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Distribuição do FPE de forma favorável ao Estado a um passo de acordo

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Pelo menos em relação à nova divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o Espírito Santo pode se beneficiar nas articulações que acontecem em Brasília. No Senado, vem se mantendo na preferência dos parlamentares o substitutivo do senador Walter Pinheiro (PT-BA) a oito projetos de lei complementar em tramitação no Senado para a construção de um consenso em torno da revisão dos critérios de repartição do FPE. O Fundo, que anualmente rende para os cofres públicos do Estado cerca de R$ 600 milhões, é a segunda maior fonte de recursos federais depois dos royalties do petróleo, que mesmo com a derrubada dos vetos da nova distribuição, continua sendo a principal fonte. A proposta de Pinheiro mantém o mesmo patamar de distribuição que os estados tinham em 2012 e novas regras para distribuição desses recursos seriam avaliadas numa fase de transição, projetada para os próximos cinco anos. O substitutivo não vai tratar de adoção de mecanismos para ampliar o bolo de recursos destinados ao fundo. Parlamentares do Norte e Nordeste aproveitaram o debate conjunto sobre o FPE nas Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), de Assuntos Econômicos (CAE) e de Desenvolvimento Regional (CDR), nesta quinta-feira (14), para reclamar alteração na forma de cálculo do fundo. Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Inácio Arruda (PCdoB-CE) chamaram a atenção para as distorções que podem ocorrer com a adoção do critério do PIB per capita na definição dos coeficientes de distribuição do Fundo. O que acontece no Espírito Santo, já que os percentuais da economia do Estado não refletem a realidade social. Segundo Pinheiro, a saída para sanar discrepâncias que afligem, principalmente, estados que já foram territórios, é substituir o PIB per capita pela renda domiciliar per capita. Só para ilustrar o peso do FPE na economia desses entes federativos, o presidente da CDR, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), informou que o fundo correspondia a quase 60% das receitas do Acre, no período de 1990 a 2007.  

14/03/2013 / 0 Comments
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Empresa de limpeza urbana de São Mateus também é alvo de polêmica em Colatina

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As polêmicas relacionadas à empresa RT Empreendimentos não se resumem à contratação emergencial para a prestação dos serviços de limpeza pública em São Mateus (norte do Estado). No município de Colatina, a empresa está no centro de uma ação judicial que questiona a legitimidade da contratação pelo município. Mesmo sendo declarada  uma “empresa ilegitimada” para participar da licitação, a gestão de Leonardo Deptulski (PT) já desembolsou R$ 2,14 milhões à empresa. De acordo com informações do Portal da Transparência de Colatina, a prefeitura já realizou doze pagamentos à empresa – sediada no município vizinho de São Gabriel da Palha – entre agosto de 2012 e fevereiro deste ano. Ao todo, a gestão de Deptulski pagou R$ 2.146.797,63 pela prestação dos serviços de limpeza, conservação predial, jardinagem, desinsetização e até mesmo o preparo de alimentação nas unidades escolares do município. A contratação foi declarada suspensa pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), que admitiu a existência de irregularidades no processo de licitação. No processo (número 0015745-62.2012.8.08.0014), uma empresa que participou da licitação pede a suspensão do certame em função de irregularidades no procedimento que culminou com a contratação da RT Empreendimentos. A ação foi impetrada na época da contratação, em meados de julho do ano passado. Mesmo com a concessão de uma liminar à época pelo relator, desembargador Arnaldo Santos Souza (já aposentado), o município deu vazão à contratação depois de a Justiça ter considerado a “empresa ilegitimada” para participar da licitação, pelo não atendimento a todos os itens descritos no edital, como a parte relacionada ao controle de pragas. “Verifico que o objeto social da empresa declarada vencedora não contempla todas as exigências da administração pública”, afirmou o magistrado. Na época, o desembargador concedeu uma liminar para suspender o procedimento licitatório, porém, a empresa acabou sendo contratada pela Prefeitura de Colatina. No final de fevereiro, o colegiado confirmou a decisão liminar e reconheceu a ilegalidade de contratação da RT Empreendimento. O acórdão da decisão foi publicado na edição do Diário da Justiça de 1º de março. Essa polêmica em Colatina se soma aos incidentes na contratação da mesma empresa em São Mateus. Na administração de Amadeu Boroto (PSB), a RT Empreendimentos acumula várias denúncias. Além da falta de licença ambiental e o descumprimento das medidas de segurança aos trabalhadores, a empresa teria sido contratado mesmo com a inscrição estadual suspensa pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). A contratação emergencial foi justificada pelo encerramento do contrato com a antiga empresa responsável pelos serviços, a Urbservice Serviços Urbanos Ltda – cujo nome foi relacionado às suspeitas de direcionamento na última concorrência pública. O contrato prevê o pagamento de R$ 2.069.766,48 pelo período de serviço de apenas 60 dias. Essa denúncia já foi encaminhada ao Ministério Público Estadual (MPE) no município.

14/03/2013 / 0 Comments
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Resenha: ???Catamaran???, de Leandro Reis

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  Cinco garotos com seus vinte e poucos anos se conhecem em um bar e imediatamente resolvem montar uma banda. Lou, Joey, Johnny, Steve e Don, os nomes que lembram ícones do rock, são na verdade os personagens dos contos do livro Catamaran, do jovem escritor Leandro Reis.   A banda que dá nome ao livro, e também ao bar onde tudo começou, segue um caminho pelos escombros rumo ao caos estrelado. As pequenas histórias contam, com certa continuidade, a ascensão e a queda do Catamaran, além de revelar em tom confessional as excêntricas experiências dos músicos, que vivem uma vida desregrada, regada a álcool, drogas e sexo.   E tudo parece divertidíssimo para quem está de fora, mas o diferencial do livro é mostrar esses personagens nos bastidores e todo seu niilismo e decadência. A escrita visceral de Leandro Reis escancara toda a tristeza dos jovens roqueiros e torna suas histórias ímpares em um contexto já bastante explorado.   Os contos – ou capítulos, como prefiro chamar – são velozes como os acordes das canções punks. Histórias mais curtas e objetivas se misturam a outras mais metafóricas e imagéticas, que criam cenários desoladores como o que aparece no conto Roadhouse Blues: “Cidades grandes são enormes corações doentes, com artérias infecciosas que espalham pus pelas ruas (…) A cidade bombeia meu corpo para um bar da esquina”.   O gosto por lugares sujos, botecos ou qualquer outro inferninho é uma vontade de estar perto da verdade e longe da hipocrisia que a limpeza impõe. Entre um cigarro e outro, doses de whisky e groupies, a solidão vai tomando conta pouco a pouco de cada um dos membros da banda, mesmo com tantos fãs a gritar seus nomes, os quartos só ficam cheios enquanto duram as festas.    Don, que narra a citação acima, é uma espécie de protagonista. O guitarrista é talentoso, mas autodestrutivo, tem em sua namorada, Pam, seu único porto seguro. O músico se deixou levar pela vida de forma apática, só se preocupava com o prazer sem medir as consequências. “Hoje vou tomar veneno até ficar imune”, adverte Don, logo nas primeiras páginas.   O escritor se utiliza de toda a violência e a libertinagem do rock’n roll para compor sua obra. Além do nome dos personagens, quase todos os títulos são nomes de músicas, há Lobão, Radiohead, Sparklehorse, The Doors, Black Sabbath. Ao final do livro há fragmentos de um diário que narra pequenos episódios que preenchem lacunas deixadas pelos contos.    Catamaran é sobre todas as coisas que cercam o cenário do rock, como a arrogância, decadência e hedonismo. Mas é também sobre o ser humano inadequado, que não consegue se encaixar no sistema.    Serviço O livro pode ser adquirido no site da Editora Cousa 

14/03/2013 / 0 Comments
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Denúncias abalam núcleo político e econômico de ex-governador

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Em menos de uma semana, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) recebeu duas más notícias da Justiça estadual. Além de responder a ação de improbidade por fraudes milionárias por uma obra que não saiu do papel, o peemedebista viu peças-chave de seu “núcleo duro” político e econômico serem atingidos por decisões judiciais. Nos casos as denúncias já eram conhecidas nos meios políticos, mas o ex-governador contava com a anuência dos órgãos de fiscalização. Na última sexta-feira (8), o juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual determinou a indisponibilidade dos bens do ex-secretário coringa de Hartung, Neivaldo Bragato – que preside hoje a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan) – por supostas irregularidades na contratação de obra emergencial. Apontado como o braço direito do ex-governador, Bragato é também alvo de uma ação de improbidade por irregularidades em acordo com a empresa Contractor Engenharia. As relações entre a empresa e o núcleo hartunguete foi alvo de denúncias em julho de 2011 – quando a Contractor foi acusada de superfaturamento nas obras da Rodovia do Contorno, escândalo que culminou na queda do então ministro de Transportes, Alfredo Nascimento – quadro ligado ao PR. Na época, a mídia local divulgou que a empresa fez doação de campanha ao senador Magno Malta (PR) no pleito de 2010. No entanto, a mesma Contractor “abasteceu” as campanhas de figuras ligadas ao ex-governador. Neste caso, as candidaturas do atual senador Ricardo Ferraço (PMDB), então vice-governador, e do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que foi vice-governador no primeiro mandato de Hartung. Além disso, o ex-governador já havia recebido dinheiro da empresa em sua campanha à reeleição, em 2006. Durante todo o período de atuação no Executivo estadual, a empresa conviveu com inúmeros os contratos e termos de aditamentos na administração do ex-governador. Essa também foi a primeira ação de improbidade movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra dirigentes da companhia. Na denúncia, o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES), Eduardo Antônio Mannato Gimenes, é acusado de ter contratado obras e serviços emergenciais na Rodovia ES-060 (no trecho urbano do balneário de Itaipava) sem atender às normais legais. A empresa foi contratada pelo valor de R$ 1.654.494,80 por apenas 30 dias de serviço. O acordo foi homologado pelo Conselho de Administração do DER-ES, que era presidido por Neivaldo Bragato (então secretário estadual de Transportes). Em função das fraudes, a Justiça determinou o bloqueio dos bens dos envolvidos até a quantia de R$ 6.139.745,82, valor dado à causa para eventual ressarcimento do prejuízo aos cofres públicos. Na ação movida contra o ex-governador, o MPE também pediu o bloqueio de bens de Hartung que pode chegar à soma de R$ 457 milhões. Uma diferença tão significativa quanto os valores supostamente desviados dos cofres públicos. Na ação de improbidade  movida contra Hartung, o ex-governador e mais sete pessoas – entre eles, o atual sócio José Teófilo de Oliveira, e o atual presidente do Banestes, Bruno Pessanha Negris, além de Neivaldo – são acusados de fraudes nas obras de construção do posto fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul (sul do Estado). Foram gastos quase R$ 25 milhões com as obras iniciadas em 2005, mas que sequer saíram da fase de terraplanagem. Esses escândalos podem influenciar nas pretensões do peemedebista nas próximas eleições. Depois de aparecer pouco nos dois primeiros anos de governo de Renato Casagrande, Hartung começou a ensaiar um movimento de retorno aos holofotes – inclusive, como uma opção para a vaga na disputa ao Senado, no próximo ano. No entanto, a recente aparição do ex-governador não foi bem àquela esperada: denunciado por improbidade e correndo o risco de sofrer um bloqueio milionário de bens.

14/03/2013 / 0 Comments
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Ação de improbidade contra Hartung movimenta cenário político de 2014

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A antecipação do processo eleitoral do próximo ano vem colocando as lideranças do Estado no centro das discussões, mas a denúncia de improbidade administrativa conta o ex-governador Paulo Hartung pode trazer mudanças nessas movimentações. Somado ao desempenho eleitoral do ano passado, muito aquém do esperado, com a derrota dos candidatos apoiados por Hartung e o desgaste da imagem da Assembleia, onde está seu aliado, Theodorico Ferraço (DEM) no comando, complicam as condições do ex-governador das as cartas no processo de 2014. Mesmo tendo seu capital político diminuído desde a eleição municipal, Hartung vinha lançando “balões de ensaio” e dando recado aos meios políticos por meio de seus emissários. As movimentações sugeriam o interesse do ex-governador em disputar o Senado no próximo ano. Os mais otimistas apostavam até em uma tentativa de retorno ao governo do Estado. Mas a denúncia de improbidade deve diminuir ainda mais as chances de ele vir a disputar um cargo eletivo. Apesar de Theodorico Ferraço (DEM) ter saído ileso do processo de fraudes em prefeituras, a Assembleia vem perdendo credibilidade com a população, o que complica ainda mais a permanência do grupo no processo de negociação para o cenário do ano que vem. Ainda que a denúncia contra Hartung não se converta em algum tipo de condenação, o estrago na imagem, antes imaculada do ex-governador, já foi feito, tanto que a própria imprensa aliada dele noticiou a denúncia. Já a classe política que nos oito anos do governo passado, se submeteu ao sistema político do ex-governador, pode sofrer com os respingos dessa denúncia. Para evitar exposição, Hartung deve guardar uma distância segura do próximo pleito.

14/03/2013 / 0 Comments
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Clima de insatisfação toma conta do diretório municipal do PSDB

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Neste sábado (16), o diretório do PSDB de Vitória elege seu novo presidente. Com o segundo mandato do vereador Luiz Emanuel Zouain à frente do partido, ele não pode mais se reeleger e apoia Aloísio Ramaldes para sua sucessão. O clima no diretório é de muita insatisfação, mas no evento que acontece de 9 às 13 horas, na Câmara de Vitória, será com chapa única. O consenso foi conseguido com a entrada nas movimentações do presidente da estadual, deputado federal Cesar Colnago e do ex-prefeito da Capital Luiz Paulo Vellozo Lucas. Mas apesar do acordo prévio, muitos filiados vêm afirmando nos bastidores que a insatisfação é generalizada no  partido. O mal-estar que já era grande com os resultados eleitorais dos timos anos do partido, aumentou com a adesão quase imediata do vereador à base do prefeito Luciano Rezende (PPS).  Como o PSDB enfrentou Luciano nas urnas, com a candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas, revertendo uma vitória que parecia certa em favor do tucano, a base do partido esperava que Luiz Emanuel fosse comandar o bloco da oposição na Câmara de Vitória. A posição do vereador causou surpresa, porque na gestão de João Coser (PT) os vereadores Neuzinha Oliveira e Aloísio Varejão assinalaram o desejo de adesão à base do governo, mas foram impedidos pelo presidente da municipal.   Para alguns tucanos, o clima às vésperas da convenção segue tenso, mas como Aloísio Ramaldes não tem problemas de relacionamento dentro do diretório, sua eleição estaria garantida. Em seu site na internet, o vereador defende seus dois mandatos à frente da municipal. “Durante dois mandatos consecutivos liderei o PSDB de Vitória em busca de uma identidade política que o colocasse no lugar de destaque de onde ele nunca deveria ter saído”, afirma o vereador. Ele destaca também as conquistas eleitorais: “Ultrapassamos vários obstáculos administrativos e políticos, estivemos perto de recuperarmos o poder executivo na Capital capixaba e elegemos dois vereadores no pleito 2012, mantendo nossa bancada na Câmara Municipal” O vereador defende ainda a candidatura de seu sucessor. “Entrego a liderança desse projeto que é de todos os tucanos de Vitória, nas experientes e confiáveis mãos de meu amigo Aloísio José Ramaldes”, destacou o tucano.

14/03/2013 / 0 Comments
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Cinema: estreias da semana

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  Nova produção da Dreamworks (da franquia Shrek), Os Croods é uma animação pré-histórica que gira em torno de uma família que deixa a caverna para se adaptar a uma nova realidade – e daí vem a descoberta do fogo e de algumas outras novidades.   A Busca vai fundo na relação pai/filho ao acompanhar a jornada que de um pai em busca do filho. Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (15).   PRÉ-ESTREIA   Os Croods (The Croods, EUA, 2013, 98 minutos, Livre) Animação. Direção de Chris Sanders. Homem das cavernas precisa atravessar uma paisagem pré-histórica para encontrar um novo lar para a sua família.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). Sábado e domingo 14h40 e 16h50. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 3 (3D). Sábado 16h. DUBLADO. Domingo 19h30. DUBLADO.   ESTREIAS As Sessões (The Sessions, EUA, 2012, 95 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Ben Lewin. Com John Hawkes, Helen Hunt, William H. Macy, Moon Bloodgood. Homem preso a um respirador artificial, conhecido como “iron lung”, quer perder a virgindade. Com a ajuda de seu padre, ele decide contratar uma terapeuta sexual.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 19h.   Barbara (Barbara, Alemanha, 2012, 105 minutos, 16 anos) Drama. Direção de Christian Petzold. Com Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Rainer Bock, Jasna Fritzi Bauer. Durante a Guerra Fria, médica da Alemanha Oriental é transferida, por motivos políticos, para uma cidade do interior. Mesmo sob vigilância, ela planeja uma fuga com ajuda de seu amante da Alemanha Ocidental.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 21h15.   Jorge Mautner – O Filho do Holocausto (Idem, Brasil, 2013, 93 minutos, 10 anos) Documentário. Direção de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt. Uma visão da trajetória artística do cantor e compositor Jorge Mautner.    Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 17h.   A Busca (Idem, Brasil, 2011, 96 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Luciano Moura. Com Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima, Brás Antunes. Médico, filho de um pai ausente, pega a estrada para procurar o filho que desapareceu.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 5. 14h10, 16h20, 18h40, 21h. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 13h20, 16h40, 18h, 20h30. Sexta e sábado também 22h50. Sábado e domingo também 11h.   Linha de Ação (Broken City, EUA, 2012, 109 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Allen Hughes. Com Mark Wahlberg, Russel Crowe, Catherine Zeta-Jones, Kyle Chandler. Ao seguir a mulher do prefeito de Nova York, ex-policial se envolve em um grande escândalo.    Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h, 16h10, 18h30, 20h50. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 2. 14h, 16h20, 18h40, 21h. Sexta e sábado também 23h20. Sábado e domingo também 11h40.

14/03/2013 / 0 Comments
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Os porões da ???casa arrumada???

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Com o fim da Era Hartung, sucumbiu também o arranjo institucional que dava sustentação ao seu governo. Uma das funções estratégicas desse arranjo era exercida pelo Ministério Público Estadual, que tinha a função de “engavetar” as denúncias que esbarrassem nos aliados do governador.    De dois anos para cá, embora Renato Casagrande tenha se comprometido a fazer um governo de continuidade – selando uma espécie de armistício com o antecessor -, algumas denúncias finalmente começaram a andar. Isso só aconteceu graças à autonomia que foi devolvida às instituições (ou parte delas), outrora subservientes ao arranjo.   Talvez muitos leitores ainda não tenham percebido a importância e dimensão da reportagem publicada nesta quarta-feira (13). Depois de se manter blindado por mais de uma década, o ex-governador finalmente foi denunciado numa ação de improbidade administrativa. Não qualquer ação, mas uma de grandes proporções e farta materialidade.   Além de Hartung, o promotor de Justiça Dilton Depes Tallon Netto denunciou outras sete pessoas. Pelo menos três delas têm estreita ligação com Hartung. Os ex-secretários da Fazenda, José Teófilo de Oliveira (atual sócio de Hartung no escritório de consultoria Éconos) e Bruno Negris (atual presidente do Banestes); e o ex-secretário de Transportes e Obras Públicas, Neivaldo Bragato (hoje presidente da Companhia Espírito-santense de Saneamento, a Cesan).    Membros do chamado “núcleo duro” de Hartung, os três, sob o comando do então governador, são suspeitos de envolvimento num escândalo milionário. O grupo é acusado pelo promotor de fraudar as obras de construção do posto fiscal São José do Carmo, em Mimoso do Sul (sul do Estado).   Ao todo, a fraude jogou no ralo a vultosa quantia de R$ 25 milhões. Em 2005, o então governador deu ordem para o início das obras. A soma milionária, no entanto, serviu apenas para desapropriar a área e iniciar o serviço de terraplanagem. Posto que é bom, nada.    A empreiteira Araribóia, responsável pela obra, demorou quatro anos para fazer a terraplanagem. Um mês antes do término do serviço de terraplanagem, o governador mudou de ideia. Decidiu baixar um decreto extinguindo todos os postos fiscais do Estado, inclusive o de Mimoso do Sul.   Estranhamente, para não escrever outra coisa, o próprio Hartung autorizou, em 2010, uma licitação para a conclusão das obras no valor de R$ 2,9 milhões, que nunca saíram do papel.   No final do ano passado, o deputado estadual Gilsinho Lopes (PR), quando soube que a obra de R$ 25 milhões ficou só na terraplanagem, pediu que o então secretário de Hartung, José Teófilo, fosse à Assembleia para explicar o inexplicável.    Mais uma vez, o pacto com o atual governo funcionou, e o atual secretário de Fazenda, Maurício Duque, prometeu dar as explicações sobre as obras, deixando Hartung e Teófilo fora do imbróglio.    A denúncia do promotor Dilton Depes Tallon Netto – vamos repetir o nome dele para que todos gravem – é histórica, pois acusa formalmente o ex-governador e seu grupo mais próximo de improbidade administrativa. A denúncia, que já tramita na Justiça, inaugura aquela que pode ser uma série bastante esperada por parte da população capixaba, que sempre desconfiou que havia muita sujeira escondida no porões da malfadada “casa arrumada”. 

13/03/2013 / 0 Comments
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O frenesi da fumacinha

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  “A Igreja Católica é o PMDB do mundo”, sacou o jornalista/escritor Carlos Moraes, que poderia ser um baita cardeal se não tivesse largado a batina 40 anos ano atrás. De Bagé a Caraguá, seus amigos teriam torcido para ele virar papa. Seria um papa colorado e corintiano portador de atestado de pobreza, humildade e inteligência.     Toda essa comparação pode parecer bizarra mas vem a calhar,  pois as religiões estão em crise existencial. Se a igreja católica lembra o partido de Sarney, é porque ao longo da sua história de quase dois milênios nunca deixou de acender uma vela a Deus e outra aos poderosos de ocasião. Outras igrejas evangélicas não têm partidos próprios  para melhor defender seus interesses?      Como lembrou o ex-padre Carlos Moraes numa mensagem aos amigos fieis, “desde Constantino, no século IV, passando por sacros impérios de vários matizes, a Igreja vem se arreglando com os governos”, contrariando o exemplo de Jesus, o fundador que apostou nos pobres e humildes, buscando implantar uma democracia religiosa.       Em verdade lhes digo, todas as igrejas são teocracias exercidas de cima para baixo por um soberano cercado de uma minoria de cardeais, que comandam arcebispos e bispos, que chefiam os padres, que se entendem com diáconos e presbíteros, que representam os fieis paroquianos.     O catolicismo possui uma base de um bilhão de crentes ou fieis que não têm o direito de votar, só lhes cabendo os deveres de aplaudir, rezar e periodicamente comparecer com os necessários óbolos. O mesmo acontece com outras religiões, algumas escandalosamente vorazes em seu afã monetário, como frequentemente se pode ver em programas de televisão onde a chantagem cabresteia o fanatismo.     O resultado desses sistemas de gestão autocráticos são impérios patrimoniais que englobam catedrais, igrejas, galpões, antigos cinemas, capelas, conventos e prédios particulares lotados de obras de arte e castiçais dourados, entre outras joias.     No ápice do império católico sobressai o Vaticano, cujas pequenas dimensões territoriais não impediram que se transformasse num palco turístico internacional dentro da Itália, o país que mais se beneficia dessa sacra vizinhança.     Quando o grande pátio apresenta seu principal espetáculo – a eleição do  novo papa –, todos (até os descrentes) fazem sua fezinha, apostando na eleição de um não europeu. Seja qual for sua origem, o rei dos católicos precisa ser um pouco ator, um tanto empresário e outro tanto de político. Nesse perfil misto, convenhamos, sobra pouco espaço para o papel de pastor, como era o pobre revolucionário que começou tudo no vale do rio Jordão.        Todo esse frenesi demonstra que nem a Igreja Católica, tão antiga e sisuda, resiste à pressão da sociedade do espetáculo. Num autêntico desfile de moda eclesiástica que nem de longe lembra as vestes grosseiras dos pescadores da Galileia, os cardeais caminham lentamente pelas passarelas, dóceis a um ritual que poderia ser perfeitamente feito via internet, dispensando o antiquado ritual da fumaça branca. Mas não, sem fumacinha não tem graça.   LEMBRETE DE OCASIÃO   “Se falta lã para alguns, a culpa não é das ovelhas.”   Carlos Moraes num dos contos de O Lobisanjo (Vozes, 1970)

13/03/2013 / 0 Comments
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Quem está voltando?

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  Depois de dois séculos de amor irrestrito, quando imigrar para a América era o sonho de nove entre dez brasileiros e brasileiras, os ventos agora sopram em sentido contrário – os imigrantes só reclamam, e nove entre dez querem voltar pra boa terra de  Cabral e Caminha. Mas tudo na vida tem seus senões, e a turma gostaria de ir embora, se não fosse…     Primeiro lugar nas pesquisas de opinião, a falta de segurança. Não adianta ignorar, a violência existe e só aumenta. As estatísticas mostram que nove entre dez brasileiros e brasileiras já passaram por alguma situação no mínimo desagradável em seu dia a dia, com assaltos e coisas piores. Quem vive no fogo não sente a quentura, disse Confúcio, e quem mora no Brasil já está tão acostumado que acha normal viver no sobressalto.     Quem está de longe, porém, perdeu o costume e tem medo. Uma brasileirinha de oito anos foi comigo buscar minha neta no colégio. O espanto da menina foi sincero, Tia, cadê os seguranças? Que seguranças? Ela explica que seu rico colégio particular no melhor bairro da cidade tem portão de entrada, onde ficam postados dois seguranças.     Bom se tivessem isso aqui, talvez evitassem que estudantes armados saiam atirando a esmo em professores e colegas. Mas esses fatos, por mais trágicos que sejam, são excessões, e todas as escolas são abertas. Ninguém anda pela rua agarrado ao bolso ou à bolsa, vigiando se tem alguém suspeito por perto. Embora a segurança por aqui já não seja a mesma, a insegurança não se compara com a nossa.     Segundo lugar na lista, a economia. Daqui ou daí? O eldorado pulou o equador e desceu para os trópicos? Não exatamente.  A economia aqui continua ruim, mas nem todos confiam no novo milagre econômico alardeado pela imprensa. Muitos brasileiros e brasileiras vão bem, obrigada, o que não significa que a maioria vai bem. Nove entre dez dos que  já foram não conseguiram engrenar, e voltar é impossível. Além disto, os preços da vida andam pela hora da morte…     Terceiro lugar, laços de família. Pode parecer estranho, pois como ninguém é uma ilha, todo migrante rompeu laços de família ao partir. No começo as cartas e telefonemas são constantes, fotos vêm e vão, mantendo as famílias atualizadas. E viagens pelo menos uma vez por ano… Com o tempo, porém, outros laços vão se formando na nova terra – os filhos nascem, se enturmam, preferem falar inglês que português, jogam beisebol em vez de futebol, veem Netflix em vez da TV Globo.     Depois adentram o mercado de trabalho, se casam e têm seus filhos, não necessariamente nessa ordem. O neto do imigrante não fala português. Minhas tentativas de dar aulas de português para a nova geração, provoca risadas. Pra quê? Porque um dia vocês podem querer ou precisar morar no Brasil. Eu? Que ideia! Já não há como arrebanhar a turma toda e simplesmente voltar, e a idade não permite mudanças drásticas, sejam físicas ou emocionais.

13/03/2013 / 0 Comments
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