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Século Diário

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Lideranças podem voltar a polarizar disputa em Colatina nas eleições de 2016

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O município de Colatina (noroeste do Estado), a partir do próximo dia 19, terá três representantes na Assembleia Legislativa. Caso não haja nenhum revés na Justiça contra a posse de Olmir Castiglioni (PSDB), o ex-vereador se juntará aos conterrâneos Josias da Vitória (PDT) e Genivaldo Lievori (PT). Lievori e Castiglioni são base do atual prefeito Leonardo Deptulski (PT) e Da Vitória é ligado ao deputado federal Paulo Foletto (PSB), que trabalhou duro na campanha do pedetista à prefeitura de Colatina no ano passado, após ter desistido de disputar a eleição para prefeito. Embora essas lideranças tenham condições de travar um debate político no município, dificilmente esse tema chegará à Assembleia. Genivaldo já teve condições de endurecer o discurso conta Da Vitória por conta da repercussão do escândalo desvelado pela Operação Pixote, em que Da Vitória foi acusado de participação em fraudes nos contratos firmados entre o Instituto de Atendimento Socioeducativo (Iases) e a Acadis, organização social comandada por Gerardo Mondragon, que teria firmado quatro contratos suspeitos com empresas ligadas à família do deputado. Mas Genivaldo não fez o debate e perdeu a oportunidade, já que as denúncias contra Da Vitória foram esquecidas em um dos escaninhos do Ministério Público Estadual. As denúncias contra o prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, relacionadas ao envolvimento da mulher dele com uma entidade filantrópica, que receberia recursos da prefeitura, também passaram ao largo de Da Vitória e foram esquecidas depois da eleição. Sem a apresentação das novas lideranças para o debate político, a expectativa é de que a próxima eleição seja novamente marcada por um embate entre o grupo do ex-prefeito Guerino Balestrassi, que tem seu quinhão de poder garantido pela eleição e reeleição de Deptulski, que foi seu vice e um nome ligado ao deputado federal Paulo Foletto (PSB). Para lideranças locais, ao deixar de disputar a eleição para prefeito em 2012, Foletto perdeu a oportunidade de ser o prefeito do município. Com Deptulski desgastado politicamente a vitória de Foletto era dada como certa. O grupo conta com um nome que pode ser trabalhado para a sucessão de Deptulski, o ex-vice-prefeito Cirilo de Tarso (PSD), que se trabalhado como oposição pode vir a se tornar um nome forte. Do lado do prefeito não se vislumbra um nome que possa substituí-lo, a não ser o do próprio Balestrassi. Mas como os movimentos do ex-prefeito são de alçar voos para fora do Espírito Santo, dificilmente o grupo poderá contar com ele para encabeçar uma chapa em 2016.

12/02/2013 / 0 Comments
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Fiscalização será decisiva para que Código não anistie desmatadores

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Em julgamento no fim de 2012, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que, mesmo com o novo Código Florestal, as multas aplicadas anteriormente a julho de 2008 não são automaticamente anuladas, e sim convertidas em outras obrigações administrativas a serem cumpridas pelo proprietário rural.  Entre as ações, estão a inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR), a assinatura de termo de compromisso e a abertura de procedimento administrativo no programa de regularização ambiental.   Em seu texto, o Código Florestal aprovado em maio de 2012 retira o dever de pagar multas, bem como a aplicação de sanções penais aos responsáveis por degradação de áreas preservadas até 22 de julho de 2008. Agora, porém, com a decisão do STJ, as punições serão revertidas.   Entre outros órgãos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi um dos que viram nesta decisão a concretude do argumento de que o novo Código Florestal não anistia quem desmatou até o meio de 2008 – um dos pontos mais problemáticos na nova regra, alvo de duras críticas de ambientalistas e movimentos sociais, bem como de ação de inconstitucionalidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal (STF).   É claro que, mesmo com a decisão de reverter as multas em ações ambientalistas, não se esgota o argumento de que o novo Código anistia os “antigos” desmatadores. Para quem esperava por duras punições, como multas, a simples assinatura de um termo de compromisso – que nem sempre ajuda em muita coisa –, por exemplo, é punição branda demais.   Sendo assim, mesmo nos casos de brandas punições – ou “meia-anistia” – parece ser necessário que a sociedade acompanhe de perto.   Após a regulamentação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), obrigatória com o novo Código, a implementação das novas regras, em especial a integração dos dados, chega no início de 2013 ao nível estadual. Como já noticiado por Século Diário, vence em maio o prazo para que os Estados regulamentem os seus Planos de Regularização Ambiental (PRAs), que vão servir basicamente para regularizar propriedades irregulares em relação a áreas de preservação e reservas legais.   E é aí que entra o problema. Em geral, é nos Estados que a fiscalização se perde ainda mais. No Espírito Santo, por exemplo, os órgãos estaduais cumprem mais a função de liberação de empreendimentos, em favor de grandes empresas, do que o de fiscalização e licenciamento ambiental.   Por isso, torna-se ainda mais necessária a participação da sociedade civil no processo. Como os Estados serão absolutamente necessários para que os desmatadores não sejam totalmente anistiados por crimes ambientais, a fiscalização pela população é muito cobrada.   A questão foi levantada pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que afirma que a decisão do STJ “fortalece a tese de que os Programas de Regularização Ambiental sob a responsabilidade dos Estados devem ser monitorados de perto pela sociedade que deve exigir transparência e rigor totais”.   O instituto cobra o controle social pela população ao Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), considerada uma instância democrática e participativa máxima do Sistema Nacional de Meio Ambiente. A tentativa, segundo o Ipam, é ter a maior transparência possível aos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) “como forma de garantir que tais programas não consistam em meras peças burocráticas a confirmar na prática a tese da anistia”.   Para o Ipam, os PRAs devem se constituir na salvaguarda da sociedade de que o que deve ser recuperado vai ser recuperado e que a regularização ambiental dos imóveis rurais deve acontecer dentro dos princípios “do interesse público, da precaução, da sustentabilidade ecológica e da função social da propriedade rural”.

12/02/2013 / 0 Comments
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Sede e fome de Justiça

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  Vai completar um mês que os ex-prefeitos suspeitos de envolvimento no esquema de cobrança ilegais de tributos de grandes empresas estão presos. Dos dez prefeitos detidos, três conseguiram o benefício da prisão domiciliar, entre eles a ex-prefeita de Itapemirim, Norma Ayub, mulher do presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço, os outros permanecem trancafiados.    Apesar do parecer do procurador-geral Eder Pontes, que pediu à Justiça a revogação das prisões, o relator do inquérito no Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Ronaldo Gonçalves Sousa, decidiu pela manutenção das prisões. A decisão vem causando polêmica na “coxia” do judiciário e no palco.    Os advogados dos ex-prefeitos que tentaram “cortar caminho” também não tiveram sucesso. Até agora, todos os pedidos de habeas corpus que chegaram a Superior Tribunal de Justiça (STJ) foram negados. Mas uma evidência de que a decisão do desembargador não é tão despropositada, como tem propalado Pontes pelos bastidores.    Desde que a prisões foram decretadas, no dia 15 de janeiro último, houve muitas críticas por parte do chefe do Ministério Público. Eder Pontes vem tentando se valer de todos os recursos para pressionar o desembargador a rever sua posição e revogar as prisões.    A queda de braço entre Ronaldo Sousa e Eder Pontes expôs uma crise aguda entre as duas instituições. A relação que já vinha se esgarçando desde a Operação Lee Oswald, quando também houve divergências entre o Tribunal de Justiça e o órgão ministerial, chegou ao ápice na Derrama.    Apesar da pressão de Pontes, que tem recebido apoio de instituições ligadas ao MPES, de dentro e fora do Estado, e também da seccional da Ordem no Espírito Santo – que também classifica as prisões como arbitrárias -, a sociedade não parece comungar do entendimento de Pontes e companhia.    Enquete proposta por Século Diário, perguntou aos leitores do jornal se eles achavam correta a decisão do desembargador Ronaldo Sousa de manter os ex-prefeitos investigados na Derrama presos. As repostas revelam que a grande maioria dos leitores apoia a decisão do desembargador.    Dos 473 leitores que responderam à enquete, 70% (329) acham “corretíssima” a decisão. Eles completam a resposta acrescentando que as prisões devem servir de exemplo para os ex-prefeitos. Apenas 14% (66) entendem que as prisões, como disse Pontes, “são desnecessárias”. Outros 11% (51) também concordam com o procurador-geral. Para eles, houve excesso do Tribunal. Há ainda 6% (27) que acham que soltos, os ex-prefeitos “atrapalhariam as investigações”.    É claro que isso é só uma enquete sem valor científico, mas os resultados, embora empíricos, merecem reflexão. Talvez se os dados fossem levantados a partir de uma pesquisa ou de um plebiscito, as respostas não seriam tão diferentes do que as apuradas na enquete.   Quando o desembargador Pedro Valls Feu Rosa assumiu a presidência do Tribunal, há pouco mais de um ano, no seu discurso de posse, disse que queria pedir desculpas àqueles que têm “sede e fome de justiça”. Pedro Valls afirmou que um dos desafios de sua gestão seria aproximar o Tribunal do povo.    Parece que o Tribunal está mais disposto a matar “a sede e a fome” daqueles que clamam por Justiça. Pelos menos é isso que revela essa simples enquete. 

11/02/2013 / 0 Comments
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Política italiana

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  Fico vendo a luta que se trava para que o cidadão se torne um político. Acho que todo brasileiro sonha em ser político. O exemplo está com Renan Calheiros. Acusado, criticado, crucificado e de repente volta ao poder. O cidadão se empolga com a política. Quer ser político.   Porque escrevo isso? É que neste mês de fevereiro tem eleições na Itália. Os italianos escolheram um novo parlamento, que é o quem manda por lá. Presidente da República tem também, mas não é nada, ninguém, apenas uma representação, uma figura decorativa. Quem manda mesmo é o primeiro-ministro.   Mas na Itália há também os deputados e senadores. Quatro dessas cadeiras podem ser preenchidas por representantes de italianos “oriundi”, ou seja, natos e descendentes (com direito a voto) que moram fora da Itália.   Tem brasileiros descendentes de italianos que se candidataram para essas eleições e fazem campanha como qualquer político. Percorrem o país deles, no caso o Brasil, como tem também na Argentina etc. Só tem de estar “ligado” a um candidato ao Senado de lá.   Aí está uma chance que nenhum político aquilatou. Já pensou você ser político na Itália? Pertencer ao Senado ou a Câmara de lá? De votar, discutir leis de lá? De negociar coisas e por aí afora? Deve ser mais emocionante do que estar em Brasília e além do mais com um “handicap” de não ter nenhum eleitor te enchendo o saco.   E tem mais, do jeito que a raça italiana é muito desunida, é provável que você ganhe a eleição e quem votou nem vai querer saber sobre o resultado do seu trabalho lá, que deve ser para defender os direitos dos italianos e descendentes “l’estero”   Está aí uma eleição importantíssima (para quem quer ser político) que os políticos com descendência estão deixando escapar. Ou seja, que muito políticos profissionais não vão disputar ou que não estão sabendo.   Eu, como descendente (entre o árabe e o italiano pesa mais o último), já escolhi em quem votar. É mulher, bonita e decidida. Vai adoçar um pouco a amarga política italiana. Alguém já ouviu falar em Berlusconi?   PARABÓLICAS   O ex radialista Guilherme Amorim está sempre presente no Facebook, ora matando saudades dos colegas ora falando com a família   Fernando Palhares deve estrear em novo prefixo brevemente. Tem um bom programa de sertanejo raiz.   A ida de Penido para a Rádio Globo (futebol) não mexeu na grande de audiência da Tupi no Rio. O baixinho Santiago continua bombando.   O colunista Wesley Satlher se revelou um grande apresentador de eventos, como aconteceu no da Record News. Um novo jeito de fazer esse trabalho.   MENSAGEM FINAL   “Pois todo homem que se eleva será rebaixado, mas quem se rebaixa será elevado.” São Lucas

11/02/2013 / 0 Comments
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Eu sou o samba…

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Depois de muito repeteco, o Carnaval capixaba finalmente ganhou um novo destaque masculino para reinar na passarela do samba. A disputa pelo comando político do Estado foi dura, mas o governador Renato Casagrande conseguiu se manter no grupo especial, ao contrário do ano passado, quando demonstrou não ter samba no pé e foi jogado para escanteio por seu antecessor Paulo Hartung (PMDB), até então o campeão dos campeões nos desfiles da G.R.E.S Espírito Santo. Casagrande firmou sua marca no posto principalmente após a disputa municipal que fez seu partido, o PSB, crescer e aparecer. Já Hartung foi perdendo brilho aos poucos e fez feio na eleição passada, acabando no grupo de acesso. Claro que ainda falta a Casagrande imprimir de fato sua marca própria no governo. Mas por enquanto é ele quem levanta e empolga a escola.      Comissão de Frente e Abre-Alas  Este ano, como não poderia deixar de ser, o desfile é aberto pelos novos prefeitos do Estado, que venceram a disputa com o discurso da mudança. Renovação que atingiu quase todas as prefeituras do Estado, marcando o fim de grupos políticos poderosos. Mas o posto corre risco. A tal bandeira da mudança já não se mostra tão acesa, pode ser mais uma daquelas coisas que só funcionam durante a campanha. Quem ornamenta o carro Abre-Alas desta vez é, sem dúvida, a pomba socialista.    Ala dos Baianos Quem rodou, rodou e rodou em 2012 foram os envolvidos na Operação Pixote, principalmente o ex-secretário de Justiça Ângelo Roncalli, a ex-diretora presidente do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Estado (Iases) Silvana Gallina, e o colombiano Gerardo Mondragon. Disputam espaço nesta ala ainda muitos políticos citados nos escândalos da Lee Oswald e Derrama, que também rodaram, rodaram e rodaram. Resta saber se há vaga pra tantos carnavalescos.   Alegorias e Adereços   O G.R.E.S Espírito Santo está muito mal representado neste quesito no Carnaval 2013. O prédio que representa o legislativo estadual cai aos pedaços há muito tempo, compondo muito mal com o restante da escola. Falta cor, efeito e riqueza nos materiais utilizados. O efeito visual é péssimo.    Velha Guarda Os integrantes desta ala, apesar de terem sido por muito tempo peças fundamentais na escola de samba da política capixaba, tiveram suas forças reduzidas, passando para a parte de trás do desfile. As cabeças do grupo são Hartung, a deputada federal Rose de Freitas (PMDB) e o ex-prefeito e ex-deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB). Todos perderam posição.    Harmonia Os órgãos do conhecido arranjo institucional de Paulo Hartung perderam a compostura e abriram uma crise institucional que ainda tem muito a render. Tribunal de Justiça e Ministério Público do Estado não entoam mais a mesma nota. É outro quesito que fará a escola perder ponto este ano.   Bateria Faz um barulho ensurdecedor, desde que assumiu a presidência do TJES, o desembargador Pedro Valls Feu Rosa. Abalou as estruturas das “masmorras capixabas”, botou o dedo na ferida de muita gente, e sempre que pode anuncia sua intenção de chegar ao “topo da pirâmide” da corrupção no Estado. Só dá ele no comando da bateria.   Samba-enredo A música que marcou a disputa municipal do ano passado, do “gesto da mudança”, foi uma sacada inteligente e virou um mantra na boca de políticos do Estado. Mas a moda pegou tanto que até enjoou.    Mestre sala e porta bandeira O casal destaque do Carnaval capixaba deste ano é sem dúvida o presidente da Assembleia Legislativa Theodorico Ferraço (DEM) e sua mulher, a ex-prefeita de Itapemirim Norma Ayub (DEM). Os dois estão envolvidos nas investigações da Operação Derrama, mais uma para extensa lista do deputado estadual, e Norma chegou a ser presa. Mesmo no olho do furacão, porém, Ferração foi reconduzido à presidência da Casa, e sua mulher é a única dos ex-prefeitos presos que conquistou a liberdade. Quem pode, pode.    Evolução  O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), depois de uma tentativa frustrada, conseguiu chegar ao posto que desejava, com uma campanha que conquistou os moradores da Capital. Demonstrou sagacidade, enfrentou nomes fortes, e está em ascensão na política do Estado. Tem futuro.   PENSAMENTO: “Preciso subir o morro, e escutar um samba honesto”.Alessandro Lo-Bianco

11/02/2013 / 0 Comments
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Uma nova fila

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Dos eleitos em 2012, alguns nomes merecem uma atenção especial do mercado político para o cenário eleitoral futuro no Estado. Em 2014, Renato Casagrande deve disputar sem muita tormenta a reeleição para o governo do Estado. Mas embora a sucessão do governador reeleito seja uma projeção muito distante, uma nova fila deve começar a ser formada para 2018, e essa fila começou a ser formar no ano passado. Entre os novos prefeitos, o destaque evidentemente é Audifax Barcelos. Ele é do mesmo partido do governador, venceu em primeiro turno, já conhece a administração que pegou, por isso, terá mais facilidade ou menos dificuldade em fazer um bom governo. Aparentemente, ele seria o sucessor de Casagrande, o primeiro da fila. Mas não é o único nome a se apresentar. O prefeito da Capital, Luciano Rezende (PPS), já foi um aliado de primeira linha do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), mas a pressão sofrida no período pré-eleitoral, a acolhida do governador Renato Casagrande ao seu palanque, e a ida de Hartung para o palanque adversário na disputa de 2012 aproximaram Rezende de Casagrande. Um bom governo, na Capital, pode fortalecer o prefeito a dar um passo à frente em 2018, ainda mais se o afastamento entre PSB e PT em nível nacional se concretizar. Mas isso vai depender da atuação do prefeito na reeleição de Casagrande no próximo ano. O prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), é uma incógnita. Ele se esforça para mostrar que não é um político com amarras em Paulo Hartung. Mas precisa dar ao município as respostas que prometeu na campanha. O eleitorado canela-verde é complicado e instável. Se Rodney não der respostas rápidas, pode ser penalizado, comprometendo até sua disputa à reeleição. Ele sempre terá o exemplo do antecessor Neucimar Fraga (PR) nesse sentido. Quanto à fila antiga, os nomes não têm, pelo menos hoje, uma capilaridade para se credenciar ao governo. Nem o ex-governador Paulo Hartung, nem o senador Ricardo Ferraço (PMDB) e muito menos o ex-prefeito de Vitória João Coser (PT) têm asas para um voo tão alto. Em 2014, Casagrande prepara um show solo e depois disso vai escolher um parceiro para dividir seu sucesso. Isso, se nenhum senão acontecer. Porque no Espírito Santo, nada é definitivo e imutável. Hartung que o diga. Fragmentos: 1 – Comentário dos meios políticos: “Até o papa renuncia, mas Theodorico Ferraço (DEM) continua agarrado à cadeira de presidente da Assembleia”. 2 – No próximo sábado (16) as lideranças capixabas vão saber se terão ou não um novo partido para a disputa de 2014. Resta saber se o partido vai abrir a porteira para os descontentes das outras siglas ou não. 3 – Se aceitar muita gente, corre o risco de a idealizadora da nova sigla, Marina Silva, sair decepcionada. Será que coordenação no Estado vai ter os mesmo critérios que a ex-senadora?

11/02/2013 / 0 Comments
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Ruas e avenidas de Vitória serão interditadas para obras e desfiles de blocos

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A Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana (Setran) autorizou nove interdições para eventos e obras nesta semana em Vitória. Nesta segunda-feira (11), a interdição ocorrerá devido à recomposição de pavimento no bairro Conquista. Duas ruas ficarão interditadas até das 8h às 18h até o dia 11 de março. Segundo a Setran, no bairro Conquista ficarão interditadas as ruas São Lázaro e São Nicolau. Já no bairro Consolação, a interdição ocorrerá somente nesta terça-feira (12), no trecho da rua Antônio Aleixo que fica entre a rua Joaquim Leopoldino Lopes e a avenida Marechal Campos, ficando totalmente interditado das 13h30 às 22h30. Em Santo Antônio a interdição ocorrerá no sábado (16), devido ao desfile do bloco Fora de Hora. A rua Soldado Manuel Furtado, seguindo pela avenida Serafim Derenzi, ruas Leôncio Nunes, Ernesto Bassini, avenida Santo Antônio e a rua Major Rabayoli, ficarão temporariamente interditadas das 16 às 20 horas. Também no sábado (16) tem evento comunitário no bairro Cruzamento, e o trecho da rua Aguiar Filho, que fica entre as ruas Clímaco Salles e Ormando Aguiar, estará totalmente interditado das 15 horas às 22h30, no bairro Cruzamento. No mesmo dia, parte da rua Barão de Monjardim, que fica na avenida Jerônimo Monteiro, no Centro, terá o trânsito impedido até a entrada da Gruta da Onça. No local desfila o bloco Pouco Amor não é Amor. Já no domingo (17), tem desfile do bloco Xupaí nos bairros Estrelinha e Grande Vitória. A saída do bloco será na rua Oito de Julho, próximo à rua da Galeria, seguindo pelas ruas do Canal, Prainha e Onze de Janeiro, com chegada perto da avenida Serafim Derenzi. Todas essas vias estarão temporariamente interditadas das 14 às 18 horas. Na Praia do Suá, ficarão interditadas a avenida João Batista Parra, seguindo pela rua Professor Sarmento, ruas São Sebastião, Almirante Tamandaré, General Câmara, Professor Sarmento, Desembargador Ferreira Coelho, avenida Leitão da Silva, rua Neves Armond e avenida João Batista Para o desfile do bloco Amor da Minha Rola. Essas vias estarão temporariamente interditadas das 14 às 18 horas. Em Bonfim/Maruípe, tem desfile do bloco carnavalesco Eu quero Elas, também no domingo (17). Para a folia, ficam temporariamente interditadas a avenida Professor Hermínio Blackman, de onde sai o bloco, rua Areobaldo Bandeiro, avenidas Maruípe, Adolpho Cassoli, Coronel José Martins de Figueiredo, ruas Francisco de Alvarenga Rabelo e Dióscoro Carneiro Filho das 14 às 18 horas. Ainda no domingo desfila o bloco Passa a Régua, em Jardim Camburi. A saída será na rua Carlos Delgado Guerra Pinto, seguindo pela avenida Ranulpho Barbosa dos Santos, rua José Celso Cláudio, rua Dante Michelini (sentido Jardim da Penha) e rua Carlos Martins. Essas vias estarão temporariamente interditadas das 16 às 20 horas.

11/02/2013 / 0 Comments
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Prefeitos serão o reforço no palanque de Casagrande em 2014

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O governador Renato Casagrande vem agindo para nivelar seus aliados de forma a equilibrar as forças em sua base política para 2014. Isso inclui os prefeitos da Grande Vitória e dos municípios com grandes colégios eleitorais no interior do Estado. Os prefeitos estarão de fora da disputa do próximo ano, mas se estiverem fortalecidos, com uma boa avaliação do primeiro ano de gestão, os prefeitos podem se transformar em seus grandes cabos eleitorais na disputa pela reeleição. Além do prefeito da Serra, Audifax Barcelos, que é do PSB, partido do governador, Casagrande tem dado atenção especial ao prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS); de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), de Cariacica, Juninho (PPS), além dos prefeitos de Linhares, Nozinho Correa (PDT); Colatina, Leonardo Deptulski (PT) e de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglioni (PT). Esses prefeitos administram a grande maioria dos eleitores do Estado. Se para Casagrande eles são interessantes porque podem se transformar em seus vetores de voto na disputa pela reeleição para o próximo ano, para os prefeitos, a aproximação com Casagrande vai além da busca por captação de recursos do Estado em tempos de crise econômica nos municípios. Os prefeitos não estarão na disputa de 2014, mas em 2018, quem não estará no páreo para o governo do Estado é Casagrande, que por enquanto não indica um nome em potencial para sua sucessão. Neste sentido, o prefeito com um desempenho significativo e pertencente à base do governo pode se credenciar à sucessão estadual. Alguns têm mais chances que outros. O prefeito da Serra, até pela aproximação partidária, é o que tem mais potencial. Até porque é o que tem mais condições de ter êxito nos dois mandatos à frente da prefeitura, apesar das dificuldades iniciais que encontrou. Mas há outros nomes que podem entrar na fila. Luciano Rezende foi socorrido pelo governador na eleição do ano passado e pode estabelecer com ele uma relação política que poderá gerar frutos em 2018. Rodney Miranda é uma liderança que não pode ser descartada desse jogo político, mas é uma incógnita e seu capital político vai depender do desempenho à frente da prefeitura de Vila Velha. Politicamente ele tenta mostrar ao mercado que não tem amarras políticas, o que pode colocá-lo no palanque de Casagrande em 2014. Quanto aos prefeitos do interior, a situação é mais clara em Linhares, onde o prefeito venceu a eleição como grande surpresa do pleito e contra o palanque do ex-prefeito Guerino Zanon (PMDB), aliado de Paulo Hartung. Em Colatina, Deptulski segue os conselhos de Guerino Balestrassi, que tenta se firmar também como liderança sem amarras. O problema  é o histórico de escolhas equivocadas de Balsetrassi que podem levar Deptulski para um palanque menos interessante. Em Cachoeiro, Casteglioni mostrou capacidade de vencer o grupo de Theodorico Ferraço (DEM) em duas ocasiões, o que o torna muito fortalecido em 2014. O fato de seu principal aliado Rodrigo Coelho (PT) ter feito parte do governo Casagrande também pode facilitar o trabalho do petista em favor da reeleição do governador. Apesar da importância das lideranças do interior, os nomes que podem entrar na fila sucessória de Casagrande devem mesmo sair da Grande Vitória.

11/02/2013 / 0 Comments
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Vitória poderá incluir esportes radicais no calendário de eventos da cidade

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Na tentativa de valorizar a prática do BMX, patins e skate, o vereador Vinícius Simões (PPS) quer tornar a cidade de Vitória em palco anual destes esportes radicais. O projeto de lei quer reservar um final de semana oficial para a prática destes esportes na Capital. Segundo o vereador, a intenção é incluir o evento no calendário oficial da cidade. “A inserção deste evento no Calendário Oficial de Datas e Eventos do Município de Vitória, além de motivar sua prática organizada, promove a integração e a educação dos praticantes dos esportes em questão”, afirma. O projeto, se aprovado, ocorrerá anualmente e deverá ser promovido pela Prefeitura de Vitória, que deverá definir as datas e os locais para a realização do evento.   De acordo com o vereador, a iniciativa também é motivada pelo aumento do número de adeptos destes esportes. Sem grandes eventos municipais, lembra ele, faltam iniciativas que envolvam os esportistas e valorizem a prática. “A proposta em realizar esse evento oficial possibilitará o desenvolvimento social, maturidade, autoconfiança dos praticantes e a educação, pois a prática desses esportes radicais exigem conhecimento e técnica”, esclarece o vereador.   Além do final de semana oficial, o projeto prevê que a Prefeitura de Vitória, por meio de palestras, conscientize os participantes sobre a importância dos equipamentos de segurança. Além disso, para garantir a participação efetiva dos esportistas, ela deverá consultar as federação dos esportes sobre o projeto. As parcerias, Simões,  poderão ser formalizadas com outros órgãos públicos, entidades privadas interessadas e órgãos representativos dos skatistas, patinadores e bikers do município e Estado. O vereador também apresentou projeto de lei que institui o “Dia do Biker” e “Dia do Patinador”, no dia 9 de agosto de cada ano. “A patinação e o bicicross propiciam a prática do lazer e são instrumentos importantes de integração e desenvolvimento social, pois exigem dedicação, empenho, espírito de equipe, senso de responsabilidade e de limite”, disse.  

11/02/2013 / 0 Comments
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Mais de 20% da população de Vila Velha têm algum tipo de deficiência

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  O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Vila Velha (Comude-Vive) cobrou do prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM), mais atenção à população portadora de algum tipo de deficiência no município.    Segundo o Comude-Vive, mas de 88 mil, ou 21% da população de Vila Velha necessitam de melhorias de acessibilidade, seja nas áreas de educação, transporte, saúde e lazer.    Em Vila Velha, segundo a Comude-Vive, há poucas áreas adaptadas e muitos entraves urbanos que dificultam a locomoção das pessoas com deficiência. Faltam calçadas adaptadas, elevadores apropriados, programas de incentivo ao esporte, oficinas, capacitação profissional, entre outros serviços.   Além das condições físicas para livre circulação, a cobrança é, sobretudo, pela inserção da pessoa com deficiência na vida econômica e social do município.   As demandas do Comude-Vive foram levadas ao prefeito, ao vice, Rafael Favatto, que é também secretário de Ação Social. O prefeito disse que o objetivo da nova gestão é ouvir a sociedade, identificar as demandas e transformá-las em políticas públicas.    Praia Legal   Uma das iniciativas voltadas à pessoa com deficiência é o Projeto Praia Legal, que foi implantado na gestão do ex-secretário de Defesa Social Ledir Porto. Os banhos de mar para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida, que acontece na Praia da Costa desde 2011, foi mantido pela atual gestão.   O coordenador do Projeto, Aníbal Chieza Filho, explica que o Praia Legal tem como objetivo fazer a inclusão social e proporcionar um momento de lazer aos deficientes físicos. “O projeto funciona o ano todo, em horários especiais e com os salva-vidas treinados especialmente para trabalhar com esse público”, explicou.   Na última quinta-feira (06) foi realizado o primeiro banho de mar à fantasia para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida, na Praia da Costa.   A meta da Prefeitura de Vila Velha é que o banho de mar à fantasia para deficientes entre no calendário carnavalesco da cidade como uma atividade de inclusão da pessoa com deficiência. Segundo Chieza, a ideia do banho de mar à fantasia foi inspirada na tradicional festa que acontece em Manguinhos, Serra. “Pensamos, por que não fazemos aqui para pessoas com deficiência”, afirmou Chieza. “Queremos que o banho de mar à fantasia aconteça sempre na semana que antecede o carnaval”. 

11/02/2013 / 0 Comments
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