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Século Diário

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Presidente da Amunes é condenado em ação de improbidade

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  O atual presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), o ex-prefeito de Vargem Alta (região sul do Estado), Elieser Rabelo (PMDB), foi condenado pela Justiça em uma ação de improbidade administrativa por falta de transparência na divulgação de atos oficiais. O peemedebista e mais dois ex-secretários municipais foram sentenciados à perda de eventual função pública, pagamento de multa e a suspensão dos direito políticos pelo prazo de cinco anos. Na sentença prolatada no último dia 18, o juiz da comarca do município, Mário da Silva Nunes Neto, considerou que houve violação ao princípio da publicidade após a própria prefeitura divulgar os atos oficiais em órgão sem regulamentação. Para o magistrado, o ex-prefeito e os ex-secretários Cláudio Cézar Pazetto (Comunicação) e Anderson Deprá (Administração) “incorreram em ato de improbidade quando não permitiram que todos os interessados tivessem informações sobre atos de sua administração”. Na denúncia, o Ministério Público Estadual (MPE) acusa a prefeitura do município de ter considerado a Lei Municipal nº 391/2002, que determinava a publicação dos próprios atos, como “auto aplicável” sem que fosse atendida a norma regulamentadora prevista no artigo 6º da Lei – que previa a implementação do Diário Oficial do município no prazo de 120 dias. “Portanto, considerando que não somente o princípio da publicidade foi maculado com as formas/periodicidade escolhidas, como também os princípios éticos da boa-fé e da lealdade, os quais são inerentes ao administrador público e, ainda, apesar dos réus não terem obtido proveito patrimonial direto com o ato tido como ímprobo, por outro lado não foi pouca a extensão do dano, vez que várias pessoas reclamaram a ausência ou deficiência da publicidade dos atos administrativos”, narra um dos trechos de decisão. O processo foi ajuizado no dia 12 de fevereiro de 2010. No dia 26 daquele mês, o juiz Evandro Coelho Lima havia deferido o pedido de liminar para a prefeitura suspender a publicação de atos no Diário Oficial do município e passar a divulgá-los no Diário Oficial do Estado sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. Além da perda da função pública e suspensão dos direitos políticos, o juiz Mário da Silva Neto determinou o pagamento de multa civil no valor de duas vezes o valor da última remuneração recebida enquanto estavam nos respectivos cargos e a proibição dos réus contratarem ou receberem benefícios com o poder público – direta ou indiretamente – pelo prazo de três anos. A decisão judicial ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça 

25/02/2013 / 0 Comments
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Justiça afasta Maria Júlia Deptulski da Prefeitura de Colatina

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  A Justiça determinou, nesta segunda-feira (25), o afastamento de Maria Júlia Rosa Chaves Deptulski, do comando da Secretaria de Assistência Social de Colatina. Mulher do prefeito Leonardo Deptulski, a primeira-dama é acusada desvio de verbas públicas. Lenize Lilia Tozzi Fachetti também foi afastada da presidência da Associação Damas de Caridade de Colatina, entidade que estaria recebendo o dinheiro desviado da secretaria.    Além de Maria Júlia e Lenize, o juiz Felipe Bertrand Sardenberg Moulin, da 3ª Vara Criminal de Colatina, recebeu denúncia do Ministério Público Estadual contra Clerismar Lyrio, a “Kelly”, Carlos Magno Fachetti, Fabíola Karla Fachetti Cristo, Adriana Caetano Parpaiola, Andreia Rodrigues Caetano e Robson Caetano. Eles estão sendo acusados por formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso e peculato.   Além do afastamento dos cargos, a decisão do juiz Felipe Moulint determina que os acusados fiquem obrigados a comparecer a cada dois meses em Juízo para informar e justificar suas atividades.    Eles também estão proibidos de manter qualquer tipo de contato com as testemunhas, de se ausentar da cidade sem autorização judicial expressa por mais de oito dias. Maria Júlia e Lenize ficam proibidas de ingressarem em qualquer prédio em que funcione órgão do Poder Executivo Municipal e nas instalações da Associação Damas de Caridade de Colatina.   O esquema, que usava a entidade social para desviar verbas da Prefeitura de Colatina, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual em 2008. O prefeito Leonardo Deptulski exonerou a mulher do cargo na última sexta-feira (22). 

25/02/2013 / 0 Comments
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Mesmo com novo hospital, Estado tem déficit de mais de dois mil leitos

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Mesmo com a inauguração do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, no último sábado (23), o Estado continuará com um déficit de mais de 2.500 leitos hospitalares. A afirmação é do deputado  Hércules Silveira (PMDB). Segundo ele, o novo hospital não resolverá os problemas de falta de leitos no Estado.    Classificado como uma obra grandiosa, o hospital com 424 leitos foi apresentado pelo governo como a maior e mais moderna unidade hospitalar construída no Estado. Entretanto, segundo o deputado, é cada vez mais urgente a criação novos leitos no Estado. Para que a situação melhore de fato, Hércules afirma que é preciso apressar as obras de ampliações dos hospitais da Grande Vitória. “Ainda sim, faltariam leitos”, alerta o deputado.    “O novo hospital irá amenizar a situação, mas nem a reabertura da nova área do Hospital São Lucas [em reforma] poderá mudar essa situação. Serão mais de 300 leitos. Número bem distante do déficit de mais de dois mil leitos que ainda restarão”, ressaltou.    A situação do Estado é tão grave, alerta o deputado, que para conseguir vagas para internação o governo, muitas vezes, está transferindo pacientes da Grande Vitória para hospitais dos municípios do interior, como São José do Calçado, Colatina e São Mateus. “Tem hora que o governo quer comprar leito, mas não há leitos disponíveis”, disse.    A falta de leitos é apontado como o grande problema da saúde pública no Espírito Santo. No ano passado, Hércules fez um apelo aos novos prefeitos para que fosse dado mais atenção à saúde municipal, desafogando os hospitais estaduais.    Na ocasião, o Conselho Regional de Medicina (CRM-ES) informou que o País perdeu 42 mil leitos na rede pública de saúde. No mesmo período, o Espírito Santo perdeu 627 leitos.     De acordo com o CRM, o São Lucas está nesse contexto. Desde que passou a funcionar no Hospital da Polícia Militar (HPM), a unidade perdeu metade dos seus leitos.

25/02/2013 / 0 Comments
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Frigorífico é condenado a pagar indenização de R$ 70 mil por humilhar funcionário

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  A Vara do Trabalho de Colatina, noroeste do Estado, condenou a Frisa – Frigorífico Rio Doce a pagar R$ 70 mil por danos morais a um auxiliar de indústria. O funcionário, demitido por justa causa, teria sido algemado em serviço e acusado de embriaguez, indisciplina, insubordinação e improbidade. Inconformado, o trabalhador ajuizou ação na Justiça há cerca de um ano.    A empresa alegou que algemou o funcionário porque ele teria retirado vinho do estoque da empresa e bebido em serviço. Embriagado, o auxiliar teria se exaltado e ameaçando um colega de trabalho. Após incidente, a Frisa teria acionado a autoridade policial de prontidão, que revistou, algemou e levou o empregado para a delegacia.    Para a juíza do trabalho Adriana Corteletti Pereira Cardoso, o trabalhador foi tratado como delinquente mesmo não oferecendo nenhum risco. “A autoridade policial, também ouvida como testemunha, relatou que, quando o revistou, ele portava apenas os documentos pessoais”, afirmou a juíza.    As testemunhas que trabalhavam na empresa disseram à juíza que não viram o trabalhador entrar no setor de bebidas da empresa. Além disso, afirmaram não ter sentido cheiro de bebida alcoólica no trabalhador.    A juíza entendeu que a empresa extrapolou a sua prerrogativa. “A empregadora humilhou, ofendeu, denegriu, achincalhou o seu empregado, para que, com o rigor de sua equivocada conduta, servisse de exemplo para os demais empregados”, concluiu a magistrada.    O valor da indenização por danos morais corresponde a 50 vezes a última remuneração do empregado e foi calculado com base na capacidade econômico-financeira da empregadora. Além disso, segundo a magistrada, a medida também tem um caráter pedagógico para que a reclamada seja mais cuidadosa no tratamento com os seus empregados.    A Frisa entrou com recurso ordinário no Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.

25/02/2013 / 0 Comments
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Após quase uma década, STJ vai julgar ação penal contra Valci Ferreira

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Após tramitar por quase dez anos na corte, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) está em vias de iniciar o julgamento de uma ação penal contra o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Valci José Ferreira de Souza, e mais oito pessoas pelo suposto desvio de verbas públicas e fraudes em licitações ocorridas no final da década de 1990. Ao todo, 19 pessoas foram denunciadas, mas apenas nove vão sentar no banco dos réus. O processo foi ajuizado pelo Ministério Público Federal (MPF) em julho de 2003, por influência do ex-procuradores José Roberto de Figueiredo Santoro, que chefiou uma missão especial no Estado à época, e Henrique Herkenhoff – atual secretário estadual de Segurança Pública. As supostas irregularidades também provocaram a abertura de ações de improbidade contra os envolvidos na Justiça estadual – que também não tiveram o julgamento definitivo. No final do ano passado, o atual relator da ação penal (Apn 300), ministro Sidnei Benetti, requisitou informações à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas sobre a aprovação das contas de Valci Ferreira, que presidiu os dois órgãos – último pedido deferido antes do início da fase de alegações finais do processo. No último dia 29, o ministro relator encaminhou os autos do processo para o MPF, que terá o prazo de quinze dias para a apresentação das alegações finais. Depois do retorno do processo – estimado para até o fim deste mês –, a defesa de Valci Ferreira e dos demais réus terão o prazo idêntico para se manifestarem de forma derradeira no processo. A partir do recebimento das alegações finais, o ministro Sidnei Benetti vai se manifestar sobre a aceitação do pedido de reinterrogatório feito pela defesa do conselheiro afastado ou julgamento direto do mérito das acusações. A denúncia original foi recebida, em abril de 2007, pelo então relator, o ex-ministro do STJ e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Albino Zavascki. Na época, o magistrado considerou a existência de indícios da participação de parte dos réus em suposto esquema de pagamento de propina em três episódios: contratação de obras de escolas no governo Vitor Buaiz, contratação do seguro da Assembleia e no caso Beija-flor (em alusão à suposta lavagem do dinheiro das fraudes por intermédio do Frigorífico Beija-flor). Na época, o ministro Teori Zavascki decidiu pela instauração da ação penal contra Valci Ferreira, Gilberto D'Ângelo Carneiro, Soraya Guedes Cysne, Adriano Sisternas, Homero Tadeu Juffo Fontes, Francisco Carlos Perrout, Luiz Carlos Mateus, João de Sá Netto, José Carlos Gratz e Edgard Euzébio dos Anjos – único réu a ser absolvido ainda na fase de instrução processual. Na ocasião, o atual ministro do Supremo determinou o afastamento de Valci do cargo – decisão mantida até hoje -, além de rechaçar a participação de outras conselheiros do TCE, Enivaldo Euzébio dos Anjos, Umberto Messias e Mário Alves Moreira (todos já aposentados). De acordo com o MPF, uma parte dos recursos de obras supostamente superfaturadas de escolas estaduais – entre 1997 e 1999 – teria sido dividida entre conselheiros e outros servidores públicos. Para isso, o esquema fraudulento contaria como suporte empresas criadas e geridas por pessoas com ligações com o ex-presidente do TCE. A denúncia também sustenta que o conselheiro afastado teria firmado o contrato de seguro junto à Roma Administradora e Corretora de Seguros Ltda, com a “finalidade de amealhar recursos para si e para outrem”. Denúncia sob xeque Para tanto, o Ministério Público narra que os envolvidos teriam utilizado o Frigorífico Beija-flor para “encobrir as atividades ilícitas”, lavando os recursos supostamente desviados das obras nas escolas e de recursos da Assembleia Legislativa. A partir deste ponto, começam as dúvidas em relação às denúncias que ficaram restritas a Valci Ferreira, ao ex-presidente da Assembleia José Carlos Gratz, que também nega as acusações, além dos suspeitos de atuarem como “laranjas” no esquema. Já que os demais envolvidos – ex-secretários e empresários – acabaram tendo as denúncias arquivadas.   A acusação indica que o esquema fraudulento teria funcionado também entre os anos de 1997 e 2002 – período conhecido como a Era Gratz –, mas não faz qualquer menção à passagem do ex-deputado e atual senador – na época da denúncia, vice-governador do Estado,  Ricardo Ferraço (PMDB) – pela presidência da Assembleia entre 1995 e 1996 (entre as gestões de Valci e Gratz). Apesar de ter realizado o mesmo tipo de pagamento do seguro, Ricardo Ferraço não foi denunciado pelo MPF. Sobre esses episódios, o peemedebista também foi absolvido pela Justiça estadual sob alegação da aprovação de suas contas – mesma tese que hoje é encampada pelas defesas de Valci Ferreira e José Carlos Gratz. Sobre o caso Beija-flor, a denúncia narra o suposto pagamento de um cheque da Assembleia na conta do frigorífico. Entretanto, os representantes do frigorífico negaram as insinuações do MPF de que a Assembleia teria repassado verbas para a conta corrente da empresa. Tanto que constam nos autos uma declaração da direção da seguradora – que era a responsável pela seguro da Assembleia – confirmando a legalidade dos pagamentos do Legislativo. Na verdade, o dinheiro teria saído da conta da Assembleia para a Roma Corretora, que efetuou o repasse para a seguradora multinacional. Apesar dessa documentação, os procuradores da República teriam levado em consideração o teor do depoimento prestado por uma testemunha (José Carlos Rocon) à Polícia Federal. O suposto delator do esquema havia denunciado Valci Ferreira e Mário Moreira, que sequer teve as acusações recebidas, equanto a participação de Gratz se resumiria à renovação do contrato de seguro da Assembleia e pagamentos na batizada “conexão frigorífico” – em alusão aos repasses do seguro da Casa. Procurado pela reportagem, o conselheiro afastado Valci Ferreira não quis tecer comentários sobre o andamento da ação penal. Já o ex-presidente da Assembleia José Carlos Gratz criticou as acusações. “Não tive nenhuma obra no Estado em governo algum, muito menos do PT. Isso foi um circo montado por Santoro, comparsa do ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Esse tipo de ação movida por pessoas que ocuparam

25/02/2013 / 0 Comments
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Audiência pública vai debater problema da população de rua em Vitória

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Após ler reportagem publicada em Século Diário nesse domingo (24) – “Mantenha a cidade limpa” -, o vereador e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vitória, Wanderson Marinho (PRP), ficou preocupado com as declarações da coordenadora do Movimento Nacional de População em Situação de Rua no Espírito Santo (MNPR/ES), Rosângela Nascimento.    A reportagem, que quis ampliar a discussão sobre a proposta de abordagem à população de rua que está sendo adotada pela Prefeitura de Vitória, ouviu a coordenadora do MNPR, que também já foi moradora de rua e usuária de drogas e, portanto, conhece bem a realidade desse segmento. “Estão exigindo que o prefeito retire. Só que essas pessoas têm que ser acolhidas, porque o que tem que ser retirado é o lixo. Nós somos uma parcela que está vivendo uma situação de extrema vulnerabilidade. Mas se o prefeito não admite, não aceita, é omissão do município, do Estado”, disse Rosângela.    Ela denunciou que as abordagens aos moradores de rua sempre foram violentas. “Eles falam em abordagem e direitos humanos. Não é direitos humanos você mandar a pessoa levantar, mandar a pessoa sair e se a pessoa não sair, dar tapa na cara, chute”, protestou.    O vereador concorda com a militante sobre a visão distorcida de alguns segmentos da sociedade em relação à população em situação de rua. “É por isso que estou propondo a audiência pública. É preciso entender que existem vários tipos de pessoas na rua, com demandas diferentes”.    Marinho afirmou que não adianta fazer abordagens com a Polícia Militar e agentes da Guarda Municipal e sair “varrendo o problema”. Ele defende que a abordagem seja feita por equipes multidisciplinares, como também afirmou uma das personagens da reportagem, a psicanalista e psicóloga Marcela Serrat Freire. “A gente sabe que hoje as abordagens só têm sido feitas com a Guarda Municipal. Não tem uma equipe multidisciplinar, não tem uma equipe intersetorial”, queixou-se.    Marcela também criticou a internação compulsória. “A minha preocupação hoje com a internação compulsória, com essa varredura da cidade, é reafirmar esse lugar que ele já se colocar, um lugar despotencializado”, pondera.    O vereador, que também se disse contrário à internação compulsória, acrescentou que pretende produzir um documento a partir da audiência pública que será entregue ao prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS) e ao governo do Estado. Marinho informou que irá convidar a coordenadora do MNPR, Rosângela Nascimento, para participar da audiência. 

25/02/2013 / 0 Comments
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Começa o segundo período de andada do caranguejo-uçá

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Começou nesta segunda-feira (25) o segundo período de andada do caranguejo-uçá (Ucides cordatus), quando ficam proibidos a captura, a manutenção em cativeiro, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização da espécie. O período vai até o dia 3 de março.   A andada é o momento em que os caranguejos saem de suas tocas para acasalamento, tornando-se mais vulneráveis a predadores. Assim, se a captura dos crustáceos fosse permitida durante o período, a reprodução do animal e a recomposição da fauna ficariam comprometidas.    O primeiro período de andada deste ano aconteceu de 27 de janeiro a 2 de fevereiro. Tirando o período atualmente em vigor, ainda haverá mais dois: de 27 de março a dois de abril e de 25 de abril a 1º de maio.   Nestes dias, só poderão ser comercializados os caranguejos até o último dia que antecede cada período de “andada”, cujos estoques foram devidamente declarados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).   Segundo portaria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), todos que atuarem nesta área deverão fornecer ao Ibama a relação detalhada dos estoques de animais vivos, congelados e pré-cozidos, até o último dia que antecede cada período.   Durante o período, os órgãos estaduais de meio ambiente irão realizar, além da fiscalização, ações de conscientização e educativas em Unidades de Conservação no Estado, como a Área de Preservação Permanente (APP) de Conceição da Barra e o Parque Estadual de Itaúnas, no norte, bem como a Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Concha D’Ostra, em Guarapari.

25/02/2013 / 0 Comments
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Petista vai tentar viabilizar candidatura para o Senado

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A sensação dos meios políticos é de que o nome de João Coser para a disputa ao Senado pelo PT já é um ponto pacificado dentro do partido. Mas a atual titular da vaga, Ana Rita Esgário, não parece disposta a entregar a cadeira de mão beijada.    Em sua prestação de contas do mandato, realizada na quinta-feira (21), em Ponta Formosa, Vitória, a petista afirmou: “se a militância do PT me escolher, serei candidata pra valer, até o fim!”. Ana Rita entrou no Senado em 2011, na suplência do governador Renato Casagrande.     Mas para garantir sua reeleição, a senadora terá uma batalha interna ainda mais pesada do que enfrentou a deputada federal Iriny Lopes para ser candidata a prefeita no ano passado, em Vitória, e pelo mesmo motivo.   Começa a surgir nos bastidores a ideia de que o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) pode se candidatar ao Senado, com o apoio do governador Renato Casagrande, o que deixará a situação complicada dentro do PT. Em 2012, o grupo de Coser, que domina o diretório municipal, tentou de todas as formas derrubar a candidatura de Iriny Lopes diante da possibilidade de Hartung disputar a prefeitura, o que acabou não acontecendo.    Para 2014, há uma movimentação intensa de Coser para vencer o Processo de Eleição Direta (PED) que acontece no final deste ano, conquistando assim o controle do partido. A ideia inicial é de que, conquistando o partido, Coser conseguirá apoio da maioria para ser o candidato do partido ao Senado. Mas se Hartung disputar a eleição, a tendência é de que Coser recue da candidatura, como  já fez outras vezes.   Em seu discurso, na prestação de contas, a senadora afirmou que tem sido cobrada por lideranças políticas e sociais sobre seu futuro político, se ela de fato é candidata à reeleição. Para uma plateia de cerca de 200 pessoas, Ana Rita afirmou que está “totalmente disposta e trabalhando com todo afinco para conquistar a reeleição deste mandato”, destacou.

25/02/2013 / 0 Comments
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ES: compra de material de construção deve crescer 10%

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O capixaba irá movimentar R$ 2,6 bilhões no comércio local com a compra de material de construção este ano. A estimativa é do Pyxis Consumo, do Ibope Inteligência. Segundo o estudo, o gasto por habitante no Estado foi de R$ 797, 77 em 2012. Este ano o gasto per capta deve subir para R$ 871,13.    O potencial de consumo analisado pelo Ibope Inteligência refere-se ao consumidor domiciliar, ou seja, pessoas físicas que consomem tintas, acessórios para pintura, material elétrico e hidráulico, madeiras, portas, metais para banheiro, luminárias, entre outros produtos para construção ou reforma.    Só no ano passado estes consumidores gastaram R$ 2,3 bilhões em material de construção no Estado, contra R$ 2,6 bilhões previstos para este ano – um aumento de 10%. De acordo com a pesquisa, no ano passado, 45% deste valor foi gasto pela classe B.    Segundo o Ibope Inteligência, essa é a classe social que mais consome material de acabamento no Espírito Santo. Dos R$ 2,6 bilhões que deverão ser gastos no Estado com material de construção este ano, pelo menos R$ 1,2 bilhão será desembolsado por esta faixa da população.   Já a classe C representa 39% do gasto anual com materiais de construção, enquanto a classe A responde por apenas 8,69% deste consumo.    Assim como no Estado, a Classe B também é responsável pelo crescimento das vendas de materiais de construção no País. A estimativa é que sejam gastos R$ 119 bilhões com este mercado, sendo 41% gastos por esse segmento da população.

25/02/2013 / 0 Comments
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Desgaste faz Ferraço manter ‘cabidão de emprego’ engavetado

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Uma das expectativas para o retorno dos deputados do recesso parlamentar era a tramitação do projeto de Lei 17/2012, de autoria da Mesa Diretora, que propõe a “reorganização do Grupo Específico de Apoio às Atividades de Representação Político-Parlamentar da Assembleia Legislativa”.    Mas o projeto tramita bem lentamente, aliás, está parado na Diretoria de Processo Legislativo para tramitação regimental, com o parecer técnico  da Comissão de Constituição e Justiça, desde o dia 5 de dezembro do ano passado.    Para os meios políticos, o presidente Theodorico Ferraço (DEM), que vem acumulando desgastes desde Operação Derrama, não deve colocar o projeto para tramitar logo, devido à polêmica que ele envolve.    Isso porque, o projeto para alguns setores sociais, oficializa um cabide de empregos na Casa, já que entre outras regularizações o projeto legaliza o número de até 18 assessores parlamentares, e ainda permite que metade seja lotada em gabinetes externos, nas bases eleitorais, além de causar uma confusão nas atribuições de cada cargo.    No ano passado houve panfletagem em frente ao prédio da Assembleia para alertar a população sobre a tramitação do projeto. Se Theodorico Ferraço tivesse sido reeleito com uma musculatura política maior teria condições de bancar a polêmica do projeto, mas em meio ao desgaste trazido pela Derrama, a aprovação do projeto na Assembleia, traria mais um arranhão na imagem do presidente e do plenário.    Outra matéria que promete ser polêmica para a Assembleia é o PL 1/2013, que institui a Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização dos Impactos Ambientais da Exploração de Petróleo e Gás (TFIA). O projeto retornou na semana passada para a Diretoria de Processo Legislativo para seguir a tramitação.    No ano passado, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou uma lei semelhante na tentativa de fazer uma compensação local para as perdas de recurso com a lei de redistribuição dos royalties aprovada no Congresso Nacional.    Com as movimentações envolvendo o veto da presidente Dilma Rousseff à lei, para evitar o prejuízo aos contratos já firmados, o governo federal entrou em acordo com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para vetar o projeto da Assembleia, o que deve acontecer no Espírito Santo também, caso a Assembleia leve à frente a matéria.

25/02/2013 / 0 Comments
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