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Século Diário

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Comissão de Infraestrutura da Ales quer explicações da Cesan sobre falta d’água na GV

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A Comissão de Infraestrutura (Coinfra) da Assembléia Legislativa (Ales) notificou a Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) pelas constantes paralisações no fornecimento de água para os municípios da Grande Vitória. A comissão quer que a Companhia envie esclarecimento sobre as reclamações de consumidores enviadas à Comissão.    Segundo o deputado Marcelo Santos (PMDB), a Cesan tem dez dias para enviar esclarecimentos à Casa. Em seu discurso nessa terça-feira (25), na Assembléia Legislativa, o deputado chamou a atenção dos colegas para volume de reclamações devido à paralisação da distribuição de água principalmente nos municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra e Guarapari.    Em Vila Velha, na Barra do Jucu, a informação é que quando a água não falta durante o período da manhã, faltará à noite. Nos últimos finais de semana, o problema persistiu deixando algumas regiões do bairro sem água.    Entre as justificativas da empresa aos moradores estão vazamentos, a manutenção do encanamento e obras de saneamento. O problema, entretanto, é que a paralisação não vem sendo informada e, sobretudo, são registradas por moradores da mesma região constantemente.    Em Vila Nova de Colares, na Serra, o problema também é motivo de insatisfação entre os moradores.  Em Cariacica, a realidade também é a mesma. Desta vez, entretanto, o problema foi gerado por um vazamento. Segundo moradores do bairro Jardim Botânico a demora do conserto do cano deixou muitos moradores sem água.    “A Cesan precisa esclarecer à população e aos deputados quais as medidas que vêm tomando para garantir qualidade dos serviços que presta aos capixabas”.

27/02/2013 / 0 Comments
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???Pacotão??? do Ministério Público é aprovado na Assembleia

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Missão dada é missão cumprida. Esse foi o lema dos deputados estaduais que aprovaram, nesta quarta-feira (27), os quatro projetos de lei enviados pelo chefe do Ministério Público Estadual (MPE) com ampliação de benefícios aos membros da instituição. O “pacotão de benefícios” – como ficou conhecido – teve o voto favorável de todos os deputados presentes, que ignoraram os protestos vindos de entidades da sociedade civil e de membros do próprio MPE contra trechos das propostas que reajustam os salários de procuradores, criam de cargos comissionados e acabam com a divisão por entrâncias na instituição. A votação do “pacotão” ocorreu de forma célere, como pretendia o presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM). Antes mesmo do início da apreciação dos quatro projetos, em sessão extraordinária convocada pelo próprio demista, as manobras para a aprovação dos textos já ficavam claras no plenário. A começar pelo quorum – ao todo, 25 deputados estavam presentes à sessão que fica quase sempre esvaziada devido a compromissos dos parlamentares com base eleitoral no interior. Na sessão ordinária, os deputados aprovaram os pedidos de urgência apresentadas pelo líder do governo, Sérgio Borges (PMDB), que também preside a Comissão de Finanças da Casa. Com isso, as matérias já seriam deliberadas na próxima sessão, que ocorreria apenas na segunda-feira (4). Entretanto, Ferraço se antecipou e anunciou a realização de uma nova sessão ainda nesta quarta-feira, desta vez, extraordinária – logo após o encerramento daquela reunião. Durante a nova sessão, as atenções dos parlamentares se voltaram exclusivamente à aprovação dos textos enviados pelo chefe do MPE. Coube então a análise dos projetos baseados no rito de urgência. De maneira semelhante, as três primeiras matérias foram apreciadas uma a uma pelas Comissões de Justiça, Cidadania e Finanças, sempre pela aprovação. Entendimento seguido pelo plenário em votações unânimes – 24 votos favoráveis e uma abstenção, já que o presidente da Casa não participa dos escrutínios. Um fato que chamou a atenção foi a escolha dos relatores que analisaram os projetos (PLC 007/2013, PL 053/2013 e PL 054/2013) – todos, sem exceção, foram sucintos na análise dos textos, sem levar em conta os impactos financeiros da medida e até mesmo os protestos de setores da sociedade. Entre os relatores foram escolhidos os deputados Sandro Locutor (PV), filho de um procurador de Justiça (Eliezer Siqueira de Souza); Gildevan Fernandes (PV), que teve uma denúncia de abuso sexual arquivada pelo MPE; José Carlos Elias (PTB), cujo pedido de indiciamento feito pelos delegados que participaram na Operação Derrama ainda não foi apreciado por Eder Pontes; e o próprio Sérgio Borges, denunciado pelo MPE e condenado pelo Tribunal de Justiça em processo por desvio de diárias na Era Gratz.  A única proposta que sofreu uma modificação no texto foi a PLC 006/2013, que tratava da criação de gratificações a membros do MPE. Durante a análise da Comissão de Justiça, o deputado Sandro Locutor apresentou uma emenda que suprimia o artigo que previa o pagamento de uma gratificação salarial entre 8% a 10% dos salários aos chefes de promotorias em algumas comarcas da Grande Vitória e no interior do Estado. O parlamentar alegou que o dispositivo feria a previsão legal na Constituição Federal, parecer acatado também pelas Comissões de Cidadania e Finanças. No plenário, a matéria recebeu 19 votos favoráveis e uma abstenção. Para os meios jurídicos e políticos, a aprovação dos textos a toque de caixa – uma vez que as propostas deram entrada na Assembleia na última semana – foi mais uma demonstração de força do presidente da Casa, mesmo após as acusações de participação no esquema de fraudes revelados na Derrama. Inclusive, o procurador-geral terá que se pronunciar até o final da semana sobre o pedido de indiciamento de Elias e do próprio Theodorico Ferraço. Nos bastidores, há dúvidas até mesmo sobre o oferecimento de denúncia contra os dez ex-prefeitos envolvidos no escândalo. Além da aprovação dos quatros projetos, o “pacotão” deve ser complementado com a aprovação do PLC nº 063/2012, que cria receitas para o Fundo Especial do Ministério Público (Funemp). Na sessão desta quarta-feira, o presidente da Comissão de Finanças, deputado Genivaldo Lievore (PT), manteve o pedido de vista da matéria. Ele tem até a sessão da próxima terça-feira (5) para se manifestar sobre o projeto que deve ampliar em até R$ 50 milhões anuais o atual orçamento do MPE (estimado em R$ 311 milhões para este ano). Esse dinheiro a mais deve contribuir para que os projetos aprovados se enquadrem à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita despesas com gastos de pessoal entre outras obrigações. Já que os salários de promotores e procuradores de Justiça devem sofrer um reajuste de 5% nos próximos três anos. Da mesma forma que a extinção das entrâncias e a criação de mais de uma centena de cargos comissionados na instituição devem colaborar para que o impacto orçamentário das propostas aprovadas seja de R$ 8,02 milhões aos cofres públicos apenas este ano, segundo informou Eder Pontes nas mensagens enviadas ao Legislativo.

27/02/2013 / 0 Comments
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Clima esquenta na bancada de Colatina na Assembleia

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Apesar de toda a concentração do plenário da Assembleia para votar o “Pacotão do MP” na sessão desta quarta-feira (27), houve espaço para troca de farpas entre os deputados estaduais eleitos pelo município de Colatina, no noroeste do Estado. O deputado Josias da Vitória (PDT), que disputou a eleição municipal como nome da oposição em 2012, cutucou a administração do petista Leonardo Deptulski. O aliado do prefeito na Casa, deputado Genivaldo Lievori (PT) reagiu e o clima esquentou. Quem deu início as discussões foi o deputado Euclério Sampaio, colega de bancada de Da Vitória, levantando a polêmica da suspensão do passe escolar no município. Da Vitória deu continuidade à discussão parabenizando o Tribunal de Contas por apurações de denúncias no município. Lievori rebateu as criticas dizendo que o município havia assumido também a responsabilidade pelo passe do ensino médio e que a prefeitura já estaria cadastrando os estudantes para que a situação fosse regularizada e aproveitou para cutucar Da Vitória. Ele lembrou que tem um projeto em tramitação na Assembleia para estender ao interior o benefício já em vigência na Grande Vitória de gratuidade para os estudantes, mas que a matéria estaria parada na Comissão de Educação da Assembleia, presidida por Da Vitória. Euclerio Sampaio disse que o petista estaria defendendo seu “espólio político”. O deputado José Esmeraldo (PR) também entrou na discussão lembrando a denúncia do Ministério Público contra a mulher do prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, Maria Júlia Rosa Chaves Deptulski, por suposto esquema de desvio de verbas que deveriam ser utilizadas na área de assistência social e saúde, um rombo de cerca de R$ 500 mil. Genivaldo também rebateu relembrando o suposto envolvimento do deputado Josias Da Vitória no esquema de fraudes no Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), desbaratado pela Operação Pixote, no ano passado. Genivaldo provocou o adversário político dizendo que a Assembleia teria que discutir a operação. Da Vitória rebateu afirmando que não se furta de enfrentar dificuldades em seu mandato e está tranquilo para debater o assunto.

27/02/2013 / 0 Comments
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Paulo Roberto e Castiglioni se preparam para batalha no TRE

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As defesas de Paulo Roberto (PMDB) e Olmir Castiglioni (PSDB) se preparam para mais uma batalha judicial pela vaga de suplente na Assembleia Legislativa. Embora a juíza Rachel Durão Correia Lima, relatora da matéria, tenha negado a liminar que pedia a antecipação de tutela na semana passada, o caso não está definitivamente resolvido em favor de Paulo Roberto. O peemedebista terá que provar ao Tribunal que houve justa causa ao deixar o PMN e migrar para o PMDB. Paulo Roberto alega que sofreu discriminação do ex-partido, mas a presidente regional da sigla, deputada Janete de Sá, nega que houve qualquer problema com Paulo Roberto durante sua permanência no partido. O processo hoje encontra-se em fase de citação das partes. Assim que o oficial de Justiça entregar a citação ao presidente regional do PMDB, deputado federal Lelo Coimbra, e a Paulo Roberto, será aberto o prazo de cinco dias para que as partes recorram. A expectativa é de que o julgamento aconteça antes do prazo esperado neste tipo de ação, que é de 60 dias. A ação contra Paulo Roberto foi movida pelo segundo suplente à vaga aberta na Assembleia, Olmir Castiglioni (PSDB). Com a eleição para prefeituras do Estado em outubro passado de três deputados que foram eleitos na coligação formada em 2010 para a Assembleia entre os partidos PMN, PSDB, PPS e DEM. Duas cadeiras foram ocupadas e a terceira seria de Paulo Roberto, mas como ele mudou de partido, teria ferido a regra da fidelidade partidária. A legislação determina que nos primeiros 30 dias após a posse do suplente, apenas o partido que teria direito a vaga, no caso o PMN, poderia requerer a cadeira. Após esse prazo, ficam liberados para questionar a posse o Ministério Público e terceiros, no caso Olmir Castiglioni. Enquanto aguardava o prazo, a defesa do tucano adotou uma outra estratégia para tirar Paulo Roberto da Assembleia. O peemedebista tomou posse no dia 7 de janeiro, e a defesa de Castiglioni questionou no Tribunal de Justiça o ato da Mesa Diretora da Assembleia, que deu posse a Paulo Roberto. Uma liminar concedida pela desembargadora Elizabeth Lordes tirou Paulo Roberto da cadeira. Na semana passada, o Tribunal de Justiça considerou que a Mesa não agiu em desacordo com a Legislação, já que deveria seguir a lista do TRE. À essa altura, já havia aberto o prazo para que o PSDB pudesse questionar a cadeira no Tribunal Regional Eleitoral. A defesa do tucano está confiante na vitória, mas mesmo que sofra uma derrota, Castiglioni poderá continuar brigando pela vaga no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

27/02/2013 / 0 Comments
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Com dois livros, Cousa lança a coleção Cousa Nostra

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De um lado a violência e a libertinagem do rock’n roll, do outro a suavidade e a leveza da música ambiente. Os livros Catamaran e Música de Mobília são os primeiros volumes da coleção Cousa Nostra da Editora Cousa e também a estreia dos jovens escritores Leandro Reis e Daniel Vilela, respectivamente. O evento de lançamento das obras será nesta quinta-feira (28), no meio da Rua Sete de Setembro, próximo ao bar do Nei, no Centro de Vitória. Os dois livros serão vendidos juntos por R$ 5.   Catamaran é uma reunião de contos, mas pode ser lido como um romance devido à ligação entre as histórias, sempre aos mesmos personagens: um grupo de meninos de vinte e poucos anos que pertencem a uma banda de rock.    Leandro Reis abusa do trio sexo, drogas e rock’n roll e fala de muitas coisas que cercam o cenário do rock, como arrogância, decadência e hedonismo. “A música, na verdade, foi também uma ferramenta pra utilizar no texto. Muito do ritmo do livro tem a ver com cadência de acordes, às vezes é algo mais acelerado, às vezes mais lento”, explica.   O autor conta que quase todos os títulos são nomes de músicas. Tem Lobão, Radiohead, Sparklehorse, The Doors, Black Sabath, e os personagens são inspirados em ícones do rock. “O Lou, cantor, nasceu do Lou Reed. O Johnny Yen, de Lust for Life, do Iggy Pop: ‘Here comes Johnny Yen again / With the liquor and drugs’. Adoro essa imagem”, conta Leandro.   Mas, o livro utiliza-se das referências musicais para falar do ser humano, do sujeito inadequado, que vive à margem e em crise existencial. Para fugir dos clichês, o autor se propôs um exercício de autoconhecimento. Entretanto, ele afirma que “não houve – é bom dizer – muito exercício autobiográfico, o livro é feito de representações. Mas aquilo tem que sair de algum lugar. A dor que está ali é real”.   Também se aproveitando da música para compor sua narrativa, Daniel Vilela escreveu o romance Música de Mobília. O título é um termo cunhado pelo pianista e compositor francês Erik Satie para certas melodias que se confundem com o ambiente. “Como o romance lida muito com essa ideia de ambientes, de fragmentos literários que mais procuram ser fiapos narrativos do que uma narrativa plena, creio que eu não poderia buscar outro título senão esse”, declara.   A narrativa do romance Música de Mobília foca uma semana de férias de um adolescente, em meio a uma frente fria. O livro é dividido em sete dias, cinco dos quais constituem capítulos estruturados em Dias Ímpares e Dias Pares, propondo fios narrativos que unem diferentes tempos.   “Talvez, seja uma leitura que deixa a pessoa um pouco à deriva, porque ela é muito mais afetiva, depende muito mais que o leitor se embaralhe e se engalfinhe com a obra, do que ir lendo e entendendo palavra por palavra, parágrafo por parágrafo”, explica Daniel.    O autor também conta que essa literatura mais intimista vem do contato com uma parcela da filosofia mais ligada às questões spinozianas, que se colocam num plano mais dos afetos do que da cognição.    Passo a passo até a publicação A Coleção Cousa Nostra é o início de um selo editorial que irá reunir a nova literatura produzida no Espirito Santo. Os dois jovens escritores foram os escolhidos para inaugurar as publicações pela qualidade e originalidade das obras apresentadas.    Daniel Vilela, de 22 anos, é formado em Comunicação Social pela Ufes e começou a escrever apenas no final de 2009, publicando contos na Revista Graciano, publicação online do grupo de discussão e produção literária Cronópio. Em 2011, ele foi selecionado para o edital da Rede Cultura Jovem para escrever Música de Mobília.   Depois de pronto e publicado na internet, Daniel conta que um amigo indicou a obra aos editores da Cousa que gostaram do livro e sugeriram a publicação. “A partir daí, buscamos o financiamento – que, no caso, foi público – e que permitiu que a coleção Cousa Nostra fosse paras ruas, levando tanto o meu livro quanto o do Leandro”, conta Daniel.   Assim como Daniel, Leandro também concluiu sua obra como integrante do Programa Rede Cultura Jovem, em 2011, e começou publicando textos na Graciano. O escritor é também graduando em Comunicação Social na Ufes e conheceu o editor da Cousa Saulo Ribeiro, quando o escritor foi entrevistado pelo grupo Cronópio.    “Quando eu estava terminando de escrever o livro, falei com ele que iria mandar o arquivo para ouvir sua opinião e, quem sabe, tentar uma publicação. Por algum motivo, ele gostou do livro e aí começamos a correr atrás da publicação”, conta.   Serviço O lançamento dos livros Catamaran e Música de Mobília acontece nesta quinta-feira (28), a partir das 19h, em frente ao Bar do Nei. R. Sete de Setembro, Centro, Vitória. As duas obras sairão por R$ 5.

27/02/2013 / 0 Comments
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Com as bênçãos de Santa Luzia

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  O que menos importa é saber se Genivaldo Lievore é religioso ou não, mas talvez tenha sido a Santa Luzia, protetora da visão, que o alertou a abrir bem os olhos durante a votação do projeto que cria receitas para o Fundo Especial do Ministério Público (Funemp). Se em meio aos 30 deputados o petista não pede a providencial “vista”, o projeto tinha tudo para receber o carimbo de aprovado da Assembleia Legislativa.    O pedido de Lievore pegou os colegas de surpresa. Acostumados a aprovar os projetos que chegam à Casa considerando apenas o autor e não o conteúdo, os deputados não esperavam que Lievore demonstrasse interesse em conhecer melhor os impactos financeiras do Projeto de Lei Complementar nº 63/2012, que prevê o aumento no índice de recolhimento da chamada “taxa de fiscalização” sobre os atos praticados pelos cartórios.   O projeto, de autoria do Executivo, é mais um que passaria “batido” na Assembleia. Mas, ao contrário dos colegas, Lievore mostrou preocupação com o bolso do contribuinte. Ele lembrou que aumento de verbas para os membros do Ministério Público seria pago pela população.    A preocupação do deputado com o cidadão, que resultou no pedido de vista, desconsertou o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), que já festejava a celeridade dos trabalhos dos parlamentares. Ferraço esperava limpar a pauta sem dificuldade, incluindo o projeto do MPE.    O projeto, se aprovado, irá proporcionar um aumento no índice de recolhimento da chamada “taxa de fiscalização” sobre os atos praticados em cartório. Ou seja, além dos pagamentos já previstos na tabela de custas e emolumentos dos cartórios, o cidadão passaria a pagar uma “taxinha” a mais, que irá direto para o fundo do Ministério Público, também conhecido Funemp.   Simplificando, a vista de Lievore, por enquanto, está impedindo que o contribuinte tire mais dinheiro do seu bolso para engordar ainda mais as verbas do órgão ministerial, que beiram a casa dos R$ 311 milhões anuais (orçamento para 2013).   De outro lado, se Lievore voltar atrás e fizer “vistas grossas” para o “caixinha” do MPE, o órgão pode ampliar só o seu fundo em até R$ 50 milhões anuais.    Que Santa Luzia continue iluminando as vistas de Lievore. 

26/02/2013 / 0 Comments
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Pedra no caminho

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  Pelo andar da carruagem, não é só a disputa à Câmara dos Deputados que vai ter gente saindo pelo ladrão dentro do PT. A briga por uma cadeira no Senado também tem tudo para ser árdua. Não que a atual detentora do cargo, Ana Rita Esgário, tenha cacife para “bater” o ex-prefeito de Vitória João Coser. Mas só de existir o confronto de ideias, já importa para o partido. Ao se dispor a ir para o embate, Ana Rita provoca situação de desgaste ao ex-prefeito, o que atrapalha seus planos de adquirir poder de negociação no futuro, sendo o candidato do PT ao Senado. Ana Rita demonstra ter argumentos para defender uma disputa interna, com o partido tendo autonomia para decidir quem será seu candidato, diferente do que as movimentações de Coser pretendem. O ex-prefeito articula de todo jeito comandar o PT e facilitar sua vida até 2014. O cenário que se desenha reabre a discussão de como atua o partido hoje no Estado, batalha que pode mais uma vez colocar de um lado os petistas tradicionais, e do outro aqueles que já entraram com carta marcada para receber comando de terceiros. Se Ana Rita realmente estiver disposta, esse embate promete.    Rei do conselho Em Vila Velha, Diogo Filadelfo é considerado o palpiteiro da gestão do prefeito Rodney Miranda (DEM). Filiado ao PV, ele já foi vereador por três mandatos no município, diretor de produção do Departamento de Imprensa Oficial (DIO) no governo Paulo Hartung (PMDB), e chegou a se aventurar em disputas a deputado estadual e à prefeitura de Vila Velha, porém sem sucesso. Agora é “assessor extraordinário” de Rodney.   Turista Aliás, a falta de relação do prefeito de Vila Velha com a cidade também fez com que Rodney optasse por secretários já carimbados da administração municipal. A exemplo de Romário de Castro (Transporte e Trânsito) e Antônio Marcus Carvalho Machado (Planejamento, Orçamento e Gestão). Os dois comandaram pastas na gestão de Max Filho (PSDB).   Interesses Sobre a Associação dos Empresários de Vila Velha (Asevila), que já realizou e realiza planejamentos estratégicos no município – também fez o Plano 2025 do governo Hartung -, loteando a cidade de acordo com os interesses, quem paga pelo serviço são as próprias empresas que mantêm a entidade, não a prefeitura. A Asevila vende o peixe.   Finalmente… A deputada estadual Janete de Sá, presidente regional do PMN, resolveu abrir a boca na polêmica envolvendo o ex-deputado Paulo Roberto (PMDB) e a regra de fidelidade partidária. Ela desmente o peemedebista, no argumento de que sofria perseguição no partido, o que justificaria sua migração para o PMDB. Resta saber: Janete aparece agora por vontade própria ou livre e espontânea pressão?   Finalmente II… Resta saber também: o PSDB por acaso pretende fazer alguma coisa com a carta enviada por Janete ao ninho tucano? O partido não lutou pela vaga de Olmir Castiglioni até agora, e nada indica que vá lutar.    Finalmente III… A batata do prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto (PSB), está assando. Demorou.    Vitrine Começou o festival de frentes parlamentares na Assembleia Legislativa. Tem de tudo quanto é tipo e gosto. Mas nunca dão em nada, só servem mesmo para os deputados lustrarem a imagem.   ‘Expert’ O vereador de Vitória Luiz Emanuel Zouain (PSDB) está na profissão errada. Deveria atuar na área de jornalismo. Porque o tucano entende tanto, mas tanto…que pode até escrever um manual.    140 toques “Pode-se discordar de Magno Malta [PR], mas em uma coisa temos que concordar: sua disposição de quebrar o ‘unanimismo’ autoritário que aprisiona o ES”. (Ex-secretário de Educação de Vila Velha Roberto Beling – no Twitter).   PENSAMENTO: “Deus não está ao lado dos maiores batalhões, mas de quem atira melhor”. Voltaire

26/02/2013 / 0 Comments
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Controle

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O governador Renato Casagrande foi eleito com 16 partidos em seu palanque em 2010. De lá para cá, ampliou sua base, incluindo PSDB e DEM em seu governo. A Rede da ex-senadora Marina Silva também já surge com um provável aliado do governo. Mas há um desafio a ser vencido para 2014. Há quem defenda que o processo de unanimidade política criada no Estado há mais de uma década e que vem mantendo a governabilidade sem atropelos no Estado está tão arraigada que dificilmente será abalada com as variáveis nacionais. Mas há também quem defenda que a eleição de 2014 para a presidência da República não será igual à eleição passada. A profusão de candidaturas que se apresentam no momento pode diminuir com a proximidade da eleição, mas alguns nomes estão se fortalecendo e oferecem um risco ao arranjo partidário nos estados. Casagrande é conhecido por sua postura partidária e o presidente do partido dele, Eduardo Campos, ensaia uma candidatura à Presidência, que pode até não ir à frente, mas está irritando a presidente Dilma Rousseff. Mas hoje Casagrande vive um novo momento, está no governo do Estado, e saiu da eleição 2012 como líder político em condições de comandar as articulações para sua reeleição em 2014. Resta saber o que vai valer mais no próximo ano. Será um desafio saber até onde o arranjo vai aguentar a pressão das nacionais. Se fosse no período de Hartung em que ele estava por cima, a resposta para isso seria fácil. Seria muito melhor suportar a pressão das nacionais do que a do ex-governador sobre as lideranças locais. Mas como Casagrande adotou uma postura mais flexível com a classe política é preciso aguardar para saber como ele vai se movimentar para manter seu arranjo no meio do fogo cruzado. Fragmentos 1 – Os leitores parecem estar atentos às movimentações em Brasília, dada a chuva de comentários sobre a possibilidade de reeleição da senadora Ana Rita Esgário (PT), que votou em Renan Calheiros (PMDB) para a presidência do Senado. 2 – Realmente, a posição que a senadora defende não combina com o apoio ao peemedebista. A justificativa de ser base do governo Dilma também não convence. 3 – Será que em 2018 os eleitores de Ricardo Ferraço (PMDB) e Magno Malta (PR) vão se lembrar que eles também votaram no colega Renan Calheiros?

26/02/2013 / 0 Comments
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Economia doméstica

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  Atenção com a qualidade das despesas, pois não é somente com o foco no aumento da receita que adquirimos maior capacidade para a reversão do endividamento ou para formarmos reserva, mas também ao que sai do bolso.   O planejamento, a pesquisa de mercado, a negociação e as escolhas são “moedas fortes” que devem estar presentes diariamente no comportamento de consumo de todos nós. Se vamos ao supermercado, primeiramente temos que fazer uma lista contendo o que está faltando ou escasso em nossa despensa. Para elaborar essa lista devemos estipular itens para todas as refeições, e se possível, um cardápio para a semana. Para sabermos onde e quando faremos essas compras, devemos aplicar a pesquisa de mercado, comparando os preços praticados nos supermercados dos itens constantes na lista. Escolhido o supermercado com melhores preços, ainda podemos economizar ao escolhermos o dia da semana para as compras. Entre segundas e quartas feiras ocorrem as principais “promoções”, com maior impacto no custo da lista de compras, a exemplo do açougue e da feira. Fruto da propaganda e da concorrência. Além disso, na hora das compras, temos que prestar atenção às datas de validade dos produtos para não perdermos.   Como está a sua despensa hoje? Cheia? E a sua conta bancária? Negativa? Isso é incoerente. Não há necessidade de manter estoque de alimentos, principalmente se estiver em situação de dificuldade ou descontrole financeiro. O saldo positivo da sua despensa tem influência também para a sua conta negativa no banco.   Se for a padaria, restrinja-se a comprar pães. Parece óbvio, mas na urgência ou pela praticidade, compramos outros itens na padaria mesmo, e lá os embutidos e os laticínios costumam custar entre 30 e 40% mais caros do que no supermercado.   Se for dia de feira, destine tempo para as escolhas. É no tato, no olfato e com a visão que devemos escolher cada tomate, cada cebola, pois se escolhermos errado, no dia seguinte virará lixo e com ele o desperdício de dinheiro.   Outras despesas comuns podem ficar mais “baratas” se pagarmos à vista e pedirmos sempre desconto.   Já pensou que a todo minuto estamos gastando? Se falamos ao celular, pagamos por minuto, se estamos no computador, pagamos pela internet, se estamos em casa, no trabalho ou mesmo na rua, estamos consumindo energia elétrica e pagamos por ela. Se nos deslocamos, pagamos combustível, passagem ou mesmo a “sola de sapato”. Mas para cada e toda despesa podemos controlar, usar a criatividade e assim economizarmos para consumirmos adiante. Se vamos lavar roupa… já pensou que a última lavagem, aquela com amaciante, que pode servir para lavar a área de serviço? Já pensou que as frutas, legumes, verduras, pães que estão “no ponto” podem ser transformadas em polpas, torradas, molhos… Isso contribui inclusive para diminuirmos a nossa “conta” na produção de lixo para o planeta, além de otimizarmos recursos. Já pensou que no verão o calor faz com que utilizemos mais os ventiladores e aparelhos de ar condicionado, em contrapartida, os chuveiros “pedem” para ser desligados. Um compensa o outro na conta de luz.   Tanto quanto ganhar, a hora de consumir e gastar exige disciplina, negociação, paciência e arte, lembrando que o dinheiro não aceita desaforos.   O mercado tem que brigar e ceder para conquistar o nosso “suado” dinheiro, enquanto nós, não devemos “cair em tentação”.   Ivana Medeiros Zon é assistente social,  especialista em Saúde Pública e em Estratégia Saúde da Família. Autora do Projeto Saúde Financeira na família: uma abordagem social, com foco em educação financeira. Fale com a autora, mande suas dúvidas para ivana_zon@seculodiario.com

26/02/2013 / 0 Comments
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Mobiliza sindicato!

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Não causou surpresa o fato de o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) ter voltado atrás na decisão envolvendo em uma ação rescisória em favor dos trabalhadores da ArcelorMittal, já que no dia anterior o próprio Tribunal homenageou a empresa por conta de uma parceria entre empresa e o tribunal. Isso não é novidade, porque em 2010, quando já havia uma decisão favorável aos trabalhadores, já em fase de cumprimento da sentença, houve uma mudança de rumo do processo. Não cumpriram a sentença e reformaram. O sindicato já sabia do julgamento anterior e da possível decisão dos desembargadores. Por que não um carro de som na frente do tribunal na quarta-feira passada? Faltou astúcia de disponibilizar a ferramenta para os trabalhadores quando as portas foram fechadas. Era hora de berrar. E o sindicato, diga-se de passagem, tem um excelente caminhão de som. Agora, preocupa muito essa reviravolta no Tribunal. Uma parceria entre a Arcelor e Associação dos Magistrados do Trabalho (Amatra), que acabou caindo na conta de todo o tribunal, afinal a coisa foi parar no site do TRT, mostra que é preciso que as categorias que buscam a intervenção da Justiça do Trabalho devem ter a atenção redobrada. O capital tem mecanismos de cooptação que vão além da intervenção na prática sindical. Diante da impossibilidade de resolver o problema ali na negociação com o sindicato, a empresa busca outras formas de virar o jogo ao seu favor. E com êxito. Não dá para generalizar dizendo que tudo que passa pela Justiça do Trabalho, mas é preciso lembrar da máxima que diz que à mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta. Quando a Justiça coloca em seu próprio site uma parceria com uma das partes envolvida em uma ação que já era polêmica sem esse elemento, ela dá margem desconfiança sobre sua seriedade. E cabe ao sindicato não deixar por isso mesmo. É preciso denunciar essas manobras, para que isso não se torne uma regra. É hora de a categoria se mobilizar.

26/02/2013 / 0 Comments
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