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Queda de braço

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A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa e o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), depois de muito zombar da cara dos capixabas, finalmente se veem diante de um adversário poderoso, a sociedade civil organizada, unida, e ávida por explicações. O recém-criado grupo SOS Espírito Santo Ambiental, que chega disposto a colocar às claras o sistema obscuro que envolve as poluidoras do Estado, tem tudo para sacudir a classe política e o governo. E não falta gente na torcida.    Formado até então por nove entidades, entre elas a mais antiga do Estado, Associação Capixaba de Proteção ao Meio Ambiente (Acapema), o grupo tem experiência de sobra para incomodar, e principalmente cobrar explicações dos órgãos (ir) responsáveis. Também sabem essas entidades que enfrentarão um adversário igualmente poderoso, mas sobram elementos, provas e denúncias capazes de fazer muito barulho ou, no mínimo, levantar suspeições pra lá de contundentes.    O primeiro passo, exigir providências da Assembleia Legislativa frente às instituições estaduais de meio ambiente, avança de uma só vez em cima de duas pernas importantes que sustentam esse sistema. Exatamente os deputados estaduais e o Iema, que libera licenças em tempo recorde, não fiscaliza, engaveta multas e faz mil afagos às empresas preferidas do Estado – Vale, ArcelorMittal, Aracruz Celulose e Samarco no topo da lista, sem contar as “novatas”.   Nada melhor que no embasamento desses documentos estivesse, portanto, uma pesquisa realizada pelos próprios servidores do órgão, comprovando por “a + b” que a direção do Iema atua o tempo todo no sentido de favorecer os chamados “grandes projetos”.    Na frente do SOS Ambiental, na Assembleia, está o presidente da Comissão de Meio Ambiente, Gildevan Fernandes, que apesar de ser do PV, não tem nada a ver com a área. Antes dele, ocupava a função Sandro Locutor, do mesmo PV, que não realizou sequer uma audiência pública na Casa para debater temas relevantes. E olha que não falta assunto polêmico. No final das contas, Locutor só jogou para plateia e saiu pior do que entrou.    Outro que foi cobrado, Hércules Silveira (PMDB), presidente da Comissão de Saúde da Assembleia, será pela primeira vez testado em relação às poluidoras do Estado. Mas também não tem perfil de peitar ninguém.    Caberá a Gildevan e a Hércules a necessária tarefa de convocar a secretária de Estado de Meio Ambiente, Patrícia Salomão, para prestar os devidos esclarecimentos sobre a pasta ambiental do Estado, historicamente manchada por episódios absurdos e lamentáveis. Seria uma ótima oportunidade para a secretária se mostrar aos capixabas, pois desde que assumiu, é uma verdadeira incógnita – não deveria.    Se não for para ter um vencedor nessa queda de braço, que pelo menos sirva para abrir os olhos da população e chamar os envolvidos à responsabilidade. Já será um avanço e tanto. Manaira Medeiros é especialista em Educação e Gestão Ambiental

21/02/2013 / 0 Comments
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Rica Sra. Krise

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  Estagnação do crescimento econômico, baixa dos juros, ligeira disparada do custo de vida, redução dos investimentos, queda da empregabilidade…São tão conflitantes os indicadores da economia brasileira que as mídias (tradicional e alternativa) estão metidas num grande tiroteio, ambas dispostas – como de costume – a encontrar os culpados disso ou daquilo.   Sem demonizar ninguém, façamos uma leitura dos principais índices. Para começar, o mais importante, já que sintetiza tudo, é o índice de 1,64% apontado pelo IBGE como o crescimento da economia  em 2012. É um crescimento baixo, principalmente se comparado à meta de crescer cerca de 5% por ano, mas não é um Deus-nos-acuda. Na real, é ligeiramente superior ao crescimento populacional, que está em torno de 1,45% por ano.   Vejam que há uma diferença de 0,19% entre os dois índices. Com quem ficou essa fração? Foram os ricos? A classe média? Os pobres? Talvez o IPEA nos dê a resposta dentro de alguns meses. Numa conta por alto, essa diferença representa mais de R$ 20 bilhões.   Em segundo lugar, não há como negar que a baixa dos juros foi uma iniciativa positiva do Banco Central do Brasil. Graças a ela, o país reduziu o serviço da dívida pública. De quebra, obrigou os rentistas (entre os quais se incluem os próprios bancos e todos os agentes financeiros) a procurar trabalho de fato para seus capitais. Ou, seja, a baixa dos juros é um potencial dinamizador da economia. Se o dinheiro pendurado nas tetas da mãe Dívida Pública não está se transformando em capital produtivo, é preciso investigar para onde está indo. Tarefa para o IPEA, o IBGE, a Receita Federal e a PF.     Quanto à disparada do custo-de-vida na virada do ano, é preciso convir que se trata de um componente antigo do comportamento dos brasileiros. Nesta época do ano,  muita gente relaxa a vigilância sobre as contas. Com as sobras geradas pelo 13º e as férias, a maioria baixa a guarda, abrindo espaço para a ação dos oportunistas. É justamente com a economia funcionando a meia-boca, ou de cara cheia, que se estabelecem os novos preços.   Boa parte da elevação do custo de vida e da taxa de inflação no período de verão decorre dessa combinação de esperteza de uns e preguiça de outros. Somando-se os reajustes automáticos de tarifas públicas e outros aumentos  de ocasião, perpetra-se o crime da inflação gregoriana, termo inventado pelo ministro da Fazenda Mario Henrique Simonsen nos tempos do governo Geisel, quase 40 anos atrás. Agora, em 2013, nem se pode dizer que o governo pisou na bola ao reajustar os preços dos derivados de petróleo. Afinal, fazia anos que eles não eram corrigidos.     A maior contradição está na manutenção dos índices de crescimento dos empregos. Pela lógica, se a economia está praticamente estagnada, o desemprego deveria estar comendo as pernas do pessoal situado nas bases da indústria, do comércio, do transporte e outros serviços. Mesmo com a luz amarela nos sinais, a empregabilidade continua alta. .   O fenômeno não tem nada de místico ou esotérico. O desemprego segue baixo porque o governo vem agindo nos bastidores para reduzir a carga tributária de setores estratégicos (como a construção civil e a indústria automobilística) que se comprometem a não demitir mão-de-obra enquanto a dádiva estiver funcionando.   No mínimo, pode-se dizer que o governo Dilma está sendo criativo e revelando um jogo de cintura nunca visto antes no pais diante de uma crise econômica. Convenhamos, trata-se de uma senhora crise internacional, riquíssima em conexões e desdobramentos.       Se há uma vantagem nessa sinuca toda, além da manutenção dos empregos, é a redução da carga tributária.  Na marra, o governo Dilma vêm cravando as estacas por onde passará a reforma tributária.   Reforma que consistirá majoritariamente numa redução de impostos para as classes menos favorecidas. Há promessas de desonerar os produtos constantes das cestas básicas. Está mais do que na hora. Se Dilma não chutar agora, com o pé esquerdo, essa bola vai ficar quicando na boca da área, pronta para ser chutada por outro, com o pé direito.             LEMBRETE DE OCASIÃO   O número de ações trabalhistas vem crescendo mais do que a expansão da economia na maior parte dos estados do Brasil. Nos 24 tribunais regionais do trabalho do país, têm sido ajuizados cerca de dois milhões de processos trabalhistas por ano .

21/02/2013 / 0 Comments
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Costas quentes

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  O tempo corre, surgem outros focos do desenrolar da Operação Derrama, e quase não se ouve mais falar da ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub. Mas até agora ninguém questionou o fato de o Ministério Público do Estado (MPES) e a Justiça terem dedicado atenção especial à soltura da mulher do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM). Da listinha de ex-prefeitos investigados por fraudes, somente Norma recebeu tratamento privilegiado. Saiu da prisão uma semana depois, enquanto os outros pelejam, pelejam, e nada. Tão logo a mulher de Ferração obteve decisão favorável, imaginava-se um efeito cascata. Ledo engano. E olha que as acusações que pesam sobre ela não são mais leves. Há fatos contundentes, que inclusive envolvem Ferraço, e até o irmão da ex-prefeita abriu o verbo. Para os desavisados, tudo isso pode soar apenas como estranho. Mas a questão vai muito além e, como sempre, remete às velhas relações envolvendo a classe política, Ministério Público e o Tribunal de Justiça. A blindagem é evidente.     Costas quentes II E como tudo na vida tem um preço, Ferraço já começou a acertar suas contas. Primeiro com os servidores, agora com o MPES. No texto publicado no site da Assembleia sobre o “pacotão de benefícios” de interesse da instituição, que começou a tramitar na Casa, o impacto financeiro das mudanças, ao todo R$ 8 milhões somente este ano, é omitido. A principal informação consta, porém, no Diário Legislativo, que quase ninguém lê.   Costas quentes III Aliás, alguém tem dúvida de que os projetos que propõem aumento de salário e criação de cargos comissionados no Ministério Público passarão na Assembleia? O terreno está mais do que preparado.    Atrás do prejuízo O senador Magno Malta (PR) continua inconformado com o acordo que definiu a nova Mesa Diretora da Casa e retirou de seu partido a 3ª secretaria, entregando-a ao PP – ao invés dele, a vaga ficou para o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Agora, cobra dos líderes partidários que digam quais critérios serão utilizados para definir a presidência das comissões.  Na certa, quer levar alguma.   Cachorro grande Vem aí mais uma disputa entre as grandes bancas de advocacia do Judiciário capixaba. Desta vez, o duelo é sobre uma ação de inventário de Ignez Massad Cola, ex-mulher do empresário e atual deputado federal Camilo Cola (PMDB). Na próxima semana, a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado (TJES) analisa um recurso do parlamentar e do filho Camilinho – representados pelo advogado Marlilson Machado Sueiro de Carvalho – contra ação movida pela filha de Camilo, Ana Maria Cola – que conta com os serviços de Ivon Alcure.   Cachorro grande II Em disputa, a herança milionária da esposa de Camilo, falecida em março de 2008. A estimativa é de que apenas a fração que pertence aos filhos do casal gire em torno de R$ 80 a 90 milhões. No processo há denúncia de um suposto esvaziamento do inventário. A Justiça chegou a se manifestar pela retenção de uma parte dos lucros das empresas do grupo de Camilo Cola, que detinham participação societária da Ignez Massad Cola.   Dominado Em Guarapari, não faltam comentários de que a prefeitura está loteada pelos vereadores do município, com nomeações em cargos comissionados a perder de vista. Orly Gomes (DEM) vai adotar o povo, para fazer graça à Câmara, ou pretende dar aquele sacolejo na área?    Correligionários Orly, aliás, foi recebido nesta quinta-feira (21) pelo prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), a quem coube a tarefa de pedir votos ao prefeito eleito na disputa extemporânea de Guarapari, após a prisão do ex-prefeito Edson Magalhães (sem partido) e do escândalo envolvendo Theodorico Ferraço (DEM).   ‘Faxina social’ A polêmica internação compulsória de usuários de crack ganhou novos adeptos no Estado: o senador Ricardo Ferraço (PMDB) e os deputados estaduais Marcos Mansur (PSDB) e os peemedebistas Hércules Silveira e Sérgio Borges. Beleza, o Estado e os municípios têm onde receber esses usuários e oferecer o devido tratamento? E as demais políticas públicas que faltam a essas pessoas? Solução imediatista, não!    140 toques “Garantimos que não vai haver aumento da taxa de iluminação pública em Vitória”. (Prefeito de Vitória Luciano Rezende – PPS – no Twitter).   PENSAMENTO: “Em política, só pode o que pode e só pode quem pode”. Tancredo Neves

21/02/2013 / 0 Comments
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De Chateaubriand a Buaiz

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  Vim de Cachoeiro para a Capital para trabalhar direto na Rádio Vitória. Na Avenida Jerônimo Monteiro, justamente no décimo andar, no edifício Moisés (pai do médico Shariff), onde funcionavam os escritórios, no andar seguinte, a TV Vitória, e no último, a rádio.   O velho Assis Chateaubriand havia morrido um ano antes e o capixaba jornalista, que se tornou político, João Calmon, assumia a vice-presidência do grupo ou do Condomínio dos Diários Associados.   Os Diários Associados eram uma potência jornalística no País, talvez mais ou igual à Rede Globo hoje, preservadas as proporções de épocas. Em Vitória, havia o responsável pelos veículos daqui, como também diretores de rádio e televisão.   Um cachoeirense comandava a rádio com maestria e foi responsável pela minha vinda na época. O saudoso Oswaldo Amorim, muito aficionado ao esporte também. De vez em quando a gente cruzava com o senador João Calmon, mas apenas um cumprimento. Ele sempre foi tido como um homem “fechado”   O “Condomínio” sobrevivia, mas nada era como antes. Muitas empresas do grupo foram à falência; jornais, TVs, revistas, etc. Em 1984, Calmom compra ações de TV dos acionistas restantes e vende a TV Vitória para o Grupo Buaiz, que só mexia com o moinho na época.   De lá pra cá, os Buaiz investiram muito na TV, principalmente depois que mudou a bandeira para Record. No pacote veio a Rádio Vitória, famosa na época por ter os programas mais populares. Querendo um bom complexo de comunicação, os Buaiz compraram uma FM, que não era daqui e sim de Aracruz e que veio legalmente para Vitória a duras penas.   Hoje, de Diários Associados não há vestígio de nada. Só os nomes permaneceram. A Rádio Vitória passou um tempo meio esquecida, mas ultimamente o grupo passou a investir alto também. A FM está com a bandeira da Jovem Pan, do Grupo paulista Machado de Carvalho, coincidentemente, os mesmos que fundaram a TV Record anos atrás.   PARABÓLICAS   André Aza, que fez rádio na Inglaterra, voltou para Vitória, onde nasceu e foi para FM Super do Kazinho. Mas já saiu e pode estrear em outro canal.   Quem aumenta cada vez seus tentáculos, tanto comercial como tecnicamente é a web Rádio Nero, do Rio. Seu maestro é de Vitória, Nero Abranches.   Uma emissora que receberia Ângelo Ribeiro de braços abertos seria a emissora oficial do governo do Estado, a Rádio ES   Está nas mãos de Margo Devos e JP a volta de Waguinho Ito ao rádio, com um programa semanal, igual ao que ele tinha antes de se tornar vice-prefeito.   MENSAGEM FINAL   Jamais corte o que pode ser desatado. S. Brown

21/02/2013 / 0 Comments
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Até parece

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As entidades sociais que pleiteiam a vaga do conselheiro Marcos Madureira, que será aberta em maio próximo, escolheram um momento apropriado para buscar uma mudança no regimento interno da Assembleia para que qualquer cidadão possa disputar a vaga, desde que preencha os requisitos básicos para ocupar uma cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas. Em essência, a iniciativa é louvável, aumentaria a competitividade para a cadeira e daria a chance ao cidadão comum de entrar no Tribunal, sem precisar ser indicado por um deputado. Mas vai ser muito difícil convencer os deputados, que já estão em plena movimentação para escolha, a abrir mão da vaga. É claro que a escolha de um deputado ou no caso da escolha do governador, de um de seus secretários, como aconteceu no passado, é questionável. No julgamento de contas de parlamentares pode haver dúvida na isenção do conselheiro oriundo da Assembleia. No caso de membros do Executivo, o julgamento das contas do governo pode ser contaminado por essa relação. Mas independentemente da origem do conselheiro, a situação política do Estado inibe que a escolha de um conselheiro que vá contra os interesses da o jogo político. Antes de acertar a entrada de alguém no Tribunal, a costura dos acordos deixa tudo preparadinho para que não haja ruído. A movimentação que se dá hoje gira mesmo em torno dos nomes de Claudio Vereza (PT), a quem os deputados não querem dar a vaga, e Dary Pagung (PRB), que se tudo der certo, vai ser o nome escolhido, pelo menos no que depender da vontade do governador. Os deputados estariam dispostos até em escolher Sérgio Borges (PMDB), entendem que a hora dele seria essa, mas os problemas do líder do governo com a justiça poderia fragilizar a Assembleia como um todo. Já Atayde Armani (DEM) parece que está sempre na área e nunca marca gol. Pode até ser que a construção do projeto “Conselheiro Cidadão” se concretize, mas dificilmente será para a vaga de Madureira. Fragmentos: 1 – Se souber capitalizar em cima disso, a inauguração do hospital Jayme dos Santos Neves, no município da Serra, pode se transformar na grande obra do primeiro mandato do governador Renato Casagrande, fortalecendo o socialista para a disputa a reeleição. 2 – Quem também vai participar da inauguração é o ex-governador Paulo Hartung, já que a obra foi iniciada no governo passado. Além da Ponte da Passagem, construída em parceria com a Prefeitura de Vitória, Hartung não conseguiu inaugurar grandes obras em seu governo. 3 – A grande expectativa estava concentrada em duas obras de vulto: o aeroporto de Vitória e o Cais das Artes. Esses dois projetos, pelo jeito, nem Casagrande vai entregar à população antes do fim de seu primeiro mandato. Mas isso é outra história.

21/02/2013 / 0 Comments
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Justiça estadual inicia envio de documentos da Era Gratz para perícia

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O juízo da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual encaminhou, nesta quinta-feira (15), os primeiros documentos relacionados aos processos envolvendo o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Carlos Gratz, para a realização de perícia na Polícia Civil. Foram encaminhados os atos e cheques listados em duas ações de improbidade administrativa do chamado “Esquema das Associações” – que apura a suspeita de irregularidades no repasse de subvenções sociais. De acordo com informações do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), os documentos relacionados aos processos (nº 005.732-13.2008.8.08.0024 e 024.080.057.466) foram encaminhados ao Departamento de Criminalística da Polícia Civil, fruto de uma parceria do Judiciário e a Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), que deverá verificar a autenticidade de cheques e processos administrativos da Assembleia Legislativa. Não foi informado o prazo para a conclusão das perícias que devem confirmar ou rechaçar a tese de defesa do ex-parlamentar – alegando que as assinaturas encontradas em atos e até mesmo no cartão de assinatura da Assembleia foram falsificadas. A realização desses primeiros exames grafotécnicos nos documentos deve marcar uma nova fase dentro dos processos relacionados à chamada Era Gratz. Desde o início deste ano, quatro magistrados se posicionaram de forma distinta em relação à análise da autenticidade dos documentos, que chegaram a ficar desaparecidos – tanto que o sumiço motivou um pedido do ex-presidente da Assembleia para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Mesmo com a “recuperação” de parte da documentação da Assembleia, a força-tarefa montada para realizar as perícias não havia saído do papel. De acordo com estatísticas divulgadas pelo TJES, o ex-deputado José Carlos Gratz responde a 75 processos por supostas irregularidades durante o período em que presidiu o Legislativo estadual, entre 1997 e 2002.

21/02/2013 / 0 Comments
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Paulo Roberto ganha mais uma vaga na Assembleia no ‘tapetão’

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O pleno do Tribunal de Justiça do Estado cassou, na sessão desta quinta-feira (21), a liminar que dava a cadeira vaga na Assembleia a Olmir Castiglioni (PSDB). Depois da mudança de votos de dois desembargadores e pedido de vista, o ex-deputado Paulo Roberto (PMDB) garantiu seu retorno ao Legislativo. A desembargadora Elizabeth Lordes havia concedido mandado de segurança a Olmir, considerando a alegação do vereador de Colatina de que Paulo Roberto havia mudado de partido. A coligação na época da eleição era composta por PSDB/PPS/DEM e PMN. Paulo Roberto, na época, era filiado ao PMN, mas migrou posteriormente para o PMDB, que estava numa outra coligação ao lado do PT e PSB. Para os observadores, houve interesse político na manutenção de Paulo Roberto. Como o ex-deputado chegou a ser diplomado, abriu uma brecha que foi aproveitada para sustentar a ideia de que ele teria direito à vaga. Paulo Roberto, que tinha sido deputado estadual na legislatura passada, ficou como suplente na eleição de 2010 e já havia tomado posse no início deste ano, mas foi obrigado a devolver a cadeira após a liminar da desembargadora. A expectativa na Assembleia era de que Olmir saísse vitorioso da batalha judicial. A reviravolta na análise do caso  causou muita surpresa nos meios jurídicos e políticos. A reviravolta aconteceu no início final de janeiro, quando os desembargadores iniciaram o julgamento do agravo regimental interposto pelo peemedebista. A relatora do agravo foi a desembargadora Elisabeth Lordes, que negara provimento ao recurso na votação do dia 31 de janeiro, reconhecendo, assim, o direito de Olmir à vaga. Na mesma sessão, porém, o desembargador Fernando Bravin pediu vista e apresentou seu voto na sessão do dia 7 último, divergindo da relatora, mostrando jurisprudências que, em seu entender, dão direito a Paulo Roberto de reassumir o mandato. Ele conseguiu então reverter a situação, que já contava até então com cinco votos a favor de Castiglioni. Mas dois desembargadores mudaram o voto e outros dois pediram que seus votos fossem desconsiderados. O julgamento foi suspenso por conta do pedido de vista feito pelo desembargador Annibal de Rezende Lima. Castiglioni, diante da iminência de sofrer um revés no caso, preferiu não assumir o mandato de deputado nessa terça-feira (19), como estava previsto. Para assumir teria que renunciar ao mandato de vereador em Colatina. Ele sentiu que a manobra seria arriscada. O vereador, porém, não desistiu da vaga e entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral a fim de tentar provar que Paulo Roberto, ao trocar de partido, cometeu infidelidade partidária. Já o peemedebista tentava justificar sua saída do PMN. Esta é a segunda vez que Paulo Roberto consegue uma vaga na Assembleia por meio de ação judicial. A primeira vez foi em 2008, em um processo contrário. Naquela época ele era o suplente que reivindicou a vaga do deputado Jardel dos Idosos, depois de ter mudado de partido, coincidentemente, do PMN. Apesar de apresentar todas as justificativas para deixar o partido, Jardel perdeu o mandato. Paulo Roberto era aliado do então governador Paulo Hartung, e pouco tempo depois de entrar na vaga de Jardel foi alçado ao cargo de líder do governo. Desta vez, a ligação do vereador Olmir Castiglioni com o ex-deputado federal Capitão Assumção (PSB), critico ferrenho do governo passado, é que teria, para os meios políticos, influenciado no processo de exclusão de seu nome do plenário. Um processo de exclusão que começou com a própria Mesa Diretora da Assembleia. Desconsiderando os argumentos de Castiglioni, o presidente da Casa, Theodorico Ferraço (DEM), hoje também aliado de Hartung, convocou Paulo Roberto para a suplência, ignorando as justificativas de Castiglioni.

21/02/2013 / 0 Comments
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???PEC deve reduzir ingerência em investigações policiais???, afirma sindicato

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O secretário-geral do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol-ES), Jorge Emílio Leal, afirmou que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 37 – a PEC da Cidadania – vai garantir mais tranquilidade aos policiais que atuam em casos de repercussão, sobretudo os que envolvem autoridades públicas. “Hoje os policiais contam com a coragem, bravura e honestidade para atuar conforme a lei”, disse ao indicar que os profissionais podem sofrer represálias no desempenho das funções – ao contrário das garantias dadas aos membros do Ministério Público. O dirigente contou que a atuação dos policiais nesses casos de grande repercussão social fica suscetível à ingerência por parte de superiores que podem, por exemplo, transferir os policiais da Capital para os municípios do interior, além da diminuição dos salários no fim do mês. “No caso do Judiciário e do Ministério Público, eles têm garantias da inamovibilidade e irredutibilidade [isto é, não podem ser removidos ou sofrer redução nos salários]. Esse não é o caso dos policiais civis”, observou. Jorge Emílio associou a aprovação da PEC com a ratificação de legalidade para que os policiais atuem dentro das competências e atribuições de investigação já definidas pela Constituição Federal: “Está clara a atribuição das policias judiciárias conduzirem as investigações criminais. Já o Ministério Público é o fiscal da lei e atua como parte nos processos”. “Se existe alguma alegação de atraso, omissão ou até mesmo corrupção, a corda não pode estourar no lado mais fraco. Hoje, o MP faz o controle externo da atividade policial, se a instituição não faz nada é porque tem algo de errado”, rebate o sindicalista à campanha dos MPs do País que chamaram a proposta de PEC da Impunidade. “Se eles [Ministério Público] não apuram, não se pode colocar a culpa apenas na polícia”, analisou Jorge Emílio. O presidente do Sindipol-ES, única entidade representativa da classe no Estado, afirmou que o assunto vem sendo discutido com a categoria. “O sindicato vai defender a atuação da polícia judiciário a qualquer momento”, pontuou. Entretanto, a entidade não definiu a realização de algum evento relacionado à campanha nacional a favor da PEC, lançada nessa terça-feira (19) pela Associação dos Delegados de Policia do Brasil (Adepol) em Brasília. A entidade divulgou uma cartilha e um manifesto intitulado “Dez Mentiras sobre a PEC 37”, além de notas de entidades ligadas à categoria em apoio à proposta. A campanha pela PEC da Cidadania também recebeu manifestações favoráveis da Advocacia Geral da União (AGU) e do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A intenção do movimento é esclarecer a população sobre os detalhes do texto e as reais implicações de uma investigação criminal feita sem amparo legal.

21/02/2013 / 0 Comments
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???Pacotão??? do MPES cria abismo salarial entre comissionados e efetivos

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A proposta do chefe do Ministério Público Estadual (MPE), Eder Pontes da Silva, para a criação de uma centena de cargos comissionados, que faz parte do “pacotão de benefícios” enviado à Assembleia Legislativa nesta semana, está sendo alvo de críticas dentro da instituição. O texto prevê a criação de 90 vagas de assessor nas promotorias do Estado, cargos de provimento em comissão que terão um salário maior do que dos atuais efetivos, que desempenham a mesma função. Essa é uma das incongruências apontadas no projeto de lei enviado à Assembleia pelo procurador-geral de Justiça, que devem causar um impacto superior a R$ 8 milhões aos cofres públicos apenas este ano. Pela proposta, os futuros assessores comissionados deverão receber R$ 10.457.03 mensais. Hoje, o vencimento dos 72 agentes de promotoria efetivos varia entre R$ 3,8 mil e R$ 4,5 mil por mês – levando em consideração os níveis dentro da função, segundo dados do Portal da Transparência da instituição. A criação desses cargos comissionados já havia sido criticada por um grupo de promotores de Justiça, que enviaram um ofício ao chefe da instituição, em setembro do ano passado, onde criticam a dispensa do concurso público para o provimento dos futuros assessores. “A ocupação dos cargos públicos através de comissionados, de livre nomeação e exoneração, de natureza precária, não atende ao desiderato constitucional consubstanciando nos princípios da legalidade, moralidade, eficiência, impessoalidade e economicidade, por não permitir a seleção dos profissionais mais preparados para o exercício do cargo e a permanente capacitação dos servidores”, escrevem os promotores no documento. Na época, o grupo de promotores formado por Dilton Depes Tallon Neto, Manoel Milagres Ferreira, Letícia Lemgruber, Maria Clara Mendonça Perim, Gustavo Senna e Ivan Soares de Oliveira Filho pediam a isonomia salarial entre os atuais assessores de promotoria – todos efetivos – e os analistas judiciário, do Tribunal de Justiça. Segundo eles, o impacto seria de R$ 120,5 mil mensais na folha do MPE. Entretanto, o assunto chegou a entrar na mira da imprensa, porém, acabou sendo abafado por Eder Pontes – que, na época, evitou se pronunciar sobre a iniciativa. Pouco menos de cinco meses depois, a criação dos cargos de assessores comissionados, que era motivo de crítica nos bastidores, se transformou em revolta entre servidores da instituição. O tema é alvo de diversos comentários em trocas de e-mails entre membros do Ministério Público, conforme a reportagem de Século Diário teve acesso. Nos diálogos, os servidores do MPE criticam a postura de Eder Pontes e de “promotores aliados” acusados de agirem com dissimulação com a categoria durante reuniões com representantes da classe para tratar da valorização dos assessores efetivos. “Eu acho que existe um simbolismo muito grande no fato de que os assessores comissionados irão ganhar mais do que os efetivos, para desempenharem rigorosamente o mesmo trabalho”, denuncia um dos interlocutores no fórum.   De acordo com eles, o projeto de lei a ser apreciado pelos deputados estaduais seria uma ação planejada para extinguir os atuais servidores efetivos de forma gradual. “É um tapa na cara, uma ofensa, uma provocação, um desprezo escancarado por nosso cargo e por nossa ousadia de tentar questioná-los”, revoltou-se outro interlocutor. Eles alegam ainda que a medida é inconstitucional e ilegal, uma vez que existirão servidores com a mesma função recebendo salários diferentes.

21/02/2013 / 0 Comments
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Projeto prevê construções públicas sustentáveis para a cidade de Vitória

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Levando em conta que as cidades contribuem em grande parte para as alterações climáticas globais, foi apresentado na Câmara de Vitória o Projeto de Lei 1567/13, que propõe construções públicas a partir do conceito da sustentabilidade. Segundo o autor da proposta, o vereador Vinícius Simões (PPS), a medida, além de sustentável para o planeta, é interessante para cofres públicos da cidade, pois tem o custo mais baixo.   “Os recursos despendidos pelo poder público com construções têm se mostrado maiores e acabam por gerar outros gastos não previstos. Quando se faz uma análise a longo prazo, por exemplo, a questão do consumo de energia é demasiada”, alertou o vereador.   O objetivo do PL é eliminar ou, pelo menos, diminuir os impactos ambientais e preservar os recursos naturais existentes, utilizando materiais e recursos locais disponíveis. Consequentemente, diz o projeto, também haverá economia de gastos.   “As construções sustentáveis, embora demandem investimentos na fase de obras, posteriormente são compensadas pelo baixo custo de manutenção que proporcionam”, explicou o vereador.   Levando em conta que é cada vez maior a adesão de métodos construtivos sustentáveis no País, o vereador acredita que este é um dever do poder público e obrigação de todos.   Além do conceito sustentável para as construções proposto pelo PL, a proposta prevê também que nas demandas que exigirem licitação, o Poder Público deverá dar preferência aos licitantes que utilizarem produtos e métodos sustentáveis na execução de suas obras.   “Segundo relatório publicado pela United Nations Environment Programme (UNEP), uma boa arquitetura e a economia de energia colaboram sobremaneira com o combate ao aquecimento global e chegam até a ser mais eficazes do que todas as restrições definidas no Protocolo de Kyoto”, lembrou o vereador.   As construções que seguem o princípio da sustentabilidade têm o objetivo de incorporar ao projeto determinadas qualidades, tanto sociais, ambientais e econômicas.   Além disso, costumam considerar as condições climáticas locais usando determinadas soluções arquitetônicas possíveis de minimizar o consumo de energia.

21/02/2013 / 0 Comments
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