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Justiça condena plano de saúde a realizar cirurgia em segurada

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  A Unimed Vitória Cooperativa de Trabalho Médico terá realizar cirurgia de reconstrução craniana e a troca de tubo de Montegomery – equipamento menos traumático, que possibilita o manuseio da via aérea como aspiração da traquéia – a uma assegurada que teve recusada a cobertura do material para realização do procedimento.   A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) ratificou a decisão de primeiro grau, que já havia condenado o plano de saúde a realizar a cirurgia.   O plano de saúde ainda deverá pagar indenização por danos morais no valor de R$ 8 mil, com juros a partir da citação e atualização monetária da sentença.    A segurada Telma Magalhães Tinoco sofreu um acidente cardiovascular (AVC), em julho 2006, e foi submetida a várias intervenções cirúrgicas, inclusive uma intervenção craniana direita.   Após o acidente, a paciente vinha recebendo cobertura em todo tratamento, mas, em 2009, ao pedir a troca do Tubo de Montegomery – com vida durável e recomendação para troca anual – a Unimed negou o procedimento alegando que o plano de Telma não previa esse tipo de cobertura contratual.   O juiz Marcelo Pimentel, titular da 10ª Vara Cível, já havia condenado a Unimed à realização do tratamento. A decisão foi confirmada à unanimidade pelos membros da 4ª Câmara Civel do TJES na última sessão da última segunda-feira (4).

12/03/2013 / 0 Comments
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Grupo armado rende agentes para libertar adolescente do Xuri

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  De acordo com denúncia do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores no Atendimento Socioeducativo do Estado (Sinases), três agentes socioeducativos e um motorista da Unidade Metropolitana (Unimetro), no Xuri, Vila Velha, que levavam quatro adolescentes para uma atividade no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), em Jucutuquara, Vitória, foram abordados na tarde dessa segunda-feira (11) por homens fortemente armados que ocupavam um veículo e duas motos.    Os agentes, segundo o Sinases, foram abordados quando se aproximavam do portão do Cras. Após interceptarem a Kombi, os homens exigiram a libertação de apenas um dos quatro adolescentes. Eles resgataram o jovem e algemaram os agentes, que ficaram presos dentro do veículo à espera do socorro.    Segundo o sindicato, não houve feridos, mas os agentes ficaram abalados com a violência da ação. Os agentes teriam ficado sob a mira das armas dos bandidos.    O presidente do Sinases, Bruno Menelli Dalpiero, afirma que as saídas externas são realizadas com freqüência, sempre sem qualquer esquema de segurança, o que põe em risco a vida dos agentes e dos próprios adolescentes. Ele adverte que muitas vezes os adolescentes levados para atividades externas são perigosos.    Outro agente, que preferiu não se identificar, disse que as saídas externas são sempre muito arriscadas. Ele disse que ontem (11), mesmo após o incidente, à noite outra viatura saiu do Xuri com destino ao Cras Jucutuquara. “Na emboscada de ontem [11] os bandidos queriam libertar o adolescente, mas eles poderiam ter enquadrado os agentes para matar o interno. Poderia ter acontecido uma tragédia se esses homens chegassem atirando para executar um dos jovens”.    O vice-presidente do sindicato reconhece que as atividades externas são importantes para o processo de ressocialização, mas elas não podem pôr em risco vidas. Dalpiero ressalta que muitos desses jovens deixaram pendências na rua e essa “dívida” pode ser cobrada a qualquer momento. “Hoje levar esses jovens para as atividades externas, sem qualquer medida de segurança, é uma operação de alto risco para todos: agentes, adolescentes e para a própria população. Queremos uma solução para o problema. São vidas que estão em jogo”, alerta. 

12/03/2013 / 0 Comments
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Ofes inicia série Quarta Clássica no Carlos Gomes

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  Nesta quarta-feira (13), a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes) realizará o primeiro concerto da Série Quarta Clássica da temporada 2013. A apresentação será regida pelo maestro convidado Marcelo Ramos e contará com a participação do pianista Eduardo Monteiro. O concerto será no Teatro Carlos Gomes.     Com o tema Outras fronteiras: Escandinávia e Hungria, o concerto faz uma alusão aos três compositores da noite: o finlandês Sibelius, o dinamarquês Grieg e o húngaro Bartók. O programa destaca o célebre Concerto Para Piano em Lá Menor, de Grieg.    Além disso, será apresentada a Suíte de Danças, de Bartok, obra vibrante, escrita em 1923 para comemorar o cinquentenário da fusão das cidades de Buda e Pest, atual Budapeste, na Hungria.   O solista, Eduardo Monteiro, é professor da Universidade de São Paulo (USP), e um dos mais premiados pianistas da sua geração. Atualmente considerado um expoente do piano no Brasil, Monteiro estudou no Rio de Janeiro e se aperfeiçoou na França, na Itália e nos Estados Unidos.    Outro destaque é a participação do maestro convidado, Marcelo Ramos, regente brasileiro de sólida carreira. Atualmente residindo nos Estados Unidos, Ramos tem graduação em regência orquestral pelo Cleveland Institute of Music.     Serviço A estreia da série Quarta Clássica será nesta quarta-feira (13), às 20h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 2 (inteira) e R$ 1 (meia). À venda a partir das 14h na bilheteria.

12/03/2013 / 0 Comments
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Corregedor local dá prazo para juízes apresentarem declaração de bens

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O corregedor-geral de Justiça capixaba, desembargador Carlos Henrique Rios do Amaral, determinou, nesta terça-feira (12), que os juízes apresentem suas declarações de bens no prazo máximo de 30 dias. De acordo com o Ato nº 062/2013, publicado no Diário da Justiça, os magistrados capixabas terão que enviar uma cópia das declarações de bens e valores do Imposto de Renda, referentes ao ano de 2012. As informações são mantidas em sigilo pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJES). O procedimento faz parte do aprimoramento dos mecanismos de transparência e acesso à informação da Corte capixaba e está previsto na Lei Federal nº 8.429/09, que tornou obrigatória a declaração dos agentes públicos. Segundo informações do TJES, todos os servidores – efetivos e comissionados –, também terão que entregar os dados à Coordenadoria de Recursos Humanos, setor ligado à Secretaria de Gestão de Pessoas do tribunal. A única exceção é feita aos cônjuges de magistrados que não possuem vinculação empregatícia, de qualquer natureza, com o serviço público no âmbito federal, estadual e municipal. De acordo com o ato, a recepção física do material (que deverá ser entregue em CD) e a guarda das cópias ficarão por conta de um servidor designado do setor, que deverá apresentar um relatório conclusivo ao corregedor-geral. Não será a primeira vez que os juízes capixabas e servidores serão submetidos à fiscalização da Corregedoria local. Desde 2009, o órgão exige que todos os membros e serventuários do Judiciário capixaba façam o envio das declarações após a cobrança do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A prestação de contas é considerada sigilosa e deverá ser entregue, por ofício, diretamente ao chefe do órgão de correição do Judiciário capixaba. A publicação não faz qualquer menção à punição a juízes e servidores que descumpram a prestação de contas ou soneguem informações sobre o patrimônio familiar.

12/03/2013 / 0 Comments
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Câmara de Guarapari cria CPI para apurar mortes de bebês no Hospital São Judas Tadeu

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A morte de sete dos nove bebês em pouco mais de 40 dias no Hospital São Judas Tadeu será investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara de Guarapari. A resolução nº 002/13 foi publicada nesta terça-feira (11), no Diário Oficial dos Poderes do Estado.    Segundo a Resolução, a investigação terá que ser feita no prazo de 90 dias. Fazem parte da Comissão os vereadores Manoel Ferreira (PT), Jorge Gonçalves (PP) e Oziel Pereira de Souza (PPS). A CPI irá investigar as mortes registradas entre 08 de janeiro e 20 de fevereiro. As duas outras mortes registradas após este período não são citadas pela resolução.    O hospital, que está interditado desde o dia 22 de fevereiro, está proibido de receber novos pacientes. As mães dos bebês que morreram acusam o hospital de negligência.   Para voltar a funcionar, segundo o relatório da Vigilância Sanitária Estadual, divulgado no último dia 7, o hospital terá que realizar imediatamente melhorias no que diz respeito à esterilização de materiais médico-hospitalares e instrumentais cirúrgicos (a Instituição não conta com Centro de Materiais Esterilizados – CME); adequações na produção e fornecimento da alimentação hospitalar, bem como no setor de lavanderia; e, por fim, apresente escala de médicos e enfermeiros 24 horas por dia, que não existe.   Ainda sim, as investigações iniciadas pelo Ministério Público Estadual (MPES) e pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) serão mantidas.   Se confirmada a hipótese de negligência médica, o MPES irá pedir a condenação dos responsáveis à Justiça.   Em auditoria realizada no ano passado pelo Ministério da Saúde foram encontradas diversas irregularidades no hospital, como a falsificação de prontuários, fraudes ao SUS, erros de cobrança de procedimentos e falta de alvará sanitário no Hospital São Judas Tadeu.   

12/03/2013 / 0 Comments
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Governo cria comissão de desenvolvimento sustentável para comunidades tradicionais

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O governo do Estado, por meio do Diário Oficial desta terça-feira (12), criou a Comissão Estadual de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais, que terá como objetivo a elaboração da política estadual de mesmo nome.   O decreto publicado, de número 3.248-R, estabelece as normas organizativas da comissão. Ela deve propor as diretrizes que guiarão a formulação da política, bem como as ações que levarão a isso. Sem definir o que seria de fato o “desenvolvimento sustentável” dos povos tradicionais, o decreto libera a comissão para criar os instrumentos necessários, tais como câmaras técnicas e grupos de trabalho, para a efetivação da política.   A norma estabelece, também, que a comissão deve estar atenta para as especificidades sociais, econômicas, culturais e ambientais dos povos e comunidades, que sabidamente vivem em situações completamente diferentes entre si – apesar de dificuldades semelhantes, como o confinamento promovido pelas plantações de eucalipto.   Outro ponto importante é a realização de debates públicos sobre a questão – sempre colocada em segundo plano –, privilegiando a participação da sociedade civil.   A comissão será formada de forma paritária entre membros de secretarias de Estado e dos representantes de povos tradicionais, com seis titulares e o mesmo número de suplentes de cada setor. Terão representação as comunidades e os povos de ciganos, indígenas, pescadores artesanais, quilombolas, pomeranos e de terreiros.   Pela parte do governo, participarão representantes das secretarias de Cultura, Direitos Humanos, Educação e Saúde, do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e da Subsecretaria de Movimentos Sociais.   A comissão, que deve se reunir ordinariamente a cada três meses, terá 120 dias para regulamentar o seu regimento interno.

12/03/2013 / 0 Comments
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Ministro do STF quer dar prioridade às ações dos royalties

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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta terça-feira (12) que dará prioridade aos processos envolvendo a nova Lei dos Royalties do petróleo, se o caso se tornar um problema nacional. Relator de todos os processos que tratam do tema, ele pode dar decisões provisórias e será o responsável por liberar o caso para julgamento em plenário. “Se houver problema sério para federação, vou dar a urgência necessária”, disse o ministro, ao ser perguntado sobre o trâmite que pretende dar aos processos. Na semana passada, mandados de segurança de parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo chegaram ao Supremo tentando reverter a derrubada dos vetos da presidenta Dilma Rousseff. Nesta semana, os estados produtores pretendem entrar com ações de inconstitucionalidade. Para o ministro Marco Aurélio Mello, o caso é relevante e não deve ser julgado individualmente pelo ministro Fux. “Eu acho que é um caso de repercussão maior, e aí tem que ir para o plenário definir”. Ele disse que não se sente pressionado com a medida adotada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de suspender o pagamento a fornecedores. “Não há como se conceber que se possa atuar no Supremo sob pressão”. O ministro Ricardo Lewandowski acredita que todos os processos são importantes no STF e que as prioridades devem ser definidas pelo relator do processo e pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, responsável por colocar os processos em pauta. “Nós, os demais ministros, somos apenas coadjuvantes”, observou. No final de fevereiro, os ministros do Supremo derrubaram em plenário uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux que impedia a apreciação dos vetos da Lei dos Royalties. O ministro disse que liberou o assunto rapidamente para julgamento porque havia uma crise institucional que impedia a votação do Orçamento. Ele disse que ainda não recebeu as informações que solicitou às partes envolvidas no final da semana passada. Segundo o ministro, ele só tomará qualquer atitude quando receber essas informações. O prazo é de 10 dias, e, depois, ele deve abrir prazo para manifestação do Ministério Público.

12/03/2013 / 0 Comments
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Destempero entre Roberto Carlos e José Esmeraldo esquenta clima na Assembleia

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Em tom de brincadeira, o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), disse que determinaria o aumento da refrigeração do plenário da Assembleia. Não é para menos, se não fossem os deputados, assessores e seguranças do plenário, o segundo secretário da Mesa, deputado Roberto Carlos (PT), e o deputado José Esmeraldo (PR) poderiam chegar às vias de fato. O clima esquentou entre os parlamentares na sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta terça-feira (12), por conta de uma indicação de Esmeraldo à Mesa Diretora para que os estagiários da Assembleia possam receber um terço do valor do tíquete refeição dos demais servidores da Casa. Esmeraldo cobrou uma definição sobre o projeto, pedindo para que Roberto Carlos e a primeira secretária, Solange Lube (PMDB), colocassem o projeto em votação. Os deputados da Mesa se pronunciaram sobre caso afirmando que não assinariam nenhum projeto sem saber a viabilidade financeira a ser comprometida e que não aceitariam “pressão” de nenhum deputado. O deputado José Esmeraldo rebateu às declarações dos colegas, mas foi interrompido por Roberto Carlos. Os parlamentares começaram a discutir acaloradamente pelos microfones, até que o petista se levantou e partiu em direção ao republicano. Os deputados foram separados e  o presidente da Casa suspendeu a sessão por cinco minutos para acalmar os ânimos. Alguns deputados foram à tribuna da Casa para falar de outros temas, enquanto a movimentação continuava intensa no plenário. Como forma de evitar futuros embates, Ferraço determinou o fim dos apartes no horário das comunicações. Depois de esfriarem a cabeça, tanto Roberto Carlos quanto José Esmeraldo pediram desculpas pelo episódio.

12/03/2013 / 0 Comments
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Código Florestal: Grupo de Trabalho vai acompanhar implementação no ES

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Nesta quinta-feira (14), será lançado na Assembleia Legislativa o Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal. Aberto ao público, o lançamento será realizado às 14 horas, no Auditório 1 da Casa. A intenção do grupo é potencializar, em âmbito estadual, a participação da sociedade no processo de implementação do novo Código Florestal. A iniciativa faz parte de uma campanha nacional de acompanhamento da nova lei.  O grupo é organizado pela Frente Parlamentar Ambientalista do Estado, cujo presidente é o deputado estadual Claudio Vereza (PT), em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica e a Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma).    Nas palavras de Mário Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, o objetivo é estimular a cidadania da participação, “em um processo descentralizado e participativo”, bem como reforçar o papel das frentes parlamentares estaduais.   Já está claro que a atuação dos estados será fundamental para um controle objetivo da implementação do novo Código, aprovado em maio de 2012 no Congresso Nacional, sob muitas críticas de ambientalistas. Os principais pontos que vão depender – e muito – dos estados são os maiores alvos de críticas, em especial a anistia a quem desmatou áreas preservadas até julho de 2008.   Em seu texto, o Código Florestal aprovado em maio de 2012 retira o dever de pagar multas, bem como a aplicação de sanções penais aos responsáveis por degradação de áreas preservadas até 22 de julho de 2008.    Porém, no fim de 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, mesmo com o novo Código Florestal, as multas aplicadas anteriormente a julho de 2008 não são automaticamente anuladas, e sim convertidas em outras obrigações administrativas a serem cumpridas pelo proprietário rural.    Entre as ações, estão a assinatura de termo de compromisso, a abertura de procedimento administrativo no programa de regularização ambiental e a inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR) – esta última, segundo a SOS Mata Atlântica, um dos principais temas de debate do Grupo de Trabalho recém-criado.   O cadastro consiste no levantamento de informações geográficas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e remanescentes de vegetação nativa, com o objetivo de traçar um mapa a partir do qual são calculados os valores da área para diagnóstico ambiental.   Após a regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), obrigatória com o novo Código, a implementação das novas regras, em especial a integração dos dados, chega neste início de 2013 ao nível estadual. Vence em maio o prazo para que os estados regulamentem os seus Planos de Regularização Ambiental (PRAs), que vão servir basicamente para regularizar propriedades irregulares em relação a áreas de preservação e reservas legais.   E é aí que entra o problema. Em geral, é nos estados que a fiscalização se perde ainda mais. No Espírito Santo, por exemplo, os órgãos estaduais cumprem mais a função de liberação de empreendimentos, em favor de grandes empresas, do que o de fiscalização e licenciamento ambiental.   Por isso, torna-se ainda mais necessária a participação da sociedade civil no processo. Como os estados serão absolutamente necessários para que os desmatadores não sejam totalmente anistiados por crimes ambientais, a fiscalização pela população é muito cobrada.

12/03/2013 / 0 Comments
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Peritos usam máscaras do pânico em protesto ao caos na segurança

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Reunidos em frente à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), em Vitória, os peritos papiloscópicos manifestaram a insatisfação da categoria vestidos com túnicas mortuárias e máscaras do pânico. Eles denunciaram o permanente estado de abandono do departamento devido à falta de condições de trabalho e valorização da categoria.  Eles cobraram do governador Renato Casagrande uma ‘limpeza’ geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado . Segundo a Associação dos Peritos Papiloscópicos do Espírito Santo (APPES), “enquanto alguns prepostos continuarem praticando a administração de faz de conta parecendo mais pavões eriçados, sem qualquer conhecimento dos órgãos que fingem dirigir, a criminalidade só irá aumentar”.     Segundo os representantes da categoria, faltam até luvas para os agentes fazerem o trabalho de perícia. Além disso, na Seção Criminal do Departamento, mais de 200 folhas de antecedentes criminais estão em atraso devido ao sistema de informatização incompatível entre si, a falta de funcionários, a sobrecarga de trabalho sobre os profissionais.    De acordo com a APPES,  criminosos presos no Estado e já condenados chegaram a ser soltos devido à demora dos laudos sobre suas verdadeiras identidades.    “Há uma ordem judicial na Seção determinando a paralisação de processos e a prioridade na confecção de laudos de criminosos já condenados, porque alguns andaram sendo soltos”, denunciam.    O abandono é ainda maior quando a categoria trabalha no interior do Estado. Segundo os peritos, a categoria trabalha com falha na identificação de criminosos – pessoas que cometem crime no interior não são identificados criminalmente, aumentando a impunidade.    “O Departamento só existe no papel. Não existe sequer o material para periciar objetos levantados em locais de crimes”, denuncia a APPES. Prova do descaso, alerta a categoria, é a evasão de 46% peritos aprovados no último concurso, realizado em 2010, após 22 sem concurso público para a categoria.    Além de melhoria nas condições de trabalho, a categoria cobrou a recomposição salarial, concurso público para o cargo, respeito à autonomia da categoria e suas atribuições.    A categoria prometeu que irá realizar manifestações periódicas para cobrar o poder público, como fez nesta terça-feira (12). Antes de se concentrar na frente da Sesp, os manifestantes cruzaram as principais ruas da Capital com um carro de som explicando à população as dificuldades da categoria.    Os locais em que serão realizadas as manifestações e a forma como serão feitas serão divulgados sempre na véspera dos protestos. Paralelamente, a categoria está afixando faixas de protesto nas imediações do Departamento, com a colocação do caixão representando a falta de respeito pelos direitos da categoria. 

12/03/2013 / 0 Comments
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