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Século Diário

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Mostrando os dentes

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Impulsionados pelo cenário nacional, os atores políticos do Estado acabaram também antecipando muito o debate eleitoral de 2014 e os primeiros movimentos mostram que haverá muita dificuldade para acomodar todos os agentes que se sentem fundamentais para a base do governo Renato Casagrande. Para o governo do Estado, Renato Casagrande tenta frear o debate eleitoral, mas as conversas andam a passos largos e apressados. O senador Magno Malta (PR) parece ser a peça que não está encaixando no sistema desenhado pelo governador para garantir sua permanência à frente do Palácio Anchieta para o segundo mandato. Com uma sacada genial, Magno agora tenta expandir seu eleitorado para a classe média e alta, tocando em um assunto que atingirá muita gente. A CPI de erros médicos e planos de saúde, se conseguir convencer os eleitores, pode ser um grande risco para a reeleição de Renato Casagrande. Pelos traços de irritação que o governador tem deixado nas entrelinhas de suas declarações sobre os mais diversos assuntos e pela forma como tem cortado membros da equipe, ele parece preocupado com o futuro em 2014. Por mais que tenha se empenhado nas questões externas, como a batalha por recursos federais, sente que falta alguma coisa em seu governo. Para a sorte do governador, um problema em potencial, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), parece muito ocupado com seus próprios problemas, como a denúncia do promotor Dilton Depes pedindo o bloqueio de seus bens por desvio de verbas. As mudanças no secretariado de Casagrande mostram que o governador pretende dar um upgrade em sua gestão neste “restinho de ano”. Na dança das cadeiras do Palácio Anchieta até agora, apenas a troca na Secretaria de Assistência Social foi político-partidária, as demais por problemas internos. Os titulares não estavam dando as respostas esperadas pelo governo, e por isso caíram. Casagrande parece entender que precisa turbinar sua gestão este ano para garantir uma chegada forte em 2014. O tempo é curto, ainda mais se ficar mesmo com o rombo nas contas do Estado com a perda de verbas federais, mas vamos ver como o governador está decidido a ganhar musculatura este ano.

16/03/2013 / 0 Comments
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Eleição de presidente do PSDB Vitória está nas mãos de Colnago

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O PSDB realizou convenção municipal para a escolha do novo presidente do diretório de Vitória na manhã deste sábado (16), na Câmara de Vereadores. Mas a polêmica que tomou conta do período que precedeu a eleição não deve terminar tão cedo. Se o presidente do partido no Estado, César Colnago, não reconhecer o pedido de anulação do encontro, os tucanos descontentes com a forma como foi realizada a convenção prometem ir à Justiça. Na noite dessa sexta-feira (15), um dos filiados, Cassinho Ayres, entregou no ninho tucano o pedido de anulação da convenção, alegando várias irregularidades no registro da chapa única. Neste sábado, alguns integrantes da chapa retiraram o nome, o que torna a eleição do novo diretório municipal ainda mais irregular, para os descontentes. Colnago pode, nos próximos dias, anular os efeitos da convenção deste sábado. Nos bastidores, muitos integrantes do partido estão insatisfeitos com o rumo que o agora ex-presidente, Luiz Emanuel Zouain, deu à sigla. O consenso para a escolha de Aloísio Ramaldes foi difícil de se conseguir no partido, mas o clima ficou mais complicado depois que Zouain passou a trabalhar uma chapa puro sangue para o diretório municipal. Somado ao desempenho do partido nos últimos pleitos, a base tucana pedia uma renovação em seu comando. Como Ramaldes é aliado de Luiz Emanuel, a insatisfação com sua escolha é grande e pode influir na disputa pela reeleição à frente do diretório estadual por César Colnago, que no ninho tucano é tido como padrinho político de Luiz Emanuel. A convenção estadual é no próximo dia 20 de abril. A convenção contou com participantes do grupo de Luiz Emanuel e da vereadora Neuzinha Oliveira. O novo presidente do PSDB Vitória, Aloisio da Cunha Ramaldes, é engenheiro eletricista e engenheiro de segurança no trabalho pela Universidade Federal do Estado (Ufes). Foi engenheiro da Escelsa por 25 anos atuando na área de Planejamento de Sistemas de Distribuição e, atualmente, é consultor em energia (em especial sistemas de iluminação pública) e de planejamento estratégico. É filiado do PSDB de Vitória desde julho de 1991, tendo ocupado, por convite de lideranças, vários cargos no Diretório Municipal de Vitória e na Executiva Estadual. Atualmente é dirigente partidário titular da Executiva Estadual do PSDB. Já foi ainda subsecretário e secretário interino de Transportes e Infraestrutura Urbana na Prefeitura de Vitória, já atuou no Detran, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), e foi diretor técnico das agências reguladoras de energia Aspe, e de saneamento e infraestrutura viária, Arsi.

16/03/2013 / 0 Comments
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Mudança no Ministério do Trabalho fortalece Vidigal

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Entre as mudanças ministeriais anunciadas nessa sexta-feira (15) pela presidente Dilma Rousseff para acomodar PR e PSD em sua base, uma delas é fundamental para uma liderança política do Estado: o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal. Quem assume o ministério do Trabalho é o atual secretário-geral do PDT e presidente do partido em Santa Catarina, Manoel Dias. Ele substitui Brizola Neto, que retoma seu mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro. O novo ministro estava cotado para o cargo desde 2011, quando o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, foi dispensado da pasta. A escolha de Brizola Neto foi uma forma que a presidente encontrou para diminuir o nível de influência do presidente do PDT no governo federal. Dilma conseguiu mais do que isso, a indicação de Brizola Neto rachou o PDT. Vidigal, que já fez parte do ministério, quando findou seus primeiros dois mandatos à frente do município da Serra, é ligado ao grupo de Lupi. Mesmo assim, o prefeito estava negociando seu retorno a Brasília na gestão Brizola Neto. As conversas, porém, haviam esfriado no último mês. Esta semana, o ex-prefeito da Serra foi a Brasília e para os meios políticos também participou das movimentações de seu grupo no PDT de retomada do ministério. O ex-prefeito, porém, segue dividido entre o cargo ministerial ou a reorganização do partido após a eleição do ano passado. Muitos correligionários não ficaram satisfeitos com a possibilidade de Vidigal passar o comando do partido para o deputado estadual Josias Da Vitória e houve protestos. Com a mudança de rumos em Brasília, porém, a tendência é de que Vidigal retorne ao cargo federal para se fortalecer em busca de um mandato de deputado federal em 2014, o que traria musculatura para o partido que faz parte da base do governo Renato Casagrande.

16/03/2013 / 0 Comments
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Aprovada lei que define regras para desapropriações em Vitória

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A Câmara de Vitória derrubou o veto do ex-prefeito João Coser (PT) ao projeto de lei que define regras para a avaliação de imóveis a serem adquiridos pelo Executivo Municipal. Segundo o propositor da projeto, Serjão Magalhães (PSB), a ideia é regulamentar as avaliações de imóveis e tornar este processo mais transparente.    Com a aprovação da matéria, Serjão acredita que serão reduzidas as denúncias de irregularidades, como as que envolveram as compras dos terrenos onde foram instalados a nova Ponte da Passagem, em Andorinhas, a reforma do prédio da antiga União Capixaba de Ensino (Uces), em Tabuazeiro, e a Unidade de Saúde da Praia do Suá.   “Todos esses empreendimentos levantaram suspeitas devido ao alto valor gasto pelo município na compra dos imóveis. Além disso, não seguiram um critério único, assim como outros processos de desapropriações, ficando à escolha do perito a melhor forma de avaliar o valor a ser pago pela prefeitura”, disse ele.   Segundo o projeto, deverá ser feita ampla divulgação das desapropriações na Capital nos casos de valores superiores a R$ 300 mil.   De acordo com o projeto, as avaliações realizadas pela para fins de desapropriação no município de Vitória deverão ser acompanhadas por um número definido de peritos. Sendo assim, imóveis com valor abaixo de R$ 300 mil serão acompanhados por três engenheiros com especialização em Engenharia de Avaliações. Já  no caso de negociações com valor entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão, cinco engenheiros devem assinar a desapropriação. Quando a prefeitura adquirir imóveis com valor acima de R$ 1 milhão, 10 peritos ficarão responsáveis pela avaliação.   “Nossa proposta vem para evitar possíveis fraudes nas desapropriações feitas pelo município, tornando mais criterioso o processo e assim reduzindo as suspeitas que recaem sobre os valores pagos pelos imóveis”, afirmou o vereador.    Como as desapropriações seguem regras definidas pelo governo federal e fica a cargo do município somente a forma de proceder as avaliações, o projeto de lei do vereador Serjão regulamenta o trabalho da Comissão Permanente de Engenharia e Avaliações (Copea), responsável por definir os valores pagos aos proprietários dos imóveis comprados pelo município.   O vereador explicou que a partir da sanção do prefeito Luciano Rezende (PPS), as avaliações realizadas pela Copea devem seguir as normas contidas na NBR 14653:2011, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

16/03/2013 / 0 Comments
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Fim das entrâncias pode mudar eleição de novos desembargadores no TJES

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A extinção das entrâncias no Judiciário capixaba deve mudar o cenário da eleição de novos desembargadores no Tribunal Pleno. Nessa sexta-feira (15), o Tribunal de Justiça do Estado (TJES) divulgou uma nova lista de antiguidade dos magistrados, desta vez, baseada no projeto de reestruturação do tribunal, aprovado no final do ano passado. A relação traz novidades em relação à lista anterior: dois novos juízes (Jorge do Nascimento Viana e Jocy Antônio Zanottelli) surgem como os primeiros na fila de promoção a uma das cinco vagas em aberto. Em consequência dessa “recontagem”, a nova lista de antiguidade retira das primeiras posições dois juízes que chegaram a concorrer à vaga, mas tiveram as indicações rejeitadas pelos desembargadores: Robson Luiz Albanez e Arthur José Neiva de Almeida. Mesmo com a recusa sob alegação de que respondiam a procedimentos disciplinares no tribunal, os dois juízes tinham pretensões de serem promovidos na próxima eleição – que deve ser deflagrada pelo presidente do TJES, desembargador Pedro Valls Feu Rosa, nas próximas semanas. Uma das questões que pairam nos meios jurídicos diz respeito à uma possível mudança nas regras para a promoção, uma vez que o critério de antiguidade  levava em consideração o tempo de trabalho dos juízes na Entrância Especial, que representa os juízos da Grande Vitória – fato que não deve existir mais a partir da reestruturalção do tribunal. Com isso, a preferência na lista de antiguidade poderá levar em conta o tempo de atividade no Judiciário capixaba – muito embora a diferença entre eles seja de poucos dias, mas suficiente para garantir as mudanças na ordem de escolha. Pela nova relação, os juízes Jorge do Nascimento Viana, da 1ª Vara de Órfãos e Sucessões de Vitória, passa a figurar na primeira colocação, com 26 anos 2 meses e 28 dias de atividade, seguido de Jocy Antônio Zanottelli, de Colatina, com 26 anos 2 meses e 24 dias. Os três magistrados seguintes são: Robson Luiz Albanez (26 anos 2 meses 17 dias), Paulo Roberto Luppi (25 anos 6 meses 16 dias) e Elisabeth Lordes (25 anos e 28 dias). De acordo com o Edital nº 01/2013, publicado no Diário da Justiça, os juízes terão 30 dias para contestar a relação. A expectativa é de que os magistrados preteridos entrem com recurso contra as mudanças. Por outro lado, os bastidores jurídicos avaliam que uma eventual reformulação da listagem pode conferir maior tranquilidade ao processo de seleção, uma vez que os nomes de Robson Albanez e Arthur Neiva enfrentariam a resistência dos atuais desembargadores, que elegem os novos colegas. Entre os desembargadores não há qualquer alteração, sendo que Adalto Dias Tristão segue como o decano da Corte, com 19 anos e 2 dias na função, seguido de Maurílio Almeida de Abreu (18 anos 9 meses 24 dias) e Manoel Alves Rabelo (18 anos, 9 meses e 24 dias). Logo depois, aparecem os nomes de Sérgio Bizzotto Pessoa de Mendonça, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES) e futuro presidente do TJES com 16 anos 7 meses e 10 dias, seguido do ex-presidente interino do tribunal, Álvaro Bourguignon (15 anos, 6 meses e 8 dias). Segundo a listagem, o magistrado mais antigo em atividade no Espírito Santo é o desembargador Maurílio com 39 anos, 11 meses e cinco dias, seguidos pelos colegas de Pleno, Sérgio Bizzotto (37 anos, 11 meses e 26 dias) e Carlos Roberto Mignone (37 anos, 11 meses 25 dias).

16/03/2013 / 0 Comments
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Ex-prefeita de Itapemirim faz obra pública em área particular e é absolvida pela Justiça

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O juiz da 1ª Vara Cível de Itapemirim (litoral sul do Estado), Marcelo Mattar Coutinho, absolveu a ex-prefeita do município,Norma Ayub Alves (DEM) e mais três pessoas em uma ação de improbidade por supostas irregularidades em obras de aterro e terraplanagem em área particular. Mesmo considerando que a empreitada teria sido baseada em legislação municipal que fere a princípios constitucionais, o magistrado entendeu que não teria ficado comprovado o dolo (culpa) por parte da ex-prefeita. Na sentença prolatada no último dia 5, o juiz concordou com a manifestação do Ministério Público Estadual (MPE), autor da ação, pela inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei Municipal nº 1.923/2005, que permite a prefeitura a fazer obras nas terras de produtores rurais do município. Entretanto, o ato de Norma Ayub – uma dos ex-prefeitos que foram presos na Operação Derrama –,  baseado na legislação, não seria necessariamente passível de sanções judiciais. “A simplicidade dessa construção, no entanto, rivaliza com a sua fragilidade, pois parte da premissa de que a inconstitucionalidade é normalmente visível aos olhos do homo medius, que livremente anui a esse vício e relega a plano secundário a ordem constitucional. Tratando-se de raciocínio artificial e que destoa da realidade, não é razoável transportá-lo para o plano do direito sancionador, máxime quando constatamos que o agente público sofrerá severas punições a partir de uma presunção que pode não encontrar correspondência no elemento subjetivo de sua ação”, interpretou. Com isso, a ex-prefeita Norma Ayub mesmo fazendo as obras em arrepio aos princípios da impessoalidade e da legalidade teria atendido a uma norma vigente. “Repito, para que se possa avançar no iter de individualização do ato de improbidade administrativa para a hipótese vertente, necessária é a constatação de que o agente agiu com dolo. Não havendo tal demonstração, a hipótese é de rejeição do sancionamento”, narra um dos trechos da decisão. Além da ex-prefeita [mulher do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Theodorico Ferraço (DEM), que consta como um dos advogados de Norma], o juiz absolveu os ex-secretários municipais de Agricultura Mauro César de Oliveira e Ary Roberto Moreira (que chegou a ser secretário de Obras de Cachoeiro de Itapemirim, município vizinho, na gestão de Ferraço) e o produtor rural Roberto Keller Bayer Leite. A decisão ainda cabe recurso do Ministério Público.

16/03/2013 / 0 Comments
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???As divergências não serão maiores do que nossas convergências???

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Rogério Medeiros e Renata Oliveira “Uma utopia é uma realidade em potência” Édouard Herriot Gustavo De Biase deixou o Psol esta semana com uma missão: ajudar na coleta de 30 mil assinaturas em favor da criação da Rede, partido capitaneado pela presidenciável Marina Silva e pela companheira de Biase no Psol Heloísa Helena. Candidato mais jovem do País à prefeitura de capital, Gustavo De Biase enfrentou as grandes lideranças na disputa eleitoral de 2012 em Vitória e saiu do processo com mais de sete mil votos. É com esse capital que ele busca conquistar a atenção dos simpatizantes do movimento Nova Política. Quer também atrair a juventude, com a ideia de uma nova forma de enxergar a política no Estado e no Brasil. Ele entende as dificuldades neste início de caminhada, mas acredita que o futuro para a Rede é promissor. Confira a entrevista de Gustavo De Biase. Século Diário – Como é essa história de sair da esquerda para um partido que defenderá o meio ambiente, pelo menos, parece. Um tema mais amplo, que a esquerda nunca zelou… Gustavo De Biase – Eu fui o candidato a prefeito mais jovem do país na eleição de outubro passado, fui candidato a prefeito de Vitória, o mais jovem nas capitais pelo Psol, e começamos dentro do partido uma discussão. No meu grupo –  o Psol é dividido em tendências, não tem o centralismo democrático – alguns militantes se aproximaram pelo pensamento capitaneado por Marina Silva e Heloísa Helena. São amigas, militaram juntas no PT, e esse debate já vinha ocorrendo há algum tempo. No final do ano passado, o movimento da Marina deu uma esfriada, ficou mais morno, mas agora voltou com mais força. Tive uma conversa com o grupo do Psol do qual eu fazia parte e parte desse grupo resolveu ir com a Heloísa Helena no encontro nacional que ocorreu em Brasília para o lançamento do partido. Entendi como era o projeto e enxergo que é uma alternativa, assim como o Psol, para a nossa realidade tão desgastada entre os partidos. Alguns setores do Psol enxergam a Rede como inimigo, do PT também, mas com interesses escusos, que são os de garantir sua disputa interna e que a Marina não atrapalhe determinado candidato a presidente, não enxergam a parte da Rede. Aí entra o debate do meio ambiente, que é importantíssimo, que eu toquei na minha campanha, não de forma tão aprofundada como eu queria, falei da questão do financiamento. É uma aposta em um projeto ousado, mas um projeto sério. Marina poderia entrar em algum partido já existente, tanto que muitos convidaram. Mas ela, Heloísa Helena e outras pessoas de outros partidos entenderam que seria melhor montar esse partido, que ainda não é um partido, é um movimento, mas nós acreditamos que vai se efetivar como partido. – E como estão os primeiros passos da Rede no Espírito Santo? – Eu estava como presidente do Psol até há algumas semanas, quem estava tocando o projeto aqui no Estado era um grupo chamado “sonháticos”, que dentro do movimento Nova Política, são jovens que trabalham essa questão ambiental. Temos também a figura do Guerino Balestrassi [presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado e ex-prefeito de Colatina] e outras pessoas que fazem parte de um grupo chamado  Esquerda Democrática, alguns que vieram do PT, de outros partidos, um grupo de jovens do PSB, do Psol…e a nossa meta no Estado é conseguir 30 mil assinaturas. Conseguindo, esperamos poder colaborar com os 500 mil que é a meta nacional. – Na sua saída do Psol para a Rede, levou alguns companheiros? – Eu não fiz nenhum movimento de deslocar as pessoas porque não acho isso ético. Algumas pessoas estavam discutindo e concordaram em sair, mas por vontade própria, não convidei ninguém. E tem uma coisa que tem de ficar bem clara: o Psol é um partido pelo qual tenho muita gratidão e continuo acreditando nele. Pedi a desfiliação porque não tem como se identificar com dois movimentos. – Sua desfiliação foi na terça-feira dessa semana… – Sim. Foi um processo de amadurecimento e ainda acredito que, lá na frente, o Psol pode ser um aliado nosso. Eu continuo trabalhando em movimentos sociais. Antes de me filiar ao Psol, já militava por um mundo mais justo, nas questões de direitos humanos, dignidade, recuperação de dependentes químicos. O Psol aperfeiçoou a minha luta como uma ferramenta importante, continuo a minha luta mesmo depois do Psol. – Voltando à questão ambiental, você está saindo de um partido de esquerda para um projeto bem específico de meio ambiente. – A Rede tem como carro-chefe o meio ambiente, mas não será um partido de um tema só. Se não discutirmos uma questão primordial que é a reforma política, do financiamento, e aí também entra a questão ambiental, a forma fisiológica como os partidos se relacionam, não vamos ter como discutir outros temas lá na frente. – O que você leva do Psol? – Eu não levo grupo de gente, não. Tadeu [Tadeu Guerzet, presidente do Psol de Vitória] é meu amigo, ele ficou, vai continuar fazendo um bom trabalho. Eu vou ampliar meu entendimento sobre o meio ambiente, vou continuar fazendo o que sempre fazia, no movimento estudantil, embora esteja me formando, no movimento popular, movimento de morador de rua, do hip hop, direitos humanos, e acho que a Rede engloba todos esses movimentos da dignidade humana. Agora, a questão do meio ambiente vai ser o carro-chefe, como a Marina tem colocado, e aqui no Estado não vai faltar tema para a gente debater. Temos a questão das poluidoras, colocamos o tema e o Luciano [Luciano Rezende (PPS)], que ganhou, disse que ia tratar o tema com dureza e eu queria perguntar: com que dureza ele está tratando as poluidoras? – Mas está começando agora… – Sim, tem 60 dias, mas já tratou da questão da luz. Em vez de se preocupar com grafiteiro, tem que se preocupar com o pó preto. Vou continuar debatendo esse

16/03/2013 / 0 Comments
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MST intensifica luta por reforma agrária no país

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O momento da reforma agrária do Brasil não é bom. A pauta parece se afastar cada vez mais da ordem do dia e, enquanto isso, camponeses e lutadores por terra sofrem no campo sem terras, vida digna e segurança. Os números mostram isso: menos de 44 mil famílias foram assentadas desde 2010, o que dá ao governo Dilma a pior marca desde Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).   O Brasil tem hoje 1,23 milhão de famílias assentadas, e estima-se que haja, ainda, uma demanda de assentamento para pelo menos mais um milhão. Apesar disso, os dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) mostram que em 2011 foram assentadas 22 mil famílias no País. O órgão ainda não divulgou os dados de 2012, mas confirmou que a meta do ano, que era de 35 mil, foi reduzida para 22 mil.   A atual situação, porém, não deve ficar sem resposta dos movimentos sociais. Desde 5 de março, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), junto com outros setores da Via Campesina, organiza uma acampamento permanente em Brasília, surgido com o início Jornada Nacional de Luta das Mulheres.   O espaço recebeu o nome de Hugo Chávez, em homenagem ao presidente venezuelano morto recentemente, e conta com cerca de 700 acampados.   Além disso, cerca de 1,2 mil manifestantes ocuparam, no último dia 7, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conseguindo uma reunião com representantes do governo.    Coordenadora de gênero e uma das dirigentes do MST, Kelli Maffort criticou em entrevista recente o atual quadro da reforma agrária no País e reafirmou a centralidade da luta para os camponeses. “Estamos vivendo uma conjuntura de bloqueio da reforma agrária. A luta dos movimentos sociais tem que ser permanente para romper com essa lógica”.   Para a camponesa, o atual bloqueio da pauta é muito bem articulado com outros setores além dos governos, como o agronegócio – principal agente anti-reforma agrária – e o Judiciário, que também contribui para a criminalização dos lutadores do campo.   O movimento considera que o bloqueio é o grande desafio atual para os movimentos oficiais. “Estamos atravessando uma conjuntura em que a reforma agrária está sendo colocada como uma bandeira superada. Isso porque, dada a realidade agrária, de avanço do agronegócio e o processo de industrialização no campo, não haveria mais a necessidade de fazer reforma agrária no país”, afirmou Maffort.

16/03/2013 / 0 Comments
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Sem escudos

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  Nos meios políticos, o ex-governador Paulo Hartung sempre foi considerado um hábil estrategista. Para manter controle do Estado, ele lançou mão do chamado “arranjo institucional”. Evitar o embate direto com seus adversários sempre foi outra estratagema de Hartung. Quando precisa partiu para o enfrentamento terceirizava o “serviço sujo” para um dos seus homens de confiança.   Entre as táticas para minar o adversário, Hartung costuma recorrer ao Ministério Público, que se encarregava de perseguir os algozes e limpar o campo para o então governador. Outra estratégia era usar a mídia corporativa tanto para se proteger quanto para derrubar oponentes.   Neste caso envolvendo as “obras” do posto fiscal de Mimoso do Sul, o ex-secretário de Fazenda e atual sócio de Hartung, José Teófilo, pôs o peito na frente das acusações na tentativa de proteger o ex-governador de participação nas fraudes. Nos jornais desta sexta-feira (15), Teófilo surge como um crítico contumaz da denúncia ajuizada pelo Ministério Público Estadual – não pelos fatos de corrupção em si, mas pela simples inclusão do nome de Paulo Hartung na roda dos acusados.   Esse mesmo comportamento foi adotado pelo ex-secretário após o surgimento de denúncias de tráfico de influência na compra e venda de terrenos para a Ferrous Resources, em Presidente Kennedy (litoral sul do Estado). Logo após o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, incluir as suspeitas nos autos da Operação Lee Oswald, o sócio de Hartung confirmou a participação da Èconos nas negociatas, mas rechaçou qualquer relação entre a contratação e o deferimento de incentivos fiscais pelo então governador, livrando, mais uma vez, a cara do sócio e amigo.   Na época, José Teófilo fez um blog exclusivamente para se explicar e divulgar o encaminhamento de “toda documentação” ao chefe do Ministério Público [o promotor Eder Pontes da Silva], que por sinal não se pronunciou até hoje sobre o assunto.   A Procuradoria-Geral de Justiça também acabou servindo para minimizar a relação entre o grupo político do ex-governador e as fraudes reveladas na recente Operação Derrama. Mais do que arquivar as investigações contra autoridades com foro privilegiado, Eder Pontes colocou uma “ponta de dúvida” nas investigações – suficiente para garantir um salvo conduto dos ex-prefeitos presos, a maioria ligados a Hartung. Sem falar do presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), aliado polítco de primeira-hora de Hartung, que também foi “remido” por Pontes.    Não foram poucos os casos da terceirização da defesa do ex-governador, o peemedebista passou incólume por outros escândalos, como a recente Operação Pixote – que revelou fraudes no sistema de internação de adolescentes com a ONG chefiada pelo colombiano Gerardo Mondragon (Acadis). Apesar de o ex-secretário de Justiça, Ângelo Roncalli, e da ex-diretora do Iases, Silvana Gallina – nomes fortes da gestão Hartung – terem sido denunciados, o nome do ex-governador passou ao largo da repercussão do caso.   Assim como nas denúncias de improbidade contra pessoas do “núcleo duro” do ex-governador, caso de Neivaldo Bragato, diretor-presidente da Cesan, que teve os bens bloqueados em outra ação que responde por supostas fraudes em uma obra emergencial com a empreiteira Contractor.    E a lista não para por ai. A diferença é que agora, dois anos após deixar o governo, já sem o controle do arranjo nas mãos, e com os “escudos humanos” que sempre o protegeram sendo sistematicamente alvejados, Hartung passou a ser um alvo vulnerável. Situação completamente inédita para ele.  

15/03/2013 / 0 Comments
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Rodeios

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  A arte de falar, falar, e não dizer absolutamente nada. O ex-governador Paulo Hartung (PMDB) deu uma aula tática do assunto em sua entrevista aos jornais corporativos nesta sexta-feira (15), para tentar amenizar a acusação que pesa sobre ele e seus homens de confiança, no caso do posto fiscal que nunca existiu em Mimoso do Sul. Como sempre, seguiu a mesma linha quando pipocam casos de denúncias por fraudes, irregularidades e corrupção. Regra número um: desviar o foco; número dois: enaltecer o mandato e, por último, jogar para o campo da perseguição política. Mas explicar mesmo, “neca de pitibiriba”. Esse discurso do ex-governador de que não lembra muito bem do assunto, não era o ordenador de despesas, e incluí-lo na denúncia é “ingratidão”, chega a ser cômico. Estamos falando de um gasto de R$ 25 milhões em obras iniciadas em 2005, que sequer saíram da fase de terraplanagem, tudo com conhecimento e participação de Hartung e sua trupe. Quem não tem o que explicar, enrola. O ex-governador adora subestimar a inteligência dos capixabas. Não é mesmo?   Rodeios II Outro ponto que não pode ser ignorado na entrevista de Hartung é quando diz que a inclusão dele na denúncia é uma covardia e obsessão, porque nunca foi processado e o Tribunal de Contas do Estado aprovou suas contas de governo. Há, há, há. E isso lá quer dizer alguma coisa? Motivo sempre teve, só não aparecia. Ah, o tal arranjo institucional…    Rodeios III Como bom seguidores que são do “mestre”, os hartunguetes citados na denúncia entoam a mesma nota. Mas o atual presidente do Banestes e ex-secretário de Fazenda na época, Bruno Pessanha Negris, sem dúvida se saiu com a “melhor” de todas: “deixamos um patrimônio para o Estado”. Claro, claro.   Rodeios IV Já José Téofilo, sócio de Hartung, e também ex-secretário de Finanças já assumiu seu papel de escudo do ex-governador, como fez também no escândalo da Ferrous: Hartung não tem nada com isso e eu vou explicar depois. Vai, sim!    Me engana… No final de tudo, a imagem que eles tentam passar é que Hartung foi um governador tão bom, mas tão bom, que é uma afronta alguém ousar questioná-lo. O peixe que se vende é esse, mas a realidade outra. O tripé de todo governo, as áreas de segurança, saúde e educação, sabemos a quantas anda no Estado. Como se não fosse pouco, surgem os casos de corrupção. Não estamos falando de um caso isolado, e sim de vários. Olha o tanto que Hartung é bom.    Tomou conta O PT de Aracruz tem novo presidente, Herval Nogueira Júnior. Ele já comunicou o fato ao juiz eleitoral do município, e assume no lugar do atual secretário de Habitação e Trabalho, Cláudio Ernani Litig, que deveria ter saído do comando do partido tão logo tomou posse na gestão de Marcelo Coelho (PMDB), como determina o Estatuto do PT. Se não foi por bem, vai por mal mesmo. Herval era o vice-presidente.    Tomou conta II O novo presidente assume querendo acabar com a ação daqueles que usam o PT somente em causa própria, como faz questão de ressaltar. Herval pretende combater ainda manobras como a que tenta filiar 67 novos militantes de olho na eleição interna do partido. Ligados, segundo ele, aos vereadores Fábio Machado e José Gomes dos Santos, ambos do PT.    Turismo Dizem que a comitiva de 16 servidores do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) que viajaram com o diretor-presidente do órgão, Cláudio Denicoli, está curtindo bastante a Holanda. Tem fotos postadas no Facebook de passeios e mais passeios, inclusive o Museu do Sexo, que fica em Amsterdã, cidade próxima a Roterdã, destino inicial do grupo. E o tal curso de meio ambiente?   Engajada A senadora Ana Rita (PT) está em todas. As funções que desempenha como relatora da CPMI que investiga a violência contra a mulher, e agora presidente da Comissão de Direitos Humanos, fizeram bem à petista.    Mostra O fotógrafo Isaumir Nascimento, que iniciou carreira em Século Diário, é o convidado da III Mostra Anual de Fotografia do Centro Cultural São Paulo, que começa neste sábado (16). Ele apresentará o projeto Do Cariri a Oaxaca, numa montagem que agrupa imagens feitas no Nordeste brasileiro e sul do México. Formado em Artes Visuais, Isaumir atualmente reside em Berlim, na Alemanha.      140 toques “Promotor Dilton Depes, virei seu fã. Precisamos de mais homens como este no MPES. Finalmente o imperador é denunciado”. (Ex-deputado federal Capitão Assumção – PSB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Uma frase inteligente não prova nada”. Voltaire

15/03/2013 / 0 Comments
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