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GT de Resíduos Sólidos de Vitória faz segunda reunião nesta quinta-feira

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O Grupo de Trabalho (GT) de Resíduos Sólidos proposto pela Frente Parlamentar Ambientalista de Vitória, presidida pelo vereador e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, Serjão Magalhães (PSB), vai realizar a sua segunda reunião nesta quinta-feira (21), às 14h, no plenário da Casa. Na pauta, estão a aprovação do regimento interno, a inclusão de novos integrantes e a escolha da Secretaria Executiva do grupo.   Segundo Serjão, o objetivo do grupo é criar o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que deve incluir um sistema de informação, plano de coleta seletiva e ações de educação ambiental. São 13 as entidades que compõem o grupo, entre associações, órgãos estaduais e federais (confira a lista ao final da matéria).   Além da diminuição do impacto ambiental proveniente do tratamento inadequado dos resíduos, a expectativa é que, com o novo plano, o município tenha retorno financeiro quando tiver uma gestão mais eficiente do lixo. Materiais compostos por plástico, papel, vidro e metal podem ser vendidos.   A nova proposta se assemelha à do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória, surgido também a partir de proposta de Serjão, que se propõe a formular uma nova legislação para o problema da poluição do ar na Capital. O GTI, que já se encaminha para a sua oitava reunião mensal, em março, tem previsão para terminar os trabalhos em agosto.   Desde setembro de 2012, quando foi publicada uma lei de autoria do vereador, a prefeitura é autorizada a comercializar o lixo reciclável excedente recolhido pela coleta seletiva e que as associações de catadores não conseguem reciclar. Isso acaba superlotando a Unidade de Transbordo de Vitória, problema a ser resolvido com o novo plano.   A base técnica dos trabalhos do grupo serão os padrões vigentes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).     Confira a lista de entidades que já confirmaram participação no grupo:    Frente Parlamentar Ambientalista do Município de Vitória; Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória – Semma; Secretaria Municipal de Saúde – Semus; Secretaria Municipal de Serviços – Semse; Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – Iema; Ministério Público do Estado do Espírito Santo – MPES; Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo – Findes; Procuradoria Geral do Município de Vitória – PGM; Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Vitória – Ascamare; Associação de Catadores de Materiais Recicláveis da Ilha de Vitória – Amariv; Instituto de Desenvolvimento Integrado para Ações Sociais – Ideias; Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Espírito Santo – Sebrae-ES; Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero; Sindicato da Indústria da Construção Civil no Espírito Santo – Sinduscon.

20/03/2013 / 0 Comments
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Série de desgastes prejudica imagem da Mesa Diretora

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O clima na Assembleia anda muito pesado desde o retorno do recesso parlamentar. Uma sucessão de acontecimentos vem formando uma agenda negativa para o legislativo, que além de trazer riscos para a reeleição dos deputados, atrapalha a governabilidade de Renato Casagrande. Para tentar solucionar o problema, o presidente Theodorico Ferraço (DEM) quer investir na melhora da comunicação com a sociedade, mas os problemas internos persistem. Ferraço foi reeleito para a presidência da Casa, com um forte desgaste político por denúncias de envolvimento em fraudes em prefeituras. A denúncia foi arquivada, mas o caso que ganhou repercussão nacional deixou arranhões na imagem não só do deputado, mas da Assembleia. Esta semana, mais um membro da Mesa ganhou as páginas dos jornais, também com uma agenda negativa no judiciário. A primeira secretária, Solange Lube (PMDB), foi denunciada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) por irregularidades na prestação de contas da campanha de 2010. Apesar de os deputados saírem em defesa da deputada e alegarem que a denúncia contra um parlamentar não afeta todo o Poder, o fato de a Casa já vir em um acúmulo de desgastes e de Solange fazer parte da Mesa Diretora comprometem a imagem da Assembleia. O outro secretário da Mesa, Roberto Carlos (PT), não tem problemas judiciais, mas tem tomado decisões que contribuem para o clima pesado com os colegas. Além de protagonizar ao lado do deputado José Esmeraldo (PR) uma discussão que quase acabou em vias de fato durante uma sessão ordinária, o deputado acabou falando demais na imprensa no entrevero entre a Casa e o vereador Fabrício Gandini (PPS), o que irritou alguns deputados. Os problemas da Mesa têm se refletido no restante do plenário e os deputados estão deixando transparecer o clima de instabilidade política que domina a Assembleia. Irritados e parecendo perdidos em meio ao tiroteio da imprensa e o desempenho eleitoral que parece estar em queda, os deputados tem demonstrado irritação uns com os outros. A tribuna da Casa virou espaço para prestação de contas e ataques a vereadores e a críticos de seus trabalhos e qualquer atitude contra o parlamento capixaba é motivo de revolta na Assembleia. Para os meios políticos, os movimentos dos deputados não estão ajudando a reconstruir a imagem da Casa. A sensação é de que se o governo do Estado não intervir na orientação da linha a ser seguida, a situação na Assembleia tende a piorar.  

20/03/2013 / 0 Comments
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Após aterro, moradores de Ulisses Guimarães sofrem com chuvas

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    Os moradores do bairro Ulisses Guimarães, em Vila Velha, sofrem desde 2011 com a construção ilegal de um aterro em um córrego da região. Recheado de agressões ao meio ambiente e irregularidades de licenciamento, a obra foi alvo de diversas denúncias dos moradores, feitas em especial pelo líder comunitário José Geraldo Lazzarini (foto). A empresa responsável está registrada no nome de Dailton Perim.   Lazarini é coordenador do Fórum de Desenvolvimento Social e Econômico da Região 5 de Vila Velha, entidade fundada há 10 anos, responsável por discutir problemas dos 22 bairros e 13 comunidades rurais, como educação, segurança, saúde e o meio ambiente.   Anos depois, os moradores sofrem diretamente os resultados: com as fortes chuvas dos últimos dias, a maioria das casas do bairro foi completamente tomada pela água, acarretando em muitos prejuízos para os habitantes do local.   Isso aconteceu porque o antigo córrego era a única vazão da água no bairro. Agora, com ele aterrado, a água da chuva não tem para onde ir e, consequentemente, inunda as casas próximas ao local. Lazzarini conta que todos estão apreensivos quanto aos próximos dias e a previsão de continuidade das chuvas.   Segundo ele, os moradores perderam todos os móveis e eletrodomésticos que não conseguiram suspender em suas casas. Guarda-roupas e camas, por exemplo, foram muito afetados pelas águas das fortes chuvas.   O líder comunitário afirma que os moradores vão realizar reuniões para decidir quais providências serão tomadas. Eles querem que a empresa arque com os prejuízos proporcionados pela obra, e consideram inclusive a via judicial para isso.   Lazzarini conta que, desde 2011, quando os moradores começaram a se movimentar contra o aterro, já sabiam que a falta de vazão para as águas iria trazer prejuízos e inundações. “Nós já sabíamos que ia acontecer”, afirma. “Eles só pensaram no dinheiro deles mesmo, e não na comunidade”.   O córrego foi aterrado ilegalmente por uma empresa com licença apenas para atividade de pátio de estocagem, armazém ou depósito de material de construção. Com as denúncias feitas por Lazzarini, a obra foi embargada. Porém, de nada adiantou: o córrego já havia sido completamente aterrado.   Histórico   O caso é marcado pela omissão do poder público, mesmo com repetidos episódios de violência. A denúncia de um aterro ilegal feita por José Geraldo Lazarini virou caso de polícia em outubro de 2011, quando ele denunciou o aterro de um córrego pela empresa registrada no nome de Dailton Perim, de CNPJ 450141837-00, sem licença para realizar o aterro.   O Fórum Popular em Defesa de Vila Velha levanta a voz contra o poder público neste caso, alertando que nunca foi feita uma investigação sobre isso. Lazzarini está sob constante ameaça e entrou no Programa de Proteção do CDDH após sofrer diversos atentados. Segundo informações, alguns de seus “perseguidores” são ex-funcionários da obra embargada.   No ano seguinte à denúncia, uma série de atos violentos foi registrada: atiraram contra o líder comunitário; bombas de fabricação caseira foram lançadas contra o seu portão e pedras foram jogadas contra a sua moto, quando dirigia pelo bairro, e sua casa foi alvo de uma salva de tiros exatamente quando estava sendo realizada no local uma reunião entre a comunidade para debater o dano ambiental da obra de aterro.    Certa noite, Lazzarini acordou com sua casa sendo apedrejada e, assustado, disparou com uma arma de fogo para cima, na tentativa de espantar os agressores. Na ocasião, Lazzarini foi preso, sendo solto 28 dias depois. Além disso, a fiação elétrica de sua casa já foi roubada.   O último dos atentados aconteceu em janeiro deste ano: tiros foram disparados na direção de Lazzarini e sua mulher, quando estavam no quintal de sua casa. Um deles, segundo o líder comunitário, passou perto da cabeça de sua mulher. Os tiros teriam sido disparados por dois adolescentes, que fugiram após o feito.    Pouco depois, no entanto, Lazzarini teria visto os mesmos adolescentes no entorno de sua casa. Recomendado pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Vila Velha (CDDH-VV), o morador registrou o ocorrido na polícia. 

20/03/2013 / 0 Comments
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Ex-governador e ex-secretário viram réus em ação popular contra Instituto Sincades

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Além da ação de improbidade pelas obras de posto fiscal de Mimoso do Sul, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) e o ex-secretário da Fazenda (atual presidente do Banestes) Bruno Pessanha Negris figuram como réus em um novo processo judicial. Além do bloqueio dos repasses de verbas para o Instituto Sincades, a decisão do juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Arion Mergár, também determina a citação dos dois, que figuram como requeridos na ação popular que pede a nulidade dos incentivos fiscais concedidos ao setor atacadista. No processo, Hartung e mais dois membros de seu governo – o ex-secretário Bruno Negris e o ex-subsecretário de Desenvolvimento, Luis Carlos Menegatti – figuram como litisconsortes passivos na ação, já que autorizam os atos impugnados (neste caso, os benefícios fiscais). Também figuram na ação o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Estado (Sincades) e o Instituto Sincades (além do seu presidente, Idalberto Luiz Moro), que não tiveram os bens bloqueados na apreciação dos pedidos de liminar. Apesar do recebimento da ação popular ajuizada pelo estudante de Direito Sérgio Marinho de Medeiros Neto passar por uma outra fase processual – logo após a entrega das defesas prévias e da manifestação do Ministério Público -, juristas consultados pela reportagem explicam que a Lei nº 4.717/65, que regulamenta as ações populares, prevê que todos os agentes públicos que deram causa ao prejuízo podem ser responsabilizados. Neste caso, o ex-governador poderá ser implicado pela assinatura do Decreto nº 2.082-R, publicado em 30 de junho de 2008, que modificou o Regulamento do ICMS (RICMS), para garantir os benefícios fiscais ao setor atacadista, além de estabelecer a contrapartida na destinação das verbas para o fundo cultural. Essa obrigatoriedade teria dado vazão à assinatura do convênio entre o governo e Sincades, que foi alvo do bloqueio de qualquer tipo de repasse na decisão do juiz Arion Mergár. “O convênio firmado entre as partes, tal como foi apresentado, em princípio, não respeita as regras atinentes aqui delineadas, eis que, mediante análise superficial, não observo a existência de deliberação envolvendo os demais Estados da Federação, o que afronta o art. 155 da Constituição Federal”, narra um dos trechos da liminar. Um outro problema para o ex-governador pode vir da Justiça Federal, que deverá se manifestar sobre a legalidade dos benefícios fiscais. Na decisão, o juiz Arion Mergár também determinou a remessa de cópia de toda documentação sobre o convênio entre o Estado e Sincades para o Ministério Público Federal (MPF), pois se trata de matéria pertinente à Justiça Federal. “Para que isenções de ICMS surjam validamente é preciso que os Estados e o Distrito Federal celebrem entre si convênios, para se transformarem em direito interno de cada uma destas pessoas políticas, que deverão ser por elas ratificados. O instrumento idôneo da ratificação, longe de ser o decreto do governador”, observou o magistrado. Esse comentário pode ser a senha para a derrubada dos incentivos ao setor, que faturou mais de R$ 17,6 bilhões no ano passado – uma alta de 62% desde a assinatura do convênio, em agosto de 2008. No mesmo período, os números do comércio atacadista também mostraram uma forte expansão. O volume de tributos saltou de R$ 643,7 milhões para R$ 1,18 bilhão entre 2008 e 2011. Mas junto com esses dados, a renúncia fiscal do Estado também cresceu. Para este ano, a estimativa é de que os incentivos “custem” pouco mais de R$ 620 milhões aos cofres públicos. Nos próximos três anos, essa conta deve ficar próxima à casa dos R$ 2 bilhões. Em relação aos repasses para o Instituto Sincades, o autor da ação popular estima que o dano ao erário gire em torno de R$ 30 milhões, valor aproximado das verbas destinadas ao “fundo cultural privado” por fora do orçamento e que também não é alvo da fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Verificamos que parte dos impostos está [sendo] destinada ilegal e imoralmente a uma entidade privada”, denunciou Sérgio Neto.

20/03/2013 / 0 Comments
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Deputados ignoram emenda e aprovam receitas para fundo do Ministério Público

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O plenário da Assembleia Legislativa aprovou, na sessão desta quarta-feira (20), o projeto que garante receitas para o “orçamento paralelo” do Ministério Público Estadual (MPE) sem a emenda que impedia a ampliação do ônus ao contribuinte. Sob alegação da falta de um posicionamento do governo – autor da matéria –, os deputados mantiveram o aumento da taxa de fiscalização em atos em cartórios sob protestos do deputado Genivaldo Lievore (PT), que apresentou a emenda, e do restante da bancada petista. “Quem vai pagar essa conta [do aumento da taxa de 15% para 20% sobre o valor dos atos] é o cidadão. A emenda tinha o objetivo de dividir o pão para não tirar o pão da mesa da população”, argumentou Lievore, sem sucesso, durante a fase de discussão. O posicionamento do petista foi encampado pelos colegas de bancada Roberto Carlos e Rodrigo Coelho. “Serão R$ 12 milhões a mais em taxas e essa conta ficará com a população”, projetou Coelho. Durante a sessão desta quarta-feira, as comissões de Finanças e Justiça da Casa votaram pela aprovação da matéria sem a emenda, que tramitou em regime de urgência. O deputado e líder do governo, Sérgio Borges (PMDB), que relatou o Projeto de Lei Complementar (PLC 063/2012) na primeira comissão, apontou a necessidade de garantir uma “divisão mais equitativa” da taxa, mas sequer considerou a redução do ônus aos usuários de serviços notariais, a partir da vigência da lei em 2014. Antes da votação em plenário, o deputado Gilsinho Lopes (PR) voltou a se justificar por não ter se manifestado favoravelmente à emenda na Comissão de Segurança Pública: “Se tivesse a anuência do governo, como é hábito nesta Casa, votaria a favor da emenda, mas não vou correr risco dela não passar pela sanção do governador”. Sem o posicionamento do governador, o plenário foi quase unânime ao aprovar a matéria por 18 votos contra quatro – incluindo o voto contrário da deputada Lúcia Dornellas (PT) e uma abstenção (do presidente da Casa, Theodorico Ferraço, do DEM). Com a aprovação da proposta, o Fundo Especial do Ministério Público (Funemp) deve contar com 5% da taxa de fiscalização – que será de 20% sobre o total das custas de taxas e emolumentos. Atualmente, o índice da taxa de fiscalização é dividido entre os fundos de reaparelhamento do Poder Judiciário (Funepj), que fica com 10%, e da Defensoria Pública (Fadespes), com 5%. A emenda de Lievore propôs uma divisão do índice vigente para evitar a ampliação do ônus aos contribuintes. A história de criação do Fundo do Ministério Público remonta ao período de influência do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), parceria que ganhou a alcunha de “arranjo institucional”. Em 2006, a cúpula do MP capixaba, então chefiado pelo atual desembargador José Paulo Calmon Nogueira da Gama, enviou à Assembleia Legislativa o projeto que criava o fundo especial. A matéria foi aprovada pelos deputados, mas acabou recebendo alguns vetos do então governador. O Funemp é administrado por um grupo coordenador, composto por quatro representantes da Administração Superior do MPES, dois promotores de Justiça, dois representantes dos serviços auxiliares do Ministério Público e um representante da sociedade civil.

20/03/2013 / 0 Comments
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TJES institui norma para proteger vítimas e testemunhas ameaçadas em depoimentos

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O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, e o corregedor-geral de Justiça, o desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, assinam um ato normativo instituindo normas para a inclusão de vítimas e testemunhas coagidas ou ameaças em termos de depoimentos.    A partir da publicação da norma, testemunhas ou vítimas que reclamarem de coação ou grave ameaça em decorrência de depoimentos que devam prestar ou tenham prestado podem ter os dados de qualificação suprimidos dos termos de depoimento, sendo que esses dados devem ser determinados em impresso distinto.    A testemunha ou vítima também não deve ser identificada nas capas dos procedimentos, devendo ser usada a terminologia “identidade preservada”.    O ato também sistematiza a forma como deve se dar a intimação das pessoas com identidade preservada. O mandado destinado às vítimas deve ser confeccionado de forma individualizada e em separado, de modo que os demais convocados para o ato não tenham acesso aos dados de qualificação das pessoas ameaçadas.    A medida visa, além de proteger elementos de investigações, aumentar a eficácia da investigação policial e do processo criminal.   Através do ato normativo, a autoridade também pode solicitar a inclusão da vítima ou testemunha Programa de Apoio e Proteção às Testemunhas, Vítimas e Familiares de Vítimas de Violência do Estado (Provita/ES).    O Provita atua em todo o País protegendo pessoas que contribuem com a Justiça assumindo o papel de testemunhas e que por isso têm as vidas ameaçadas. No Estado, o programa existe desde 1996, sem registros de mortes de pessoas sob proteção.    Em 2013 o Provita contabiliza  64 pessoas sob proteção, sendo vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (Seadh). O programa disponibiliza auxílio psicológico, social e jurídico; orientação profissional para a busca de emprego e ajuda de custo mensal ao protegido.       .   

20/03/2013 / 0 Comments
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Cultura hip hop: alternativa contra a violência

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  “A nossa arma é a arte”, diz Izaque Hortencio, que não poupa palavras para descrever o projeto Boca a Boca, de que se orgulha de fazer parte. O projeto itinerante é realizado semanalmente em uma comunidade diferente da Grande Vitória. As ações se utilizam de diversos elementos da cultura hip hop para chamar a atenção dos jovens e proporcionar-lhes novas oportunidades.   Izaque conta que tudo começou porque os fundadores já pertenciam a esse universo, mas sentiam falta de eventos diferentes que suprissem a carência dos jovens de periferia. “Desde o início nosso desejo era passar uma mensagem aos jovens, dizer a eles que por meio da arte podemos mudar a realidade ao nosso redor e encontrar outras formas para viver melhor”, afirma o agente cultural.   O Boca a Boca já se tornou uma das maiores referências do hip hop capixaba ao levar arte, cultura e diversão para diversas comunidades. Além da música, o projeto também trabalha com grafite, B Boys e literatura, sempre com o objetivo de mostrar caminhos para os jovens expressarem seus pensamentos e opiniões. O programa também é uma forma de resgatar aqueles que acabam se envolvendo com a criminalidade.   “A cultura urbana é uma alternativa transformadora para os jovens mostrarem que tem força e voz”, diz Izaque. O Boca a Boca já passou por comunidades de Cariacica, Serra, Vila Velha e Viana. Toda a sexta-feira um local é escolhido e o grupo monta sua pequena estrutura formada por uma caixa de som portátil e muita animação.    Nas comunidades eles desenvolvem ações como rodas de rima, exposição de poesia, batalha de MC’s e criam um ambiente agradável para fortalecer a amizade e a troca de conhecimentos.   A equipe trabalha com recursos próprios e também com parcerias, como a da marca de roupas Gueto Hip Hop, o Portal Yah e o site Dna Urbano, que ajudam na divulgação. O projeto faz parte do Instituto Tamo Junto, que trabalha com jovens e desenvolve intervenções urbanas.   As dificuldades são muitas e algumas vezes os integrantes do Boca a Boca precisam tirar dinheiro do próprio bolso, mas o grupo sempre tenta pensar soluções e contornar os problemas.    “Hoje em dia é mais fácil conseguir apoio por causa do reconhecimento que o Boca a Boca foi conquistando ao longo do tempo. Garantimos um espaço no Centro de Referência da Juventude e recursos da Secretaria Estadual de Cultura”, conta Izaque. O projeto Boca a Boca foi contemplado no edital Estado Presente da Secult.    “Para mim a importância do Boca a Boca vai além do conceito cultural. Eu mesmo mudei muito depois de participar do projeto e hoje percebo a arte como a principal ferramenta para a construção do caráter e alcançar os jovens”, diz Izaque, que vê em cada ação o poder transformador da arte.   Serviço Mais informações na página do projeto no Facebook

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Deputado diz que espera informações do governo há uma década

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Na manhã desta quarta-feira (20), o deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) falou novamente do pedido de informação sobre o posto fiscal de Mimoso do Sul, que se tornou alvo de uma denúncia de improbidade administrativa contra o ex-governador Paulo Hartung . Euclério já havia mostrado aos colegas de parlamento, nessa terça-feira (12),  o pedido que foi enviado ao governo do Estado em 2007, mas que nunca foi respondido.  A falta de resposta aos pedidos de informação feitos pelos deputados a setores do Executivo não seguem o rito constitucional. Pela lei, o Executivo tem 30 dias para responder às demandas dos deputados. Mas de janeiro de 2003 até março deste ano, o deputado Euclério Sampaio protocolou na Assembleia Legislativa 134 pedidos de informação a vários setores do governo do Estado. Há 10 anos, porém, o deputado vem reclamando publicamente e nos bastidores do mesmo ponto. Os pedidos não são respondidos no prazo regimental, e quando respondidos, não satisfazem aos questionamentos. Euclério destaca que além do direito de deputado, o pedido de informação é fundamental para que o parlamentar possa cumprir seu papel de fiscalizar o Executivo. Mas, em todos esses anos, as respostas do governo, quando chegavam, não respondiam ao que era perguntado. A grande maioria dos pedidos de informação foi feita no governo Paulo Hartung (PMDB), e as respostas quando vinham eram sempre parecidas, dizendo que o deputado deveria procurar os atos publicados no Diário Oficial do Estado, o que na maioria das vezes não respondia às questões levantadas no pedido. “Ou diziam que não tinha documento, ou diziam que estava no Diário Oficial, mas no Diário está apenas o resumo dos contratos que eu questionava; ou não respondiam tudo que eu perguntava. Isso quando respondiam”, disse o deputado. O primeiro pedido de informação de Euclério foi ainda no início do governo Paulo Hartung, lido na sessão de 25 de fevereiro de 2003. Foi encaminhado à Casa Civil e questionava sobre a relação de agências e postos do Banestes no Estado que seriam fechados e outros esclarecimentos relacionados ao mesmo assunto. No decorrer dos oito anos da gestão Hartung (2003 a 2010), Euclério questionou o governo sobre contratos firmados com secretarias, repasses de verbas e benefícios fiscais, além da utilização de aparelhos de escutas telefônicas pela Polícia Militar, entre outros. As respostas nos mais diversos assuntos sempre foram evasivas. Euclério chegou a questionar o próprio governador Paulo Hartung, durante prestação de contas na Assembleia, sobre o motivo da falta de atenção do Executivo às demamndas apresentadas por ele. Mas foi tratado com desdém pelo governador, que também pelo microfone da tribuna da Assembleia, disse ao deputado que procurasse as respostas nos diários oficiais. Desde seu retorno à Assembleia no final de 2012, com a eleição de Marcelo Coelho (PDT) para a prefeitura de Aracruz, Euclério já protocolou três pedidos de informação ao governo Renato Casagrande. Até o momento, nenhum foi respondido. O requerimento 6/2013, foi protocolado no dia 30 de janeiro deste ano e pede informações sobre o secretário Estado de Saúde, Tadeu Marino, e Hospital Roberto Silvares, em São Mateus. Já o requerimento 38/2013, encaminhado ao secretário de Estado da Fazenda, Maurício Duque, é sobre o Programa de Incentivo ao Investimento no Estado (Invest-ES). No mesmo dia, 4 de março, o deputado também enviou o requerimento 39/2013 cobrando informações à Secretaria de Cultura sobre o Cais das Artes. O deputado afirmou que está aguardando o fim do prazo regimental para a resposta e se a prática permanecer no governo Casagrande, vai tomar as medidas cabíveis para que seja respondido.

20/03/2013 / 0 Comments
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Análise: ???Bárbara???

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Ao fim da II Guerra, a Alemanha está dividida em duas, dois laboratórios sócio-políticos onde cada lado desenvolve uma estratégia distinta. O lado socialista, oriental, não vive baixo à regra do consumismo constante. Ao menos tenta, uma vez que o lado ocidental explora cada vez mais a propaganda e a variedade de produtos.   Barbara (Nina Hoss), que dá nome ao filme, é uma médica que trabalha no lado oriental e todos os dias depara-se com a falta de algum suprimento e vê em seus pacientes o resultado de trabalhos excessivos.    Devido à burocracia corruptiva do governo, tem vantagens por ser amante de um servidor administrativo, o que proporciona um consumo exclusivo e permite acumular capital, coisa que logo é investigada pelo partido.   O filme é dividido entre o “mundo livre” e o socialista, onde se passa a ação. Porém, nunca vemos esta liberdade proposta do outro lado. Uma busca incessante de passar esta barreira, mas não de modo a permitir um convívio entre as duas partes, mas modificar o lado oriental para igualar o consumo.    Vende-se uma ideia de felicidade fundada no consumo, e o mundo inteiro a desfruta, caem os muros políticos e a população se vende à felicidade fugaz.   Por nunca mostrar o outro lado da moeda, não somos capaz de indagar a realidade política de ambos os lados. O filme apresenta uma visão pessimista, onde o mal sempre permanece neste lado: a corrupção, a pobreza, o trabalho escravo, a doença e a falha. O outro lado do rio – sempre está logo ali – funciona como libertação não só material, mas como uma ideia de salvação.   Na colina que permite olhar o outro lado há uma cruz, que mostra resquícios de unidade entre as duas partes, e onde simbolicamente indica o esconderijo de uma esperança: o acúmulo permite a fuga desta realidade.   A convivência entre dois pedaços do mesmo país está mediada pelo governo que não permite que seus habitantes desfrutem de produtos do outro lado, cuja lógica do excesso é prejudicial à ideologia.   Um filme frio, sem cores, nem nada, escassez de objetos e atuações. A aridez do suposto socialismo é visualizada nessa privação de elementos, por esta busca por um realismo presente (será o capital e o consumo o que dá asas à imaginação?) que não possibilita a utilização de músicas nem de direção artística mais elaborada. Tudo falta.   Um carinho e humanismo que surge por fim do convívio entre as personagens não é suficiente para provocar nenhuma mudança visual no filme. O sistema está fadado a continuar assim até seu desmoronamento.    Se alguns pensadores viram no fim dessa separação o fim de uma proposta nova para o mundo, e até mesmo propunham um fim da história, o cinema mostrou que foi a possibilidade para um mundo mais colorido e mais artístico: a arte burguesa só pode funcionar em território aliado.   Serviço Barbara (Barbara, Alemanha, 2012, 105 minutos, 16 anos)    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h.

20/03/2013 / 0 Comments
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CinemaEstreias da semana

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  Pelo menos quanto ao elenco, a comédia brasileira Vai Que Dá Certo atrai atenções. Com Lúcio Mauro Filho, Bruno Mazzeo, Fábio Porchat e Gregório Duvivier, a produção conseguiu reunir quatro destacados nomes da nossa atual cena humorística, seja pelas vias tradicionais – a TV, com os dois primeiros – sejas pelas “novas” vias – a internet, com os dois últimos, destaques do projeto Porta dos Fundos.   Hitchcock explora os bastidores do clássico do suspense Psicose (1960), dirigido pelo mestre do gênero, Alfred Hitchcock. As relações instáveis entre árabes e palestinos estão O Filho do Outro em que uma troca de bebês aproxima duas famílias, uma árabe e outra judia. César Deve Morrer, dirigido pelos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, levou o Urso de Ouro do Festival de Berlim 2012.   A Parte dos Anjos, novo filme do diretor Ken Loach, entra em pré-estreia. Os filmes serão exibidos a partir desta sexta-feira (22).   PRÉ-ESTREIA   G.I. Joe: Retaliação (G.I. Joe 2: Retaliation, EUA, 2012, 110 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Jon M. Chu. Com Channing Tatum, Bruce Willis, Dwayne Johnson. Continuação do filme lançado em 2009. Desta vez. os “Joes”, além de enfrentar seu grande inimigo, a organização Cobra, terão de enfrentar ameaças internas vindas do governo.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Quarta e quinta 21h. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). Quarta 22h10. Quinta 19h40 e 22h10.   A Parte dos Anjos (The Angel’s Share, Reino Unido/França/Bélgica/Itália, 2012, 101 minutos, 14 anos) Comédia. Direção de Ken Loach. Com Paul Brannigan, Josh Henshaw, Gary Maitland, William Ruane. Com o nascimento de seu filho, Robbie decide mudar de vida e nunca mais cometer crimes. Entretanto, ele e os amigos não conseguem emprego por causa de seus passados criminosos. Uma bebida e uma grande ideia vão mudar suas vidas.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h.   ESTREIAS A Vida no Rancho (La Vie Au Ranch, França, 2009, 92 minutos, 14 anos) Comédia Dramática. Direção de Sophie Letourneur. Com Sarah-Jane Sauvegrain, Eulalie Juster, Mahault Mollaret Pam tem vinte anos. Suas amigas sempre se encontram no rancho, o pequeno apartamento que ela divide com Manon. No auge de sua juventude e união, elas bebem, fumam, dançam e discutem. Entretanto, chega o momento em que é necessário se separar do grupo e encontrar o próprio caminho.   Cine Metropolis: 17h, 18h40, 20h20. Não haverá sessão sexta e terça-feira.   Hitchcock (Hitchcock, EUA, 2012, 120 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Sacha Gervasi. Com Anthony Hopkins, Scarlett Johansson, Jessica Biel, James D’Arcy e Helen Mirren. A história de amor entre Alfred Hitchcock e sua esposa, Alma Reville, em meio aos bastidores da filmagem de Psicose, em 1959.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15.   O Filho do Outro (Le fils de l’autre, França, 2012, 105 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Lorraine Levy. Com Emmanuelle Devos, Pascal Elbé, Jules Sitruk. Rapaz judeu prestes a entrar para o exército de Israel descobre que não é filho biológico de seus pais e que foi trocado ao nascer por uma criança de família palestina. Com a descoberta, as duas famílias têm que reconsiderar suas identidades, valores e crenças.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h20.   Cesar Deve Morrer (Cesare deve morire, Itália, 2012, 76 minutos, Livre) Drama. Direção de Paolo Tavianni,  Vittorio Tavianni. Com Cosimo Rega, Salvatore Striano, Giovanni Arcuri, Antonio Frasca e Vincenzo Gallo. Internos de uma prisão de segurança máxima, na Itália, preparam uma montagem da peça Júlio César, de Shakespeare.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 19h05.   Vai Que Dá Certo (Idem, Brasil, 2012, 87 minutos, 12 anos) Comédia. Direção de Maurício Farias. Com Lucio Mauro Filho, Danton Melo, Bruno Mazzeo, Fábio Porchat. Cinco amigos de adolescência se reencontram e percebem que não alcançaram o sucesso planejado. Decide, então, assaltar uma transportadora de valores.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 2. 14h30, 16h30, 18h30, 20h30. Sala 5. 13h30, 15h30, 17h20, 19h20, 21h30. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 14h20, 16h40, 18h50, 21h. Sexta e sábado também 23h10. Sábado e domingo também 12h10. Sala 5. 1310, 15h20, 17h25, 19h40, 21h50. Sábado e domingo também 11h.   Parker (Parker, EUA, 2012, 118 minutos, 14 anos) Suspense. Direção de Taylor Hackford. Com Jason Statham, Jennifer Lopez, Nick Nolte, Michael Chiklis. Parker é um ladrão com código de honra, que nunca rouba de quem não tem dinheiro.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 12h, 14h40, 18h30, 21h30. DUBLADO.   Os Croods (The Croods, EUA, 2013, 98 minutos, Livre) Animação. Direção de Chris Sanders. Homem das cavernas precisa atravessar uma paisagem pré-histórica para encontrar um novo lar para a sua família.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 14h, 16h10, 18h20, 20h40. DUBLADO. Sala 7. 14h30, 16h40, 18h50. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 8. 12h, 14h40, 18h30, 21h30. DUBLADO. Cine Ritz Guarapari: Sala 3 (3D). 17h, 19h, 21h. DUBLADO.   SESSÃO CULT   Disparos (Idem, Brasil, 2012, 100 minutos, 14 anos) Ação. Direção de Juliana Reis. Com Gustavo Machado, Caco Ciocler, Julio Adrião, Thelmo Fernandes, Ernani Moraes. A história de um fotógrafo que se envolve num caso de violência ordinária, sem se saber vítima, cúmplice ou testemunha. Um filme de urgência que tenta captar o instante de um personagem e de toda uma sociedade junto com ele.    Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. Terça e quinta 20h50.

20/03/2013 / 0 Comments
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