O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) registrou um grande aumento no número de animais silvestres recolhidos em 2012, em relação ao ano anterior. Entre aves, mamíferos e répteis, em diversos municípios do Estado, o batalhão recolheu 5.695 animais, número 41% maior do que em 2011, quando foram registrados 4.039 recolhimentos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20). Grande parte dos animais foi encontrada em cativeiro sem autorização ou em situação de maus tratos. Após o recolhimento, a maioria deles foi levada aos centros de reintrodução de animais para que, após exames e outras providências, o seu retorno à natureza, em áreas de preservação ambiental, seja possível. O maior crescimento foi registrado no número de répteis, em especial cobras e jacarés, que passou de 292 animais em 2011 para 588 em 2012, um aumento de 101%. O recolhimento das aves cresceu 34% – 3.451 em 2011 e 4.629 em 2012. Já o número de mamíferos recolhidos subiu de 296 para 478, 61% de aumento. Para o tenente coronel Andrey Carlos Rodrigues, comandante do BPMA, um dos maiores fatores para o crescimento foi o aumento das denúncias da sociedade, somado com o trabalho e o comprometimento dos policiais e parcerias com órgãos de defesa do meio ambiente.
Fundo Brasil vai doar até R$ 800 mil para iniciativas voltadas à defesa de direitos
O Edital Anual 2013 do Fundo Brasil de Direitos Humanos vai doar até R$ 800 mil para financiamento de projetos de defesa de direitos humanos. As iniciativas podem custar entre R$ 20 mil e R$ 40 mil, com até um ano de duração. Os interessados devem baixar o formulário de inscrição no site www.fundodireitoshumanos.org.br e enviá-lo pelos Correios, até a próxima quarta-feira (27). Segundo os organizadores do Fundo, o objetivo é apoiar projetos que combatam os mais diversos tipos de discriminação e a violência institucional (quando a violação de direitos é promovida por instituições oficiais, suas delegações e/ou empresas). Os projetos podem ser dirigidos à defesa de direitos das mulheres, de indígenas, de quilombolas, de trabalhadores rurais. Iniciativas que combatam a homofobia e o racismo; que lutem contra o trabalho escravo, o trabalho infantil, a violência policial, a violação de direitos socioambientais, a criminalização de organizações e movimentos sociais também serão bem-vindas. No Sudeste, o Fundo Brasil apoiou 37 projetos via editais lançados desde 2007; sendo três no Espírito Santo. O Fejunes – Fórum Estadual da Juventude Negra do Espírito Santo recebeu apoio para realizar o projeto “Campanha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra” em 2008 e 2009; e a Associação dos produtores pró-desenvolvimento de Linharinho teve a iniciativa “Agronegócio, discriminação e violação dos direitos quilombolas no Espírito Santo”, apoiada por meio do Edital Anual 2008. A fundação realiza editais para seleção de projetos desde 2007. Nesses primeiros seis anos de atuação, foram lançados seis editais anuais e um edital específico, apoiando 176 projetos em todo o país e doando o montante de R$ 4,2 milhões. Informações sobre todos os projetos apoiados também podem ser encontradas no site www.fundodireitoshumanos.org.br
Justiça vai apurar suposto prejuízo em desapropriações da Prefeitura de Vitória
O juiz da 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual, Manoel Cruz Doval, acolheu o recebimento de uma ação popular movida pelo presidente do diretório municipal do PSDB e vereador por Vitória, Luiz Emanuel Zouain da Rocha (PSDB), contra o ex-prefeito João Coser (PT) pela suspeita de irregularidades em desapropriações no município. Apesar da prescrição do pedido de anulação dos atos, o magistrado considerou como válida a apuração do suposto dano ao erário cometido na administração passada. Na decisão publicada nesta quarta-feira (20), o juiz fixou prazo de 15 dias para que o município e o ex-prefeito – denunciados na ação – esclareçam os detalhes sobre as desapropriações milionárias realizadas entre 2004 e 2005. Manoel Doval fixou como pontos controvertidos, isto é, que devem ser esclarecidos no curso da ação: a legalidade dos procedimentos administrativos e se os valores pagos pelo município eram compatíveis com os valores de mercado. Nos autos do processo, o atual vereador pleiteava também a nulidade de todos os atos relacionados, pedido negado pelo juiz em função da prescrição do caso. A ação foi ajuizada em 16 de dezembro de 2011, desta forma, os atos teriam ocorrido há mais de cinco anos (limite legal imposto pela legislação). Por conta disso, o magistrado limitou os efeitos da ação para mensurar o suposto prejuízo aos cofres públicos. “Entendo que o lapso temporal [previsto na lei] já ocorreu em relação aos procedimentos, estando prescrita a possibilidade de anulação dos atos. Todavia, a prescrição não tem o condão de afastar eventual ressarcimento aos cofres municipais”, esclareceu. As desapropriações na Capital foram alvos de outras ações nas Justiças estadual e Federal. O ex-prefeito João Coser chegou a ter os bens bloqueados em função das suspeitas de irregularidades nas desapropriações do prédio onde funciona o Pronto-Atendimento (PA) da Praia do Suá e um terreno em Andorinhas, próximo a Ponte da Passagem. Apesar de a Justiça ter voltado atrás no bloqueio dos bens, o petista e outras pessoas – entre ex-secretários e antigos responsáveis pelos imóveis – são alvo de uma ação de improbidade administrativa.
Mudança na regra para escolha de conselheiro do TCES não exclui jogo político
Com a iminência da abertura de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCES) no mês de maio, com a aposentadoria do conselheiro Marcos Madureira, integrantes da Transparência Capixaba, da seccional capixaba da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) e do Ministério Público de Contas estiveram reunidos com a Mesa Diretora para tentar emplacar o projeto “Conselheiro Cidadão”. O movimento em favor do “Conselheiro Cidadão” estaria apostando no momento de instabilidade política da Assembleia, com desgaste na imagem, para tentar emplacar a ideia, mas só a mudança na regra não garante a participação ampla no processo de escolha do conselheiro. Em entrevista à rádio CBN Vitória, na manhã desta quarta-feira (20), o secretário de Comunicação da Transparência, Edmar Camata, afirmou que a ideia é tentar mudar o Regimento da Casa, para permitir que a vaga possa ser disputada sem a necessidade de indicado por deputado, bancada ou Mesa Diretora. O projeto “Conselheiro Cidadão” permitiria que qualquer pessoa com mais de 35 anos e com experiência técnica possa se candidatar ao cargo. Iniciativa parecida já existe no Tribunal de Contas da União (TCU) Nos estados, os Tribunais de Contas são compostos por sete conselheiros, quatro de livre indicação da Assembleia Legislativa e três de indicação do governador, sendo uma vaga de indicação livre, uma de membro do Ministério Público de Contas e um de auditor de carreira do Tribunal. Esta seria a vaga que vem sendo pleiteada nessas campanhas. Mas para os meios políticos, a mudança na regra não resolve o problema da representação popular. Isso porque para a aprovação do nome é preciso que haja voto favorável da maioria absoluta do plenário da Assembleia. Por isso, independentemente da origem da candidatura, os deputados acabam dando as cartas na hora da escolha. Os nomes indicados dificilmente recebem rejeição do plenário, mas é preciso haver um acordo prévio, que geralmente acontece entre o Legislativo e o Executivo para a escolha do conselheiro. Por isso, sendo parlamentar ou não, o candidato ao cargo precisa ter influência sobre o plenário para conseguir a aprovação. Atualmente, na Assembleia, três nomes estariam no páreo para a vaga de Madureira: Dary Pagung (PRP), Sérgio Borges (PMDB) e Claudio Vereza (PT). Apesar de uma pressão do PT para conseguir a vaga, o plenário da Assembleia estaria resistente à indicação do nome de Vereza. O governador tenta aprovar o nome de Dary Pagung e haveria um movimento também em favor de Sérgio Borges, mas seus problemas na Justiça dificultam suas movimentações.
Assembleia recebe ‘pacotão de benefícios’ de R$ 8 milhões do Ministério Público Estadual
O procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, enviou no início desta semana à Assembleia Legislativa quatro projetos de lei que pretendem elevar os salários de promotores e procuradores de Justiça, além de garantir a criação de novos cargos e o fim das entrâncias nas promotorias dos municípios. O “pacotão” se junta a outras matérias de interesse da instituição, como a criação do Fundo Especial do Ministério Público (Funemp). As quatro matérias foram lidas no expediente da sessão desta terça-feira (19) e já passam a tramitar na Casa. Apesar de o chefe da instituição negar a existência de uma elevada repercussão financeira – uma vez que a extinção de vagas poderia garantir a criação de novos cargos –, as medidas deverão gerar um impacto financeiro de R$ 8,02 milhões nos cofres públicos apenas este ano. O Projeto de Lei nº 054/2013 prevê a correção do subsídio do cargo de procurador de Justiça, que deverão ser reajustados em 5% nos próximos três anos. Atualmente, os 32 procuradores da instituição recebem pouco mais de R$ 26,7 mil cada – valor baseado no vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso a proposta seja aprovada, os salários dos procuradores passarão a ser de R$ 28 mil e chegarão a R$ 30,9 mil em 2015. O mesmo índice também deve ser aplicado aos 289 promotores de Justiça, que deverão receber o salário máximo após a unificação das entrâncias (hoje em R$ 22,9 mil). No texto, o procurador-geral de Justiça declara que a concessão do reajuste terá um impacto de R$ 6,405 milhões a mais para os contribuintes. Em outra proposta (PLC nº 007/2013), Eder Pontes apresenta mudanças na organização do Ministério Público Estadual (MPE), a fim de criar a entrância única nas promotorias dos municípios. A proposta segue as mudanças feitas no Poder Judiciário, que extinguiu a divisão por entrâncias nas comarcas do interior. A unificação deve evitar o pagamento de diárias aos membros que atuam em mais de uma promotoria, porém, a medida vai igualar os salários dos promotores de 1ª, 2ª, 3ª entrâncias e substitutos aos promotores de entrância especial – entre R$ 19,2 mil a R$ 21,67 mil. Para este ano, a estimativa é de que o impacto financeiro gire em torno de R$ 5,16 milhões. No entanto, a maior polêmica do “pacotão” está relacionada à criação de 233 cargos na instituição. Os projetos (PLC nº 006/2013 e PL nº 053/2013) preveem a criação de 121 cargos efetivos e 122 comissionados (entre eles, 90 vagas de assessor de promotoria, antiga reivindicação da classe e promessa de campanha de Eder – que é promotor de Justiça). Além disso, as matérias ampliam a gratificação por acúmulo de funções de membros e servidores, além de um incentivo a mais para os promotores que atuavam no Tribunal de Júri. De acordo com Eder Pontes, a criação das vagas e funções gratificadas deve ter um impacto anual de R$ 13,14 milhões. Para diminuir um pouco essa conta, a proposta prevê o enxugamento de outras despesas, como a extinção de 30 vagas de promotor de Justiça e oito cargos administrativos, previstos na atual estrutura do MPE. Além disso, o procurador-geral pretende encerrar uma parte dos contratos de terceirização na instituição – hoje comandada pela empresa mineira Elite Serviços, que já foi alvo de denúncias no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A estimativa é de que essa diminuição gire em torno de R$ 16,69 milhões, o que deve garantir um fôlego de R$ 3,54 milhões no orçamento da instituição. As propostas vão tramitar de forma paralela ao projeto que cria receitas para o Fundo Especial do Ministério Público (Funemp). O texto do PLC nº 063/2012, de autoria do Executivo, garante a participação do Funemp no recebimento de uma parte do valor pago em atos cartorários sob o pretexto de “taxa de fiscalização”. O fundo criado no ano de 2006 não era utilizado pela falta de fontes de recursos que podem chegar até R$ 50 milhões a mais por ano, caso a proposta seja aprovada.
Artistas decidirão propostas para o Plano de Cultura
O processo colaborativo para a composição do Plano Estadual de Cultura do Espírito Santo (PEC-ES) chega a sua última e também mais importante etapa. Artistas e gestores culturais estão convidados a participar do Seminário Setorial do PEC-ES, que acontece nesta segunda-feira (25) no campus de Goiabeiras da Ufes. “O seminário é o momento em que os produtores culturais elaboram e orientam as propostas que farão parte do plano. Assim que as demandas estiverem formuladas, o Plano será encaminhado para a Assembleia, onde será analisado e aprovado”, explica o secretário de Estado da Cultura, Maurício Silva (foto). Os participantes serão divididos em oito grandes áreas: Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Humanidades, Música, Patrimônio Cultural, Economia Criativa e Gestão Cultural. Os convocados deverão estar em consonância com seu setor para estimular o debate e as decisões acerca das ações que serão inseridas no documento. “O papel dos representantes da área cultural capixaba é apresentar as carências e os problemas da categoria e uma possível solução”, esclarece Maurício. A primeira etapa da consulta pública do PEC foi feita por meio da realização de Seminários Territoriais nas dez microrregiões administrativas do Espírito Santo entre outubro e novembro de 2012. Agora, no Seminário Setorial, o documento caminha para a finalização e, em breve, a efetivação. “O PEC é uma ferramenta importante para gerir a cultura e fazer com o que Espírito Santo esteja alinhado com as questões artísticas em nível nacional”, complementa o secretário. Logo na manhã seguinte ao seminário, o plano será encaminhado para o Comitê Gestor de elaboração do PEC-ES, que irá analisar todas as propostas e formar lideranças de cada setor para a mobilização dos municípios no trabalho. Segundo Maurício, o plano será um grande salto para a gestão cultural no estado. O planejamento servirá para os próximos dez anos e organiza, regula e orienta a execução da política estadual deste segmento. O PEC-ES está em consonância com o Fundo Estadual de Cultura e com o Conselho Estadual de Cultura que constituem a base do Sistema Estadual de Cultura. Por isso, Maurício Silva convida a todos para o Seminário Setorial, “toda a sociedade capixaba deve participar, mesmo quem não trabalha na área de cultura, porque o plano será feito por todos e foi uma reivindicação de toda a população”, diz. Serviço O Seminário Setorial para elaboração do Plano Estadual de Cultura do Espirito Santo (PEC-ES) será nesta segunda-feira (25), às 14h, no auditório Manoel Vereza do Centro de Ciências Jurídicas e econômicas (CCJE), na Ufes. Av. Fernando Ferrari, campus Goiabeiras, Vitória. Entrada gratuita.
Cinemaestreias da semana
Baseado no best-seller Beautiful Creatures, de Kami Garcia & Margaret Stohl, o drama adolescente Dezesseis Luas vem sendo tratado como o “novo Crespúsculo”. Indomável Sonhadora tem quatro importantes indicações ao Oscar: filme, diretor, atriz e roteiro adaptado. Bruce Willis volta com sua franquia arrasa-quarteirão em Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer. O Jardins vem com Sacrifício e No, que estavam em pré-estreia, e a comédia Sete Psicopatas e Um Shih Tzu. Os filmes entram em cartaz a partir desta sexta-feira (22) PRÉ-ESTREIAS Dezesseis Luas (Beautiful Creatures, EUA, 2013, 122 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Richard LaGravenese. Com Emma Thompson, Emmy Rossum, Jeremy Irons, Viola Davis. Ethan sempre quis deixar sua pequena cidade do interior, mas quando ele conhece a misteriosa Lena juntos eles desvendam diversos segredos sobre suas famílias e sobre a cidade. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 7. Quinta-feira 23h59. De Coração Aberto (À coeur ouvert, França, 2012, 87 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Marion Laine. Com Juliette Binoche, Edgar Ramírez, Hippolyte Girardot. Mila e Javier são dois cirurgiões cardiovasculares casados há dez anos. Suas duas paixões são o amor que eles sentem um pelo outro e a profissão. Com a gravidez inesperada de Mila, a relação perde o equilíbrio. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. Sábado 21h15. ESTREIAS Sete Psicopatas e Um Shih Tzu (Seven Psychopaths, Reino Unido, 2012, 110 minutos, 16 anos) Comédia. Direção de Martin McDonagh. Com Colin Farrell, Sam Rockwell, Christopher Walken, Woody Harrelson. Roteirista se envolve com o mundo do crime de Los Angeles depois que seus excêntricos amigos sequestram o cachorro de um gângster. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 1. 21h15. Cirque Du Soleil – Outros Mundos (Cirque Du Soleil – Worlds Away, EUA, 2012, 91 minutos, Livre) Fantasia. Direção de Andrew Adamson. Com Matt Gillanders, Jason Berrent, Dallas Berrent, Lutz Halbhubner. Jovem mulher se encanta por trapezista. Mas quando o casal cai no mundo do Cirque du Soleil, eles têm de passar por diferentes lugares através de várias tendas tentando encontrar um ao outro. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 4 (3D). 17h10 e 19h10. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 6 (3D). 15h20 e 19h40. Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (A Good Day to Die Hard, EUA, 2013, 96 minutos, 12 anos) Ação. Direção de John Moore. Com Bruce Willis, Mary Elizabeth Winstead, Jai Courtney. O detetive John McClane viaja para a Rússia para ajudar seu filho, Jack. Já no país ele descobre que o rapaz trabalha para a CIA e está tentando evitar uma guerra nuclear. Pai e filho então se juntam para combater as forças inimigas. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 3. 14h40, 16h50, 19h, 21h10. Sala 7. 14h, 16h10, 18h30, 20h40. DUBLADO. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 1. 12h30, 15h10, 18h, 20h15, 22h30. DUBLADO. Sala 5. 13h30, 16h10, 18h30, 20h50. Sexta e sábado também 23h10. Sábado e domingo também 11h20. Cine Ritz Guarapari: Sala 2. 19h e 21h. DUBLADO. Indomável Sonhadora (Beasts of the Southern Wild, EUA, 2011, 92 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Benh Zeitlin. Com Quvenzhané Wallis, Dwight Henry, Lowell Landes, Levy Easterly. Com seu universo em colapso a menina Hushpuppy luta para sobreviver durante a catástrofe que invadiu seu vilarejo. Criaturas pré-históricas chamadas aurochs despertaram e em meio a tudo isso ela decide ir em busca de sua mãe que desapareceu há anos. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. 19h10 e 22h. Terça e quinta-feira 22h. O Reino Gelado (The Snow Queen, Russia, 2012, 76 minutos, Livre) Animação. Direção de Maxim Sveshnikov e Vladlen Barbe. Desejando criar um novo mundo no qual o vento polar esfrie as almas humanas, a Rainha da Neve cobre todo o planeta de gelo e ordena a destruição de todas as artes. Cine Kinoplex – Shopping Praia da Costa: Sala 1 (3D). 13h30 e 15h30. DUBLADO. No (No, Chile/França/EUA, 2012, 11 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Pablo Larraín. Com Gael García Bernal, Alfredo Castro, Antonia Zegers, Néstor Cantillana. Executivo faz campanha para derrotar Augusto Pinochet em referendo em 1988, no Chile. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 16h50 e 21h15. Sábado 16h50. O Sacrifício (Sacrifice, China, 2010, 122 minutos, 14 anos) Drama. Direção de Chen Kaige. Com You Ge, Xueqi Wang, Xiaoming Huang. Um clã é massacrado, mas a mulher do líder dá à luz um herdeiro, que é salvo por um médico. Cine Jardins – Shopping Jardins: Sala 2. 18h50. SESSÃO CULT Curvas da Vida (Trouble with the Curve, EUA, 2012, 111 minutos, 12 anos) Drama. Direção de Robert Lorenz. Com Clint Eastwood, Amy Adams, John Goodman, Justin Timberlake, Matthew Lillard. Um velho e doente olheiro de baseball leva sua filha para a sua última viagem de recrutamento de jogadores. Cinemark – Shopping Vitória: Sala 7. Terça e quinta-feira 19h10.
Desproporção
Há anos verdadeiras caravanas se deslocam dos pontos mais longínquos do Espírito Santo em busca de atendimento médico na Capital. Os pacientes percorrem centenas de quilômetros não por capricho ou desejo de fazer turismo, mas como última e única alternativa para ter acesso à porta cada vez mais estreita da saúde pública. Esses moribundos em busca de tratamento médico, muitas vezes, perdem suas vidas a caminho do socorro, vítimas de acidentes nas perigosas BRs que cortam o Estado. Nessa segunda-feira (18) houve mais um acidente. Uma van da Prefeitura de Mantenópolis, que transportava 15 pessoas para Vitória, ficou no meio do caminho. Resultado: os doentes “ganharam” mais uma enfermidade em função do acidente. Uma pessoa morreu. Acidentes como esse já se tornaram corriqueiros. Apesar dos riscos, os moradores do interior não têm outra opção: ou se arriscam nas estradas ou ficam à míngua em suas cidades. Uma pesquisa do Conselho Federal de Medicina – “Demografia Médica no Brasil” – mostrou a desproporção que existe hoje na distribuição de médicos no País. Simplificando os dados do estudo: sobram médicos nas capitais e faltam no interior. O Espírito Santo é justamente o Estado que ostenta a maior desproporção. Enquanto Vitória detém a melhor relação média nacional de médicos por habitantes: 11,6/1.000, o Estado tem apenas 2,1/1.000. Quando analisamos os números absolutos a distorção fica mais evidente. Quase a metade dos médicos (3.838) do Estado está fixada na Capital, que tem 10% de toda a população do Estado. Ou seja, 50% dos médicos atendem 10% da população. Os outros 50% atendem os mais de 3 milhões de habitantes, o que baixa a média de um médico para cada mil habitantes – um dos piores índices do Brasil. Isso explica o êxodo da população do interior rumo à Capital. Por que os médicos preferem se fixar nos grandes centros em detrimento do interior? As respostas são variadas, vão de argumentos pessoais a vantagens financeiras. Mas fazendo um apanhado, a questão financeira acaba falando mais alto. Na Capital e nos municípios da Grande Vitória, a remuneração paga pelas prefeituras “mais ricas” acaba sendo mais vantajosa. A Prefeitura de Montanha, por exemplo, não pode pagar o mesmo salário oferecido pela Prefeitura de Vitória ou de Vila Velha. Basta comparar o orçamento dos municípios. Sem falar que na Capital o médico tem mais opções de mercado. Ele pode montar um consultório e complementar sua renda com um emprego público. Na Capital ele também terá mais consultas se decidir se associar a um plano de saúde. Obviamente, é na Grande Vitória que se concentra a maior fatia de clientes de planos de saúde. Há ainda muitos médicos que alegam que preferem as capitais porque são nelas que estão as melhores oportunidades de desenvolvimento profissional: cursos de especialização, residência em grandes hospitais, recursos laboratoriais etc. Diante do quadro desalentador, resta ao Estado encarar o desafio de levar a saúde a todos os cidadãos. No seu programa de governo, entre outras promessas, Casagrande disse que iria descentralizar a saúde com a microrregionalização; com a estruturação e fortalecimento da rede de atenção primária; e com a organização dos sistemas integrados de serviços de saúde. Medidas que seriam fundamentais para oferecer um atendimento digno à população do interior do Estado e que também poderiam tornar mais atraentes as oportunidades de trabalho fora do eixo da Capital.
Atestado de culpa
O prefeito de São Mateus, Amadeu Boroto (PSB), virou mestre em aparecer envolvido em episódios que levantam suspeição, e depois que o caldo é derramado retirar o time de campo. O recente caso da licitação para prestação de serviços de limpeza pública, cujo contrato hoje está nas mãos da poderosa Ubservice Serviços Urbanos, um braço da mais poderosa ainda Estrutural Construtora e Incorporadora – aquela de propriedade de Braulino Silveira, primo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), alguém se lembra? – é apenas um da série protagonizada por Boroto nos últimos tempos. Já teve o mesmo destino um processo para desapropriar área rural no município, onde o prefeito queria implantar um terminal portuário. Nos dois casos, Boroto voltou atrás tão logo surgiram denúncias indicando ilegalidades. Quase o mesmo destino teve a licitação que entregaria o SAAE de São Mateus à iniciativa privada, que também apontou indícios de fraudes, mas o Ministério Público foi quem acatou as alegações e suspendeu o edital, antes mesmo de Boroto. Se vale a máxima do “quem não deve, não teme”, o que explicaria os recuos do prefeito? Tudo isso soa como atestado de culpa. Nada mais. Fim do mundo A situação do PDT no Estado é realmente para pânico e desespero. O deputado estadual Da Vitória se firmar como única opção para ocupar a presidência do partido, no caso de o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal sair do posto, é de chorar. E olha que Operação Pixote ainda nem andou. Disse-me-disse O combinado saiu caro entre os deputados estaduais José Esmeraldo (PR) e Eustáquio de Freitas (PSB). O bate-boca na sessão da Assembleia Legislativa dessa segunda-feira (18) que o diga. Área dele Já Atayde Armani (DEM) disparou elogios à escola de samba vencedora do carnaval carioca Vila Isabel. Realmente, o patrocínio da Basf, um das seis maiores empresas que comercializam agrotóxicos no mundo, encheu os ruralistas de orgulho. Forcinha Gustavo De Biase garante que continua Psol dos pés à cabeça. Mas vai ajudar a ex-senadora Heloísa Helena, por tabela Marina Silva, a estruturar o novo partido por enquanto batizado de Rede, no Espírito Santo. Postura que, pare ele, representa um ato democrático e republicano. De saída Enquanto isso, o ex-vereador de Vitória Dermival Galvão anuncia que vai se desfiliar do PMDB. Está de olho na Rede. Não é por ai O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), que vinha adotando cautela em relação aos usuários de crack, mudou o discurso e começa a entrar em uma barca furada. Sinaliza que resolveu ceder à pressão da elite e da imprensa corporativa, que defendem a “faxina social” da cidade. Como se “limpar a área” fosse a solução. O problema, além de complexo, é uma questão de saúde. Não é por ai II Aliás, a disputa entre A Gazeta e A Tribuna para ver quem leva a autoria das denúncias relacionadas aos usuários de crack chega a ser cômica. Todo dia é dia. Mexidas O governo do Estado ainda tenta acomodar a ex-vice-prefeita da Serra Madalena Santana Gomes. Ela agora foi nomeada diretora administrativa da Escola de Serviço Público do Estado. O lugar que ela ocupava, de gerente de Municipalização e Divulgação da Política sobre Drogas, passa ao comando de Gisela Viváqua Beloti, ex-secretária em Vila Velha e filha de Marília Vivaqua, que já presidiu o PTB no Estado. Mexidas II Já Magna Cristina Lamborghini, nomeada até então na pasta agora de Madalena, responde pela direção administrativa do Hospital Estadual de Atenção Clínica. 140 toques “Por acaso estou usando o Transcol. Abrigos precários, sem informação de itinerários, passagem cara, horários incertos. Grita meu povo!”. (Ex-vereador de Vila Velha João Batista Babá – PT – no Twitter). PENSAMENTO: “A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”. Jô Soares
Mudança de conceito
No início do movimento combativo, na década de 1970 e 1980, a coisa mais difícil do mundo era uma eleição dentro de sindicato com chapa única. Construir um consenso naquela época exigia muita qualidade de trabalho, eficiência. E sempre um ou outro que não concordava. Mas, mesmo com toda a pressão do capital, a participação era pujante. Hoje falar em chapa única significa outra coisa. Assim como vem acontecendo no campo da política institucional, a chapa única passou a significar uma unidade por interesses. A política de coalizão, que acontece em nível nacional, partidária, é conseguida por meio de muita concessão. O PT abriu mão de sua plataforma ideológica para se manter no poder. Tentou cutucar algumas questões, mas a ampla base aliada amarra. No Estado, não cabe nem falar em coalizão, a política de unanimidade anulou qualquer possibilidade de oposição. Sem espaço para a discussão dos principais temas relevantes à sociedade, até as figuras mais sérias da classe política acabaram emboladas nesse balaio de gatos, que cabe do PT ao DEM. No campo sindical, essa unanimidade também se construiu no gabinete das direções. Deixou o pátio da fábrica e se transformou em um movimento de conchavo. A unidade não se dá pelo consenso e pela aprovação da categoria ao trabalho que vem apresentado por quem está no poder, mas por manobras. Ao chegar ao poder, a maioria cria mecanismos de aumentando mandato à frente do sindicato, para dar tempo de articular outras artimanhas que vão se transformar depois em formas para garantir a perpetuação no poder. Outro mecanismo é acionado, a mudança do estatuto, garantindo poderes totais para o presidente, anulando a chance de qualquer outro concorrente ameaçar o poder estabelecido. Para finalizar, a manobra conta com o principal adversário do movimento sindical. Em vez de ir à mesa de negociação para discutir manutenção de direitos e novas conquistas, negocia-se a cabeça dos dissidentes, concorrentes em potencial. Enquanto isso, o trabalhador, que nesse processo foi deixado de lado, vê seu poder de representatividade cada vez mais enfraquecido e aí abandona o sindicato. Quem perde com isso é a sociedade. Mas é preciso lembrar que nenhum poder dura para sempre. Quando deixa de ser interessante para o capital, o verdadeiro vencedor dessa peleja, quem se achava poderoso, é substituído por uma proposta mais “inovadora”.