por esta sutileza tenha levado o prêmio em Cannes pelo filme.   Serviço A Parte dos Anjos (The Angel’s Share, Reino Unido/França/Bélgica/Itália, 2012, 101 minutos, 14 anos)    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h. 

28/03/2013 / 0 Comments
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Alimentos para a alma na Semana Santa

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  Quem decidiu ficar em Vitória durante o feriado da Semana Santa deve ficar atento ao funcionamento dos espaços culturais capixabas. Peças de teatro, concertos de música clássica e exposições de arte são algumas das atrações oferecidas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para este fim de semana.   Uma boa pedida é visitar a recém-inaugurada exposição interativa Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar, comemoração ao centenário do cachoeirense que transformou a crônica em literatura. A mostra permanece em cartaz até o dia 26 de maio no Palácio Anchieta, Centro. A entrada é franca.      Para quem gosta de artes visuais, a mostra Restou Nada ou Muito Pouco, da artista plástica Michelly Sugui, está em cartaz na Galeria Homero Massena, na Cidade Alta, no Centro de Vitória. A exposição, que questiona os limites materiais da arte contemporânea, fica aberta para visitação até o dia 04 de maio. A entrada é franca. A galeria ficará fechada nesta sexta-feira (29) e no sábado (30).   Já a cidade de Santa Leopoldina tem conteúdos de sua memória reacesos por meio de barquinhos de papel. A proposta é do Coletivo Monográfico por meio da exposição Engenharia Naval em Papel. A mostra está em cartaz no Museu do Colono e pode ser visitada até o dia 14 de julho. A entrada é franca. Devido ao feriado, o Museu do Colono funciona das 13h às 17h nesta quinta-feira (28). Na sexta-feira (29), estará fechado para visitação mas reabre em horário normal no sábado (30) e domingo (31).   A encenação do espetáculo inspirado na saga da Insurreição de Queimados, Chico Prego, dá continuidade à programação do Theatro Carlos Gomes para o feriado. A peça, que se apresenta no sábado (30) e domingo (31), conta uma história carregada de expressões populares, como o congo, jongo e a capoeira, além da história do escravo Chico Prego.    Serviço   Palácio Anchieta Exposição Rubem Braga – O Fazendeiro do Ar Visitação: 27 de março a 26 de maio de 2013 Praça João Climaco s/n, Cidade Alta, Centro, Vitória Terça a sexta-feira, das 8h horas às 18h Sábado, domingo e feriados, das 9 horas às 17 horas Entrada gratuita   Galeria Homero Massena Exposição Restou Nada ou Muito Pouco, de Michelly Sugui Visitação: de 10 de março a 04 de maio de 2013 Rua Pedro Palácios, 99, Cidade Alta – Centro, Vitória-ES A exposição não estará aberta para visitação nesta sexta-feira (29) e sábado (30) Entrada gratuita   Museu do Colono Exposição Engenharia Naval em Papel, do Coletivo Monográfico  Visitação: 14 de março a 14 de julho de 2013 Galeria Alice Holzmeister – Museu do Colono – Av. Presidente Vargas, 1501, Santa Leopoldina Horário de visitação: quarta a domingo, das 9 às 17 horas O museu funciona das 13h às 17h  Nesta quinta-feira (28) a exposição funcionará das 13 às 17 horas. Na sexta-feira (29), estará fechado e reabre em horário normal no sábado (30) e domingo (31) Entrada franca   Teatro Carlos Gomes Espetáculo Chico Prego Praça Costa Pereira, Centro, Vitória Data: Sábado (30) e domingo (31) Horário: 20h Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)

28/03/2013 / 0 Comments
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