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Decreto impõe restrições aos blocos de rua do Carnaval de Vitória

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Limite de blocos por dia, horário máximo até às 19h e proibição de blocos parados estão entre as mudanças A Prefeitura Municipal de Vitória (PMV), na gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), publicou o decreto 23.180/2023, que “disciplina os desfiles de blocos de rua no Município de Vitória e constitui a Comissão dos Desfiles de Blocos de Rua”, mas impõe uma série de restrições aos blocos no carnaval deste ano. O decreto, apontado pelo vereador André Moreira (Psol) como ainda pior do que o do carnaval 2023, será debatido com os blocos de rua da Capital em reunião realizada pelo seu mandato na próxima sexta-feira (12), às 19h, em um local a ser definido. No artigo 7º do decreto consta que “serão permitidos no máximo 02 (dois) Blocos de Rua por dia no Município e desde que em regiões administrativas diferentes, de 11h00min até 19h00min”. No decreto do carnaval passado o horário de término era até às 18h. Este ano, portanto, aumentou uma hora, mas ainda assim o horário é apontado como restrito pelo vereador André Moreira. Além disso, a quantidade de dois blocos por dia é considerada insuficiente. André também destaca o artigo 11º, com uma regra que não constava no carnaval 2023. Nele diz que “os Blocos de Rua não poderão permanecer parados em pontos fixos, devendo sempre circular, como forma de promover a melhor convivência com a vizinhança, a mobilidade urbana e o tráfego, sendo proibida a montagem de tendas, palco ou qualquer tipo de infraestrutura fixa”. “O bloco pode ser uma manifestação parada. O decreto está violando o direito de reunião. Um bloco não necessariamente precisa andar, pode ser, por exemplo, um grupo de pessoas paradas em um lugar tocando samba”, diz André. No último carnaval em Vitória, principalmente no Centro, a expectativa de voltar às ruas depois de dois anos de pandemia quase foi frustrada. No início de dezembro de 2022 a Prefeitura ainda não tinha aberto diálogo sobre os preparativos. A primeira reunião só aconteceu, no mesmo mês, depois de várias solicitações dos blocos, mas nada foi apresentado de concreto. No final das contas, os blocos foram para as ruas do Centro, mas sem investimento de fato da gestão, pois faltaram, por exemplo, banheiros químicos e cestas de lixo principalmente na avenida Beira Mar, onde os desfiles aconteceram. Para piorar a situação, o promotor de Justiça Marcelo Lemos Vieira, da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), notificou, em caráter recomendatório e premonitório, da Notificação 01/2023, que a gestão do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) impedisse o desfile dos blocos do Centro que vão às ruas no sábado após a terça-feira de carnaval: o Esquerda Festiva e o Prakabá. Um dos argumentos do MPES foram “possíveis irregularidades decorrentes do Carnaval de rua no Centro desta Capital, em especial no que tange à poluição ambiental na Baía de Vitória, poluição sonora, impacto urbanístico decorrente da destinação dos resíduos, bem como questões relativas à segurança urbana, conforme reportagens veiculas em jornais de grade circulação”. A Liga dos Blocos do Centro de Vitória (Blocão) apontou a medida como “inconstitucional e discriminatória, que acaba por criminalizar a maior manifestação da cultura popular do país e, em especial, o Carnaval de rua do Centro de Vitória”. A Associação de Moradores do Centro de Vitória (Amacentro) também considerou a proibição “descabida e autoritária”. A Prefeitura acatou o MPES, causando uma reação dos blocos, que foram às ruas com um caráter de manifestação popular “Fora, Pazolini!”. Prefeitura acata recomendação do MPES e suspende blocos do Centro Promotor alegou problemas em relação à poluição ambiental e sonora e segurança. Ato nesta sexta protesta contra a medida https://www.seculodiario.com.br/cultura/prefeitura-acata-recomendacao-do-mpes-e-suspende-blocos-deste-final-de-semana

06/01/2024 / 0 Comments
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‘Samba Que Eu Quero Ver’ aquece o pré-carnaval no Centro de Vitória

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Mais na Coluna: Homenageados; Atrações Musicais; Mulheres do Quilombo; Oficinas; Exposição Nos últimos anos o carnaval do Centro de Vitória tem deixado a desejar por causa da falta de investimento em infraestrutura por parte da gestão de Lorenzo Pazolini (Republicanos). Porém, este ano pelo menos o aquecimento parece que vai ser bem badalado, mas não é por iniciativa da prefeitura não. É que a Lúdica Audiovisual irá realizar, de 16 a 20 de janeiro, a segunda edição da Mostra Cultural Bamba Capixaba – Samba Que Eu Quero Ver, no Centro. Divulgação A programação, totalmente gratuita, traz apresentações de altíssima qualidade, como o pagodeiro Arlindinho e o tradicional bloco carioca Cacique de Ramos, que, pela primeira vez, desembarca em terras capixabas. Levando em consideração todas as atrações, que englobam, ainda, exibição de filmes, oficinas, exposições, homenagens, rodas de conversa e palestras, e o sucesso da primeira edição, em 2022, parece ter tudo para ser um ótimo momento de preparação para o carnaval do Centro de Vitória. Números Serão mais de 40 horas de evento, 3 oficinas, 2 rodas de conversa, 4 sessões de cinema totalizando 11 filmes, 12 shows, além de palestra e exposição artística, tudo gratuito. O samba também será celebrado por meio de homenagens às pontes e conexões que essa expressão artística estabelece, unindo a academia à cultura popular. Homenageados Divulgação A coordenadora de Projetos da Associação Grupo Orgulho Liberdade e Dignidade (Gold), Déborah Sabará, a primeira mulher trans a ocupar o posto de porta bandeira do carnaval capixaba, será uma das homenageadas da Mostra. O outro homenageado será o escritor, compositor e sambista Nei Lopes, que tem músicas gravadas por artistas como Alcione, Beth Carvalho e Clara Nunes. As homenagens serão no dia 19, às 20h, na praça Getúlio Vargas. Atrações musicais Nei Lopes também será uma das atrações musicais. Após às homenagens ele sobe ao palco com Dos Santos e Kleber Simpatia. Também na Praça Getúlio Vargas acontecerão todas as outras apresentações musicais, como Cacique de Ramos, no dia 19, às 22h30; e Arlindinho, dia 20, às 18h, encerrando o evento. Atrações musicais II Divulgação Os sambistas capixabas também irão abrilhantar a Mostra. Entre as atrações do Espírito Santo estão a talentosíssima Elaine Augusta, Juana Zanchetta e Sol Pessoa, que no dia 20 de janeiro, às 14h, farão um show de samba raiz, pagode e partido alto. Será uma homenagem às grandes mulheres do samba, com um repertório que irá contemplar artistas como Alcione, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Elza Soares, Jovelina Pérola Negra, Leci Brandão e Clara Nunes. Mulheres do Quilombo As mulheres também terão destaque com o lançamento do documentário “Mulheres de Quilombo”, no dia 17 de janeiro, às 18h, no HubES+, no Centro de Vitória, em frente à praça Costa Pereira. O documentário é uma produção dos alunos da oficina de audiovisual da primeira edição do evento. A oficina foi conduzida por Felipe Amarelo, fotógrafo e músico, que compartilhou técnicas de cobertura audiovisual. Os alunos foram os responsáveis por toda a produção do documentário, desde a captação de imagens até a edição final. Mulheres do Quilombo II O documentário mergulha nos bastidores do Carnaval Capixaba, destacando a vivência e o protagonismo feminino. Ao contar histórias autênticas e muitas vezes desconhecidas, ‘Mulheres do Quilombo’ lança luz sobre as trajetórias das mulheres que desempenham papéis fundamentais nos desfiles e na preservação da rica tradição cultural. Oficina para crianças e adolescentes A programação da Mostra também contempla o público infanto juvenil, com a realização da oficina de bateria de escola de samba para crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. Mas quem quiser se inscrever tem que andar rápido, pois as inscrições terminam na próxima segunda-feira (8) e podem ser feitas no site. A oficina será no dia 20, das 10h às 12h, na praça Costa Pereira, e vai trabalhar a percepção do ritmo, identificação dos instrumentos musicais e formação de uma minibateria. Oficina para crianças e adolescentes II O objetivo da oficina de bateria de escola de samba para crianças e adolescentes é fortalecer a herança do samba nas novas gerações, consolidando ainda mais o ritmo que ecoa nas ruas e morros capixabas. A ação será conduzida pelo músico Glaydson Santos, produtor responsável pela gravação dos CDs e DVDs dos sambas-enredo de Vitória desde 2003. Atual mestre de Bateria da Unidos de Jucutuquara, ele ainda atua na educação infantil como professor de matemática. Exposição Divulgação A segunda edição da Mostra contará também com a exposição artística ‘Correria’, do artista visual e historiador JV Abreu. A abertura oficial da exposição acontece no dia 18 de janeiro, às 18h, no Hub ES+, na Praça Costa Pereira, no centro de Vitória. A exposição oferece uma reflexão sobre as identidades afro-capixabas, destacando a influência das culturas, estéticas e atividades do cotidiano nas cidades e comunidades. Pensando na História e Arte como ferramentas de formação positiva das identidades negras, Correria apresenta obras que dialogam desde referências do Antigo Egito até elementos contemporâneos da moda periférica. Título O título da exposição de JV Abreu faz referência à trajetória do expositor, que além de Artista Visual é graduando em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ele acredita na arte como uma ponte para acesso à informação, cultura e memória no contexto das lutas sociais cotidianas. Sua abordagem eclética incorpora diversas técnicas, como colagens, bordados e pinturas, para comunicar suas referências teóricas e artísticas. Até a próxima coluna! E-mail: elainerdalgobbo@gmail.com

06/01/2024 / 0 Comments
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Papo de Repórter: A contaminação de alimentos no Rio Doce

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Pesquisas e denúncias de atingidos foram destaques na semana. Programa ainda traz notícias e dicas culturais O Assunto da Semana são as pesquisas que mostram a contaminação de alimentos produzidos na região em torno do Rio Doce, atingida pelo crime socioambiental fruto da ruptura da barragem das empresas Samarco/Vale-BHP. A questão foi destaque no noticiário do Século Diário, que divulgou com exclusividade documentos sobre o tema. O Século Diário também recebeu depoimento em vídeo de Luciana Souza, da Comissão de Atingidos de Regência e Entrerrios, que pode ser assistido abaixo. O programa Papo de Repórter, apresentado por Vitor Taveira, traz ainda o Giro de Notícias com os principais acontecimentos da semana e o bloco De Rolê com dicas culturais para os próximos dias no Espírito Santo. * Inscreva-se no canal do Século Diário no YouTube e ative o sininho para acompanhar as novidades. ** Se quiser ouvir este e outros programas em podcast, siga os canais do Século Diário no Spotify e Google Podcasts.

05/01/2024 / 0 Comments
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Complementação do Fundeb não virá para 50 municípios do Espírito Santo

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Douglas Ferrari aponta falhas das políticas públicas do ES e dos critérios federais para envio do recurso O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) divulgou a relação dos municípios que não receberão o Valor Aluno Ano Resultado (Vaar), uma complementação do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb). No Espírito Santo, dos 78 municípios, 50 foram considerados inabilitados para receber o recurso da União. Esse complemento equivale a 1,5% do valor arrecadado para o Fundeb pelos estados, que é de 20% do total de uma gama de impostos estaduais. O :Vaar é recebido caso, nesses 20%, não se alcance o Custo Aluno Ano, calculado todo mês de dezembro por uma comissão.  As cidades que não estão aptas a receber o Vaar são: Vitória, Vila Velha e Guarapari, na região metropolitana; Alegre, Apiacá, Bom Jesus do Norte, Castelo, Iconha, Marataízes, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Piúma, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul e Vargem Alta, no sul; Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Boa Esperança, Colatina, Ecoporanga, Governador Lindemberg, Ibiraçu, Itaguaçu, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Mantenópolis, Marilândia, Montanha, Mucurici, Nova Venécia, Pancas, Pinheiros, Ponto Belo, Rio Bananal, São Roque do Canaã, Sooretama e Vila Valério, no norte; Dores do Rio Preto, Ibatiba, Ibitirama, Irupi e Iúna, no Caparaó; e Santa Leopoldina, Santa Teresa, Santa Maria de Jetibá e Venda Nova do Imigrante, na região serrana. Para receber o Vaar, conforme explica o professor do Centro de Educação da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Douglas Ferrari, os municípios têm que cumprir as seguintes condicionantes: redução das desigualdades educacionais, socioeconômicas e raciais; melhorias de aprendizagem; implementação de gestão democrática e homologação de referências curriculares alinhadas à Base Nacional Curricular Comum (BNCC). Douglas acredita que o fato de a maioria dos municípios não receberem o recurso mostra “a fragilidade das políticas públicas educacionais e sociais”, uma vez que atender as condicionantes requer políticas para além das com foco na educação, contemplando, por exemplo, saúde, assistência social, alimentação, habitação, saneamento básico, etc. Uma das críticas que Douglas faz ao Vaar é o fato de não garantir a complementação para quem não atinge os resultados estabelecidos. O professor defende que é justamente quem está em situação de desigualdade que mais precisa do recurso. Também faz questionamentos quanto ao quesito aprendizagem, já que, com foco em notas e aprovações de ano, acaba avaliando o professor pelo aluno. “Quem disse que porque o aluno não aprendeu o professor não ensinou? Você deixa a entender que naquela escola que não atendeu a condicionante aprendizagem ninguém se esforçou para melhorar nesse quesito, e que na que vai receber a verba todo mundo se esforçou”, destaca. Douglas salienta, ainda, que há estudos que comprovam que 40% de nossa aprendizagem vem da escola. Os outros 60% são fora. “Aí temos que levar em consideração, por exemplo, o nível socioeconômico. O pai acompanha as atividades do filho? Ele tem condições de ensinar? A família tem capital social? Tem condições de proporcionar aos filhos acesso a lugares como teatro, cinema? A educação se dá de diversas formas”, afirma.

05/01/2024 / 1 Comment
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Pendências documentais paralisam licenciamentos de 36 empresas do Estado

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Segundo Iema, que divulgou lista, maioria dos processos teria continuidade com providências simples Atualmente, 36 processos que tramitam no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) estão parados devido a pendências de documentação por parte dos empreendedores. De acordo com órgão, em sua maioria, as pendências são simples, como documentos vencidos e relativos à anuência, Certidão Negativa de Débito Ambiental (CNDA) e pagamento de multa. “É necessário que o responsável pelo processo procure a Assessoria de Documentação do Iema, para conferir e atualizar a documentação e poder, então, emitir as licenças ambientais. A análise administrativa que confere a documentação é a última etapa do licenciamento ambiental. Com os documentos em conformidade, a licença é liberada”, explica a servidora responsável pela Assessoria de Documentação do Iema, Juliana Samora, reforçando que os empreendedores precisam acompanhar o andamento das solicitações. Das 36 empresas que constam na lista, 14 – ou seja, pouco mais de um terço – são do ramo de extração e/ou beneficiamento de mineração, estando localizadas nas cidades de Cachoeiro de Itapemirim, Castelo, Conceição do Castelo, Itapemirim, Muniz Freire e Rio Novo do Sul, no sul do Estado; e Águia Branca, Água Doce do Norte, Barra de São Francisco e Boa Esperança, no noroeste. Também estão na lista empresas responsáveis por serviços públicos, como as unidades do Departamento de Edificações e Rodovias do Estado Espírito Santo (DER-ES) em três cidades: Cariacica, na Grande Vitória; Baixo Guandu, no noroeste do Estado; e Domingos Martins, na região serrana. Constam ainda na relação a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan), por conta de Estação de Tratamento de Água (ETA) em Viana, na região metropolitana; e as concessionárias dos serviços de água e esgoto BRK Ambiental, de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, e Serra Ambiental, da Serra, na Grande Vitória. Outras empresas que estão na lista têm atividades nos ramos de tratamento e estruturas de madeira; estocagem; produtos químicos perigosos; resíduos oleosos; aquicultura; oficina; álcool e açúcar; transporte rodoviário; aterro de lama abrasiva; alimentação; fauna silvestre; e loteamento. Novo licenciamento Esse tipo de atraso, por parte dos empresários, foi mencionado em entrevista à TV Século pela servidora do Iema e integrante da Associação dos Servidores da autarquia (Assiema) Silvia Sardemberg. Segundo ela, o tempo estabelecido pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) é de um ano para conclusão de um licenciamento e o Iema tem, em média, feito em menos tempo. A sensação de atraso se dá porque, quando o órgão pede para que o empreendedor apresente informações e documentos que faltam, esse prazo é suspenso, então o tempo total é maior que um ano, mas não por conta da equipe técnica do Iema. “O órgão ambiental pega o documento e vê que não está de acordo com o Termo de Referência], então tem que solicitar complementar informação. Para a sociedade, ‘nossa tá demorando muito!’ Mas para o tempo de análise, não, só conta o tempo quando volta para o órgão”, explicou.  Parlamentares governistas e de oposição da Assembleia se uniram em apoio ao Projeto de Lei Complementar 56/2023 na sessão em que foi aprovado – apenas Camila Valadão (Psol), Iriny Lopes (PT), Fabrício Gandini (PSD) e João Coser (PT) votaram contra. Alguns deputados de oposição, como Callegari e Lucas Polese (ambos do PL), chegaram a se pronunciar colocando em dúvida a própria integridade moral dos servidores do Iema. Os deputados fizeram discursos ofensivos – esse último disse que, por ele, o Iema “pode até fechar!”. A nova lei prevê a diminuição do tempo de análise do licenciamento ambiental, ao abolir ritos legais. No caso de algumas modalidades criadas, como o Licenciamento por Adesão e Compromisso e a Licença Ambiental Simplificada, o próprio empreendedor se encarregará de descrever os impactos ambientais do procedimento. A normativa prevê ainda a criação da Comissão de Análise de Projetos Prioritários de Licenciamento Ambiental (CAPPLA), responsável por identificar e “dar tratamento prioritário e especial a determinados projetos que pretendam se instalar no Estado”. Também seria formado o Conselho de Gestão Ambiental, de caráter deliberativo e normativo, composto por “todas as autoridades licenciadoras e de gestão dos recursos hídricos”. Para os servidores do Iema, esses novos conselhos poderão suplantar a análise técnica do órgão. Uma comissão do Iema estuda as maneiras de ingressar na Justiça contra a nova legislação. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também deverá se somar aos questionamentos jurídicos do novo licenciamento. Confira a lista das empresas com documentos pendentes em processos de licenciamento ambiental no Iema. ‘Tudo indica que o licenciamento ambiental será considerado inconstitucional’ Izanildo Sabino e mais três representantes de movimentos sociais participaram de debate online sobre https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/tudo-indica-que-o-licenciamento-ambiental-sera-considerado-inconstitucional Casagrande sanciona novo licenciamento ambiental estadual https://www.seculodiario.com.br/meio-ambiente/casagrande-sanciona-o-novo-licenciamento-ambiental-estadual Quais os impactos da aprovação do ‘PL da Destruição’? – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/tv-seculo/quais-os-impacto-da-aprovacao-do-pl-da-destruicao

05/01/2024 / 0 Comments
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Decreto federal reacende debate sobre defesa dos direitos humanos no Estado

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Sociedade civil reivindica retorno do programa de proteção aos defensores no ES, afirma Gilmar Ferreira Uma das novidades de 2024 na luta em defesa dos direitos humanos é a participação da sociedade civil no Conselho Deliberativo (Condel) do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), viabilizada por um decreto assinado no final do ano pelo presidente Lula (PT) e pelo ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvo Almeida. A iniciativa reacende o debate sobre a necessidade de retorno do PPDDH no Espírito Santo, uma reivindicação da sociedade civil. O PPDDH foi criado em 2009 e chegou ao término em 2011. Para o militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos no Espírito Santo (MNDH/ES), Gilmar Ferreira, sua extinção significa dizer que “falta uma perna” no Sistema Estadual de Proteção dos Direitos Humanos, já que, conforme afirma, ele deveria ser composto por um tripé que, além do PPDDH, contempla o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas (Provita) e o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM). Esses dois últimos existem no Espírito Santo. Gilmar destaca que o Estado brasileiro, os organismos internacionais e todo o arcabouço legal de direitos humanos reconhecem a importância da atuação dos defensores de direitos humanos “na garantia, proteção, reparação, promoção e aplicação dos direitos humanos em todas dimensões”. Por isso, o retorno do PPDDH no Espírito Santo seria um “reconhecimento e suporte para essa luta”, afirma. O ativista salienta que isso se torna ainda mais importante na conjuntura atual. “Temos, nos últimos anos, um saldo negativo de amplificação da narrativa do ódio, da violação dos direitos humanos”, diz. A necessidade do retorno do PPDDH está expressa na pesquisa ‘Na Linha de Frente: Violência Contra Defensoras e Defensores de Direitos Humanos no Brasil’, divulgada em junho último pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global. O levantamento aponta que de 2019 a 2022 ocorreram três assassinatos de defensores dos direitos humanos no Espírito Santo. No documento não há o nome das vítimas, mas conforme informações obtidas por meio da Justiça Global, duas eram ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mortas em crimes de homofobia e transfobia. As entidades também incluem a professora Flávia Amboss, ligada ao Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), assassinada por um adolescente de 16 anos em novembro último, no ataque neonazista à Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Primo Bitti, em Aracruz, norte do Estado. Quanto aos outros estados do Sudeste, os números mostram que em São Paulo foram oito assassinatos, seguido pelo Rio de Janeiro (5) e Minas Gerais (1). Portanto, os dados referentes ao Espírito Santo são alarmantes, uma vez que se trata de uma unidade federativa, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com cerca de 4 milhões de habitantes, enquanto Minas Gerais, com 21 milhões, registrou menos assassinatos. O Rio de Janeiro, com uma média de 17 milhões, registrou somente dois crimes a mais. Até mesmo São Paulo, com seus oito homicídios, encontra-se em posição menos desfavorável do que o Espírito Santo, levando-se em consideração que tem cerca de 46 milhões de moradores. Comparando o Espírito Santo com alguns estados de outras regiões, verifica-se a mesma dura realidade. No sul, Santa Catarina, por exemplo, tem uma população que gira em torno de 7 milhões, e houve um assassinato. Alagoas, no Nordeste, não registrou nenhum caso do tipo, assim como Goiás, no Centro Oeste. “Qualquer número que envolva violência, violação de direitos humanos, sobretudo com morte, é alarmante. Para um Estado pequeno como o nosso, se comparado aos demais, está bem alto”, destacou Gilmar, na época. De acordo com ele, historicamente, as lutas contra violações de direitos no Espírito Santo estão relacionadas principalmente às temáticas da terra e do meio ambiente, como a mobilização dos quilombolas e indígenas em defesa de suas terras. Ele também destaca a luta da comunidade LGBTQIA+.

05/01/2024 / 0 Comments
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Servidores de Cachoeiro celebram novo concurso público após 16 anos

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Marissol Dalrio, do sindicato representativo, afirma que número de vagas é menor do que o necessário Marissol Dalrio, presidente do Sindimunicipal. Crédito: CMCI A Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Estado, publicou, nesta sexta-feira (5), quatro editais de concurso público para preenchimento de 370 vagas do quadro efetivo de pessoal. O primeiro concurso público municipal em 16 anos é celebrado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeiro de Itapemirim (Sindimunicipal). Entretanto, a presidente da entidade, Marisol Dalrio, ressalta que o número de vagas ainda está aquém do necessário. A gestão do prefeito Victor Coelho (PSB) chegou a anunciar, em outros momentos, que seriam mais de 400 vagas oferecidas. Nos editais publicados , constam oportunidades para profissionais dos níveis fundamental, médio e superior, e o certame também contempla cadastro de reserva. Os detalhes dos editais estão na edição desta sexta do Diário Oficial do Município. “O concurso público faz parte da pauta das reivindicações do Sindimunicipal há mais de oito anos. Mesmo reconhecendo que o número de vagas ofertadas é bem menor do que a necessidade do município – já que temos 2,4 mil servidores efetivos e quase 4 mil contratados –, estamos confiantes de que o cadastro de reserva vai ajudar amenizar, e de que o governo está empenhado em fazer o possível dentro da legalidade para resolver esse problema que se arrasta há muitos anos”, afirma. Os salários iniciais variam de R$ 1,2 mil a R$ 11,8 mil, e o período de inscrição e datas das provas é diferente para cada edital. O maior número de vagas está no edital para professores e profissionais da saúde: 255, quase 70% do total, com salários variando de R$ 1,5 mil a R$ 4,1 mil. O período de inscrição é de 12 a 31 de janeiro, e as provas estão agendadas para 24 de março. O edital de cargos administrativos é o segundo com maior número de vagas, 93. São 29 cargos, com remuneração variando entre R$ 1,5 mil e R$ 7,7 mil. O período para se inscrever será de 12 de janeiro a 5 de fevereiro, com prova marcada para o próximo dia 7 de abril. O mesmo prazo e data de prova foi colocado para o edital da Guarda Civil Municipal (GCM), com 20 vagas e subsídio de R$ 3,1 mil. O maior salário é o cargo de Procurador, R$ 11,8 mil, com uma única vaga disponível. Os candidatos poderão se inscrever de 2 de janeiro a 9 de fevereiro, e as provas estão programadas para o dia 14 de abril. O último concurso público geral da Prefeitura de Cachoeiro ocorreu em 2008, durante o mandato de Roberto Valadão (MDB) como prefeito. Em 2016, último ano da gestão de Carlos Casteglione (PT), foi realizado um concurso específico para o magistério. Victor Coelho (PSB) assumiu como prefeito em 2017, e uma de suas promessas de campanha era justamente a realização de um novo concurso público geral. A Prefeitura chegou a anunciar que planejava fazer o certame em maio de 2020, quando então surgiu a pandemia de Covid-19, que desequilibrou as contas dos municípios, e a lei que permitiu repasses da União para enfrentamento à situação vedava a realização de concursos. Em 2022, houve o anúncio da assinatura do contrato da Prefeitura de Cachoeiro com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção (Cebraspe) para a organização e realização do concurso. Mas, depois disso, o lançamento dos editais virou uma novela, com sucessivos anúncios e descumprimentos. Não foi à toa, portanto, que o prefeito anunciou triunfalmente, nessa quinta-feira (4), que os editais finalmente seriam publicados, em um vídeo nas redes sociais no qual aparece ao lado de vereadores governistas. Em outra postagem, Coelho atribuiu o crédito pela organização dos trâmites do concurso à secretária das pastas de Obras e de Manutenção e Serviços, Lorena Vasques (PSB), que até maio de 2023 era a titular da Secretaria Municipal de Administração. Lorena é pré-candidata a prefeita nas eleições municipais de outubro, despontando, até o momento, como a representante do campo governista na disputa majoritária. Victor Coelho realiza mais de cem trocas na Prefeitura de Cachoeiro Objetivo é privilegiar nomes afinados com a pré-candidatura de Lorena Vasques a prefeita em 2024 https://www.seculodiario.com.br/politica/victor-coelho-realiza-mais-de-cem-trocas-na-gestao-de-cachoeiro Cachoeiro: audiência pública online do Orçamento é contestada por servidores Marissol Dalrio, do sindicato representativo, reiterou cobrança na Câmara por debate presencial https://www.seculodiario.com.br/direitos/cachoeiro-audiencia-publica-online-do-orcamento-e-contestada-por-servidores

05/01/2024 / 0 Comments
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Folia de Reis une devoção e festa no sul do Estado

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Manifestação da cultura popular encerra o ciclo natalino em Muqui e Cachoeiro de itapemirim Márcia Leal/PMCI “A Folia, meu filho, vem do princípio do mundo!”. Assim costumava dizer, segundo pessoas próximas, o Mestre João Inácio, de Cachoeiro de Itapemirim, sobre a Folia de Reis, tradicional manifestação da cultura popular. Em Cachoeiro e Muqui, municípios do sul do Espírito Santo, grupos se apresentarão neste sábado (6), encerrando o chamado ciclo natalino no Dia de Reis. Em Cachoeiro, a Folia de Reis Estrela do Mar, do Mestre Rogério, sairá do bairro Zumbi, onde fica, e realizará uma marcha até a Praça de Fátima, no centro da cidade, onde está montado um presépio e uma decoração natalina, realizando no local uma apresentação às 18h. No meio do caminho, o mestre pretende “aquecer a voz” cantando em algumas casas. Já em Muqui, estão previstas duas apresentações na praça central. A Folia de Reis Estrela da Paz, do Mestre Zezinho Inácio, marchará para fazer a sua apresentação às 15h. Já a Folia de Reis Sete Estrelas, do Mestre Adauto Gomes, se apresentará às 20h. A Folia de Reis está ligada ao ciclo natalino, que vai de 24 de dezembro a 6 de janeiro, representando o “anúncio” do nascimento do Menino Jesus através de cantorias entoadas por pessoas com roupas multicoloridas. É uma tradição de origem italiana que chegou ao Brasil pelos portugueses, mas, atualmente, é mais difundida em comunidades periféricas e distritos das cidades. No sul do Espírito Santo, onde se estima a presença de mais de cem grupos, os primeiros registros remontam ao fim do século XIX. Muqui sedia, desde 1950, o maior encontro nacional de Folia de Reis, reunindo, anualmente, dezenas de grupos de todo o Brasil. A 73ª edição da festa está marcada para os próximos dias 30 e 31 de agosto, no Mês do Folclore. Wander Polati/PMM Geralmente, a Folia de Reis apresenta doze foliões, uma referência aos doze apóstolos de Cristo. O grupo é formado pelo mestre, que comanda o folguedo; o contramestre, seu ajudante direto; o bandeireiro, que carrega a bandeira dos três reis magos à frente da folia; os palhaços, que utilizam máscaras assustadoras e representariam os soldados romanos que caçaram Jesus no dia de seu nascimento; e os demais músicos. Finalizada a jornada do ciclo natalino, a folia costuma ser encerrada, no fim de janeiro, com uma grande festa, chamada de arremate, um evento que dura o dia todo e tem comida farta. Como manifestação da cultura popular, a Folia de Reis se perpetua de geração em geração. “Iniciei tocando reis com oito anos, dentro da Folia Estrela D’alva, do irmão do meu pai. Ele faleceu e eu cheguei a sair com ele umas quatro vezes, mas estou com a Folia Estrela do Mar desde 1985 e pretendo continuar. Na minha família, quase todos participam, e seguem contando o nascimento, a paixão e morte de Jesus Cristo”, conta o Mestre Rogério.

05/01/2024 / 0 Comments
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Capixabas farão ato em repúdio e memória aos atos terroristas de janeiro de 2023

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Ato será em frente à Assembleia Legislativa e pedirá cassação dos senadores Magno Malta e Marcos do Val ABr/Senado Com a proximidade do 8 de janeiro, data em que, no ano de 2023, ocorreu uma tentativa de golpe de Estado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que depredaram prédios públicos em Brasília, como o Congresso Nacional, o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF), haverá atos em todo o Brasil em repúdio e memória ao ocorrido. No Espírito Santo, o ato será às 16h30, na Assembleia Legislativa, organizado pelo Comitê Popular de Lutas do Espírito Santo e pelas centrais sindicais, totalizando cerca de 25 entidades. Integrante do Comitê Popular de Lutas, Fernanda Tardin informa que haverá carro de som e panfletagem em frente à Casa de Leis. Além do repúdio ao ato terrorista que completa um ano nessa segunda-feira (8), será pedida a cassação dos mandatos de dois senadores capixabas: Magno Malta (PL) e Marcos do Val (Podemos). “O lugar deles não é no Senado. Eles foram incentivadores da tentativa de golpe e, com isso, infringiram leis, como a de Preservação do Patrimônio Histórico e Memória”, diz Fernanda. Clemilde Cortes, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Espírito Santo (CUT/ES), uma das entidades que participará do ato, destaca a importância do protesto. “É fundamental relembrar para que não aconteça novamente. Discordância política não é problema, mas atentar contra a democracia é. Muita gente morreu para garantir que pudéssemos eleger nossos representantes. Quando Bolsonaro ganhou não houve atitude violenta, questionamento do resultado das urnas, mas quando o resultado da última eleição não foi o que a extrema direita queria, agiram com violência”, diz Clemilde O presidente Lula (PT) fez a convocação para o ato em Brasília no dia 20 de dezembro, durante a reunião ministerial de 2023. Após o ato terrorista, centenas de integrantes da extrema-direita foram presos na ocasião e respondem a processos na Justiça, muitos já condenados pelos atos de vandalismo. Nesta quinta-feira (4), o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, assinou um plano de ações integradas para definir o plano de segurança montado com o Centro Integrado de Operações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.  Está em andamento um monitoramento de ameaças de ataques às instituições, mas, até o momento, não há nada que gere maior preocupação. O Ministério da Justiça constatou que há convocações nas redes sociais para atos em diversas cidades do país no dia 8 de janeiro de 2024, mas sem grandes adesões. De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, os achados não causam preocupação, mas o governo manterá o monitoramento para evitar surpresas Ato pela democracia dia 8 em Brasília terá poucos petistas do Espírito Santo – Século Diário https://www.seculodiario.com.br/politica/ato-pela-democracia-dia-8-em-brasiliatera-poucos-petistas-do-espirito-santo

04/01/2024 / 5 Comments
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Comunidade questiona adoção de modelo integral em escola de Itaguaçu

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Prefeito Uesely Roque não dialogou com a comunidade nem apresentou projeto de reforma e ampliação prometido O ano letivo já começa no próximo mês e a comunidade da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (Emeief) Pedro Thomazini, na zona rural de Itaguaçu, norte do Estado, ainda não tem resposta da administração de Uesley Roque Corteletti Thon (Republicanos) quanto à reivindicação de que a unidade de ensino não se transforme em integral a partir do ano letivo que vai iniciar. A situação tem gerado preocupação entre os responsáveis pelos estudantes. O anúncio de que a escola passaria a ser integral foi feito pelo secretário municipal de Educação e Cultura Leandro Barloesius, no final de novembro. Contudo, conforme afirma o agricultor Marcos Paulo Bortolini, pai de estudante da Emeief, não foi algo discutido coletivamente com a comunidade. O prefeito chegou a dizer que marcaria uma reunião com os responsáveis pelos alunos, mas isso não aconteceu. Questionado sobre o porquê, Uesley disse que seria em janeiro, mas não deu previsão de data. O argumento dado pelo gestor, de acordo com Marcos Paulo, foi de que a integralização é uma determinação do Governo Federal e que permitirá ao município receber mais verbas. O agricultor relata que o secretário afirmou que após se tornar integral, a escola, que segundo a comunidade não tem infraestrutura adequada, vai passar por uma reforma, mas não apresentou nenhum projeto e nenhuma previsão de início para as obras. Assim, o medo é de que a reforma não ocorra de fato após a mudança. “Não é melhor mexer na infraestrutura e depois colocar integral?”, questiona Marcos Paulo. Pai de dois estudantes, Wilson Corteletti aponta que um dos problemas de infraestrutura é o fato de a escola não ter água potável, obrigando os alunos a levar suas garrafinhas d’água. A ventilação, afirma, não é boa, além de não ter espaço para recreação. De acordo com Wilson, a unidade de ensino, que fica em Laranjal, recebe estudantes de locais distantes, como Palmital, Alto Palmital e São Luiz. Ele é morador de Palmital e, conforme afirma, seus filhos têm que acordar 5h para ir para a escola, em um percurso que dura uma hora. Wilson destaca que é cansativo para as crianças. Portanto, ter que ficar até o final da tarde ficaria mais cansativo ainda. Além disso, ficando o dia inteiro, será preciso que a escola ofereça almoço. Contudo, informa, o refeitório é muito pequeno e, acredita, a cozinha não dá condições para o preparo dessa refeição. De acordo com ele, a unidade de ensino não oferece café da manhã, somente uma merenda “básica”.

04/01/2024 / 0 Comments
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