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Romance de iniciação faz jornada pelo norte do ES

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  Antes de escrever as primeiras linhas de O Mensageiro do Vento, José Carlos Mattedi, se encantou com os acordes e a beleza do adorno musical que serviu de inspiração para o seu primeiro romance. “Vi-me, e foram várias vezes, admirando seu balançar e sua harmonia. Percebi, também, que aquele nome poético renderia um bom título para um livro”, conta o escritor. A sua mais nova obra infanto-juvenil será lançada nesta terça-feira (5), na Biblioteca Publica Estadual.    O Mensageiro do Vento é um livro de iniciação, sobre o fim da inocência e os caminhos do crescimento. José Carlos conta que a obra foi escrita em partes, algumas passagens surgiram sob inspiração, enquanto outras foram escritas para amarrar toda a história e dar sentido a esse grande mosaico. O livro também traz mensagens sobre a preservação da natureza e valores como a amizade e a gratidão.   Na narrativa, um jovem capoeirista recebe uma difícil missão. Ele precisa sair do sul da Bahia levando consigo um mensageiro do vento mágico e deixá-lo no povoado de Itaúnas, a vila de Conceição da Barra, no norte capixaba.    Durante sua jornada, o menino lida com diversos desafios e com a possibilidade de reencontrar sua mãe, que o abandonou. “Com o esqueleto da história na cabeça, decidi vivenciar a jornada do meu pequeno herói, ou seja, fazer a longa caminhada entre o sul da Bahia e o norte capixaba”, conta o autor.    Além de poder conhecer pessoalmente a paisagem onde a aventura se desenrolaria, Mattedi também viveu uma experiência muito proveitosa que lhe rendeu muito mais dos que as páginas do livro. “Enfrentei solidão, medo, ansiedade, adrenalina, sonhos e uma intensa jornada interior. Dessa viagem – exterior e interior – conheci alguns personagens do meu livro e vivenciei algumas experiências, que relato ao final do livro em um apêndice”, diz o escritor.    Entretanto, essa não foi a primeira vez que o escritor visitou Itaúnas. Há muito tempo o vilarejo já faz parte do seu imaginário. “Conheci Itaúnas em 1980, ou seja, há mais de 30 anos, e sempre me fascinou sua história. E a ponta do mastro da igreja soterrada nas dunas fazia minha imaginação pulsar. Não foi à toa que essa igrejinha tenha papel fundamental no final do meu livro”, declara.    Nessa época, ele conheceu o folclorista Hermógenes Lima Fonseca (1916-1996), que se tornou um dos personagens. O romance de aventura também reúne personagens da mitologia brasileira como o saci e o curupira, além de símbolos do imaginário coletivo universal como bruxas, serpentes, castelos, labirintos. O livro mescla fantasia e ficção e para isso José pesquisou em livros sobre folclore e também obras de História.   O livro é dedicado ao filho do escritor, que sempre foi um dos grandes motivadores da escrita do pai. Logo que ele nasceu, em 2002, José Carlos publicou A Guerra dos Brinquedos e mais tarde lançou o Cartas de Contos Infantis (2009).  “Sempre gostei de contar histórias para o meu filho. Até hoje quando ele vai dormir, deito na cama dele e nós dois ficamos lendo”, conta.   A mensagem que José Carlos deseja passar a todas as crianças, jovens ou adultos que lerão O Mensageiro do Vento é que a jornada da vida, assim como no seu livro, é cheia de quedas e superações. “O personagem começa fraco e indefeso e vai aos poucos vencendo obstáculos e descobrindo sua coragem e sua força. É um ato de confiança na potencialidade juvenil”, afirma.   Serviço O lançamento do livro O Mensageiro do Vento será nesta terça-feira (5), às 19h, na Biblioteca Pública Estadual. Av. João Batista Parra, 165, Praia do Suá, Vitória. O livro será vendido a R$ 20. Após o lançamento ele estará à venda nas Livrarias Logos.

04/03/2013 / 0 Comments
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Royalties: bancadas do ES e RJ vão para o tudo ou nada

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O deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ), que vem capitaneando a resistência das bancadas do Rio de Janeiro e Espírito Santo à derrubada do veto ao projeto de lei que muda a distribuição dos royalties do petróleo, já avisou que as bancadas dos estados produtores estão prontas para a guerra. Os vetos à lei dos royalties (12.734/12) serão votados pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (5), às 19 horas.  A decisão sobre a votação dos vetos foi tomada pelos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN); e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, na última quarta-feira (27), a liminar do ministro Luiz Fux que exigia do Congresso Nacional a votação, em ordem cronológica, dos mais de três mil vetos presidenciais que aguardam apreciação. Na véspera da votação, as bancadas do Rio de Janeiro e Espírito Santo se movimentam para tentar uma última investida de reverter a situação no campo político, antes de judicializar o caso. A estratégia dos deputados e senadores dos dois estados é fazer com que outros estados que serão prejudicados com a derrubada do veto também se manifestem. Para isso, tentam sensibilizar São Paulo, Amazonas, Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe, que podem ter prejuízos nos próximos 10 anos com a nova distribuição dos royalties. O veto da presidente Dilma garante a nova distribuição apenas para os contratos futuros. Para esta terça-feira (5), a expectativa é de que a sessão seja longa, já que as bancadas dos estados produtores vão tentar obstruir a votação. Mas se a estratégia não funcionar, no dia seguinte, os parlamentares devem procurar o Supremo Tribunal Federal (STF) para apresentar uma Ação de Direta de Inconstitucionalidade (Adin). “Vamos na quarta-feira (6) pedir que seja considerada inconstitucional a lei e solicitar uma liminar para evitar que os prejuízos decorrentes da decisão do Congresso [derrubada do vetos] sejam irreversíveis”, disse Molon à Agência Câmara. Na avaliação do deputado,  a decisão do STF permitirá que o Congresso continue deixando de cumprir sua obrigação de votar os vetos e priorize um deles fora da ordem. Desde a liminar do ministro Luiz Fux, outros 51 vetos já chegaram ao Congresso Nacional e aguardam votação.  

04/03/2013 / 0 Comments
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Pesquisa entra em campo para diminuir capital político de Magno

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A pesquisa Futura publicada nesse domingo (3) no jornal A Gazeta aumentou a movimentação nos meios políticos sobre a disputa eleitoral de 2014. O levantamento aponta o governador Renato Casagrande com 43,9% das intenções de voto, seguido pelo senador Magno Malta (PR), com 23,9%, e pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB), com 17,6%. Para alguns observadores, a pesquisa buscaria diminuir o capital do senador, para tentar frear sua investida ao governo do Estado. Isso porque o senador apareceu no programa de TV do PR criticando as áreas da saúde e segurança, e ameaçando romper com o governo Casagrande, o que daria margem para a articulação em torno de um palanque de oposição, capitaneado pelo republicano. As leituras do mercado político sobre a pesquisa apontam para dois sentidos: o primeiro é de que dado o histórico do instituto em pleitos passados, existe a possibilidade de que o tamanho de Magno Malta seja ainda maior. Até porque o nome de Ricardo Ferraço (PMDB), que até o momento não se colocou como possível candidato ao governo, ao ser incluído na amostragem, divide os votos. Outra leitura é de que se Magno há quase dois anos do pleito apresenta de fato uma diferença de 20 pontos do governador Renato Casagrande, a ameaça do senador é realmente iminente, ainda que a rejeição seja tão alta quando aparece na pesquisa, 43,6%.  Se considerarmos que o senador tem este tamanho apresentado na pesquisa, o risco de tê-lo em um palanque de oposição é muito grande para o grupo do governador, disputado a reeleição. Ainda mais se considerarmos também os dados sobre a gestão de Casagrande, com 39% de aprovação do governador e com os problemas da Segurança e da Saúde destacados pelos entrevistados. Nos meios políticos, a utilização da pesquisa eleitoral vem causando controvérsias sucessivamente nos períodos eleitorais, principalmente após o episódio envolvendo o Instituto Futura, na véspera do segundo turno das eleições municipais, em Vitória, no ano passado. A pesquisa apontava uma virada do candidato Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) contra o candidato do PPS, Luciano Rezende, que vinha liderando a corrida eleitoral até então. Com a apuração dos votos e a confirmação da vitória de Luciano, a pesquisa teria perdido credibilidade nos meios políticos, daí o cuidado na avaliação dos dados publicados nesse domingo. A possibilidade de o senador Magno Malta liderar um palanque de oposição contra o governador Renato Casagrande desestabiliza o sistema de coalizão estabelecido em torno de seu palanque em 2010. Com o apoio de 16 partidos, incluindo o PR, o governador Renato Casagrande foi eleito e a base vem se mantendo unida e ampliada desde então. A saída do PR joga por terra a possibilidade de um palanque de consenso com Casagrande à frente em 2014, colocando em risco sua reeleição.  

04/03/2013 / 0 Comments
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Sindicato dos Delegados rebate críticas de Pontes às investigações da Derrama

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Após o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes, afirmar que a Polícia Civil (leia-se delegados do Núcleo de Operações Criminosas e Combate à Corrupção – Nuroc) “errou feio” na condução das investigações da Operação Derrama, o clima entre as duas instituições, que já era bastante tenso, se acirrou ainda mais.    As declarações do chefe do Ministério Público Estadual (MPE) publicadas no sábado (2) pela imprensa – um dia após Pontes pedir o arquivamento do inquérito que investigava o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), o deputado José Carlos Elias (PTB) e três prefeitos – desqualificam o trabalho dos delegados do Nuroc.    Neste domingo (3), o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Espírito Santo (Sindelpo), por meio de nota, rebateu as críticas de Pontes. O sindicato classificou como “passional, afrontoso e desrespeitoso” o ataque do procurador-geral ao trabalho investigativo dos delegados do Nuroc durante a Operação Derrama.    “Gera perplexidade a toda categoria policial civil atacar publicamente a atuação séria e amparada em apreciações e decisões judiciais até de tribunais superiores a respeito da lisura e rigor legal adotado pelos delegados de polícia do Nurocc no curso das apurações desenvolvidas nesta histórica operação”, diz um trecho da nota.   O Sindelpo informou que os delegados respeitaram todos os procedimentos quando perceberam que havia pessoas com direito a foro envolvidas no esquema de cobrança ilegal de tributos em pelos menos nove prefeituras do Estado. ” (…) nenhuma pessoa com foro privilegiado foi originalmente investigada e não mencionada ao longo da investigação. Tão logo se verificou a existências de elementos com potencial de prova envolvendo pessoas com foro por prerrogativa de função, houve comunicação ao Poder Judiciário desta circunstância, que formou sua convicção e remeteu o procedimento à instância jurisdicional superior”, esclarece o sindicato.    A explicação rebate as insinuações de Eder Pontes que afirmou que os delegados investigaram deputados e prefeitos sem respaldo legal. Pontes também chegou a declarar que o Nuroc já sabia com antecedência do envolvimento do deputado Theodorico Ferraço, “mas permaneceu na inércia, somente dando conhecimento no momento em que lhe pareceu oportuno e conveniente por razões inexplicáveis e inexplicadas”, acusou.    O procurador-chefe, defendendo novamente a tese que as investigações foram “políticas”, insinuou que os delegados deixaram para apresentar o relatório final nas vésperas de Ferraço tentar a reeleição à presidência da Assembleia. Pontes não afirma, mas fica claro que o objetivo dos delegados, para o procurador-geral, seria inviabilizar a reeleição de Ferraço.    Sobre essas e outras acusações, o sindicato respondeu: “Toda seara de ataques e desqualificações aos trabalhos desenvolvidos na investigação, bem como insinuações de ocorrência de uma 'fase policialesca' ou 'estado policial' no Estado do Espírito Santo não merece sequer comentários de  repulsa, pois são desconexos com a essência de qualquer investigação e com a importância da apuração de ilícitos penais contra a administração pública. Deve-se registrar o quão é lamentável em plena vigência do Estado democrático de direito posturas  ofensivas não só aos delegados de polícia e à instituição Polícia Civil, mas até ao Tribunal de Justiça em suas decisões. Quanto às críticas em sua manifestação sobre a forma de investigar dos delegados do Nuroc”, diz outro trecho da nota.   O sindicato ainda esclarece que, independente do mérito do parecer do MPE, a manifestação do procurador-geral de Justiça quis apenas atacar o trabalho da polícia judiciária. “(…) Não cabem mais em nossa ordem jurídica e social arroubos autoritários e personalismos nas manifestações de ofício de uma instituição tão fundamental à defesa da ordem jurídica e do regime democrático, atribuições inerentes ao Ministério Público.    E acrescenta: “Preocupar-se mais em constranger e coagir, ainda que ilegalmente, os delegados a desentranharem legítima peça de informação dos autos do inquérito policial à qual presidem, positivamente apreciada e analisada pelo desembargador-relator, sob pena de crime de desobediência, é um abuso de poder contraditório à essência democrática do Ministério Público em sua concepção originária”. 

04/03/2013 / 0 Comments
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Beckett, Godot e o absurdo

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  Samuel Beckett, dramaturgo e escritor irlandês, foi uma das maiores influências para o teatro do século XX, chegando a receber o prêmio Nobel de Literatura de 1969. Beckett foi um dos principais autores do denominado Teatro do Absurdo, termo criado pelo crítico húngaro Martin Esslin ao publicar o livro Teatro do Absurdo para definir a produção teatral de autores como o próprio Samuel Beckett, além de Eugène Ionesco, Jean Genet e Arthur Adamov, sendo incluído neste time, posteriormente, Harold Pinter, onde podem entrar nomes, também, como Antonin Artaud e Fernando Arrabal.     A produção beckettiana foi uma das principais expressões do Teatro do Absurdo, onde se pode encontrar uma intensa crítica à modernidade, numa estética minimalista presente em sua peça mais famosa Esperando Godot, minimalismo que irá se intensificar em sua obra posterior.    Segundo o crítico Esslin, o inaugurador desta tendência que ele denomina Teatro do Absurdo, foi Alfred Jarry, dramaturgo francês criador da patafísica, o qual escreveu a peça Ubu Rei, de 1896. Podemos dizer que o Teatro do Absurdo reúne características como: uma mistura de mimodramas, commedia dell`arte, espetáculos de Vaudeville e Music Hall, uma comédia nonsense influenciada pelo dadaísmo e surrealismo, imagens horríveis e trágicas, situações sem solução, ações repetitivas, jogo de palavras e diálogos repletos de clichês. E o reflexo principal deste tipo de teatro: a incomunicabilidade do homem moderno, onde há uma ruptura radical com a dramaturgia realista tradicional.   Beckett recebeu sua influência mais forte do escritor, também irlandês, James Joyce, o qual Beckett conheceu em Paris. Sua peça Esperando Godot, sua obra mais importante, estreou em Paris em 1953, causando estranheza, sobretudo na crítica, mas sendo aclamada com o passar do tempo e suas inúmeras montagens, incluindo aí a sua estreia no Brasil, encenada pelo EAD (Escola de Arte Dramática) e a encenação com Cacilda Becker em 1969.     A peça Esperando Godot é de uma simplicidade aparente. Dois atos em dois dias, esta é sua estrutura, o cenário sendo constituído por uma árvore e nada mais, dois personagens principais em que giram o diálogo: Vladimir e Estragon. Além dos personagens Pozzo e Lucky, e um menino que vem trazer notícias de Godot em duas pequenas aparições nos dois atos da peça.     Digo que a peça tem uma simplicidade aparente, pois nela reside um motivo complexo, o personagem que na verdade não é personagem, pois não aparece na peça, o famigerado Godot, que dá título à peça, o qual é esperado angustiosamente pelos clowns vagabundos Vladimir e Estragon. Vladimir com sua consciência espiritual de poeta arruinado, e Estragon como o contraponto terreno de Vladimir, gravitando ao redor de uma pedra, sempre caindo no sono e com calos nos pés. A entrada de Estragon no início da peça é emblemática, com sua primeira fala, depois de tentar, inutilmente, tirar uma das botas: “Nada a fazer.”   Numa espera sem sentido por Godot, Vladimir e Estragon tentam preencher o vazio da espera com diálogos sem sentido, reflexo da falta de sentido da própria espera por Godot, culminando em especulações inúteis até sobre suicídio, solução possível para o fim da espera. A ausência de enredo vem daí: não há uma ação no sentido convencional, o teatro de enredo e desenlace são rompidos nesta peca de Beckett, não há conclusão, não há sobretudo solução para a espera de Vladimir e Estragon. O desenlace não acontece, não há catarse aristotélica, a tragédia de Vladimir e Estragon, sua ausência de sentido, são a sua comicidade, comédia dos gestos e das marcações da peça, comicidade da alienação dos personagens, a qual só é quebrada por dois momentos, com a intervenção dos personagens Pozzo e Lucky, os quais são uma alegoria da dicotomia Senhor-Escravo que vemos em Fenomenologia do Espírito de Hegel, alegoria que estará presente em toda a peça, com alusões bíblicas.   Pozzo vem com a imagem aristocrática numa relação arrogante com o mudo e submisso Lucky, que só se manifesta uma vez para fazer um discurso nonsense em que reúne toda a História humana num golpe de loucura, Lucky age automaticamente pelas ordens de Pozzo, um precisa do outro, Vladimir e Estragon tem nos dois um passatempo, que logo é uma fuga para a falta de sentido, o movimento da peça é feito pela espera de Vladimir e Estragon, e suas ações amalucadas em torno de Pozzo e Lucky são apenas um desvio da angústia Godot.   Beckett realiza em Esperando Godot uma divertida momice para disfarçar a angústia e o vazio da existência dos personagens da peça. O cômico dá o ar superficial da tragédia humana da falta de sentido, o absurdo da existência tem na fuga da comédia uma boa cena para o beco sem saida de Godot, personagem ou presença do vazio que é a vida de Vladimir e Estragon, onde nada acontece e tudo termina sem final. A peça acaba com os dois saindo para o nada, não tem o que fazer, e Godot não vem. Beckett torna a peça o reflexo das diversas situações absurdas da vida, e consuma tal absurdo na ideia de indefinição, indecisão, e sobretudo de vazio existencial. Nada a fazer, como diz Estragon. Godot é apenas um alguém que preenche a falta de sentido de Vladimir e Estragon, o que compõe toda a peça.       Gustavo Bastos, filósofo e escritor.

03/03/2013 / 0 Comments
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Jogo chato

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As críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) à presidente Dilma Rousseff (PT) esta semana dão o tom do que deve ser a chata disputa presidencial entre PT e PSDB no próximo ano. FHC disse que Dilma é “ingrata” e que o PT “cuspiu no prato que comeu”. Quer o tucano que a petista reconheça a contribuição de seu partido para desenvolvimento do País. Já o ex-presidente Lula saiu em defesa de sua sucessora dizendo que Fernando Henrique deveria ajudar a presidente e não criticar, que deveria ficar calado. Bom, dá para sentir pelo episódio dessa semana qual vai ser o tom da disputa presidencial entre PT e PSDB. Se essa dicotomia que domina as eleições desde 1994 se repetir na eleição do próximo ano, pode chegar ao ponto máximo desse desgaste de discurso. A comparação entre os dois governos vai tornar a eleição chata.  E é para isso que os candidatos alternativos estão torcendo. Aécio Neves é a aposta tucana para o novo confronto. Mas ele tenta adiar ao máximo a exposição de seu palanque. Tem medo de se queimar. As últimas três tentativas tucanas foram frustradas e ele parece entender que seu melhor momento pode ser 2018, quando Dilma, talvez, não tenha um sucessor preparado. Dilma vai tentar manter sua candidatura apoiada no carisma de Lula, mas se continuar tendo problemas com o crescimento do País pode se complicar. Correndo por fora tem Marina Silva, que para ser candidata a presidente precisa conseguir registrar seu partido até outubro. Resta saber se ela vai conseguir afinar o discurso da Rede Sustentável e aumentar o capital de 20 milhões obtidos na eleição passada. Eduardo Campos (PSB) é uma incógnita e nem o correligionário Ciro Gomes sabe qual é a proposta dele para a eleição. Em meio a todas essas movimentações, o palanque de Renato Casagrande, que pretende abarcar gregos e troianos em 2014, tem muitos discursos aí colocados para seguir um só. A eleição morna em nível nacional e essa ideia de unanimidade no Estado podem transformar a eleição no Estado em uma disputa ainda mais chata. Mas isso, se Magno Malta não decidir colocar fogo na lenha.

03/03/2013 / 0 Comments
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Legado de Herkenhoff: taxa de homicídios estimada para 2013 já supera a do ano passado

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Embora o ex-secretário de Segurança Pública tenha afirmado, durante a sua despedida da pasta, na coletiva da última sexta-feira (1), que fez um “bom trabalho” à frente da pasta, não é bem isso que os números mostram. Os dois primeiros meses de 2013 indicam que a taxa de homicídios projetada para este ano deve ser maior que a de 2012.    Em janeiro e fevereiro foram registrados no Estado 284 assassinatos. Se a violência continuar neste ritmo, a estimativa é de que 1.756 pessoas sejam vítimas de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) este ano. Esse número projeta uma taxa de 50 homicídios por 100 mil habitantes para o Estado. Em 2012, a taxa, segundo a Sesp,  ficou em 47/100 mil, com 1.661 mortes registradas.    Herkenhoff, durante a coletiva de entrega do cargo ao sucessor, André Garcia (ex-Justiça e Ações Estratégicas), afirmou que a criminalidade está em queda, e que o resultado de seu trabalho na Segurança será percebido mais para frente. Entretanto, ao contrário do que o ex-secretário disse, ainda não é possível interpretar os dados da criminalidade e cravar que há tendência de queda consolidada nas taxas de homicídios.    Nos dois primeiros meses do ano ocorreram 284 homicídios, contra 299 do mesmo período do ano passado, ou seja, uma redução de apenas 5%. No comparativo de mortes ocorridos no interior do Estado, houve um aumento de 2% em 2013, em ralação ao ano passado.    Em alguns municípios do interior, o número de homicídios, nos dois primeiros meses do ano, subiu ou se manteve em níveis elevados. Chamam a atenção os casos de Linhares, Aracruz, São Mateus, Jaguaré, Conceição da Barra e Pedro Canário, que projetam taxas elevadas de homicídios para este ano.   Linhares, por exemplo, registrou 10 homicídios nos dois primeiros meses de 2012 contra 22 deste ano, um aumento de 120%. Se permanecer neste ritmo, Linhares fecha o ano com a impressionante taxa de 96 homicídios por 100 mil habitantes.    Pedro Canário, que em janeiro e fevereiro de 2012 registrou apenas um homicídios, já tem seis no mesmo período deste ano. Esse número, para uma população de 23.794 (Censo IBGE 2010) habitantes, projeta uma taxa de ainda mais assustadora: 154 homicídios/100 mil.    Em São Mateus a situação também é preocupante. Embora o número de assassinatos em 2013 (12) seja semelhante ao de 2012 (13),  nos dois primeiros meses do ano, o índice projetado para 2013 também é altíssimo. Caso o município nortista mantenha essa média, a previsão é de que a taxa para 2013 seja  67 homicídios por 100 mil. As taxas projetadas para as cidades médias e grandes seguem a mesma tendência. Boa parte desses municípios detém taxas muito acima da média nacional, que está em torno de 22 assassinatos por 100 mil habitantes.   Demissão   As instabilidade das taxas de homicídios pode ter sido um dos motivos que levaram o governador Renato Casagrande a demitir Herkenhoff. Embora Casagrande só queira falar de eleições em 2014, os preparativos já começaram desde já. Afinal, são os resultados colhidos este ano que serão usados na campanha que começa no próximo ano. O governador não quis arriscar chegar ao final do ano amargando taxas iguais ou superiores às de 2012, justamente numa das áreas mais vulneráveis de sua gestão.   Nos bastidores do Palácio Anchieta, comentava-se que o “aviso prévio” de Herkenhoff já estava em cima da mesa de Casagrande desde o início do ano. O governador, no entanto, como uma “última chance”, teria aguardado os resultados dos dois primeiros meses do ano para decidir se assinava ou não a demissão de Herkenhoff.    Depois do anúncio da demissão do ex-secretário, também ficou patente que Herkenhoff, além de não alcançar os resultados esperados pelo governador, não mantinha uma boa relação com a Polícia Militar. Outro fator que poderia comprometer os planos de Casagrande em obter melhores resultados na Segurança. Com o efetivo muito aquém do ideal, o governador precisava contar com o empenho dobrado da corporação. E com Herkenhoff no comando, a PM, fragmentada, não parecia muito disposta a “colaborar”.    O descontentamento da PM pode ser percebido na nota publicada no site da Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo, logo após a saída de Herkenhoff da Sesp: “As associações de classe da Polícia e Bombeiro Militar estão em dia de graça, felizes e satisfeitos pela mudança na pasta da segurança pública do Estado do Espírito Santo, pois as entidades de classe já não se relacionavam institucionalmente com o referido secretário já há algum tempo”, ironiza a nota.

03/03/2013 / 0 Comments
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Conselho homologa resultado de concorrência sem disputa no DER-ES

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O Conselho de Administração do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER-ES) homologou, nesta semana, a contratação da empresa catarinense Softplan (nome fantasia da Poligraph Sistemas e Representações Ltda) para o fornecimento de software para o órgão. A concorrência foi alvo de denúncias pelo suposto direcionamento da contratação. Apesar do arquivamento das queixas, a empresa catarinense não teve concorrentes no certame avaliado em R$ 6,4 milhões para este ano. A medida publicada no Diário Oficial do Estado do dia 27 últimmo referendou todos os atos relacionados à contratação. O órgão presidido pelo secretário estadual de Transportes, Fábio Ney Damasceno, tem a palavra final sobre os procedimentos e a procedência da assinatura do novo acordo entre o órgão e a Softplan – tanto que eles podem ser denunciados em supostos crimes e atos de improbidade em função de contratos do órgão. O Contrato nº 019/2012, publicado no dia 8 de dezembro do ano passado, prevê a contratação de serviços técnicos de informática para fornecimento de licenças e modernização dos processos de gestão. O acordo terá vigência de dois anos, ao preço de R$ 6.418.180,00. Somente neste ano, o orçamento do DER-ES destina aproximadamente R$ 3,9 milhões para o contrato.  Em 2014, o custo deve chegar a R$ 1,2 milhão. Apesar dos valores significativos, a concorrência pública não atraiu qualquer interessado. Uma das explicações pode ser relacionada às denúncias formuladas por José Maria Ribeiro, que denunciou o suposto direcionamento da licitação para a Softplan (Poligraph), já que o edital coincidia com os produtos oferecidos pela empresa que sairia vencedora – que já mantinha contrato com o órgão. A representação foi apresentada à direção do DER-ES e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Nos dois casos, a denúncia não foi alvo de qualquer investigação mais criteriosa. O resultado final da concorrência havia sido publicado no último dia 12 de agosto, mas o contrato foi assinado quatro meses depois após a palavra final da diretora-geral do DER-ES, Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti, que minimizou qualquer suspeição sobre a contratação da empresa de Santa Catarina.

03/03/2013 / 0 Comments
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ES leva 40 alunos para representar o Estado no Baja SAE Brasil 2013

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O Espírito Santo voltou a chamar a atenção na construção de carros off-road para a 19º Competição Baja SAE Brasil. A competição será realizada entre os dias 14 e 17 de março, em São Paulo. Ao todo, cerca de 40 alunos capixabas, divididos em duas equipes, participam do evento.  Minas Gerais e Rio de Janeiro também  serão representados por nove equipes cada. Ao todo, a competição reunirá 81 equipes, que somam cerca de 1,6 mil estudantes de engenharia, de 68 instituições de ensino, de 17 Estados brasileiros e do Distrito Federal. As equipes Sama Baja, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo; e Vitória Baja, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) representam o Espírito Santo na competição.   A Vitória Baja desenvolveu um projeto de direção, com otimização no posicionamento e estrutura da caixa de direção. As mudanças deixaram o carro mais confortável e ágil nas curvas, segundo Giovanni Milli, capitão da equipe e aluno do 5º período do curso de Engenharia Mecânica da Ufes.   A equipe aposta também na utilização de peças de alumínio e fibra de carbono. O protótipo, que pesa 182 kg e  atinge velocidade de 62 km/h, é 9 kg mais leve do que o projeto apresentado em 2012.      Antigos competidores, a equipe Vitória Baja ficou em terceiro lugar na Competição Baja SAE BRASIL – Etapa Sudeste FIAT, realizada no Campo de Provas da CNH, Distrito Industrial de Sarzedo, em Minas Gerais.   Além da construção do protótipo em que praticam o conhecimento adquirido em sala de aula, as equipes são responsáveis por atividades como atendimento de prazos, busca de suporte financeiro para viabilização do projeto e custeio de despesas, entre outras tarefas com as quais se defrontarão no mercado de trabalho.

03/03/2013 / 0 Comments
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Vale e Arcelor prometem dar explicações sobre emissões

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A oitava reunião do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) Respira Vitória, nesta terça-feira (5), a partir das 14 horas, promete ser a mais movimentada de todas. E não sem motivos: Vale e ArcelorMittal, os principais “objetos de estudo” do grupo, vão à reunião apresentar e explicar os seus processos industriais.   O grupo, que surgiu após o seminário Respira Vitória, realizado em junho de 2012 por iniciativa do vereador Serjão Magalhães (PSB), presidente reeleito da Comissão de Meio Ambiente da Câmara de Vitória, se propõe a apresentar uma nova regulamentação, mais rigorosa, para a poluição do ar. O mês de setembro é a previsão de término do GTI, quando pretende estar com a resolução pronta.   Cada uma das empresas vai apresentar dados da quantidade de partículas lançadas na atmosfera pelos seus processos industriais, responsáveis por grande parte da poluição que afeta a população da Capital e arredores.   A reunião promete ser movimentada, já que participam do GTI segmentos sociais que sempre contestaram os dados de poluição e as explicações das grandes empresas poluidoras sobre isso. Os índices de emissões das duas empresas são um dos principais assuntos debatidos entre os componentes do grupo.   Serjão considera a presença das empresas na reunião de “grande relevância no objetivo final do grupo”, já que as informações sobre elas são prioritárias.   O responsável pela apresentação da Vale será Romildo Fracalossi, enquanto pela ArcelorMittal, Guilherme Correa Abreu. Cada um terá 35 minutos para a explanação.

03/03/2013 / 0 Comments
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