Cerca de 2 mil trabalhadores da construção civil que atuam nas obras da 8ª usina da Vale saíram em passeata nesta sexta-feira (22) da BR-101, na Serra, até a sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), localizada na Reta da Penha, em Vitória, protestando por melhores condições trabalho e salariais. Os trabalhadores iniciaram o movimento de greve no dia 4 de março. Ao todo, cerca de 5 mil operários estão parados reivindicando o direito ao adiantamento salarial, gratificação por fim de obra e classificação profissional, já que o Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintraconst-ES) tem informações de que o consórcio da obra e os empreiteiros estão tocando a obra com auxiliares e outros trabalhadores em desvio de função. Os trabalhadores da obra da 8ª usina também reivindicam melhores condições de trabalho no canteiro de obras e mais higiene na área de vivência. A negociação dos trabalhadores no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), no entanto, está englobada com a dos trabalhadores de outras obras da Samarco e da própria Vale, o que vem dificultando a chegada a um acordo, por serem pautas distintas. Das inúmeras tentativas de acordo realizadas desde o início do mês, o impasse entre as propostas apresentadas pelos trabalhadores e o que propõem os patrões levou ao protesto que aconteceu até o início da tarde desta sexta-feira. De acordo com o presidente do Sintraconst, Paulo César Borba, conhecido como Carioca, a negociação da Samarco já foi resolvida e a dos outros trabalhadores foi praticamente solucionada, só restando o acordo com os trabalhadores das obras da 8ª usina. Carioca disse ainda que os trabalhadores não querem persistir na greve e imaginaram que o movimento iria ser concluído nessa quinta-feira (21) após negociação entre Sinduscon e o Sintraconst, mas o sindicalista disse que na noite de quinta recebeu com surpresa uma ligação de um representante do Sinduscon cancelando o acordo feito no TRT na manhã do mesmo dia.
Prefeito de Vitória aponta cenário de diminuição de receitas
O prefeito de Vitória Luciano Rezende (PPS) iniciou seu mandato sem sustos em relação à gestão anterior. Mas sabe do cenário de dificuldade financeira que terá pela frente, devido aos cortes de verbas federais previstos para 2013 e 2014. Cortes que devem chegar ao seu maior encolhimento em 2015. Apesar do cenário sombrio, o prefeito assegura que o município está preparado para garantir o investimento nas áreas prioritárias, como saúde, segurança e educação. Em entrevista que vai ao ar neste sábado (23), em Século Diário, o prefeito fala sobre os primeiros meses da gestão e da redução de 17% do custeio, conquistada graças a uma reforma administrativa, que levou dois meses para se consolidar. O prefeito aponta a falta de solidariedade dos demais estados do País sobre a questão do Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) e dos royalties do petróleo, que impuseram derrotas ao Espírito Santo no Congresso Nacional. Adepto de uma política de gestão horizontal e compartilhada com a população, o prefeito estuda formas de ampliar o diálogo com a sociedade civil organizada, a Câmara de Vitória e com as ferramentas tecnológicas para modernizar a administração. Ciente de que o maior problema da Capital é a insegurança, o prefeito destaca as ações de combate à violência doméstica, com o botão do pânico. Também fala sobre as ações de abordagem aos moradores de rua e sobre a proposta de capacitação e inserção no mercado de trabalho. Na entrevista, Rezende também aborda as medidas conjuntas com os demais prefeitos da Grande Vitória em torno de agendas comuns dos cinco principais municípios da região metropolitana.
Extinto processo de improbidade contra ex-diretora do Detran
O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Manoel Cruz Doval, encerrou, nessa quinta-feira (21) uma ação de improbidade contra o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES) e sua ex-diretora, Luciene Maria Becacici Esteves Viana. Na decisão, o magistrado alegou a falta de legitimidade do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipúblicos) para propor este tipo de ação, que denunciava a terceirização excessiva no órgão. Na ação de improbidade (nº 024.09.008704-0), o sindicato argumentou que o Detran estava contratando, irregularmente, pessoal para o exercício de função ou cargo comissionado, quando deveria promover concurso público para prover as ocupações. A entidade relacionou a existência de 375 funcionários comissionados, enquanto o número de efetivos era de apenas 265 servidores, além de 11 efetivos com cargo de confiança e um celetista. Apesar da denúncia de terceirização excessiva, o juiz Manoel Doval não chegou a atacar o mérito do caso sob o pedido carece de pertinência temática. “Para a propositura da Ação Civil Pública por associação, é necessário que esta inclua entre as finalidades institucionais a proteção ao meio ambiente, ao consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagismo, o que não é o caso dos autos”, afirmou. A entidade pleiteava a declaração de nulidade de todas as contratações feitas sem concurso público, bem como a condenação da direção do Detran-ES por atos de improbidade. No entanto, o magistrado teve entendimento contrário: “Apesar da nobre intenção de se defender um patrimônio público social que se encontra ameaçado, isso, por si só, não confere ao sindicato, ora Requerente, a legitimidade para exigir o ressarcimento aos supostos prejuízos”. Ao final da decisão, o juiz declarou a ilegalidade do sindicato em pleitear a inconstitucionalidade da Lei Complementar Estadual nº 226/02, que permitiu as contratações de terceirizados. “Para tanto existem o Ministério Público e os demais legitimados”, sugeriu. A decisão ainda cabe recurso ao sindicato.
A juventude e seus vinte e poucos anos
Cinco meninas de vinte e poucos anos dividem um apartamento em Paris carinhosamente batizado de ‘O Rancho’. No auge de sua juventude e amizade, elas bebem, fumam, dançam e brigam. Entretanto, chega o momento em que é necessário se separar do grupo e encontrar o caminho próprio. O filme A Vida no Rancho, que estreia neste final de semana no Cine Metrópolis, propõe uma visão hiper-realista da intimidade dessas meninas, que estão passando por um intenso processo de amadurecimento. A comédia dramática é dirigida pela jovem francesa Sophie Letourneur. Entre o final da adolescência e o começo da vida adulta, juntas elas tentam superar medos de infância, amores do passado e, sobretudo, tentam preservar a amizade entre elas a todo custo. As amigas têm consciência que essa vida de festas e poucas responsabilidades é passageira e por isso tentam aproveitar tudo ao máximo. O longa é composto por diálogos longos, mas interessantes e naturais. O comportamento das jovens é representado de forma fútil e desapegada, porque mostra a facilidade com que elas se entregam a algo e o abandonam quase de imediato. A Vida no Rancho é uma interessante reflexão sobre a nova geração. Serviço A Vida no Rancho (La Vie Au Ranch, França, 2009, 92 minutos, 14 anos) Cine Metropolis: 17h, 18h40, 20h20. Não haverá sessão sexta e terça-feira.
Filme mostra intimidade do mestre do suspense
Poucos diretores de cinema têm uma carreira tão controversa e uma filmografia tão rica quanto à de Hitchcock. Tal excentricidade rendeu um filme focado nele e que leva seu nome. Hitchcock mostra os bastidores das filmagens de Psicose (1960), um dos maiores sucessos do diretor, além de revelar um pouco da intimidade entre o cineasta e sua mulher Alma, também grande parceira na produção de seus longas. O mestre do suspense é interpretado por Anthony Hopkins, que ficou irreconhecível devido à maquiagem e as próteses do rosto, mas idêntico ao diretor britânico. O filme explora a tortura à qual ele submetia os atores, em especial as mulheres, para que tudo saísse exatamente como ele queria. Para conseguir filmar Psicose, Hitchcock precisou tirar dinheiro do próprio bolso, já que os executivos da Paramount Pictures não aprovaram o roteiro. Mesmo contra todos, o diretor continuou com seu projeto, que se tornou o seu maior sucesso de bilheteria. A cena do chuveiro, na qual a atriz Janet Leigh é esfaqueada no banheiro tornou-se uma das cenas mais famosas da história do cinema. No filme, essa parte é refilmada com Scarlett Johansson no papel da moça assassinada. O estreante diretor Sacha Gervasi também dá bastante ênfase a Alma Reville (vivida por Helen Mirren), que foi essencial para a confecção do roteiro e durante a edição de Psicose. Inclusive a trilha sonora de Bernard Herrmann durante a antológica cena do chuveiro foi ideia dela. O mais interessante de se notar no filme Hitchcock é a forma como o diretor deixava prevalecer a sua visão artística e autoral mesmo dentro da indústria cinematográfica de Hollywood. O filme se aproveita do personagem que Hitchcock criou para ele mesmo, quando apresentava a série de TV Alfred Hitchcock Presents, para montar a figura do personagem. Essa escolha dá ao filme um tom divertido e sombrio ao mesmo tempo. Serviço Hitchcock (Hitchcock, EUA, 2012, 120 minutos, 12 anos) Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15.
Ação de infidelidade partidária contra Paulo Roberto é enviada ao MP Eleitoral
O processo que pede a perda do mandato do deputado estadual Paulo Roberto (PMDB) foi enviado nessa quarta-feira (20) ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e agora aguarda o parecer da Procuradoria. A ação movida pelo vereador de Colatina, Olmir Castiglioni (PSDB), tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e tem como relatora a juíza Rachel Durão Correa de Lima. Paulo Roberto disputou a eleição em 2010 pelo PMN, mas migrou para o PMDB antes da eleição do ano passado. O peemedebista alega que teve justa causa para deixar o partido, mas o PMN divulgou uma carta alegando que o parlamentar se desfiliou do partido em São Mateus para disputar as eleições municipais pelo PMDB, não havendo nenhum fato que caracterizasse justa causa. Castiglioni, que é o segundo suplente da coligação, ingressou com a ação requerendo a cadeira aberta na Assembleia com a saída de três deputados – Luciano Rezende (PPS), Rodney Miranda (DEM) e Luciano Pereira (DEM), eleitos em outubro passado nas disputas municipais. A coligação formada em 2010 para a Assembleia, contava com candidatos do DEM, PPS, PSDB e PMN. Pela lista do TRE, o primeiro suplente seria Paulo Roberto, mas como ele mudou de partido, a defesa de Castiglioni alega que ele cometeu infidelidade partidária e perdeu o direito ao mandato. A ação foi protocolada no TRE depois que a alegação da defesa do tucano no Tribunal de Justiça, contrária à Mesa Diretora que deu posse ao peemedebista, foi negada pelos desembargadores. Na verdade a defesa acionou o TJES porque nos primeiros 30 dias após a posse de Paulo Roberto, apenas o PMN poderia requerer a vaga. Como isso não aconteceu outros interessados ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) ficaram livres para questionar a vaga no Tribunal Regional.
Filmes em cartaz
Programação dos cinemas de Vila Velha, Vitória e Guarapari de 22 a 28 de março. PRÉ-ESTREIA G.I. Joe: Retaliação (G.I. Joe 2: Retaliation, EUA, 2012, 110 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Jon M. Chu. Com Channing Tatum, Bruce Willis, Dwayne Johnson. Continuação do filme lançado em 2009. Desta vez. os “Joes”, além de enfrentar seu grande inimigo, a organização Cobra, terão de enfrentar ameaças internas vindas do governo. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Quarta e quinta 21h. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). Quarta 22h10. Quinta 19h40 e 22h10. A Parte dos Anjos (The Angel’s Share, Reino Unido/França/Bélgica/Itália, 2012, 101 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Ken Loach. Com Paul Brannigan, Josh Henshaw, Gary Maitland, William Ruane. Com o nascimento de seu filho, Robbie decide mudar de vida e nunca mais cometer crimes. Entretanto, ele e os amigos não conseguem emprego por causa de seus passados criminosos. Uma bebida e uma grande ideia vão mudar suas vidas. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h. ESTREIAS A Vida no Rancho (La Vie Au Ranch, França, 2009, 92 minutos, 14 anos) Comédia Dramática. Direção de Sophie Letourneur. Com Sarah-Jane Sauvegrain, Eulalie Juster, Mahault Mollaret Pam tem vinte anos. Suas amigas sempre se encontram no rancho, o pequeno apartamento que ela divide com Manon. No auge de sua juventude e união, elas bebem, fumam, dançam e discutem. Entretanto, chega o momento em que é necessário se separar do grupo e encontrar o próprio caminho. Cine Metropolis: 17h, 18h40, 20h20. Não haverá sessão terça-feira. Hitchcock (Hitchcock, EUA, 2012, 120 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Sacha Gervasi. Com Anthony Hopkins, Scarlett Johansson, Jessica Biel, James D’Arcy e Helen Mirren. A história de amor entre Alfred Hitchcock e sua esposa, Alma Reville, em meio aos bastidores da filmagem de Psicose, em 1959. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15. O Filho do Outro (Le fils de l’autre, França, 2012, 105 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Lorraine Levy. Com Emmanuelle Devos, Pascal Elbé, Jules Sitruk. Rapaz judeu prestes a entrar para o exército de Israel descobre que não é filho biológico de seus pais e que foi trocado ao nascer por uma criança de família palestina. Com a descoberta, as duas famílias têm que reconsiderar suas identidades, valores e crenças. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h20. Cesar Deve Morrer (Cesare deve morire, Itália, 2012, 76 minutos, Livre) Drama. Direção de Paolo Tavianni, Vittorio Tavianni. Com Cosimo Rega, Salvatore Striano, Giovanni Arcuri, Antonio Frasca e Vincenzo Gallo. Internos de uma prisão de segurança máxima, na Itália, preparam uma montagem da peça Júlio César, de Shakespeare. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h05. Vai Que Dá Certo (Idem, Brasil, 2012, 87 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Maurício Farias. Com Lucio Mauro Filho, Danton Melo, Bruno Mazzeo, Fábio Porchat. Cinco amigos de adolescência se reencontram e percebem que não alcançaram o sucesso planejado. Decide, então, assaltar uma transportadora de valores. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h30, 16h30, 18h30, 20h30. Sala 5. 13h30, 15h30, 17h20, 19h20, 21h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 14h20, 16h40, 18h50, 21h. Sala 5. 1310, 15h20, 17h25, 19h40, 21h50. Parker (Parker, EUA, 2012, 118 minutos, 14 anos) Suspense. Direção de Taylor Hackford. Com Jason Statham, Jennifer Lopez, Nick Nolte, Michael Chiklis. Parker é um ladrão com código de honra, que nunca rouba de quem não tem dinheiro. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 12h, 14h40, 18h30, 21h30. DUBLADO. Os Croods (The Croods, EUA, 2013, 98 minutos, Livre) Animação. Direção de Chris Sanders. Homem das cavernas precisa atravessar uma paisagem pré-histórica para encontrar um novo lar para a sua família. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h, 16h10, 18h20, 20h40. DUBLADO. Sala 7. 14h30, 16h40, 18h50. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 12h, 14h40, 18h30, 21h30. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 17h, 19h, 21h. DUBLADO. SESSÃO CULT Disparos (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Juliana Reis. Com Gustavo Machado, Caco Ciocler, Julio Adrião, Thelmo Fernandes, Ernani Moraes. A história de um fotógrafo que se envolve num caso de violência ordinária, sem se saber vítima, cúmplice ou testemunha. Um filme de urgência que tenta captar o instante de um personagem e de toda uma sociedade junto com ele. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. Terça e quinta 20h50. CONTINUAÇÃO Barbara (Barbara, Alemanha, 2012, 105 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Christian Petzold. Com Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Rainer Bock, Jasna Fritzi Bauer. Durante a Guerra Fria, médica da Alemanha Oriental é transferida, por motivos políticos, para uma cidade do interior. Mesmo sob vigilância, ela planeja uma fuga com ajuda de seu amante da Alemanha Ocidental. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h. A Busca (Idem, Brasil, 2011, 96 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Luciano Moura. Com Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima, Brás Antunes. Médico, filho de um pai ausente, pega a estrada para procurar o filho que desapareceu. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 6. 13h50 e 18h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 15h20 e 20h. Linha de Ação (Broken City, EUA, 2012, 109 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Allen Hughes. Com Mark Wahlberg, Russel Crowe, Catherine Zeta-Jones, Kyle Chandler. Ao seguir a mulher do prefeito de Nova York, ex-policial se envolve em um grande escândalo. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 13h e 17h40. Oz, Mágico e Poderoso (Oz, The Great and Powerful, EUA, 2013, 130 inutos, Livre) Fantasia. Direção de Sam Raimi. Com James Franco, Mila Kunis, Rachel Weisz, Michelle Williams. Prelúdio de O mágico de Oz, contado do ponto de vista do mágico e explicando como ele chegou em Oz. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 13h20, 16h, 18h40, 21h20. DUBLADO. Sala 4 (3D). 13h, 15h40, 18h10. DUBLADO. 21h (LEG). Esta sessão não será exibida quarta e quinta. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 15h, 18h, 20h50. Terça e quinta 15h e 18h. Sala 3 (3D). 13h20, 16h15, 19h40. DUBLADO. Quarta 13h20 e 19h40. DUBLADO. Quinta 13h20. DUBLADO. Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (A Good Day to Die Hard, EUA,
Maquiagem borrada
Providencial a ida do deputado Euclério Sampaio ao posto fiscal (virtual) de Mimoso do Sul. Na sessão da última segunda-feira (18) da Assembleia Legislativa, o pedetista afirmou que iria pessoalmente ao local para comprovar se havia de fato algum sinal de construção. Ele chegou a dizer que se chegasse em Mimoso e encontrasse o posto em pé, que teria humildade para se desculpar do equívoco. Nesta quinta-feira (21), como prometera, Euclério percorreu os 180 km que separam a Capital de Mimoso do Sul, quase na divisa com o Estado do Rio de Janeiro, para tirar tudo a pratos limpos. Chegando ao local, o deputado não encontrou nenhum vestígio de posto. Não havia um tijolo sequer para contar a história dos outros. Asfalto? Só na BR 101, às margens do posto. As imagens, na reportagem publicada nesta quinta-feira (21) em Século Diário, dizem tudo. O pedetista encontrou um grande descampado cercado de mato por todos os lados. O pedetista pôde ver com seus próprios olhos o espectro de obra que custou R$ 25 milhões aos cofres públicos. Como disse Euclério, único deputado da Assembleia a defender os interesses da população no escândalo do posto fiscal, o dinheiro desperdiçado poderia ter sido aplicado em saúde, educação ou segurança – três áreas que, por sinal, foram negligenciadas pelo governo Paulo Hartung. Mas as imagens registradas pelo pedetista revelam ainda outro escândalo. Diversos montes de um material que se assemelha a um pó de brita ou algo que o valha, dão margem para deduzir que uma grosseira maquiagem estava sendo preparada para tentar amenizar os impactos do escândalo. Observando as imagens com atenção, é possível perceber que o material foi depositado no local nas últimas horas, pois não houve tempo para a ação do vento ou das chuvas redesenharem as montanhas. Por que aquelas montanhas foram despejadas no local logo após a denúncia vir à tona? A resposta mais plausível para o enigma é que “alguém” tinha ou tem a intenção de espalhar o material sobre a terra batida para conferir um aspecto de conservação ao local. Após uma boa patrolada, o material de coloração “cinza asfalto” poderia dar outra “vida” à área abandonada por Hartung e Cia. Isso amenizaria as críticas ao ex-governador Paulo Hartung e aos seus dois ex-secretários de Fazenda – José Teófilo e Bruno Negris – que ajudaram a “torrar” os R$ 25 milhões. A suposta maquiagem, ao proporcionar um aspecto de conservação ao local, daria sustentação ao discurso decorado pelo trio, que disse que não houve desperdício algum de dinheiro público na obra, uma vez que o patrimônio existe e pertence ao Estado. De fato, como comprovou Euclério, a área existe e está lá para quem quiser ver. Perturbador é firmar a vista no descampado para tentar entender onde o ex-governador “enterrou” os R$ 25 milhões. Enigma que só ele e seus ex-secretários poderão desvendar.
A corda esticada
Na época do milagre econômico brasileiro, na primeira metade dos anos 1970, era comum ouvir dizer que a violência social, expressa em assassinatos, roubos e assaltos a mão armada, somente seria reduzida quando o governo atacasse sua provável e suposta causa original – a desigualdade de renda entre pessoas e regiões. Pois bem, há pelo menos dez anos o governo federal realiza um enorme programa de transferência de renda, via Bolsa Família, para as camadas mais pobres da população – e os índices de violência não baixam. Pelo contrário, aumentam, como bem sabem os habitantes da Grande Vitória. Por que? Os cientistas sociais não têm explicações para o fenômeno da manutenção da violência na sociedade brasileira, mas há nos índices um ponto assustador: cresce sem parar o número de jovens mortos por meio de assassinatos simples, executados por vingança, envolvendo quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas. O que mais chama a atenção é que tais assassinatos de jovens parecem desconectados da da realidade cotidiana expressa pelas atividades econômicas em geral. É como se os praticantes e as vítimas desses crimes, muito deles executados “em passant”, a bordo de motos, não participassem da vida estudantil nem tampouco dos eventos religiosos que proliferam nos templos das avenidas das capitais e nas ruelas das vilas. Parecem todos marginais da mais extrema extração. Um novo tipo de marginal. Não os marginais-vagabundos de outrora que viviam jogando sinuca nos botecos. Agora são uma espécie de marginais que se profissionalizaram desde cedo no exercício de um jogo de vida e morte, algo absolutamente sem ligação com a sociedade formal, representada pela família, a escola, a igreja, o clube etc. Tudo culpa das drogas, do crack? Se não há explicações, pode-se formular hipóteses, ainda dentro de uma interpretação social semelhante à dos 1970. A mais pertinente, aparentemente, é que a distância entre os extremos da desigualdade de renda não diminuiu no Brasil. Os programas como o Bolsa Família mal agitaram o fundo do baú das rendas, enquanto permanece intocada a legislação que regula o imposto de renda no Brasil. Tampouco foram mexidas as normas da tributação sobre a propriedade. Na realidade, estamos longe de mudanças substantivas. No momento, o governo se esforça para dar uma satisfação aos que reclamam a desoneração disso e daquilo, a começar pela retirada de taxas e tributos que pesam sobre o fator trabalho. Como sempre, a corda tende a rebentar do lado mais fraco. LEMBRETE DE OCASIÃO “Se la cosa no se remedia, ‘l diaolo fà comedia” (Se a coisa não se remedia, o diabo faz comédia)
Hora da verdade
O arranjo institucional do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), a perna do Tribunal de Contas do Estado (TCE), será mais uma vez testado com o recebimento pelo órgão, nesta quinta-feira (21), de toda a documentação que denuncia o convênio firmado entre o governo passado e o Instituto Sincades. Hartung e o ex-secretário da Fazenda (atual presidente do Banestes) Bruno Pessanha Negris figuram como réus em ação popular que denuncia o “esquema Sindicades”, e que já rendeu o bloqueio de repasses ao fundo. O caso merece uma análise urgente, não restam dúvidas, mas parece que já estou até vendo a Corte se valendo da justificativa de “demora na tramitação” para aos poucos deixar o assunto cair no esquecimento e jogar a papelada em mais uma gaveta escura. Enquanto isso, a área cultural do Estado padece, tantos anos privatizada a um grupo de empresários. Queremos saber do presidente do TCE, Sebastião Carlos Ranna (foto): toda aquela propaganda é de um “novo Tribunal de Contas” mesmo ou ainda do “Tribunal Faz de Contas”? Sem respaldo O clima de “paz e amor” que o presidente da Câmara de Vitória, Fabrício Gandini (PPS), e o deputado estadual Roberto Carlos (PT) tentam passam por conta do que chamam de um ajuste entre as duas Casas, para discutir o problema de segurança no Estado após o tiroteio de poucos dias atrás, não é bem assim. Nos bastidores, nem tudo são flores. Sem respaldo II Até mesmo porque, embora Gandini seja o presidente da Câmara, nenhum dos dois é considerado interlocutor dos colegas. Parte dos vereadores não pretende entrar a reboque dos deputados no assunto. A Assembleia tem sua Comissão de Segurança e os parlamentares acham que a questão deva ser tratada neste espaço. Já a Câmara não tem, mas terá em breve, como acaba de anunciar. A autonomia dessas comissões precisa ser respeitada. Sem respaldo III O problema da segurança no Estado é grave e aparecer no topo de rankings nacionais de assassinatos assusta. Por essas e outras, que a área não deve nem pode ser tratada com divisões. Quanto mais militantes atuando, melhor. O que é bem diferente de apenas se apropriar dos holofotes. Fica o alerta. Pontuando O governador Renato Casagrande vai muito bem nas movimentações em torno dos royalties do petróleo. Ficou pequeno A ex-prefeita de Marechal Floriano Eliane Lorenzoni, mulher do deputado estadual Cacau Lorenzoni, ambos do PP, atua desde fevereiro como advogada da Procuradoria Geral de Vila Velha. Após a derrota nas últimas eleições, Eliane não se contentou em voltar ao seu emprego na Secretaria de Administração de Marechal. Uma conversa aqui, outra acolá, recebeu abrigo na gestão de Rodney Miranda (DEM). Ficou pequeno II Para garantir o emprego de Eliane em Vila Velha, foi firmado um convênio de cessão entre o novo prefeito, Antônio Lidiney Gobbi (PSB), e a prefeitura canela-verde, como publicado em ato do Diário Oficial nesta quinta-feira (21). O salário de Eliane passa a ser pago pela novo “chefe”, mas ainda não consta na “transparência” da administração demista. Apagado Por falar em Cacau Lorenzoni, o deputado estadual está mesmo na Assembleia? Ele repete a mesma marca de sempre: entra mudo e sai calado. Certeiro A propósito, Rodney não vai perder a oportunidade de “vender seu peixe” neste domingo (24), data que marca os dez anos do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho. É esperar pra ver. 140 toques “Somente de ontem [quarta-feira, 20] até agora, nossa equipe já retirou mais de 70 toneladas de lixo de bueiros em Vitória”. (Prefeito de Vitória Luciano Rezende – PPS – no Twitter). PENSAMENTO: “Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo”. José Saramago