Skip to content

Século Diário

Portal de Notícias

18022013_amadeu_boroto_arqSD.jpg

Após denúncia, Prefeitura de São Mateus revoga licitação para serviços de limpeza

Sem categoria

Menos de uma semana após a revelação de indícios de irregularidades na contratação de empresa para execução dos serviços de limpeza pública, a Prefeitura de São Mateus revogou, nesta segunda-feira (18), a Concorrência Pública n° 002/2013 que seria realizada na próxima semana. A medida foi publicada no Diário Oficial em ato assinado pelo secretário municipal de Obras, Infraestrutura e Transportes, Jadir Carminati Bachetti. Na publicação, o secretário alega que a revogação foi motivada por “interesses da administração”, sem entrar no mérito da denúncia de irregularidade no certame publicada com exclusividade por Século Diário na última semana. O texto faz menção a um parecer da Controladoria Geral do município, que também se manifestou pela revogação da contratação que pode chegar a R$ 114 milhões em cinco anos. A reportagem abordou a existência de indícios de irregularidades com o edital da Concorrência Pública n° 002/2013, que teria sido criado por um computador diferente da prefeitura. Consta no arquivo digital do edital que o documento teria sido criado em um computador de uma empresa chamada “ESTRUTURAL” – em alusão à empresa Estrutural Construtora e Incorporadora, que já presta os serviços de coleta de lixo por sua subsidiária Urbservice Serviços Urbanos Ltda. Os metadados (informações que ficam impressas no arquivo como uma espécie de “impressão digital”) informam que o arquivo foi criado no último dia 25 de janeiro deste ano – a três dias da publicação da concorrência no Diário Oficial do Estado, no dia 28 (veja imagem ao lado). A nova licitação previa os mesmos objetos do atual contrato, além dos serviços de jardinagem, desobstrução de bueiros e pintura de meio-fios. Segundo o edital, o valor máximo das propostas era de R$ 22.734.862,51. O contrato teria vigência de 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período até o limite previsto em lei (60 meses, ou seja, cinco anos), chegando ao patamar acima da casa dos R$ 100 milhões. A abertura das propostas estava marcada para o próximo dia 27 de fevereiro. Durante a última semana, a reportagem entrou em contato com a Prefeitura de São Mateus, que se negou a prestar esclarecimentos em relação à denúncia. Da mesma forma, a reportagem tentou localizar algum representante da Estrutural para se pronunciar sobre o caso, mas nenhum responsável foi encontrado. Esta não é a primeira vez que a administração do prefeito Amadeu Boroto (PSB) decide suspender atos logo após a revelação de suspeitas de irregularidades. Antes das polêmicas em torno do edital para contratação de empresa para execução dos serviços de limpeza, a Prefeitura voltou atrás na realização da desapropriação de uma área rural no município para a implantação de um terminal portuário, em outubro do ano passado. Na ocasião, a desapropriação da área foi alvo de questionamentos por um vereador do município, que pediu esclarecimentos sobre o decreto assinado por Amadeu Boroto (PSB) após solenidade que contou com a presença do governador Renato Casagrande. O texto fazia menção apenas às coordenadas das áreas (sem citar o nome dos proprietários rurais beneficiados), que sequer possuíam registro em cartório. Pressionado após a divulgação da denúncia, o socialista voltou atrás e anulou os efeitos do decreto.

18/02/2013 / 0 Comments
read more
18022013Paulo_roberto_cesar_ignacio_tj.jpg

Interesses políticos podem manter Paulo Roberto na Assembleia

Sem categoria

Segue no Tribunal de Justiça a batalha pela vaga na Assembleia disputada por Paulo Roberto (PMDB) e Olmir Castiglioni (PSDB). Embora os argumentos do tucano estejam embasados em decisões já pacificadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) uma reviravolta no caso, ocorrida antes do carnaval, criou nos meios políticos a leitura de que a tendência é de que o peemedebista deve levar a melhor na peleja. Um dos julgamentos previstos para a sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado, na manhã desta segunda-feira (18) era o agravo de instrumento em que o ex-deputado estadual Paulo Roberto Ferreira (PMDB), que tenta ficar com a vaga deixada na Assembleia Legislativa por Luciano Rezende, se tornou prefeito de Vitória. Mas, com 42 processos na pauta, não foi possível analisar o caso. A Justiça já havia concedido mandado de segurança ao presidente da Câmara de Colatina, vereador Olmir Castiglioni, que é o segundo suplente, pois Paulo Roberto saiu de um partido que compunha a coligação. Castiglioni tomaria posse nesta terça-feira (19), mas com uma reviravolta na análise dos desembargadores, o tucano achou melhor adiar sua entrada no Legislativo. Isso porque, teria que renunciar ao mandato de vereador e se perdesse a peleja no Tribunal, ficaria sem mandato algum. O julgamento do dia 7 deste mês foi suspenso por conta do pedido de vista feito pelo desembargador Annibal de Rezende Lima, quando Paulo Roberto havia conseguido cinco votos a seu favor, contra sete para Olmir. Nos bastidores da peleja começa a ganhar corpo a ideia de que a ida de Olmir Castiglione não agradaria setores da política estadual e nem mesmo dentro do PSDB haveria empenho para defender o tucano. O vereador é ligado ao ex-deputado federal Capitão Assumção, desafeto do ex-governador Paulo Hartung, que tem interesse em manter Paulo Roberto na Assembleia. Esse interesse teria dois motivos: primeiro para garantir a presença de um aliado no Legislativo para a defesa de seu governo e, segundo para impedir que um aliado de Assumção tome posse na Assembleia, conquistando assim um espaço político de projeção.

18/02/2013 / 0 Comments
read more

Cadastro mapeia artistas de Vila Velha

Sem categoria

  Com o intuito de reforçar os laços entre a produção cultural e administração pública, a Prefeitura de Vila Velha está realizando um mapeamento dos artistas da cidade. A coleta dos dados é uma forma de planejamento e não deixa de ser uma referência para o meio artístico-cultural apresentar seu trabalho. O cadastro está sendo realizado por meio deste site.     Critérios como dados pessoais, linha de atuação de acordo com o segmento, redes sociais utilizadas para divulgação do trabalho e um pouco da história individual no campo das artes, devem ser informados pelos artistas.   Vale ressaltar que o cadastro não visa um campo específico de atuação, abrangendo campos como a música, teatro, artes plásticas, audiovisual, dança, entre outros. Do dia 30 de janeiro até esta segunda-feira (18) foram cadastrados 131 artistas das mais diferentes áreas. Não há previsão para o encerramento da ação.

18/02/2013 / 0 Comments
read more

Secult divulga resultado de Edital de Locomoção

Sem categoria

  A Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo (Secult) publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (18) o resultado final do Edital 001/2013, que concede apoio cultural-financeiro para custeio de despesas com locomoção de artistas, técnicos e estudiosos. O prêmio contemplou quatro profissionais da área artístico-cultural residentes no Espírito Santo que realizarão viagens no próximo mês de março.    Contemplado no mês de janeiro com a exibição do documentário O Palhaço Menino, em Portugal, o produtor e roteirista Leonardo Alves apoia o incentivo oferecido pela Secult. “O edital de locomoção é uma ótima oportunidade para contribuir com a identidade cultural capixaba fora do Brasil”.   Informações completas sobre o resultado podem ser conferidas na seção Editais do site da Secult. Abaixo, os nomes dos profissionais e grupos contemplados pelo edital:   – Maria Regina Rodrigues – Aparecido José Cirilo – Marcos Paulo Martins de Freitas – Jacqueline Maria Carvalho Belotti – Marcela Belo – Cia Fantasia de Artes Cênicas – Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira

18/02/2013 / 0 Comments
read more

Audiência pública na Câmara vai debater atuação do Conselho da Comunidade de Vila Velha

Sem categoria

Uma audiência púbica que acontece na Câmara de Vila Velha nesta terça-feira (19) vai debater o papel do Conselho da Comunidade no município. Uma das atribuições do conselho é fiscalizar o sistema prisional e denunciar irregularidades.    Segundo a advogada Carla Pedreira, que representa o Sindicato dos Advogados no conselho, é importante divulgar o trabalho dos conselhos para os vereadores, pois a iniciativa ainda é muito incipiente no Estado. Ela explica que os conselheiros devem visitar estabelecimentos penais, entrevistar presos, apresentar relatórios ao juiz de Execução e diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência do preso.    Ela pondera, no entanto, que apesar da importância do trabalho, a instalação dos conselhos segue a passos lentos no Espírito Santo. De acordo com Carla Pedreira, é importante que os conselhos assumam um papel de representação da comunidade na implementação das políticas penais e penitenciárias no âmbito municipal.   “É fundamental que o conselho assuma a função política de articulação e participação das forças locais e, ainda, de defesa de direitos e de implementação de políticas locais de reinserção social do apenado”, afirmou.   A criminalista lembra que o conselho também tem o papel de prestar apoio às entidades sociais organizadas, comunitárias e assistenciais, públicas ou privadas, mediante formalização de convênios e outros instrumentos congêneres, com a consequente fiscalização, para a consecução dos objetivos previstos em Plano Municipal de Combate à Violência e Criminalidade.   A advogada ressaltou ainda que, apesar dos conselhos trabalharem articulados com o Poder Judiciário para formação e com a administração carcerária para a execução de suas atividades, devem agir com independência para manter sua função fiscalizadora.   Ela acrescentou que o trabalho dos conselhos não deve ficar restrito apenas ao âmbito da prisão. “Atuar junto a outras formas de apenamento significa compromisso em reforçar a aplicação de penas alternativas à prisão que, se sabe, são minimamente utilizadas no Brasil, a despeito das possibilidades legais existentes”, concluiu a advogada.    Histórico de violações   O município de Vila Velha concentra um grande número de unidades prisionais. Houve um aumento considerável desse número com a instalação do Complexo Penitenciário do Xuri, no município, que abriga cinco unidades prisionais, um centro de detenção provisória e unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei.    Com o aumento da população carcerária da população prisional de Vila Velha, os problemas se agravaram. Desde a inauguração, em 2011, as unidades de adolescentes do Xuri foram palco de rebeliões sangrentas.    No início deste ano, as unidades prisionais voltaram à mídia com o episódio de tortura de presos. Na Penitenciária Estadual de Vila Velha II (PEVV II), no complexo de Xuri, 55 presos sofreram queimaduras nas nádegas após serem obrigados a ficar sentados no cimento, embaixo do sol forte. 

18/02/2013 / 0 Comments
read more

Ministra do STJ pede cópia dos autos da Operação Derrama

Sem categoria

A relatora dos habeas corpus de investigados na Operação Derrama no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra convocada Marilza Maynard, solicitou uma cópia dos autos da operação policial ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES) no final da última semana. A medida acontece depois dos ruídos na relação entre o Judiciário local e a cúpula do Ministério Público capixaba terem se tornado alvo de manifestações por entidades de classe nacionais. Mesmo sem uma manifestação formal do TJES, a expectativa é de que o atendimento à solicitação demore mais de uma semana em função do grande volume de documentos a serem digitalizados. Nos bastidores, o pedido da ministra convocada pode ter influenciado a decisão do procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva, de pedir mais tempo para se manifestar sobre o ajuizamento ou não da denúncia sobre o caso. A avaliação dessas fontes é de que uma eventual decisão no mérito – já que foram analisados apenas os pedidos de liminares – pela manutenção das prisões dos ex-prefeitos e servidores investigados pode gerar mais críticas, caso Eder Pontes se manifeste pelo arquivamento das investigações sobre as supostas fraudes na recuperação de créditos tributários em prefeituras capixabas. O mesmo vale também caso a magistrada decida pela concessão da liberdade aos prefeitos, cenário que pode avalizar o pedido de arquivamento das denúncias. Essa é a expectativa dos advogados dos detidos, que passaram a se manifestar de forma mais contundente na imprensa em favor da possibilidade dos envolvidos sequer responderem a uma ação judicial. Fato que poderia ampliar as divergências em relação à atuação do Judiciário e da Polícia Civil nas investigações. Fontes que acompanham o caso não descartam a possibilidade da existência de uma manobra em Brasília para evitar o prosseguimento das investigações. Os meios políticos e jurídicos olham com cautela a entrada do escritório do ex-procurador da República e hoje advogado, José Roberto Santoro, que comandou a missão especial no Estado em 2002 e possui fortes laços com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), na defesa de acusados na Derrama. Também teria pesado para a solicitação dos autos, a movimentação de entidades de classe nacionais em apoio à atuação do procurador-geral de Justiça. Além de entidades ligadas ao Ministério Público, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticou a atuação do Judiciário no caso e pediu acesso aos autos da operação policial. Lembrando que a ministra Marilza Maynard já havia negado 14 pedidos de liberdade pelos investigados – dois deles em fase de pedido de reconsideração à decisão anterior. Atualmente, a ministra tem oito pedidos de habeas corpus para serem analisados, de acordo com informações do STJ.

18/02/2013 / 0 Comments
read more
13082012_casagrande_hartung_s_20200308-074434_1.jpg

Movimentos nacionais e locais influirão na reeleição de Casagrande

Sem categoria

O governador Renato Casagrande vem pavimentando com os aliados de 2010 seu palanque para a disputa à reeleição em 2014, mas as costuras não dependem apenas de suas movimentações com a base. Fatores externos, vindos das investidas do presidente do seu partido, o PSB, governador de Pernambuco Eduardo Campos, e locais, como a busca por um posicionamento político do grupo do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), podem influir no palanque palaciano no próximo ano. Os primeiros ruídos já começaram a surgir na base, com o PMDB reclamando da possibilidade de o PT ocupar um lugar de destaque no palanque com a vaga de vice e Senado. Mas as ocupações dos espaços no palanque do governador devem ser balizadas pelas costuras nacionais, entre PMDB, PT e PSB. Eduardo Campos pressiona o PT ameaçando uma disputa à Presidência. Se o PT conseguir contornar a situação, deve alinhavar uma costura com PSB e PMDB, garantindo o apoio a Dilma Rousseff. A expectativa é que o ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) seja o candidato palaciano ao Senado em 2014, e o PMDB indique o vice da chapa de Casagrande. Mas partidos também importantes na base, como PDT e PR, exigem mais espaço no palanque do governador. O fator que pode realmente ameaçar a reeleição do governador Renato Casagrande é o papel que será desempenhado pelo ex-governador Paulo Hartung. Mesmo na planície e com o prestígio eleitoral abalado, o peemedebista tem estratégias de movimentação política de bastidores que podem comprometer as costuras feitas por Casagrande. Seguindo sua dinâmica já conhecida de não antecipar decisões eleitorais, Hartung confunde o mercado, deixando seus emissários criarem a expectativa de que ele pode disputar o Senado e até mesmo o governo do Estado em 2014, o que cria uma instabilidade na base de Casagrande, que antes fora sua base política. Além disso, Hartung conta com um aliado igualmente astucioso em movimentações políticas: o presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM). A movimentação de Hartung já aponta para três complicações no palanque de Casagrande. Se Hartung disputar o Senado, vai trazer reflexões sobre esta eleição, que geralmente é casada com a do governador. Coser dificilmente disputaria a vaga com Hartung e toda a movimentação que vem fazendo dentro do PT para garantir sua candidatura ao Senado pode ir por água a baixo. Também inviabiliza a candidatura da deputada federal Rose de Freitas (PMDB) à vaga. A entrada de Hartung em qualquer posição no palanque governista também afastaria o senador Magno Malta e o PR do grupo. No caso de Hartung se candidatar ao governo, racha com Casagrande e força a entrada na disputa do Palácio Anchieta do senador Magno Malta, que há muito deseja uma disputa eleitoral com Hartung.  

18/02/2013 / 0 Comments
read more
23082012_pedro_valls_gust_20200308-074434_1.jpg

Pedro Valls nega crise entre Tribunal e Ministério Público

Sem categoria

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJES), desembargador Pedro Valls Feu Rosa, refutou as insinuações de que haveria uma crise institucional entre o Judiciário e o Ministério Público Estadual (MPE). Em entrevista ao jornal A Gazeta deste domingo (17), o magistrado se saiu bem ao rebater as tentativas de atrelar a atual gestão do tribunal a um suposto “ativismo” no Judiciário: “O que nós temos feito é pegar os processos que lá estão e colocar em julgamento. É isso que o povo sempre pediu”. Questionado sobre a polêmica em torno das prisões dos ex-prefeitos investigados na Operação Derrama, Pedro Valls não quis comentar o assunto porque alegou não conhecer os autos. Mas disse que há um clamor da sociedade por Justiça e que não entende por que as prisões de pobres não causam tanta repercussão. O desembargador não entrou em detalhes, mas deixou claro que estava havendo uma comoção exagerada de setores da sociedade, sobretudo a mídia, em relação às prisões dos ex-prefeitos – um dos pontos de divergência entre o MPES e o TJES. Apesar do tom dado durante toda a condução da entrevista, o desembargador chegou a ironizar as insinuações da existência de uma crise institucional. Já que havia sido a própria jornalista (Andréia Lopes) a primeira a criticar, em sua coluna dominical, as ações do novo presidente do tribunal e a trazer os supostos ruídos na relação entre o magistrado e o procurador-geral de Justiça, Eder Pontes da Silva. Ao contrário da proposta da entrevista, o desempenho de Pedro Valls desfez qualquer tentativa de colocá-lo no papel de “algoz do Ministério Público”. O chefe do Judiciário estadual condicionou as divergências entre os órgãos como uma atividade normal dentro de um processo. Ele citou até mesmo a legislação para avalizar o comportamento da Justiça na devolução de uma denúncia da Operação Lee Oswald e a recente manutenção dos ex-prefeitos presos na Operação Derrama. “Divergências pontuais existiram, existirão em qualquer profissão, em qualquer campo da atividade humana. […] Tudo que está no Código de Processo não pode ser visto como algo inusitado. Eventuais divergências sobre a aplicação da lei devem ser encaradas meramente desse tamanho: uma mera divergência sobre a aplicação da lei”, minimizou. Em outro trecho da entrevista, Pedro Valls mostrou que o Judiciário está fazendo coisas comuns às atividades dos tribunais, que já deveriam ter sido feitas no Espírito Santo – em alusão à prisão dos ex-prefeitos investigados na Derrama. “É hora de mudar essa cultura de espanto toda vez que não seja miserável, que alguém que não seja da periferia, vai preso”, afirmou o desembargador. Pedro Valls também negou os boatos de que teria pretensões eleitorais – com exceção a uma vaga de ministro em Brasília. Sobre a relação com a classe político, o desembargador recorreu à sua origem familiar – que teve políticos e magistrados – para dizer que atende a toda classe política. “Recebo a todos com a mesma consideração”, revelou, novamente sem dar espaço para insinuações do relacionamento com a ex-vice-presidente do Congresso Nacional, deputada Rose de Freitas (PMDB), e o senador Magno Malta (PR). Ao final da entrevista, o presidente do TJES negou outra suposta divergência – também levantada por setores da imprensa – entre ele e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) após a devolução ajuizada sobre os episódios de corrupção em Presidente Kennedy. “Eu sempre mantive com ele um bom relacionamento e fico até surpreso com esses comentários”, afirmou. O questionamento se deve ao posicionamento de Pedro Valls que devolveu os autos do processo ao Ministério Público sob alegação de que a denúncia teria ignorado fatos levantadas durante as investigações – episódios conhecidos não apenas por toda a classe político, mas como até a imprensa nacional que divulgou as suspeitas de corrupção relacionadas a pessoas ligadas ao ex-governador, caso do sócio no escritório de consultoria Éconos, o ex-secretário José Teófilo de Oliveira. Fontes dos meios jurídicos avaliam que o posicionamento do desembargador não teve nada de excepcional. “O presidente do TJES teve uma reação natural por entender que as investigações apontam a ligação de mais pessoas. Se o MP entendesse que não havia irregularidades poderia enviar novamente a mesma denúncia, mas de forma justificada – fato que não ocorreu na apresentação da primeira ação”, esclareceu uma das fontes que acompanharam as investigações.

18/02/2013 / 0 Comments
read more

As ficções de Borges

Sem categoria

  Jorge Luís Borges foi um dos maiores expoentes da literatura argentina e latino-americana, atuou como escritor, poeta e ensaísta, dentre outras coisas, e se destacou no que se chama de literatura fantástica. Sua obra literária foi mais reconhecida em duas áreas: contos e ensaios. Ele deixou duas obras principais de contos: Ficções e O Aleph.   Na obra Ficções, seus contos seguem o filão da literatura fantástica, onde temos estórias fictícias que se revestem de um modo de escrita que nos faria crer que Borges fala de coisas reais, se não fossemos advertidos de que as informações ali contidas são todas do universo ficcional. Os contos que compõe a obra Ficções vêm confirmar a criatividade de Borges de simular certos dados como se fossem legítimos, o que dá um caráter único aos seus contos fantásticos.   Da edição de Ficções que tenho em mãos, vários contos se destacam como fonte de reflexões e que têm uma composição complexa, formando um universo de conhecimento, embora se trate, como diz o título do livro, de ficções. Desses contos maravilhosos, destaco dois: Pierre Menard, autor do Quixote e A Biblioteca de Babel.   No conto Pierre Menard, autor do Quixote, Borges começa o conto fazendo de seu personagem Menard um romancista, e feito isto, primeiro enumera a obra visível de Menard, uma enumeração que não chega e ser enfadonha, mas que prepara o terreno para o tema do conto: a reescritura do Quixote de Cervantes, o que se torna um empreendimento histórico e também um tanto difícil, mas Borges considera a tarefa possível nas mãos de seu fictício Menard. A parte de Quixote, em Menard, se torna a parte mais importante de sua obra, “a subterrânea, a interminavelmente heroica, a ímpar.” (Borges, Ficções) E é nessa empreitada literária que Menard realiza um feito, ele se projeta do século XX ao XVII de Cervantes.    Mas, para Borges, Menard supera Cervantes, o que foi escrito antes por Cervantes, se torna mais grandioso e complexo na versão de Menard, que afirma: “Meu propósito é simplesmente assombroso”. E Borges, por fim, resume um dos sentidos deste conto: “… a verdade, cuja mãe é a história, êmulo do tempo, depósito das ações, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.” Este trecho está igual em Cervantes e em Menard, mas o que Menard realiza é, segundo Borges, o impossível, Menard é Cervantes.   Num dos contos mais famosos de Borges, A Biblioteca de Babel, temos uma estória que é, na verdade, sobre uma utopia, ou seja, a de uma biblioteca que abarcasse todos os livros do mundo, e não só, que tivesse nela toda a sabedoria humana, uma utopia que busca uma linguagem universal, mas que esbarra na desordem de Babel.   No jogo de espelhos dos hexágonos desta biblioteca fictícia, Borges procura um alfabeto universal, busca a Ordem, mas o que é visível é a desordem, as combinações infinitas, e não uma noção universal de todos os saberes através de uma “obra completa do mundo”. O paradoxo deste conto de Borges é este: podemos ter um instrumento universal de linguagem, as letras são finitas, mas a grande dificuldade de tal projeto (utopia) é realizar o intento de tudo reunir num lugar que, para Borges, se configura como infinito, o que é nada mais que a infinitude do universo. E, uma vez que para o entendimento da vida, julgo eu, não podemos resumi-la através dos livros, ficamos no mesmo círculo existencial de toda a vida humana, num linguajar vulgar: “a cobra morde o rabo.”   A estrutura caótica da Biblioteca de Babel, em que se busca uma chave universal de conhecimentos ou sabedoria em vão, é mais um labirinto de toda a experiência humana, a utopia só funciona como ideia, não como realidade, e esta ideia só pode mesmo se fundar em ficção, o que em Borges se torna um de seus contos mais famosos. Tudo se conclui, então, no último parágrafo do conto: “A Biblioteca é ilimitada e periódica. Se um eterno viajor a atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao fim dos séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, reiterada, seria uma ordem: a Ordem).”   O que fica deste livro de contos de Borges, Ficções, é que lendo seus contos temos um tanto de imaginação que, paradoxalmente, se disfarça de verdade, se conduz como um tipo de conhecimento, e talvez aí esteja a lição de sabedoria em Ficções: nem tudo que parece, é. Mas, como numa ficção tudo é o que se parece, temos uma verdade literária em Borges, ainda que, enquanto realidade, seus contos são fruto de uma imaginação engenhosa.   Gustavo Bastos, filósofo e escritor. Blog: http://poesiaeconhecimento.blogspot.com 

17/02/2013 / 0 Comments
read more

Festa ou reflexão?

Sem categoria

Nesta quarta-feira (20), o PT promove em São Paulo um evento com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula para comemorar “10 Anos de Governo Popular e Democrático do PT”. O evento marca o início das comemorações dos 33 anos do partido. Do surgimento na década de 1980 à chegada ao governo federal muita coisa mudou no partido. No Espírito Santo, a situação é a mesma, o partido há muito se afastou de seus ideais de origem, a diferença é que em vez de chegar ao topo, como acontece com a nacional, o PT vem diminuindo seu capital. O partido se tornou personalista e o próprio processo para a escolha do presidente da sigla já mostra como esta dinâmica se dá no Estado. A intenção do Processo de Eleição Direta (PED) é o de tornar o processo o mais democrático possível, permitindo que os filiados possam votar diretamente, escolhendo o presidente do partido. Mas as movimentações que precedem esse processo é que preocupam. O ex-prefeito de Vitória, João Coser, conseguiu um grande número de filiações partidárias. A ideia é vencer a eleição interna para, no comando do PT estadual, conseguir construir sua candidatura ao Senado, assim como garantir um palanque reforçado para seus aliados nas disputas proporcionais. Enquanto isso, o projeto de retornar ao governo do Estado fica mais uma vez adiado. Algumas lideranças ainda se agarram aos ideais de formação do PT. Essas lideranças são as que terão seu espaço reduzido no próximo ano. A senadora Ana Rita, que vem conseguindo em sua curta passagem pelo Senado uma atuação bem próxima da sociedade civil organizada, valorizando os movimentos sociais, ao que parece, não terá a chance de disputar a reeleição, já que o grupo de Coser está próximo de conseguir a hegemonia no partido. Iriny Lopes, que chegou a ocupar uma Secretaria Especial da presidência da República, pode vir a não disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados. A disputa à prefeitura de Vitória trouxe desgaste políticos e econômicos para corrente da parlamentar. Isso, aliado à pressão dos outros pretendentes a uma cadeira na bancada – Givaldo Vieira e Helder Salomão –, pode fechar o espaço da deputada. Já na Assembleia há dúvidas de que o partido irá repetir o desempenho de 2010, elegendo quatro deputados estaduais, mas é onde o partido tem mais chances de se manter e ainda conseguindo mais uma graças à ida de Rodrigo Chamoun para o Tribunal de Contas. Vereza não deve disputar mais e Lúcia Dorellas é dúvida. Mas Rodrigo Coelho é cotado para sair muito bem votado. Roberto Carlos e Genivaldo Lievori vão ser apoiados pelos prefeitos Audifax Barcelos, da Serra e Leonardo Deptulski, de Colatina, respectivamente. Então, a questão que o PT do Espírito Santo tem que refletir é: os 33 anos de vida que estão sendo comemorados, cabe à nova fase do partido?

17/02/2013 / 0 Comments
read more

Paginação dos conteúdos

Anterior 1 … 4.535 4.536 4.537 … 4.870 Seguinte
Royal Elementor Kit Theme by WP Royal.