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Século Diário

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Derrama: prefeito de Linhares rescinde contrato com CMS

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Depois da prisão de um ex-prefeito e do pedido de indiciamento do antecessor, o atual prefeito de Linhares (norte do Estado), Nozinho Corrêa (PDT), rescindiu o contrato do município com a empresa CMS – Consultoria e Serviços S/S Ltda, acusada de participação nas fraudes em recuperação de créditos tributários, revelados na Operação Derrama. A rescisão unilateral do contrato foi assinada no último dia 4, mas  publicada apenas no Diário Oficial do Estado dessa segunda-feira (25). De acordo com o termo de rescisão do Contrato nº 763/2009, as duas partes ficam dispensados de qualquer pagamento de ônus ou penalidades. A medida também deve evitar a liberação de novos valores à empresa, que teria recebido R$ 4,38 milhões entre os anos de 2007 e 2001, conforme apontou o relatório final do inquérito policial feito pelo Núcleo de Repressão às Organizações Criminosas e à Corrupção (Nurocc), da Polícia Civil. As investigações revelaram que a assinatura do primeiro contrato ocorreu em 22 de janeiro de 2007, durante a gestão do ex-prefeito e atual deputado estadual José Carlos Elias (PTB), que teve o pedido de indiciamento solicitado pela autoridade policial – já que possui foro privilegiado pela função. A vigência desse contrato foi prorrogada até a assinatura do vínculo (agora rescindido), assinado pelo ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB), preso desde o último dia 15. Essa foi a primeira rescisão em contratos da CMS com prefeituras desde a deflagração da primeira fase da Operação Derrama, no final de dezembro do ano passado. As apurações revelaram que a empresa de consultoria mantinha contratos com outras seis prefeituras (Aracruz, Marataízes, Piúma, Guarapari, Anchieta e Jaguaré). Ao todo, sete ex-prefeitos foram presos durante a operação policial. “As tratativas formadas pelos prefeitos de tais municípios junto à CMS Assessoria e Consultoria foram determinantes e decisivas para a extensão daquela firma criminosa nos esquemas de subtração de recursos angariados junto às atividades tributadas, muitas vezes, conforme indicado, com anuências de tais autoridades desde a formatação dos contratos”, assinala um dos trechos do relatório policial.

26/02/2013 / 0 Comments
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Colatina é o município com mais focos de reprodução do mosquito da dengue no ES

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No Espírito Santo, o município como maior número de focos de reprodução do mosquito da dengue é Colatina, noroeste do Estado. A avaliação foi divulgada pelo Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAs). Segundo o estudo, há 267 cidades brasileiras nesta situação e outras 487 em situação de alerta.    Em estado de alerta para a doença, no Estado, foram listados os municípios de Cariacica, Guarapari, Linhares, Piúma e Serra.    Por região, a maior concentração das larvas do mosquito em depósitos domiciliares foi encontrada no Sudeste, com 63,6% dos casos registrados. Já o Nordeste foi o que mais apresentou larvas do mosquito em reservatórios de água. No Espírito Santo, os depósitos domiciliares são os líderes em depósitos de larvas do mosquito, seguido pelos reservatórios de água e pelo lixo. Apesar de classificado como em estado de alerta, o município da Serra liderou o ranking capixaba nas três categorias de depósitos avaliadas pelo estudo.    Segundo o Ministério da Saúde, os dados devem alertar e nortear os estados e municípios para combinar as ações de prevenção de acordo com a realidade. “Devemos agir para evitar mais óbitos e casos graves”, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.   O Ministério orientou a população das cidades brasileiras a praticar medidas simples de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. Segundo ele, é preciso também que a população fique atenta sobre os sinais e sintomas da doença e quais medidas devem ser adotadas, em caso de suspeita.    Na lista divulgada pelo órgão, cinco cidades capixabas figuraram na lista de situação satisfatória classificada pelo LIRAs. São elas: Bom Jesus do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Ibiraçu, Itapemirim e Marataízes.    Somente em 2013, o Estado já registrou 11 mil casos da doença, cinco vezes mais que o mesmo período em 2012.   Nas lista das capitas em situação de risco aparecem as cidades de Palma (TO) e Porto Velho (RO); e de alerta Belém (PA), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Já Boa Vista (RR), João Pessoa (JP) e Teresina (PI) apresentaram índice satisfatório. A Capital do Estadlo, Vitória, não foi citada na lista do Ministério da Saúde. 

26/02/2013 / 0 Comments
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Ministro Luiz Fux vai defender no STF ordem cronológica de vetos

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Nesta quarta-feira (27), o Pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) vai definir julgar a liminar determinando a ordem de votação dos mais de três mil vetos presidenciais parados no Congresso Nacional deste o governo de Fernando Collor. O relator da ação é o ministro Luiz Fux, que pretende manter sua posição no julgamento desta quarta. A ação movida em dezembro pelo deputado federal Alessandro Molon (PT-RJ) paralisou a votação em bloco das matérias, por conta de uma liminar concedida por Fux. Ao lado do Rio de Janeiro, o Espírito Santo briga pela manutenção do veto presidencial à matéria em relação aos campos de petroleo já licitados,  mantendo assim o pacto federativo, mas os chamados estados não produtores, maioria no Congresso, pretendem derrubar o veto. Os líderes defendem que o Congresso não precisa seguir a ordem cronológica e os parlamentares devem definir a ordem de importância das matérias a serem votadas. O governo defende a votação dos vetos dos últimos 30 dias, preocupado com a votação do Orçamento 2013. Fux já adiantou que a votação do Orçamento não interfere na questão dos vetos, mas há preocupações com possíveis contestações na Corte, caso o Orçamento seja votado antes de a questão dos vetos ser definida. Ao todo, 3.060 vetos teriam que ser apreciados antes de novas deliberações. Se definida a ordem cronológica, cada veto deve ser analisado separadamente e não como pretendiam os parlamentares em dezembro, com urnas espalhadas no Congresso para que fossem votados todos os vetos de uma só vez antes, de se chegar ao veto dos royalties. No início de dezembro, a presidente Dilma Rousseff vetou um dos itens do projeto de lei que redistribui os royalties do petróleo. No veto, Dilma excluiu da nova partilha, os campos já licitados. Isso garantiria ao Espírito Santo e ao Rio de Janeiro o repasse diferenciado desses campos que devem entrar em atividade em breve. Caso o veto seja derrubado, o Estado perderá cerca de R$ 900 milhões por ano.

26/02/2013 / 0 Comments
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Amadeu Boroto inicia ano em zona de risco na Justiça

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Depois de navegar por águas tranquilas durante a maior parte do primeiro mandato, o prefeito reeleito de São Mateus (norte do Estado), Amadeu Boroto (PSB), enfrenta uma série de denúncias de irregularidades contra a sua administração. Além de suspeitas em contratos de consultorias, o socialista também enfrenta a fiscalização mais rigorosa do Ministério Público Estadual (MPE), que pediu a suspensão de acordos e até a interdição de imóveis irregulares no município. Nessa segunda-feira (25), a 5ª Promotoria de Justiça Cível de São Mateus ajuizou uma ação civil pública contra a manutenção de prédio alugado pela administração mateense. Segundo o MPE, o imóvel localizado no bairro Boa Vista não atenderia às normas de seguranças, colocando em risco a integridade de servidores e pessoas que frequentam o local na busca de serviços públicos. Na ação, a promotoria pediu à Justiça o deferimento de medida liminar para interditar o prédio alugado pela prefeitura. A situação já havia sido alvo de uma notificação da instituição em janeiro deste ano. Dentre os problemas verificados, estão a ausência de projeto de prevenção de incêndio, o descumprimento do Código de Obras Municipal e a não observância de normas de acessibilidade. Apesar de representar mais um problema na Justiça, a ação civil pública é o menor dos problemas do prefeito. Na última semana, o promotor de Justiça Edílson Tigre Pereira apresentou uma representação contra o socialista ao chefe do MPE, Eder Pontes da Silva, e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os documentos apontam suspeitas relacionadas aos contratos com empresas de consultoria – no molde das irregularidades identificadas na Operação Derrama. Por conta do foro privilegiado, as investigações deverão ser conduzidas pelo procurador-geral de Justiça, que tem a atribuição de investigar prefeitos. Em outra vertente, a remessa das informações preliminares sobre os contratos ao Tribunal de Contas – de onde partiram as denúncias sobre o esquema envolvendo a empresa CMS, flagrada na Derrama – deve colocar Boroto na alça de mira em um eventual desdobramento da operação. Logo depois da prisão de sete ex-prefeitos capixabas, o presidente do TCE, conselheiro Sebastião Carlos Ranna, anunciou que pelo menos dez empresas de consultoria estavam na mira do tribunal. Questionado pela reportagem sobre a apuração do contrato em São Mateus, Ranna não confirmou – nem negou – a existência de qualquer procedimento de apuração. Em função disso, a medida tomada pelo promotor Edílson Tigre pode acelerar a deflagração de uma investigação sobre os contratos assinados pelo antecessor, o ex-prefeito Lauriano Zancanela (PMDB), e tocados também na administração de Boroto. Mesmo sem figurar em qualquer ação de improbidade ou criminal na Justiça estadual, o ex-prefeito vem sendo derrotado em processos movidos por ele contra alguns críticos. No último dia 30, a juíza da 1ª Vara Criminal do município, Ana Flávia Melo Vello Miguel, julgou improcedente uma ação movida por Amadeu Boroto contra o vereador do município, Eneias Zanelato (PT) – um dos principais críticos da administração. O prefeito acusou o vereador de calúnia e injúria após postagens nas redes sociais onde denunciou o suposto crime de responsabilidade cometido por Boroto. De acordo com a ação (047.12.001280-3), Eneias Zanelato havia denunciado que o prefeito teria beneficiado uma pessoa física com a construção de calçada pela empresa contratada pelo município para a realização de calçamento de ruas, a Urbservice Serviços Urbanos. A defesa do vereador alegou que a lei garante a “imunidade parlamentar” para expressar suas opiniões sem sofrer qualquer tipo de retaliação, tese acolhida pela magistrada ao “absolver sumariamente” o petista. Fora dos casos judicializados, o prefeito Amadeu Boroto também se confronta com situações inusitadas, como a suspensão de atos – tão logo surjam denúncias na mídia de supostas irregularidades. O caso mais recente aconteceu no início deste mês na concorrência para contratação da empresa de lixo do município. O certame milionário foi suspenso depois da divulgação de reportagem em Século Diário sobre a suspeita do arquivo digital do edital ter sido criada no computador de empresa ligada à atual detentora dos serviços, novamente a Urbservice. Antes disso, o prefeito Amadeu Boroto havia recuado na realização da desapropriação de uma área rural no município para a implantação de um terminal portuário, em outubro do ano passado. Na ocasião, a desapropriação da área foi alvo de questionamentos pelo vereador Eneias Zanelato, que pediu esclarecimento sobre o decreto assinado pelo prefeito onde registrava apenas as coordenadas das áreas – sem mencionar o nome dos proprietários rurais beneficiados. Pressionado após a divulgação da denúncia também com exclusivamente por Século Diário, o vice-prefeito Mauro Jorge Peruchi (PMDB) foi acionados para anular os efeitos do efeitos do decreto.

26/02/2013 / 0 Comments
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Audifax já se prepara para a sucessão estadual em 2018

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Para os meios políticos ainda ecoa a declaração do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (PSB), que põe o ex-governador no palanque de Renato Casagrande à reeleição como o candidato palaciano ao Senado. A leitura que vem sendo feita é ligada à sucessão de Renato Casagrande em 2018. A ideia seria trabalhar para limpar o campo do governador em 2014, garantindo sua reeleição e projetando o cenário de sucessão estadual. No PSB, o entendimento é que o nome em condições de suceder Renato Casagrande é o do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, que para isso precisará desempenhar um mandato muito bom como prefeito em um momento político completamente diferente de sua primeira passagem pela prefeitura. Mas além da imagem de bom gestor é preciso também cuidar de movimentações internas que criem um cenário favorável a uma candidatura socialista à sucessão de Casagrande, em 2018. Para se reeleger, é necessário manter a ideia de unidade em torno da candidatura do governador, eliminando qualquer possibilidade de haver uma disputa. A ameaça poderia vir da candidatura do ex-governador Paulo Hartung ao governo, embora nos meios políticos essa ideia ainda encontre resistências. Hartung saiu derrotado da disputa eleitoral em 2012 e os ex-prefeitos ainda presos na Operação Derrama são em maioria seus aliados, o que o desgasta ainda mais para uma disputa. Mas Hartung tem fatores a seu favor também, como a reeleição de Theodorico Ferraço (DEM) para a presidência da Assembleia. Ferraço deve concluir o mandato, mesmo sob fogo cruzado da Justiça, o que fortalece Hatung. Além disso, há nos meios políticos a ideia de que Hartung precisa de um mandato, já que há problemas na Justiça contra o ex-governador. Recentemente, rumores sobre a possibilidade de o ex-governador vir a disputar o governo em 2014 se espalharam nos meios políticos, o que acendeu o sinal de alerta no Palácio Anchieta. Ao “lançar” Hartung ao Senado, Audifax joga água na fervura e alivia as movimentações do governador em favor de sua reeleição. Também dentro desse jogo político, fica mais evidente para os observadores que dificilmente o PDT vai conseguir emplacar a ideia de conseguir a vice de Renato Casagrande. Ter Sérgio Vidigal, principal adversário político de Audifax no governo, prejudicaria a construção desse palanque para a sucessão de 2018.

26/02/2013 / 0 Comments
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Ofes abre temporada 2013 no Teatro Carlos Gomes

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  Teatro cheio e uma plateia eclética de jovens, adultos e idosos. A temporada 2012 da Orquestra Filarmônica do Espirito Santo (Ofes) foi um sucesso, “em minutos os ingressos esgotavam e muitos, infelizmente, perdiam a apresentação”, lembra o maestro Helder Trefzger. Este ano, para que ninguém perca os espetáculos, a Ofes preparou uma novidade para a nova temporada, a nova série Pré-Estreia.    “O mesmo programa será apresentado duas vezes para que mais pessoas tenham a oportunidade de assistir aos concertos”, explica o maestro. A primeira apresentação de 2013 será nesta quarta-feira (27), às 20h, no Teatro Carlos Gomes. No dia seguinte, quinta-feira (28), o concerto será reapresentado no mesmo local e horário. “Nosso desafio agora é lotar o teatro nos dois dias”, espera Helder.    Com um repertório diversificado que contempla o popular e o erudito será fácil cumprir essa meta. A série Concertos Sinfônicos vai se iniciar com o tema Canto da Nossa Terra, uma série de composições que foram inspiradas por países. O espetáculo conta com interpretações das Bachianas Brasileiras n.º 2, de Heittor Villa Lobos, Festa Polonesa, do compositor francês Chabrier, e Uma Canção Antes do Amanhecer, do compositor inglês Delius.     “Escolho as composições principalmente pela sua beleza, também procuro conjugar obras conhecidas pelo público com outras menos tocadas. Para a abertura da temporada, escolhi Uma Canção Antes do Amanhecer por ser uma música pouquíssima executada, mas que certamente a plateia irá gostar”, diz o maestro. Ele também conta que esta será a primeira vez que a orquestra irá executar a canção do compositor inglês.   O solista convidado é o pianista Giulio Draghi, professor-adjunto de piano na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e dono do título de Doctor in Musical Arts pela Universidade de Miami. Ao longo do ano, a Ofes receberá diversos convidados importantes, em abril virá para o estado uma musicista de Taiwan, a pianista Ching – Yun Hu e também diversos músicos e maestros brasileiros reconhecidos nacional e internacionalmente.    “As apresentações estarão bem coloridas com músicos de diferentes estados e países que virão somar muito talento aos espetáculos”, comenta Helder.   A cada ano, a Filarmônica do Espirito Santo tem superado desafios e interpretando peças novas, ampliando cada vez mais o repertório. Na temporada de 2013, a Ofes realizará 45 apresentações distribuídas em cinco séries, Pré-Estreia, Concertos Sinfônicos, Quartas clássicas, Orquestra nos Bairros e a Série Espirito Santo de concertos itinerantes pelo interior do estado.   “A nossa orquestra é reconhecida e admirada por todos que assistem aos espetáculos e também pelos músicos convidados, tudo isso contribui para o crescimento da música clássica no estado”, pontua Helder.   Serviço A Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes) abre a nova temporada nesta quarta (27) e quinta-feira (28), sempre a partir das 20h, no Teatro Carlos Gomes. Praça Costa Pereira, Centro, Vitória. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Informações: (27) 3132-8399.

26/02/2013 / 0 Comments
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Serviço de abordagem ou higienização social?

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  A reportagem (“Mantenha a cidade limpa”), publicada nesse domingo (24) por Século Diário, traz uma contribuição importante para ampliar o debate em torno do problema das pessoas em situação de rua que perambulam nos municípios da Grande Vitória, muitas delas usuárias de drogas lícitas e/ou ilícitas. Esse segmento da população, que passou a ser um estorvo para a sociedade, é alvo de políticas públicas polêmicas, como a proposta de internação compulsória e abordagens militarizadas.    O aumento significativo dos usuários de crack, que se mesclam à população de rua tradicional, que sempre existiu, é bom que se diga, deu ao problema contornos dramáticos. Pressionados pela opinião pública e imprensa, governantes de grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo – que convivem com o problema há no mínimo duas décadas -, passaram a adotar medidas mais enérgicas para “limpar” as cidades dessa chaga social que insiste em supurar.    Pressionado, a preocupação do poder público é dar uma resposta imediata à sociedade. O mesmo poder público que ignorou durante anos a existência desses excluídos – pedintes, alcoólatras, prostitutas, meninos de rua e outras criações da miséria humana e social -, agora precisa “reconquistar” o espaço público para devolvê-lo ao chamado “cidadão de bem”, aquele que paga imposto e é peça-chave da ciranda do consumo capitalista.    A solução imediata adotada por outros estados e que está servindo de matriz para o Espírito Santo é a “faxina social”, que recebe o nome de internação compulsória. Agora o poder público, sempre ausente, quer fazer crer que está preocupado com essa população e pretende salvá-los do crack – o mal do século.   A fragilidade desse discurso pode ser convincente para parte da sociedade civil que também quer acreditar que não está apoiando a “faxina social”, mas sim tentando salvar as vidas desses “infelizes” condenados por esse vício maldito.   O discurso só não engana pessoas como Rosangela Nascimento, que conhece literalmente o outro lado. A hoje coordenadora do Movimento Nacional de População em Situação de Rua no Espírito Santo (MNPR/ES) experimentou a escala completa das drogas: álcool, cocaína e finalmente o crack. Rosangela viveu nas ruas e conheceu de perto a tratamento “oferecido” à população de rua pelo poder público que, segundo ela, não mudou.    “Estão exigindo que o prefeito [se referindo ao prefeito de Vitória] retire [as pessoas da rua]. Só que essas pessoas têm que ser acolhidas, porque o que tem que ser retirado é o lixo. Nós somos uma parcela que está vivendo uma situação de extrema vulnerabilidade. Mas se o prefeito não admite, não aceita, é omissão do município, do Estado”, protesta.    Rosangela, que frequentou o umbral das ruas por anos, enfia o dedo na ferida. Ela diz que não existe política de saúde, trabalho, habitação, lazer para os moradores de rua. “Tem que ter um olhar diferenciado porque o que está acontecendo é isso mesmo, higienização”, denuncia.   É prudente que as autoridades públicas e a sociedade reflitam com atenção o que disse Rosangela. Em outras palavras, ele pede que a sociedade tenha um “olhar diferenciado” para não promover uma covarde “higienização social” e nada mais. 

25/02/2013 / 0 Comments
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Sem disfarce

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  Tudo armado para a Assembleia Legislativa aprovar o “pacotão” do Ministério Público do Estado (MPES), como já era esperado. Nada de debates com a sociedade civil ou qualquer coisa parecida, apesar da polêmica e do impacto financeiro da medida. O presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), tem pressa em quitar mais uma dívida da aliança firmada com o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes. A ordem está dada, cabe aos demais cumpri-la, como já fez o líder do governo, Sérgio Borges (PMDB), pedindo urgência na votação. O conjunto harmônico conduzido por Ferração tem o compromisso de criar todas as facilidades possíveis e impossíveis aos interesses do MPES. Os demais deputados estaduais aceitam o comando, sem qualquer resistência. O jogo é esse. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.    Babação A propósito, na sessão desta segunda-feira (25) na Assembleia, só deu o governador Renato Casagrande, com a inauguração do “novo Dório Silva”. Elogios de sobra também para o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), que não fez nada durante oito anos de governo, mas foi esperto na saída, e agora colhe os frutos.   Tudo em casa A Associação dos Empresários de Vila Velha (Asevila), que já deu início à realização do planejamento estratégico de governo do prefeito Rodney Miranda (DEM), fez o mesmo trabalho para a gestão passada, comandada por Neucimar Fraga (PR). A entidade é uma espécie de extensão do ES em Ação, que os capixabas estão carecas de saber quais interesses defende.    Tudo em casa II Por trás da Asevila nesse tipo de trabalho está a empresa Macroplan Prospectiva, Estratégia e Gestão S/S Ltda, que foi também a contratada do governo Paulo Hartung (PMDB) para fazer o Plano de Desenvolvimento Espírito Santo 2025.   Tudo em casa III Mantêm a Arsevila 42 empresas, entre elas a Chocolates Garoto, Rodosol, Shopping Praia da Costa, Oiltanking Terminais Ltda – Vitória, Vila Porto, Longin.TVV, Rede Bristol Hotéis, Galwan Construtora e Incorporadora, E-Ross Eventos e etc, etc, etc.    Bonde lotado Ainda em Vila Velha, já tem muita gente dizendo que a acusação que pesa sobre o vereador Almir Neres (PSD), dando conta de funcionária fantasma e recebimento por viagens não realizadas, nunca foi exceção. Na legislatura passada, prática era pra lá de comum e virou até motivo de piada, com direito a bordão e tudo em relação aos cursos também não realizados: “a volta dos que não foram”. Se fosse pra prender, seria necessário um camburão.    Ah, tá! A essa altura do campeonato, o prefeito de Colatina Leonardo Batata (PT) querer dar exemplo de decência, anunciando a saída da mulher Júlia Deptulski da pasta municipal de Assistência Social para não atrapalhar as investigações sobre desvios de verbas públicas, é brincadeira. O erro começou lá atrás, quando a nomeou para o cargo. Justificam não faltam aos prefeitos para nomear parentes, mas a prática é imoral e ponto.    Oportunismo Quando é para defender interesses dos pequenos agricultores, índios e quilombolas, um ou outro político do Estado assume a bandeira, e olhe lá. Mas em solenidades que dão ibope, como a entrega das casas populares ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), todo mundo quer levar algum. A não ser a deputada federal Iriny Lopes e o deputado estadual Cláudio Vereza, dois petistas que têm atuação na área, os demais sobraram.   É mentira… O deputado Márcio Macêdo (PT-SE) quer obrigar as empresas que exploram a sustentabilidade ambiental em propagandas a prestarem conta. A proposta é estabelecer sanções à prática da maquiagem verde, que é vender uma imagem à população que não condiz com a realidade. Tem tudo a ver com as poluidoras do Estado.   140 toques “Vi em Camburi o início da manifestação ForaRenan. Achei justo o protesto. Afinal, a Justiça não deve ser igual para todos?”. (Vereador de Vitória Serjão Magalhães – PSB – no Twitter).   PENSAMENTO: “Ser político é dar ao povo a noção de como fazer o que se pensa fazer sem que para isso não se tenham feito nada”. Jr. Mesquita

25/02/2013 / 0 Comments
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Jornalismo e assessorias

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  Em seu livro “Cemitério de Elefantes” o escritor e jornalista cachoeirense Sergio Garschagen tenta mostrar com esse título a troca impiedosa que o novo jornalismo faz com os verdadeiros jornalistas em prol dos mais novos, que denomino “jornalistas nerds”    Ao serem preteridos, os jornalistas mais antigos carregarão com eles uma verdadeira riqueza informativa para lugar nenhum.   Em certa parte do livro, uma coisa me tocou e chamou muita atenção. Na página 95, no segundo parágrafo, Sergio cita o jornalista Ivson Alves, da assessoria de imprensa da Petrobras, que disse, referindo-se ao novo jornalista, que prefere trabalhar numa rentável assessoria de imprensa do que ser um verdadeiro jornalista, ou seja, um romântico jornalista. O Termo romântico sintetiza tudo que um jornalismo requer e que não é mais assim: “A autoexclusão está cada vez mais alcançando os mais novos e não raro muitos deles chegam às redações com o único objetivo de conhecer a realidade delas e pular para as assessorias no mais tardar aos 30 anos de idade”.   Só que tem um pormenor aí. Quando o jornalista passa a ser um assessor de imprensa de algum lugar ele perde com isso uns 50% de sua capacidade de influir em alguma coisa, principalmente na própria imprensa. Uns conseguem pela popularidade entre os colegas, mas nunca pela sua capacidade jornalística. Isso salvo as empresas que prestam assessorias. Estamos nos referindo aos assessores de imprensa individuais a serviço de empresas, pessoas jurídicas ou políticos.   Dificilmente um assessor de imprensa interfere, por exemplo, no trabalho de um jornalista durante uma entrevista de um de seus clientes. Por isso levam um “pré-release” que, às vezes, só eles entendem. Não profetizando, mas vai chegar um dia em que essa pseudo-interferência “jornalista” vai acabar.      Há alguns anos as redações eram bombardeadas com releases e informativos, que tentavam influenciar os redatores e editores. Hoje isso praticamente acabou. Passou para a Internet. Abre quem quer, não tem aquela papelada chata, acumulando lixo.   Muitas coisas mudaram e ainda vão mudar. Até nossa experiência profissional deixou de ser respeitada. Seria um novo conceito de jornalismo ou seriam as influências do capital prejudicando a função da verdadeira comunicação?   PARABÓLICAS   A Rede SIM vai apresentar muitas novidades através da Record News depois que for inaugurada. Tudo no novo prédio da Av. Vitória Grande figura do rádio, Ademir Barcelos, prova que acompanha essa coluna, citando trechos na sua página no Facebook.   Por causa do clipe que fizemos de Same Mistake (James Blunt), diariamente nossa página no Youtube ganha uma média de 5 novos adeptos por dia.   Acabamos de ler o livro do conterrâneo Sergio Garschagen, “Cemitério de Elefantes”, prefaciado por Valério Fabris, hoje na Rádio Inconfidência   MENSAGEM FINAL   Se Deus quisesse, poderia ter feito de nós uma só nação, porém Ele nos põe à prova. Vá você aonde for, em qualquer e todo lugar, tente ser o mais bondoso que puder, tente ser bom, e então chegará o dia em que Deus nos unirá a todos. Alcorão      

25/02/2013 / 0 Comments
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O paredão de PH

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  A relação do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) com o governador Renato Casagrande nunca andou mal, como chegou a insinuar um dos jornais corporativos do Estado. Eles têm uma sociedade no governo que já dura dois anos e não há sinais de que a mesma ande prestes a acabar.    Olhando para dentro do governo, constata-se a robustez da participação de Hartung nessa sociedade. Banestes, Bandes, Cesan, e mais gente como Robson Leite, na secretaria de Planejamento. Mais para o fundo, vamos encontrar Henrique Herkenhoff na secretaria de Segurança, Mônica Araújo Saldanha, mulher do presidente da Cesan, Neivaldo Bragato, numa posição estratégica na Secretaria da Fazenda, como também boa presença no Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Esse povo é todo de PH.    Há dúvidas quanto a essa sociedade? Não há. Vai chegar às eleições de 2014? Depende das condições do caminho. No caminho do ex-governador já surgiram casos de altos riscos com os afloramentos de  falcatruas do seu governo, algumas foram seguras, outras  desviadas, mas ainda existem outras  em curso.    Os problemas de PH são, portanto, as minas enterradas pelo seu caminho, embora conte com um aparato de forças empenhado em livrá-lo, construída nos seus oito anos de governo. Principalmente junto ao Ministério Público e o Judiciário.  E sempre contou com a ajuda do governador Renato Casagrande, livrando-o de situações que seriam irreversíveis com outros atores político.    Para blindar-se ainda melhor, ele juntou-se ao presidente da Assembleia, o deputado Theodorico Ferraço (DEM). Incorporou à sua resistência um personagem político que vive há mais de 40 anos incendiando a política capixaba. Acaba de mostrar esse seu dom incendiário na Operação Derrama.    Além do mais, Hartung e Ferração vão compartilhar de arranjos novos, embora incomuns. O ex-governador com seus ardis, estratégia e  manobras, e o Ferração de tocha não mão, a ameaçar a todos. A soma dos dois conta também com a mídia corporativa, da qual o ex-governador inclusive se utilizou para fornecer manchetes ao parceiro. Já Ferração, além dos predicados incendiários, carrega consigo a Assembleia Legislativa.    Pelo visto acima, PH está em guarda, mas o paredão erguido não lhe assegura  futuro político, pois tem pela frente um presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador  Pedro Valls Feu Rosa, que diferente dos seus antecessores, do tempo em que era governo, não  se subordinou aos seus desígnios.                  

25/02/2013 / 0 Comments
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